RP Recomeda: Transistor, e mais 4 games que você deveria jogar!


No último RP Recomenda nós falamos de alguns indies que estão por vir e que aparentemente tem tudo pra dar certo. Certamente vamos procurar falar deles quando disponíveis. E para esquentar ainda mais o seguimento que tem sido uma mão na roda para os mais saudosistas, trouxemos cinco ótimas indicações de games já disponíveis e achamos que você deveria dar uma boa olhada neles.

Windows/Xbox360/Xbox-One

Desenvolvido pela Press Play e publicado pela Microsoft, Max: The Curse of Brotherhood, é uma aventura daquelas em que você tem de usar os reflexos e um pouco de raciocínio para alcançar o próximo checkpoint. Nada muito exigente, normalmente se consegue vencer os desafios após algumas tentativas seguidas. O Visual e a jogabilidade são em 2.5D e se desenvolvem conforme avançamos pelas fases, passando por locais desérticos, florestas e cavernas cheios de obstáculos e puzzles baseados em física.

O objetivo de Max, o protagonista, é salvar a Felix, seu irmão mais novo. Graças a uma infeliz pesquisa na web realizada por Max, o caçula foi parar em um mundo paralelo comandado por Mustacho, o vilão. Arrependido do que fez, Max não pensa duas vezes e parte rumo ao resgate, utilizando apenas uma caneta tipo marca texto (que se tornou mágica assim que ele teve um encontro com uma “feiticeira”, pouco depois de chegar nesta nova dimensão). Com a tal caneta, o garoto pode interagir com os cenários, criando cipós, galhos flexíveis, jatos d’água, plataformas de terra e até lançar algumas “bolas de fogo”. As habilidades são liberadas no decorrer do jogo. O que te espera é um game criativo, bem humorado e muito divertido, recheado com vários momentos de fugas alucinantes. Ao todo são 20 fases, algumas mais curtas outras mais longas, e muitas “pernas pra que te quero”.

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Windows/PS4

Você provavelmente já ouviu falar da Supergiant Games, jovem produtora independente formada por ex-funcionários da Eletronic Arts. A empresa tornou-se melhor conhecida após lançar seu primeiro game, Bastion, que por sinal, é um baita jogo. Agora é a vez do recém-chegado Transistor, outro ótimo Action RPG com perspectiva isométrica e jogabilidade semelhante àquela presente na primeira cria da empresa.
Transistor possui uma história de início confusa, mas proposital. Em pouco tempo de jogo as coisas começam a se esclarecer e o desenrolar da trama vai cada vez mais prendendo a atenção do jogador. Situado numa cidade futurista chamada Cloudbank, vivemos na pele de Red, uma cantora que teve sua voz supostamente roubada por uma organização conhecida como Camerata. Sem muita explicação, Red se acha em frente a um corpo atravessado por Transistor, a “espada” que dá nome ao título. O jogador inicia sua jornada em fuga, sendo guiado pela voz de Transistor.

 

A arma carrega o espírito de alguém, de alguma forma ligado à protagonista, e atua literalmente na narrativa do game, já que Red ficou muda. A ambientação e o visual do game são bem característicos e se encaixam perfeitamente ao enredo. E a exemplo da excelente trilha sonora, a jogabilidade é um dos destaque do game. Embora seja possível atacar em tempo real, táticas de combate em “modo pause” foram implementadas, dando ao jogador a possibilidade de planejar e executar a melhor combinação de movimentos. Sem muitas delongas, aos amantes de RPG, é um título mais que recomendado.

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Windows/Mac/PS4

Não há como falar deste game sem mencionar Metal Slug como referência. Mas apesar das incontestáveis semelhanças visuais, não estamos diante de um clone qualquer: Mercenary Kings tem sua própria identidade, a começar pelo fator exploração. Ao invés de simplesmente caminhar para frente distribuindo saraivadas de balas, o jogador precisa se atentar a outros fatores que podem interferir na jogabilidade, como por exemplo, poder dar um reload em sua arma após esgotado o pente de balas, ou mesmo, poder coletar objetos e fazer upgrades no seu equipamento.
O visual é de encher os olhos, totalmente voltado para o magnífico e pixelado 8/16 bits. A trilha sonora não fica atrás e cumpre com maestria o seu papel.

 

O game pode ser jogado tanto em single player como em modo cooperativo, este último em tela dividia ou on-line, sendo possível juntar até 4 jogadores simultâneos, tornando a jogatina ainda mais divertida. O interessante é que, mesmo sendo um game totalmente em 2D side-scrolling, cada mercenário poder se locomover para qualquer direção na fase sem comprometer o progresso dos demais companheiros já que cada player fica na sua própria tela. O Level design é bem construído e relativamente grande, com rotas alternativas capaz de acomodar a todos sem causar confusão. A Tribute Games está de parabéns. Este é sem dúvida, um dos games mais interessantes do gênero lançado por um estúdio independente. Diversão garantida!

