RetroReview: Sunset Riders – Arcade


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Em 1991, fomos presenteados pela Konami com uma aventura inesquecível, típica dos melhores filmes de faroeste que entupiam a programação noturna da Rede Record de televisão na década de 80 e que nossos pais adoravam assistir tomando uma bela garrafa de cerveja. E o mais legal é que o presente veio quando a gente já estava mais grandinho: um game que nos colocava lá, na pele daqueles pistoleiros mercenários de barba mau feita que mesmo assim, sempre ficavam com as garotas bonitas no final da história. Não que isso nunca tivesse acontecido antes no mundo dos games, mas é que nunca havia acontecido como em Sunset Riders. HYYYHAAAAA!!!

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Inicialmente lançado para os Arcades, e a abordagem aqui é referente a essa versão, esse clássico da Konami surpreendeu uma geração inteira de jogadores que adoravam jogos de plataforma. Sunset Riders vinha com um pacote completo, sendo soberbo nos mais diversos quesitos, porém se destacando fortemente na diversão multiplayer e fator replay. Um jogo capaz de fazer você perder horas e horas, jogando e se admirando com a qualidade da obra, sentindo prazer em mandar para o túmulo milhares de bandidos que cruzam seu caminho. Este é um daqueles jogos que passam a sensação de que você tem a solução para o problema, de que só você é capaz de solucionar o caso, e para isso, tem força de vontade, capacidade, munição e mais três amigos, pra quando a coisa ficar feia (não que você precise, mas só por garantia mesmo).

Esmiuçando a Obra



Foi devido ao sucesso avassalador do arcade Teenage Mutant Ninja Turtles e sua pancadaria desvairada para 4 jogadores simultâneos que a Konami resolveu apostar suas fichas em mais um game pra se jogar de turma nos fliperamas do mundo. Entendam a lógica: 4 pessoas jogando ao mesmo tempo é igual a 4 fichas sendo compradas para uma partida, e acreditem, isso dava muito dinheiro naquela época. Claro que para que essa lógica desse certo, o jogo deveria ser difícil pra caramba, e assim como todo bom arcade comedor de fichas, Sunset Riders nasceu para continuar fazendo com que os gamers ficassem mais pobres a cada visita ao fliperama.

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Sim, o jogo era magnífico, mais uma pérola da Konami, um jogo que enchia os olhos e fazia parar pra assistir qualquer um que passasse perto de uma cabine com alguém jogando. Bastava o transeunte escutar aquela trilha sonora típica de velho oeste ecoando para que a curiosidade falasse mais alto, e lá estava mais uma pessoa aumentando a plateia do game. E os que paravam para assistir tinham motivos para continuar ali por um bom tempo: era um barato ver os personagens passando pelos cenários enquanto metiam bala em tudo e todos, pegando power ups para aumentar o poder de fogo de suas pistolas e espingardas a cada visitinha aos bares e bordéis presentes no caminho, e morrendo a torto e a direito naquele festival de tiros e explosões patrocinado pelos bandidões chefes de fase procurados pela justiça. Sim, o jogo era difícil, até um pouco acima da média, e era comum a gente comprar uma ficha e a bendita não durar 2 minutos de jogo por que alguém decidiu jogar uma dinamite no seu personagem logo depois de você perceber que ele morria com um único tirinho, coisa que obviamente, você teve que morrer pra descobrir. Mas era o tipo de dificuldade característica dos anos 90 que nos fazia insistir para melhorar nosso desempenho, e isso acontecia naturalmente… Ao custo de muitas mesadas, mas acontecia!

E qual o melhor jeito de iniciar uma aventura dessas? Exatamente! Com um empolgado grito de guerra! É assim que você é recebido pelo jogo, logo antes da tela de seleção de personagens. Um grito que ecoará durante muito tempo em sua mente e que traduz fielmente o sentimento desbravador que te acompanhará por todo o jogo. É com esse famoso grito que somos apresentados ao bando Sunset Riders, caçadores de recompensa, que estão disponíveis lado a lado, prontos para ganhar sua preferência:

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Steve – Usa revólver como arma, mulherengo e dono de uma confiança excessiva;

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Billy – Galanteador do Grupo, utiliza revólver como arma, é sempre visto muito à vontade entre as donzelas que ele encontra pelo caminho;

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Bob – Um envergonhado matador, usando espingardas para fazer justiça, ele evita bebidas fortes sempre que possível;

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Cormano – O mais famoso personagem da série, típico mexicano, que adora um trago entre uma briga e outra;

Os portadores de revólveres atiram com mais rapidez, porém apenas uma bala a cada disparo, enquanto as espingardas esbanjam saraivadas de tiros, que perdem em velocidade compensando em “range”. Com Power-Ups, dá pra aumentar muito a velocidade geral dos disparos, Billy e Steve podem chegar a segurar 2 armas de uma vez, e Bob e Cormano tem o “range” de suas espingardas ampliado, o que aumenta consideravelmente as suas chances de sucesso. Claro, isso vai durar até o fatídico momento em que seu personagem vai levar um tiro ou vai ser atropelado por uma boiada… De qualquer maneira, sua escolha no final das contas se baseará no carisma de cada um dos personagens e pode ter certeza que isso não falta no grupo. Durante o jogo eles são apresentados de formas distintas, como em situações peculiares com donzelas ou tomando bebidas pelo caminho. Um exemplo clássico acontece quando você encontra um estabelecimento: você tem a opção de entrar nesse local e, logo em seguida, os pistoleiros são presentados com bebidas ou mulheres em uma curta cena que é o suficiente para distinguirmos a personalidade de cada um.

