RetroReview: Shinobi – SMS


Filmes com temática ninja fizeram muito sucesso décadas atrás. A maioria deles trazia algo inusitado e que posteriormente se tornaria um clichê em vários filmes estadunidenses: “Um único homem, escondido nas sombras e sem tempo de ter piedade ou misericórdia, consegue aniquilar centenas de adversários sem que eles se quer notem a sua presença”. Essa é uma breve descrição da fantástica atmosfera ninja que eu sentia com esses longa metragens, e que eu senti novamente ao jogar um clássico portado pela Sega para o poderoso Master System em 1989: SHINOBI!

Quando alguém cita as aventuras de Joe Musashi, imediatamente sou tomado por lembranças dos tempos de infância em que frequentava a Playland do Shopping Tatuapé com os meus pais. Lá se encontrava um gabinete velho e um pouco desgastado com o primeiro Shinobi lançado para fliperamas em 1987. Como os gráficos poligonais estavam em seu ápice, a máquina ficava totalmente vazia, e eu ficava lá me divertindo, jogando e apreciando os detalhes daquela pérola da Sega enquanto os meus pais comentavam da agilidade e dos saltos do protagonista.

Obviamente eu não tinha ideia do quão clássico era Shinobi, mas era impossível deixar de notar como o jogo conseguiu capturar todo aquele clima “ninja” que descrevi no começo do tópico. Joe Musashi é ágil e mata seus adversários em segundos, sempre desviando dos tiros e dos golpes através das duas camadas de tela muito bem trabalhadas que existem nos estágios do jogo. Joe também precisa resgatar as crianças espalhadas pelo cenário para concluir as fases, um recurso que acabou sendo deixado de lado nas versões posteriores da série (Exceto em Shadow Dancer, onde o protagonista Hayate (filho de Joe) salva os reféns de forma semelhante).

A Trilha Sonora do jogo inteiro é composta por um grupo não muito numeroso de músicas de excelente qualidade, uma característica muito comum em grandes jogos dos anos 80, que contribuía  de uma maneira gritante em sua “atmosfera“. Mesmo assim, a grande nata de Shinobi definitivamente é a sua jogabilidade: fluída, rápida, livre dos chamados “saltos sem retorno” como os vistos na série Ghouls’n Ghosts, e com múltiplas shurikens que o nosso herói pode utilizar em uma única fração de segundo, massacrando todos os adversários como se Joe Musashi fosse “o exército de um homem só”.

Entretanto, mesmo com tantas possibilidades fantásticas para a época, Shinobi não está livre de receber um título muito comum em jogos de fliperama, o de “comedor de fichas”, também conhecido como “boa noite cinderela que te deixava sem grana para passear com as gatinhas”. O protagonista pode até ser rápido e ter capacidade de assassinar muitos inimigos em um único segundo, mas ele não deixa de ser vulnerável como os demais: um único golpe é suficiente para matar Joe e fazer o jogador repetir todo o estágio. Outro detalhe que aumenta a dificuldade do jogo é a presença de inimigos que surgem em fases mais avançadas e que exigem um maior cuidado por parte do jogador, como Ninjas Verdes que são mais resistentes e precisam de bem mais do que uma única Shuriken para serem derrubados; Ninjas Azuis que parecem fazer parte do “Blue Men Group” que surgem dos cantos da tela para matar Joe num piscar de olhos; Ninjas zumbis, apelidados por mim como “Ninjas Costelinha” ou “Ex-modelos estadunidenses”, que arremessam ossos como se estivessem morrendo de fome; e os próprios Chefes de fase, que não são difíceis mas exigem certos “macetes” para serem derrotados.

Bem, tudo isso que eu relatei até agora são características da versão para fliperamas do Shinobi, que não será analisado com maior profundidade por mim, mas que precisa ser devidamente citado para que você entenda o que vou escrever nos próximos parágrafos.