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Windows/Mac/Linux/PS4/PSvita/3DS

Fruto da sueca Image & Form Games, SteamWord Dig é um game de ação e aventura em plataforma 2D com tema faroeste e personagens robóticos no estilo steampunk. Rusty, o protagonista, recebeu de seu desaparecido tio uma escritura lhe dando os direitos de explorar uma velha mina abandonada numa cidade vizinha. O simpático “cowboy” parte então para o local em busca de progresso e logo fica sabendo de boatos sobre coisas estranhas envolvendo a mina.
Quando comecei a jogar este jogo, logo me veio à mente o ótimo e desafiador Spelunky. Foi só experimentá-lo por mais alguns minutos e percebi que SteamWord Dig possui muitas diferenças e elementos próprios, ou seja, você precisa entrar nessa aventura que não vai se arrepender. O papel do jogador é explorar as imensas cavernas, acumular recursos minerais e desvendar os mistérios que intrigam os arredores. Falando assim pode parecer um jogo maçante e sem muitos atrativos, mas não se engane, jogá-lo é muito divertido e seu fator exploração foi muito bem elaborado.

Rusty precisa realizar upgrades frequentes em seu equipamento e aprender novas habilidades conforme avança pelas fases. De início, apenas uma simples picareta está a seu alcance, mas logo que toma posse de novas ferramentas e movimentos avançados a coisa muda de figura. Em minha opinião, nunca um game baseado em escavar minas foi tão divertido. SteamWord Dig é sucesso desde que foi lançado para 3DS no ano passado, e suas conversões para outros sistemas foram mais do que bem vindas.

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Windows/Mac

Um cara furioso, uma namorada pra salvar, desafio pra gente grande, regados a muitos pixels. Parece clichê pra você? Talvez, mas não tem nada mais nostálgico que isso e estes elementos foram muito bem utilizados neste game. Nada de visual HD agora, os pixels vão escorrer pelos seus monitores e TVs. Foi com seus gráficos simples, trilha sonora maneira e ação frenética que Tiny Barbarian DX conquistou meu coração retrogamer.

Este divertidíssimo título foi feito aos moldes dos clássicos de ação/aventura 2D dos 8 bits, tanto na parte visual como na jogabilidade. Os controles respondem extremamente bem e o level design é bem peculiar ao que tínhamos lá nos anos 80, com o diferencial de que não há fases curtas separando a jornada do pequeno bárbaro e sim, uma grande peleja dividia por checkpoints e continues infinitos. Só não se engane, os infinitos continues serão muito bem-vindos e não vão estragar sua diversão. Os adeptos a uma dificuldade elevada vão se sentir em casa, pois tudo aqui parece ter sido feito pensando na “velharada” gamer de todos os tempos. Se posso citar algumas referências, Tiny Barbarian DX lembra bastante sucessos como Ninja Gaiden e Castlevania e isso quer dizer exatamente o que você deve estar pensando: arrume um ótimo gamepad e vá jogá-lo já!

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Bem, estão aí pessoal. Ótimos títulos esperando por vocês, diversão garantida para qualquer um deles. Logo traremos outras recomendações para os nossos retro-aventureiros. Agora me deem licença que vou ali explodir alguns chefes de fases. Grande abraço e boa jogatina!

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Sobre Jeff

O Jeff é veterano que começou a jogar games com um Bit System. Ele ama jogos 2D. Criterioso e saudosista, adora os jogos de Nintendinho. Atualmente sua plataforma principal é um PCgamer, Mas jogar é com ele, não importa se num console da Sega, Sony e assim vai!

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  • Visionnaire

    Cara que lista da hora! Não joguei nenhum desses, mas fiquei muito interessado. Ainda bem que todos são disponíveis para PC!

    • Visio, levando em conta o preço desses jogos, e por serem tão divertidos, sempre que puder, alimente sua conta da Steam com títulos como estes.

  • Jean

    Um que também é ótimo é Broforce; pena que ainda não está completo e está apenas para teste. Mesmo assim vale a pena.

    • Sim Jean, mas tem o Expendabros que é bem parecido…. Valeu!

  • Não tenho nenhum deles Jeff, e meu Steam ta tão lotado que eu estou evitando comprar mais jogo ehehuheuheuehehuhe

    • Em que pé fomos parar, meu Deus!
      Tanto jogo pra jogar que queria ficar milionário da noite pro dia pra vê se consigo terminar metade deles. Fora os grandes clássicos que ainda nem vi como são e certamente vou querer jogar na Nintendo.
      Sabat, faça alguma coisa, rápido!!

  • Ivo

    Tá na hora de eu comprar começar a pensar em games via PC. Todos os jogos citados me agradaram mais que a maioria de Ps4 e Xbox One que estão sendo anunciado. #FATO

    • Ivo, games como estes não requer uma máquina potente. Dá pra arriscar até em alguns notebooks com um I5 sabia?

  • Cadu

    Pô, que bom que alguns deles rodam em outras plataformas, pq eu continuo fugindo de jogar no computador… kkkkkk
    Tenso… o pior que todos listados parecem ótimo. Especialmente o “Metal Slug” multiplayer online, deve ser espetacular jogar isso com amigos! hehehe
    Ótima lista! o/

    • Cê precisa entrar pra Steam Cadu, vai ser bom negócio…

  • Romulo

    Esse steam world dig e muinto loko pena que e um poco pequeno ;-;

    • Romulo, dá uma vontade danada de continuar jogando né? Tomara que saia uma continuação sem demoras!