RetroReview: Ys: The Vanished Omens

Introdução



Quando conheci Ys, lá pelo final dos anos 90, já havia arriscado outros títulos de RPG do Master System, como o petardo Phantasy Star, o obscuro Golvellius e o horrendo Heroes of the Lance (fujam desse). Mas Ys apareceu meio tímido em minha vida; ninguém me recomendou, não li em nenhuma revista e muito menos em uma análise na internet, já que no auge da discadona este tipo de material era quase inexistente – aliás, para quem viveu a época, sabe que até achar um mero arquivo de ROM era um trabalho árduo!

Bom, foi em um daqueles famosos CDs genéricos que transbordavam nas bancas de jornais da época, recheado de ROMs de 0 a Z, e provavelmente junto com alguma revista igualmente genérica (afinal, só comprávamos pelo CD mesmo), que encontrei este jogo que é tema do review. Apesar de ter estranhado o nome e a peculiaridade do mesmo, logo que dei início no joguinho, graças a minha imensa curiosidade e paciência, comecei a perceber que aquele não era um mero RPG esquecido no tempo, mas uma pérola negra.

Cheguei a um ponto que não conseguia mais progredir – acabei deixando-o de lado. Porém, alguns anos mais tarde, encontrei um rapaz que estava vendendo um lote de cartuchos de Master System por uma pechincha, e entre eles estava o cara injustiçado. Comprei sem hesitar, tirei o pó do meu Master caduco, peguei o controle “fogãozinho” e encarei-o de novo, dessa vez determinado em ir até o final.

O resultado disso? Bom, hoje posso dizer que ele, junto com seu sucessor, estão no top 10 dos melhores RPGs que já joguei. Muitos podem discordar disso, mas quem sabe consigo passar aqui um pouquinho dessa experiência tão fascinante.

Prólogo



“Uma história que transcende gerações, sempre renovando seu legado sem deixar se abater pelas inovações técnicas de ritmo vertiginoso. Com bases fortemente consolidadas no Japão desde a década de 80, aos poucos, vem atraindo novos apreciadores que não puderam desfrutá-la na época.”

Diz-se que um reino utópico de plena paz e prosperidadede outrora existiu em Esteria, seu nome era Ys. Governado pelos poderes de deusas gêmeas e seis sacerdotes, absolutamente nada parecia quebrar o equilíbrio perfeito deste reino. Porém, uma sociedade que desconhece o caos pode estar fadada a uma calamidade, que por fim aconteceu, e com ela o desvanecimento dessa civilização remota. Como a veracidade desses fatos é dúbia em Esteria, os mesmos tornaram-se uma lenda.

Os contos populares não se estendem além disso, mas comenta-se sobre a existência de 6 livros que contam toda a história desses acontecimentos. Todos os livros estariam escondidos nos lugares mais obscuros imagináveis, dessa forma, ficariam protegidos, ao menos até o dia em que as deusas precisassem ser invocadas novamente. Seria este dia iminente?

O herói entra em cena



“Jovens e jovas, antes de começar, devo explicar que, ao longo dos anos, a própria Falcom reinventou o prólogo de Ys de várias formas. Sendo assim, o prólogo que me serviu de inspiração foi o do próprio manual de instruções que acompanhava o cartucho de Master System.”

 

Naquela manhã atemporal, um pescador estava andando em direção à praia, local de seu trabalho. Foi então que ele avistou algo adiante, aparentando ser um corpo estendido na areia úmida. Ao aproximar-se, viu que tratava-se de um jovem rapaz inconsciente, de cabelos vermelhos vívidos. Presumindo que seu navio naufragou devido a fúria da tempestade, levou-o para sua casa, localizada em uma pequena vila de pescadores, onde poderia tratá-lo.

