RetroReview: Shinobi (3DS)

Como estão, caros amigos retrojogadores?

Nós “das antigas” gostamos, acima de tudo, de um bom desafio, não é mesmo? E isso vem desde a época dos Arcades, quando os jogos faziam questão de comer a maior quantidade possível das nossas fichas. Fomos doutrinados a suportarmos todo tipo de pressão, nos acostumamos a repetir fases à exaustão, decorar localização de armadilhas e inimigos, aprender novos movimentos e estratégias para vencer chefes, entre outras coisas que não vêm em mente agora, mas vocês sabem bem o que são.

Dentre esses jogos desafiadores, inclusive desde os Arcades, existe uma franquia da SEGA que costuma nos fazer xingar muito os programadores. Uma franquia bem importante, de um dos personagens mais marcantes da empresa. Sim, meus caros amigos, estou falando de Shinobi.

Neste post trago a vocês a experiência deliciosamente irritante que tive com o mais recente jogo da franquia, que eu confesso que não esperava muito e fui positivamente surpreendido: Shinobi para 3DS.

Uma nota importante: não confundam este jogo com a série 3D Classics, onde a SEGA tem revitalizado alguns de seus jogos clássicos com efeitos em 3D. Este jogo é totalmente original.

Desenvolvido pela americana Griptonite Games, responsável pelo desenvolvimento de uma porção de jogos para portáteis e mobile, Shinobi foi publicado pela SEGA no final de 2011. O jogo é uma belíssima homenagem à franquia de ninjas da empresa. No Japão, o jogo é conhecido como Shinobi 3D, mas vou utilizar o nome ocidental, pois o oriental lembra nome de jogo de Master System (com direito à Óculos 3D e tudo). Que os fãs dos nipônicos não me odeiem por isso!

Mantendo a essência da série, a jogabilidade de Shinobi para 3DS é toda em 2D, embora os gráficos sejam feitos em 3D. Ou seja, aqui estamos falando do famoso (e infame para alguns) 2.5D. O jogo é dividido em fases com inimigos normais, subchefes e sempre um chefe no final para ser derrotado. Também existem alguns checkpoints, demarcados por mudanças de tela. Além de tudo isso, também existem colecionáveis e segredos nas fases. Fora outras coisas que vou contando ao longo do post.

Shinobi

Jiro e seu mestre na cutscene inicial do jogo.

Ou seja, Shinobi é um jogo totalmente Arcade, bem ao estilo dos jogos da empresa nos anos 80 e 90. As fases são feitas com elementos pra te matar o tempo todo, exige um pouco de decoreba misturado com reflexo e habilidade. Sim, é possível vencer o jogo apenas com reflexo, porém é bem mais provável que a repetição com paciência e perseverança é que fará você chegar até o final.

A história deste jogo se passa no ano de 1256, onde Jiro Musashi é chamado pelo seu mestre para defender seu vilarejo das forças ninjas da Zeed. Nomes pareceram familiares? Pois é, Musashi e Zeed sim. Jiro Musashi é ninguém menos que o pai de Joe Musashi, o famoso ninja protagonista dos jogos da série Shinobi. E Zeed é o clã de ninjas que sempre representaram a força inimiga em jogos da franquia.

Jiro é enviado para 800 anos no futuro, em uma era onde o clã dos Zeed governa tudo à base da força. Cabe ao ninja mostrar toda suas habilidades para acabar com o clã e trazer a paz de volta. A história toda é contada através de cutscenes animadas bem bacanas, com sequências eletrizantes e frases marcantes. De alguma forma, lembra jogos de uma outra franquia de ninjas bem famosa, que sempre foi rival de Shinobi. Preciso dizer?

A dificuldade do jogo é bem progressiva, começando fácil nas primeiras fases para que você se acostume com a mecânica, comandos e padrões dos inimigos para depois, nas fases mais avançadas, colocar a prova tudo que você aprendeu, aumentando os inimigos ou os colocando em situações mais complexas de serem resolvidas.

