RetroReview Especial + RetroNeurose: Chuva de Tiros no Mega Drive #16 – Hellfire


Jogos de navinha nunca foram a minha especialidade. A paciência e o reflexo exigidos para que possamos nos dar bem em meio aquela chuva interminável de tiros que a maioria dos títulos desse estilo propõem é algo que definitivamente eu não tinha, principalmente a paciência. Alguns destes jogos nos testavam de tal maneira que só a habilidade e a decoreba não eram suficientes para contornar a frustração, e uma ou outra fabricante levava a dificuldade tão ao pé da letra que suas criações acabavam se tornando jogos terrivelmente chatos e irritantes, merecedores de serem arremessados em fogueiras perante seus programadores. Sim, estou falando de você mesmo Toaplan.

Difícil de desafiador é uma coisa, difícil de irritantemente chato é outra bem diferente. A Toaplan não sabia brincar, e também não sabia a diferença entre estes dois fatores, pois se soubesse, provavelmente ela ainda estaria viva. O mercado de games é implacável!

Eu também costumava ser implacável na década de 90, nenhum jogo passava pela minha mão sem que eu não conseguisse terminá-lo, e raríssimas eram as exceções que conseguiam me tirar do sério por irritação. Maldito Mario! Não o bigode, e sim, o meu amigo e ex-parceiro de jogatina que me obrigou a ficar com 2 jogos dele por 60 dias quando resolveu perder os meus cartuchos que eu havia emprestado para ele em troca. Lembram dessa história? Eu a contei na 14ª parte deste especial, quando descrevi minhas experiências com o excelente Sol Deace. Do outro jogo, eu vou falar agora, e ele é o motivo não só de eu ter chamado o Mario de maldito, como também é o de eu odiar a ogra da Toaplan hoje. Foi tarde!

Minha neurose com Hellfire começou logo que eu o coloquei no meu Megão naquela tarde de sábado. Bastou insistir um pouco para que eu percebesse que era melhor tentar o outro jogo primeiro… Mas foi um ato inútil, pois como já disse antes, eu não consegui por um bom tempo passar sequer da 2ª fase de cada um daqueles shmups desgraçados. Porém, o tempo foi meu amigo: foram dois meses até o Mario reaparecer com meus cartuchos, e devido a isso, tive tempo de sobra para poder jogar aqueles games, e quando percebi que a insistência me levaria longe em Sol Deace, acabei deixando Hellfire de lado. O resultado disso eu já contei: terminei Sol Deace e tive excelentes recordações enquanto o jogava novamente agora, depois de tanto tempo. Mas e quanto a Hellfire?

O que eu consigo me lembrar daquele tempo é que eu tentei jogar o tal game da Toaplan mais vezes, e fora isso… Bem, digamos que se eu fosse querer escrever um review me baseando só nos fragmentos de memória que eu ainda possuo, o texto iria falar de dor, um sarcófago, mais dor, esferas giratórias, dor, e mais nada. Então, nada melhor do que aproveitar que eu estava com os reflexos em dia após terminar Sol Deace para jogar novamente o Hellfire e assim, repetir a dobradinha da adolescência ao mesmo tempo que ia restaurando as memórias perdidas deste segundo jogo, não é mesmo? Na teoria, perfeito, mas na prática, funcionou como uma reprise de um filme bem ruim, com muita dor, sarcófagos e esferas gigantes.

Caros amigos retroaventureiros, bastou insistir um pouco para perceber qual era o motivo de lembranças tão escassas sobre o inferno que é jogar Hellfire, e a culpa, mais uma vez era da Toaplan. Empresa famosa por seus shmups para arcades, dizem que ela é a precursora do estilo Bullet Hell, coisa que eu discordo veementemente: a única coisa que a Toaplan fez em vida foi nos bombardear literalmente com jogos ultra difíceis, cheios de armadilhas, situações quase impossíveis de se ver alguma saída, mortes penalizadas de maneira sádica, e alguns bem vindos erros de programação que quando explorados, nos permitiam avançar bem em um ou outro jogo da fabricante, como é o caso de Truxton e sua bomba bugada.

