RP Recomenda: 5 Retro NewGames!


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Semanas atrás estive com minhas atenções voltadas para a longa jornada de Gabriel Belmont, no ótimo Castlevania Lords of Shadows. Que jogo! Fazia tempo que eu não jogava um game tão imersivo e longo ao mesmo tempo… Mas aí decidi que tava na hora de trazer mais um RetroPlayers Recomenda e fui pedir a ajuda ao meu amigo SKA para fecharmos isso. Ele que vinha dedicando algumas horinhas à Dota 2 e Super Smash Bros 3DS, também arrumou tempo pra jogar alguns títulos com a cara do RetroPlayers. Que tal ver o que nós dois estivemos jogando? Confira!

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The Cave é uma divertida aventura com exploração, de perspectiva 2.5D e rolagem lateral que eu estava acompanhando desde que foi anunciado. Ele não fez muito alarde no lançamento e seus reviews por aí estão bem aquém do merecido segundo meu ponto de vista. Esta é uma das razões pela qual eu quis que ele aparecesse no RetroPlayers. Um game com uma ideia genial que nasceu há mais de 30 anos, mas que só foi concretizada no início do ano passado, segundo Ron Gilbert, criador do game e responsável pela série de sucesso Monkey Island.
The Cave conta a história de uma milenar caverna falante, conhecida por realizar o desejo das pessoas. Por conta disso, há séculos pessoas de todos os lugares tem visitado a caverna em busca de seus sonhos. Nesse game, 7 aventureiros dispostos a ver seus desejos realizados, decidiram embarcar numa jornada maluca, cada um com um objetivo próprio. O caipira quer encontrar o amor da vida dele, a aventureira busca encontrar dois amigos desaparecidos e novos tesouros, a cientista procura uma grande descoberta, o monge está em busca de aprimorar sua sabedoria e encontrar “o mestre”. Um casal de gêmeos procura seus pais, o valente cavaleiro está a procura de uma poderosa espada e, por último, o viajante do tempo que precisa consertar um erro cometido em uma outra época. Até ao final do game, muita coisa pode acontecer e é possível que a verdadeira intenção dos nossos desbravadores sejam diferentes da que acreditamos.

  

Uma das coisas mais interessantes em The Cave é que você precisa jogar com 3 desses 7 personagens, alternando entre eles durante toda a aventura. Jogando sozinho, você pode fazer esta troca sempre que precisar. Mas, para deixar a diversão ainda melhor, pode colocar cada um dos protagonistas sob o comando de outros jogadores, através de um cooperativo local para até 3 pessoas.

Seu avanço no game depende da resolução de puzzles bem bolados, espalhados pelas diversas áreas desta misteriosa caverna. Os quebra-cabeças nem sempre serão os mesmos, podendo ser solucionados de diferentes maneiras e isso, dependendo dos aventureiros escolhidos no início da aventura. Não importa com qual trio você decida jogar, sempre haverá maneiras de solucionar os enigmas. Isso, inclusive, é um dos grandes responsáveis pelo fator replay em The Cave. Por aí você já tem a ideia de que a construção do level design foi inteligentemente projetada para corresponder às habilidades de cada personagem. Além de tudo o game é bem humorado, e a narrativa é feita pela voz da própria caverna. Enfim, a receita perfeita para jogadores que gostam de usar a cuca e dar algumas risadas enquanto joga. The Cave está disponível para diversas plataformas, incluindo versões para iOS e Android.

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Se você curtia as cenas de luta entre naves em filmes clássicos como Star Wars, FTL: Faster Than Light é uma boa pedida. Um jogo que o coloca em uma nave que pertence à Federação Galática, que está perdendo feio uma guerra contra uma força rebelde. Sua missão aqui é voltar ao QG da Federação, já que sua nave interceptou informações que podem por fim à guerra. FTL é um dos Rogue-likes que mais honram o seu gênero. A progressão no game é feita em vários setores, e em cada um dos setores você tem cerca de 20 pontos que podem levar sua FTL para áreas diferente, e cada uma destas áreas funciona como um encontro aleatório de um RPG clássico: pode acontecer uma batalha, um pedido de ajuda, uma loja pode surgir, ou até mesmo… nada acontece. Você tem que manusear a sua equipe em sua nave, controlando o consumo de energia da nave em seus diferentes setores.

