Retro Review: Fire Emblem (GBA)


Olá novamente, meus caríssimos apreciadores da refinada arte dos RPGs clássicos! Aqui estou de volta, com uma vontade imensa de compartilhar mais uma página desse velho diário de um jogador de quinquilharias. Isso é, se me permitirem roubar mais um espacinho para falar desse troço insosso de RPG (sorte que é o que menos se fala por aqui).

Gostaria de deixar claro que não vou tratar somente de um jogo, mas de um ofício…  Como assim? Bom, sabe aquele jogo que você não só joga, mas faz mais que um compromisso: um pacto? Assim eu me senti com Fire Emblem.

Por muitos fãs, esse episódio é considerado o relicário de uma série de RPGs táticos que já conquistou os japoneses há bons 25 anos, e que pelo menos há 12 anos vem conquistando corações ocidentais com mais força.

Emblema de Fogo



Fire Emblem é uma série que carrega uma importância e contribuição de grande valor para o gênero RPG tático. Muito além disso, sabemos que desde o seu primeiro título, a Nintendo e a Intelligent Systems sempre trabalharam em parceria para lapidar e aperfeiçoar a série, de modo que até hoje, a qualidade dos jogos da franquia precede seus lançamentos. Claro, a sua popularidade sempre esteve muito abaixo dos medalhões da Nintendo; vide Mario, Pokémon, Super Smash Bros., The Legend of Zelda, Metroid, etc. Mas isso não é de estranhar, já que RPGs táticos sempre fizeram parte de um público elitizado de jogadores — doa a quem doer esse comentário.

Lançado em 2003 no Japão e já no mesmo ano no Ocidente, Fire Emblem: Blazing Sword (do original: Rekka no Ken) é o 7º jogo dessa série tradicional de RPGs táticos. Teve início lá em 1990 no Famicom, e desde então passou pelo Super Famicom, N64… Ah não, esse ficou de fora para variar… GBA, GameCube, Wii e agora segue carreira no 3DS. Apesar de ser o 2º título lançado para o GBA, trata-se do primeiro Fire Emblem que oficialmente deu as caras no Ocidente, após 13 longos anos de espera! (Essa molecada bunda mole de hoje não sabe o que é sofrer).

É reconhecido que o grande responsável por esse feito foi o jogo Super Smash Bros. Melee, lançado em 2001 para o GameCube, já que foi o primeiro título da série em que estrearam 2 personagens de Fire Emblem: Marth (o herói do 1º e 3º jogo da série) e Roy (o protagonista do 1º título de GBA). O resultado foi que esses caras ganharam uma notoriedade inesperada no mundo todo, e até quem nunca tinha ouvido falar de Fire Emblem começou a demonstrar interesse na franquia. Como resposta, o presente chegou quase 2 anos depois para o GBA — frete internacional, sabe como é –, mas a partir disso, apenas um Fire Emblem ficou restrito aos japoneses, lançado para o Nintendo DS em 2010, que não era exatamente um novo jogo, mas um remake do terceiro título da série, ou o primeiro de Super Famicom.

Bom, o tabuleiro está esperando…

A semente de uma jornada



Em tempos remotos no continente de Elibe, dragões e humanos coexistiram em perfeita paz. Essa harmonia perdurou por muitos anos. Mas os homens sempre provam que a ganância põe tudo a perder, e não foi diferente nessa utopia. Uma chacina sangrenta corrompeu o balanço e colocou tudo a perder. Em lados opostos, dragões e humanos batalharam em uma guerra bestial, que abalou todas as camadas da existência. Essa guerra foi conhecida como Esconjuração. Graças a oito poderosos heróis, os dragões foram derrotados e banidos de Elibe. A humanidade pode então reconstruir e expandir seus domínios através do continente, dividindo-o entre nações. O herói Hartmut estabeleceu-se no Leste e fundou Bern, famosa por seu poder militar. Sta. Elimine foi para o Oeste, e seu nome sagrado floresceu através dos artesãos de Etruria. O legado do cavalariço Hanon viveu através dos nômades das planícies de Sacae. A terra natal do cavaleiro Barigan é agora o lar dos renomados Cavaleiros de Ilia. A glória derradeira do furioso Durban foi criar um clã de guerreiros nas Ilhas Ocidentais. É dito que o sábio arcano Athos exilou-se nas terras áridas de Nabata. Os herdeiros do campeão Roland tornaram-se lordes da Liga Lyciana. Elibe pôde desfrutar de uma paz que perdurou por 980 anos…


Te salva e ainda serve sua comida. Vida boa, hein!O jogo tem início 979 anos após a lendária guerra da Esconjuração, quando uma jovem garota solitária encontra um estrategista (você) desfalecido nas planícies de Sacae. Logo após recuperado, ela lhe revela seu nome, Lyn, e diz pertencer à tribo Lorca. E só dá tempo para isso mesmo, já que bandidos começam a atacar o vilarejo logo em seguida. Eis a sua primeira aulinha do tutorial de 11 capítulos (ou 12 com a side quest) que fazem parte do Conto de Lyn… Sim, eu sei, um holy-mother-fucking-shit tutorial! Porém, garanto que não há arrependimento, pelo contrário, ele é bem divertido, já que além de fazer parte da história e ser totalmente jogável, é intuitivo e objetivo; é já dou um conselho de amigo: é fundamental para desbravadores de primeira viagem em Fire Emblem, uma vez que fornece muitas dicas que serão importantes no jogo todo. Bom, se depois disso tudo ainda não te convenci, saiba que não tem como pular mesmo caso o jogo nunca tenha sido jogado antes e vencido o episódio de Lyn, capiche? Obs.: Entende-se que me refiro ao método tradicional.