Anos depois de ter desfrutado da versão original para fliperamas do Shinobi, ganhei um Master System III Compact com Alex Kidd na memória como já havia relatado antes aqui no Retroplayers. Passei semanas no Facada Mercado Livre procurando uma boa oferta de cartuchos do Master, e quando finalmente a encontrei, obviamente escolhi o Shinobi  dentre os jogos que estavam disponíveis. Será que a conversão para o console de 8-bits da Sega conseguiu manter todo o carisma do jogo original mesmo com suas limitações de hardware?

A resposta é: Sim e não. Sim por ter estágios que apresentam gráficos essencialmente iguais aos de Arcade, com praticamente todos os inimigos e planos de fundo, mesmo que o parallax não esteja presente; e não pela jogabilidade fluída, leve e solta do Arcade não ter sido transportada para essa versão justamente pelas limitações de hardware do Master System, o que tornou o jogo menos frenético, mais “paradão”. Mas isso nos leva a fazer outro questionamento: A ausência da jogabilidade cheia de “gingado” da versão original comprometeu a diversão da versão de Master System?

E a minha resposta poderá afastar os fãs mais xiitas da versão original: NÃO, DEFINITIVAMENTE NÃO!

Tá, antes que vocês digam que eu pirei na batatinha, permitam que eu me explique: A Jogabilidade definitivamente é o que define a diversão de um jogo. Entretanto, não é apenas a velocidade e a fluidez que tornam a jogabilidade do Shinobi algo tão genial: As formas como Joe Musashi interage com seus adversários também são características primordiais que tornam este game TÃO especial, e isso foi mantido apesar de todas as dificuldades em que a Sega teve que enfrentar para realizar essa conversão.

O Ninja que literalmente “dá a cara a tapa” por não usar máscara continua matando seus adversários em segundos, exatamente como na versão de Arcade. Joe também continua desviando de tiros e golpes através das camadas das fases, exatamente como ocorre no original!

Todavia, a redução de velocidade comprometeria o desempenho do jogador, por isso a Sega decidiu acrescentar uma barra de vida, possibilitando que Joe seja acertado mais vezes antes de cair derrotado e assim, obrigar o jogador a refazer a fase inteira. Muitos dizem que isso tirou o realismo que a versão original tinha, mas eu interpreto essa modificação de uma maneira diferente e um pouco mais “filosófica”: Deveríamos interpretar todo ou qualquer golpe como fatal? Todos os ninjas são resistentes, inclusive aqueles que Joe enfrenta durante o jogo, exigindo quatro ou mais shurikens para serem vencidos. Se o Joe Musashi é, com o perdão do trocadilho, o “Ninja Mestre”, eu tenho certeza que ele não seria vencido ao receber um tiro no braço. Obviamente esse lance não faz sentido algum e você deve estar me achando maluco por me preocupar com isso além de enxergar todo esse parágrafo como algo desnecessário, mas enfim, suponho que Joe seja um personagem portador de uma grande determinação por aceitar a missão de salvar um bando de fedelhos. Aliás, deixem-me contar logo a história do Shinobi do Master System, antes que eu me esqueça. Sim, esse jogo tem um enredo, por mais que eu ou você não acreditemos:

“Joe Musashi deve resgatar os filhos de Importantes líderes mundiais raptados por uma gangue chamada “Zeed” – ou “The Ring of Five”, como o tradutor da versão americana optou  por traduzir”. Ele deve curtir um bom rock de garagem, não é? Bem, dane-se, vamos em frente com a análise.

Outra medida da Sega para contornar as alterações efetuadas foi tornar o jogo mais fácil, removendo inimigos de alguns pontos específicos que necessitavam de uma agilidade paranormal do jogador para serem vencidos. A Empresa de Alex Kidd também acrescentou mais power-ups, itens como bombas explosivas, espadas e bazookas que aumentam as habilidades do Ninja e que são muito eficientes contra chefes e inimigos mais resistentes.

