RetroReview Especial: The Dark Side of the SNES #03- Congo’s Caper


Sinceramente, não consigo me lembrar os motivos que me fizeram alugar esse jogo na querida e finada locadora Look Game, mas certamente, eles se converteram em divertidíssimos momentos que até hoje são carinhosamente lembrados, e estão bem guardados em minha grandiosa mente gamística. O título me leva para a parte dos anos 90, em que eu levava o meu Super Nintendo pra onde quer que eu fosse, seja para a casa da vovó, casa da madrinha, casa dos amigos, enfim… Muitas lembranças fantásticas! E são essas lembranças de jogos como Battletoads & Double Dragon, Super Mario World, The Jetsons, e finalmente Congo’s Caper, que nostalgicamente me trazem de volta os bons tempos de “Super Nintendo Caixeiro Viajante”. E é hoje com grande prazer que me recordo dessas lembranças aqui no Retroplayers!

O jogo é da Data East, produtora que me proporcionou o prazer de jogar títulos como Side Pocket, Bad Dudes vs Dragon Ninja, B-Wings, Joe & Mac (opa!), e o meu favorito que é um clássico obscuro do Mega Drive, Two Crude Dudes. Depois da tela com o logo da produtora e uma pequena apresentação do personagem em quatro rápidos slides nos quatro cantos da tela, somos levados a tela de título, onde temos as opções de 1 ou 2 jogadores, password e option. Para falar a verdade, achei super desnecessário fazer com que esse jogo fosse para 2 jogadores… Não é simultâneo e muito menos cooperativo, trata-se daquele esquema antigo tipo Super Mario que quando o Player 1 morre, é a vez do Player 2. Pelo menos no Mario tinha o Luigi né… Aqui não: em Congo’s Caper o protagonista é um só, então o segundo player é apenas uma cópia.

Na tela de opções é possível apenas configurar os controles para os botões de ataque e pulo e o som do jogo para Stereo ou Mono. As passwords levam aos mundos já passados pelo jogador, os ícones possuem o formato de personagens e itens do game.

Ao apertar Start tanto nas opções de 1 quanto 2 players, diretamente aparece uma introdução, onde duas pedras mágicas avermelhadas caem do céu em contato direto com dois de seis macaquinhos que estavam em uma floresta. Esses macaquinhos se transformam em seres meio que humanos, com cauda de macaco (humano com rabo de macaco… Goku?), sendo um do sexo masculino e outro do sexo feminino. Após a transformação, os outros macaquinhos se afastam espantados. O tempo fecha, com um trovão anunciando a imensa escuridão que logo chegou. Eis que aparece nada mais, nada menos que o capeta em pessoa, que dá uma super tridentada sem dó no carinha, fazendo ele se transformar em macaquinho novamente, e logo em seguida rapta a menininha, fugindo voando com ela. Nesse mesmo instante, outra pedra mágica avermelhada cai do céu, fazendo o macaquinho retornar a ser meio humano. Esse macaquinho é você, jogador retroaventuriano, que controlará Congo na jornada para salvar sua namorada Congette raptada pelo demo.

Terminando a introdução, é apresentada na tela a sua pontuação, se você é o Player 1 ou 2, e um mapa com 4 fases, sendo que a que estiver piscando em vermelho é a qual o jogador irá se aventurar no momento. No último ponto do mapa, você terá que obviamente enfrentar um chefe ou líder (oi Sabat? XD). Ao terminar cada um dos mapas, você receberá um password para poder continuar o jogo de onde parou.

Eis que o jogo começa e aí está você na primeira fase dele. Na parte de cima da tela podemos verificar todas as informações necessárias para a sobrevivência do jogador, que vou agora detalhar tudo: do lado esquerdo temos uma carinha do Congo indicando a quantidade de vidas que o jogador possui e três marcadores em azul, que logo explicarei sua função; No meio da tela temos o Slot com três quadradinhos brancos, isso é um jogo de sorte que pode dar pontos, vidas e outros itens durante a aquisição de um item quadrado azul que fará uma espécie de roleta nos quadrados dos Slots; no lado direito temos a pontuação e a quantidade de diamantes amarelos adquiridos, sendo que da mesma maneira que o Mario pegando 100 moedas, o Sonic 100 anéis, Congo pegando 100 diamantes ganhará uma vida extra.Vamos aos comandos de jogo: os botões A e B pulam, X e Y ataca com a clava, lembrando que se pode acertar os inimigos que voam pulando e dando clavadas para cima, e o direcional para esquerda e direita movimentam o personagem. Apertando para baixo Congo se abaixa, sendo possível executar ataques enquanto se está abaixado. Ao segurar o botão L ou R enquanto anda, nosso herói correrá, um comando muito útil e meio que escondido, já que não aparece esses botões no options para serem configurados… bem estranho isso. Finalmente o salto mortal cambalhota: pule segurando o direcional para cima, e isso faz o personagem realizar um salto mais alto que pode servir de ataque aos inimigos na maioria das vezes. Na maioria, pois dependendo do ângulo que o salto/golpe é aplicado, ele pode falhar e o inimigo pode causar dano em Goku… ops, Congo.