E tudo começa com um tutorial  Você e Lyn partem para a jornada

Durante os capítulos de Lyn já são apresentados personagens que nos acompanharão durante quase toda a jornada, como a dupla de cavaleiros Kent e Sain, a amazona Florina e seu pégaso, o arqueiro Wil, o guerreiro Dorcas, o mago Erk, a clériga Serra, o nômade Rath, o ladrão Matthew, os irmãos músicos Nils e Ninian, o monge Lucius e o general Wallace. Cada um desses personagens representa uma amostragem do variado leque de classes do jogo, assim, já é possível aprender sobre cada uma das habilidades fundamentais na batalhas, sejam elas de ataque ou de suporte.

Em busca da espada sagrada Mani Katti  O confronto final com Lundgren

Ao mesmo tempo que aprendemos o básico das táticas de batalha, ficamos por dentro de alguns pormenores da história e revelações sobre a origem e o destino da heroína. Portanto gradualmente, de simples bandidos que temos que lidar nas primeiras batalhas, acabamos nos envolvendo com tropas imperiais por trás de nosso primeiro grande vilão, o tio-avô fratricida de Lyn, general Lundgren (morra velho maldito!). Paralelamente, também temos o primeiro encontro com o sinistro grupo Black Fang, do qual ainda desconhecemos a verdadeira motivação. Assim que o assunto com Lundgren estiver finalizado, terminamos o Conto de Lyn ao mesmo tempo que o tutorial, e então podemos finalmente jogar a história central, guiada pelo protagonista de cabelos de fogo, Eliwood.

Um desaparecimento… Uma busca… Uma missão



…Mas quanto mais essa paz pode suportar até que suas fundações comecem a desfazer-se? No cerne da Liga Lyciana repousa Pherae, uma terra que desconheceu o conflito por muitas gerações, mas que agora encontra-se tocada por sombras de inquietação. Seu adorado e benevolente regente, Lorde Elbert, desapereceu misteriosamente… assim como vários de seus homens juramentados, cavaleiros leais que serviam ao seu lado. Um mês passou-se sem nenhuma notícia do marquês. Circulam rumores sobre sua morte. Contudo, o filho do marquês acredita que seu pai ainda vive, e jurou encontrá-lo. O filho do marquês de Pherae, Eliwood: Um jovem de cabelos vermelhos que um dia se tornará o melhor cavaleiro em toda Lycia. Sua longa jornada começa aqui.


Com a meta irrevogável de encontrar seu pai, Eliwood despede-se de sua mãe, a marquesa Eleanora, e deixa sua nobre morada em Pherae. Assim que a sua escolta parte para a jornada, é relatado que um grupo de bandidos se aproveita da situação para render um vilarejo local. Por coincidência, você está hospedado numa pousada do vilarejo nesse momento, e oferece seus serviços de estrategista para Eliwood. Graças a um evento em que vocês se conheceram quando estava a serviço de Lyn, Eliwood reconhece seu valor e pede sua parceria na primeira de muitas batalhas vindouras.

Eliwood já chega bem acompanhado  Língua de Cobra fazendo uma ponta em Fire Emblem

Hora da ação! Ao começar a batalha, você já percebe que Eliwood não veio para brincar, já que além do cavaleiro Lowen, ele já chega acompanhado do veterano Marcus, nada menos que um paladino promovido que, de início, pode lidar com um exército inteiro sozinho! De cara já ganhamos a ajuda de um velho conhecido que está de passagem, o furioso Dorcas, que junto com seu amigo Bartre já chegam descendo o machado em todo mundo. Também somos apresentados a Rebecca, filha do ancião do vilarejo e uma arqueira talentosa. Assim está composto nosso exército inicial.

Hector mostrando a fúria de seu machado  O reencontro de velhos amigos

Vencida a batalha, Eliwood segue rumo para Laus, fazendo uma parada em Santaruz para conseguir possíveis pistas sobre seu pai. Mas logo seu exército é surpreendido por um grupo de mercenários que quer a cabeça bonitinha de Eliwood para decoração. Só que eles chegaram um pouquinho tarde, porque vai entrar em cena o melhor amigo do ruivinho, Lorde Hector, o terceiro e último protagonista do jogo, mas o melhor e mais legal deles. Junto com ele vem o valoroso cavaleiro Oswin (que é um tanque por si só), além de retornarem o ladrão Matthew e a clériga Serra. Bom, com isso já temos o quadro inicial de heróis completo, e nesse ponto já estamos apresentados aos três protagonistas do jogo, que são:


Lyn: a jovem espadachim solitária de Sacae. Filha de Hassar, chefe da tribo Lorca, e Madelyn, filha do Lorde Hausen de Caelin, que foram assassinados por bandidos. É a verdadeira herdeira ao trono de Caelin, e a única que pode usar a espada sagrada Mani Katti. Suas principais motivações são vingar seus pais e reaver Caelin à sua glória passada. Em batalha, ela é a mais veloz e habilidosa dos três lordes. O problema é que sua carência de força e defesa acabam deixando ela para trás conforme a aventura progride. Por causa disso, eu acabei não demorando muito para deixar ela de lado, e juro que não é machismo!


Eliwood: herdeiro da nobre casa de Pherae. Filho de Lorde Elbert e Lady Eleanora. Seu objetivo inicial é encontrar seu pai desaparecido, mas assim que ele conhece o sinistro grupo Black Fang e suas maquinações, sua causa torna-se muito maior. É o esgrimista do jogo, o que significa que ele é o único que pode usar a rapieira (rapier), que lhe garante algumas vantagens. Em combate, é extremamente mediano em tudo, fato que é agravado pela sua promoção beeeeem tardia. O problema é que não dá para deixar ele de lado como fiz com a Lyn, uma pena.