Após recuperado, o garoto contou-lhe seu nome, Adol. Em suas primeiras andanças, o nosso herói avistou uma pequena montanha com uma torre de aspecto sinistro em seu topo, da qual logo ficou sabendo tratar-se da temida Torre dos Condenados, onde diziam ter surgido todos os problemas de Ys.

O que havia na Torre dos Condenados? O que era Ys? Mesmo sem saber, Adol pressentia que seu destino estava nesses lugares. O bondoso pescador, mesmo alertando-o, não podia impedir um espírito tão aventureiro. Dessa forma, aconselhou-o a procurar a resposta na cidade mais próxima, Minea. Então deu-lhe equipamentos e algum dinheiro, desejando-lhe boa sorte em sua jornada.

“Primeiro Passo Rumo à Guerra”



Entramos na pele de Adol Christin, o herói adolescente, afinal, todos os heróis japoneses são adolescentes. O jogo inicia a partir do momento que ele chega em Minea, literalmente. Não há aberturas, histórias, tutoriais, tudo aquilo que há alguns anos tornou-se obrigatório; em Ys, você é “tacado” no mundão sem dó nem piedade, e ai de quem reclamar! Parece estranho, não? Na verdade estranho para os padrões atuais, visto que muitas franquias clássicas de RPG começaram assim… Ora, se vocês já jogaram os primórdios da série Dragon Quest, ou mesmo Final Fantasy, sabem que não estou mentindo.

Um dos encantos do enredo de Ys é justamente não cuspir a história para o jogador, dessa forma, conforme nossa aventura progredir, montamos pedaços fundamentais dela. Já que nosso objetivo não é totalmente claro em boa parte do desenrolar da trama, só será possível desvendá-lo encaixando todas as peças desse quebra-cabeça. Inicialmente, como em todo bom RPG, conversamos com as pessoas do vilarejo para pegar algumas pistas, tomamos umas e outras na taverna (isso, ele é menor de idade, bonito não?), e claro, fazemos bicos para conseguir uma graninha — afinal, todo herói já foi um cara ordinário algum dia.

Até esse ponto, tudo parecerá vago e sem sentido, e acredito que muitos já devem ter desistido logo após tomarem a primeira sova de pau fora de Minea. Porém, a partir do momento que conseguimos o primeiro conjunto de equipamentos e retornamos a falar com a vidente Sara, tudo fica mais nítido, e a jornada começa a ganhar sentido. Em poucas palavras, ela explicará um pouco sobre o reino de Ys e a existência de 6 livros desaparecidos na escuridão que devemos recuperar. Por fim, como um pequeno regalo, Sara vai nos revelar a localização do primeiro livro, do primeiro local que devemos visitar, e nos entregará um cristal… um cristal? Hmmm.

Sistema



O sistema de Ys não trará complicações aos aventureiros iniciantes: temos disponível um menu com 6 opções básicas, mas que suprem todas as necessidades do jogo:

  • Exit: se você não quiser apertar o botão 1 para sair do menu, pode sair pelo “Exit”, bom, pode até ser útil, vai que seu botão 1 não funciona mais… ok, é inútil mesmo.
  • Status: aqui temos uma tela com os atributos base do herói, seu nível (Level), seus pontos de vida (HP), sua força (STR), sua defesa (DEF), sua experiência (EXP) e a quantidade de dinheiro (GOLD). Logo abaixo, temos o nome de todos os equipamentos utilizados no momento.
  • Equipment: nesta tela podemos equipar e retirar os equipamentos que possuímos. São eles: Sword (Espada), Shield (Escudo), Armor (Armadura), Item e Ring (Anel).
  • Read Book: este submenu só terá utilidade quando for adquirido o primeiro dos 6 livros da profecia. Após isso, podemos lê-los e entender mais sobre a obscura história de Ys.
  • Load Data: é possível carregar um jogo que foi salvo em qualquer momento. Pode parecer básico, mas muitos jogos pecam por não ter essa simples mas imensamente útil opção.
  • Save Data: pode salvar um jogo. Aparentemente também simples, mas aqui é possível salvar no local que bem entendermos, sem a necessidade dos terríveis “pontos de save”.

