RetroReview: Sunset Riders – Arcade


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Em 1991, fomos presenteados pela Konami com uma aventura inesquecível, típica dos melhores filmes de faroeste que entupiam a programação noturna da Rede Record de televisão na década de 80 e que nossos pais adoravam assistir tomando uma bela garrafa de cerveja. E o mais legal é que o presente veio quando a gente já estava mais grandinho: um game que nos colocava lá, na pele daqueles pistoleiros mercenários de barba mau feita que mesmo assim, sempre ficavam com as garotas bonitas no final da história. Não que isso nunca tivesse acontecido antes no mundo dos games, mas é que nunca havia acontecido como em Sunset Riders. HYYYHAAAAA!!!

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Inicialmente lançado para os Arcades, e a abordagem aqui é referente a essa versão, esse clássico da Konami surpreendeu uma geração inteira de jogadores que adoravam jogos de plataforma. Sunset Riders vinha com um pacote completo, sendo soberbo nos mais diversos quesitos, porém se destacando fortemente na diversão multiplayer e fator replay. Um jogo capaz de fazer você perder horas e horas, jogando e se admirando com a qualidade da obra, sentindo prazer em mandar para o túmulo milhares de bandidos que cruzam seu caminho. Este é um daqueles jogos que passam a sensação de que você tem a solução para o problema, de que só você é capaz de solucionar o caso, e para isso, tem força de vontade, capacidade, munição e mais três amigos, pra quando a coisa ficar feia (não que você precise, mas só por garantia mesmo).

Esmiuçando a Obra



Foi devido ao sucesso avassalador do arcade Teenage Mutant Ninja Turtles e sua pancadaria desvairada para 4 jogadores simultâneos que a Konami resolveu apostar suas fichas em mais um game pra se jogar de turma nos fliperamas do mundo. Entendam a lógica: 4 pessoas jogando ao mesmo tempo é igual a 4 fichas sendo compradas para uma partida, e acreditem, isso dava muito dinheiro naquela época. Claro que para que essa lógica desse certo, o jogo deveria ser difícil pra caramba, e assim como todo bom arcade comedor de fichas, Sunset Riders nasceu para continuar fazendo com que os gamers ficassem mais pobres a cada visita ao fliperama.

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Sim, o jogo era magnífico, mais uma pérola da Konami, um jogo que enchia os olhos e fazia parar pra assistir qualquer um que passasse perto de uma cabine com alguém jogando. Bastava o transeunte escutar aquela trilha sonora típica de velho oeste ecoando para que a curiosidade falasse mais alto, e lá estava mais uma pessoa aumentando a plateia do game. E os que paravam para assistir tinham motivos para continuar ali por um bom tempo: era um barato ver os personagens passando pelos cenários enquanto metiam bala em tudo e todos, pegando power ups para aumentar o poder de fogo de suas pistolas e espingardas a cada visitinha aos bares e bordéis presentes no caminho, e morrendo a torto e a direito naquele festival de tiros e explosões patrocinado pelos bandidões chefes de fase procurados pela justiça. Sim, o jogo era difícil, até um pouco acima da média, e era comum a gente comprar uma ficha e a bendita não durar 2 minutos de jogo por que alguém decidiu jogar uma dinamite no seu personagem logo depois de você perceber que ele morria com um único tirinho, coisa que obviamente, você teve que morrer pra descobrir. Mas era o tipo de dificuldade característica dos anos 90 que nos fazia insistir para melhorar nosso desempenho, e isso acontecia naturalmente… Ao custo de muitas mesadas, mas acontecia!

