RetroReview: Tetris – Game Boy


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Lembro muito bem da primeira vez que encostei em um Game Boy na vida. Estava na casa de familiares, um deles tinha viajado para os Estados Unidos e trouxe aquele videogame pequeno bacanudo da Nintendo, até então marca que eu de certa forma ignorava por ser apaixonado pelo Master System e pelo Mega Drive. Ignorava não no sentido de hater, como vemos aos montes hoje em dia, mas sim não ligava mesmo. Eu me interessava mais pelo que via no lado azul da força.

Mas, como eu sempre gostei de videogames de uma forma geral, fiquei muito curioso em saber como é que funcionava aquele gaminho que trocava fitas. Gaminho era o termo que eu usava para os mini games, tipo os da TecToy. Lembram deles? Para os nintendistas, lembrem-se de Game & Watch. Enfim, tive que esperar um pouco para conhecer o tal Game Boy, pois havia alguém muito mais interessado naquilo do que eu na hora em que o portátil foi mostrado: meu pai.

O pai de quem vos escreve nunca foi muito ligado aos videogames, mas adorava jogar jogos de Atari comigo quando eu ainda era muito pequeno. Ele também gostava muito de “dar uns tiros” com a Light Phaser, principalmente no Safari Hunt, jogo de caça que vinha na memória do Master System. Na linguagem atual, poderíamos dizer que meu pai é um gamer “casual”, embora eu deteste este termo.

Ainda assim, existiram dois jogos que eu automaticamente lembro do meu velho sempre que jogo ou falo a respeito. Um deles é Doom 2, um dos maiores clássicos dos jogos em tiro em primeira pessoa. O outro é exatamente o jogo que será analisado neste post: Tetris, para Game Boy.

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Inclusive lembro bem que na primeira vez que joguei o jogo, fiquei um bom tempo pendurado no meu pai perguntando se já era minha vez, até que uma hora ele se cansou e cedeu o portátil pra que eu pudesse experimentar. Aí fui jogando um tempo também, até que de repente a tela deixou de mostrar informações, logo após deformar tudo que nela aparecia. Tentei desligar e ligar, mas nada aconteceu. Sem saber o que fazer, fui até o dono do aparelho e mostrei com muito receio o que havia acontecido, aí então e ele começou a dizer “você estragou minha maquininha”, exatamente com estas palavras. E repetiu isso algumas vezes. Quando eu estava no auge do desespero, provavelmente com cara de choro e tudo mais, meu pai apareceu. Pegou o portátil das minhas mãos, deu uma piscada pra mim como quem quis dizer “deixa comigo”. Virou o aparelho, abriu um compartimento na parte de trás dele e trocou as pilhas. Os dois deram risada e eu fiquei lá com aquela cara de mini palhaço percebendo que estava sendo sacaneado pelo dono do Game Boy, mas felizmente meu velho não deixou que a brincadeira fosse tão longe.

Eu sei que vocês estão carecas de saber o que é Tetris, afinal perda de cabelo é o que já aconteceu com muitos de nós jogadores mais experientes. E quem não jogou Tetris pelo menos uma vez na vida, não é verdade? Aposto que todos os leitores em algum momento da vida sentiram raiva esperando durante séculos pela peça comprida que nunca aparece quando queremos. Mas vou falar do jogo mesmo assim, afinal de contas, isto é uma análise.

02-Review-Tetris-Gameboy-CASTELO.pngTetris é um quebra-cabeça e/ou jogo de raciocínio criado no final da década de 80 por Alexei Pajitnov. Não, Tetris não é um jogo de construir castelos, como disse pra mim uma vez um vizinho da minha avó na época. Ele disse que tinha um Game Boy e vários jogos, entre eles um de construir castelos. Eu não fazia ideia do que ele estava falando, mas ao ver que era Tetris eu ri. Fiquei alguns dias imaginando o moleque jogando o jogo e não entendendo o porque do Game Over, pensando algo tipo “poxa, mas esse castelo ficou tão legal”. E quando a linha sumia? Que será que ele pensava? Mistério. Deixo vocês imaginando, se alguém tiver ideia é só compartilhar.

