RetroReview Especial de 3º Aniversário #01 – Gunstar Heroes + Bônus: Histórias Gamísticas do Sabat!

Um dia, uma empresa recém nascida chamada Treasure lançou um tal de Gunstar Heroes para o Mega Drive. Noutro dia, o game já era considerado uma das maiores obras digitais que os videogames já haviam visto. Agora, neste dia que vos chega, quando o seu site preferido de velharias gamers está prestes a completar valorosos 3 anos de vida cheios de muita dedicação e satisfação por estarmos conseguindo cumprir aquele nosso objetivo de manter viva a memória dos retrojogos, o fatídico game é homenageado como sendo um dos grandes preferidos de nossos leitores. Nada mais justo!

Confesso que eu não esperava ver Gunstar Heroes dentre os games mais votados da campanha que realizamos para este especial de aniversário. Eu poderia jurar que títulos da linha Final Fantasy, Mario e demais blockbusters dominariam as escolhas e até me preparava psicologicamente para a situação quando me surpreendi com o Run and Gun da Treasure liderando as votações. Achei ótimo por vários motivos, mas só preciso citar dois deles: o primeiro é que eu simplesmente adoro esse game, tanto que devo ter sido disparado o cara que mais o alugou na locadora do bairro, e falar dele é sempre um enorme prazer.  O segundo, é que eu simplesmente já tinha um texto pronto, enorme, detalhado, e com todas as informações possíveis e cabíveis a este grande título!

Mas Tio Sabat, você já tinha um review pronto dessa maravilha e estava escondendo o jogo? Por que não o postou antes? Tá tão bom que você resolveu guardá-lo para si próprio? Por que aquele computador idiota disse que a resposta para a Questão Fundamental da Vida, o Universo e Tudo mais, é 42??

Calma, caros padawans, vou lhes contar uma história que será bem esclarecedora e informativa, mas que vai ser longa pra caramba! O Review também vai ser Long Dong, e vocês só vão saber o por quê se lerem tudo, mas se estes detalhes não forem importantes, então peguem a warp zone, e vão lá pra baixo, onde começa o RetroReview Especial de Aniversário #1 – Gunstar Heroes.

Decidiu ler tudo, caro amigo retroaventureiro? Então, seja bem vindo ao estágio bônus:

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Parte 1 – Histórias Gamísticas do Sabat: o Retro player e a Retro revista

Há um bom tempo atrás, consegui algo que muita gente sonhava em fazer quando criança. Eu mesmo tinha esse desejo, todo aquele que comprava as revistas de games da época tinham esse desejo, e era por isso que nós possuíamos aqueles caderninhos cheios de anotações, detonados, notas, e demais rabiscos referentes aos jogos eletrônicos que passavam por nossos consoles. Nós sonhávamos em ganhar a vida com jogos, trabalhar detonando games, queríamos viver só de escrever sobre eles nas revistas. Um sonho infantil, que pouca gente efetivamente conseguiu alcançar.

Quanto tempo se passou? Muito tempo, tanto que meu site de games já faz esse serviço com a pequena diferença de que eu não ganho um tostão furado pelo trampo todo. O que eu ganho é nada mais que satisfação pessoal pelo reconhecimento de quem lê o que eu escrevo, e isso pra mim, já é motivo suficiente para nunca abandonar essa prática. Mas mesmo assim, talvez ajudado por este mesmo reconhecimento do pessoal frequentador do Retroplayers, consegui a façanha de ser convidado a escrever um texto para a sempre atrasada Revista Old!Gamer, a única publicação nacional impressa sobre games antigos que existe, e para vocês terem uma noção do tempo que já se passou, naquele momento ainda não havia sido lançada a edição 3 da mesma! Não acho ético da minha parte entrar no mérito de como foi que eu consegui o convite, pois é óbvio que eles não me notariam se eu não me mostrasse a eles, e eu tive sim que correr atrás das possibilidades, né? E em meio a essa correria, consegui que eles prontamente aceitassem para avaliação, um texto sobre este que é um dos grandes jogos de minha vida, Gunstar Heroes, ao qual eu teria o prazo de 2 meses para entregar.

15 dias depois, o texto estava pronto.

Claro que eu tinha certeza de que, apesar de todo o conhecimento que eu possuía sobre o título e de toda a pesquisa que realizei, o texto ainda precisaria passar por uma bela recauchutagem, pois eu nunca havia escrito nada de forma profissional antes, e foi o que aconteceu. Logo de cara, o meu contato na revista, nada mais que o redator chefe da mesma, o Humberto Martinez, me pediu para que eu resumisse o negócio, pois estava absurdamente grande!

Fim das expectativas de ter o texto na edição 3… Bóra resumir o negócio, 5 dias depois, a versão 2 estava pronta, com quase 10 mil caracteres a menos, e o mínimo de informação retirada neste processo. Fui ovacionado, o Humberto me disse que o texto agora estava ótimo, e que sairia na edição 4, mas os meses se passaram e… nada. Mas os contatos continuaram, o Humberto me pediu um texto sobre os games da franquia Zelda para o Philiphs CDI e eu prontamente o entreguei, sendo novamente ovacionado por ter criado um texto que ele dizia estar excelente.

Caros amigos retroaventureiros, a edição nº 4 da revista saiu em Outubro de 2010, e só em Janeiro de 2012 é que o meu texto sobre os games Zelda para Philiphs CDI foi publicado, já estávamos na edição nº 7. Muita emoção por ter um texto de minha autoria publicado em uma revista! Para quem nunca sentiu isso, saiba que a sensação é deliciosa! Mas algo me irritou, um fator que abalou o meu relacionamento com o redator chefe, algo que eu considerei extremamente anti ético, e que não foi me avisado com antecedência: o texto estava modificado. Suavemente, mas modificado.

Eu me enervei, deveriam ter me mostrado aquilo antes de me mandarem o contrato, que eu assinei sem ter a menor ideia de que ainda mexeriam no texto. Fui seco, e  a resposta que obtive foi mais ainda: “Não tem essa de mostrar nada nem de pedir autorização para modificar o texto. É assim que trabalhamos”. Em outras palavras, ou é do nosso jeito, ou vá “blogar”. Sim, ele demonstrou um certo preconceito com blogueiros… em determinado momento da discussão, eu escrevi errado uma palavra no msn, e o cara me corrigiu como quem quisesse passar a ideia de que “eu sou um blogueiro que não sabe nem escrever direito e ainda quer reclamar”. O pior é que eu concordo, eu não sei escrever direito, eu sempre erro coisas triviais por ai e sou até bem zoado por isso… Bem, em fim… Humildade vem do berço, nem todo mundo tem, e outros tem mas as vezes se esquecem dele e cometem deslizes. Acredito que este foi o caso: apenas um deslize.