Apesar de ser um game de estratégia em tempo real, você pode pausar o combate a qualquer momento, permitindo que você calcule os ataques ou dar ordens para sua equipe (que serão cumpridas quando o game retornar) e escolher a melhor forma de lidar com os combates.
O jogo põe uma pressão constante no jogador, já que seus recursos são limitados e escassos. De acordo com os próprios criadores do game, ele foi criado para passar a sensação de uma missão suicida e queo game foi balanceado para que você tenha cerca de 10% de chance de sucesso. Então dá pra notar que este é um game realmente difícil, que você tem de bater com a sua cabeça na parede até que uma das duas ceda, o que não é ruim, apenas ensina que o mais importante é a diversão e o desafio que você terá durante o processo. FTL também tem uma soundtrack incrível, com com músicas variando entre uma versão mais calma e outra mais agitada nos combates. É o game perfeito para sentar atrás de um amigo em uma cadeira alta e gritar coisas como “MIRE NAS ARMAS DELE! AUMENTE O PODER DOS ESCUDOS! TODOS OS HOMENS PARA A SALA DE OXIGÊNIO!”.

FTL: Faster Than Light é recomendado para todos aqueles amantes dos RPGs e jogos de mesa clássicos, ou que sempre sonharam poder controlar a Enterprise por um dia. Não se deixe levar pelas aparências, o game surpreende pela diversão! Você poderá jogá-lo nas plataformas Windows, Mac, Linux e iOS (iPad).

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O termo metroidvania ou castroid para alguns, nos remete diretamente a clássicos como Metroid e Castlevania, simplesmente por tratarem de jogos com mapas complexos e grandes labirintos, onde o fator exploração é muito utilizado. É comum também utilizarmos estes termos quando acreditamos que um game seja tão bom quanto os clássicos citados acima e nisto, Valdis Story se encaixa perfeitamente. Um ótimo plataforma/side-scrolling RPG feito com muito capricho, que lhe impressionará por sua qualidade geral. O game foi desenvolvido por uma minúscula porém competente equipe nova-iorquina e, apesar de ocupar pouquíssimos megas no seu disco rígido, o conteúdo apresentado surpreende de muitas maneiras, trazendo uma ambientação que lembra bastante o ótimo Simphony of the Night.

 

A história do game é sobre a deusa Valdis, morta por uma de suas filhas gêmeas, a deusa das trevas Myrgato. Desde o dia da morte de Valdis o mundo vive uma guerra entre Myrgato e Alagath, sua irmã. Um conflito que já dura mais de 40 anos, onde almas humanas são utilizadas na confecção dos guerreiros usados nesta peleja. Na tentativa de impedir que mais almas continuem sendo utilizadas, quatro heróis, ajudados por seus seguidores tentam minar os efeitos desta birra entre irmãs. Com o decorrer da jornada, novos personagens poderão ser liberados e disponibilizados ao jogador. Cada um deles tem sua própria personalidade e estilos próprios. Não muito comum nesse tipo de jogabilidade, em Valdis Story é possível executar pequenos combos e defender-se dos ataques inimigos. Alguns dos personagens presentes na trama foram criados com base no feedback de fans no Kickstarter, durante o período de produção do game. É sempre bom ver, na prática, a ideia de gente que joga video game empregada num game durante o seu desenvolvimento. Valdis Story é lindo, rico em cores, com um level design decente e recheado com uma baita trilha sonora. Infelizmente essa belezura está disponível apenas na plataforma Windows.

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Hotline Miami é um violento jogo de ação, com uma ambientação que captura o clima dos anos 80 como poucos jogos conseguem. O game é praticamente uma “bad trip” oitentista, com um roteiro maluco, mas com uma trilha sonora perfeita. A música nesse game vem no mais alto volume, não sendo apenas a música de fundo, o que as torna um dos elementos mais importantes no game. A estrutura é bem simples: você controla um protagonista sem nome (apelidado de Jacket pelos fãs), que recebe telefonemas misteriosos, e parte em seu pseudo DeLorean para uma missão em que você tem de matar todos os inimigos em um local. O combate se resume a: você morre em um tiro/golpe, seus inimigos reagem muito bem, e você tem que dar seu jeito de passar por todos eles.

