Retro Review – Mega Man Zero (GBA/DS)

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A franquia Mega Man tem vários jogos memoráveis, e cada uma das séries têm suas características distintas. Da eterna e inocente série clássica às aventuras mas diferentes como Battle Network, esta é uma franquia que consegue mudar bastante a cada série diferente, mas mantendo o mesmo espírito na maioria dos jogos lançados. E nessa primeira parte de uma série de reviews, vou analisar detalhadamente os 4 jogos Mega Man Zero, lançados para o GBA.

mega-man-zero-usa-europeA série Zero foi desenvolvida não pela Capcom, mas pela Inti Creates, uma empresa formada por ex-funcionários da própria Capcom e que, até aquele ponto, não tinham nenhum grande jogo de sucesso. No futuro a desenvolvedora teria vários trabalhos interessantes, como a série Mega Man ZX, os jogos Mighty Gunvolt e Azure Striker Gunvolt, e os ótimos Mega Man 9 e 10, mas para seu primeiro grande jogo a empresa teve algo que raramente é concedido nesses casos de desenvolvimento externo, e que foi fundamental para a qualidade do game: controle criativo total sobre o game, livres para criar o que quisessem em termos de design e premissa.

Uma das principais características de Mega Man Zero é que o roteiro dos games é levada um pouco mais a sério do que antes. A série X já tentava dar um peso maior à história, mas aqui a Inti Creates quis criar uma sensação de realismo e de um futuro pós-apocalíptico. Vou dar um resumo do que acontece após o final da série X (X6, para ser mais claro: X7 e X8 ferraram com toda a história dos games, então é melhor considerá-los não canônicos). Mega Man Zero 1 se passa 100 anos após o fim de X6, em que Zero percebe que seu corpo carregava um vírus criado por Dr. Willy, o mesmo vírus que tornou Sigma maligno durante a batalha dos dois em Mega Man X1. Para proteger os reploids e humanos, Zero decide permitir que seu corpo seja usado em pesquisas, e assim sua mente é removida para protegê-lo caso algo acontecesse durante o processo. Uma cientista descobriu, então, que Zero possuía uma resistência natural ao Sigma Virus, e usou essas informações para desenvolver um programa chamado Cyber Elf, que X usou para parar a Maverick Wars (que são todas as batalhas travadas nos jogos, de MMX1 ao 6), removendo o vírus de todos os mavericks a os tornando Reploids pacíficos novamente. As Cyber Elves são programas de pura energia com inteligência artificial, e tem como propósito ajudar os reploids. Elas são todas feitas a partir da primeira, que foi retirada do corpo de Zero, e por isso se chama Mother Elf (ela será bem importante depois, não se esqueça dela).

Mesmo depois de 100 anos desativados… o cabelo de Zero continua MARAVILHOSO! Contrata ele, Loréal!

Após as Maverick Wars, uma cidade-estado chamada Neo Arcadia é criada para abrigar humanos e reploids. Algum tempo depois algo acontece (que só será explicado em games futuros) que dá início às Elf Wars, em que as elves são usadas para criar aquela que é a pior guerra da história da série: dura somente 4 anos, mas mata 90% dos reploids e 60% dos humanos do planeta. Após o fim da guerra, X decide selar seu corpo junto com a Mother Elf, e são criados 4 guardiões para protegê-lo e manter a ordem em Neo Arcadia, e observando a criação desses guardiões, uma jovem de apenas 9 anos chamada Ciel criou um clone de X (9 anos? tá de sacanagem), e esse X-Cópia assumiu o poder em Neo Arcadia. Porém ele ficou louco, considerando várias pessoas como mavericks e traidores, levando assim vários humanos a fugir da cidade, ação que fez com que o X-Cópia os considerassem traidores e terroristas. Assim foi criado um grupo de resistência, e Ciel é uma de suas líderes. O jogo começa com ela fugindo em um laboratório em ruínas, e encontra Zero, com metade do corpo destruído e desativado. Com a ajuda de uma cyber elf, ela ativa o reploid lendário, e a partir daí ele a ajuda em várias missões em favor da resistência contra a tirania do X-Cópia e Neo Arcadia.

Mega_Man_Zero_coverDá pra perceber que esta série trata a história com um equilíbrio perfeito: não exagera com diálogos excessivos e chatos, e não deixa somente uma premissa básica no ar. Esse clima do game também é presente na soundtrack. Abandonando as músicas animadas das séries anteriores, Mega Man Zero usa músicas que se adequam a esse tom mais realista do game. Levando em consideração que o GBA era limitado em relação a parte sonora, o que a IC conseguiu fazer com o game é surpreendente, e entra para a seleta lista de jogos que conseguiram ter soundtracks milagrosas na plataforma (como Pokémon Ruby/Sapphire, Mother 3, os dois Golden Sun, Gunstar Super Heroes e Metroid Fusion entre outros). Talvez as músicas do game não irão grudar na sua cabeça como as dos games anteriores faziam, mas pode ter certeza que elas irão ajudar a compor perfeitamente toda a temática da história. Um exemplo de música assim é o tema do deserto, Scorching Desert, que mostra o estilo de música usado no game. Uma comparação que demonstra perfeitamente isso é o Theme of Zero, que apareceu pela primeira vez em Mega Man X e que é remixado aqui. Escute as duas músicas abaixo e perceba a diferença entre elas, isso já dá uma boa ideia da música da série.