Já estava trabalhando em um terceiro texto quando questionei novamente os motivos de Gunstar Heroes não ser nunca publicado. A resposta me assustou de novo: o Humberto me pediu para que eu novamente resumisse texto! A alegação era a mesma de antes: ainda estava grande demais, incompatível com os padrões de textos para revistas. Engraçado é que antes estava ótimo!!! Tudo bem, vamos fazer o resumo do resumo, e Gunstar Heroes vs 3.0 Light Edition foi entregue, sem absolutamente nenhuma divagação, sem a mínima enrolação, um texto sempre direto ao ponto, mas que ainda assim, conseguia passar o meu estilo de escrita. O redator chefe disse-me novamente que o texto estava ótimo, que agora sim eu havia alcançado o que ele queria, e que seria lançado em breve, mas os meses se passavam e nada de contrato pra assinar.

Minha famosa e inabalável paciência chegava ao limite, e a gota d’água que faltava para que finalmente ela desmoronasse, veio quando por acaso, o Humberto me pediu para conseguir imagens para serem colocadas no 3º texto que eu havia escrito, já entregue, novamente ovacionado. A princípio, seria um texto humorístico, e quando o redator o recebeu, disse que estava muito engraçado, bem do jeito que ele queria, e tudo mais, o de sempre. Após o pedido, ele me mandou, talvez sem querer, por engano, sei lá, uma cópia do texto EDITADO POR ELES NOVAMENTE SEM QUALQUER AVISO PRÉVIO OU AUTORIZAÇÃO, e o pior, desta vez porcamente editado, sumariamente cortado, com todas as piadas deletadas, um texto morto, sem pé nem cabeça e muito menos razão para existir, algo sem a menor graça e que eu definitivamente NUNCA escreveria, um texto que fugia totalmente da proposta inicial que havíamos acertado.

Ainda tive que escutar depois, obviamente, ele me dizer que o texto estava sem graça… Mas como pode? O amigo mudou de opinião mais do que comentarista de arbitragem da Globo! Eu fiquei tão enfezado que mandei o texto original para vários amigos, e todos sem exceção acharam tudo legal demais. Pedi opiniões SÉRIAS E PROFISSIONAIS para amigos  que prestam serviço na área da escrita informativa, e sem exceções, todos disseram que do jeito que estava, era só publicar, não havia o que mexer! Depois, mandei a eles o texto editado, e após a leitura, me responderam dizendo que parecia que alguém que não sabia da proposta humorística do texto, havia pego o bondinho andando e cagado geral na obra.

Percebi então que algo estava errado, e não era comigo. Peguei meus textinhos, coloquei dentro da trouxinha, joguei nas costas e disse adeus à Old!Gamer, mas não sem antes ouvir um sonoro “por sua causa a gente vai ter um buraco na edição 8”. Eu mereço…

Este foi o fim de minha curta estadia como colaborador da única revista impressa de games antigos do Brasil, mas não é algo que eu vá lamentar. No final das contas, a experiência adquirida valeu muito.

Se eu me arrependo? Acredito que quando escrevemos algo, colocamos ali a nossa maneira de se expressar, a nossa identidade, e muitas vezes, isso é algo único, como uma impressão digital. E sim, minha impressão digital vale mais do que algumas onças a cada 4 ou 5 meses. Se for pra sair um um texto assinado por mim em qualquer lugar, que saia de graça, mas que seja MEU.

Se eu guardo rancor? Eu não guardo rancor nem do Solo Player, que saiu da minha equipe e me detonou logo no primeiro tópico do seu finado blog! Um abraço pra você, meu caro doido! Ainda vamos tomar umas cervejas quando eu for pra Minas! (isso ainda vai virar outra história gamística)

Reflexão

Caros amigos retroaventureiros, em tempos em que uma cacetada de apresentadores de jornais e programas de noticiário nada mais são do que atores fingindo serem repórteres experientes com anos e anos de função, em tempos em que qualquer zé mané expõe uma opinião sem pé nem cabeça nem base nos twitters e facebooks da vida e milhões de pessoas dão crédito àquilo quando deveriam estarem se ocupando com algo menos fútil ou lendo um bom livro sem vampiros afeminados no conteúdo, em tempos em que a informação mais valiosa dos veículos de comunicação não passa de um amontoado de tragédias apresentadas por pessoas que fingem indignação, pena, ódio, mas que na verdade só estão representando um papel, em tempos em que quanto mais babaca, idiota e imbecil é o comediante, mais famoso e legal ele é, infelizmente se torna absolutamente normal que as pessoas que realmente mereçam estarem nos cargos à frente da informação, queiram de alguma maneira se defender, queiram mostrar que são diferenciados, e que merecem serem reconhecidos como tal.

Resta a nós, blogueiros que algum completo imbecil da justiça permitiu que pudéssemos nos intitular como jornalistas, estudarmos para tal, para que possamos realmente sermos profissionais no ramo da informação. Não tenho a menor dúvida de que muita gente do meio digital informal possui competência muito maior do que uma cambada enorme de pessoas formadas que trabalham em jornais, revistas e afins, mas também não tenho dúvida de que muita gente, não a maioria, mas muita gente, merece estar onde estão, e apesar de tudo, eu creio que o Humberto Martinez é um desses caras. Se a única revista de games antigos do Brasil existe, e se ela vai de boa a impecável em sua produção, é por causa dele, e isso, caros amigos, é algo que eu conheço pelo nome de competência.  Eu só tenho a agradecer pela chance que tive, e pelo meu pequeno, porém gratificante textinho imortalizado nas páginas da Old! nº 07 (aquela da matéria enorme sobre arcades de futebol que ninguém jogou no Brasil).

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Fim da Parte 1

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É pessoal, o que acharam da história? Interessante para qualquer um que possua um blog, que tenha crescido lendo revistas, ou que um dia tenha sonhado em escrever para alguma delas? Eu espero que sim, e se vocês acharam isso também, então meu objetivo está alcançado.

Agora me resta liberar para vocês, na íntegra, sem cortes, e com algumas alterações (pois algumas passagens eu escrevi bem melhor nas edições) a primeira versão da matéria que eu havia preparado para a revista supra citada, e preciso lhes informar com antecedência que este será então um texto com um formato um pouco diferente do que de costume, cheio de subtítulos e quadros com informações relevantes a este fantástico jogo que, originalmente, ficariam espalhados pela revista. Espero que todos gostem, e boa leitura!

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Parte 2 – RetroReview Especial de 3º Aniversário #01 – Gunstar Heroes

Caros amigos retroaventureiros, sabem como eu imaginava este texto saindo em uma revista? Algo mais ou menos assim:

Sonhar é de graça né! Já pensou se nós tivéssemos apoio financeiro para isso? Seria show demais!

O retroaventureiro compraria nas bancas por uma merreca (no máximo uns 10 Lulas, mais do que isso eu considero exploração), veria um monte de páginas retratando a boa e velha época em que comprávamos revistas aos montes, cheias de propagandas de clones de consoles pra cá e pra lá em meio as matérias, só que o conteúdo seria diferente… Tipo uma mescla do amadorismo do passado com a nostalgia do presente.

E você iria virando as páginas da revista, e a matéria de capa começaria assim:

Senhores mostrem suas armas!