Hellfire era mais um port de arcade que chegava em 1990 ao console da Sega, um port muito convincente e fiel ao original lançado um ano antes. Todos os aspectos do arcade foram muito bem transportados para os 16 bits do Mega Drive, como os gráficos sólidos, bonitos e bem construídos, e a boa trilha sonora. Só que como já é de nosso conhecimento, jogos de arcade são ultra difíceis devido a sua natureza comedora de fichas, e no caso de Hellfire, a fidelidade excessiva do port burlou a regra da “amenização da dificuldade”, o que de acordo com o ministério da saúde gamer, pode causar consequências graves a todas as partes envolvidas.

A jogabilidade é interessante e inovadora: nossa nave pode atirar para absolutamente todas as direções possíveis a partir de canhões selecionáveis ao toque de um botão, e é possível aumentar muito o poder deles recolhendo-se os itens de power-up de praxe durante as fases. A partir destes itens é que podemos também aumentar a velocidade da nave, ganhar vidas recolhendo pontos ou raros 1-ups, conseguir drones de auxílio, e até um escudo que nos permite levar uma pancada sem que nossa nave exploda, e tudo isso funcionaria bem demais se este fosse um jogo para seguir a linha Gradius ou R-Type, onde tudo é cadenciado e a estratégia vale mais que a decoreba. Infelizmente não é o caso de Hellfire: o jogo segue uma linha mais Thunder Force, onde inimigos de todos os tamanhos vão aparecendo sem aviso de tudo que é lugar, despejando projéteis certeiros em nossa nave que pra ajudar, possui uma área de colisão que parece ter o dobro do tamanho dela.

Em um jogos de navinha, como os mais velhos costumavam dizer, área de colisão é a parte da nave que determina se ela foi tocada ou não.  Nos games mais atuais, ela é bem pequena e muitas vezes abrange só o cockpit, o que permite que os “pilotos” consigam desviar daquele mar de projéteis que cobrem a tela nos Bullet Hells atuais (onde efetivamente, nem 5% dos tiros que estão na tela oferecem perigo, é só pra parecer bonito e sensacional mesmo), mas no passado a coisa não era bem assim: o espaço que essa área ocupava nas naves muitas vezes eram maiores que as próprias, o que ocasionavam aqueles comentários revoltados do tipo MAS ESSE TIRO DO CA%$@#*& NEM ACERTOU!! Era algo comum na época, e geralmente não era resultado de ma fé dos programadores dos jogos… Provavelmente isso era mais proveniente de erros de cálculo ou falta de bom senso.. Bem, no caso da Toaplan, era má fé mesmo, pois todos os jogos dela eram assim: bastava a nave sentir a “presença” de algo passando de raspão para que ela explodisse inesperadamente, nos deixando com muita, muita raiva dos jogos.

Pois é, “De raspão” é um termo que praticamente não existe em Hellfire. A colisão é estupidamente alta, e pra ajudar, a nave é grande e inicialmente muito lenta, e em um jogo onde tudo aparece de supetão atirando em você, isso se torna mortal, não há escudo que resista. Mas até agora tudo normal, se a dificuldade fosse só isso, eu não estaria justificando todo o ódio adquirido pelo jogo e sua fabricante. Acredite, a coisa é muito pior do que parece.

Hellfire possui alguns fatores agravantes que não só multiplicam a dificuldade do game, mas também o deixam irritante a níveis astronômicos, a começar que o jogo é forrado de inimigos grandes que demoram pra morrer mesmo com a nave em seu estágio mais alto de poder de fogo, o que permite que os menores façam a festa atirando na gente, e tem muito mais: além do “morreu perde tudo” de praxe na maioria dos shmups, após o óbito em Hellfire nós recomeçamos o jogo de um local bem anterior àquele que morremos, ou seja, quanto mais você morrer, mais pra trás você vai! Isso é algo que só acontece em jogos da Toaplan (ou pelo menos eu nunca vi isso em jogos de mais ninguém), e é de uma insanidade tremenda! Já cheguei a avançar bem na fase, e morrer tanto que voltei ao início dela novamente.