Hector: sucessor da proeminente casa de Ostia, e amigo de infância de Eliwood. Seus pais foram vitimados por uma doença letal, o que tornou seu irmão mais velho, Uther, o atual regente de Ostia. Cansado da omissão da nobreza Lyciana em relação às atividades suspeitas de Darin, marquês de Laus; ele decide se juntar a seu amigo Eliwood em sua jornada. Hector é um lorde incomum, feroz em batalha e um verdadeiro selvagem com seu machado. Possui alta força, defesa e constituição, mas peca pela falta de velocidade. Se promovido no momento certo, pode se tornar uma máquina de guerra, uma vez que como guerreiro é de longe o melhor dos três lordes.


E com esses três protagonistas a história segue seu rumo. Como é típico das tramas de RPGs táticos, temos uma porrada de personagens, diálogos extensos, conflitos políticos, matança pra todo lado… Enfim, toda aquela parafernália que nos faz amar tanto esse gênero. Apesar de termos uma pitada de cada elemento em Fire Emblem, na construção geral o enredo é ameno e descomplicado. Os conflitos políticos iniciais logo são afunilados em torno do grupo Black Fang, e problemas ordinários ficam em segundo plano para focar em dragões, lendas, magia, destino e tudo aquilo que sabemos de histórias medievais. Tratando-se de um jogo classificado como “E” (Everyone) pela ESRB, não é de se esperar um jogo carregado de violência, temas fortes e uma história intrincada — não se esqueçam que o jogo tem o toque da Nintendo. O que posso dizer? Para um jogo de GBA onde já se espera algo mais casto, Fire Emblem pode ser bem previsível, mas não decepciona.

A arte da guerra



Athos, o sábio arcanoAh, o fascinante estilo RPG tático… Uma das melhores invenções desde que decidiram combinar amendoim com cerveja. Com Fire Emblem não é diferente, afinal, se você já jogou algum RPG tático, pode ter certeza que há muito dessa franquia clássica em cada jogo do gênero, já que ela foi umas das precursoras desse sistema — na verdade, a série que definiu o que temos hoje como referência.

De início o sistema parece simples: mover cada bonequinho do lado de outro bonequinho inimigo e atacar. Mas logo fica óbvio que fazer isso sem o mínimo de planejamento não parece uma boa ideia, e sabe por quê? Porque não é mesmo!

Sistema de armas:

A primeira lição a aprender é sobre os sistemas de Triângulo de Armas (Weapon Triangle) e Trindade de Magia (Trinity of Magic). Em resumo, existem 2 categorias de armas: físicas e mágicas. Para cada uma, há uma prioridade de ataque que deve ser obedecida, ou seja:

  • Armas físicas: Espada > Machado > Lança > Espada
  • Armas mágicas: Anima > Light > Dark > Anima

Tendo sempre em mente essa ordem para atacar qualquer oponente, a chance de ter êxito em um combate corpo-a-corpo aumenta consideravelmente. Mas isto é um RPG, e existem vários outros fatores a serem levados em conta. Há vários cálculos internos que determinam variáveis de ataque, defesa, dano crítico, acurácia, evasão, etc. Tudo claro, dependendo diretamente da classe, suporte e evolução do personagem, além da categoria e ranking da arma… Opa, mas o que raios é esse ranking da arma? Simples, cada vez que você utiliza uma arma, é somada uma experiência paralela chamada WEx (Weapon Experience) para a categoria da arma. Toda vez que adquire-se a WEx necessária, um novo rank será liberado. Sabendo-se disso, existem 6 ranks identificados por letras; do menor para o maior: “E”, “D”, “C”, “B”, “A” e por final “S”.

Suporte:

Tela de suportesTem uma palavrinha que mencionei aí em cima, mas não esqueci: “suporte”. O que vem a ser isso? Caso dois personagens fiquem próximos por um certo número de turnos, pontos de suporte serão adquiridos para cada turno; quando a soma desses pontos for suficiente, a opção “Support” é ativada no menu de batalha dos personagens. Usando essa opção, eles iniciarão uma conversa, e após isso ganharão um novo nível de suporte que também é classificado por letras, no caso: “C”, “B” e “A”. Para cada nível de suporte, serão somados bônus relativos às afinidades (Fire, Thunder, Wind, Ice, Dark, Light e Anima) de cada personagem, sendo que cada afinidade possui bônus diferentes. Bom, a tabela de suportes é imensa, mas depois o jogo quebra um galho e deixa você colar.

Terreno e clima:

Jamais menospreze a força da natureza! Outras variáveis a se considerar no campo de batalha — e que podem ser o céu ou o inferno a nosso favor — são o terreno e o clima.

  • Terreno: há dois tipos de terrenos: os naturais e as construções. Podemos nos de deparar com vários tipos de terrenos naturais em combate, como planícies, florestas, desertos, montanhas, mar, etc. Cada um deles possui bônus temporários que afetam a defesa e a evasão da unidade. Além disso, determinados terrenos podem causar algum efeito positivo ou negativo nas tropas. Por exemplo:
Tipo Bônus Efeito
Defesa + 1                     Evasão + 20 Reduz movimento das unidades
Cume Defesa + 2                     Evasão + 40 Acessível somente para brigands e classes voadoras

Já as construções são as pontes, casas, lojas, fortes, pilares, portas, etc. Assim como os terrenos naturais, elas podem causar bônus variados na unidade, mas também servem como elementos táticos na batalha, e ainda podem guardar eventos e segredos importantes. Por exemplo:

Tipo Bônus Efeito
Forte Defesa + 2                     Evasão + 20 Recupera 20% do HP por turno
Arena Evasão + 10 Evolui a unidade através de uma batalha por turno
  • Clima: basicamente chuva, neve e névoa. Na chuva e na neve, o movimento de cada unidade é reduzido para um quadrado por turno; por sorte esses capítulos são alternados por períodos de céu claro, senão seria um porre! Na névoa, a visão das tropas é limitada para 3 quadrados, mas isso pode ser contornado por tochas, bastões mágicos ou usando um ladrão, que não é afetado.
Promoções:

Agora vamos falar um pouco da cereja do bolo dos RPGs táticos: as promoções! Vai, confesse que é uma das coisas que você mais gosta também. Ora, por que não? Promoções são a melhor forma de nos sentirmos recompensados por todo o empenho e suor que colocamos naquele personagem que tanto gostamos. É como transformar um sapo em um… battletoad! (claro, se quiser pode beijar o sapo e ficar com o príncipe, sem preconceito). Marca registrada da série Fire Emblem, as promoções são a única forma de você extrair o máximo do seu guerreiro, mas diferente de muitos RPGs em que elas ocorrem automaticamente, aqui temos 2 regras principais a obedecer:

  1. Seu guerreiro precisa ter alcançado no mínimo o nível 10 para ser elegível a uma promoção.  O problema é que se você for apressadinho, vai comer crú! Por quê? Simples, cada classe tem um total de 20 níveis, sendo assim, se você aprovar o personagem abaixo do nível máximo, ele vai perder todos os bônus que poderia ganhar antes da promoção. Então fica a dica, não tenha pressa e evolua seus personagens até o nível 20 antes de promover, assim você vai tirar o máximo de proveito deles. Obs.: Se for um problema, as arenas existem para isso.
  2. É necessário um artefato de promoção que varia para cada classe. Por exemplo: um Knight Crest serve somente para cavaleiros, assim como um Guiding Ring é exclusivo para magos; mas existe o Earth Seal que serve para quase todos, e também o Heaven Seal, o único que pode promover lordes — a única exceção é o caso de Eliwood, mas aí eu já soltaria um spoiler e você xingaria minha mãe. Esses artefatos normalmente podem ser obtidos em baús, ou matando/roubando inimigos; mas quando digo “normalmente”, é porque existem outras formas… hmm, secretas.
Recrutamentos:

Pent, o mago definitivo do seu exércitoOutro fator muito importante para aumentar seu poder militar, claro, são os recrutamentos. Em Fire Emblem, eles acontecem de 3 formas: automaticamente, visitando residências ou conversando com um NPC ou inimigo. Essa última forma é a que se deve ficar mais atento, pois certos personagens só podem ser recrutados conversando-se com outros personagens específicos, e às vezes isso não é tão moleza, já que ser for um NPC, você provavelmente terá que protegê-lo antes que ele seja morto pelo oponente; já se for um inimigo, não poderá matá-lo. No total são 44 personagens, e claro que você não vai usar todos, mas garanto que é um desafio divertido conseguir o máximo de personagens possível. Agora fica outra dica: é possível conseguir alguns personagens já promovidos através de recrutamento, mas raramente eles são melhores que os personagens que você promoveu no nível ideal.

Batalhas:

Ufa, depois de guardar tudo isso na cabeça, o negócio é relaxar e… brigar! Mas claro, não antes de se preparar. No menu de preparações que precede cada batalha, podemos selecionar e posicionar nossas tropas, fazer trocas e consultas como a um vidente (nem sempre útil, mas é baratinho), de suportes entre as unidades, além dos rankings como tático. Esse último é classificado em 5 quesitos: táticas, sobrevivência, fundos, experiência e combate. Na verdade isso não influencia em nada no jogo, sendo só uma forma de saber se o seu é maior que o do vizinho (estou falando de rankings). Particularmente, é só um extra bobinho que não acho muito válido para um RPG tático, uma vez que a beleza do estilo é o fato de cada jogador ter a liberdade de definir suas próprias metas; e rankings só comparam metas predefinidas, como se todos jogassem da mesma forma.

A névoa pode ser um problema sem um ladrão  Rotas alternativas podem ser a chave do sucesso

Uma marca de Fire Emblem é nos desafiar de maneiras diferentes, evitando a mesmice em que tantos RPG táticos caem. A fórmula é simples: nem sempre derrotar o inimigo é sinônimo de vencer. Cada capítulo terá um objetivo diferente; em alguns, a palavra de ordem é defender, não atacar; em outros, a engenharia social é mais importante do que a força bruta. A questão é que, tendo paciência e pensando bem antes de simplesmente atacar, você pode conseguir aliados, itens e segredos importantes. Além disso, as side quests só serão desbloqueadas atingindo certos objetivos em campanha, e isso vai desde conversar ou proteger algum personagem, até não matar alguém que você viu como ameaça, mas que pode ser justamente o oposto. E sim, as side quests são essenciais caso você queira evitar dificuldades mais à frente, já que elas contém alguns dos melhores armamentos, itens e personagens do jogo. Claro, elas costumam ser bem mais difíceis do que os capítulos normais, mas digo que é um esforço que vale à pena.

Conclusão:

O sistema reaproveitou quase tudo que já havia dado as caras no seu precursor. Algumas diferenças foram a abolição de conceitos como “Trial Maps” (cenários extras após vencer o jogo) e personagens desbloqueáveis; por outro lado, introduziram as 3 histórias paralelas de cada lorde: Lyn, Eliwood e Hector. Também foi o primeiro jogo da série que colocou o jogador no papel único de estrategista, ao invés de assumirmos que somos o herói — sim, sou um cara nerd e sem graça, assim é a realidade. De resto é aquela fórmula tradicional da série: os capítulos abrem com um mapa mostrando a movimentação (automática) do seu exército; há uma cena de conversa; depois vem a preparação para a batalha; em seguida o pau come solto; finalizando o capítulo temos outra cena de conversa. Todos os capítulos seguem essa ordem.