É fato, a guerra faz parte da natureza humana. Desde a mais longínqua época possível de ser relatada, é sabido que o homem prefere resolver suas diferenças na base do tapa, e independentemente de onde e quais foram estas diferenças, o instinto de rivalidade sempre deu um jeito de colocar a humanidade em conflito pelas mais variadas causas, banais na maioria das vezes, em outras nem tanto.

Nós certamente já presenciamos em nossas vidas um punhado delas, mundiais como a guerra ao Nazismo, regionais como os embates armados do Iraque, ou sociais como a guerra contra doenças e fome, mas uma dentre muitas se destaca por ser uma categoria de guerra, digamos, menos sangrenta e triste, e em uma de suas edições, várias foram as ocasiões em que nós, ainda jovens adolescentes da década de 90 cheios de energia e com os hormônios vazando aos montes pelos poros, tivemos para por em prática o nosso crescente censo de rivalidade: a guerra virtual que se deu entre a Nintendo e a Sega.

Aquele que foi certamente o maior pega pa capá que a indústria gamística presenciou em toda a sua história, apresentava de um lado os donos daquele console negro que havia chegado estrategicamente primeiro ao mercado, cheio de belas conversões de games originais de arcades famosos e muito apelo rebelde, e do outro lado, o poderoso sucessor daquele que era até então, o console  líder absoluto e inalcançável do mercado mundial de games.

Todos sabem a que eu me refiro? Ótimo, posso dizer então que eu era nesta época, um feliz dono de um Mega Drive japonês, comprado em meados de 1991 com o dinheirinho suado que eu ganhava ao exercer a extinta profissão de Office Boy. Poucos meses depois, o Super Nintendo começava a aparecer nas páginas das revistas de videogame, e em menos de um ano, Nintendo e Sega já trocavam bofetões e disputavam acirradamente a preferência dos jogadores da época. E como veterano de guerra posso garantir: nem só de Mario e Sonic viviam os jogadores combatentes daquela geração!

Tiros, tiros e mais tiros

Nintendo e Sega, duas empresas que se tornaram eternas rivais após a disputa doentia pela ponta do mercado que se deu na geração de 16 bits, ou pelo menos, era o que se pensava até não muito tempo atrás. O embate histórico é algo digno de ser retratado em uma matéria especial só para ele, uma batalha verbal de proporções épicas que dividia os jogadores em dois mundos distintos, defendendo com unhas e dentes os seus consoles preferidos como se disso dependesse a mesada no fim do mês. E não podemos negar: a melhor parte de tudo isso era mesmo poder defender o nosso console preferido, jogando no meio da cara do rival, a deficiência ou a total falta de um determinado estilo de jogo no seu console, coisa que geralmente vinha acompanhada daquela gozação monstruosa causadora de acessos de raiva alheios.

É claro, Super Mario e Sonic the Hedgehog eram os grandes protagonistas da histórica peleja, liderando discussões exaltadas em toda a parte do globo terrestre, mas pulos, exploração e velocidade à parte, outros estilos de jogos também contribuíam, e muito, para a glória ou a humilhação momentânea que se dava no ato das discussões, e em especial, um gênero muito conhecido e adorado pela grande maioria dos jogadores mundiais era extremamente raro no console da Sega: o Run ‘n Gun. Nunca ouviu falar? Então abra já a sua edição nº 3 da Old!Gamer e releia a matéria sobre Shmups que lá você terá uma bela explicação sobre este amado gênero. Mas se você estiver com preguiça de desempacotar a revista daquele saquinho plástico especial que você arrumou para protegê-la de digitais indesejadas ou cometeu o pecado de não ter comprado esta fantástica edição, então basta apenas que você se lembre de um nome: Contra.

Nos Shmups você detona o que aparecer na tela com sua nave, avião ou qualquer coisa que consiga atirar enquanto voa; nos Run ‘n Guns você faz a mesma coisa, só que em terra firme e geralmente a pé! A série Contra é uma das grandes representantes deste gênero, que se tornou muito popular no console 8 bits da Nintendo e nos fliperamas da época, com jogos como Gerilla War, Jackal, Gunsmoke e mais recentemente, a amada e divertida série Metal Slug.

O gênero Run ‘n Gun era divertido, popular e viciante, e ainda hoje cultiva adeptos saudosos pelo mundo que se recusam a esquecer das horas maravilhosas de desespero e conquista frente às máquinas de fliperama engolidoras de fichas daquela época de ouro. Mas durante toda a primeira metade da quarta geração de videogames, ao qual pertenciam os consoles de 16bits da Sega e Nintendo, se o assunto fosse Correr e Atirar, se tornava dura a vida dos jogadores de Mega Drive. A simples citação do nome Contra 3 por parte dos rivais, causava sofrimento e dúvida no coração dos jovens defensores do console da Sega… Era como estar no último round da luta e levar um direto no queixo, a língua travava e as palavras sumiam. O Mega Drive tinha Shmups a dar com pau, alguns excelentes, inesquecíveis, mas lembrar de um único Run ’n Gun para o console que não fosse a adaptação multiplataforma do clássico dos arcades Sunset Riders era tarefa muito difícil, e não existia nele praticamente nada que se quer, chegasse perto de ser parecido com o clássico que era Contra 3: The Aliens War, desenvolvido pela até então “mestra dos tiros”, a Konami, para Super Nintendo. Se levarmos em consideração a data de lançamento deste game, posso dizer então que esta situação desesperadora perdurou por quase dois anos, quando finalmente, a Sega viu surgir aquela bendita Luz no fim do túnel. A boa notícia foi que desta vez, a tal da luz era brilhante pra caramba e tinha até cheiro, o cheiro da própria Konami.

Konami e seu Tesouro perdido

Se você é ou era fã de jogos de ação frenética, daqueles cheios de inimigos e projéteis se espalhando pela tela enquanto seu pequeno personagem, nave, avião ou demais objetos cabíveis tentava se esquivar de tudo enquanto contra atacava com aquela saraivada maior ainda de tiros, esteja ciente então de que boa parte da sua gratidão deve ser destinada a tal da Konami, pois é dela uma considerável parcela dos jogos deste estilo que você jogou nos fliperamas e consoles caseiros do passado.  A competência da empresa tornou-se notável com o aparecimento de seus primeiros arcades de sucesso, no início da década de 80, e desde então, a softhouse nipônica figura firme e forte como uma das principais desenvolvedoras de jogos que existe.