Shinobi

Vai se acostumando com situações como esta…

Este tipo de game design é sempre interessante e inteligente, pois o jogador primeiro aprende o básico e, com o tempo, sente a própria evolução naquele universo, sem precisar de tutoriais que mais ofendem do que ajudam, comuns nos dias de hoje.

O jogo conta com quatro opções de dificuldade para serem escolhidas antes de começar a partida: Beginner, Normal, Hard e Very Hard. O próprio menu explica cada uma delas no detalhe.

Aqui vou descrever rapidamente as dificuldades Normal e Hard. Nestas duas dificuldades o jogador encara exatamente o mesmo jogo, mesma quantidade de inimigos, resistência e etc. As diferenças são basicamente: quantidade de vidas e Continues, checkpoints e auto saves.

No Normal o jogador começa com cinco vidas extras e Continues infinitos, enquanto no Hard o jogo fornece três vidas adicionais e três Continues apenas.

Quanto aos checkpoints, no Normal eles estão presentes no meio das fases, nos mesmos pontos que no Beginner. No Hard só são considerados como checkpoints os pontos onde há mudanças de tela.

O nível Normal também conta com auto saves no começo de cada fase, enquanto o Hard fornece uma opção de salvar e sair através do menu. Ao dar Load no jogo salvo, o jogador começa do último checkpoint onde parou, com as mesmas quantidades de vida e energia de quando o ninja passou pelo ponto. E, após o Load, o save é excluído, para evitar possíveis sacanagens por parte dos jogadores.

Eu particularmente optei por jogar no Hard. Pareceu uma proposta mais interessante falhar e recomeçar para pegar o jeito nas fases, relembrando como as coisas eram no passado. Inclusive, já mencionei que a própria franquia sempre funcionou desta forma em ambientes de jogabilidade em duas dimensões.

Vocês sabem bem a sensação que dá quando entramos em um pedaço desconhecido do jogo com pouca energia, poucas vidas e nenhum Continue sobressalente. No meu caso, sinto que isso faz com que eu tome muito cuidado e preste mais atenção em tudo que está acontecendo no jogo, aproveitando-o melhor. Ver a tela de Game Over mais aumenta a minha disposição para terminar o jogo, e sei que pra muitos dos leitores, a graça está exatamente em ver essa tela e tentar mais uma vez. Mesmo que eu goste de outros tipos de jogos, tenho que admitir que este é o que me chama mais atenção.

Shinobi

No começo até tem um tutorial escrito com comandos, mas normalmente todo mundo sai apertando o botão até passar tudo mesmo…

Tomar na cabeça, aprender a fase e depois passar sem tomar nenhum dano é bastante satisfatório. Satisfação pessoal mesmo, não faço isso pra provar algo pra alguém, já que isso não me torna melhor que ninguém. É mais a pura sensação de superação mesmo que me deixa contente. Crava na memória. Coisa que não vemos mais em grandes produções atuais, mas que felizmente, muitos produtores e desenvolvedores independentes continuam nos fornecendo. Porém, ver isso com uma franquia das antigas é muito satisfatório. Muito mesmo.

Entendam, não tenho nada contra quem prefira os Continues infinitos e outros, digamos, facilitadores do Normal, cada um sabe o que é melhor para si. Só não acho justo alguém dizer que o jogo é fácil ou de alguma forma entediante, caso opte por esta dificuldade.

Voltando ao jogo, Jiro pode executar vários movimentos ao longo de sua jornada. De forma bem resumida: ataques com katana, disparo de kunais, pulo, pulo duplo, gancho para se pendurar no teto dos lugares, agarrar em paredes, escalada, parry (defesa), rasteira (apenas para desviar) e magias (de quatro estilos diferentes: fogo, água, raio e terra).

O legal é que, além de ser uma bela homenagem à série Shinobi relembrando os jogos lançados para várias plataformas, existem também referências diretas à outros jogos da SEGA, que podem ser encontradas em Easter Eggs ou mesmo durante o caminho do jogo. Também tem até algumas piadinhas sacanas com franquias de outras empresas.