A primeira é o tema original, e a segunda é o remake presente em Mega Man Zero.

A Inti Creates queria fazer este jogo um dos mais difíceis da franquia, mas não tinham a ideia de usar Zero como personagem principal. Aqui entra Keiji Inafune, dando a ideia de criar o jogo baseado no protagonista secundário da série X, dando continuidade à história a partir do ponto de vista de Zero, em um futuro pós-apocalíptico. Outro detalhe importante foi colocar os protagonistas da série como rebeldes, sendo taxados de terroristas pelo inimigo, enquanto os guardiões e Neo Arcadia passariam a mensagem de proteção para o grande público do universo do game. Isso dá ao game um aspecto mais rebelde e sério, inclusive para as fases, um grande contraste com a clareza da série X.

Outra mudança radical foi no design dos personagens, e certamente é a primeira que se nota e que pode surpreender logo de cara. Abandonando o visual robótico e um tanto exagerado característico da série e dos anos 90 como um todo, os personagens tem um visual bem mais “humano”, com armadura menos exagerada (admita, as botas e ombreiras gigantes não envelheceram bem esteticamente), algo que combina com o futuro pós-guerra da série Zero. Todos os reploids seguem esse novo design, inclusive X e os 4 guardiões.

Ciel, Leviathan, X-Cópia e um inimigo comumAnubis, Hyleg, Dr. Cerveau e Colbor, que morre no primeiro minuto de jogo.

Uma mudança em design que se transfere para o gameplay são as armas de Zero. Ele perde a sua Z-Buster embutida na mão, e usa a Buster Shot, uma arma de mão comum que ele pega do corpo de um aliado morto. Pois é, Zero vê um cara caído já quer pegar o loot dele. Sacanagem. Mas a arma usa o próprio Zero como fonte de energia para criar seus projéteis, então pelo menos ele não vai ter que ficar se preocupando com munição. O que é realmente interessante é a Z-Saber, que volta com uma aparência diferente, e não lembra mais uma imitação de sabre de luz (provavelmente porque os prequels de Star Wars tenham sido tão ruins que a Inti Creates não quis sujar a imagem da série Megaman), com uma lâmina de energia mais parecida com um triângulo. Um detalhe genial é que a base da Z-Saber dá forma a duas armas adicionais, o Shield Boomerang e a Triple Rod. Para usar o Shield Boomerang, Zero roda a base da saber no antebraço, criando um escudo de energia que reflete projéteis e pode ser arremessado como um bumerangue, e na Triple Rod, a base do sabre pode se estender até 3 vezes, com uma ponta de energia na extremidade, formando uma lança. Essa é uma das coisas que eu mais gosto nessa série, o fato que Zero pode usar o seu sabre de várias formas diferentes, não só abrindo possibilidades para o gameplay mas também demonstrando a versatilidade e evolução de tecnologia que houve na história. E isso justifica muito bem como ele faz pra carregar tanta coisa com ele (Zero não é tão versátil como o Batman). Abaixo imagens com a arte conceitual retiradas do livro Rockman Zero Complete Works. Clique para aumentar.

Triple RodShield Boomerang

Ainda no assunto do gameplay, foi incluído no jogo um sistema de elementos, fogo, gelo e trovão, e eles seguem um esquema de pedra-papel-tesoura entre si, o que foi uma inteligente adaptação, já que na série anterior X podia usar a arma dos inimigos contra outro que fosse fraco contra a mesma enquanto Zero às vezes pegava habilidades, outras adquiria algum movimento especial, e como não dá pra matar inimigos com “pulo duplo”, Zero ficava sem algo efetivo contra este chefe em questão. Isso foi mudado para os chips, que permitem a Zero equipar os 3 elementos, fazendo com que seus ataques carregados causem dano daquele tipo, o que permite ao jogador ter vantagem contra os chefes fracos contra certo elemento. Alguns deles, porém, são de elemento neutro, então não são afetados por todo esse festival de chips.