Tem até batalhas em alto mar com piratinhas  Quem não deve não teme

Vale mencionar que, um encanto de Fire Emblem é o fato de ser altamente configurável. Ah, se todos os RPGs seguissem esse exemplo! Em miúdos: você não quer ver animações nas batalhas? Então não verá. Você não gosta de ter números e textos pipocando para todo lado? Então não terá. Você não tem tempo a perder e quer que o jogo seja mais rápido? Então ele será. Você é o chefe, você é quem manda, e pode deixar o jogo do jeito que bem entender. Isso poupa tanto tempo e stress, e é algo tão importante — e ainda negligenciado por muitos jogos –, que só tenho uma forma de agradecer: Intelligent Systems, obrigado por pensar em mim.

Se é assim...  Calma e planejamento, a arte de Fire Emblem

No papel de um RPG tático para o GBA, considero o sistema e a jogabilidade bem sólidos e intuitivos. Ninguém terá dificuldade mesmo jogando pela primeira vez, já que tudo é demonstrado progressivamente e na prática, sem à necessidade de simulações. Se as táticas forem planejadas com paciência e sabedoria, o jogo realmente não é difícil. Algumas queixas são direcionadas ao fato das mortes definitivas dos personagens, e a maior frustração fica por conta de começar o capítulo de novo, ou seguir em frente e encarar a perda. Mas sabem como é, a vida é assim; e como já dizia o sábio Dolph Lundgren: – “Se morrer, morreu”.

Pequenos pixels, grandes detalhes



Graficamente, o jogo continuou seguindo os mesmos moldes de seu antecessor, Fire Emblem: The Binding Blade, com aparentemente pouquíssima ou nenhuma diferença. Inclusive, muitos sprites, tiles e cenários foram reaproveitados sem nenhum retoque. Na realidade, se pegarmos como modelo Fire Emblem: Thracia 776, o último jogo da série para o Super Famicom, percebemos que no GBA os gráficos foram repaginados de uma forma mais inocente: personagens ganharam aspectos mais caricatos; sprites ficaram maiores em relação aos cenários; cores ganharam tons mais claros e fortes; e por ter menos texturas, tudo ficou com uma aspecto mais “limpo”, porém, menos detalhado. Apesar de muitos fãs não gostarem da roupagem mais “infantil” da série no GBA, todos sabem que esse tipo de tratamento sempre foi comum nos portáteis, não sendo um caso exclusivo da série Fire Emblem. Particularmente, a arte do GBA também tem seu charme, cheia de traços, cores e animações que impressionam pelo capricho, com toda aquela ação que não fica devendo em nada a bons desenhos japoneses. Duvida? Então veja essas animações!

Ant2 de 6Prox

Ant2 de 6Prox

Sobre Sir Kao - Ex Membro

Veterano da Terceira Guerra Mundial de Consoles, enlouqueceu e passou a viver recluso em um abrigo subterrâneo, de onde faz análises de RPGs remotos utilizados em treinamentos militares.
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  • Adriel Muniz

    O melhor review sobre um dos melhores jogos que eu já joguei na minha vida!
    Sir Kao, já tentei por inúmeras formas fazer meus amigos jogarem Fire Emblem, ou até mesmo ler sobre a série para ver se criavam interesse, mas eu sempre me deparava com artigos sem graça ou confusos, mas desta fez não tem desculpa, seu artigo foi perfeito! Ouso dizer que nem eu (que sou um fã ávido da série) faria melhor!

    Fire Emblem (ou Fire Emblem 7 para os mais chegados) é um dos melhores games da franquia, rivalizando com a série Telius (Radiant Dawn e Path of Radiance) e Genealogy of the Holy War.

    Eu não vou falar muita coisa, senão acabaria escrevendo outro artigo aqui na área de comentários (falo sério), mas fico extremamente feliz por ver um, post extremamente cuidadoso e bem arquitetado sobre Fire Emblem por aqui.

    Só para ter uma ideia do meu amor por Fire Emblem, quando eu estava na faculdade e não tinha emprego fixo, consegui reunir uma quantia suficiente para comprar um console da “nova (atualmente velha) geração” e minha preferência seria um PS3, afinal, sou um fighting gamer assumido e estou sempre perambulando pelos dojos da vida (real e virtual). Como eu ia dizendo, estava pronto para comprar um PS3 usado de um amigo por um preço que eu teria condições de pagar, até que eu soube do FE Radiant Dawn do Wii… Bom, tenho meu Wii a bastante tempo!

    Enfim, queria novamente lhe agradecer Sir Kao, por este post que é o melhor presente que um fã de Fire Emblem pode ter (ler).

    • Sir Kao

      Opa Adriel. Rapaz, esse tipo de comentário vindo de outro grande apreciador de Fire Emblem… fico realmente sem palavras. Já compensa todo o meu trabalho.

      Fire Emblem é uma série que ainda quero explorar a fundo, já que esse foi o primeiro título que pude experimentar, e olha, me surpreendeu muito acima do que eu imaginava. Futuramente eu pretendo redigir mais textos sobre a série, e espero que continuemos trocando figurinhas.

      Poxa, muito legal a sua história. Eu sou suspeito para falar, mas posso dizer que você fez a melhor escolha possível, sem dúvida! Eu mesmo estou pensando seriamente em comprar um 3DS em um futuro próximo (espero), justamente para jogar o Awakening e já ficar preparado para o Fates, que está me fazendo roer os dedos de expectativa.

      Muito obrigado Adriel. O seu comentário foi igualmente um presente para mim. Eu sei que não é nada fácil agradar um verdadeiro fã de Fire Emblem. 😉

  • Rokuman Senpai

    Caro amigo Taciturno,

    Enorme é a felicidade que sinto ao ver que o seu lado de nossa troca já deu uma desenvolvida maravilhosa. Que belo Review detalhado, dá muita vontade de jogar… Eu já terminei o de Cube, o de WII e quase terminei o Gaiden de Famicom. Parabéns mesmo! Espero um dia ver você falando do Tales of Symphonia!