Fora isso, sempre que morremos nossa nave retorna lenta demais, e o seu tamanho exagerado juntamente do poder de fogo inicial pífio torna o jogo muitas vezes impossível de ser continuado após uma morte. Pegar muitos speed ups mesmo que sem querer (isso acontece bastante) também é um problemão, pois a nave logo se torna incontrolável, e como não existe item de diminuir a velocidade, não tem como consertar isso sem morrer, e sabemos que morrer nesse game é um péssimo negócio. Falta dizer que as etapas são poucas, 6 apenas, mas são extremamente longas e cheias de sub chefes tão difíceis quanto os próprios chefes, daqueles que sentem cócegas com nossos tiros e um leve desconforto quando usamos o tiro especial, que por sinal, é o mais inútil que eu já vi em um shmup, simplesmente não presta pra nada e não te salva em situação alguma

Em suma, tudo está contra você neste game, e é por isso que eu mais uma vez, fui vencido pela irritação. Foram horas e mais horas de jogatina que só me proporcionaram um stress monstruoso e uma desistência antes mesmo de alcançar a metade do game. Por quê diabos eu me lembrava de um sarcófago? Simplesmente por que isso é o chefe da segunda fase, um sarcófago que atira na nave de tudo que é jeito e quase não nos deixa espaço para manobrar, e eu havia chegado nele tantas vezes que a coisa ficou guardada em minha mente. E quanto às esferas gigantes? Sim, as malditas esferas eram o sub chefe da terceira etapa, o inimigo que eu não venci numa fase que me irritou tanto que mais uma vez, foi o meu limite, chega parei! Fiquei com tanta raiva deste game que quase desisti de continuar escrevendo o RetroEspecial Chuva de Tiros no Mega Drive. Confesso, para poder escrever esse capítulo, tive que ligar o emulador e descambar no Save State! Pensei ” já que a Toaplan jaz no inferno, ninguém vai se importar se eu usar um emulador pra ver o que tem depois daqui né?” Pois é, se eu não tivesse feito isso, eu não teria constatado o quanto este game é apelativo, irritante, e merecedor de queimar no inferno junto de todo mundo que o desenvolveu!

Mas vamos ser justos, o game possui ótimas musicas e um visual muito bom para a época, um trabalho que de forma alguma pode ser taxado de genérico. A nave é bonita, aquele “canhão giratório” dela da uma impressão muito incomum de movimento. Os tiros tem um efeito bem legal, as explosões são muito bem feitas também e a jogabilidade é ótima, então posso dizer que em suma, o que estraga o game é a sua dificuldade absurdamente exagerada. Curioso é que eu vejo na internet muitos reviews dando notas altíssimas a este jogo… Será que todo este pessoal que analisou essa pedreira foi mais longe que eu e conseguiu realmente se divertir com isso? Ou será que nem tentaram e já foram logo de emulador carregar save state um atrás do outro? O que eu sei é que eu sou um cara do meio retrogamer, que é onde estão os verdadeiros gamers hardcores, aqueles que insistem na repetição e treinam seus reflexos para isso, e mesmo assim, conheço pouquíssimas pessoas que realmente seriam capazes de terminar Hellfire sem trapacear.

Bem, são águas passadas, e o que me alenta agora é saber que o mundo está a salvo da Toaplan.

E eu também.