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Algo que não tem desculpa, porém, é a falta das habilidades especiais icônicas do personagem neste jogo. O pulo duplo, o rising slash, o air dash… embora isso tenha sido corrigido no próximo game, é algo que deixa o jogador com menos opções no combate, e isso nunca é bom. Os produtores explicam falando que Zero perdeu a memória, inclusive se esquecendo de como usar suas armas. O implantado neste game foi um sistema de nível para as armas, onde o uso garante experiência ao jogador, e permite então que a arma em questão tenha um “level up”. A buster, por exemplo, no começo pode atirar apenas o projétil básico, mas vai ganhando níveis de carregamento a cada level up. A Saber no início só permite um ataque simples, mas a cada nível vai aumentando o número de ataques em um combo e garante a habilidade de carregar o ataque também. Embora isso seja algo bem interessante, não foi tão bem executado aqui. Esse sistema estimula o jogador a usar apenas uma ou duas armas, ou a “farmar” por níveis contra inimigos repetidamente.

Ciel e as caras Cyber Elves

Ciel e as caras Cyber Elves. 10 minutos de grind para aumentar minha vida? Não obrigado.

Outra boa ideia que não é tão bem desenvolvida são as cyber elves. Na história do game elas são extremamente importantes, porém no gameplay, nem tanto. Os efeitos garantidos por cada elf são ótimos sem dúvida, podendo curar, dobrar o HP máximo, atirar em inimigos, salvar Zero caso ele caia em um abismo, ou até mesmo cortar o HP de um boss pela metade. O grande problema é que você tem que alimentar essas elves com E-Crystals, e alguns deles requerem uma grande quantidade do material, o que já te desestimula a usá-las. O que são E-Crystals, você pergunta? Bom, Zero não precisa de energia para usar suas armas, então aqueles drops que recarregavam as armas especiais são trocados pelos E-Crystals, que praticamente só servem para alimentar Cyber Elves. Só que ao final de uma fase, você terá ganho cerca de 250 E-Crystals, e muitas delas pedem valores altíssimos como 2000 ou 4000 e-crystals para serem melhoradas e utilizadas, obrigando o jogador a matar inimigos repetidamente para farmar e-crystals. Somado ao fato que usar uma Cyber elf reduz a sua pontuação no score do jogo, você tem mais estímulos para as ignorar completamente este sistema do que utilizá-lo no jogo.

Falando de pontuação, esse é um sistema presente em Mega Man Zero, e embora existisse algo parecido em X5 e X6, aqui as coisas são um pouco diferentes. Ao final de cada fase é dada uma nota de F a S, baseado na velocidade, número de inimigos destruídos, dano recebido, entre outros. Ainda é dado um título à performance do jogador, como por exemplo Godspeed caso você seja extremamente rápido na conclusão da missão, ou Slayer caso tenha usado bastante a saber. Caso você entre em uma batalha contra chefe com um rank A ou S, ele vai usar uma habilidade diferente, bem mais forte que as normais, chamada de EX Skill, o que é algo bem inteligente para dar mais dificuldade aos jogadores que estão indo bem no jogo. O que é triste é que esse é o único efeito dos ranks (exceto desbloquear um novo modo de jogo quando se joga no Hard): é mais uma adição que é uma boa ideia mas que só será realmente algo útil ou divertido nos games seguintes.

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A estrutura de fases também é bem diferente dos jogos anteriores. Para contribuir com o clima realista e de rebelião do jogo, você não tem a clássica seleção de chefes, com uma tela mostrando a face dos chefes e com uma fase para cada um. Zero pode se mover livremente pela base da resistência, interagindo com os outros membros, conversando com eles, participando de eventos interessantes entre outras coisas. Em vez de cada chefe ter uma fase específica, o game conta com algumas áreas, e a Ciel te dá missões diferentes para cumprir nessas áreas. Esse é um ponto que o jogo tentou inovar mas acabou falhando um pouco: existe uma repetição das fases do jogo. Um bom exemplo é a área do deserto: em uma missão o objetivo é atravessar o deserto, derrotar o chefe e escoltar um soldado de volta até a base (ou seja, passar pela fase duas vezes, na volta indo devagar para poder levar o soldado ferido), na próxima missão um dos guardiões lança um ataque contra a base da resistência pelo deserto, então lá vai Zero de novo atravessar o deserto todo e derrotar um chefe no final. Depois ainda tem duas missões em uma caverna no mesmo deserto, uma você deve resgatar vários prisioneiros e derrotar um chefe, e na outra destruir vários computadores e lutar contra um dos guardiões na volta. Então nessa brincadeira toda você entrou nessa fase do deserto no mínimo 5 vezes! Esse é o pior exemplo, mas diversas outras fases também sofrem do problema da repetição.

Zero e seus amigos de pula-pula.

Zero e seus amigos de pula-pula.

Nos pontos negativos, Megaman Zero me lembra bastante o primeiro jogo da série clássica: um produto bruto, que precisa ser lapidado. Não é coincidência que em ambas a série, o segundo jogo é considerado por muitos como o melhor, já que aperfeiçoou todos os aspectos do primeiro. Mas chega de falar de coisa ruim (se bem que nada foi tão ruim assim, foi só mau lapidado), e vamos ver todos os pontos positivos que este game tem para oferecer.