Mas voltando, Tetris foi desenvolvido em 1984 pelo russo Alexei Pajitnov e mais dois amigos enquanto ele trabalhava para a Academia de Ciências da União Soviética.

A palavra Tetris não tem um significado específico. Trata-se apenas da junção das palavras Tetra (ou Quatro, em grego) e Tennis, que é o esporte favorito do russo. Mas o que “quatro” tem a ver com a história? Se vocês repararem bem, todas as peças de Tetris possuem quatro blocos (confesse: você nunca percebeu isso né?), todas, sem exceção. Se tiver mais ou menos, não é Tetris, fuja!! Não aceite imitações!

O objetivo do jogo é fazer linhas completas e juntar pontos. Quanto mais linhas ao mesmo tempo mais pontos, sendo que o máximo, logicamente, são quatro linhas simultâneas. O jogo até emite um som diferente quando isso acontece.

03-Review-Tetris-Gameboy-Alexey-PajitnovO Centro de Computação onde o jogo foi desenvolvido chegou a negociar os direitos dele com algumas empresas. Isto fez com que Tetris fosse lançado para diversas plataformas (até mesmo um arcade da SEGA, acreditem). Porém, a União Soviética não gostou muito disso, já que o Centro pertencia à Academia de Ciências do estado. Isso fez com a URSS reservasse a ela mesma qualquer direito de negociação durante dez anos. Durante este período, em meio a idas e vindas, a Nintendo conseguiu uma licença para que o jogo fosse lançado junto com o Game Boy, em 1989. Inclusive a licença garantia exclusividade à Big N quanto ao lançamento do jogo em consoles, fazendo com que outra empresa, a Tengen, tivesse que tirar do mercado a recente lançada versão para Mega Drive. Para o desenvolvimento da versão do portátil, a Nintendo contou com a parceria da empresa japonesa Bullet-Proof Software.

O Game Boy pode não ter sido o pioneiro na indústria dos games como um portátil que troca cartuchos (o primeiro foi o Microvision, lançado em 1979). Só que com certeza foi por causa do portátil da Nintendo que a categoria se popularizou, e muito, mas muito mesmo dessa popularidade se deve a Tetris. Ou seja, foi uma jogada de mestre da Nintendo conseguir tal exclusividade, mesmo que a alta cúpula da empresa inicialmente quisesse lançar o aparelho junto com Super Mario Land. Que também é um ótimo jogo, diga-se de passagem, mas como é um jogo mais para um público de nicho (ou seja, os jogadores mais frequentes), não atingiria tantas pessoas quanto o puzzle de Pajitnov. Foi um pensamento bem parecido com o que a própria empresa teve com o Wii para incluir novos jogadores no mundo dos games.

Pra mim, este sucesso todo do Game Boy com Tetris também foi ótimo. Vocês já devem ter percebido o quanto eu adoro portáteis, não? Estudos indicam que a grande maioria dos meus reviews aqui no RetroPlayers fala de jogos lançados para estes dispositivos. Eu sou daqueles que não vai largá-los tão cedo, não importa o quanto os celulares e tablets tentem dominar o mercado. E mesmo que estes tenham bons jogos, sejam eles “casuais” ou complexos, nada vai superar os portáteis. Nada substitui botões físicos. Tentem jogar alguma versão de Tetris com tela de toque para ver se terão o mesmo desempenho do que com um digital pad.

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E mesmo com os controles Bluetooth, que proporcionam uma ótima experiência, ainda assim não será a mesma coisa que jogar em um portátil dedicado para jogos. Pelo menos não no caso de Tetris. Isso porque a melhor versão do jogo encontra-se no Game Boy, na minha humilde opinião. A não ser que vocês estejam usando um emulador do consolinho da Nintendo, aí sim vale muito a pena. Mesmo assim, recuso-me a aceitar que um dia os dispositivos mobile vão acabar com todo um mercado. Quem vai perder com isso somos nós, os jogadores. Mas isso é outro assunto, vou voltar ao Tetris antes que as peças se embolem todas e eu veja um Game Over aqui.