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Confira todas as partes deste especial:

#1 – Thunder Force II 

#2 – Gley Lancer

#3 – Musha

#4 – Elemental Master

#5 – Battle Mania

#6 – Arrow Flash

#7 – Battle Mania Daiginjou

#8 – Thunder Force III

#9 – Eliminate Down

#10 – Air Buster

#11 – Burning Force

#12 – The Steel Empire

#13 – Gaiares

#14 – Sol-Deace/Feace

#15 – Truxton

#16 – Hellfire (este review)

#17 – Gadget Twins

#18 – Gynoug

Continua


Sobre Sabat

Editor Chefe do RetroPlayers, Redator e Editor nos Livros e Revistas WarpZone, Podcaster e editor de áudio, Saudosista, e Analista de Informática porque algo tem que dar dinheiro né!
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  • Ivo

    Eu li esse post e não pude deixar deixar de fazer esse comentário “Battletoads de naves” hahahahahaha XD

    • huahuahua não é não mano XD por que Battletoads não é irritante XD hauahhauh

  • Ulisses Seventy Eight

    Oi Sabat, sofreu ai hein rsrsrsrsrsrsrs.
    Ficou tão nervoso que errou até o nome da empresa, corrige aí: Toaplan.
    É um excelente jogo mas a nave enorme na tela e o excesso de dificuldade barra o prazer de jogar e chega a ser um saco mesmo tentar terminar isso. Eu mesmo na época que joguei cheguei na ultima tela mas passei tanta raiva na ultima tela que não deu.
    Bem vou ver como funciona depois no emu pra ver qual é aqui.
    Excelente texto. Mas lembre-se Toaplan.
    E ai quando vou saber se conseguiu rodar Saturn amigo?

    Abraço!!

    • Mano, vc acredita se eu disser que a minha vida toda eu sempre disse TAOPLAN, sempre li TAOPLAN e sempre que precisei escrever sobre essa fabricante eu escrevi TAOPLAN???? Pode olhar no review do Truxton kkk pqp nunca me toquei XD

      Tanto que vou deixar assim mesmo, só vou mudar as tags ehuehue

      Cara, ta show de bola o manual de Saturn. Eu ainda vou demorar pra lançá-lo, tem umas coisas pra fazer na frente como DESBLOQUEAR MEU PRÓPRIO SATURN e CHAVEAR O MENINO, e FAZER O TUTÔ DISSO e FINALMENTE JOGAR ALGO NELE!!! Ai sim é que eu vou lançar o tutô que você me mandou!!

      • Ulisses Seventy Eight

        Não é difícil desbloquear o Saturn, é muito fácil e você como restaurador como eu, sabe o quanto vai utilizar esse brinquedinho ai. ainda hoje não acredito que você não curtiu o Dreamcast, enfim você não é o único, pois tenho amigos que odiaram o Dreamcast.

        Foi difícil emular o Saturn ai amigo? Eu apanhei um pouco mas consegui e roda liso até em computadores antigos com 512 de memória ddr 400 hz.

        Qualquer coisa precisando estamos aqui ou sabe onde me encontrar.

        Abraço.

        • Ivo

          Galera, estou me intrometendo, mas estou com dois Saturnos em casa. O primeiro é chaveado/desbloqueado, mas ao ligar ele, fica uma luz vermelha e não roda o drive, alguém saberia me dizer o pq?

          O outro é bloquead, mas está funcionando. Se rolar um tutoria fundo do baú desbloqueio Retroplayers eu gostaria MUITOOOOOO!

          • Vai ter uns macetes sim Ivo XD pode aguardar XD

        • Quanto a desbloquear, é só descolar um modchip… o problema é encontrar esse bendito XD Já chavear, é só ter as pecinhas necessárias e um bom ferro de solda ^^

          Eu ainda não testei, mas é certeza que vai funcionar ^^

  • Leandro alves

    zerei esse, achei meio Meh a forma da nave, mas os tiros se diferem

    • Esse jogo é casca grossa demais, é uma apelação da muléstia!!! Até em Gaiares eu fui bem mais longe!

  • Ricardo Cérbero

    Vendo este post, lembrei de um shmup de arcade que, um dos upgrades da nave parecia um Tiger Shot. Alguém lembra o nome deste jogo? Obrigado.

    Não conheço este jogo. Shmups são minha 3ª ou 4ª preferência, mas quando jogo este gênero, vou subindo a dificuldade aos poucos. Não é infalível, mas ajuda. Claro, apenas faço isso quando o jogo “ajuda”, que parece que não é o caso aqui.