A primeira coisa que se nota aqui é a “câmera” do jogo. Como é um game para GBA, que tem uma tela bem menor que a dos consoles, a resolução do game deve que ser adaptada para que o jogador possa ver o que está acontecendo na telinha. Então  você acompanha a ação do jogo bem de perto, já que o sprite do Zero ocupa uma parte da tela maior se comparado aos games do Snes e ainda mais do PS1 (que tinha fases gigantes). A Inti Creates foi bem inteligente também ao criar fases mais próximas da “realidade”, já que nas séries X e Clássica você olhava para os lugares e por mais bonitos e bem feitos que fossem, ainda tinha aquela sensação de ser uma fase de um jogo, o que não é ruim, mas não funcionaria tão bem aqui. Em Mega Man Zero, quando o jogador vai para uma missão em um laboratório, aquele lugar dá a impressão de ser um laboratório, e não um simples estágio, e isso eu digo pelo design da fase em si, não somente o visual.

Zero vs Fefnir

Esse “zoom” natural do game também combina muitíssimo com o gameplay: na série anterior, Zero sempre foi focado em combate corpo-a-corpo com sua espada, com uma buster secundária, e X era o personagem ideal para usar armas de longa distância. Aqui Zero é hábil com sua espada, tem uma buster tão boa quanto a de X (podendo carregar e tudo). Além disso há o escudo (reflete projéteis básicos, mas inúteis contra ataques mais fortes) e a Triple Rod é útil para acertar alvos distantes, e é boa contra chefes. É uma pena que para trocar de armas o jogador tenha que abrir o menu do jogo. Isso acaba desestimulando que o player troque de armas, e geralmente você fica no combo de buster + saber ou colocar a triple rod na mistura e ficar com essa combinação pro resto do game. O game não te dá um estímulo para usar essas armas, mas como elas são completamente opcionais e a falta de um botão para trocar de arma rapidamente seja uma limitação da plataforma e não do jogo, dá pra perdoar.

Algo que agradou os fãs antigos e que afastou o público mais jovem do GBA foi a dificuldade do game. Você vai penar bastante com Mega Man Zero, e diferente de outros games das séries anteriores, que a fase em si é mais difícil que o chefe, aqui você vai enfrentar alguns inimigos bem desafiadores. Os guardiões, principalmente, tem 3 barras cheias de vida, se movem bem rápido e ou são imprevisíveis (Phantom e Fefnir) ou tem um padrão de ataques difícil de desviar (Harpuia e Leviathan), e são característicos de algo que eu sempre preferi na série: batalhas contra chefes humanóides, que tem um clima de duelo de rivais e não de um robô lutando contra outro robô gigante. Aqui é que as Cyber-elves podem ser úteis, já que um jogador que tenha grande dificuldades pode ser encher delas e ter uma barra gigante de HP, evitar cair em buracos infinitos, etc.

Zero Slash

O próprio boss final do game foi algo impensável para os fãs da série e que você caro amigo leitor já deve ter percebido: a batalha final do game é um duelo contra X-Clone. Isso foi algo que a própria Inti Creates tinha fixo na mente: terminar o game com Zero de alguma forma lutando contra X. Toda aquela história de X ser uma cópia foi introduzida nos últimos momentos, para que a Capcom aceitasse essa ideia no mínimo polêmica, mas ainda assim lutar contra um inimigo que usa as habilidades que você estava acostumado a usar em games antigos e equipado com uma Ultimate Armor reconstruída é simplesmente épico. O design de X-Clone tenta mostrá-lo como um anjo, um herói salvador, mas acabam dando um aspecto bem arrogante que de maneira alguma existe no X original, que diferente das outras Cyber-elves (que são apenas esferas de luz) tem uma forma visível, que é a sua figura usando uma túnica simples, representando a humildade do Mega Man original.

maxresdefaultFalando da armor de X, uma referência que se pode perceber no game é que 3 dos guardiões tem o seu tema inspirados nas armaduras que o protagonista usava nos games de PS1. Harpuia tem o visual que lembra a Falcon Armor, com asas nas costas e capacete. Fefnir é mais pesado e tem o foco em armas, assim como a Gaea Armor. E por fim, Phantom tem um tema de ninja e usa shurikens, assim como X fazia com a Shadow Armor. Isso mostra que a Inti Creates não buscou inspiração somente em mitologia e figuras religiosas para o design do game, mas também se inspirou nos games antigos, para não perder aquele “feel” de um game de Mega Man. Outro chefe que remete à sofrimento e dor  série clássica é o Rainbow Devil, o retorno dos inimigos compostos de um núcleo e gosma ao redor, que fazem o terror dos fãs desde o primeiro game. Ele volta bem diferente, removendo o velho o estilo de combate em que ele ficava imortal enquanto você desviava de pedaços de seu corpo (o que era legal, mas enjoou depois de ser usado 4 ou 5 vezes) e agora os designers resolveram pensar em como utilizar essa substância para fazer a criatura moldar seu corpo, e viajar pela tela atacando.