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• Enquanto Billy deixa escorrer a bebida e parece aproveitar o trago, Bob se afoga, demonstrando fragilidade para com o álcool.

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• Com mulheres a situação não é diferente: Billy com seu sorriso maroto aproveita o chamego, enquanto Bob fica vermelho de vergonha ao ser recompensado com um beijo.

Tudo isso pode até passar despercebido na hora da ação, porém demonstra que o jogo foi gerado com capricho, com pequenos detalhes, que mesmo não alterando o gameplay, servem para criarmos especulações sobre as diferenças entre o grupo Sunset Riders. Dito isso, vamos ao que interessa, vamos ao jogo propriamente dito, a ação começa agora!

Pano de Fundo



Após a tela de seleção de personagens somos apresentados ao objetivo inicial, e começamos a entender um pouco mais do universo de Sunset Riders. Uma música típica da época dos filmes de faroeste começa a tocar, e o que vemos na tela é um banqueiro corrupto, Simon Greedwell, exposto em um cartaz com o valor da recompensa dele vivo ou morto. Farei um resumo desse primeiro desafio:

sunset-2A primeira fase é o berço do jogo, onde você é desafiado a compreender as diversas mecânicas e gameplay, que apesar de simples, podem significar a morte se não forem dominadas logo de início. Você enfrentará bandidos que pulam da janela, que correm na sua direção armados apenas com um facão, homens escondidos por todos os lados e até mesmo mulheres com bananas de dinamite, prontas para explodir tudo ao seu redor. Tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, em uma ordem tão natural, que você pode se surpreender pela quantidade de desafios apresentados a cada segundo. Ao ver as galinhas correndo assustadas, prepare-se, pois você terá que enfrentar a fúria de touros enlouquecidos em uma cena muito engraçada, que certamente arrancará um sorriso do seu rosto. Após esse turbilhão de acontecimentos, logo você enfrentará Simon GreedWell, que não aparecerá sozinho, recepcionando nossos heróis com a frase: “It’s Time To Pay.”

Uma luta intensa se inicia e você precisará de toda sua destreza para desviar dos muitos tiros disparados freneticamente pelos capangas de Simon GreedWell. Procure se manter vivo enquanto derruba os barris que protegem Simon. Cuidado! Eles cairão sobre você e perderá uma vida por isso. De resto, sapeque esse orgulhoso banqueiro até a queda e finalize sua primeira missão. As últimas palavras de Simon GreedWell são: “Bury Me With My Money”, traduzindo: “Enterre-me com meu dinheiro.”

Após enterrar o corpo de Simon GreedWell, sem o dinheiro, você segue a cavalo para a próxima missão. Tudo isso acontece em apenas uma fase!

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Diferenças e Um Dilema



Além de Sunset Riders aparecer nos arcades, na era 16bits ele também deu as caras nas duas máquinas mais conhecidas na época: Super Nintendo e Mega Drive. Os jogos tem a mesma proposta, mas são diferentes em muitos aspectos, principalmente a versão do Megão, que simplesmente é “outro jogo“. Não há como negar a superioridade da versão recebida pelo console da Nintendo, que se não é idêntica, é bem fiel à do arcade e deixa o port para o console da Sega com cara de jogo inacabado. Os detalhes que demonstram isso são diversos, e citarei alguns mais comuns:

Mega Drive:

– Só tem 4 fases, sendo que foram retiradas as duas fases em que você monta um cavalo. Porém, isso é importante citar, as fases bônus do Mega Drive são à cavalo e inclusive o inicio delas é idêntico a versão original do Arcade.

– As fazes foram inteiramente redesenhadas, e apenas lembram as do original.

– Só tem 2 personagens selecionáveis: Billy e Cormano.

– Na fase do trem o inimigo original é o El Greco, que é rival de Cormano, porém na versão da Sega esse inimigo não existe e é substituído por Paco Loco.

– Graficamente bem inferior às outras versões.

– Não tem vozes durante o jogo, e a qualidade das músicas é apenas OK.

Super Nintendo:

– Gráficos e trilha sonora em um nível próximo ao original.

– Todas as fases e chefes, apesar de algumas trocas de nomes.

– Todos os 4 personagens disponíveis, apesar de só ser possível jogar de 2 players.

Mas a versão do Mega tem seus méritos também, como a fase do trem: um trabalho digno de nota, pois temos muitos mais detalhes aqui, como exemplo as imagens no fundo da tela que são numerosas no console da Sega e capadas no SNES.