Algo que eu gosto muito nesta versão é que, além do modo tradicional onde o jogador vai jogando até onde conseguir aguentar ou sobreviver (conhecido como A-TYPE), nela também há o modo onde a tela já começa toda cheia de blocos espalhados e o jogador precisa fazer 25 linhas para vencer e ver uma apresentação musical bem divertida (B-TYPE). E quanto maior o nível e velocidade, mais músicos e dançarinos aparecem na tela, aumentando o efeito sonoro e visual do final. Podemos escolher a velocidade de zero à nove e o nível de dificuldade de zero à cinco. Colocando velocidade 9 e level 5, valores máximos para o modo, se adiciona o lançamento de um foguete após a apresentação musical, e sabem como foi que vi isso pela primeira vez? Adivinhou quem disse que foi meu pai que me mostrou. O cara sempre foi bom no jogo, mas bom mesmo! Eu lembro com carinho dele me mostrando e passando o gaminho pra que eu ficasse lá um bom tempo tentando, até conseguir e ir correndo todo feliz e contente mostrar pra ele. A reação dele, claro, foi de felicidade!

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E quanto à música do jogo, preciso dizer alguma coisa? Acredito que não e aposto que ao mencionar isso vocês já estão com a clássica música do jogo na cabeça. Isso se já não estiverem desde o começo do texto. Eu, toda vez que paro para escrever ou editar um trecho dele, logo faço a associação. Lembro que eu colocava fones de ouvido no consolinho pra escutar a música, que ficava bem mais legal no fone do que no próprio aparelho. Não me perguntem porque eu achava isso, não vou saber responder. E o mais engraçado é que depois de um tempo eu cansei da música e começava a escolher as outras duas melodias disponíveis, especialmente a B. Sim, existem mais duas opções, além da clássica música que todo mundo conhece! E as duas são quase tão boas quanto a “original”. Vale a pena jogar uma partida rápida com cada uma delas pra conhecer, mas depois voltem para a principal que essa que é “A” MÚSICA do Tetris.

Tetris fez um sucesso tão estrondoso que, claro, começaram a surgir jogos no mínimo inspirados na ideia de Pajitnov. Um que gosto muito é o Columns, especialmente a versão lançada para o comedor de pilhas da SEGA, o Game Gear. Mas ele e muitos outros que surgiram depois na minha humilde opinião não conseguem bater em Tetris, ou pelo menos não neste lançado para Game Boy. Aqueles Brick Games da vida tudo bem, já que eles não possuem o mesmo charme, e eu não sou o único a pensar assim: minha família e eu tentamos dar um desses de presente pro meu pai quando o nosso primeiro Game Boy quebrou, ele encostou ambos. E na primeira oportunidade comprou um novo, da cor amarela. Mais pra frente este também quebrou, causando mais um pouco de tristeza no meu velho.

Na época eu tinha um Game Boy Advance, e relembrar isso me dá uma baita saudade de quando eu usava o horário do almoço do trabalho para combates épicos de Street Fighter Alpha 3 e Mario Kart: Super Circuit. Meu adversário vocês conhecem bem, também faz parte aqui do RetroPlayers, no caso o TH. E depois de levar tantas surras dele no jogo de luta citado e ao ver meu pai chateado com mais um Game Boy quebrado e a dificuldade de encontrar um funcionando por preço justo, acabei mostrando pra ele que o Advance possui retrocompatibilidade e emprestei pra ele se divertir um pouco. Resultado? O velho afanou meu portátil na caruda e nunca mais eu peguei de volta! Hilário, não? Mas tudo bem, a felicidade dele pra mim é o que sempre importou, por mais que eu pegasse no pé dele pra ter o consolinho de volta. Saibam vocês que até hoje está com ele, isso já deve ter uns 8 anos.

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Mesmo assim, seguindo a tradição familiar em que todos os anos temos o nosso amigo secreto, aproveitei que tirei ele e cacei feito um louco um Game Boy que estivesse como novo pra dar de presente pra ele junto com um kit de pilhas recarregáveis. A brincadeira não saiu lá muito barata, mas a cara que ele fez ao ver o portátil mais uma vez e o tamanho da felicidade dele ao jogar o clássico Tetris novamente no consolinho foram coisas memoráveis, valeu demais a pena!