guardiões vs X

Nesse último parágrafo gostaria de falar sobre o final do game. Se você não jogou ainda… SPOILERS! Uma das coisas mais legais é que a Inti Creates não tinha em mente criar uma continuação para Mega Man Zero, então esse game tem uma história fechada muito bacana. Após derrotar os guardiões pela segunda vez (no clássico boss rush) e derrotar X-Cópia, Zero escapa do centro de Neo Arcadia, acordando em um deserto, rodeado de inimigos. O X original surge, revelando sua aparência pela primeira vez. Ele fala com Zero, relatando que lutou essas longas batalhas por todo esse tempo, e como ele sofreu por ver tanta morte e destruição, e isso me fez pensar que talvez o motivo de X-Cópia ser tão violento e tirano é que ele não passou pela mesma hibernação que o original foi submetido (durante os 100 anos que hibernava, X tinha sua mente programada para ser pacífico), e X fala que vai finalmente descansar.  Zero fala que agora chegou a sua vez de continuar a batalha, enquanto corta um dos inimigos ao meio, finalizando o primeiro capítulo da saga.

Últimas cenas do game, Zero contra um exército de inimigos. Ele vence? Leia o próximo review para saber.


Mega Man Zero
foi lançado após o sucesso de 2 games da série Battle Network, e deu a certeza para os fãs que o GBA teria jogos tradicionais da franquia, e de qualidade. Pessoalmente, a série Zero é a minha favorita pelo tanto que ela conseguiu mudar a fórmula Mega Man sem se descaracterizar, e finalmente conseguindo incluir uma história que não fosse tão exagerada como da série X e mais madura que a da série seguinte (ZX). Sem contar que a mudança em história conseguiu afetar o gameplay, o design e até mesmo a soundtrack do game de uma maneira que poucos conseguem, ainda mais em um jogo de plataforma. Apesar disso, o game tem alguns problemas e ideias que não foram totalmente bem executadas, e considerando que este é o primeiro de um review de TODA A SÉRIE, acho que essa é a nota mais justa para Mega Man Zero 1

Mega Man Zero saiu originalmente para o GBA, e depois foi relançado em uma coletânea para o DS, que melhorou o áudio, consertou alguns bugs, e incluiu uma dificuldade fácil entre outras coisas. Se você quiser saber qual maneira eu recomendo jogar Mega Man Zero, eu digo que é por essa versão Collection de DS e jogando pelo modo normal, já que o Easy Mode retira espinhos, aumenta sua vida, deixa os chefes mais fáceis… basicamente remove todo o desafio do game. O jogo também está disponível para WiiU, pelo Virtual Console, mas eu não joguei essa versão, então não posso atestar sobre sua qualidade.

E fim de papo nesta primeira parte da nossa série, e te vejo no próximo review, onde falaremos de um game que soube aproveitar as bases do primeiro e criar um dos melhores jogos de toda a franquia Mega Man. Até mais!

Sobre Ska

Jovem retrogamer que quando novo jogava NES e PSOne ao mesmo tempo, mas sempre preferiu o PC a qualquer outra plataforma. Tem Half-Life, Mother 3, Dark Souls e Fallout: New Vegas como seus jogos favoritos. Já jogou mais horas de Dota 2 do que gostaria de admitir.
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  • Tassio Bruno Silva

    cara que review sensacional, parabens!

    • Guil Ribeiro

      Obrigado Tassio! Ainda tem outros 3 vindo no futuro, espero que goste deles também.

  • Parabéns pelo Review! Muito bom! Adorei saber sobre as influências utilizadas para a criação do jogo, os detalhes que você constatou na parte sonora… enfim, perfeito! Estou ansioso para ler os próximos reviews da série! 🙂

  • Podegoso Shumy

    obvio que ele vence, e para mim é o melhor dos quatro jogos.

    esse game merecia uma nota maior

  • Nota melhor, não acha Gui?

    • Pra mim a nota tá perfeita kk equivale a 7!!! Os próximos são melhores…

  • aki é rock

    Belo post Ska sou um grande fã da serie e acompanho a muito tempo cheguei a jogar esse jogo a muito tempo e me lembro de ser bem difícil mesmo não cheguei a zerar por causa disso.Mas lendo sobre esse jogo vou joga-lo de novo a versão do GBA e depois vejo a de Ds para ter uma noção de como ficou.

    • Guil Ribeiro

      Não existe tanta diferença entre as duas, mas se tiver muita dificuldade com a de GBA pode fazer o Easy Mode do DS que também não tem problema.