Sabe-se que a Konami nunca foi de se preocupar muito com a divulgação de seus estúdios subsidiários, sendo a única exceção à regra, a Ultra Games, subsidiária americana que não desenvolvia nada: apenas traduzia e publicava games japoneses da empresa no ocidente além de servir para burlar o esquema de cotas da Nintendo.  Mas eles existiam, e analisando a história da empresa, é muito difícil definir dentro destes grupos, equipes em que vários ou todos os integrantes eram os mesmos em mais de um game, o que leva a crer que o desenvolvimento dos jogos se dava por meio da disponibilidade dos profissionais dentro dos cronogramas da empresa, que visava, na época dos 8 e 16 bits, lançar sempre um número por volta de 10 títulos anuais. Mas ouve um game, lançado pela Konami em 1992 para NES, que reuniu uma equipe peculiar de profissionais do ramo de desenvolvimento de jogos, pessoas que já haviam trabalhado anteriormente ou que estavam, na época, envolvidos no desenvolvimento de títulos como Axelay, Rocket Knight Adventures, Castlevania 4, e The Simpsons para Arcade entre outros. O tal jogo responde pelo nome de Bucky O’Hare, a adaptação para o mundo virtual de uma série de desenho animado (baseada em um gibi da época) que fez relativo sucesso no início da década de 90. A equipe de produção de Bucky O’Hare era liderada por um tal de Masato Maegawa, que dizem as más línguas, não se sentiu satisfeito com algumas decisões da Konami após o término do trabalho em Buck O’Hare,  dentre elas, a de que ele deveria comandar esta mesma equipe no desenvolvimento de um quinto jogo da série Castlevania a ser lançado para Super Nintendo. Por motivos misteriosos, essa ordem desagradou não só a Maegawa, mas a quase todos os envolvidos. Não é preciso dizer que este tal quinto jogo da franquia Castlevania obviamente nunca foi lançado, pois Maegawa preferiu pegar suas coisinhas e cair fora da empresa, levando na trouxinha quase toda a equipe que ele havia comandado ao desenvolver o jogo do coelho alienígena verde.

Poucos meses depois ele fundava uma pequena softhouse, que continua diminuta até hoje e que geralmente trabalha com franquias licenciadas de outras fabricantes, porém, uma empresa gigante em carisma e qualidade, mãe de jogos lendários como Ikaruga e Radiant Silvergun, famosa pelos chefes de fase gigantescos e por extrapolar em seus games, os limites de potência dos consoles para o qual eles são desenvolvidos, a cultuada Treasure. Pouco mais de um ano depois, ela apresentava ao mundo o seu cartão de visitas: um Run’n Gun como nunca havia se visto. Era frenético, lindo, extraordinariamente divertido, e o detalhe maior: era exclusivo do Mega Drive. Finalmente terminava o sofrimento daqueles que tanto ansiavam por algo que pudesse fazer frente ao Run’n Gun do console concorrente, e tinha início uma parceria que se estenderia por gerações de consoles da Sega.

Corra e Atire no Mega Drive

Gunstar Heroes era lançado em Setembro de 1993 no Japão sem nenhuma festa, fogos ou maiores alardes por parte da mídia especializada, mas à medida que o game ia sendo comercializado, os boatos de que havia surgido um jogo fantástico para o Mega Drive, capas de bater de frente com Contra III: The Alien Wars, iam se espalhando mais rápido que fofoca em novela da Globo, e pouco tempo depois, o jogo já havia se tornado uma verdadeira febre entre os jogadores.

E não tardou muito para que as publicações impressas começassem a distribuir elogios ao game em suas páginas mensais, pois em se tratando de Mega Drive, um videogame de hardware veloz, porém, menos poderoso do que o de seu concorrente em qualquer outro aspecto, Gunstar Heroes se mostrava uma produção surpreendente, para não dizer milagrosa.

Era difícil acreditar que uma empresa com pouco mais de um ano de vida conseguisse produzir um game de tamanha perfeição logo em sua estreia no universo gamístico, e a explicação para o ocorrido não era tão simples, pois o resultado final dependeu de diversos fatores, como um excelente planejamento, competência, boas escolhas e principalmente, ideias geniais.

Pra começar, grande parte dos funcionários da Treasure havia trabalhado anteriormente no desenvolvimento do próprio Contra III, um game que agradava demais ao presidente da nova softhouse, que julgou assim, ser mais do que correto aproveitar a familiaridade da equipe para com a mecânica dos Run ’n Gun neste primeiro projeto.  O próprio Maegawa confirmou isto em uma entrevista concedida em 2005 para um renomado site especializado em games, onde ele soltou a frase “Quando fundei a Treasure, adotei a missão de criar o tipo de jogo em que nós éramos bons em fazer”, uma decisão tão certa quanto o sucesso que o game poderia alcançar.

Mas é verdade que somente experiência, às vezes não é suficiente para a plena realização de algumas tarefas, e seriam necessárias mais algumas decisões acertadas para que Gunstar Heroes chegasse onde chegou.

Treasure e Sega: parceria de sucesso: Ao longo de sua história, a Treasure desenvolveu mais jogos para os consoles da Sega do que para qualquer outro. Fora Gunstar Heroes, o Mega Drive e seus sucessores foram agraciados com títulos de respeito como Alien Soldier e Light Crusader (MD), Radiant Silvergun, Guardian Heroes, Silhouette Mirage (Saturn), Bangai-O e Ikaruga (Dreamcast), e não se sabe ao certo quais foram as razões para estes fortes laços entre as empresas. Talvez a Nintendo não tivesse interesse na época pelos games da nova companhia por estar plenamente satisfeita com a Konami, já a Sega talvez tivesse interesse demais e tratou de agradar bastante o pessoal da Treasure, que se sentiu em casa ao desenvolver seus games para ela… Não se sabe ao certo, mas é fato que essa relação amorosa durou até o momento em que a Sega parou de fabricar consoles para se dedicar apenas ao desenvolvimento de software. Quem sabe um dia a Sega resolva voltar ao ramo de consoles e abrace novamente a Treasure? Sonhar não custa nada mesmo…

Já na época, sabia-se que o Mega Drive possuía uma paleta de cores limitada (o número delas simultâneas na tela era mais limitado ainda), pouca memória de vídeo e mais alguns fatores que impediam o console de executar tarefas que o Super Nintendo realizava sem maiores problemas, mas se havia algo que o console da sega possuía de sobra, era velocidade de processamento, coisa que já havia sido provada com os games da franquia Sonic. Utilizar à exaustão essa capacidade foi a segunda decisão acertada da Treasure: Gunstar Heroes era freneticamente rápido e dinâmico.

Os games do ouriço azul mostraram ao mundo que o console da Sega era capaz de manipular em altíssima velocidade, uma grande quantidade de sprites ao mesmo tempo sem o menor slowdown, e a Treasure abusou deste fator, explorando-o de todas as maneiras que vieram à mente dos seus programadores.  O resultado era visível logo que se começava a jogar o game, onde dezenas de inimigos vindos incessantemente de todas as direções possíveis, entupiam a tela em meio a explosões e projéteis dos mais variados tipos, enquanto os personagens lutavam freneticamente para abrir caminho em meio aos destroços até o final das fases, que eram guardadas por chefes tão grandes que davam medo.