 

Jacket pode usar várias armas brancas e de fogo, completando os assassinatos da forma que você preferir, mas sempre procurando velocidade e precisão. Reações rápidas são necessárias pra jogar esse game, e ao final de cada fase você é recompensado com uma pontuação, baseado na sua eficiência, velocidade, estilo e outros pontos do tipo.

Hotline Miami é recomendado pra quem curte games de ação frenética, levando ainda uma trilha sonora incrível e uma história que pode não ser totalmente profunda ou fazer algum sentido de início, mas que deixa uma crítica à forma como games atuais lidam com violência. Esta louca aventura pode ser encontrada nas plataformas Windows, Mac, Linux e na PSN.

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Zumbis nunca estiveram em alta como na última década. E nas últimas gerações de vídeo games eles foram exaustivamente utilizados. Se hoje eles surpreendem nos filmes e seriados, nos games eles já faziam sucesso antes mesmo da série Resident Evil vir ao mundo e, parece que não vai parar por aí. Deixando de lado o fato de eles virem evoluindo cada vez mais para uma espécie de ninjas mortos vivos, games que incluem zumbis em seu enredo normalmente alcançam um relativo sucesso. Mas onde está a fama de Deadlight? Bem, por se tratar de um game de orçamento modesto e de perspectiva 2.5D, talvez não tenha alcançada a merecida visibilidade e reconhecimento do público. Mas se você curte da ideia de apocalipse zumbi e aprecia uma jogabilidade semelhante a de clássicos como Flashback e Prince of Pérsia, então você precisa jogar Deadlight.

 

A história do game se passa no ano de 1986. Você é Randall Wayne, um ex-patrulheiro disposto a encontrar sua família em meio aos perigos de uma Seattle infestada por zumbis, ou shadows, como são chamados. Sem poder comunicar-se com o mundo lá fora e um tanto confuso, Wayne precisa juntar pistas e suprimentos suficientes para conseguir chegar a locais específicos da cidade em busca de ajuda.
O game coloca o jogador em diversos momentos de fuga, onde a discrição é sua melhor aliada. Mas às vezes a única forma de conseguir cruzar o caminho é chamando a atenção dos infectados, o que aumenta ainda mais a tensão e o clima de sobrevivência. Haverão inevitáveis situações em que o jogador precisará mostrar suas habilidades com machados, pistolas, shotguns e outras coisas, tendo que administrar muito bem sua escassa munição. Em alguns momentos resolver pequenos puzzles para alcançar novas áreas será uma obrigação. Os menos habilidosos podem ter problemas com os controles, principalmente com pulos mal calculados, portanto, é normal perder algumas vidas por locais menos iluminados. Mesmo com pequenos deslizes na jogabilidade, Deadlight pode lhe surpreender por seu visual, sua bela atmosfera e desafio. O game está disponível para Windows e Xbox Live Arcade.

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Agora é com vocês caros amigos. Estas com certeza são ótimas recomendações para passar algumas horinhas do seu final de semana jogando video game. Arrume aquele petisco saboroso, chame a namorada ou os amigos e parta pra uma jogatina com diversão garantida. Se quiser compartilhar algo, deixe registrado nos seus comentários. Até o próximo Retroplayers Recomenda!

Fim

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Sobre Jeff

O Jeff é veterano que começou a jogar games com um Bit System. Ele ama jogos 2D. Criterioso e saudosista, adora os jogos de Nintendinho. Atualmente sua plataforma principal é um PCgamer, Mas jogar é com ele, não importa se num console da Sega, Sony e assim vai!
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  • TH

    Eu achei q era o Simon, rs.

    Não joguei nenhum desses, mas o do “Simon” me chamou a atenção.

    • Aí TH, inspiração nos Belmont da vida sempre tem né?

