RetroReview Especial: The Dark Side of the SNES #01- Metal Warriors


Olá Retroaventureiros! Estamos de volta e desta vez com um jogo escolhido por vocês em nosso aniversário de 4 anos por meio da nossa lista de  jogos de SNES bem incomuns e que pouca gente jogou, mas que deveria jogar. E um dos selecionados é o “jogasso” Metal Warriors, que justamente vou comentar aqui. E por que selecionei ele? “Follow Me” neste que é primeiro  RetroReview Especial: The Dark Side of Super Nintendo – Metal Warriors de SNES e você ficará sabendo!!

E pausa no Review do Ivo para o lembrete do Sabat!

Não é de hoje que eu queria fazer um RetroEspecial só com jogos de Super Nintendo. Também pudera, aqui tem de Nintendinho, tem dois de Mega Drive, já já tem de Master System, e de SNES não chegava nunca. Como pode isso? Acontece que eu sou o cabeça por trás do Retroplayers né, e de todos os consoles de mesa que a Nintendo lançou, o 16 bits foi o que eu menos joguei. Logo, eu não tinha lá muito o que falar do console e como sou eu que crio as matérias especiais, o SNES foi indo pro fundo da lista de prioridades.

Sim, foi um erro! Mas um erro que eu cometi meio sem querer. E comecei a me redimir dos meus pecados, pois este que segue é o primeiro de muitos reviews que pintarão aqui neste especial totalmente dedicado ao console preferido de 5 entre cada 10 nintendistas. A equipe já está detonando os seus respectivos jogos, e se a empolgação continuar do jeito que está, aquela lista de games aprovados vai acabar ficando maior… BEM maior…

Minha jogatina já começou também e posso garantir: vai longe!  ^^

Mas por hora, a palavra é do Ivo.

RetroReview Especial: The Dark Side of the SNES

 #01 Metal Warriors.

Fiquei realmente surpreso em ver que o pessoal votou nesse game. O motivo de eu falar dele é justamente porque tenho o cartucho aqui na minha coleção, que realmente estava “totalmente obscuro no armário“. Na verdade esse jogo foi contribuição de um grande amigo de infância (Valeu Wagner!) que tinha altos jogos de Super Nintendo. Joguei bastante ele na época, mas nunca tinha fechado. Então para escrever sobre ele aqui no Retroplayers, tirei ele do armário e comecei a jogá-lo de “cabo a rabo” e terminei algumas semanas atrás. E agora nesse RetroEspecial vou relatar tudinho aqui para vocês.

O game foi produzido pela Lucas Arts (apesar de sempre aparecer o logo da Konami) e distribuído pela Komani em abril de 1995. E antes que você comente que ele é a continuação do Valken/Cybernator, esqueça isso por completo. Apesar de toda semelhança com o famoso Valken, esse jogo não tem relação nenhuma com ele, inclusive conversei com algumas pessoas e todos confundiram ou acharam que Metal Warriors era uma continuação de Valken. Outra curiosidade que acabei descobrindo é que esse game foi lançado somente nos EUA e não possui uma versão japonesa. Coisa rara, bem diferente do que acontecia naquela época, onde os jogos criados no Japão eram (ou não) lançados meses depois nos EUA, e os criados nos EUA sempre saíam para o Japão.
A história de
 Metal Warriors começa no ano de 2012, onde estamos ao mando do Governo Unido da Terra (United Governant Earth), entidade que protege e zela pela paz no planeta. Mas como toda “paz que se preze”, ela não dura muito tempo. Um grupo separatista espacial chamado Dark Axis (Eixo Unido), liderado pelo general Venkar Amon, declara guerra ao planeta, com finalidade de destruir o Governo e assim os planos de paz acabam indo para o buraco. Em meio a uma guerra de cinco anos o Governo Unido da Terra sofre severas baixas e o único esquadrão que opera em 100% é o dos guerreiros especiais chamados Metal Warriors. É nesse momento que você entra em cena, comandando o tenente Stone. O objetivo dele é obviamente destruir os Dark Axis que já se estabeleceram na Terra e desarticular seus planos da construção de uma nova arma militar, que seria capaz de destruir de uma vez por todas o Governo Unido da Terra.

Como comentei brevemente lá em cima, esse jogo foi aquisição de um velho amigo chamado Wagner. Sabe aquele amigo de infância que tem vários jogos e não se importava/importa em emprestar? Esse é o Wagner. Para falar a verdade… 60% de tudo que joguei em games até hoje é por causa dele hahahahaha XD Ele me apresentou esse jogo junto com o clássico Yuyu Hakusho e por isso joguei pouco Metal Warriors na época. Eu sou super fã da turma do Urameshi (principal personagem do Yuyu Hakusho) e até mais que de robôs.  E por coincidência alguns meses atrás ele acabou dando o jogo para euzinho aqui e imaginem minha cara de felicidade. Mas ainda assim acabei jogando pouco, isso até ver ele na lista do Retroplayers e decidir fechá-lo.