Geralmente uma das coisas mais esperadas para se julgar um bom jogo de RPG, claro, são as batalhas, e quando este momento chega em Ys… bom, acho que muitos desistem por aí também. Basicamente, ignore os botões, temos que literalmente bater de encontro com os inimigos: se Adol for mais forte, matará, se for mais fraco, tomará. Porém, assim que levarmos umas boas surras, é possível entender que existe uma tática sutil para as batalhas, ou seja, dependendo do ângulo que esbarramos nos bonequinhos, temos uma margem diferente de sucesso. Desta forma, percebe-se que, desferir um golpe sorrateiro pelos cantos ou pelas costas é muito mais vantajoso do que simplesmente bater de frente. Resumo da história? Sejam covardes e ataquem pelas costas!

Falando nisso, uma pergunta aos veteranos do gênero: já perceberam a inevitável semelhança de Ys com Hydlide? Pois é, é fato declarado pela Falcom que o jogo da T&E Soft contribuiu com algumas ideias, principalmente com a invenção da famosa mecânica da barra de vida recarregável. O curioso é que, a principal fonte de inspiração de ambos os jogos (e até de The Legend of Zelda) foi um jogo bem desconhecido por aqui: Dragon Slayer – jogo revolucionário desenvolvido pela própria Falcom, que deu origem ao gênero “Action RPG”. Em Ys, é nítido que outras características como o sistema de batalhas, menus, vendas, diálogos e até avatares, tiveram suas origens nos jogos da série Dragon Slayer, e não em Hydlide. Portanto, enquanto a Falcom “roubou” uma boa ideia da T&E, a mesma já havia feito o mesmo bem antes.

Análise técnica



Muito se compara sobre a diferença gráfica entre as várias adaptações de Ys lançadas para PCs e consoles, e gosto não se discute, não é mesmo? Mas na prática, a versão de Master System é a adaptação de console mais fiel à original do computador japonês da NEC, o PC-8801. Nas outras versões para consoles, como Ys I & II para PC Engine CD-ROM² (japonês)/Ys Book I & II para TurboGrafx-CD (americano), o Ys incluso na coletânea japonesa “Falcom Classics” para Sega Saturn, além do Ys I & II Eternal Story para PlayStation 2; decidiram por dar um retoque gráfico digno de seus hospedeiros. Também vale um adendo para a excêntrica versão de NES, onde descaracterizaram os gráficos de tal forma, que o jogo ficou bem mais parecido com o estilo visual da série Final Fantasy. No geral, para o potencial gráfico do console, Ys pode não ser considerado o pináculo do aparelhinho, mas a seleção de cores e o nível de detalhe dos avatares são caprichados e superiores ao título original de PC-88, lançado 1 ano antes.

Quanto à experiência sonora, só tenho duas palavras para descrevê-la: Yuzo Koshiro. Hoje, entendedores entenderão, mas na época, a primeira vez que vi o nome desse cara foi nos créditos do jogo. Koshiro compôs quase toda a trilha sonora, com exceção das músicas “Fountain of Love”, de Mieko Ishikawa, e “Temple del Sol”, de Takahito Abe. Na versão de Master System, as músicas foram arranjadas pela competente equipe “Falcom Sound Team J.D.K.”. As músicas de Ys, sem exageros, são absolutamente épicas, com um nível de maturidade técnica e emocional bem à frente de seu tempo. Algumas das minhas prediletas, como “Feena” e “Fountain of Love”, são músicas tenras e que ficam gravadas na memória; já “First Step Toward Wars” e “Palace of Destruction” são músicas tipicamente heróicas; temos também as músicas de chefes, que sempre foram o ponto forte de Koshiro, como as enérgicas “Holders of Power” e “Final Battle”; e tenho certeza que vocês não esquecerão quando Reah tocar sua harmônica, com a belíssima “Temple del Sol”. Rapaz, é tão difícil descrever um clássico musical em palavras, então só posso fazer um apelo: ouçam essa obra-prima sem moderação, faz bem para os ouvidos.