E agora que já falei das informações da tela e dos controles de jogo, me deixa explicar aqueles marcadores azuis que ficam em cima dos marcadores de vida: existem várias esferas vermelhas espalhadas nas fases do game, e recolhê-las é o que enche esse marcador. Pegando três delas, o personagem realizará uma super transformação a lá Super Sayajin (bem que essa história de macaco e meio humano com cauda estava bem familiar, Goku que o diga). Só existem vantagens para esse modo e vou tentar me lembrar de detalhar todas: o personagem fica mais rápido; ele pode levar três pancadas antes de voltar à forma comum, sendo que enquanto estiver transformado pode pegar esferas vermelhas para recuperar o marcador que as acumula; é extremamente útil chegar transformado nos chefes, pois os saltos cambalhotas fazem você praticamente bater um papo com Deus lá no céu; e uma coisa super legal é que se você já estiver com o marcador no máximo, cada esfera vermelha que pegar a mais lhe dará uma vida extra! Dá pra acumular mais de 8mil vidas!! Maldito Kakaroto… ops, Goku… ops, Congo!!

Também tem um comando extra só possível de ser executado quando transformado, que é flutuar: depois de executar um salto mortal cambalhota, fique apertando seguidamente o botão de pulo. É muito útil em fases com espinhos e outros empecilhos. O que não dá pra reclamar de maneira alguma nesse game é a Jogabilidade: todos os comandos saem livremente e respondem de imediato, e a forma Super Sayajin é um espetáculo a parte, fazendo o jogo ficar fantasticamente divertido.

Já na primeira fase encontramos uma boa variedade de inimigos como Homens das cavernas, pterodáctilos do mal (e até do bem: o seu amiguinho que muitas vezes o levará para fases bônus recheadas de itens para acumular muitas vidas), e um dinossaurinho metido a fortão no finalzinho da fase, só pra dar um ar de susto do que virá mais para frente. Também na primeira fase se você meio que ativar o “Sabat Exploration Mode”, encontrará itens e uma parte bem plataforma já com abismos do mal. Daqui já dá pra ter uma boa noção do gráfico do jogo, que não está aquela perfeição do Super Nintendo, mas que também não deixa nada a desejar. Digamos que está super justo para um game de 1993, coloridinho, com algumas camadas de paralax e boa variedade de inimigos, sendo até alguns deles de tamanhos bem convincentes e empolgantes de se enfrentar. Passando o primeiro mundo e enfrentando o primeiro chefe, aparentemente a paz voltaria a reinar no mundo feliz de Congo e Congette, mas não é que o Capeta é persistente e a rapta novamente? Desta vez, são exibidos 4 novos capangas que serão os carmas dos mundos seguintes, agora selecionáveis, cada um oferecendo o famoso password, depois de devidamente completado (aka derrotando o boss). Então finalmente você irá ao mundo final para salvar Congette.

É claro, aproveitando a ocasião, preciso falar da dificuldade, fator de peso. As primeiras fases são tranqüilas, já o meio do jogo pode dar um pouco de trabalho. Apesar de ser um game curto, você poderá ficar meio que travado nas fases finais ou até mesmo em algum chefe devido o seu monte de energia, até fazê-lo cair e admitir a derrota. Um quesito que deixou um pouco a desejar foi a trilha sonora. Existem somente 4 temas de fase, sendo o primeiro o mais legal e empolgante de todos, o segundo sendo menos empolgante, porém muito nostálgico, o terceiro legalzinho e a quarta bem repetitiva e chata! Os temas de chefe comum e chefe final são muito legais, fazendo a trilha inteira ser apenas razoável de uma maneira geral. Todos sabem que dou uns pontinhos a mais quando o quesito é trilha sonora, mas esse jogo é cativante pela diversão.

Existe um motivo para que Congo’s Caper seja um game tão obscuro fora do Japão, e a culpa disso mais uma vez é dos malditos americanos: No oriente o título do jogo é Tatakae Genshijin 2: Rookie no Bouken, e isso se deve ao fato de ele vir da série Caveman Ninja, que são os jogos da franquia Joe & Mac! Congo’s Caper no Japão é o Joe & Mac 2, e o jogo que conhecemos aqui por Joe & Mac 2 na verdade é o 3: no Japão ele se chama Tatakae Genshijin 3: Shuyaku wa Yappari Joe & Mac. Explicando melhor (quase desenhando), o Joe & Mac 2 que conhecemos é no Japão (e também na Europa)  Joe & Mac 3, que é o certo, pois o 2 de verdade é o Congo’s Caper! Só os americanos pra fazer essas burradas, como sempre! Devido a essa confusão, muita gente no ocidente trata Congo’s Caper erroneamente como um “Spin Off”, e por isso ele ficou meio que desconhecido nas Américas, e por nós brasileiros.

Inclusive é possível ver referências dos personagens nos segundo e terceiro jogos: em Congo’s Caper (Tatakae Genshijin 2) podemos encontrar a estátua de Joe durante uma das fases do game, e em Joe & Mac 2 (Tatakae Genshijin 3 ou Joe & Mac 3 Europeu) encontramos um quadro com a foto de Congo, muito bacana!

A variedade dos cenários, os chefes que insistem em permanecerem vivos e a fantástica precisão dos controles são os grandes motivos para você, retroaventuriano que ainda não conhece este game, jogue imediatamente. Se você gosta de jogos com plataforma e uma boa dose de exploração, certamente vai se divertir imensamente ao tentar salvar Congette, e vale a pena! Não se enganem, pois não é a falta desses 30% de score que vão tirar a diversão que este jogo oferece.

Valeu galera! E até o próximo RoooooooockBusteeeer!!

 

Confira as partes anteriores:

#01 – Metal Warriors
#02 – Legend

Continua…


Sobre Rokuman Senpai

Fã assíduo de Rockman / Megaman e também confiante do sucesso futuro de Mighty9. Defensor do Famicom / Nes com todas as armas inimagináveis. Mendorato + Skoll + Jogos Clássicos + Rokuman Senpai = Diversão Garantida! ^^
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