Não era só para Mega Drive? O game foi exclusividade dos donos de Mega Drive, e este fator foi fundamental para que o console pudesse seguir firme e forte na briga pela preferência dos jogadores da época. Mas isto não impediu que ele pudesse figurar mais tarde em outras plataformas, e foi assim que Gunstar Heroes acabou aparecendo no Game Gear em um port que, devido as limitações do consolinho, ficou bem meia boca. Em 2004, o game apareceu em uma obscura coletânea para PC de jogos da Sega, e pouco mais tarde, em 2006, figurou junto de outros sucessos da fabricante na coletânea Treasure Box, lançada para PS2. No final daquele ano, o game ficou disponível para download no Wii Virtual Console, que já se estabelecia no mercado atual de games como uma excelente e subestimada ideia. A última aparição do game se deu em 2009 nas redes virtuais do PS3 e do X360, onde recebeu um filtro gráfico que visava melhorar a distorção de se jogar um game tão antigo nas telas de LCD, e um modo on-line cooperativo que não agradou muito aos jogadores pelo fato de existir uma falha no game que impedia que um player morto ressuscitasse imediatamente em troca de um pouco de HP do outro player como acontecia no original. Aparentemente, o pessoal ainda aguarda soluções!

Esses caras eram algo fora do comum, nunca antes se havia visto chefes de fase como os que apareceram em Gunstar Heroes.  Eram quase todos enormes e cheios de articulações, e enquanto alguns se moviam ou se estendiam vertiginosamente pela tela inteira, outros até mesmo mudavam de forma no melhor estilo Transformers, adquirindo nova movimentação e novas formas de ataque. Imagine um inimigo que uma hora é um enorme robô que corre atrás de você tentando lhe acertar socos com braços que esticam, e no momento seguinte, ele se transforma em uma serra circular gigante que corre pela tela em altíssima velocidade, soltando faíscas por onde passa na tentativa de te cortar ao meio.

Gunstar Heroes é forrado de criaturas mecanóides deste tipo, e para criá-las, a Treasure tratou de evoluir uma técnica pouco difundida de manipulação de sprites que já havia aparecido anteriormente em alguns outros poucos jogos, como Ranger X (Gau Entertainment) e o próprio Contra III, que como citado anteriormente, era bem familiar pra muita gente do estúdio. A fórmula consistia em gerar criaturas robóticas enormes cheias de articulações a partir de vários sprites manipulados individualmente, fazendo total uso da velocidade de processamento do console para dar a nítida impressão de que tudo fazia parte de um único indivíduo.

E funcionou bem, mas tão bem que essa peculiaridade passou a ser marca registrada da softhouse em seus games posteriores, sempre apresentando a partir dali, aqueles chefes gigantescos que muitas vezes mal cabiam na tela da TV.

Encostou, não morreu!

Tanto nos Shmups quanto nos Run ‘n Guns, uma característica permanece imutável desde a criação dos estilos: a dificuldade. Quase sempre são jogos dificílimos, que exigem atenção extrema, reflexos de Jedi, e muita paciência na hora de guardar na mente os padrões das fases dos games, pois em muitos deles, só é possível se avançar mesmo na base da decoreba. Em grande parte, essa alta dificuldade se deve a um fator quase unânime nestes jogos: a morte por encostão. Sejam projéteis de qualquer espécie, soldados, alienígenas, cachorros, robôs, não importa: 99% do que se move pelo cenário é altamente mortal para os protagonistas destes tipos de jogos, o que deixa como nossa principal preocupação, antes mesmo da necessidade de destruir qualquer coisa que se atreva a aparecer na tela, não encostar em nenhuma delas.

Assim, a jogabilidade dos Run ‘n Guns e Shmups que iam surgindo com o passar dos anos praticamente não se alterava, sempre se resumindo a esquivar, coletar upgrades e atirar a esmo. Não se sabe se a Treasure percebeu isso e decidiu inovar, ou se o jogo estava mesmo era ficando difícil demais e exigiu mudanças… O que se sabe, é que elas vieram em grande escala.

A jogabilidade de Gunstar Heroes se mostrava única, rápida e precisa, e cheia de elementos inéditos a um game deste gênero. Acertadamente, a Treasure abolia a morte por encostão, e agora nosso herói contava com uma única vida representada por um número no alto da tela que diminuía ao se receber dano em escala proporcional ao tamanho da bofetada, que por sinal, era um dos vários novos recursos que os inimigos tinham para detonar com o protagonista na falta do esbarrão mortal. O personagem durava muito mais tempo em meio ao formigueiro de inimigos e tiros que o cercava, e isso garantiu muito mais dinamismo ao game além de balancear a sua dificuldade, pois agora era possível estudar o padrão de ataque dos inimigos sem o déficit da tentativa e erro, que geralmente precedia os inúmeros CONTINUES e o fatídico GAME OVER.

Combinação perfeita, de tiros: A Treasure criou para Gunstar Heroes um eficiente sistema de armas claramente baseado em Contra III (aquele onde os heróis podiam carregar 2 tipos de armas alternáveis) só que com algumas implementações muito bem elaboradas. Antes de se começar o game, somos apresentados a uma tela de opções, onde primeiramente decidimos se vamos jogar com movimentação livre ou fixa durante os tiros, depois escolhemos uma entre quatro opções de armas para começar a jogar, determinamos qual será o estágio inicial e começa a festa: podemos recolher os 4 tipos de armas pelo cenário e combiná-las a gosto (inclusive 2 tipos iguais), chegando a um número máximo de 14 projéteis distintos e de poder variável.

E com mais tempo de vida garantido ao protagonista, a Treasure optou por aprimorar a experiência de jogo com elementos inéditos ao estilo, e como foi bom perceber que agora era possível fazer algo mais do que apenas pular e atirar. Tornava-se possível realizar proezas como derrubar inimigos com uma poderosa rasteira, ou agarrar os mais próximos tanto no chão quando no ar, e os atirar para qualquer lado destruindo mais inimigos no processo. Mas a função principal dos protagonistas do game continuava sendo a de atirar como loucos pra todo lado, e para se fazer isso com estilo, o excelente sistema de fusão de armas permitia vaporizar os inimigos com dezenas de combinações possíveis de projéteis, fator que adicionou um toque de estrategia ao jogo, e muita diversidade na maneira como os jogadores encaravam os desafios propostos.

A cara da ação

Gunstar Heroes era nada mais que o primeiro jogo da nova fabricante, aquele que seria a apresentação da Treasure no mercado de jogos eletrônicos, e o game não ter a devida aceitação e reconhecimento por possuir um visual genérico era uma preocupação real dos desenvolvedores. Para que a nova produção se destacasse realmente do que já existia no mercado atual de jogos, foi decidido então que o visual do game deveria ser algo capaz de se destacar por si só, absolutamente condizente com a ação que seria apresentada na tela, e o estilo oriental dos mangás e animês pareceu então ser uma escolha óbvia.

O estilão mangá permitiu que o game oferecesse um visual único aos cenários e marcante aos personagens do game, independentemente de serem heróis ou vilões. Todos eles possuem um ar peculiar, como os heróis que esbanjam confiança em sua postura, ou os vilões que demonstram aquela atitude prepotente característica das animações japonesas. E cada um dos inúmeros sprites de animação que compunham os personagens do jogo foram cuidadosamente desenhados de modo fazer com que cada movimento possível na aventura se mostrasse original, e estes movimentos não eram poucos, assim como o número absurdo de personagens simultâneos na tela. Felizmente a velocidade do hardware do Mega Drive permitia que tudo rolasse suave, sem o menor slowdown, mesmo jogando-se em dificuldades mais avançadas, onde o número de inimigos simultâneos aumentava ainda mais.