Na tela de loading sempre aparece uma mensagem aleatória, com informações sobre jogos do famoso ninja da SEGA ou então outras coisas, por exemplo dizendo que verdadeiros ninjas comem frango, e não pizza. Uma clara cutucada na divertidíssima série das Tartarugas Ninjas. Por motivos óbvios, fico por aqui sobre coisas escondidas e mensagens. Fica a dica pra vocês: explorem as fases o máximo que puderem e encontrarão coisas divertidas nelas. E prestem atenção nas mensagens que o jogo mostra. Vale a pena.

Shinobi

Segunda tela do portátil mostra as magias para serem escolhidas por toque e mais score e tempo da fase.

Tecnicamente falando, Shinobi para 3DS impressiona. Como já adiantei, o jogo possui gráficos renderizados em 3D, apesar da jogabilidade em 2D. Eu particularmente prefiro jogos feitos com sprites, não escondo isso de ninguém. Porém, sou obrigado a concordar que os gráficos estão bem feitos, considerando o potencial do portátil.

Os efeitos 3D são relativamente suaves, não faz muita diferença jogar com o efeito ligado ou desligado. O único ponto a considerar é que, pelo menos na primeira versão do 3DS lançada (não sei sobre as demais), existe uma leve diminuição de brilho/contraste quando o efeito é ligado. E Shinobi é um jogo mais ou menos escuro, então preferi manter o efeito 3D do portátil sempre no off (até para não dar dor de cabeça).

Essa escuridão influencia um pouco no gameplay também. Podemos dizer que é comum confundir algumas coisas no cenário na primeira vez que os vemos, como plataformas, paredes, etc. Aí você pega um jogo mais ou menos escuro em um portátil que não te dá opção de mexer no brilho e contraste da tela e soma isso tudo a jogar em um ambiente com extrema claridade, por exemplo num lugar aberto sob forte luz do sol. É melhor desistir ou se esconder em um canto escuro, ou vai demorar um pouco para você assimilar a fase que está jogando.

Outro problema grave que o próprio portátil tem é o baixo volume, mesmo de fone de ouvido. Não canso de falar sobre isso, é um detalhe que realmente me incomoda. Ainda mais que Shinobi tem uma trilha sonora bem interessante. As músicas possuem sintonia com as fases. Sabem quando os temas da música e da fase combinam? Isto se aplica a este ótimo game. Os efeitos sonoros também fazem bonito. A droga é que a Nintendo não te deixa ouvir em bom volume! Mancada, Nintendo, mancada!

Pois é, nem tudo é perfeito neste jogo. Ele tem alguns pontos que me incomodaram um pouco, principalmente quanto aos controles e um certo “momento” do game.

A primeira é mais leve: como padrão, o jogo vem configurado para que o jogador controle Jiro com o controle analógico (disco) e a câmera com o digital. Não consigo entender o que passou na cabeça dos produtores do jogo pra deixar dessa forma. Não faz o menor sentido essa configuração pra um jogo 2D ou 2.5D, concordam? Felizmente é possível inverter isso. Fica a dica, pra antes de começarem. O outro ponto incômodo é quanto as escaladas nas paredes versus o pulo duplo. Considere aqui escaladas aquele movimento de bater na parede e pular, atingindo um lugar mais alto.

shinobi Shinobi

Tanto a escalada quanto o pulo duplo dependem do mesmo padrão, pensando em controles: pula e aperta o botão de pulo novamente. A diferença é que um é feito próximo da parede e o outro em qualquer lugar. Normal, muitos jogos são assim. O problema é que não é sempre que o jogo percebe que você está colado na parede tentando escalar. Vai acontecer algumas vezes dele executar o pulo duplo e te atrapalhar um bocado.