E qual o melhor jeito de iniciar uma aventura dessas? Exatamente! Com um empolgado grito de guerra! É assim que você é recebido pelo jogo, logo antes da tela de seleção de personagens. Um grito que ecoará durante muito tempo em sua mente e que traduz fielmente o sentimento desbravador que te acompanhará por todo o jogo. É com esse famoso grito que somos apresentados ao bando Sunset Riders, caçadores de recompensa, que estão disponíveis lado a lado, prontos para ganhar sua preferência:

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Steve – Usa revólver como arma, mulherengo e dono de uma confiança excessiva;

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Billy – Galanteador do Grupo, utiliza revólver como arma, é sempre visto muito à vontade entre as donzelas que ele encontra pelo caminho;

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Bob – Um envergonhado matador, usando espingardas para fazer justiça, ele evita bebidas fortes sempre que possível;

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Cormano – O mais famoso personagem da série, típico mexicano, que adora um trago entre uma briga e outra;

Os portadores de revólveres atiram com mais rapidez, porém apenas uma bala a cada disparo, enquanto as espingardas esbanjam saraivadas de tiros, que perdem em velocidade compensando em “range”. Com Power-Ups, dá pra aumentar muito a velocidade geral dos disparos, Billy e Steve podem chegar a segurar 2 armas de uma vez, e Bob e Cormano tem o “range” de suas espingardas ampliado, o que aumenta consideravelmente as suas chances de sucesso. Claro, isso vai durar até o fatídico momento em que seu personagem vai levar um tiro ou vai ser atropelado por uma boiada… De qualquer maneira, sua escolha no final das contas se baseará no carisma de cada um dos personagens e pode ter certeza que isso não falta no grupo. Durante o jogo eles são apresentados de formas distintas, como em situações peculiares com donzelas ou tomando bebidas pelo caminho. Um exemplo clássico acontece quando você encontra um estabelecimento: você tem a opção de entrar nesse local e, logo em seguida, os pistoleiros são presentados com bebidas ou mulheres em uma curta cena que é o suficiente para distinguirmos a personalidade de cada um.

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• Enquanto Billy deixa escorrer a bebida e parece aproveitar o trago, Bob se afoga, demonstrando fragilidade para com o álcool.

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• Com mulheres a situação não é diferente: Billy com seu sorriso maroto aproveita o chamego, enquanto Bob fica vermelho de vergonha ao ser recompensado com um beijo.

Tudo isso pode até passar despercebido na hora da ação, porém demonstra que o jogo foi gerado com capricho, com pequenos detalhes, que mesmo não alterando o gameplay, servem para criarmos especulações sobre as diferenças entre o grupo Sunset Riders. Dito isso, vamos ao que interessa, vamos ao jogo propriamente dito, a ação começa agora!

Pano de Fundo



Após a tela de seleção de personagens somos apresentados ao objetivo inicial, e começamos a entender um pouco mais do universo de Sunset Riders. Uma música típica da época dos filmes de faroeste começa a tocar, e o que vemos na tela é um banqueiro corrupto, Simon Greedwell, exposto em um cartaz com o valor da recompensa dele vivo ou morto. Farei um resumo desse primeiro desafio:

sunset-2A primeira fase é o berço do jogo, onde você é desafiado a compreender as diversas mecânicas e gameplay, que apesar de simples, podem significar a morte se não forem dominadas logo de início. Você enfrentará bandidos que pulam da janela, que correm na sua direção armados apenas com um facão, homens escondidos por todos os lados e até mesmo mulheres com bananas de dinamite, prontas para explodir tudo ao seu redor. Tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, em uma ordem tão natural, que você pode se surpreender pela quantidade de desafios apresentados a cada segundo. Ao ver as galinhas correndo assustadas, prepare-se, pois você terá que enfrentar a fúria de touros enlouquecidos em uma cena muito engraçada, que certamente arrancará um sorriso do seu rosto. Após esse turbilhão de acontecimentos, logo você enfrentará Simon GreedWell, que não aparecerá sozinho, recepcionando nossos heróis com a frase: “It’s Time To Pay.”

Uma luta intensa se inicia e você precisará de toda sua destreza para desviar dos muitos tiros disparados freneticamente pelos capangas de Simon GreedWell. Procure se manter vivo enquanto derruba os barris que protegem Simon. Cuidado! Eles cairão sobre você e perderá uma vida por isso. De resto, sapeque esse orgulhoso banqueiro até a queda e finalize sua primeira missão. As últimas palavras de Simon GreedWell são: “Bury Me With My Money”, traduzindo: “Enterre-me com meu dinheiro.”

Após enterrar o corpo de Simon GreedWell, sem o dinheiro, você segue a cavalo para a próxima missão. Tudo isso acontece em apenas uma fase!