A que vale é a Japa: Geralmente, jogos de ação não tem história, eles tem é um pretexto para a trocação de tiros: ele roubou a minha namorada, ele quer invadir a Terra, ele é feio, e coisas do tipo. História era um fator que ficava por conta dos RPGs e alguns adventures, e era extremamente raro algum game fora desta linha possuir uma história pouco mais trabalhada que o trivial de sempre. Pra variar, Gunstar Heroes era uma destas exceções. O game possue uma história digna de roteiro de anime, que pra variar novamente, foi modificada na versão americana do game devido às diferenças culturais entre os dois países, e por isso nem vou levá-la em consideração, tanto por que a continuação do game, Gunstar Super Heroes, segue a história da versão original japonesa:
“Uma poderosa arma de destruição de nome tão original quanto ao dos heróis e vilões do jogo, Golden Silver, foi criada por uma organização maligna que desejava destruir a Terra e o universo por motivos obscuros, e uma vez solta, o caos impera pelo planeta. Os quatro  Gunstars (Green, Yellow, Blue e Red, nomes super originais como já mencionei)  viviam em uma das luas do planeta, vão à Terra para combater a ameaça e depois de muita briga, finalmente vencem o monstrengo, que é aprisionado e selado, sendo as chaves deste selo, quatro gemas de poder que foram guardadas em partes diferentes do planeta. Após o sucesso da missão, os Gunstars entraram em estado de hibernação, e ao longo do tempo que se deu, uma nova civilização prosperou, e a antiga batalha se tornou nada mais que uma lenda. Foi quando Green aparece agora líder de uma nova organização, um império que acreditava que a libertação do “Deus aprisionado na Lua” seria algo bom e sem o menor perigo, coisa que o ex-gunstar saberia certamente que não é verdade se não tivesse perdido misteriosamente suas memórias passadas.
Foi então que em meio a escavações imperiais na Lua, os outros Gunstars são encontrados dormindo em cápsulas por um cientista chamado Dr Brown (mais cores…), e uma vez reanimados, contam ao velho senhor aquilo que Green deveria saber direitinho: a probabilidade nada agradável de destruição global que Golden Silver poderia trazer se fosse despertado. Dr Brown se une então aos Gunstars, que vão tentar impedir que as 4 gemas caiam nas mãos de Green e do império”.

A premissa é boa, e o jogo é melhor ainda!

Uma das coisas mais gratificantes de se jogar Gunstar Heroes era descobrir que o design de fases não se resumia a somente avançar por elas abrindo caminho em meio aquele mundaréu de inimigos mal intencionados. A variedade e a originalidade com a qual os ambientes do game foram criados acabaram sendo grandes responsáveis por tornar a curta aventura criada pela Treasure, algo empolgante e viciante do início ao fim. Se tais ambientes não são os mais bonitos e detalhados tecnicamente a surgirem no console da Sega, a maestria com a qual foram elaborados supre completamente este fator. Obviamente, consistem em sua maioria de etapas a pé, porém cheias de variações, como um barranco onde o herói desce deslizando enquanto fuzila inimigos em um plano que se mistura com o fundo do cenário e cria uma sensação de velocidade surpreendente, ou quebra-cabeças dispostos ao longo do caminho que impedem a passagem enquanto não forem resolvidos, mas outras etapas possuem peculiaridades que modificam e incrementam muito a jogabilidade, como uma que se passa com os heróis correndo desenfreadamente por trilhos magnéticos, ou uma outra que se resume a um perfeito Shmup, gênero que imortalizaria a empresa no futuro.

Festa em duplas

Obviamente não foi à toa que Gunstar Heroes se tornou extremamente popular em pouquíssimo tempo. Os efeitos visuais não nativos do console presentes no game somados à freneticidade que o título propunha, causaram uma enxurrada de matérias altamente positivas, sendo inclusive eleito por uma das mais importantes publicações impressas especializadas dos EUA, como o melhor jogo de ação de 1993. O resultado foi o sucesso absoluto entre os donos de Mega Drive, que logo na abertura do game, já podiam presenciar um belo efeito de rotação de sprite que de maneira alguma acreditava-se ser possível realizar no console sem a ajuda de algum chip especial ou acessório a parte, algo que já mostrava em primeira mão aos desavisados, à concorrência, e a quem mais pudesse interessar, que viria coisa boa pela frente, boa e cooperativa.

Nas gerações passadas de jogos eletrônicos, em especial nos consoles de 16 bits da Nintendo e da Sega, um certo fator era bastante comum a vários gêneros de jogos, um fator que era considerado essencial e que foi se perdendo com o passar dos anos, talvez enfraquecido pelo poder dos jogos On-Line e das lan houses que se multiplicavam pelas cidades do mundo com seus jogos em rede. Claro que eu estou me referindo ao modo para duas pessoas, obrigatório nos Beat em Ups, preferível em outros vários gêneros, e indispensável para a jogatina em grupo regada a pipoca, pizza, refrigerante, e controles engordurados. A época era propícia a este tipo de jogatina, nada era mais divertido do que juntar aquele bando de gente na sala em frente a uma TV de tubo 21″ para disputar partidas multiplayer, fossem elas cooperativas ou não, e sabendo disso, a Treasure tratou de fazer bonito em seu game de estreia: quando o assunto era multiplayer cooperativo, Gunstar Heroes cumpria com excelência o seu papel.

Dois jogadores podiam fuzilar inimigos simultaneamente pelas fases, cada um no controle de um dos heróis do jogo, que respondiam pelos nomes Red e Blue. Claro, depois da trabalheira ensandecida que o pessoal da produção deve ter enfrentado para desenvolver um projeto tão surpreendente em um espaço de tempo tão curto, é certeza que ninguém mais tinha neurônios em atividade suficientes nem para batizar os personagens e vilões do game com títulos mais decentes, que acabaram assim recebendo nomes banais e simples, baseados em cores avulsas. Mas se faltou originalidade na hora do batizado, não faltou competência na hora de fazer com que tudo continuasse rodando suave mesmo com o console processando comandos em dobro enquanto a tela da TV se entupia de inimigos, explosões, tiros e demais coisas passíveis de causarem hematomas nos heróis. O espetáculo visual que o game proporcionava com isso deixava a aventura impressionante tanto para a dupla de jogadores que atuava no momento, quanto para aqueles que apenas observavam aguardando a sua vez de pegar finalmente o gamepad para adentrar naquela instigante batalha futurística que, infelizmente, se revelava mais curta do que a vontade de continuar jogando exigia.

A trilha é excelente, mas da pra deixar melhor: Sabe-se que é costumeiro ser lançado no Japão aquelas coletâneas com as músicas dos jogos e animes que pintam por lá, só que em Gunstar Heroes o negócio foi um pouco diferente. A trilha sonora do game era espetacular, um tecno meio pop futurista que realçava e completava perfeitamente as passagens do game desde sua abertura até seu encerramento, e que  já soava lindamente bem mesmo nos sintetizadores do Mega Drive. Mas como nada nunca está bom para nossos amigos de olhos puxados, resolveram lançar a Soundtrack do game com todas as músicas rearranjadas de modo deixá-las bem superiores às encontradas durante a aventura. O resultado foi um álbum magnífico, e hoje em dia, extremamente raro.