A questão é que tanta diferença em cima desta versão para Mega Drive não faz sentido a não ser que houvesse um prazo a ser cumprido ou uma dificuldade maior para programar no Mega Drive que acabou tomando mais tempo do que o esperado e precisou ser lançado com mudanças… Difícil acreditar que foi puro desleixo da Konami. A fase do cavalo poderia aparecer, só que o prazo fez com que transformassem em fases bônus, evitando assim de produzir fases bônus tradicionais além das fases originais dos cavalos. A questão da mudança do inimigo na fase do trem demonstra que tiverem que escolher entre Paco Loco e El Greco, talvez houvesse mesmo preferência para que Paco Loco aparecesse, talvez na opinião dos produtores ele seria mais impactante por ser um tradicional americano ao invés de usarem um Mexicano, mas indica que houve um dilema e foi preciso escolher. Por fim, a fase do trem sendo superior na versão de Mega Drive também indica que o jogo estava sendo produzido em um determinado nível de qualidade, mas que não pode ser mantida. Reunindo esses três pontos eu realmente acredito que a versão do Mega Drive precisou ser lançada na data estipulada e esse prazo a ser cumprido comprometeu o ótimo trabalho que estava sendo feito até a fase do trem. Talvez a mesma equipe trabalhou em ambos os jogos e resolveu finalizar primeiro o do SNES e quando foram para o Mega Drive já era perto da data. Bem, estou apenas especulando.

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No Snes à esquerda, e no Mega à direita: é como se fosse outro jogo, e bem pior.

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Acontece que nem mesmo a versão da Nintendo conseguiu portar o jogo como realmente aparecia nos Arcades. O primeiro detalhe é a censura doentia da Nintendo, que retirou as “garotas explosivas” do seu port juntamente com qualquer menção à bebidas alcoólicas. Outro detalhe cruel (mas compreensível) é que você poder jogar apenas com 2 jogadores, sendo que no arcade era possível jogar com até 4 em um tiroteio frenético. Apesar de manter a mesma apresentação dos personagens na tela de titulo de Sunset Riders, a versão SNES também penou para manter a qualidade gráfica e precisou se adaptar para rodar o game com qualidade e fluidez. Apesar dos pesares, ela é superior à versão de Mega Drive,  onde já na tela de seleção de personagens o jogo demonstra sinais de fraqueza  quando apresenta apenas dois personagens disponíveis para seleção. Uma pena.

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Concluindo



O original para Arcade é sem dúvida um game extraordinário, um dos jogos mais inesquecíveis da época. É só perguntar a qualquer um que tenha vivenciado um pouquinho da história gamística da década de 90 que este irá lembrar com um sorriso no rosto desta aventura, não existe ser remanescente daquela geração que não conheça Sunset Riders! Não é pra menos, a Konami acertou em cheio na fórmula da dificuldade/diversão em galera mais uma vez, criando um jogo super empolgante e viciante em cima de um tema deveras explorado e antiquado. Jamais veremos um por do Sol com os mesmos olhos após este jogo!

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Se você, assim como muitos de nós, jogou Sunset Riders na década de 90 então, provavelmente, uma boa dose de nostalgia já deve estar se espalhando por suas veias enquanto recorda de suas aventuras, espalhando balas por toda cidade e enchendo o ar com o cheiro de pólvora. Isto é só o começo, já que a partir de agora você começará a sentir os efeitos dessa injeção nostálgica, e será difícil conter a vontade de jogar novamente essa obra-prima. Para ajudar, quero contar minha experiência com o jogo.

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Faroeste em Casa



Chovia lá fora. Chovia um pouco dentro de casa também, ninguém dava jeito nessas goteiras. Nada que atrapalhasse minha vida e que me fizesse esquecer das minhas prioridades aos 9 anos de idade. Pra deixar claro, elas são: jogar e me divertir. Um dia de chuva significava um dia de surra, e eu teria que tomar alguns cuidados para que essa tal surra não envolvesse meu traseiro; então, jogar videogame só depois de tudo feito. Levei mais de meia hora só pra levantar da cama, um recorde! Normalmente minha mãe precisa me arrastar, xingar, tirar o cobertor, chacoalhar e ir me empurrando até o banheiro. Hoje não, hoje era dia de chuva, hoje era dia de surra e eu queria jogar. Uma conta que parecia não fechar, parecia fugir da lógica. Meu traseiro já sentia palmadas futuras, eu já conseguia imaginar todo o sapateado acontecendo dentro do quarto. “Sapateado” lá em casa é o momento em que a surra se inicia e começa a dança. Pra piorar ainda mais, um boato está muito fresco na mente dos meus pais, e eles tinham medo de que meu videogame estragasse a TV da sala.

Arrumei a cama, fui lavar o rosto e senti falta da minha mãe me empurrando até o banheiro. Tomei um achocolatado bem gelado pra iniciar o dia com muita energia e comecei a seguir minha mãe. Se ela fosse fazer qualquer coisa eu iria me oferecer pra ajudar. Foi assim durante um bom tempo e minha mãe nunca dizia não, sempre aceitando minha ajuda, e eu já não aguentava mais. Enfim, depois de realizar algumas tarefas era chegada a hora de pedir. Era fácil. Era só dizer as palavras. Um frio na barriga que conseguia colar minha boca e me impedia de começar a falar. Me esforcei ao máximo e tudo o que consegui dizer foi: “O mãnhe”. Ela me olhou sorrindo e respondeu: “Oi”. Nesse momento o frio na barriga se transformou em um aviso orgânico, me segurei pra não evacuar ali mesmo, em pé, enquanto minha mãe sorria. A culpa estava me derrubando. Ajudei nas tarefas apenas com um interesse em mente, fiz tudo que fiz só para poder jogar e se eu pedisse agora, naquele exato momento, seria como ser descoberto, me sentia como um farsante, o sorriso da minha mãe e toda essa culpa me fizeram perguntar: “Tem mais alguma coisa pra eu fazer?