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Diferenças e Um Dilema



Além de Sunset Riders aparecer nos arcades, na era 16bits ele também deu as caras nas duas máquinas mais conhecidas na época: Super Nintendo e Mega Drive. Os jogos tem a mesma proposta, mas são diferentes em muitos aspectos, principalmente a versão do Megão, que simplesmente é “outro jogo“. Não há como negar a superioridade da versão recebida pelo console da Nintendo, que se não é idêntica, é bem fiel à do arcade e deixa o port para o console da Sega com cara de jogo inacabado. Os detalhes que demonstram isso são diversos, e citarei alguns mais comuns:

Mega Drive:

– Só tem 4 fases, sendo que foram retiradas as duas fases em que você monta um cavalo. Porém, isso é importante citar, as fases bônus do Mega Drive são à cavalo e inclusive o inicio delas é idêntico a versão original do Arcade.

– As fazes foram inteiramente redesenhadas, e apenas lembram as do original.

– Só tem 2 personagens selecionáveis: Billy e Cormano.

– Na fase do trem o inimigo original é o El Greco, que é rival de Cormano, porém na versão da Sega esse inimigo não existe e é substituído por Paco Loco.

– Graficamente bem inferior às outras versões.

– Não tem vozes durante o jogo, e a qualidade das músicas é apenas OK.

Super Nintendo:

– Gráficos e trilha sonora em um nível próximo ao original.

– Todas as fases e chefes, apesar de algumas trocas de nomes.

– Todos os 4 personagens disponíveis, apesar de só ser possível jogar de 2 players.

Mas a versão do Mega tem seus méritos também, como a fase do trem: um trabalho digno de nota, pois temos muitos mais detalhes aqui, como exemplo as imagens no fundo da tela que são numerosas no console da Sega e capadas no SNES.

A questão é que tanta diferença em cima desta versão para Mega Drive não faz sentido a não ser que houvesse um prazo a ser cumprido ou uma dificuldade maior para programar no Mega Drive que acabou tomando mais tempo do que o esperado e precisou ser lançado com mudanças… Difícil acreditar que foi puro desleixo da Konami. A fase do cavalo poderia aparecer, só que o prazo fez com que transformassem em fases bônus, evitando assim de produzir fases bônus tradicionais além das fases originais dos cavalos. A questão da mudança do inimigo na fase do trem demonstra que tiverem que escolher entre Paco Loco e El Greco, talvez houvesse mesmo preferência para que Paco Loco aparecesse, talvez na opinião dos produtores ele seria mais impactante por ser um tradicional americano ao invés de usarem um Mexicano, mas indica que houve um dilema e foi preciso escolher. Por fim, a fase do trem sendo superior na versão de Mega Drive também indica que o jogo estava sendo produzido em um determinado nível de qualidade, mas que não pode ser mantida. Reunindo esses três pontos eu realmente acredito que a versão do Mega Drive precisou ser lançada na data estipulada e esse prazo a ser cumprido comprometeu o ótimo trabalho que estava sendo feito até a fase do trem. Talvez a mesma equipe trabalhou em ambos os jogos e resolveu finalizar primeiro o do SNES e quando foram para o Mega Drive já era perto da data. Bem, estou apenas especulando.

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No Snes à esquerda, e no Mega à direita: é como se fosse outro jogo, e bem pior.

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Acontece que nem mesmo a versão da Nintendo conseguiu portar o jogo como realmente aparecia nos Arcades. O primeiro detalhe é a censura doentia da Nintendo, que retirou as “garotas explosivas” do seu port juntamente com qualquer menção à bebidas alcoólicas. Outro detalhe cruel (mas compreensível) é que você poder jogar apenas com 2 jogadores, sendo que no arcade era possível jogar com até 4 em um tiroteio frenético. Apesar de manter a mesma apresentação dos personagens na tela de titulo de Sunset Riders, a versão SNES também penou para manter a qualidade gráfica e precisou se adaptar para rodar o game com qualidade e fluidez. Apesar dos pesares, ela é superior à versão de Mega Drive,  onde já na tela de seleção de personagens o jogo demonstra sinais de fraqueza  quando apresenta apenas dois personagens disponíveis para seleção. Uma pena.