    Abraço.

    • Rapaz, esse não é o caso MESMO KKK Joguei no Easy e nem passou pela minha cabeça colocar no HARD (não tem normal, ou é easy ou hard).

      Maninho, não entendi a descrição do arcade… me de mais detalhes que a gente mata esse jogo!

      • Ricardo Cérbero

        Entendi.

        Sobre o jogo que lembrei no post anterior, os detalhes que eu lembro são apenas estes: era vertical e um dos upgrades de armas parecia – para não dizer igual – ao Tiger Shot do Sagat. O único detalhe que chamou a atenção na época foi isto.

        • Vixe mano… fica difícil ^^ vários jogos tem tiros que parecem com aquilo! Phelios me vem à cabeça NA HORA, mas a cor é azul…

  • Wanderson Tranquilino

    É sabat.Pelo visto vc gosta de jogos de nave tanto quanto eu.Que pena que não existem mais jogos de nave nessa geração.O último console que mecheu nisso foi o Play 1 com os excelentes “EINHANDER” e R-TYPE DELTA” entre outros.Imagina,com o poder que os consoles tem hoje,pense nas maravilhas que teríamos?Quem sabe um dia.
    Gostaria que vc falasse dos primeiros jogos de nave da história que foram”GALAGA” e “XEVIOUZ”,Vulgos Fantástic e Columbia para nós brasileiros.
    Esses sim,valem a pena resenhar.

    • Opa Wanderson, beleza cara?
      Conhece Sine Mora? Se não, então procure ^^ vai surpreender você kk

      Rapaz, eu não sou aficionado por jogos de navinha não, mas sempre curti jogos da linha Gradius e Thunder Force quando mais novo. Os reflexos ajudavam bastante XD Hoje ta mais difícil kkkk

      • Wanderson Tranquilino

        Sine Mora…Tá anotado.Aliás,tô jogando ultimamente aquele joguinho de nave do Locomalito do qual vcs recomendaram,muito bom.
        Mas vc já jogou alguma vez Xeviouz?É um jogo bem antigo dos arcades.Tenho mais um exemplo de jogo de nave daquela época pra vocês:EXERION.O baguio é veio mas é bom,feito vinho.
        Abraços!

        • Opa, claro que conheço Xevious XD joguei no arcade maninho ^^ tinha em um buteco aqui perto de casa, junto de BlackTiger e Super Contra ^^

          E aquele do Locomalito logo será jogado, aliás, jogaremos TODOS os jogos dele ^^

          • Wanderson Tranquilino

            Cheguei no final desse HellFire.É realmente difícil.Sem os saves states eu tava ferrado,mas o jogo é muito bom.Aliás,tem nego que diz que o kara que joga jogo antigo com save não se garante.Tô nem aí.Os desenvolvedores daquela época só queriam arrombar a nossa carteira mesmo.
            Em tempo:Não sei por que mas as músicas desse jogo me lembrou aquelas músicas bregas do Pará,tocadas no sintetizador.:)

  • Guilherme Henrique

    Não sei porque, mas esse foi um daqueles jogos em que eu morria e queria voltar, pra ver até onde os programadores poderiam chegar com aquela insanidade. Mas eu me divertia, e por mais que tivessem momentos em que eu quisesse explodir o videogame (curiosidade inútil – se vc colocar o cartucho num Mega Drive 2 a trilha sonora fica lenta, o que é uma merda), ainda sim eu ia lá e voltava. Foda era chegar no último chefão, morrer, e ter que começar tudo de novo. Outra coisa que você esqueceu são os 3 continues ridículos que oferecem durante o jogo inteiro, tinha que ser uns 100. O jogo possui 3 dificuldades, depois que você zera no Hard habilita alguma coisa do tipo impossible. Depois que zera nesse modo, aparece uma mensagem dizendo que você usou cheat pra chegar até ali… heheh, pra vc ver que os caras foram sacanas mesmo.