— “E não é que tinha?! Um MONTE de coisa pra fazer! QUE DROGA!”

Logo a culpa deu lugar à raiva e eu passava pelo Mega Drive na sala, que parecia implorar para que eu largasse a vassoura e fosse jogar. Foi o que eu fiz. A partir daí tudo mudou de lugar. Chovia lá fora, e se chovia dentro de casa eu não cheguei a perceber. Liguei o Mega Drive, “mute” na TV pra não fazer barulho, e o Sunset Riders que eu havia alugado começou a aparecer na tela. Algo estava errado, não dava pra jogar Sunset Riders no mudo, eu precisava ouvir aquela trilha sonora. Aumentei o volume. Só um pouquinho. Pera, um pouco menos. Menos. MENOS. O maldito volume não parava de subir. MENOS! MEUDEUSMEAJUDA! O botão da TV ficou travado e o volume já estava quase no máximo quando me veio a “grande” ideia de apertar “start”. Quem jogou sabe que se você apertar “start” na tela do título de Sunset Riders, algum cowboy vai dar um grito incrivelmente agudo e alto o suficiente pra ser ouvido no outro bairro. Foi assim que a jogatina terminou sem nem mesmo começar. Minha mãe apareceu falando alto, tentando perguntar se eu havia ficado surdo, enquanto eu tentava abaixar o volume da TV; e se chovia lá fora não dava pra escutar. O que posso dizer aqui, é que criança em dia de chuva precisa apanhar e as coisas acontecem sem explicação, não adianta tentar entender. Nesse dia o show de sapateado foi por minha conta.

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Não era nem 11 horas da manhã e eu havia levado uma surra tão grande, que se fosse nos dias de hoje, certamente receberíamos uma visita policial. Não tanto pela surra, mas pelo escândalo que fiz, pois eu ainda não havia aprendido a apanhar e, na verdade, chorar mesmo eu só chorava quando sobrava um espaço entre os gritos de: “Socorro você vai me matar eu te amo mãezinha querida tá doendooo”. Tudo isso parece que foi o suficiente para minha mãe parar de me bater. O almoço estava servido e eu alternava entre garfadas de arroz e chupadas fortes de substâncias estranhas que escorriam pelo meu nariz. Tudo isso parece que foi o suficiente para minha mãe parar de comer. Ela saiu da mesa e foi pro quarto. Meu pai me olhou com ordens escritas em seus olhos, algo gritando: “Vai lá ver o que sua mãe tem”. Eu fui. Cheguei no quarto e fiquei em pé esperando minha mãe terminar de sussurar algumas palavras sozinha. Ela me olhou com uma cara de tristeza, como se algo estivesse errado. Eu sorri pra ela. Tudo isso parece que foi o suficiente para minha mãe me abraçar e se desculpar. Tudo isso parece que foi o suficiente , e palavras não são capazes de descrever o momento.

A tarde se iniciou com meu pai lavando a louça, minha mãe retirando a mesa e eu já estava sentado no chão da sala jogando Sunset Riders. Pouco tempo depois minha mãe e meu pai estavam comigo na sala, conversando e sorrindo muito. Eu olhei para meu pai e seus olhos transmitiam cumplicidade, como se eu tivesse feito a coisa certa. Virei minha cabeça para a direita e olhei para minha mãe. Ela espalhou meus cabelos e sorriu. Tudo isso parece que foi o suficiente, mas eu estava errado, pois foi muito mais, e palavras ainda não são capazes de descrever o momento.

Sunset Riders foi uma bela aventura quando eu era criança, mas hoje ele é muito mais do que isso, hoje ele faz parte da minha história de vida e recomendá-lo é recordar uma fase de descobertas e alegrias. Eu procuro histórias desse tipo, procuro experiências proporcionadas por games, experiências que foram potencializadas devido ao uso de jogos diversos e sei que você, caro leitor, você tem algo escondido aí, uma história que precisa ser compartilhada e, pode ter certeza, que as palavras farão o que for possível para que você conte-nos sua experiência de vida.

Fim


Sobre Visio

Um dia você acorda e se assusta com o reflexo no espelho. Percebe que o tempo e a força da gravidade diariamente trabalharam com tanta força e gravidade que talvez não haja mais tempo. Foi assim que a vida passou e enquanto ela passava, estando ocupada demais em me manter vivo, eu simplesmente vivia. Foi vivendo que escolhi gastar muitas horas jogando. Jogando eu refleti sobre a vida e, enfim, me tornei o que sou: Vivo
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  • Jean

    Belo texto. Nunca dei uma chance a Sunset Riders -sempre preferi Wild Guns- mas agora me vejo tentado a fazê-lo. Quanto ao SNES ter uma versão melhor que o Mega Drive, já era de se esperar pois ele sempre teve as melhores conversões de Arcade.