Até aí tudo bem, problema é que tem uma parte específica do jogo que demanda precisão total pra bater na parede, subir e ainda dar o pulo duplo depois pra chegar em outra plataforma. Se der o pulo duplo antes, você não repete após bater na parede. E nesse ponto, se errou, vai pro buraco. Tomei mais de um Game Over nesse local, e senti que as vezes que passei foi pura sorte (além de ter de apelar pra uma das magias). Vocês não tem ideia da raiva que senti nessa parte, e essa não foi aquela “irritação divertida”. Soa estranho, eu sei, mas vocês sabem do que estou falando.

Tudo bem que alguns jogos clássicos da franquia também exigem que o comando do pulo duplo seja executado no momento certo para que funcione e que isso faz parte da jogabilidade e desafio, mas para o jogo do 3DS eu considero isso um problema sério. Falta talvez um indicador claro para termos certeza que será executado o movimento de bater na parede e subir, podia rolar uma animação diferente ou algo assim. Infelizmente não ocorre.

Enfim, eu não vou crucificar toda a ótima experiência que tive por conta desse ponto do jogo e desse detalhe, mas que isso é algo que precisava ser melhorado, não tenho dúvidas.

Quanto ao level design, existem pontos que são mais facilmente vencidos com um pouco de decoreba. Pra quem acha isso ruim, fica o aviso: é perfeitamente possível passar sem decorar coisas, mas pra passar “bonito” e sem levar dano você vai precisar ter boa memória.

Shinobi

Se o bicho pegar, vale apelar pra magia!

Inimigos que ainda não apareceram na tela mas estão próximo do ponto mostrado pela câmera já são considerados pelo jogo, ou seja, dá pra acertar uma kunai bem no meio da testa daquele ninja inimigo xarope que começa a te fuzilar assim que a primeira pontinha da metralhadora aparece. É até gostoso ouvir o som dele sendo derrotado antes mesmo de aparecer na tela.

O jogo deixa claro em suas dicas (aquelas das telas de loading) que todos inimigos possuem um ponto fraco. Muito natural levar dano na primeira vez que você enfrenta um inimigo normal de tela, ainda mais nos estágios mais avançados do jogo. Mais pra frente você aprende o padrão e acaba dançando conforme a música.

O mesmo vale para chefes e subchefes. Tem alguns que ficam até bem fáceis depois que você entende qual o padrão que precisa utilizar. Sempre foi legal aprender esses padrões, o que não faltam são jogos clássicos que te propõem isso. E Shinobi para 3DS também mantém esta característica.

Tem outro ponto que eu poderia dizer que é um problema, mas seria exagero. Algumas trocas de tela são completamente inúteis. São passagens curtas em que nada acontece feijoada, você só movimenta o personagem até o fim sem problema algum. O cenário rotaciona e tudo mais, parece que foi feito mais pra tentar impressionar por questões gráficas, mostrar efeito 3D do portátil ou qualquer coisa similar. Não precisava disso, mas talvez seja uma certa frescura minha achar isso ruim. Incomoda sim levar um Game Over, começar de novo e ter que perder mais alguns segundos de jogo nessas partes inúteis.

Chega de resmungar, né? Velho é uma droga, adora ficar reclamando de tudo. Mas enfim, chega porque tem outros detalhes que eu preciso comemorar. Começando por uma referência totalmente clássica.

Se o jogador encontrar a moeda bônus em uma fase, ele é direcionado para um estágio de bônus após derrotar o chefe da fase em questão. Quem jogou Shinobi de Arcade e/ou de Master System logo vai identificar a referência: é exatamente o mesmo Special Stage destes jogos, logicamente na engine do novo jogo, com efeito 3D e tudo mais. Achei isso sensacional, mandaram muito bem em relembrar essa passagem! Fora que é divertido atirar kunais nos ninjas inimigos. Terminar a fase com sucesso dá ao jogador uma bonificação no score final, e isso impacta diretamente no rank tirado.