  • Ivo

    Que review em Gui?! Meu deus hein! Super completo, cheio de coisas interessantes para ler e até ouvir uma música no meio (curti essa versão do tema do Zero).

    Parabéns pelo review! Sobre o game, conheço ele, mas nunca tive oportunidade de jogar e sempre fiquei com o pé atrás por causa do visual…. nunca consegui assimilar essa diferença com a versão clássica X. Por esse motivo não joguei o game e isso inclui a versão Battle Networt que não me agradou.

    Mas lendo agora um review desse?! Fique com vontade de jogar! Vou pegar aqui em um emulador e mandar bala nele! Encontrei até uma versão em português desse game: http://www.brgames.org/ipstraduzido-detalhe.php?cod=689

    Valeu Gui, mas um maravilhoso review! Parabéns mesmo!

    • Guil Ribeiro

      Opa, obrigado Ivo!
      Que bom que você decidiu ir jogar o game, esse era o objetivo do review mesmo, tem muito fã de série que acaba pulando ou esquecendo do jogo, o que é bem triste.
      Se eu te falar que a primeira vez que joguei esse jogo foi em português também? Imagino que essa rom traduzida deve ser a mesma que eu joguei na época, um dos primeiros jogos que joguei no GBA.

  • Ace Of Spades

    Muito bom o review, e de fato esse game é muito bom, mas o design dos personagens é muito mimimi, eu olho pra esse Zero e ele não me convence como sendo AQUELE Zero, em relação as botas as ombreiras e os excessos dos anos 90, eu discordo que tenha envelhecido mal, e concordo que os anos 9 foram lamentáveis (a Image comics e o X-men do Jim Lee que o diga…U_U), mesmo assim eu acho os designs do megaman X extremamente imponentes, e bom apesar de todos os problemas dos ultimos games da série X, no x8 os excessos foram bem contornados, sem alterar de fato a essência que é o mais importante. Esse game possui um visual de mundo pós-guerra robótica foda, mas com inimigos principais extremamente afeminados e com roupagem super infantil, não me entenda mal, eu não gostaria de ver um Zero igual o exterminador do futuro, mas ele tbm não precisava parecer ter 12 anos. Eu acho que pra um game maduro esse visual infantil não funcionou, fora esses cyber elfs, isso é muito melado, e a função deles poderia ter sido resolvida de várias outras formas ao invés de mini-robozinhos fada. Acho que esse design torna de fato o Zero mais funcional como um robo meio Ninja Espadachim, e acho que ele deu um novo folego à série, só que são conceitos completamente diferentes que não poderiam ser comparados, esse zero adolescente que na verdade é mais velho que o original, é um ninja já o original é completamente samurai, todas as habilidades dele são claramente baseadas em técnicas de Kenjutsu. Enfim, como jogo é um dos melhores dos ultimos anos, realmente grande, mas decepcionante por não ser de fato uma história daquele Zero, eu sinceramente acho que funcionaria melhor como uma prequel e Spin-off em uma dimensão alternativa. O que não o torna um jogo pior, mas sinceramente não acho que se encaixa com a série clássica, mesmo ele colocando muitos games dela no bolso.

    • Guil Ribeiro

      É aquela, os jogos seguem bastante o design de anime/mangá da época. Se compararmos o game com as animações japonesas percebemos como o traço da série acompanha isso, desde as coisa mais exageradas dos anos 90 ao visual mais afeminado dos anos 00 em diante. Vide a imagem abaixo pra referência. E ainda assim, embora os reploids principais tenham esse visual característico, vários outros inimigos são bem diferentes, principalmente nos games futuros.
      E eu discordo um pouco do seu último ponto, a história “daquele” Zero meio que não existe. O personagem ainda é o mesmo, e não tem um passado possível que possa explicar. Acho que esse game desenvolveu muito bem a história da série (até melhor que os anteriores), e teve uma conclusão digna ao personagem (vamos ver isso na parte 4). Agora o que acho que seus pontos se aplicam é ao ZX e ZX Advent, aí sim acho que a infantilidade visual (e a dublagem não ajuda) atrapalharam o game, e estes 2 que deveriam ser spin offs.
      Mas obrigado por comentar, sempre é bom ver alguém com opinião diferente quando se escreve algo. Valeu!