    P.S.: Essa história no final me lembrou uma de quando era pequeno: Minhas notas na escola começaram a cair e minha mãe disse que se não melhorasse ficaria sem jogar meu NES por 3 meses. Não acreditei, afinal ela nunca tinha me posto de castigo ou me dado uma surra, só podia estar brincando. No final acabei não melhorando a minha nota e aí veio a hora do castigo, já imaginava ela guardando meu videogame no fundo do armário por longos 3 meses. Mas ela não fez isso, fez questão de deixar onde estava para eu sempre olhar pra ele e aprender que mãe nunca brinca.

    • Visionnaire

      Olá Jean! Obrigado por compartilhar parte da sua história! Sunset Riders é um ótimo jogo para jogar com amigos, vale a tentativa sim.
      Sua mãe foi inteligente, não adiantava só esconder, ela precisava que você entendesse que o NES estava disponível, mas não pra você. hahaha faz parte da vida, obrigado pelo comentário!

  • Vitor Issui

    Eu confesso que só via esse jogo no Shopping Aricanduva que era próximo da minha casa, só que era um Playland, ai você imagina a fortuna que era um crédito, na época me lembro que era difícil, só que poucas vezes vi jogando os 4 players.
    Mas no Snes era uma farra, teve um fim de semana que ficamos sem dormir revesando entre Sunset Riders e Final Fight 3
    Demais esse post e um texto incrivel

    • Visionnaire

      Obrigado Vitor, esse artigo deu trabalho e envolveu a equipe inteira pra me ajudar com a edição, por fim valeu a pena.
      Na época do arcade era muito raro reunir 4 amigos em uma mesma máquina, afinal Sunset Riders disputava espaço com street fighter e esse era muito mais procurado. Já nos consoles de mesa ele realmente fez sucesso, principalmente entre os donos de SNES. Eu pude jogar as 3 versões, mas joguei muito mais no Mega Drive, em casa, com meus irmão. Um jogo que fazia a alegria da rapaziada. Tempos bons!
      Agradeço o comentário Vitor, abraço!

  • Rodrigo Cesar

    joguei a versão do snes e passei muita raiva com o chefão final.

    • Visionnaire

      Fala Rodrigo! Maldito chefão final! Quando você pensa que é o fim ele revela um segredo desesperador: estava usando uma chapa de aço para proteger o peito! Quando ele retira essa proteção, daí sim, o jogo fica ainda mais intenso e normalmente as vidas já estão no final, fazendo o momento algo memorável para muitos jogadores. Ainda bem que os controles eram resistentes na época. Abraço!

  • Luiz Claudio

    Um ótimo jogo, infelizmente eu joguei apenas a versão de Super Nintendo, mas me rendeu muitas horas de diversão.

    • Visionnaire

      Opa! Luiz, a versão de SNES é ótima, fez muito bem em aproveitá-la. O que vale é a diversão mesmo, não tem preço, principalmente se for pra passar horas mandando bala na bandidagem da época. Valeu Luiz!

  • Joguei pouco no arcade, porém MUITO no SNES! O grito inicial é icônico e está no mesmo patamar lendário de “Rise from your grave!”, “Ôooooooh” (King of Dragons), entre muitos outros. Só uma pena que não dá pra replicar esse grito do Sunset Riders em palavras rs, só sai alguns “Yeh hui” ou “Yeahei”…

    Mas voltando ao tópico, excelente jogo, excelente ambientação, um verdadeiro clássico que dá pra ser jogado facilmente hoje ainda!

    Excelente Post!

    • Visionnaire

      Eae Dan! Ainda bem que gostou do artigo, muito obrigado pelo comentário!
      Muito bem citado quanto ao grito inicial, não tem como esquecer! Vou encontrar esse áudio e gravá-lo como som de mensagem no celular. Vai ser um griteiro só hahahaha
      Valeu meu velho!

      • Boa ideia de usar como notificação de celular, terei que copia-la de você hahaha.

        • Visionnaire

          Hahahaha Vale a pena copiar, vai ficar bacana demais!

  • Ivo

    Excelente review Visio, gostei muito =) Eu adorava esse jogo! Joguei primeiramente nos Arcades (sozinho!) e adora o colorido dele, as músicas, tiros, personagens, chefões. Logo depois joguei no Super Nintendo, fiquei um pouco frustado, por achar que seria igual do Arcade, mas jogando essa sensação acabou. Eu adora o Cormano, só jogava com ele hahahahaha!

    Era um jogo bem difícil para os padrões da época. Ralei bastante para terminar no SNES. Agora essa versão do Mega não ter fases e cia… não sabia! Uma pena mesmo, não sabia que era tão grande! Engraçado que sempre via esse jogo de Mega parado na prateleira da locadora >.< e agora entendo! Já a SNES nunca ficava por lá! hahahahahha XD

    Adorei a foto do final e principalmente essa parte " procuro histórias desse tipo, procuro experiências proporcionadas por games, experiências que foram potencializadas devido ao uso de jogos diversos"

    Adoro história da galera com games daquela época! É muito divertido sempre ler algo assim!

    Parabéns Visio! Grande texto. Abração.