O enredo? Posso dizer que originalidade é a palavra, afinal, Ys foi o pioneiro dos RPGs que focam na narrativa. O fato de desvendarmos a história ao longo dos eventos do jogo torna tudo mais instigante. Muitos fatos são deixados encobertos e exigem imaginação, já que os segredos estão por toda parte e exploram a sede por aventura. Eu costumo comparar jogos com enredos interessantes a bons livros, onde não conseguimos parar sem ler a próxima página, e com Ys é assim, cada novo passo da aventura terá boas surpresas. Claro, confesso que clichês existem, mas todos são perdoáveis se analisarmos o contexto e idade do jogo, portanto, acredito que um possível preconceito seria equivocado.

Epílogo



É fato que os labirintos de Ys são um tanto quanto desafiadores. Aos não adeptos de guias como quem vos fala, preparem-se para quebrar um pouco a cabeça, pois boa parte dos tesouros do jogo estão escondidos nas entranhas de cada local. Apesar dos labirintos não serem tão complexos como em Phantasy Star, segredos e passagens secretas são uma constante, e em algumas partes, acho que perdi os poucos fios de cabelo que tinha. No total, são 3 labirintos: O Palácio, que de tranquilo só tem a cara, já que na realidade esconde alguns segredos além do óbvio; a Mina Abandonada, completamente escura e abarrotada de perigos e tesouros; e por fim, a Torre dos Condenados, que ocupa metade do jogo com seus 25 andares repletos de quebra-cabeças e monstrengos. E aí, vai ser macho (ou fêmea) o suficiente?.

Apesar de nunca ter ostentando o mesmo patamar gráfico e a complexidade dos sistemas de RPGs dos quais rivalizou, se pararmos para analisar, realmente nunca foi o foco da Falcom, sendo que o joguinho tem muito mais profundidade do que meras aparências. Pessoalmente, minha paixão pelo 1° Ys é muito maior do que pelo 1° Phantasy Star (que atirem a primeira pedra), mas isso senhores, não pode ser discutido, pois tem caráter fortemente nostálgico. Com uma temática original, enredo digno de um livro e personagens bem elaborados, Ys é a a fina arte do RPG, daqueles que só podem ser apreciados por jogadores que não se retém a um olhar superficial, e tenho dito.

Curiosidades



  • Esta é para os cinéfilos: a primeira vez que você viu Goban Tovah, o líder da guilda dos ladrões, não teve a ligeira impressão de que já o viu antes? Clique aqui e tire suas conclusões.
  • Ys para Master System foi a 2° versão para um console, lançada poucos meses após a versão de NES, porém, foi o 7° relançamento do jogo desde a sua primeira aparição no PC-8801. Todos esses relançamentos ocorreram no curto período entre 1987 a 1988. Haja trabalho, não?
  • O título da versão original japonesa foi grafado como “Ys”, mas por um erro de interpretação típico da época, um apóstrofo desnecessário foi inserido nas conversões. Com isso, as caixas e manuais das versões ocidentais contém a grafia “Y’s”, inclusive na versão da Tec Toy.
  • A versão de Master System é a primeira tradução em inglês do jogo, por isso, muitos nomes de personagens, locais e itens foram traduzidos de forma diferente do que vemos nas versões atuais. Por exemplo, no SMS temos nomes como Aron (Adol), Jeba Tova (Jevah Tovah), Luther Jema (Luther Gema), Dulk Dekt (Dark Fact), e locais como Zepik Village (Zeptic Village), Palace (Shrine) e Tower of the Doomed (Darm Tower).
  • Se você achou bem familiar a música tocada por Reah“Temple Del Sol” – existe muita chance de não ser um ledo engano. Originalmente composta por Takahito Abe, trata-se da música-tema de outro jogo da Falcom, um adventure chamado “Asteka II: Templo del Sol”, lançado em 1986 para o PC-88. No entanto, já em meados de 1991, o jogo também teve sua versão em inglês para o NES, que foi rebatizada como “Tombs & Treasure”.
  • Ys foi um dos títulos compatíveis com o famoso add-on do Sega Mark III, o FM Sound Unit. Inicialmente vendido separadamente e depois embutido de fábrica somente no Master System japonês, este módulo adicionava 9 canais de som monofônico ao aparelho. No caso de Ys, este hardware foi bem aproveitado, tornando as músicas vastamente superiores.
  • Em 2009, um romhacker do grupo SSTranslations lançou um patch que habilita a emulação do jogo ocidental com a trilha sonora do módulo FM. Em adição, este patch também altera os nomes de personagens e locais para suas versões originais, além de modificar a grafia dos mesmos de acordo com a gramática correta, ou seja, somente a inicial maiúscula. Obs.: o patch deve ser aplicado na ROM de versão “US/EURO (UE)”.