      • Ace Of Spades

        Jojo não é uma boa referência, a mudança é extremamente sutil, a do design desse game é total, desde o visual ao conceito, eu não acho que seja indigno, mas não acho que tem um formato e estrutura que conversa com a série X, é tipo Beast Wars e Beast Machines, só que nesse caso Beast Machines é uma merda, e Megaman Zero não, mas é algo novo e completamente diferente, não é um jogo que caiba de fato na cronologia canônica do personagem, como eu disse, um é um Ninja Adolescente Robo e o outro Um Samurai Espadachim Robo, fora que bom, ele e o X adormecido, não explica absolutamente nada em relação a eles mudarem o design e a forma, dizendo novamente não critico o jogo em si, o pouco que joguei achei muito bom, mas é tipo um grande jogo que cria uma história que pode ser muito boa, mas usa como muleta uma série clássica e já estabelecida pra tentar capitalizar um novo titulo e reimaginar o game pra atingir um publico novo, acho válido, isso renova a franquia é o rumo normal (Marvel e DC que o diga) mas não dá pra dizer que é a mesma coisa, e outra foi uma mudança drástica sem muita explicação que é empurrada pra você, como se os robos e o mundo sempre tivessem sido desse jeito, eu joguei muito o jogo e eu não vi nenhuma explicação do processo da mudança do design dos robos e nem mesmo imagens ou flashbacks dessa época anterior, pra mim é tipo Cavaleiros do Zodiaco a Saga G

  • Thiago R Prado

    Foi mal achei legal o review e tudo mais, mas a sardinha foi puxada de mais pra saga zero. Isto da a entender que não passou pela saga X no SNES (x,x2,x3), mesmo que x4 ficou como mais conhecida que foi a da maioria da molecada na época do psx, e poucos jogaram x5 e x6 pra valer (x5 com seus milhões de problemas, e x6 muito bem feito). Mas falar que a historia da serie X perde pra zero, considero um grande erro, a serie X mostra uma grande guerra, com perdas e um tom até um bocado sombrio no primeiro jogo, nos demais nem tanto, mas a historia continuava a guerra sem fim, na serie Z apenas remodelaram pra deixar os personagens mais humanos e menos robóticos incluindo os boss, mas se é uma historia de robôs ainda prefiro aos boas botas gigantes e com tom de força do que de fraqueza, nunca fui também la muito fã do zero, não acho ele um personagem ruim, mas mais pela puxação de sardinha da molecada com o Zero por causa de achar ele mais estiloso com a espadinha. Não acho la grande coisa na realidade nenhuma das historias de megaman mas ainda prefiro a da serie X a qualquer outra, removendo X7, X8, e posterior a estas gosto da serie ZX pelo fato dos personagens serem mais humanos por que neste caso realmente são humanos, e mesmo a mistura do X com Z ficou até que legal mas poderia ser um XZ do que ZX onde a aparência do X domina sempre gostei como disse antes do robozinho azul mais do que do vermelho! O grande ugrade que gostei da serie zero em relação a X foi as fases metroidvania que foram passadas para a ZX, onde existe uma continuidade. Mas ainda sinto falta das velhas capsulas de upgrade =(

    • Guil Ribeiro

      Posso te garantir que joguei bastante os jogos da saga X (Megaman X foi um dos primeiros jogos que joguei na vida, e X6 foi o meu primeiro jogo do PS1), e não “puxei sardinha” pra história da série Zero, apenas falei que ela é levada um pouco mais a sério, basta olhar as cutscenes e diálogos dos jogos da série X, sem nostalgia nenhuma, pra perceber que elas são bem exageradas e com muitos clichês. Ainda assim, não quis comparar as duas em questão de qualidade, mas da maneira como são abordadas. E estranho você citar X5 como sendo o jogo problemático e X6 como o game bom, quando o consenso geral é exatamente o contrário.
      E em relação ao design, é coisa de gosto mesmo, eu realmente acho que aquele visual antigo não envelheceu muito bem, e acho que esse visual reflete melhor mesmo o lado humano dos reploids, mas aí se você prefere o design antigo ok também.
      Agora o que eu não entendo é essa de desgostar de um personagem por quê “a molecada” curte ele. Tem alguém aqui na equipe que tem exatamente o mesmo pensamento em relação ao personagem, e é algo que simplesmente não consigo compreender, como a preferência de alguém pode mudar a sua visão de um personagem.
      Mas obrigado por comentar!

    • André Alves

      A história da série X é um battle shonen pseudo dramático. Tem seus bons momentos, como X4 e X5, mas não é nenhum “Guerra e Paz” como alguns fãs querem pintar. Nesse sentido, a série Zero e superior a série X (ela é superior em vários outros também, mas deixa pra lá).

  • Rub.88

    Antes de qualquer coisa, estou jogando a versão do GBA. Estou gostando ate agora…

  • Bruno Jander

    Belo texto rs 😀

    Fui comprar o Megaman Zero no Virtual Console do Wii U e acabei me confundindo e comprando Megaman X. :/

    Uma vaia pra mim kkkk

  • Rodrigo Urashima

    Ótimo review Gui, como fã inconteste da série Mega Man sinto um aperto do coração por ignorar completamente os títulos para os portáteis, desde o GBA até o DS. Muito interessante a abordagem deste jogo, mas somente eu achei a história meio confusa?