    • Visionnaire

      Valeu Ivo, obrigado pelo incentivo para criação desse artigo!
      A verdade é que o feedback dos leitores é o combustível que nos faz continuar e quando esse retorno vem em forma de histórias de vida, então, sei lá, é quase como uma terapia, é sublime demais. É a nossa recompensa.

  • Tales Uski

    Segundo a Wikipedia, a versão para Mega foi lançada ANTES da versão Snes. Então, o argumento acima citado para a pior conversão do Mega não se justifica. Vale lembrar também que a versão do Mega tem 4Mb e a do Snes tem 8Mb.

    • Visionnaire

      Bela observação Tales e isso na verdade aumenta minha suspeita quanto ao prazo, justamente por ter sido lançado de modo adiantado. São apenas especulações, mas certamente na época da guerra entre Sega e Nintendo, qualquer jogo que fosse lançado antecipadamente em um console já seria uma “vantagem”. Obrigado pelo comentário.

  • Ace Of Spades

    Boa a review, mas acho que faltou se aprofundar mais nos personagens, pow você não citou a parte mais suprema do jogo que é quando você enfrenta o El Greco com o Cormano, e quando você derrota ele, e ele dá o chapéu para o Cormano e o mexicano loco usa o chapéu para honrar o nome de um velho colega de profissão e até o fim do jogo o Cormano usa ele!!! Cara isso é MÍTICO para um jogo da época e definitivamente não poderia ter sido deixado de lado!!! Imperdoável! U__U

    No mais tá ótima, tem nostalgia e paixão nesse texto e isso já honra ele, mas um jogo dessa magnitude necessita de uma review bem frescurenta, desculpe mas eu sou muito chato quando o assunto é Sunset Riders….U_U

    • Visionnaire

      Caraca! É verdade! Como fui esquecer o que não sai da memória de muitos gamers!? É fato que Cormano é o mais marcante dos personagens e esse evento com El Greco ajudou muito para aumentar sua popularidade entre os gamers. A ideia realmente era contar uma história e procurei manter esse nível de abordagem, acredito que há pessoas muito mais qualificadas do que eu para se aprofundar nesse game. Nesse quesito eu fico devendo. Abraço!

      • Ace Of Spades

        Agora fiquei até meio mal pela crítica, me desculpe mas é que eu sou muito passional com certos jogos… Sua história foi muito bem contada, e eu não sei se conseguiria escrever algo tão bem…hehe

        Continuem com o bom trabalho! Abraço!

        • Visionnaire

          Fique tranquilo, sua critica foi bem vinda e muito bem recebida. Continue comentando, pontos de vistas diferentes são sempre aceitos; Abraço!

  • Visio, eu nunca joguei nenhum Sunset Rides, mesmo sabendo das recomendações.
    O que me diz disso?

    • Visionnaire

      Olha Jeff, eu poderia te dar um sermão… “poderia” não, eu vou te dar um sermão. Como assim cara!? Sunset Riders é o supra-sumo dos Arcades, um jogo pra se divertir e passar raiva, tudo ao mesmo tempo.
      Mas Jeff, tem um ponto importante aí, você não jogou Sunset Riders, mas jogou outros jogos que eu não tive a oportunidade de conhecer e essa diferença de bagagem que carregamos é que faz o Retroplayers ser tão abrangente no mundo retro. Eu ainda recomendo fortemente Sunset Riders, tanto que estou disposto a jogar um jogo que eu nunca tenha jogado. Me indique um e ficamos quites. =D

      • Já jogou Prince of Pérsia, o primeiro?
        Ou então jogue Batlemaniacs. É supimpa!

        • Visionnaire

          Esses dois eu sou fã também, ótimos jogos mesmo! Supimpa é uma palavra que me remete a coisas antigas hahaha parece uma palavra velha hahaha

  • ElfoGamer

    Excelente texto,cara.
    Me fez lembrar dos fins de semana que íamos passear no Shopping Center Norte e eu e meus dois irmãos passávamos um bom tempo no Playland jogando Sunset Riders, Simpsons e muitos outros arcades maravilhosos.
    Gostávamos tanto de Sunset Riders que logo corríamos para ele, sempre era o primeiro arcade que jogávamos no dia.
    As versões dos consoles eu não joguei na época, só conheci bem depois nos emuladores.

    • Visionnaire

      Valeu ElfoGamer! Era muito legal visitar arcades, gastar o dinheiro do busão, voltar a pé pra casa treinando os movimentos dos controles ou fingindo ser um forasteiro pela estrada a fora. Hoje, raramente eu tenho condições de jogar em uma máquina de arcade e normalmente, quando eu apareço em um fliperama, acabo ficando perdido, dopado de nostalgia, fico olhando máquina por máquina, como se fosse uma janela, uma fenda do tempo e só de olhar já me traz muitas recordações.
      Esse arcade dos Simpsons também é MUITO bom, fera demais, mesmo nível de Sunset Riders, só que com a vantagem da carisma adicional dos Simpsons.
      Só de ler o seu relato já consegui imaginar você e seus dois irmãos na Playland. Obrigado por comentar!

      • ElfoGamer

        Também me sinto assim hoje em dia, cara.
        Quase todas as vezes que vou no Center Norte dou uma subidinha no Playland, mesmo que for só pra olhar. Não tem mais a maioria dos arcades da época, mas,mesmo assim, andando por lá lembro das máquinas antigas e das horas passadas me divertindo junto com meus irmãos.