Porém, isso acarretou em uma situação que me trouxe bastante irritação enquanto tentava terminar este game: O Chefe Mandara, um amontoado doido de estátuas, tornou-se um pouco mais difícil do que a versão original. Limitações técnicas reduziram o espaço entre o ninja se as estátuas, tornando-o mais estreito e dificultando a tarefa de destruí-las, o que infelizmente ocasiona um massacre aos seus dedos devido ao controle do Master System não ser tão confortável e macio de sentir quanto seios, coxas, glúteos femininos ou… Bem, o horário não me permite falar. Um truque é evitar mortes desnecessárias nos estágios anteriores e enfrentar essas estátuas com a bazooka, o que vai exigir bem menos de suas mãos, que serão bem úteis para múltiplas tarefas em sua vida. Entenda isso como quiser.

Já as músicas foram totalmente reformulados, novamente por limitações de hardware. Mesmo assim as composições são de qualidade altíssima, proporcionando o mesmo clima que os jogadores sentiriam nos fliperamas, contribuindo bastante para a popularização desse jogo que se tornou clássico absoluto e que me divertiu MUITO em pleno ano de 2012!

Vale lembrar também que o desfecho do jogo foi alterado. Se o final da versão original já não era lá muito recompensador (Uma tela escura com um breve texto contando o fim da aventura), a Sega optou por fazer algo diferente na versão de Master System, uma coisa tão surpreendente que fará você refletir sobre toda a aventura em poucos segundos, e fará também você lembrar de todas as vezes que morreu durante a jogatina. Quem terminou o jogo sabe do que eu estou falando!

Shinobi para Master System definitivamente não é igual ao Shinobi de Arcade, mas o trabalho de conversão realizado pela Sega me proporcionou as mesmas sensações de quando eu frequentava os fliperamas em minha infância, e isso eu não poderia deixar de levar em consideração ao dar a nota ao jogo, que é muito, mas muito próximo e tão válido quanto o original. Quem dera a Sega produzisse os jogos atuais com o mesmo cuidado com que produzia seus arcades cheios de efeitos que saltavam aos olhos de todos ou até suas conversões para consoles domésticos.

Sério, é triste ver como ela “deu mancadas” nos últimos tempos, mas eu ainda acredito que as coisas vão melhorar. Aliás, o tal Shinobi para Nintendo 3DS é bom? Me falaram que ele possuí o DNA da série, mas eu espero que ele não seja portador apenas de características ruins. Quem viver, jogará!

GAME OVER


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  • Elcioch

    mandara! karaca! este chefe acaba com as mãos! na versão master o ideal e chegar com o revolver e da-lhe apertar pulo e tiro! ja no arcade achei mais foda ainda! é muuuuito raro conseguir vence-la!
    ja que no arcade muitas armas e magias não existe!geralmente só jogo a versão original já que a maioria das conversões tem muita perda e sem o brilho do original! mas acho que no master ficou bom e com ótimas cores, o chato que só se consegue magias passando as fases bônus! e não é possível escolher a hora ou qual magia quero usar! tem uma fase em que se tem de pular em vários pilares ate chegar ao samurai de ouro, ha um maldito buraco próximo ao fim do estagio que é uma tarefa quase impossível de se conseguir pular com exito! salvo apenas pela magia de flutuar! é ai que o negocio ferra se antes dela estiver uma outra magia na frente! e se morrer ali perde tudo os power ups que consegui! como esta quase no fim o jogo mesmo pegando alguns power ups não é o suficiente (digo fica bem mais difícil) parar derrotar o grande chefe! este é um game que se deve chegar ate o fim sem morrer nem uma vida.ja o arcade neste sentido é mais facil derrotar o chefe!bom! e pra terminar quero agradecer pela ajuda com o programa para se ouvir musicas de games! agora sim, estou super contente ouvindo as musicas, mas peguei uma porrra de sons no saites que me foi indicado!cara! quando me foi falado para reler a resposta anterior que tem o link do programa junto os plugins, percebi a tremenda mancada que fiz! tive a impressão de ter feito uma daquelas caretas de meme! não sei como não percebi o link do plugin! sei-la o que pensei na hora! talvez achei que era um outro endereço para se pegar o mesmo programa! bom, onde moro ainda não tem inter, então eu vou uma vez por semana na casa do meu irmão! e sem inter pra conferir eu tava intalando (instalando) o danado do programa na base das lembranças do que li!valeu! e obrigado pela ajuda e paciência!