    Eu cheguei no Kefka do FFIII mas vou jogar de novo, quero deixar todos os personagens bem fortes de ataque e magia…

    Forte abraço, e mais uma vez, parabéns!

    • Sir Kao

      Grande Senpai, é uma honra tê-lo por aqui. =)

      Posso afirmar que nossa troca foi muito bem sucedida! Finalmente me iniciei em Fire Emblem do jeito que eu queria. Espera que ainda vou chegar no seu nível hein, daí podemos bater uns papos bem mais enérgicos sobre os jogos da série. Ah sim, Tales está guardadinho aqui, esperando para ser deflorado!

      Sabe o que eu digo? Faça isso. FFIII é um jogo que deve-se apreciar sem moderação. E quando terminar a jornada, o senhor está intimimado a deixar um review desse clássico aqui, hein. Eu com certeza ia gostar muito.

      Abração e valeu Senpai!

  • Gabriel Andrade

    Fire Emblem me lembra a época na qual me iniciei em RPGs táticos. Começou com Vandal Hearts no Play 1. Depois joguei o Final Fantasy Tactics de GBA, via emulador, um jogo que apreciei muito, exceto pelo vagabundo do juiz. Foi aí que peguei gosto pela coisa e fui procurar outros jogos semelhantes. Joguei o Fire Emblem e depois o meu favorito: Tactics Ogre Advanced. Gostei muito dele, fiquei muito ligado no jogo, na história, nos personagens, talvez meu jogo favorito dentre todos que joguei. Com ele, descobri o Ogre Battle 64, pra N64, um RPG que estou zerando de novo e que não conheço alguns parecidos com ele. Particularmente, acho bastante FODA. Ainda joguei o Advanced Wars, que lembra um pouco, mas não sei se é um RPG tático propriamente dito.

    Aliás, belo review, muito melhor que umas coisas mal traduzidas que achamos por aí. Parabéns! Devo me iniciar no de 3DS algum dia.

    • Sir Kao

      Opa, mas vejo que você já é um jogador experiente de RPGs táticos, bem-vindo ao time. =)

      Eu também tenho a mesma frustração com FFTA, puxa vida, o jogo podia ter sido TÃO melhor sem os malditos juízes, não é? Ah sim, sou muito fã da série Ogre. O Tactics Ogre só venci o primeiro de Super Famicom, o de GBA ainda quero muito jogar. Tive a felicidade de ganhar um Ogre Battle 64 de presente do Sabat, gostei muito e venci (aguarde um review!). O Advance Wars já se encaixa mais em estratégia pura, sem elementos de RPG, mas é um excelente jogo.

      Você que é um apreciador do gênero, caso ainda não conheça, uma outra série que gosto muito é Langrisser. O primeiro jogo foi lançado como Warsong para Mega Drive, em inglês. Eu joguei muito o Der Langrisser de Super Famicom, um jogo fantástico, você pode até ser um vilão se quiser.

      Valeu Gabriel! Apareça sempre. 😉

      • Gabriel Andrade

        Opa, valeu a dica. Com certeza vou dar uma procurada.

        Sobre o FFTA, realmente, um PUTA jogo que limita bastante as batalhas por conta do juiz. Eu tinha que ficar movimentando de um lado pro outro sem fazer nada para cair num dia de proibição irrelevantes.

        Quanto a série Ogre, achei o GBA o melhor, apesar de ter uma jogabilidade bastante diferente do Ogre Battle 64, mais próximo dos RPGs táticos convencionais.

        Sobre o Fire Emblem que esqueci de falar um detalhe. No GBA, os RPGs táticos tem aquela visão meio 3d como tradicional. O FE aposta no 2D, mas com uma animação na hora dos golpes. Isso pra mim é o melhor. Enquanto no 3D o golpe era limitado a uma pequena espada ou afins e só dava pra dar uma caprichada nas magias, o 2D já dava pra fazer uma animações muitos legais com diversos golpes. Era o que mais chamava a atenção no jogo.

  • Kao, não sei se você seria um bom vendedor, mas seus reviews convencem qualquer um. Não apenas porque trazem jogos interessantes, mas porque são muito bem feitos.
    Está novamente de parabéns. Bela matéria, super completa e instigadora!

    • Sir Kao

      Opa Jeff. Hahaha… Eu seria um péssimo vendedor, isso sim! Vender RPG é pedir pra passar fome. =P

      Valeu mesmo. Não é todo mundo que tem saco de ler meus reviews, tanto pelos jogos que falo quanto pelo tamanho deles. Mas eu gosto, fazer o quê? Vão ter que me aguentar!

  • Leo Souza

    Muito Bom!!!

    Ainda desejo jogar essa grande franquia futuramente o/

    Sir Kao, fiquei bem triste quando fui tentar entrar no seu site no dia seguinte anos atrás e você tinha desativado, conheci tantos bons jogo, o site era rico em conteúdo que deixaria qualquer outro site retro com uma inveja imensa. Eu realmente ti agradeço por aquele site, li todas as suas matérias.
    De qualquer forma, é muito legal você estar aqui de uma hora ou outra.

    • Sir Kao

      Grande Leo, meu chará (vão pensar que estou fazendo jabá pra mim mesmo). =P

      Lá vai um desabafo: sabe que foi uma das decisões mais tristes que tomei na minha vida? Eu gostava muito do Retro Fantasy, muito mesmo. Foi uma janela para eu contar minhas experiências e conhecer pessoas incríveis — algumas guardo amizade até hoje. Eu fico muito feliz quando ainda recebo comentários de camaradas como você, que lembram de como coloquei empenho naquele sonho.