    • Affe Maria Guillherme!! Se é doido!! Nem quero imaginar esse trem além do NORMAL kkkkkk acho que nem com cheat XD Olha, o meu jogo tem 20 continues, será que é por que ele é pirata? Mesmo assim, é impossibru!!!

  • Hely Junqueira

    Me lembro dessa Toaplan, Sabat:

    E por causa de outro jogo insanamente dificil que é o Zero Wing, joguei e ralei pra caramba pra terminar no easy, nem joguei no dificil depois porque tinha acabado de comprar o Mega e estava com uns games ruins como Sonic 2 e 3, Contra Harcorps e Super Street 2 pra jogar no lugar dele…então nem me empenhei muito em jogar mais o Zero Wing…XD

    Embora eu não seja lá muito bom em games de navinha e meu maior feito no gênero é ter terminado Aero Fighters(Sonic Wings) do arcade com 1 ficha considero um dos gêneros mais importantes da história dos games.

    Adoro o gênero, principalmente na época que tínhamos a sensação de estar participando de um filme e éramos o herói que tinha de salvar a terra, tal qual o filme “O Ultimo Soldado das Estrelas” XD nostalgia total….

    Já esse hellfire só o conheci por revistas como a Supergame que na época mencionou que era muito dificil mesmo….aliás pelo que você citou ele honra o próprio nome com louvor…kkkkkkk…acho que o gênero shotem up está quase morto por causa da dificuldade mesmo, imagina esses jogadorezinhos atuais encararem um game desse nível de dificuldade…kkkk você acredita que eles estão reclamando da dificuldade do remake do Duck Tales….kkkkkkkkkkkkkk…. e olha que Duck tales é um dos gamesmais fáceis do Nes e o remake é praticamente a
    mesma coisa…..kkkkkkk

    Falando nisso: você já jogou o remake do Duck Tales? Ficou muito bom e fiel ao original, vale a pena rejogá-lo novamente, joguei e posso afirmar que fizeram ele pensando em nós retroplayers, um dos melhores
    remakes que já vi…..XD

    PS: um review dele escrito por vocês também é muito bem vindo. ^^

    PS2: desculpa pelo tamanho do post de novo…=D

    Abração.

    • Fala Hely XD

      Rapaz, acredite: Zero Wing é uma têta perto de Hellfire! Se você ralou pra terminar o Zero Wing, nem chegue perto de HellFire por que é cartucho arremessado na parede e controle no chão na certa!! Melhor coisa que você fez foi mesmo jogar esses joguinhos “menores” ai que vc citou kkk

      Mano, eu também acho isso viu! Sinto muita falta dos shmups horizontais onde o inimigo chegava pra detonar a terra e a gente pegava a nossa navinha solitária pra tocar o terror neles ^^ O inimigo do próprio Zero Wing é memorável XD Hoje temos pouquíssimos games do estilo, a maioria deles bullet hells, que geralmente só parecem difíceis mas não são: área de colisão da nave é minúsculo, e efetivamente a gente só precisa desviar de uma merreca de tiros, o resto todo é pra causar impressão de poder dos chefes… Acho que de jogos novos, o último que me cativou demais foi o fantástico IKARUGA, ô trilha sonora FODA!@!11!!!@111!!!

      Mano… MANO… Duck Tales Remastered… já joguei, já terminei no Normal e no Hard, o jogo é facílimo, e já estou terminando o review dele ^^

      • GF

        Duck Tales eu tô jogando versão jack,porque comprei um Wii agora tô com pouco money,quando eu recuperar eu compro.
        Apesar de eu ter criticado muito o remake,eu gostei bastante dele,pelo que eu tô jogando,eu daria um 7,por causa que os gráficos do cenário são fracos,as cutscenes e o Scrooge/Patinhas falando dão nos nervos,e a simplicidade do jogo,que seria um fator positivo se o game não custasse 15 dólares.Mesmo assim,é um jogo bom,vale a pena principalmente para quem jogou o antigão (que é bão demais!).