Sim, Shinobi é um jogo que teima tanto em ser um jogo de Arcade clássico que possui sistema de pontos e de rank. Os pontos são baseados no desempenho do jogador na fase, conforme vai derrotando inimigos e executando parry. Isso fora o multiplicador que vai se mantendo conforme o jogador fica sem tomar dano.

No final ainda existem bônus e penalidades de score. Por exemplo, se foi feito uso de magia ou se uma ou mais vidas foram perdidas, é descontado um certo número de pontos. O tempo que levou pra finalizar a fase também conta pontos. É normal nas primeiras vezes o jogador não tirar notas muito altas.

Shinobi

Apanhar durante a fase também desconta alguns pontos. Acostume-se!

Um recurso que alguns podem julgar interessante, mas eu confesso que não utilizei direito, é a possibilidade de salvar um vídeo de como foi o seu progresso durante a fase. O jogo guarda um por fase, se você tentar gravar uma segunda vez em uma mesma fase ele pergunta se você quer sobrescrever o arquivo de vídeo. Pra quem curte esse tipo de coisa, é um recurso bacana.

Existe também um menu de extras que, dentre outras coisas, dá a possibilidade do jogador jogar novamente uma determinada fase (Free Play). O único pré-requisito disso é que o jogador já tenha passado a tal fase. É um bom recurso para quem quer treinar para atingir uma pontuação maior ou tentar algo específico, como passar sem morrer, etc. Serve de treino.

Outros extras são o player de vídeos gravados, de músicas, cutscenes, artwork e história da franquia. Neste último, tem informações até sobre Alex Kidd in Shinobi World, o que eu achei sensacional. Quem acompanha o Retroplayers há tempos, sabe que eu adoro este jogo (foi inclusive meu primeiro review no site, clique aqui pra relembrar). Também há o modo desafio com fases de arrancar os cabelos e o Dojo para treinar movimentos livremente.

Isso fora os desafios do Street Pass, que são liberados através de moedas do próprio sistema do 3DS ou quando você passa por outra pessoa que está com um portátil com o recurso ligado e joga/jogou o jogo. Basicamente são fases que um ataque dos inimigos é suficiente para matar o personagem. Eu só fui ver esse detalhe na hora de escrever este review, infelizmente. Então acabei jogando muito pouco dele. Mas a primeira fase de desafio já me custou alguns minutos e xingamentos.

Também existe um sistema interno de Achievements no jogo, mesmo que o portátil da Nintendo não tenha um sistema integrado de Troféus/Conquistas, como nos consoles das marcas rivais (sem contar o Steam e outros), o que é bacana para quem quer tentar atingir um possível 100%, aumenta consideravelmente o fator replay pra quem curte caçar troféus. Eu, sinceramente, não fiquei tentando durante minhas jogatinas, mas confesso que comemorei algumas conquistas que desbloqueei nele.

Shinobi pode ter saído para um portátil, mas é um jogo que eu jogaria facilmente em consoles de mesa. O jogo tem estrutura para isso. Ele pode ser considerado curto por quem já conhece todos os macetes para chegar ao fim, mas até o jogador aprender isso tudo, meus caros, vão ver muitas telas de Game Over e Continues. Então a velha e boa duração baseada em dificuldade vai te dar umas boas horas de xingamentos e diversão. Quem é que não gostaria de jogar um jogo Arcade assim em um console de mesa nos dias de hoje, não é mesmo?

Pulo duplo pra escapar de algumas armadilhas do jogo... Você verá bastante esta tela... é a que aparece logo após morrer e começar uma nova vida!

Claro, pra quem não tem mais paciência com este tipo de game design, o jogo pode não parecer tão interessante. Não acho que seja o caso dos leitores do Retroplayers, mas caso eu esteja enganado, creio que seria justo dar uma chance a ele de qualquer forma. Nem que seja jogando no Beginner ou Normal. Pelo conjunto da obra, Shinobi é um jogo que vale muito a pena ser conhecido. Porém, eu tenho que admitir que este é um jogo mais de nicho, de jogadores masoquistas que gostam de jogos papa fichas.