  • Daniel Paes Cuter

    Um dos meus jogos favoritos de Master System!

  • Existia uma lenda de que do 
    Mandara só dava pra passar com o Rapid Fire. 

    • então eu sou uma lenda, pois eu consegui vence-lo sem esse controle que possui essa função, foi suado, mas não é impossível.

      • Kanonclint

        Você tem chega nele com o power up de shurikens, que dobra o numero de projéteis que o personagen é capaz de disparar. As facas são a outra opção de armas, elas são mais velozes que os shurikens.

  • Eu adoro games com Ninjas e devo ter dito isso aqui outrora. Mas eu nunca joguei a versão Master System de Shinobi, um pecado gamístico né?
    O Review me trouxe um convite entanto e me bateu uma nostalgia danada, me fazendo lembrar das propagandas, comerciais de TV e do Master Dicas, exibidos no final dos anos 80 e início dos 90. Quanta saudade agora…
    Belo trabalho Jorge. Deveria escrever mais vezes, gosto muito da forma como escreve, de verdade!!

  • Raullucassilvaneto

    Sim, custei a passar do Mandara

  • Femt

    Legal jorge!!
    Realmente uma perola.
    É legal lembrar que a sega também vez uma adaptação do mundo Shinobi com O “Alex Kidd in Shinobi World”, que particularmente também adoro um dos meus jogos favoritos de Master.

    Ah! já ia esquecendo, maldito Mandara um dia ainda ganho deste filho da mãe. Não sei não acho que pra ganhar dele só com rapid fire. 

  • Vinicius

    Eu não sabia da existência de um Shinobi para o SMS,eu só conhecia a versão do Megadrive.Mais um jogo para a minha lista a serem jogado.

    O Shinobi do ps2 é tao bom quanto os outros? 

  • Ivo

    Eu tenho uma história particular com esse jogo. Eu comprei o Master System com Futebol e um tempo depois um maluco perto de onde moro resolveu trocar esse jogo de futebolpor Shinobi.

    Trocar esse jogo de futebol por shinobi é trocar seleção do Brasil por um time da 3º Divisão.

    Para minha felicidade e eu estava com um joguinho de ninjas (adoro ninjas) e tentava a todo custo fechar esse jogo.

    Depois de um tempo eu peguei o jeito e estava chegando no chefe final… até que um dia o cara passou na minha casa (quando eu não estava) e pediu para minha mãe devolver o jogo ¬¬ e minha mãe devolvou sem me consultar.

    Fiquei extramenente p%$# com isso.

    Anos e anos depois em emuladores eu resolvi terminar esse jogo e passei as dificuldades que tinha quando era menor… e terminei o jogo.
     
    Eu nem preciso dizer que NUNCA mais irei jogar esse game… o final é absurdamente revoltante depois de tanta luta e paciêcia.

    Bom, ótimo review MACHO GAMER e de qualquer forma (mesmo com a revolva) é ótimo lembrar desse game. Grande Abraço.

     

  • cara, shinobi do MS foi o primeiro jogo que eu joguei na minha vida hahaha meu irmão mais velho tinha um MS na época, eu tinha uns 4 ou 5 anos acho. Apesar dessa lembrança, não joguei muito esse jogo. jogarei assim que chegar em casa, com toda certeza!