      Valeu! Espero continuar te vendo por aqui. 😉

      • Leo Souza

        Fico imaginando o qual triste foi essa decisão, se eu fiquei desse jeito, imagino você. O site ficou um mês nos favoritos, tentava acessá-lo todo santo dia, até tentei ver se a google tinha salvo o cache do site para poder salvar algumas matérias, mas… :/ sem sucesso!

        Eu realmente ti agradeço, sério, conheci maravilhosos jogos naquele site, dos vários que joguei foram os que você recomendava.

        Até hoje não encontrei nenhum redator como você! Você é um contador de história, tem carinho pelo que faz, todos os seus artigos são bem completos, informações precisas para que nós meros humanos possa se interessar pelo jogo. hehe

        • Sir Kao

          Que isso rapaz, assim fico encabulado! 😉

          Você não sabe como é importante receber esse tipo de retorno. Fico muito agradecido por saber que existem camaradas como você, que dão valor de verdade ao meu trabalho. Esse é o verdadeiro combustível para continuarmos escrevendo nesses tempos de “redatores magros”.

          Mais uma vez obrigado!

  • Caramba, hein mano? Pq vc fez isso? Agora eu quero jogar este jogo!
    Portátil + S-RPG = Cadu paranóico por meses!
    Somando com amendoim e cerveja, a coisa fica ainda melhor…
    Obrigado, Senhor Sir Mr Kao, já não basta este ano eu ter estourado o relógio de Final Fantasy Tactics pela nona vez na vida (isso pq ando sem tempo pra jogar)… kkkkkkkkkkkk
    Cara, que post espetacular! Muito rico de informações e sem ficar chato, cheio de humor. Curti muito, parabéns!
    Só se prepara pro tamanho do comentário (que vc já viu, mas eu ainda não escrevi e eu sei que vai ficar grande pela quantidade de anotações que fiz… ninguém mandou fazer texto bom sobre jogo aparentemente bom).
    Cara, RPG Tático é coisa de nicho mesmo, infelizmente. Mas não sei se entendi bem o lance de elitizado.
    Sobre primeira batalha tutorial, clichê. Contra bandidos/ladrões? Clichê também! Agora primeira batalha divertida? Isso pra mim é novidade… normalmente os tutoriais são tão massantes!
    Gostei do que descreveu sobre sistema de combate e tudo mais, não tem nada de raso nesse jogo. Jogo assim acaba acontecendo de vc terminar sem entender como funcionam algumas coisas (por exemplo, nunca quis saber pra que diabos servem os signos no FFT… kkkkk).
    Muito, muito bom o lance de configurar nos mínimos detalhes. Novamente citando meu jogo favorito, se eu pudesse desativar aquelas Summons lentas… efeitos visuais e o caramba… caaaaaaaara esse jogo seria ainda melhor! Gostei de saber que o Emblema Bêbado tem isso!
    Sobre as mortes, OK, entendi que são permanentes. Mas fiquei com uma dúvida: tem jeito de salvar alguém da morte durante a batalha ou caiu já era? Tipo Phoenix Down ou something like.
    Batalhas e chefes mais fáceis no ocidente? Mancada! Vou ter que aprender japonês?
    Pra fechar: “Pequenos pixels, grandes detalhes”! Eu ri alto disso! kkkkkkkkkkkkk
    Excelente post Kao!
    Que venham mais RPGs e RPGs Táticos aqui! o/

    • Sir Kao

      Fiz isso porque sou cruel! Não percebeu ainda? =P

      Agora você pode parar um pouco com a rotina de FFT e dar uma change para FE. Garanto que não vai se arrepender.

      Ah sim, é uma opinião pessoal, mas quando digo “jogadores elitizados”, me refiro aos jogadores que saíram da zona de jogos casuais e adquiriram um gosto mais analítico e apurado. É só comparar os resultados de popularidade e vendas da série Fire Emblem com outras franquias da Nintendo; ou mesmo o motivo da série ter ficado restrista aos japoneses por tantos anos. Poxa, daria uma boa matéria sobre isso, né?

      Pois é, FE é muito mais complexo do que imaginava. É uma locura se você quiser entender todas as fórmulas e cálculos malucos por trás de cada decisão que tomamos. É um prato cheio pra perfeccionistas, mas é perfeitamente possível de vencer o jogo sem se preocupar com tudo isso.

      Quanto as mortes, é cruel mesmo, o jogo não te dá chance nenhuma, se seu HP chegar a zero, é morte morrida e não existe nada para trazer seu bonequinho de volta, a não ser começar o capítulo tudo de novo. Não adianta nem tentar resetar, pois o jogo salva a cada ação realizada. Rapaz… em alguns momentos quase tive um infarto agudo do miocárdio por causa disso.

      Opa, eu tenho muito vontade de falar sobre outros RPGs táticos aqui. Inclusive alguns bem menos conhecidos. Quem sabe?

      Valeu Cadu!

      • Ahhh entendi quanto à elite, infelizmente sou obrigado a concordar pq é um fato. Queria que não fosse, é um gênero ótimo pra pensar, conhecer boas histórias e ser surpreendido por estratégias (as vezes até as próprias).
        Uma pena que apertar botão e obrigatoriamente algo acontecer na tela seja mais popular. Mas é a vida…
        Aliás, esse lance de morte morrida pra valer sem volta e definitivamente pra sempre me deixou ainda mais curioso, consigo imaginar os mini ataques do coração ao ver um HP zerando, ainda mais se tudo corria bem na batalha. Pelo menos motiva a jogá-la de novo, sempre bom isso!
        Valeu!