        • Visionnaire

          Tempo bom né? Se no fim de nossas vidas realmente rolar o tal “melhores momentos” em câmera lenta, tenho certeza que muitos aqui vão ficar horas assistindo os jogos dessa época. Sou um desses e valerá a pena. =D

  • Compensou o trabalho, belo retorno estamos tendo heim Visio ^^
    Rapaz, eu vou acabar escrevendo um review do Sunset Riders de Mega kkk foi o que eu mais joguei XD inclusive de 2 players com o Senpai, e nem assim conseguimos matar o desgraçado do Ricardo Rosa! MALDITO APELÃO!!!

    • Visionnaire

      Eae Boss! Pois é, o feedback está ótimo, a galera realmente gosta de Sunset Riders.
      A versão do Mega pode ser a mais capada, mas mesmo assim foi a que mais rodou lá em casa também, tanto que eu não sabia se a versão do arcade estava errada ou se era a do Mega Drive. Tinha até uma teoria de que a do Mega era maior, por dividir cada fase em 2 fases. Isso antes de conseguir raciocinar normalmente e perceber que estávamos errados.
      Se puder, manda bala nesse artigo na versão do Mega Drive, ainda tem muitas lacunas para preencher, tem muito conteúdo que faltou citar.
      Dá pra fazer um artigo inteiro só pra xingar o Ricardo Rosa (nunca pensei no nome dele dessa forma). Abraço!

  • Matheus Henrique Soares Lima

    Este jogo é um daqueles jogos que me fazia chorar por ter um master system, sempre joguei com o Cormando, mas depois de consegui emular o jogo comecei a jogar só com o Steve e o meu irmão com o Bob, isso se deve ao fato que na fase do indio dava para atirar com eles nos inimigos que ficavam atrás das pedras, fato que não ocorria com os outros 2.
    Esse jogo é maldito, pois agora eu não posso mais jogar ele, isso pois ele só pode ser jogado de 2 players devido ao maldito sistema de continue ( quem jogou sabe ), já que meu irmão só joga lol agora, esse jogo ficou só nas recordações.
    Uma reclamação que eu sempre tive era o fato de eu achar as fases curtas demais, mas isso é um preço a se pagar pela variedade de cenários.
    Vocês esqueceram de citar o chefe indio (interrogação) Simplesmente é o mais marcante e o que me fez ter odio dos protagonistas, por te-lo entregado às autoridades. Filhos duma Zica.
    Falando em Wild Guns, estou aguardando uma análise dele, conheci-lo ano passado graças a um canal chamada histórico gamer e fiquei jogando igual a um condenado até finaliza-lo mais de 6 vezes ( sempre jogando com a mulher ).

    • Visionnaire

      Eae Matheus! Agradeço o comentário! A fase do índio também tem algumas mudanças na versão SNES, pois evitaram utilizar os sprites originais, com índios e substituíram por criminosos que encontramos nas fases inicias. Acredito ser uma forma de censura, talvez até por parte da Nintendo e da sua política conservadorista. O importante é que o jogo consegue nos prender do inicio ao fim!
      Wild Guns é um ótimo jogo mesmo, espero que dentro em breve alguém se atreva a escrever algo sobre esse game. É uma responsabilidade e tanto não acha!? Abraço!

      • Matheus Henrique Soares Lima

        Seilá, não vivi na época.
        .
        .
        .
        .Bricadeira!
        Sinto que quase sofri um headshot.

        • Visionnaire

          Opa, espero não ter me expressado mal, não houve essa intenção.

          • Matheus Henrique Soares Lima

            Eu só brinquei falando que eu não saberia a importância do jogo por não ter vivido na época, fato que não condiz comigo.
            Mas falando sério, eu me considero um ser que viveu um pouco dessa época, claro, não cheguei a alugar fitas ou a comprar cartuchos para o meu master ( nos anos 2000 já não se encontrava tais itens aqui em BH ), mas joguei muito snes e mega drive na casa dos meus primos. Conheci o ps1 só em 2006 e em 2007 eu cheguei a recusar uma proposta de um ps2 feita pelo meu pai ( falei que preferia o ps1 ) justamente por não conhecer o video game.
            Ganhei um ps2 em 28/12/2009 por ter passado no COLTEC e o queria apenas para jogar snes, eu não dava a mínima para os jogos de ps1 e ps2. Foi nele que fiquei fã do mega drive e me dei conta que eu pertencia ao lado azul da força.
            Fui me interessar por jogos de ps2 só no começo de 2011 e no final acabei usando meu ps2 muito mais para jogar mega drive e ps1 do que os jogos do console.
            Por esses motivos me considero um jogador retro e embora tenha abandonado os jogos antigos no ano de 2014 por ter conseguido um ps3, penso em voltar e zerar todos os castlevanias de gba e nitendo ds que eu não finalizei ainda.
            PS: meu master vinha com 74 jogos na memória, e o jogo que mais finalizei foi sonic ( mais de 115 vezes ao longo de 7 anos )
            PS: o melhor jogo que já rodou no meu ps2 foi Castlevania Soth, o finalizei mais de 11 vezes.