Gunstar Heroes, apesar de todos os prós, se mostrava um game curto. Jogadores mais experientes precisavam de poucas horas para que o jogo fosse dominado e vencido, outros não tão habilidosos o detonavam em um único final de semana, situações causadas principalmente pelo baixo número de fases e pelo nível de desafio que não era lá muito alto. Curiosamente, algumas das notáveis melhorias do Game constituíram um fator decisivo para a pouca longevidade da jogatina solo e baixa duração da aventura, como por exemplo, o fato do personagem não morrer mais com apenas um tiro, que permitia que jogadores passassem as fases aos trancos e barrancos, e algumas combinações de armas, como o Chaser + Lightning, que era tão apelativa que o jogador podia se preocupar apenas em se esquivar dos projéteis inimigos enquanto aquele lazer teleguiado assassino fazia a chacina.

O game ficava mais fácil ainda quando jogado em duplas, pois além da ajuda mútua característica, se um dos jogadores morresse ainda era possível voltar à porradaria imediatamente em troca de metade do HP do outro jogador. Mamão com açúcar!

Estes fatores poderiam ter atrapalhado muito os planos da Treasure com seu primeiro game, mas não foi o caso, pois o título continuava extremamente divertido mesmo após ser detonado, e era passível de ser jogado várias vezes tanto sozinho quanto em multiplayer antes que o jogador finalmente enjoasse e encostasse o cartucho, que ainda assim só ficava de canto até que algum dono de SNES aparecesse no recinto da comunidade seguista. Esse sim era o momento mais delicioso de se ter Gunstar Heroes à disposição: o sofrido possuidor do console da Sega podia mostrá-lo para o nintendista da época e dizer de peito estufado ESTE É EXCLUSIVO DO MEGA DRIVE AMIGO!

Fim da guerra, recolham suas bandeiras

Pois é, isso acontecia muito naqueles anos sofridos de guerra entre consoles, sofridos mas inesquecíveis. Gunstar Heroes aparecia trazendo dias melhores aos donos de um console que, outrora líder, agora comia a poeira de um concorrente que graças a uma regularidade mais acentuada de títulos de qualidade, se distanciava na liderança cada vez mais. A guerra não estava por terminar, mas já se previa que o seu final se daria em no máximo uns 2 anos, pois novos protagonistas estavam por surgirem no Japão, e talvez uma nova guerra viesse a acontecer em breve para tomar o lugar desta. Mas seria ela capaz de ser tão marcante quanto a atual?

Essa resposta ninguém tinha, tanto por que no ano que se seguiu, muitos bons jogos foram lançados para ambos os consoles, um breve período em que o Mega Drive conseguiu encurtar a distância para o SNES em número de bons títulos, alguns deles só concebidos por que Gunstar Heroes apareceu antes e mostrou que era possível fazer algo mais no console da Sega.

Gunstar Super Heroes, continuação de peso: Demorou mais de uma década, mas a primeira e mais clássica aventura da Treasure recebeu uma continuação em 2005. Gunstar Super Heroes foi lançado para o console portátil da Nintendo, o Game Boy Advance, e se mostrava uma aventura tão espetacular quanto à primeira, porém sem o mesmo impacto. O game é ambientado em um futuro um tanto quanto distante e com ligação direta com o final de Gunstar Heroes, e muitas melhorias e mudanças na jogabilidade foram aplicadas a este novo game que, apesar de receber inúmeros elogios por parte da crítica especializada e de possuir um sistema de jogo sólido e viciante, inexplicavelmente nunca figurou entre qualquer lista dos games mais vendidos do consolinho na época. Tudo bem que uma das características mais marcantes do primeiro jogo fora retirada deste, o Multiplayer, mas ainda assim, Gunstar Super Heroes merecia muito mais reconhecimento do público do que recebeu.

A Treasure provava que o Mega Drive era capaz de fazer muita coisa que se julgava impossível realizar no aparelho, e se não era com a mesma excelência e maestria gráfica do concorrente, era com mais velocidade e dinamismo, e foi este o caminho que a recém formada empresa criou e mostrou para quem quisesse ver e seguir. E se hoje a Treasure não se tornou uma gigante do desenvolvimento de games, foi por que ela preferiu ser uma pequena notável dentre as poderosas marcas do mercado, pois potencial para isso ela tinha e ainda tem de sobra. É só dar uma olhadinha em games como Ikaruga e Gunstar Super Heroes, a continuação do game aqui em questão, para que esse potencial fique bem evidente.

Gunstar Heroes se tornou um clássico dos 16 bits, um game premiado e aclamado como um dos melhores jogos de ação de todos os tempos, e hoje em dia, em tempos de paz um dia inimagináveis entre Nintendo e Sega, ele sempre figura nas eternas e infindáveis listas de melhores disso e daquilo. Nada mais justo para um game tão inovador, revelador, divertido e querido como foi este primeiro título da Treasure, que se tornou com o passar do tempo, um dos grandes nomes dos Run ‘n Guns da história, aparecendo inclusive à frente de games da franquia Contra em muitas ocasiões, coisa que causa aquela pontada de ciúme ainda hoje nos donos de SNES sobreviventes da grande guerra da década de 90. Nada mau para um game de estreia, não é mesmo?

Muito obrigado a todos vocês, amigos retroaventureiros, que aguentaram ler esse material todo, pois haja paciência pra se ler duas matérias tão grandes em um tópico só!

Este foi o Primeiro RetroReview Especial de Aniversário, e vocês não perdem por esperar o segundo.

Até a próxima!

Fim

Sobre Sabat

Editor Chefe do RetroPlayers, Redator e Editor nos Livros e Revistas WarpZone, Podcaster e editor de áudio, Saudosista, e Analista de Informática porque algo tem que dar dinheiro né!
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  • Cosmão

    Na boa, é por isso que a impressa gamística no país é levada como infantil e boba. Quem joga videogame aqui é tratado assim por conta dessas atitudes, que limitam por baixo grandes talentos em prol de dinheiro.

    Você não é o primeiro que sai da revista por motivos desse tipo, o Amer é outro que vazou por não concordar com um monte de coisas ali. Não sei quem é o tomate podre lá, mas que alguma coisa tá errada, isso está.

    Enfim, sobre o game, tenho pouco a acrescentar, apenas que vou caçar sua alma até no inferno por não ter dado 100% na avaliação 😛

    Pra mim, Gunstar Heroes é o ápice do Mega junto com mais meia dúzia de jogos, um game tão completo e bem feito que fica difícil compará-lo com qualquer outro do gênero.

    Bom review, ótimo texto, piadas e imagens. Infelizmente, não souberam enxergar isso, ou não quiseram realmente. Pra isso existem os blogs, onde tanta gente de talento escreve sem ganhar um tostão e o fazem apenas por amor aos games.