Mais pra frente acabei comprando dois cartuchos e dei de presente também, na verdade um para ele e um para mim. Respectivamente, Dr. Mario e TMNT: Fall of the Foot Clan. Dois jogaços, mas ainda assim perdem para Tetris. O curioso é que a primeira vez que montei um top 5 do Game Boy, acabei colocando Tetris na quarta posição. Hoje me arrependo. É com certeza um dos melhores jogos lançados para portáteis que existiram na história. Afinal de contas, não é qualquer jogo que vicia desde os jogadores mais apaixonados até mesmo aqueles que mal gostam de jogos, independentemente de idade, gênero, etc. E isso tudo muito antes de surgirem os termos ridículos casual e hardcore (este segundo ainda pior que o primeiro).

RETROSCORE-tetris-retroplayersEu acredito que Tetris merece sim um espaço entre os melhores jogos já inventados. O jogo é autêntico, sua dificuldade crescente gera um ótimo desafio, tentar sempre bater o próprio score ou o dos amigos é algo bem interessante, além de proporcionar diversão para qualquer tipo de jogador. Sem falar na simplicidade para assimilar o que fazer e as estratégias para fazermos cada vez mais pontos. Dentro de sua categoria, Tetris é imbatível, perfeito, e não existe puzzle na história que tenha lançado tantas versões com tantas inovações mas sempre mantendo a mesma fórmula. Tetris está aí para provar que para um jogo fazer sucesso, não é necessário gráficos super poderosos, enredo complexo ou qualquer outra coisa que muitos usam como argumento para definir um bom jogo. Basta ser divertido!

Como vocês puderam perceber, o texto não foi somente um review, mas contou um pouco da minha história e também muito do cara mais apaixonado pelo jogo que conheço. Sim, este texto é sim uma homenagem ao meu velho e querido pai, um cara que sempre esteve presente e muito de bem com a vida em todos os momentos. É o meu maior herói entre todos. Ou vocês achavam que era o Sonic? Não, né? Pai, este texto é pra você! Espero que goste, quando ler!

Agradeço a todos que acompanharam o texto até o fim e ao Sabat por me permitir contar algumas história bacanas que tenho com o título e o portátil. Muito obrigado mesmo a todos vocês!

Grande abraço e até o próximo post.

Bonus Stage

Olha, eu não recomendaria a leitura, mas resolvi colocar aqui de bônus alguns argumentos e conclusões tiradas durante uma discussão épica que tivemos aqui na equipe onde tentávamos decidir qual seria a nota de Tetris. Bem, a discussão foi tão ferrenha que simplesmente DESTRUIU AS NOTAS NUMÉRICAS e fez estrear no site o Novo RetroScore (que aos poucos, vai substituir todos o RetroScore antigo em todos reviews do site), que é mais justo, mais fácil de entender, mais retrô, e mais a cara do site! Bem, leiam abaixo alguns pontos e argumentos da discussão:

– Tetris é um jogo apocalíptico e não é algo aprovado pelo Criador;
– Descobrimos que o editor de um grande site não deu nota ao jogo, pois até agora não conseguiu parar de jogar;
– Outra teoria é que ele está aguardando o pagamento de DLC para liberar a nota;
– A barba do Alexey Pajitnov foi inspiração para a barba do Zangief;
– O jogo tem uma música clássica (A) e outra melhor que a clássica (B);
– Uma a cada 9 pessoas dizem que não jogariam Tetris hoje em dia mas concordam com a genialidade e importância do jogo;
– Se você conhece algo de arquitetura russa, é por causa de Tetris;
– Se a Nintendo misturar Tetris com Pokemon, ela vai comprar o Mundo;
– Na União Soviética o Tetris joga VOCÊ!!

Fim


Sobre Cadu

Velho caduco, fã de Sonic e seus jogos (menos o Boom, credo), viúvo da SEGA assumido e mestre absoluto das piadas ruins. Tem esperança de que algum dia surgirá um Final Fantasy Tactics novo tão bom quanto o primeiro.
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  • Sir Kao

    Cadu do céu, confesso que nunca li um post tão cativante sobre Tetris quanto o seu!

    Lembro da época em que esses Brick Games (nem recordava o nome disso) eram uma febre absoluta. Na minha juventude “ocupadíssima”, conseguia passar o dia todo jogando Tetris e suas 9999 modalidades em um desses, já que não tinha cacique para ter um Game Boy mesmo.