A sensação que tenho ao jogá-lo agora é a mesma de anos atrás. E sabe qual é essa sensação? A de desistir de terminá-lo. O jogo é realmente difícil, mesmo para os meus padrões atuais (acredito que tenho mais habilidade em jogos agora que antigamente). As primeiras fases são uma alegria, mas depois o “chumbo começa a comer” e você não consegue entender como alguns chefes te destroem em apenas alguns segundos, mesmo você estando com o robô em perfeito estado. Mas em “prol” de toda galera do Retroplayers consegui fechá-lo e vou dizendo que nunca mais vou jogar Metal Warriors.

Terminei no último continue, do último resto de robô, e para os desavisados que tentarem essa façanha… eu tenho um aviso: VOCÊ PODE MORRER mesmo depois de destruir o último chefe. Nem preciso dizer que quase fiquei careca quando aconteceu isso. Mas tirando todos esses detalhes eu desafio o leitor a terminar esse game sem SAVE STATE DICAS. Agradeço o Wagner pelo jogo, mas nunca mais vou jogar ele… Tá louco!.

O game se baseia em plataforma, mas possui uma diversificação enorme e que requer a utilização em larga escala de todos os botões do controle. No decorrer do jogo você pilotará vários robôs (mechas) que variam de jogabilidade e controle de acordo com sua categoria. Vale lembrar que por diversas vezes você terá que sair da unidade robótica e se aventurar como humano (um tiro de robô inimigo e você já era), para apertar interruptores que possibilitam a passagem dos robôs que pilota e assim terminar as fases. Um ponto que destaco nesse jogo é a dificuldade. Se você quer um jogo com desafio alto, então vai gostar dele. Eu levei esse jogo como um preparatório para o Battletoads (que em breve vou fechar) e posso dizer com certeza, que não fica nada atrás (o jogo possui só cinco continues). Você terá que por diversas vezes ir com total cautela para não ser massacrado pelos robôs inimigos ou pelo menos chegar nos chefes com pouco dano. O elemento estratégia é primordial.

Os chefes são uma verdadeira “pedreira de aço” e o último vai fazer você ficar de cabelo em pé. Ele joga um míssil gigante em você… e caso esteja pertinho – “já era” meu amigo. Fechar esse game é um desafio árduo, mas prazeroso ao fim. Metal Warriors impressiona com suas breves, mas importantes animações. Mostradas na introdução, entre uma missão e outra que narram os principais acontecimentos e os objetivos de suas missões. As animações e o conjunto gráfico são ponto forte do jogo, e é curioso ver que esta arte é toda baseada na maneira japonesa de se desenhar sendo que o jogo não saiu no Japão. Os cenários das missões são bem diversificados, os próprios Metal Warriors e até mesmo as unidades inimigas possuem um visual sensacional e detalhado, que fazem você diferenciar um do outro tranquilamente.

Os robôs são a base desse jogo. Você irá pilotá-los durante as fases. Alguns deles encontram-se escondidos e a cabe a você achá-los e utilizá-los sabiamente. Cada robô está à disposição por algum motivo, e saber utilizar suas habilidades em prol da fase é primordial. São eles:

Nitro –

Esse é o seu principal robô durante o jogo. A principal arma do Nitro é seu rifle de plasma. Possui também uma lâmina de energia, semelhante ao famoso sabre de luz do Star Wars. Para sua defesa, ele é capaz produzir um escudo de energia que pode protegê-lo do fogo inimigo (é possível soltá-lo e deixá-lo pairando no ar também). Ele possui um“jet-pak que faz sua capacidade de voo ser infinita e que irá te auxiliar em movimentos de ataque e defesa contra os inimigos. Outra característica é incorporar armamento variado, que são encontrados na fase como um “jet-pack” gravitacional, novas armas e escudos extras.

 


Havoc –

O Havoc é semelhante ao Nitro, mas lembra uma versão desatualizada dele. É mais robusto, possui armas e equipamentos diferentes e mais pesados. O Havoc está armado com um rifle de explosão (estilo shotgun), e embora essa arma tenha uma frequência lenta de disparo e menor precisão, o dano no inimigo é obviamente bem maior. Ao invés de um sabre de luz como o Nitro, sua segunda arma são correntes, que possuem um alcance excelente e podem ser movimentadas com um grau razoável de velocidade.

 

 

Prometheus –

É o meu robô predileto. Apesar de ser lento e não possuir “jet-pack”, ele é incrivelmente forte. Possui um par de canhões que causa grandes danos aos inimigos. E uma característica interessante é que os projéteis, ao serem disparados, podem acertar os inimigos com a carga total (míssil completo) ou em fragmentos (míssil explode no meio do caminho) atingindo assim uma área maior (ótimo para vários inimigos em vários lugares ao mesmo tempo). O Prometheus também possui minas teleguiadas que são ótimas para surpreender inimigos e um lança-chamas que tem pouco alcance, mas faz um belo estrago. E já que ele é lento e não possui um “jet-pack”, colocaram nele um escudo de energia que gira em 360 graus.