          • Visionnaire

            Show Matheus! Um resumo da sua vida gamer! Ficou muito bom! É bom saber que mesmo possuindo acesso aos games mais atuais você conseguiu encontrar diversão nos games mais antigos! Hoje em dia vivemos em um ótimo geração para gamers, temos tantas possibilidades, opções, diversidade. Basta garimpar para encontrarmos games tão bons quanto os que tínhamos quando mais novos. Novamente, obrigado por compartilhar sua experiencia de vida e seu comentário me deu vontade de instalar o Master System aqui na sala. Só não farei isso agora, pois minha esposa não largaria o controle até terminar Sonic novamente. Ela sempre faz isso. =D

  • Vinícius Lisboa

    Joguei Sunset Riders na versão do SNES mesmo, não tive a oportunidade de jogar a versão do arcade.
    O jogo tem mesmo uma dificuldade bem amarga até na dificuldade “easy”, tem que ter muita paciência para zerar. E eu detestava aquela fase de andar a cavalo e os bandidos ficavam jogando toras de madeira pra te derrubar do cavalo, eu perdia umas 3-4 vidas nesse trecho.
    Apesar de uns pequenos problemas que tive ao jogar Sunset Riders, reconheço sua grandiosidade como jogo, mas eu ainda prefiro o Wild Guns.
    Ótimo review tbm Visionaire

    • Visionnaire

      Olha aí, mas um admirador de Wild Guns! São ótimos jogos e ainda bem que não passaram despercebido em uma época de muitos jogos ótimos e de qualidade indiscutível. A fase a cavalo realmente servia pra tirar vidas, dava raiva morrer pelo menos duas vezes nessa maldita fase.
      Valeu pelo comentário Vinicius!

  • Excelente o texto, Visio, parabéns! Gostei de como separou as coisas. E ri da história com sapateado, fico imaginando o grito no volume máximo e vc desesperado tentando abaixar o som… auauhhauhuauh
    Eu nunca joguei Sunset Riders, sabia? Nenhuma versão. Mas assisti algumas vezes as pessoas jogando no Arcade. É mais um jogo que eu conheço de ficar de platéia, vários de arcade foram assim na minha vida e eu nunca soube explicar pq. Acho que eu tinha vergonha de jogar em público, sei lá… auhauhahua
    É isso e faça mais reviews!

    • Visionnaire

      Valeu Cadu! Essa história de ficar na platéia pode render algumas horas de terapia hein!? =D

  • Chris

    Que texto bacana, me trouxe várias memórias desse jogo, concordo que a versão de snes parece outro jogo, nunca joguei a do arcade, mas joguei tanto a versão do mega quanto a de snes, eu chamava esse jogo de jogo do cowboy, afinal era mais fácil pra uma criança de 7 ou 8 anos falar ”jogo do cowboy” do que tentar pronunciar ”sunset riders” pra dona da locadora cada vez que ia alugar..kk

    Quando joguei a versão de mega drive que meu vizinho tinha, eu até pensei que a versão de snes era um tipo de continuação, só que logo me dei conta que era o mesmo jogo, um pouco mais pobre no mega, mas também era divertido..^^

    Fiquei aqui lendo e imaginando a vontade de jogar que voce sentia com aquele monte de coisa pra fazer e o desespero pra abaixar o volume e não apanhar, coitado…kk

    Cara. essas histórias da infancia que voce conta são muito boas, parece até um roteiro de uma série ou algo do tipo, me lembra até anos incriveis ou todo mundo odeia o chris, pela comédia misturada aquele sentimentalismo todo, parabéns por elas…xD

    • Visionnaire

      Opa, valeu Chris, obrigado por comentar. Eu também chamava de “jogo do cowboy” não tinha noção de qual era o título do jogo naquela época.
      Eu fico muito feliz em saber que as histórias incluídas nos artigos estão agradando o pessoal, pois tem esse objetivo de entreter, fazer sorrir, usar um pouco a imaginação para se divertir com algo simples e que já deve ter acontecido com muitos. Obrigado pelo comentário, foi como um combustível para o próximo artigo.
      Abraço!

  • Gle Sasao

    jogao jogao jogao
    uau, este jogo foi junta galera nos arcades, snes e mega drive.
    otima descriçao, comeram muitas fichas, mas foi muito bom re ler.
    será que rola um remake na live ou psn… seria bom hein!

    • Visionnaire

      Fala Gle, esperamos que sim, quem sabe algum sábio da indústria dos games olha para o passado e resgata essa pérola de nossas memórias. Seria simplesmente épico poder jogar com mais outros 3 amigos usando toda facilidade do online para interagir!
      Obrigado por comentar! =D

  • Pingback: Sunset Riders – Arcade – Tizil Games Tizil Games()

  • Leandro Abreu

    Galera, venho humildemente mostrar o som da minha banda ai, então pra fans como nós, ta ai o som da minha banda reproduzindo o Bonus Stage hehe… Deem uma olhada ai… Enfim, Obrigado https://www.facebook.com/pinheadcaxias/videos/1008109949241309/?comment_id=1008135169238787&reply_comment_id=1008484342537203&ref=notif&notif_t=video_comment_tagged