  • Ivo

    Mais um super review do Kao! Digo que se tivéssemos na época da SuperGamePower, Ação Games, Vídeo Game e tantas outras revistas legais, você entraria com essa matéria na capa =) Nunca joguei Fire Emblem e sei que isso é um pecado, mas conheço o game por fotos, leituras e cia. O que agrada muito além de tudo que isso que disse nesse super review é o traço. Sabe aquele jogo que tem um traço muito legal e não parece que envelhece? Eu acho esses Fire Emblem´s que mostrou, assim! Queria saber se algumas dessas versões que você mostrou tem tradução para português? De resto, novamente parabéns pelo review Kao, fantástico e mesmo para que nunca jogou…. a intenção de jogar ele após o seu review é CERTA!

    • Sir Kao

      Grande Ivo! Poxa, agradeço mesmo, apesar de não achar que estou com toda essa pompa, hahaha… Mas confesso que me essas revistas tiveram grande influência para eu gostar de escrever sobre jogos (mesmo não ganhando um tostão). =)

      Que isso, pecado maior foi o meu, que só falo de RPGs e nunca tinha jogado nenhum Fire Emblem, esse foi meu primeiro e ainda o único que joguei.

      Eu concordo com a questão de não envelhecer. Acho que os jogos de GBA, ainda mais os da Nintendo, tem essa particularidade, é um capricho na arte 2D que deixa qualquer um de queixo caído. Inclusive, arrisco dizer que acho mais elegante os FE’s de GBA do que os novos.

      Infelizmente acho que não existe nenhuma tradução. Fire Emblem não deve ser uma tarefa nada fácil para traduzir, já que é um jogo com uma quantidade imensa de textos. Bom, quem sabe algum dia aparece um corajoso.

      Valeu Ivo! Apareça sempre. 😉

  • Gle Sasao

    Por isso que sempre digo, o GBA foi o melhor SUPER NINTENDO lançado!!!

    • Adriel Muniz

      Concordo! Também tenho a impressão de que o GBA é o sucessor espiritual do SNES, ou o SNES de bolso.

  • Felipe Mitterofhe

    Fala Sir Kao, belo review, e de um dos melhores jogos q tive o prazer de zerar. Já conhecia a série Fire Emblem (somente de nome) por emulação no Super Nintendo, mas nunca fui muito a fundo, pois a tradução está horrível, e até hoje, infelizmente.

    Meu primeiro Fire Emblem e o responsável por me fazer apaixonar pela série foi este, “Blazing Sword”. É o tipo de jogo que vc simplesmente não consegue mais parar de jogar e depois ainda fica pesquisando mais informações sobre ele rsrs.

    Sou um grande fã de RPGs (principalmente dos táticos), e apesar de gostar muito de Fire Emblem, ainda prefiro a série Shining Force (na verdade, é a minha franquia favorita de games), uma pena estar parada a tanto tempo por causa da nossa querida Sega.

    Meu Fire Emblem favorito é o remake do Nintendo DS, apesar de ter o Blazing Sword um carinho muito especial.

    Ainda não joguei o Awakening, por não ter o 3DS, mas assim que comprar, vai ser o primeiro jogo que vou investir com certeza.

    Abraços e continue com os seus ótimos reviews de RPGs. E fica a dica, faça um da série Shining Force rsrs.

    • Sir Kao

      Opa Felipe, muito grato! Eu joguei pouca coisa dos FE de SNES, mas eu sei que o único que está totalmente traduzido é o FE3 (Mystery of the Emblem). É uma pena mesmo, mas eu entendo que não deve ser nada fácil traduzir esses jogos, são muitos textos e a compressão deve ser osso duro de roer.

      Você me lembrou de outro pecado meu, que foi nunca ter dado muita atenção a Shining Force. Talvez o motivo principal foi que o Mega Drive praticamente passou em branco na minha vida, já que nunca tive um e joguei pouca coisa na casa de amigos. Eu ainda quero reaver essa lacuna e dedicar um texto sobre ele futuramente. É uma ótima ideia. 😉

      Olha, já estou paquerando um 3DS faz tempo viu, e tanto o Awakening quanto o Fates estão na minha mira. Quem sabe podemos trocar umas figurinhas sobre eles daqui algum tempo.

      Grande abraço!

  • Dan Santos

    Esse artigo parece aqueles especiais de revistas de jogos kkk Muito bom!
    Joguei Fire Emblem em 2001, era o Genealogy of Holy War (Seisen no Keifu), todo em japa…Eu nem sabia o que tava acontecendo no enredo, mas aquele sistema tático era bem maneiro.

    De 2001 pra cá zerei todos os jogos da franquia, lembro que quando o Blazing Sword foi lançado foi uma felicidade sem tamanho, ficava o dia todo jogando, é um dos melhores da franquia, na minha lista talvez ocupe a 3º posição.
    Além da jogabilidade em si que é o grande diferencial da franquia, a história do Blazing é muito boa, destaco a relação do Jaffar e da Nino.

    Quando tiver um tempinho jogue o Genealogy of Holy War do snes, pra mim é o melhor de todos!
    Parabéns, continue com os excelentes reviews.

    • Sir Kao

      Opa Dan, sério mesmo? Poxa, muito grato pelo apreço. =)

      Essa de jogar em japonês também já fiz muito viu, hahaha… A primeira vez que venci FFT foi em japonês. Não faria algo assim de novo, mas eu era jovem e, assim como você, acabei me apaixonando pelo sistema. Malditos RPGs táticos viciantes, não?

      Caramba, você é um veterano mesmo da série. Eu precisava me redimir e jogar outros jogos da franquia, acho que perdi muita coisa. Mas é bom saber que FE7 está entre os seus prediletos, já posso dizer que comecei com uma boa escolha.

      Valeu pela dica, esse aí com certeza está na lista de prioridades da série. Espero falar de mais FEs futuramente, quem sabe esse não pode ser o próximo? 😉

  • Felipe Milhomem

    Excelente review!! Até veio a vontade de jogar Fire Emblem novamente. Só joguei esse da saga, mas espero ainda zerar mais alguns.