 

Spider –

O famoso “aranha” é um robô de reconhecimento. Com seu rolamento de seis pernas, ele é capaz de percorrer qualquer terreno, incluindo superfícies verticais e penhascos. Sua principal arma é um mini-rifle de plasma, com tiros iguais ao do Nitro. O Aranha também possui uma arma que dispara teias, capazes de paralisar os inimigos, e o seu sistema de escudo age em forma de camuflagem de modo a escondê-lo dos inimigos. Outra característica importante nele é sua agilidade, o bichinho é ligeiro, é muito legal controlá-lo.

 

 

Ballistic –

É um robô que se transforma em uma esfera (bolinha) e, rolando, é capaz de alcançar grandes velocidades em qualquer terreno. A principal arma dele é uma metralhadora de alto calibre e sua arma secundária é uma bomba de energia armazenada. Esta arma é bem mais destrutiva que a principal, mas leva um pouco de tempo para ser recarregada e precisa ser direcionada com seu robô em formato esfera. Mas vale a pena, pois com a energia armazenada é possível desencadear uma explosão maciça e assim exterminar quase todos os inimigos que estiverem na tela. O Ballistic possui ótima mobilidade e isso tudo o torna um dos mais fortes robôs do jogo.

 

Drache –

É praticamente uma nave espacial, e sua arma principal é uma pistola de plasma de rápido disparo, que é capaz de atirar em qualquer direção (a direção do tiro é determinada através do botão Y, X, B, A). Drache é extremamente útil contra alvos em área abertas. Com ele é possível alcançar lugares em grandes altitudes. Apesar de eficaz, ele é o mais fraco dos robôs no game.

E se você quiser ainda tirar um duelo de robôs com seu amigo, o game possui o modo “Head a Head” (equivalente ao nosso CARA A CARA). Todos os robôs ficam habilitados para você lutar ao melhor estilo “Destrói tudo Robozão!“. Cada um fica equipado com um Metal Warrior de cor diferente e o objetivo é ver quem consegue destruir o outro primeiro, alternando entre vários cenários e itens espalhados. É um modo muito divertido para tirar o stress, caso você esteja com dificuldade no modo história.

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O jogo é divido em nove fases, com o clássico nível de dificuldade aumentando fase a fase. São elas: Rescue at Axis 5, Boarding Party, War on the Rock, Ship Defense, Frontal Assault, Inferno, Fire, The Tower e Final Mission. Apesar de todas essas variedades que comentei com vocês, o jogo se perde nas músicas. Os efeitos de explosões, barulhos dos robôs, tiros e inimigos são “maneiros”, mas a trilha sonora do jogo passa longe de uma nota mediana na minha opinião. Se você perceber, as músicas não passam de 2 minutos de duração, e isso ocasiona a repetição delas constantemente (algumas fases demoraram bastante para serem fechadas), o que acaba tornando-as cansativas e enjoativas e atrapalhando o conjunto do jogo. Mas por que isso me irritou? Por que em outros jogos de trilha sonora repetitiva isso não aconteceu? Vale lembrar a todos que quando a música é boa, podemos escutar por horas seguidas que o cérebro aguenta e pede bis, mas já no caso do Metal Warriors…

Metal Warriors é um ótimo jogo e quem busca uma variedade de opções em nosso querido SNES, vai se divertir. Talvez sua maior falha não seja a música, mas sim a sua obscuridade pelo fato de muitos retrogamers não conhecê-lo ou a confusão com os jogos da franquia Assault Suits Valken. Quem é fã de robôs, animes de mechas, jogos de plataforma e busca um desafio grande, irá adorar esse título. Então não espere e comece a jogá-lo o quanto antes! E quem terminar, não se esqueça de postar nos comentários o que achou do final. Queria muito compartilhar com vocês sobre isso, mas seria um “SPOILER” gigante aqui. =)

Então é isso pessoal! Fica mais um pedido de vocês fechado aqui no Retroplayers. Grande Abraço!

Ps:  Virou tradição né, clarooo eu não podia esquecer!
Agradecimentos para Cris <3.

Foi meio na correria o texto e nem consegui enviar para ela, mas em breve ela vai dar aquela olhada no “portuguito” do texto.

Ps: Ela já olhou hahahaha XD Ninja!
Valeu Sabat também pela dica na sessão Eu e Metal Warrior.

Ivo..

Modo Basketball – Aguarde até que o logotipo da Konami mude para um fundo branco durante a sequência de abertura. Segure L + A no controle 1 e um Y + Up + Select + R no controlador 2 . Mantenha os botões apertados até o logotipo da LucasArts aparece. Em seguida, selecione o “?????” e você entrará na opção Basketball com os criadores do game.

Continuação de Metal Warrior – Existe um jogo para PC que “denominam” como a continuação de Metal Warrior só que em 3D. Chama-se Hawken (clique no link para ver o vídeo dele!)

Preço do jogo – Quem quiser se aventurar em comprar o jogo original… pode ir guardado dinheiro no porquinho. Em médio jogo custa R$200.

Fim


Sobre Ivo da Locadora

"Amante de Mario Kart, retrogamer assumido, contador de histórias gamers e sonha ter uma lojinha de Games e Retrogames."
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