RetroReview: Rhapsody, A Musical Adventure


Dó ré mi fá, fá fá! Dó ré dó ré,  ré-RAPHSODY– é post de redenção que trago a vocês após tanto tempo longe dos amigos retrogamers e do meu blog do coração, o retroplayers ©! Sigam-me os bons!!!

Após um longo recesso, sem poder usar a internet e problemas e novidades familiares de força maior, cá estou eu voltando novamente. Sei que pareço o Terminator com a famosa frase “I’ll be back” mas fazer o quê… Não consigo deixar de lado minha paixão pelos games… Abraço a todos!

La….lala….La…LALA….

Sim meus amigos, eu canto. E há muitos anos… já tive desde  Grupos de Pagode até Bandas de Rock, e hoje em dia toco numa Banda Pop-Rock Cristã e faço fandubs de aberturas de anime (sim, estou fazendo franchising do meu canal no youtube…eu POSSO! rs), mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso é que toda vez que vejo alguma conotação musical em um game, eu corro pra dar uma olhada.Por isso meus amigos, podem esperar por muitos reviews musicais, mas neste aqui, vou lhes falar de um  jogo em especial, um rpg cute, e principalmente…Musical!

Tão Bunitin…

Amigos, confesso que ultimamente não tenho curtido mais J-Rpgs (Rpgs Orientais), ao menos não tanto como antes, quando eu passava longe de fallout 2 por exemplo e  preferia gastar horas configurando matérias nas armas de Cloud e Tifa (ai-ai…) no ff7. Hoje definitivamente é ao contrário.

Mas como no Nintendo DS simplesmente não existem rpgs ocidentais, decidi me aventurar em um simpático joguinho que conheci na casa de um amigo meu das antigas (Glauco, citei você , rs), há muitos anos atrás, em seu Playstation quadradão, aquele que tem saídas RCA, e que aliás ele ainda tem e funciona! Sempre adorei Anime, e como sempre Jrpgs estão recheados de personagens no estilo,  eu me lembrava de ter achado simpático na época, e realmente … o jogo é… FOFUCHO! Toda vida fui contra quaisquer tipos de preconceito e sempre analisei um game antes de julga-lo se é jogo para meninas… e quer saber, esse termo nem existe. Em um mundo onde existem as “Girls of War” eu posso me dar o direito de jogar Rhapsody oras! E o jogo é interessantíssimo!

Raphsody, em portugues : Rapsódia, é um termo cuja uma explicação simplificada denominaria pequenos musicais, ou músicas feitas de improviso, juntando o gosto popular usando varias escalas musicais.  E o jogo se trata justamente disso. Conta a história de uma garota chamada Cornet (sim, corneta!) , que perdeu os pais ainda criança e foi criada pelo avô, um habilidoso “artesão” (qual seria o termo para mestre dos bonecos? soa tão “filme de terror”…) que além de criar e desenvolver varios tipos de bonecos e bonecas, tem uma habilidade rara de falar com eles, pois consegue enxergar a alma que existe dentro de seus corpos artificiais. Habilidade aliás herdada pela Cornet que através  de sua trompeta, um presente de sua falecida mãe, consegue dar vida e controlar os bonecos.

E além de tocar divinamente, a garota canta  e dança também. E aí que entra a parte rapsódia da história. O jogo , ao invés de apresentar as já conhecidas cutscenes, você assite a… musicais! Com direito a voz, música , letras e coreografias, o negócio passa mesmo a impressão de estar assitindo um musical daquele velho estilo consagrado pelos EUA, que dominavam completamente o cinema em meados da década de 30 a 50,  eternizado por grandes artistas como Fred Aster ou o  saudoso Gene Kelly. As Cutsc.. er Musicais são tão bem feitos que há inclusive uma opção para poder assistí-los a qualquer hora, conforme forem liberados no decorrer do jogo.

No DS ou no PSX?

A maior diferença entre as duas versões é a jogabilidade na hora das batalhas. Na versão PSX o modo batalha é em um estilo rpg estratégico, como visto em games como FF Tatics ou Arc the Lad. E já na versão Nintendo DS uma mudança brusca de Estratégia para  Combates em Turnos. Essa mudança deixou o combate pior na versão DS, e além disso o combate nunca foi o ponto forte do jogo, porque como o tema é cute ao extremo, espere por magias como “Tortas Amorosas”, ou “Biscoitinhos de Leite da Morte”… Soa engraçado no começo, mas um gamer mais exigente pode frisar os olhos e ranger os dentes com as doidices orientais, se bem que já vi coisas muito mais malucas, mas fica pra outros posts.

Claro que nem tudo é maravilhoso. Tem muitas falhas, algumas graves, como o repeteco de inimigos, e a chatisse das dungeons… ou a frequência incessante das batalhas (isso deu raiva, deixava as batalhas no automático, com exceção dos chefes). Também no PSX  o game é mais difícil, justamente por ser estilo tatics, já no DS é fácil demais. Mas não vá pensando que não precisa ficar upando level viu?! rpg JAPÔNES lembra?!

Os gráficos são muito bons, e mesmo para os padrões de hoje, se você for um retrogamer duvido que irá reclamar. Sprites lindos, cenários bonitos (com exceção das dungeons, são meio genéricas) e o principal em um RPG, uma história muito divertida, engraçada pra valer!

História Apaixonante!

Uma garota comum, que nasceu em uma cidade interiorana do mundo fantástico onde vive. Mas logo percebe que tem talentos fora do comum, além de sua aptdão musical. Ela pode falar com bonecos de pelucia e bonecas (puppets), e desde pequena, uma puppet em especial a acompanha e é sua melhor amiga. Uma puppet que possui a alma e espírito humanos.

Tudo isso já contei pra vocês durante o texto. Mas de todas as aventuras que elas terão que desbravar, uma é especial, aquela cuja qual todos passamos: a de se apaixonar e conquistar a pessoa amada. Sim, é uma história cute ao extremo, mas justamente isso que o diferencia de outros RPGS, cheios de elementos adultos e vinganças sangrentas, é bom variar e curtir uma história ligth e “bobinha” a alguns olhos. Resumindo, se você gostava de Sailor Moon, ou um que adorava… HONEY – HONEY (quem lembra?) é um prato cheio.

RPGOKÊ!

Um RPG  diferenciado. Produzido pela NIPPON ICHI em conjunto com a ATLUS , com certeza vale a pena ao menos uma olhada. Por mais “BRUCUTU” que você seja, ao menos um pequeno “smile” vai escapar de seu rosto quando começar a cantoria, ou ao ler as letras das canções (o compositor é Tenpei Sato, o mesmo de “Disgaea” e “Valis 2” ), ou pelas  situações inusitadas que ocorrerão durante o game. Raphsody rendeu continuações, que infelizmente não saíram em território ocidental, como era de se esperar. Eu ainda espero um game desse para a atual geração de consoles…afinal a esperança é a última que morre.

Então.. que tal mudar o status de “coração de pedra” e curtir um “lamour game” ? Prometo que o final é gratificante,  e constatando um fato cujo qual não considero spoiler algum, é o que se espera de uma história romantica: um Final Feliz! Que aliás, é muito mais difícil de conseguir na vida real, mas como em um game, depende só do seu desempenho.

FIM


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