    Acho bacana você ter focado nas suas lembranças pessoais e curiosidades do que ficar se aprofundado muito na história do joguinho, que já está mais do que batida. Eu realmente desconhecia esses detalhes dos teatrinhos de dança e do foguete, muito bacana mesmo!

    Fico feliz em não ser mais o patinho feio, já que eu era o único que tinha feito um review do Game Boy clássico no RP até o momento… cheguei a pensar que ninguém mais gostava tanto desse aparelhinho.

    Outra coisa é que você me lembrou do meu próprio pai (ele faleceu quando eu tinha 10 anos). Como ele era muito sério e reservado, não cheguei a ter uma experiência desse tipo com ele. Por outro lado, sempre tive meu irmão para compartilhar esses momentos dos quais lembramos com carinho.

    Parabéns pelo belo texto! Continue escrevendo meu amigo, pois nessa época de vacas magras de blogs, já podemos nos considerar a resistência.

    • Rapaz, 9999 jogos em 1 era diversão de muitos. A minha frustração com ele é que o meu não tinha os jogos que eu via nos outros que via, tipo jogo de corrida com blocos de Tetris (eu sei lá pq achava que isso era legal… huahuahuahua). Só fui ter contato com o de GB por causa dessa história toda mesmo que tá no post.
      Pode ter certeza que eu tenho mais dois jogos de GB pra avaliar aqui, só preciso de tempo para jogá-los novamente de cabo a rabo. Quais? Surpresa! hehehehe
      Triste a história do pai reservado, mas felizmente seu irmão sempre esteve por lá como companheiro. Bom que vcs dois podem relembrar juntos, na minha humilde opinião relembrar as coisas (mesmo as não gamísticas) com outra pessoa é uma das melhores coisas da vida, é sempre muito bom ter lembranças e alguém compartilhar delas deixa ainda mais “temperado”.
      Com certeza somos a resistência e vamos nos manter em pé até a última porção de life! hehe
      Valeu pelo comentário e pelos elogios, Kao!

  • Ivo

    Mais um daqueles textos que você acaba de ler se pergunta: Acabou já?!
    Mas não por ser curto e sim por ser uma leitura prazerosa.

    Eu joguei muito TETRIS nesses Brick Games (que juro que não sabia o nome!) e sempre queria bater o record do meu amigo (que tinha também), mas nunca conseguia. Eu chegava no Level 9 com tudo mais rápido e perdia. Meus reflexos não eram tão bons ainda. Mas era um jogo super legal de jogar.

    Adorei as curiosidades que você postou do jogo aqui. E sim, joguei TETRIS uma vez na vida no Gameboy… em uma feira de games que teve aqui em Santos uns 20 anos atrás (quando nem se imaginava em eventos de games no Brasil). Era inclusive o lançamento de Star Fox de Snes.

    Me lembro que achava estranho a lera dele não ser colorida hahahaha! Mas a sensação de jogar era muito legal.

    Parabéns pelo texto Cadu. Muito bom mesmo.
    Abraços.

    • Pô, da próxima vez eu fico mais uns 3 meses escrevendo pra ter bastante texto pra ler… huahuahuahua! Zueira! Fico contente que tenha gostado do texto, este eu escrevi com o coração!
      Eu sempre tive problemas no Tetris também quando chegava no Level 9. Ficava furioso de ter que recomeçar tudo do level 0 e já colocava no 9 no próximo gameplay. Resultado? Me lascava de forma mais ridícula ainda! kkkkkkkk
      Pena que aqui no Brasil as coisas sempre foram muito caras, especialmente da Nintendo, especialmente adaptadores e acessórios diversos. Pq senão vc poderia até ter jogado Tetris do Game Boy no seu SNES com aquele adaptador de cartuchos que era bem bacana. Fui conhecer o acessório na Game On quando veio aqui pro Brasil, achei o máximo! Fiquei um tempinho jogando Tetris lá! Ficaria mais se não tivesse tantas outras coisas pra conhecer. Mas imagina se as coisas fossem mais acessíveis no Brasil…
      sério que vc achou estranha a falta de cores? Eu na época achei a coisa mais foda do mundo, pq era os mini-games com a vantagem dos jogos não serem com aquelas posições fixas na tela e o lance de trocar de cartucho. Quando conheci o Game Gear eu comecei a achar ruim a falta de cores do Game Boy. Além do fato de não conseguir jogar no escuro. Aí o GB na época parecia obsoleto, mal sabia eu que hj teria um carinho tão grande quanto pelo portátil da SEGA. Ainda mais que ele não come tantas pilhas quanto o colorido… hehehe.
      Valeu Ivo, tanto pelo comentário quanto pelos elogios!
      Abraço