Isso é tudo por hoje, caros amigos. Até a próxima!

Fim

Sobre Sir Kao - Ex Membro

Veterano da Terceira Guerra Mundial de Consoles, enlouqueceu e passou a viver recluso em um abrigo subterrâneo, de onde faz análises de RPGs remotos utilizados em treinamentos militares.
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  • Cara… esse game foi desencavado do fundo falso do último baú guardado pelo Dragolich no último andar subterrâneo de sua fortaleza-labirinto… rs

    Eu amo MUITO todos esses RPG’s da antiga (principalmente os de SNES), apesar de, infelizmente, ter um certo bloqueio mágico que faz com que eu NUNCA termine nenhum desses jogos…

    • Sir Kao

      Opa rapaz, obrigado pelo primeiro comentário, viu?

      Bacana que você curte os clássicos do gênero, afinal, tem muita coisa boa e esquecida. O SNES também é o meu predileto, tenho outros reviews pra ele debaixo da manga, aguarde e verá. 😉

      • Eu curto muito o gênero, o que me impede de terminá-los é o lance de que eu acho um saco fazer grind (ou subir de nível, upar, ou como você queira chamar rs).

        Espero que nessa sua manga esteja o Lufia II do SNES… um dos meus favoritos!

        Parabéns pelo excelente post! Abs

  • pbrejo

    Maravilha de post. Sou mais uma viúva do Retro Fantasy (que site maravilhoso, li quase todos os post de lá). O “Y’S” sempre ouço falar mas nunca arrisco uma jogatina (aquela velha reclamação para falta de tempo pra RPGS). Adoro a forma como descreve com minucia e paixão sobre os games. É essa paixão que nos move, retrogames, e que não deixa a chama apagar.

    Parabéns.

    • Sir Kao

      pbrejo, sempre fico muito feliz em encontrar mais um(a) fã do Retro Fantasy, você não imagina como!

      Vivo me achando um tagarela por escrever de modo tão passional sobre os jogos que fizeram parte da minha vida. Mas quando me dão sinal verde fico muito contente, obrigado mesmo.

  • aki é rock

    Já tinha visto a muito tempo esse grande jogo na locadora na época mas não conhecendo o genero rpg deixei passar em branco viu só fui conhecer rpg jogando o Final Fantasy Mystic Quest de Snes foi ai que comecei a curtir.Mas eu vou atrás desse grande jogo viu pois quero jogar essa versão de Master antes de jogar a versão q saiu para o psp.

    • Sir Kao

      Não se preocupe rock, nunca é tarde para conhecermos jogos dos quais passamos batido no passado.

      Além da excelente versão de Master System, recomendo os remakes de TurboGrafx-CD e PC. Em minha humilde opinião, são os melhores.