  • Cadu

    huahuahuahuahuahuaha… eu ri alto aqui com a área de colisão o dobro do tamanho da nave. O jogo é tão mal feito assim? Pq sacana já deu pra perceber que é. Mas não acho que seja má fé nesse caso, vc que tá virando velho rabugento mesmo! kkkkkkkkkkkkkk Eu nunca joguei esse aí também, nunca fui o maior fã de jogos de nave, embora gostasse um pouco. Já falei isso aqui 7438947890432 vezes, mas enfim, nunca é tarde pra lembrar. Dor… sarcófago… dor… ahahuahuhauhua… parei… retroneurose total! Mas isso me lembrou de te dizer sobre meu próximo texto, é que eu mal fiquei no computador esses últimos tempos. Tem a ver com o fato de escrever baseado somente na memória e depois jogar. Muito bom o post.

    • Rapaz, garanto pra você que p negócio é tenso. “AAAA VOU PASSAR RASPANDO ALI NAQUELA QUINA E… CARALHO!!! MAS NEM ENCOSTOU!!! JOGO LADRÃO!!!!” é bem assim mano kkkkkkkkk

      Po, eu faço muito disso também cara, escrevo algo antes de jogar, depois jogo, e continuo escrevendo kk assim as ideias mesclam XD

  • William Mendes

    Adoro um Shmups no MEGÂO!

    • Eu também kkk mas a paciência com a dificuldade tem limite XD kkk

  • GF

    Ótimo post Sabat.
    O Mega Drive tem muitos shumps bons,assim como o Snes,pena que eu me afasto um pouco deles pois sou noob e não consigo zerar,o único que eu já terminei foi o Scrambled Valkirye Macross de Snes.
    Em breve irei comprar um Wii,e quero comprar vários jogos de Genesis,pois só zerei um (Shaq Fu,um jogo ruinzão que só eu gosto! XD).

    • Eita porra, Shaq Fu é ruim dimais cara kkkk ô mal impressão que você deve ter do Mega viu XD heuheuhue

      Mano, o Mega Drive está para Shmups como o Snes está para RPGs ^^ tem MUITO cara, e um melhor que o outro, e a gente vai continuar mostrando vários aqui ^^

      • GF

        KKKK eu sei que é ruim mas eu gosto,e pelo contrário,eu gosto muito do Mega Drive,pra mim ele chega quase no nível do Snes.

        O MD parece que tem muito Shmup bom mesmo,eu jogava bastante aquele Thunder Force (mas ainda sim o que eu mais jogava era Shaq Fu XD).

        Quando meu Wii chegar vou dar uma olhada aqui no Retroplayers,para comprar alguns Shmups na Virtual Console.

    • Matheus Henrique Soares Lima

      Eu tinha a mesma impressão que você, pois jamais conseguia passar da terceira fase do único shump que eu tinha, mas recentemente tentei jogar um recomendado no site, o grande Arrow Flash, e zerei em poucas horas. Pensei então que eu era noob e agora sou foda, mas meu colega, como eu estava enganado, eu vi o início do detonado de Power Strike do Master System ( primeiro jogo que joguei no meu primeiro console ) e rapaz, como diabos eu cheguei na 3° fase? Eu era foda, hoje eu sou um merda que pensa que é bom, e o que mais me supreende é que eu não bati no vídeo game mesmo depois de selecionar continue CENTENAS de vezes.

      Ou seja, não se deve desistir de um estilo de jogo por causa de um ou dois, tente mais opções, pois você pode se surpreender. Isso que falei não vale apenas para jogos eletrônicos.

      P.S. Vá a merda Power Strike, maldito filho da !?(¨¨*¨%##%#%$, eu devia ter jogado mais Shinobi e Alien Strom que você desgraçado.

      • Vishhhhh!! Power Strike é difícil assim? kkkk Ainda vou encarar uns shmups do Master XD

  • Primeiro os parabéns né boss!?
    Pensei que ia desistir de continuar o especial e que bom que, mesmo com o trauma, conseguiu conclir a matéria, kkk!
    Desse passo longe então?