    Nunca fui muito fã do Zero, sempre preferi o Mega velho de guerra, mas isto não me impedirá de aproveitá-lo no 3DS. Uma manobra muito arriscada dos desenvolvedores colocar o X como vilão, independente da justificativa, mas comentarei mais quando estiver com o jogo em mãos (este collection do ds é muito caro rs).

  • Cássio Gillian

    Game muito bom mesmo…
    Terminei a série várias vezes…

  • Pô, demorei uma eternidade pra ler o texto e comentar, mas cá estou eu. Engraçado que na época em que tive um GBA eu queria muito Mega Man Zero, achava legal pra caramba, mesmo não tendo muita experiência com a franquia Mega Man em si, principalmente a série X.
    Sempre fugi pelo fato dos cartuchos piratas zuarem a bateria e tal.
    Histórias particulares a parte, vamos pro texto. Primeiro de tudo, excelente review, Gui!
    A lição que aprendemos da história é: nunca deixem crianças de 9 anos copiar robôs.
    Enfim, me parece que este primeiro jogo meio que serviu de rascunho para os seguintes. Não em questão de qualidade, mas pelo que vc falou, tem uns 2 ou 3 pontos que a ideia surgiu neste jogo e aprimoraram pra ser interessantes apenas nos seguintes. Fico curioso pra tentar entender pq coisas assim acontecem. Aliás, ótima comparação com o primeiro Mega Man em questão de faltar lapidar e tal, é o que eu sinto do primeiro jogo da franquia clássica.
    Melhor de tudo foi saber que a coletânea de DS tem melhorias em relação aos jogos originais, não sabia disso e me incentivou a querer ter o cartuchinho. Resta saber se consigo encontrar por preço módico… kkkkkkkkkk
    Tenho bastante curiosidade, mas ainda preciso passar pela série X. Mas antes preciso passar tudo da clássica. Mas antes preciso de tempo. Bom, vai demorar… rs
    Novamente, ótimo texto!

    • André Alves

      As séries de Mega Man tem enredos independentes, mesmo que ligados por alguns pontos. Não é necessário jogar a séries clássicas e X para entender a série Zero. Apesar de jogar MMX ajudar a entender o baclground da série Zero, os jogos não demandam conhecimento prévio. Já a série clássica é bem pouco mencionada na série Zero.

      • Ah, imaginava que não precisaria, é mais questão de paranóia minha de querer seguir as coisas na ordem, saca? rs
        Mas valeu pelas infos! 😀

  • Emerson

    Cara que review espetacular. Joguei muito Megaman Zero no meu GBA (aquele primeiro modelo em que só era possível jogar em dias ensolarados kkk) e acabei viciando tanto que cheguei a terminar na dificuldade hard evoluindo todos os cyber-elfs, imaginem o farming loco que rolou para juntar tantos cristais….
    Sobre o review, concordo com tudo. O jogo é muito bom, dificuldade na medida e que lembra os primeiros jogos da série e uma história bem interessante. O que prejudica mesmo é a repetição de cenários (poderiam ter adicionados mais alguns) e o sistema de cyber-elfs que pode ser totalmente ignorado.
    A luta final é nada mais do que épica…..até deu vontade de jogar de novo.
    Parabéns mesmo SKA, o review ficou excelente com muita informação e muito bem escrito, destacando tanto os pontos positivos quanto os pontos negativos. Vou esperar ansiosamente pelos próximos, mesmo pq joguei muito pouco os outros jogos da série.
    Valeu.

  • Gledson Santana

    Que memorável. Tocou bem nas qualidades dos jogos e referências ótimas. São poucos jogos que vale a pena. Este define o motivo de tentar ter um gba.

  • Brancão

    3,5 merecido Ska,parabéns pelo review.
    Ficou cansativo demais quando eu joguei ficar indo e vindo e ”caçando” os próximos lugares para ir em seguida pela vilinha dos robozinhos hiper amiguinhos do Zero..bah,toma banho..pra não dizer outra coisa.
    Essa mania de querer inovar demais acaba se distanciando da fórmula que todos adoram uma hora,mas fazer oque,só podemos opinar infelizmente.
    Vlw .

  • Cassio X

    Discordo sobre o X8. Além de ser um ótimo jogo que ficou esquecido pelo fracasso que foi o X7, conseguiu dar um fôlego novo ao universo, saindo um pouco do dualismo Sigma/Willy que acompanhou a serie a partir do X2. Partindo da “terra arrada” que foi o X7, o X8 fez ate demais. O que faltou dar sequencia ao arco do X6 nas sequencias que nunca vieram.

  • Nightmare Zero

    NOSSA, cara. Meus parabens. Ótimo trabalho. Eu sou fã da de todas as sagas e universos do mundo do Megaman (sabemos que não é pouco rsrs)
    Eu li coisas que não sabia. Muito interesantes e legais. Muito obrigado.