  • TH

    Muito bom esse texto Macho Gamer!

    Acho muito legal Shinobi, um dos games que mais gosto da Sega, e gostei muito do Shadow Dancer, esse é de longe meu preferido e que mais investi tempo, o que fizeram adicionando o cachorro deixou o game muito mais legal adicionando um elemento fundamental para criar level design interessantes.

    Quanto ao do 3DS, eu gostei muito, ainda não joguei muito, mas o DNA do Shinobi está lá sim. Apesar de um game de Ninja, ele não é frenético como Ninja Gaiden, continua pausado, onde vc deve se esquivar e atirar estrelas de forma mais cautelosa.

    Adorei ler esse texto, ficou muito bom.

  • Hamblam

    Nossa, eu achava muito foda quando você destruia o helicoptero e ele caia explodindo…

  • Fiquei rindo igual a um idiota de “boa noite cinderela que te deixava sem grana para passear com as gatinhas”… kkkkkkk
    Nunca joguei a versão arcade de Shinobi, mas a versão Master System eu tive na época e voltei a ter em dias atuais. Fiz questão de adquirir completo por ser um dos meus títulos favoritos do console, esse jogo é fantástico! E que os fãs xiitas da versão original comprem uma máquina de arcade e não encham o saco, eu gosto do ritmo cadenciado do jogo… hauuhahuahua.
    E a presença de barra de life fez com que o jogo ficasse menos “papa ficha” (ou aquela expressão da qual eu ri muito). Não faz sentido ser assim no console, faz? E eu gostei do seu parágrafo, também acho que por ele ser o “ninja chutador de traseiros”, ele deveria ser mais resistente mesmo. E isso trouxe bastante coisa legal pra jogabilidade, como o lance do “life max up”.
    Foi bem legal vc ter citado o(a) Mandara, lembro que eu só fui passar esse chefe quando ganhei de presente um Rapid Fire. Pois é, eu era meio lerdinho apertando botões, hj em dia nem tanto. Foi um dos dias mais legais da minha vida gamística. Mais pra frente tive uma das maiores frustrações gamísticas com o mesmo jogo. Algo que vc citou no finalzinho do review, o final do jogo. Cara, eu fiquei sem palavras pelo resto do dia se me lembro bem… kkkkkkkkkk.
    Muito legal o post, Jorge Lucas. Eu curto bastante textos com histórias pessoais e toques de humor, ri bastante aqui lendo o texto.
    Ah, e seu parceiro retroaventureiro TH pode responder sobre o Shinobi do 3DS, comigo ele comentou que é bacana e tal. Eu ainda não joguei, mas tenho a curiosidade. E um pé atrás, por ser coisa da “nova” SEGA.
    Abraço
     

  • Ricardo Cérbero

    Excelente texto, gosto destas resenhas que misturam análise com experiências pessoais.

    No arcade eu ia bem até entrar no navio (fase 2-2), a partir dai, era um inferno pra mim, só faltava aparecer uma mensagem na tela dizendo “quero todo o seu dinheiro agora” [rs], mas sempre jogava, porém nunca terminei.

    “Me falaram que ele possuí o DNA da série, mas eu espero que ele não seja portador apenas de características ruins”. Essa foi a melhor [rs], pois no atual mercado de jogos, remakes e “resgate de séries” – entre outras expressões – está virando sinônimo de desperdício de tempo, dinheiro e franquia.

    Admito que nunca fui “encorajado” (aspas porque a concordância pode parecer grosseira pra alguns) pra jogar este game no Master, mesmo antes de ouvir os comentários na época de que o final era frustrante. Quando esses comentários pipocaram, o interesse sumiu de vez.

    Abraço.

  • Ótimo review! Sempre gostei do Shinobi do Master, e concordo com tudo o que foi dito sobre esse jogaço!

  • William

    Meu primeiro console foi um Master System I, jogava demais esse jogo! Muito bom!