  • Giovani78

    Ótimo texto Cadu!
    Relacionar sua experiência pessoal com o jogo e a história do Tetris e sua curiosidades realmente ficou muito bom,gostoso de ler da primeira a última linha.Parabéns.
    Também gostei do sistema de classificação retro.
    O Tetris já faz parte da cultura POP em geral,se tornou um ícone de uma geração.Assim como o Cubo Mágico,Pac Man ou o LEGO.É um verdadeiro clássico por excelência no mundo dos games!
    Tem também aquele lance(vc deve conhecer) que o Alexey se inspirou nos trabalhos de outra matemático o Solomon Golomb,que desenvolveu o Pentaminó em 1965.A diferença é que ele possui 5 quadradinhos e não 4 como em Tetris.

    Uma “DEMO” do livro na Amazon.
    http://www.amazon.com/Polyominoes-Puzzles-Patterns-Problems-Packings/dp/0691024448#reader_0691024448

    • Giovani, cara, vc falou de algo que eu não sabia! Não sabia mesmo da inspiração do Pajitnov no Pentaminó. Que bacana saber disso! Nem do livro do Solomon Golomb eu sabia. Na verdade mesmo, meu avô tinha um negócio desses na casa dele e eu adorava montar aquilo, mesmo sabendo a posição das peças de cabeça! Não sabia o nome do jogo, nossa, obrigado mesmo pela informação! Trouxe muitas boas memórias! Cara, que bacana!
      Com certeza Tetris se tornou parte da cultura Pop, junto com Mario e Space Invaders para representar os video games e mais todos esses que vc comentou e outros, tipo Genius/Simon. Acredito que todos estes são facilmente reconhecidos por pessoas de todas as idades, até mesmo pelos mais jovens. O que é incrível! Mostra o “poder” que todos eles possuem dentro do mundo do entretenimento.
      Rapaz, obrigado mesmo pelo comentário, as informações e os elogios!
      Valeu demais!

  • Cadu meu amigo, fazia tempo que eu lia um texto assim tão nostálgico e cativante! Se tem algo que eu curto mais do que ler reviews é ler as experiências que os jogadores tiveram com seus consoles e jogos. Vou aproveitar para compartilhar a minha:

    Eu conheci Tetris no próprio Gameboy, eu queria muito ainda mais depois de jogar o da minha prima que tinha Tetris, Dr. Mario e Super Mario Land, mas infelizmente pros meus pais era custoso comprar videogames, e para eles era desperdício comprar um videogame de tela pequena se eu já tenho um videogame para jogar na TV (como odeio esse argumento deles).

    Depois acabei ganhando um brickgame desses que tinha cobrinha, breakout, corrida e claro as diversas variações de Tetris, e nossa me diverti demais com esses minigames! Num natal ganhei a dobradinha Tetris & Dr. Mario do SNES que me divertiu pacas também! Anos depois fui ter meu primeiro portátil, o DS, e alí meu terceiro jogo foi o Tetris DS, aquele com temática da Nintendo que era show de bola, joguei até a exaustão!

    Hoje no meu 3DS tenho o Tetris original do Gameboy (ainda bem que consegui comprar a tempo pois foi removido da eShop) e o Tetris Axis que é muito bom, mas nada pra mim supera a experiência do original, com a música Korobeiniki (tema A) em chiptune e no modo de paleta verde para relembrar o Gameboy da minha prima e toda a diversão que ele proporcionou naquela época!

    Ah e detalhe, meu pai foi mais reservado mas sempre jogava comigo os jogos de Atari, em especial River Raid que ele amava, e depois ele ficou viciado também no Puzzle Bobble do SNES, até hoje ele curte esses jogos.