  • Wau!!, Que texto maneiro!!!

    Aula de hoje: aprendi que a pronúncia desse game é Iss…veja só!

    Kao, seu texto me fez acreditar que essa franquia é boa. Já jogou as versões pra PC?
    http://store.steampowered.com/app/207350/
    http://store.steampowered.com/app/223810/

    E claro, parabéns pelo review meu chapa… A forma como escreve convence fácil…

    • Sir Kao

      Opa grande Jeff, muito obrigado!

      Rapaz, joguei sim viu, inclusive eu considero o Ys I & II de PC uma obra-prima. Digo mais, poucos jogos honraram a geração 2D como este remake, que elevou ao nível máximo tudo o que a série já tinha de bom (sem ter que virar 3D).

      Muitas softhouses podiam ter uma aulinha com a Falcom, não é mesmo?

      • Pois é Kao, só estranhei o fato de não podermos descer espadadas, é só esbarrão mesmo?

        • Sir Kao

          Então Jeff, muita gente estranha isso mesmo.

          Esse estilo é típico dos primeiros Action RPGs, que tiveram sua origem em Dragon Slayer, e este por sua vez foi derivado dos roguelikes de PC.

          O sistema de Ys na verdade foi uma evolução de Dragon Slayer e Hydlide, e acabou virando tradição na série (além de ser muito imitado).

  • Ivo

    Que texto maravilhoso Kao! Parabéns! Master foi o meu primeiro console e não sabia da existência desse game, apesar de conhecer a série Y’s.

    Fiquei muito curioso em jogar e ainda mais agora que o Cadu que comentou de Sonic 1 e 2 de Master algumas semanas atrás, e acabei comprando. Adoro esses Rpg´s antigos, ainda mais porque joguei muito poucos deles. Eles me remetem em algo mais fantasioso que os atuais.

    Parabéns pelo texto novamente. Continue postando.

    Abração. Ivo.

    • Sir Kao

      Muito grato Ivo!

      Rapaz, dê uma chance sim para Ys. Eu acredito que os RPGs antigos tem um poder imersivo muito maior que os atuais. Enquanto os jogos de hoje estão preocupados com gráficos e sistema mirabolantes, os antigos preocupavam-se com a história e os personagens. Afinal, a melhor coisa de um RPG é um enredo cativante.

      Abraço!

  • João Cláudio Fidelis

    Gostei muito de ver esse jogo sendo comentado aqui. Tive contato com esse jogo pela versão do computador MSX (que é próxima a versão original do PC8801, mas ainda sim tem suas diferenças). Curto a série desde então e na medida do possível tenho acompanhado a série.

    Parabéns pelo texto e longa vida a Falcom que até hoje existe sem mudar a base de sua filosofia, fazendo as séries Ys e Dragon Slayers até as plataformas atuais.

    • Sir Kao

      Opa que bacana encontrar mais um apreciador desta série. A versão de MSX nunca joguei, mas acho bacana essa diversidade de Ys sabe, por ter sido lançado em muitas plataformas, sempre aparece alguém que jogou em um console ou PC diferente.

      Muito obrigado e longa vida a Falcom!

  • Visionnaire

    Poxa! Que artigo lindo, completo e tão valioso quanto os tesouros escondidos do YS.
    Me sinto impelido a jogar essa obra prima, vai para o meu backlog com certeza.
    Parabéns Sir Kao, um artigo memorável.

    • Sir Kao

      Opa Visionnaire, muito grato mesmo rapaz.

      Fiquei sabendo que você é a nova revelação do Retroplayers? Pois seja muito bem-vindo e continue escrevendo artigos tão bons quanto o primeiro. Você chegou na hora certa. 😉

  • William Mendes

    Adoro o Master system! Espero mais retrorewiews de jogos do Master! Muito bom seu texto.