  • Vou jogo por jogo:

    Não sabia que The Cave funcionava assim, se não me engano o jogo ficou free pra PS3 na PS Plus e eu acho que cheguei a baixar e deletei. Depois das suas palavras fiquei interessado.

    FTL eu cheguei a comprar (mais provável algum Humble Bundle), mas aquela minha trava de jogar no PC não me deixou jogar até agora.

    Hotline Miami eu tentei jogar e não gostei, não é o tipo de jogo que gosto.

    Deadlight parece legal dentro da proposta dele, mas não sei se é o tipo de jogo que gosto também! rs

    Agora o Valdis Story tem tudo pra ser um jogo que, se eu encostar, vou viciar! Com certeza! Acho melhor ficar longe desse jogo senão lascou tudo, a lista de jogos tá impossível de ser batida já! kkkkkkkk

    Enfim, gostei de todas as dicas, parabéns Jeff e Ska! o/
    Vou ver se no próximo RP Recomenda consigo ajudar vcs! XD

    • KKKKKK!
      Então é assim Cadu, se o game é promissor tu se afasta dele é?

      • Pô mano, dada a minha atual condição de sem tempo, sem grana e cheio de jogos na fila, é o único jeito! kkkk

  • Não consigo gostar do Castlevania Lords Of Shadow, comprei o game um tempo atrás, joguei até o fim na dificuldade normal, e nunca mais toquei no jogo pra tentar jogar nas dificuldades mais altas e completar os trials, ganhar troféus e etc… Tem muita gente que elogia esse game, mas sinceramente pra mim foi entediante completar a primeira playtrough…

    Quanto aos joguetes da matéria me interessei bastante pelo Deadlight e o Valdis Story, vou procurar esses certo.

    • E aí João, como vai?
      Eu gosto muito da franquia Castlevania. Mas nem por isso serei cético. Lord of Shadows é um ótimo game, mas detesto os desafios dele. Aliás, acho besta em qualquer jogo desafios que não agregam nada à estória, principalmente aqueles bem sem noção. Fora isso, não tenho do que reclamar. Acho que você deveria jogar mais um pouco e verá o quanto o game melhora a partir da 4 fase.
      Depois conta pra gente suas experiências com Deadlight e Valdis Story, ok?

      • Ai que está, o Castlevania eu cheguei a terminar, mas não me senti motivado a jogar mais em dificuldades maiores. Com a maioria dos meus jogos faço assim: jogo uma vez na difculdade normal, pra conhecer a história e mecanicas de jogo e depois vou pros modos mais dificeis, maioria dos jogos eu acabo jogando duas ou três vezes. Nesse caso mesmo fiquei só no medium (a pau e corda) e deu, não consegui jogar mais. Castlevania pra mim ainda não teve um jogo 3d eficiente, mil vezes o Sotn e os do Gameboy Advanced, e 4 do Snes.

        Comecei a jogar o Deadlight, pena que pro jogo rodar legal no notebook tive que reduzir bastante a qualidade gráfica, mas até o momento estou achando o game muito bom, bem estilo Flashback mesmo.

  • Rodrigo Urashima

    Muito bacana esta seção do site, pena que não encontrei outras postagens. De todos os citados, o The Cave está na minha lista de futuras aquisições para o 3ds e já conhecia.

    Agora o Valdis Story me chamou muito a atenção, já que sou fã do estilo Metroid e Castlevania, já incluso na lista de games que preciso jogar em breve.

    Quem sabe em outras indicações possa surgir os jogos Child of Light (ótimo), Ori and the Blind Forest (na minha lista) e um já comentado aqui no site e que saiu a demo, o Azure Striker Gunvolt que é bem interessante.

    • Boa Rodrigo!
      Os games que você citou certamente vão aparecer por aqui.
      E obrigado pelo comentário. Apareça sempre!

  • Visionnaire

    show Jeff! Curti demais o artigo e as recomendações. Esse FTL me chamou a atenção. De todos os citados ele foi o único que eu nunca tinha lido nada a respeito. Parece promissor.
    Hotline está na lista de desejos também, a critica parece ter adorado o jogo e teve ótimas recomendações.