    Falow, abraços e desculpa o gigantesco comentário kkkk

    • Pô Adinan, esses elogios vindo de vc pra mim é praticamente como completar o Level 5 na velocidade 9 do B-TYPE do Tetris de GB! hehehe
      E quando eu faço questão de colocar as minhas experiências com o jogo é justamente pra provocar os leitores a comentarem com as experiências dele, que bom que vc capturou a ideia e postou sua experiência. Esses pra mim são os comentários mais valiosos que existem e juro que não estou forçando a barra! Sou fanático por nostalgia, fazer o que? huahuahuahua.
      Por favor, continue com os comentários grandes que eu curto demais! XD
      Sabe que esse argumento do “vc já tem um videogame” era algo universal, né? Também escutei isso. Mas foi uma dessas (e uma alma caridosa anunciando no jornal por preço bom) que me fez ter um Game Gear, já que eu não ficaria mais disputando a TV com a família toda quando quisesse jogar. Sacanagem seus pais usarem isso como argumento para não dar o Game Boy. Mas a parte boa é que esse tipo de coisa faz com que a gente dê muito valor pra tudo agora que temos a idade que eles tinham na época, não é verdade?
      Nunca joguei o Tetris e nem Dr. Mario no SNES, são boas versões dos jogos? Fiquei curioso. As de NES eu cheguei a conhecer e curti, mas ainda prefiro a de GB. Deve ser coisa da nostalgia e experiência pessoal, vai saber.
      Preciso pegar o de DS ou 3DS (Axis), já vi por aí por preço baixo. Mas ainda não abri a mão pra comprar. Pena que perdi o original de GB, espero que algum dia volte pra eShop. Eles não podem fazer isso conosco, já não me basta ter perdido um monte de coisa legal na PSN (vc vai entender o tamanho do problema: não peguei nem After Burner Climax e nem Out Run Online Arcade… meu coração “azul” quase parou).
      Legal que seu pai também curta alguns puzzles, isso faz um bem danado! E é bom pra gente também, temos como conversar sobre games com nossos velhos de alguma forma, né? hahaha!
      Valeu Adinan!
      Abraço!

  • ElfoGamer

    Muito bom o texto. Ficou uma leitura bem agradável a mistura de análise com sua história com o jogo pois, como você mesmo disse, todo mundo conhece esse jogo ou alguma versão dele.
    No meu caso, não tive o Game Boy e conheci o estilo de jogo no Brick Game ao ver uma vizinha do meu prédio jogando e, algum tempo depois, meu pai comprou um e todos em casa jogavam.
    Já falei aqui uma vez das disputas que fazíamos em casa nos jogos de Atari e Master System e o jogo que mais jogávamos no Master era o Collums. Lembro que eu saía da escola com vontade de chegar logo em casa para jogar (principalmente na sexta, que era o dia da semana que podia jogar mais tempo) e minha mãe já estava jogando o Collums. Quando ela perdia me passava o controle e falava o recorde que tinha feito, então eu, meus irmãos e meu pai passávamos o fim de semana inteiro tentando bater o recorde dela.

    Só pra completar, joguei o Tetris do Game Boy somente no emulador e também gosto bastante dele.

    • Rapaz, eu me diverti a beça no Columns no Game Gear e tentei de toda forma fazer meu pai gostar do jogo, mas o negócio dele era Tetris mesmo e o do GB. Essa disputa da sua família devia ser uma coisa de louco, eu tive um pouco disso com o Frostbite e Freeway do Atari, que eram jogos que até a minha mãe gostava de jogar e as vezes tinha disputas de quem fazia mais pontos ou atravessava mais galinhas. Imagino o clima competitivo saudável que rolava na sua casa, devia ser divertido demais, consigo imaginar também o tamanho da sua nostalgia a lembrar disso. Sentimento sem preço, né? Eu acho demais esse topo de coisa!
      Legal que vc conheceu o jogo via emulador e se apegou a ele, sinal de que é um jogo que não vive só de nostalgia pura mas sim de qualidade. Fico contente em saber disso!
      No mais, agradeço imensamente pelo comentário, por compartilhar sua experiência e pelos elogios!
      Valeu ElfoGamer!