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Concluindo



O original para Arcade é sem dúvida um game extraordinário, um dos jogos mais inesquecíveis da época. É só perguntar a qualquer um que tenha vivenciado um pouquinho da história gamística da década de 90 que este irá lembrar com um sorriso no rosto desta aventura, não existe ser remanescente daquela geração que não conheça Sunset Riders! Não é pra menos, a Konami acertou em cheio na fórmula da dificuldade/diversão em galera mais uma vez, criando um jogo super empolgante e viciante em cima de um tema deveras explorado e antiquado. Jamais veremos um por do Sol com os mesmos olhos após este jogo!

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Se você, assim como muitos de nós, jogou Sunset Riders na década de 90 então, provavelmente, uma boa dose de nostalgia já deve estar se espalhando por suas veias enquanto recorda de suas aventuras, espalhando balas por toda cidade e enchendo o ar com o cheiro de pólvora. Isto é só o começo, já que a partir de agora você começará a sentir os efeitos dessa injeção nostálgica, e será difícil conter a vontade de jogar novamente essa obra-prima. Para ajudar, quero contar minha experiência com o jogo.

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Faroeste em Casa



Chovia lá fora. Chovia um pouco dentro de casa também, ninguém dava jeito nessas goteiras. Nada que atrapalhasse minha vida e que me fizesse esquecer das minhas prioridades aos 9 anos de idade. Pra deixar claro, elas são: jogar e me divertir. Um dia de chuva significava um dia de surra, e eu teria que tomar alguns cuidados para que essa tal surra não envolvesse meu traseiro; então, jogar videogame só depois de tudo feito. Levei mais de meia hora só pra levantar da cama, um recorde! Normalmente minha mãe precisa me arrastar, xingar, tirar o cobertor, chacoalhar e ir me empurrando até o banheiro. Hoje não, hoje era dia de chuva, hoje era dia de surra e eu queria jogar. Uma conta que parecia não fechar, parecia fugir da lógica. Meu traseiro já sentia palmadas futuras, eu já conseguia imaginar todo o sapateado acontecendo dentro do quarto. “Sapateado” lá em casa é o momento em que a surra se inicia e começa a dança. Pra piorar ainda mais, um boato está muito fresco na mente dos meus pais, e eles tinham medo de que meu videogame estragasse a TV da sala.

Arrumei a cama, fui lavar o rosto e senti falta da minha mãe me empurrando até o banheiro. Tomei um achocolatado bem gelado pra iniciar o dia com muita energia e comecei a seguir minha mãe. Se ela fosse fazer qualquer coisa eu iria me oferecer pra ajudar. Foi assim durante um bom tempo e minha mãe nunca dizia não, sempre aceitando minha ajuda, e eu já não aguentava mais. Enfim, depois de realizar algumas tarefas era chegada a hora de pedir. Era fácil. Era só dizer as palavras. Um frio na barriga que conseguia colar minha boca e me impedia de começar a falar. Me esforcei ao máximo e tudo o que consegui dizer foi: “O mãnhe”. Ela me olhou sorrindo e respondeu: “Oi”. Nesse momento o frio na barriga se transformou em um aviso orgânico, me segurei pra não evacuar ali mesmo, em pé, enquanto minha mãe sorria. A culpa estava me derrubando. Ajudei nas tarefas apenas com um interesse em mente, fiz tudo que fiz só para poder jogar e se eu pedisse agora, naquele exato momento, seria como ser descoberto, me sentia como um farsante, o sorriso da minha mãe e toda essa culpa me fizeram perguntar: “Tem mais alguma coisa pra eu fazer?

— “E não é que tinha?! Um MONTE de coisa pra fazer! QUE DROGA!”