    • Sim meu amigo, PASSE LONGE!!! XD

      E vc sabe o quanto eu fiquei frustrado com esse jogo né? lembra do meu e-mail dizendo que iria desistir doe special? kkkkk Tive que dar um bom tempo para esfriar a cabeça mano, por que olha: os programadores desses jogos eram bastardos, cornos, e queriam descontar a frustração pessoal na gente, só pode! Esse conseguiu, quase me fez desistir.

      Maldito!

  • CODY

    Esse jogo é o cão mesmo, daqueles de tacar o controle na parede, quem termina isso, termina qualquer jogo de nave;
    Tem dois tipos de dificuldades em jogos, aquelas desafiadoras em que vc quer passar o game para ser recompensado ou dar continuidade na historia e aqueles desafios chatos em que vc passa e vem outro mais chato ainda e o jogo acaba se tornando frustante;

    • POis é, esse é o segundo tipo: só stresse maninho, tá loco. Haja saco pra jogar isso e decorar tudo!

  • Celio Alves

    Um jogo com nome desses não poderia esperar outra coisa!
    kkkkkkkkkkkk!!!

    Embora eu seja noob para qualquer jogo de navinha, por algum motivo me sinto mais à vontade em shmups verticais, pois tenho a impressão de que há mais espaço na tela e consigo desviar melhor da chuva de tiros, sei lá…

    • acho que isso realmente funciona quando a área útil cobre a tela toda XD tente Truxton pra você ficar deprimido Celião kkkkk

      • William Mendes

        aah, que é isso Sabat… Truxton é muito show! Curto muito Truxton!

  • elcioch

    A troca de armas neste game achei ruim, pois até selecionar a arma que desejo já levei tiro! thunder force eu também tinha que estar esperto par trocar!
    Cara agora tu me fez ter uma puta nostalgia! eu ja xinguei muito isso “esse tiro de#$%@ não me acertou, não valeu” pois eu adoro jogar games de nave se bem que na época era praticamente o estilo mais comum praticamente um dos primeiros games a ser criado! e só tempos depois foi se criando leque de games que tem hoje!
    Lega que a nave é grande, mas também era um belo alvo flutuando na tela! hehe!
    Pra que sofre tasca cheat (game genie) hoje eu só jogo assim salvo alguns que te possibilita aprender sem se @#$%!
    Pois é o cara que terminar esse e outros na raça são do nível divino e não simples mortais como agente!

    • Pois é Elcioch, o tamanho da nave é um convite aos tiros inimigos, é o tipo de jogo que só da pra terminar com meses de treino! E definitivamente eu não tenho mais meses!!! ehuehehuhe

  • Renato

    Muito bom, mas o melhor game de nave lateral, pra mim é o Thunder Force III é perfeito!

  • Johnny

    Quem quiser adquirir o cartucho original desse jogo, ele está a venda no
    site da Retro Games BR em estado impecável e a um preço módico no link
    abaixo:

    http://www.retrogamesbr.com/index.php/mega-drive-genesis/games/hellfire-tec-toy-detail

  • Louriberg França Costa

    Ahhhhh…Maldito Hellfire…Joguinho dos infernos. Um dos mais difíceis que já joguei no Mega Drive, perdendo apenas para o Gaiares. Me lembro que a primeira vez que joguei, foi quando peguei emprestado de um vizinho meu que tinha o cartucho original, e me emprestava o console também, muito tempo antes de eu adquirir o meu próprio. Mas só consegui terminar esse infeliz na época dos emuladores através de save state. Mesmo assim é um dos jogos de navinha mais bacanas que conheço. Shmups Rules…

    • Tudo beleza velho? estou muito na correria e não deu pra responder com rapidez ^^ Cara, essa praga é apelativa mesmo, não dá pra terminar não sem roubar kkkkkk E o Gaiares é outro joguinho apelão ¬¬