  • Jean

    Ótimo texto. Infelizmente nunca tive a oportunidade de jogá-lo num GB, porém tive a de jogar em um NES. Versão essa que também merece ser jogada.

    P.S. quando joguei pela primeira vez e cheguei na fase 8 meu cérebro simplesmente ficou travado por uns 5 minutos rs. Será que já aconteceu com mais alguém ou só eu tenho um cérebro bugado?

    • Fala Jean, tudo beleza?
      Eu cheguei a conhecer sim a versão de NES, até respondi isso num comentário acima. As versões de Tetris e Dr. Mario que ficam em segundo lugar na minha lista de preferência são justamente os de NES. Quando tiver a oportunidade, dá uma conferida na versão de GB que vc vai ver que é tão boa quanto a do console de mesa, mesmo sem muita variação de cores! hehe
      E olha, vou te falar: a primeira vez que cheguei em níveis altos de velocidade do Tetris eu fiquei meio perturbado também, só não sei se fiquei travado tanto tempo! hahahahaha! Mas não duvido nada desse nó que tenha dado no seu cérebro, precisa pensar muito rápido, olhando tela, vendo a peça que tá caindo, a que vai chegar, quantas vezes precisa rotacionar cada, etc etc etc. Não tem como não pirar até acostumar! hehehehe
      Valeu Jean!

  • Gle Sasao

    Excelente jogo… exclentes pontos abordados.
    Sem dúvida, curti muito o TETRIS na versão NES, aquela música fica na minha cabeça até hoje. Sei que falaram da versão GB que nunca tive, mas rondavam muitas lendas. Curtia muito a versão VGA, pois a do super nes era muito estranho.
    Bem, sei que o raciocinio rapido me ajudou muito para trabalhar no supermercado, para estocar várias caixas num espaço pqno.
    Valeu!

    • A versão do NES é ótima, pra mim ela briga quase de igual pra igual com a de Game Boy. Talvez eu prefira a de GB por estar sob efeito da nostalgia! hehehe
      Do SNES era estranha? Pq vc acha isso? Não cheguei a conhecer a versão, então bateu a curiosidade aqui.
      Eu nunca parei pra pensar, mas pode ser que Tetris me ajudou a resolver problemas de porta-malas pequeno pra muita gente viajando junta! Eu sempre dava um jeito de resolver isso até que rápido! hahaha! Com seu comentário sobre estoque e espaço pequeno para produtos de supermercado me fez pensar isso. E pode ter certeza que no seu caso influenciou mesmo! Depois falam que videogames só trazem influência negativa pra gente, né? Sacanagem de quem não conhece. Mas a gente releva.
      Valeu Gle Sasao!

      • Rudi

        Joguei muito a versão do GB mas o Super Tetris 3 no snes é a minha versão de tertris favorita 🙂

        • Preciso jogar essa versão de SNES, realmente não conheço.
          Essa e a Tetris Attack me parecem versões viciantes do jogo! XD

  • Tassio Bruno Silva

    texto sensacional. certeza q seu pai deve ter curtido muito. uma curiosidade é que o foguete da imagem na vdd nao é onibus espacial americano, MAS o onibus espacial russo, q se bem lembro, fez seu prmeiro e unico voo remotamente controlado (o primeiro objeto a ir ao espaço e voltar controlado remotamente) chamado Buran. Reconheci logo pelo formato do lançador (foguete) que é o Energia. Oootimo texto e o game bom… é tetris kkk

    • Opa, beleza Tassio?
      Simmmm verdade sobre o ônibus russo, eu lembro de algo assim. Eu imaginava que o foguete tinha a ver com a Rússia e não com os americanos, mas não parei pra pensar neste evento da corrida espacial. Tem tudo a ver, muito bem observado!
      “o game bom… é tetris” foi a melhor frase sobre o jogo… kkkkk. Se encaixa perfeitamente na discussão infinita que tivemos em um grupo de e-mails do Retroplayers. Se vc lesse cada coisa que cada um dizia, ia ver como essa frase resumiria tão bem todos os caracteres que desperdiçamos naquela ocasião! uhahuahuahuahuauhaahuuha
      Valeu Tassio!