    • Sir Kao

      Grato William. Com certeza estarei fazendo mais reviews do Master System, afinal, ele também tinha bons RPGs que ainda são pouco conhecidos.

  • Cadu

    Sir Kao, finalmente consegui tempo pra ler aqui!

    Lembra daquela época em que a gente pegava o catálogo de jogos do Master System que vinha com os próprios jogos (e fora os que apareciam na caixa do Master) e ficava babando querendo saber como era uma porção daqueles games? Então, Ys era talvez o que eu mais tinha curiosidade (junto com Golvellius), depois de ter jogado o Phantasy Star de cabo a rabo! Aliás, curti a definição deste no texto: “petardo”! Faz todo sentido! hehehe

    Inclusive não joguei o jogo esses anos todos por tudo isso que mencionou: não achei na locadora na época, não achei a ROM quando estava completamente alucinado com emuladores e depois… bom, depois eu fiquei velho e esqueci do jogo, que bom que vc me lembrou dele e com esse ótimo texto! Agora quero jogar de qualquer jeito! huahuahua

    Só não sabia que o esquema de batalha era dessa forma, isso talvez me faça ficar irritado quando for experimentar o jogo, mas vou lembrar da dica de atacar pelas costas… hehe.

    Que?!??!? Yuzo Koshiro?!?!?! ARGH! Vontade de jogar aumentando…

    25 andares em um labirinto? Que da hora!!!! o/

    Enfim, eu gostei muito do formato do texto e do bom humor espalhado em pequenos detalhes, como adolescente em taverna, opção inútil de menu e por aí vai.

    Agora preciso jogar… droga… o senhor me sacaneou! Mas no bom sentido! hehehe!

    • Sir Kao

      Opa meu caro Cadu!

      Rapaz, e como lembro disso, viu. Perdia horas e horas debruçado em cima de catálogos, revistas e propagandas. Aliás, tivemos uma experiência única de criar imagens e mundos mentalmente, não? Simplesmente com poucas fotos e textos dos quais tínhamos acesso, podíamos voar longe e tentar preencher aquele vazio causado pela falta de condições da época. Meu amigo, acredito que esse é um processo tão bom para um jovem, já que exercita positivamente a criatividade e a imaginação, assim como um bom livro. Infelizmente, é o contrário do que vemos na geração atual.

      Eu fico muito feliz que tenha gostado do meu texto, mesmo que eu olhe pra ele e sempre veja algo que podia ter melhorado. Afinal, nunca estou 100% satisfeito com o que escrevo.

      Espero que você jogue e sinta tantas emoções boas quanto eu senti pela primeira vez, e até hoje sinto quando revisito um grande jogo.

      Grande abraço!

  • Marcel

    Sir Kao! Que novidade boa aqui no RP. Fiquei muito feliz quando escutei o podcast e mais ainda sabendo que você continua com a mesma “pegada apaixonada” nas resenhas de RPG’s antigos. Sinta-se a vontade para trazer mais clássicos vistos no Retro Fantasy pra cá.

    Quanto a Ys (ou Y’s) esse é um game que abandonei no começo. Cheguei a alugar o cartucho lá na década de 90 e emulei uma única vez, anos atrás, mas não fui muito longe. Pretendo jogá-lo num futuro próximo – até porque eu mesmo reconheço que não dei a devida chance para o game.

    Um abraço e continue com as resenhas!

    • Sir Kao

      Opa Marcel, tudo em paz?

      Muito obrigado pela recepção! O medo que eu tinha era justamente o contrário, ou seja, que o pessoal ouvisse “Sir Kao” e falasse: “Poxa, mas o velho não desiste mesmo, que saco!”

      Olha, dê sim uma chance para Ys. Se não for no Master, que confesso ser bem menos digerível, tente os ótimos remakes de TurboGrafx-CD (também disponível no Virtual Console do Wii) ou de PC (pelo Steam), que são bem mais amigáveis.

      Grande abraço. 😉