Curioso que este é um design de jogo que a própria SEGA fez muito bem no passado e poderia continuar fazendo nos dias de hoje, mas não faz por parecer estar mais interessada em deixar a maior parte de suas franquias em um cemitério, enquanto lança um BOOM de jogos de qualidade duvidosa das outras franquias não esquecidas. Uma pena. Publico para isso tem, não são poucos os jogadores que buscam esse tipo de experiência em jogos independentes. Estou enganado? Acredito que não. Abre o olho, SEGA!

Meus caros, é isso! Espero que tenham curtido o post!

Chegaram a jogar este game? O que acharam? Os que ainda não jogaram ficaram interessados? Ou acham que não possuem mais paciência pra este tipo de jogo? Deixem suas opiniões nos comentários, mesmo que discordem de tudo. Prometo não mandar ninjas treinados na casa de vocês para exterminá-los da face da Terra.

Grande abraço a todos e até o próximo texto gigante post!

Shinobi 3DS

Shinobi 3DS
7.2

Sorriso na face nivel:

8/10

    Pedreira nível:

    7/10

      Formozura nível:

      7/10

        Bate-Cabeça nível:

        7/10

          É coi de lôco nível:

          7/10

            Ficou jóia isso:

            • Belos gráficos em 3D que casaram bem com a jogatina 2D
            • Boa dificuldade, principalmente no modo HARD
            • Cutcenes bem legais entre a fases
            • Vários easter eggs e piadas externas
            • Conquistas, oh, conquistas!!

            Mas deu ruim nisso:

            • Fácil demais no nível Normal
            • Pulo duplo buga com comando de escalada
            • Som muito baixo (de novo... Porra Nintendo!!)

            Sobre Cadu

            Velho caduco, fã de Sonic e seus jogos (menos o Boom, credo), viúvo da SEGA assumido e mestre absoluto das piadas ruins. Tem esperança de que algum dia surgirá um Final Fantasy Tactics novo tão bom quanto o primeiro.
            Adicionar a favoritos link permanente.
            • Rokuman Senpai

              Salve, Cadu!

              Cara, primeiramente gostaria de lhe dar os parabéns pelo excelente review!

              Então, eu peguei meu 3DS ONTEM… Comecei a jogar Tales of the Abyss que peguei na feira no domingo antes do natal…

              Aí eu olho pro seu Review e me bateu uma vontade grandiosa de ler, e agora que li, a grandiosa vontade é de jogar esse game, que já tenho na coleção há alguns bons 4 anos quando comprei no Paraguai.

              Eu sou um desses jogadores masoquistas que adora ver uma tela de Game Over, quanto mais difícil o game, mais divertido (me lembrei de Abadox, que ainda vou tentar novamente um dia XD).

              Mais uma vez meus parabéns, ao ler me deu uma vontade imensa de jogar esse título.

              Só fico chateado por não ter aquela quantidade de comentários que todos nós gostaríamos por aqui no Retroplayers…

              Bom 2017 pra ti maninho!

              • Opa, valeu Senpai!
                Cara, jogue! Jogue jogue jogue! Vc não vai se arrepender, o jogo traz bastante desafio, um bocadinho de decorebas e momentos de ódio que depois se transformam naquele sentimento recompensador por termos vencido mais um problemão. O jogo normalmente custa barato, não consigo entender pq a galera que tem 3DS não investiu nele. Ainda bem que vc já o tem em mãos, coloca aí na sua fila, joga e depois me fala o que achou! Ah, coloca no Hard! 🙂
                A quantidade pequena de comentários incomoda bastante, ainda mais se lembrarmos dos velhos tempos com comentários em abundância, né? Mas somos Retroplayers e não desistimos nunca! o/
                Valeu Senpai, pelos elogios e pelo comentário! 😀

            • Que baita review Cadu, parabéns! Se o jogo não fosse exclusivo de 3DS, eu provavelmente experimentaria. Parece divertido, a review transmitiu muito bem cada uma das sensações que você teve jogando.