Logo a culpa deu lugar à raiva e eu passava pelo Mega Drive na sala, que parecia implorar para que eu largasse a vassoura e fosse jogar. Foi o que eu fiz. A partir daí tudo mudou de lugar. Chovia lá fora, e se chovia dentro de casa eu não cheguei a perceber. Liguei o Mega Drive, “mute” na TV pra não fazer barulho, e o Sunset Riders que eu havia alugado começou a aparecer na tela. Algo estava errado, não dava pra jogar Sunset Riders no mudo, eu precisava ouvir aquela trilha sonora. Aumentei o volume. Só um pouquinho. Pera, um pouco menos. Menos. MENOS. O maldito volume não parava de subir. MENOS! MEUDEUSMEAJUDA! O botão da TV ficou travado e o volume já estava quase no máximo quando me veio a “grande” ideia de apertar “start”. Quem jogou sabe que se você apertar “start” na tela do título de Sunset Riders, algum cowboy vai dar um grito incrivelmente agudo e alto o suficiente pra ser ouvido no outro bairro. Foi assim que a jogatina terminou sem nem mesmo começar. Minha mãe apareceu falando alto, tentando perguntar se eu havia ficado surdo, enquanto eu tentava abaixar o volume da TV; e se chovia lá fora não dava pra escutar. O que posso dizer aqui, é que criança em dia de chuva precisa apanhar e as coisas acontecem sem explicação, não adianta tentar entender. Nesse dia o show de sapateado foi por minha conta.

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Não era nem 11 horas da manhã e eu havia levado uma surra tão grande, que se fosse nos dias de hoje, certamente receberíamos uma visita policial. Não tanto pela surra, mas pelo escândalo que fiz, pois eu ainda não havia aprendido a apanhar e, na verdade, chorar mesmo eu só chorava quando sobrava um espaço entre os gritos de: “Socorro você vai me matar eu te amo mãezinha querida tá doendooo”. Tudo isso parece que foi o suficiente para minha mãe parar de me bater. O almoço estava servido e eu alternava entre garfadas de arroz e chupadas fortes de substâncias estranhas que escorriam pelo meu nariz. Tudo isso parece que foi o suficiente para minha mãe parar de comer. Ela saiu da mesa e foi pro quarto. Meu pai me olhou com ordens escritas em seus olhos, algo gritando: “Vai lá ver o que sua mãe tem”. Eu fui. Cheguei no quarto e fiquei em pé esperando minha mãe terminar de sussurar algumas palavras sozinha. Ela me olhou com uma cara de tristeza, como se algo estivesse errado. Eu sorri pra ela. Tudo isso parece que foi o suficiente para minha mãe me abraçar e se desculpar. Tudo isso parece que foi o suficiente , e palavras não são capazes de descrever o momento.

A tarde se iniciou com meu pai lavando a louça, minha mãe retirando a mesa e eu já estava sentado no chão da sala jogando Sunset Riders. Pouco tempo depois minha mãe e meu pai estavam comigo na sala, conversando e sorrindo muito. Eu olhei para meu pai e seus olhos transmitiam cumplicidade, como se eu tivesse feito a coisa certa. Virei minha cabeça para a direita e olhei para minha mãe. Ela espalhou meus cabelos e sorriu. Tudo isso parece que foi o suficiente, mas eu estava errado, pois foi muito mais, e palavras ainda não são capazes de descrever o momento.

Sunset Riders foi uma bela aventura quando eu era criança, mas hoje ele é muito mais do que isso, hoje ele faz parte da minha história de vida e recomendá-lo é recordar uma fase de descobertas e alegrias. Eu procuro histórias desse tipo, procuro experiências proporcionadas por games, experiências que foram potencializadas devido ao uso de jogos diversos e sei que você, caro leitor, você tem algo escondido aí, uma história que precisa ser compartilhada e, pode ter certeza, que as palavras farão o que for possível para que você conte-nos sua experiência de vida.

Fim


Sobre Visio

Um dia você acorda e se assusta com o reflexo no espelho. Percebe que o tempo e a força da gravidade diariamente trabalharam com tanta força e gravidade que talvez não haja mais tempo. Foi assim que a vida passou e enquanto ela passava, estando ocupada demais em me manter vivo, eu simplesmente vivia. Foi vivendo que escolhi gastar muitas horas jogando. Jogando eu refleti sobre a vida e, enfim, me tornei o que sou: Vivo
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