    PS: ah sim, pra mim, a melhor combinação do game são dois homing shots (os verdinhos). Terminei no hard com eles e estou há dias jogando no Expert hehehe!

    • Opa Cosmão!!! tudo beleza cara? ^^
      Eu fiquei sabendo que mais pessoas saíram dali por motivos de atrito, incompatibilidade e tal, eu estava lá quando o Amer saiu, nunca havia tido o menor contato com ele, seja verbal ou digital, mas era bem verdade que pelas histórias que eu escutava, os motivos que o desligaram da equipe OLD não foram tão parecidos com os meus … eu teria que ver o pronunciamento dele né.

      Rapaz, Gunstar pra mim é fenomenal, mas eu sou um cara chato que realmente não suporta dar notas máximas com muita frequência não kk acho que esse 96 ta de bom tamanho XD

      E muito obrigado pelos elogios Cosmão! E eu realmente lamentei muito por este texto não ter saído na revista…

      PS: eu terminei no experto com a combinação HOMING + CHASER ,,/ mas faz teeeeeeeempo viu, uns 18 anos shuhsuhs

  • danielgfm

    Claro que o GunStar Heroes merecia estar entre um dos jogos a serem analisados, mas também me foi total surpresa para que isto acontecesse, pois muitos dos jogos antigos que o pessoal se lembra muito são do Super Nintendo e não do Mega Drive.

    Mas qual foi a minha surpresa que a votação ficou bem equilibrada, por assim dizer, e, surpresa maior ainda, foram 4 jogos de Mega Driv e, todos eles clássicos, 3 do Super Nintendo, onde eu só joguei dois deles, Demon’s Crest ouvi falar, mas não joguei e um dos maiores, senão o maior, clássico do Master System, o RPG futuristo Phantasy Star.

    GunStar Heroes – MD- 6 votosDonkey Kong Country – SNES – 6 votosStreets of Rage 2 – MD – 5 votosDemon’s Crest – SNES – 4 votosSonic the Headgehog II – MD – 4 votosPhantasy Star – SMS – 4 votosTop Gear – SNES – 4 votosComix Zone – MD – 4 votos

    É meio de estranhar de ver mais jogos do Mega Drive do que do Super Nintendo, pois é fato que grande parte dos jogadores amavam o Super Mario, Contra 3, International Super Star Soccer e nenhum deles entrou aqui.

    De toda forma, é mais que merecido que GunStar Heroes esteja no primeiro lugar nas votações, pois este é um jogo que provou que não basta ter especificações técnicas superiores num console, você precisa também de programadores que saibam o que estão fazendo no seu Hardware. Um exemplo disso, é o jogo The Adventures of Batman and Robin, que é um daqueles medianos no Super Nintendo, e no Mega Drive é uma obra-prima de som, gráficos, jogabilidade e dificuldade.

    Enfim, depois de ler todo o processo tortuoso que este artigo passou, que não foi muito pouco, concordo contigo Sabat no que diz respeito a esse vai e vem de publicações gamers no Brasil. Existe muita gente séria no mercado, assim como tem aqueles que tem preconceito para com a gente, blogger, que quer apenas compartilhar algo muito importante para todos, que são as opiniões sobre os games que amamos.

    E que venha o próximo post!

    Feliz 3 anos de Retrogaming!

    • Eu imagino que deve ter tido mais jogo de SNES em porcentagem total, mas sinceramente eu achei a lista bem equilibrada. Imagina aí os haters aparecendo se fosse um top 10 de SNES xD.

      • Foi mesmo mano, o SNES foi a maior porcentagem, depois o MEGA e o PSx.

    • Opa Daniel ^^ beleza maninho?
      Rapaz, enquanto eu apurava a contagem dos votos, sabe o que eu percebi que aconteceu demais com o SNES? OS VOTOS NÃO SE CONCENTRARAM! Por isso um monte de games do console ficou de fora! No Mega, por exemplo, SOR2 teve um monte de votos, quem gostava votou nele sem titubear, tanto que SOR3 praticamente nem foi votado. No SNES pegarei o exemplo de Megaman: os votos se desagruparam entre X1, X2, 7, e nenhum acabou indo! Foi estranho, mas aconteceu ^^ Claro, lembrando a todos que nós NÃO DEMOS AS OPÇÕES DE JOGOS, foram os próprios leitores que mandaram suas listas e nós apenas recolhemos e contamos!

      • danielgfm

        Mas é justo o que eu falei, o Super, por ter sido mais jogado, o pessoal se lembra de mais jogo, enquanto que o pessoal que gostava do MD, que era mais aquela turminha estranha do bairro, opta pelos clássicos…

        Ah, essa humanidade! XD

        • Turminha estranha o %$#$@$% kkkkkkkkkkkkkkkk RI ALTO

  • Sabat, fico realmente triste com a sua versão da história. Não significa que seja verdade ou mentira, eu só simplesmente não vi a situação correr do jeito que você narra. Ainda mais porque vejo a OLD!Gamer como uma vitrine para pessoas apaixonadas pelo assunto, tanto para quem escreve quanto para quem lê. O objetivo da revista é o amor pelo universo retrô… o preço está lá porque o mundo é assim, ela precisa se pagar e não é barato produzi-la. O começo da revista foi meio bagunçado, com os atrasos que todos conhecem… e as pautas de uma edição acabam ficando para outra, ou para outra. E há a questão do controle de qualidade, que nem sempre tem a ver só com “qualidade”, mas com a análise de se o texto tem a ver com o estilo da revista, da editora ou até do editor. As vezes um editor lê a primeira vez e acha bom, depois lê novamente e saca que não é bem assim. O universo de revistas é assim… nem sempre as pessoas gostam de terem os seus textos editados, mas posso garantir que é assim em qualquer meio editorial. Quem me conhece sabe que nunca fui editor do estilo arrogante ou ditador. Fico triste de ver que você tenha tido que expor sua mágoa publicamente, quando estou online no MSN todos os dias e você está na minha lista de contatos. Você tem o meu email, acredito. Mas creio que publicar o seu lado da história é um direito seu e espero que essa nuvem passe por ai, porque você sempre me passou a impressão de ser um cara de alto astral.. Se tiver qualquer dúvida ou se quiser se aprofundar no assunto, você sabe como me encontrar. Eu não tenho muito o hábito de responder em tópicos, até porque me enrolo com o trabalho e posso acabar esquecendo de dar sequência as respostas. Abraço. ^^

    • Opa Humberto, tudo bom? Como tu andas ? ^^

      “…não tenho dúvida de que muita gente, não a maioria, mas muita
      gente, merece estar onde estão, e apesar de tudo, eu creio que o Humberto Martinez é um desses caras. Se a única revista de games antigos do Brasil existe, e se ela vai de boa a impecável em sua produção, é por causa dele, e isso, caros amigos, é algo que eu conheço pelo nome de competência. Eu só tenho a agradecer pela chance que tive, e pelo meu pequeno, porém gratificante textinho imortalizado nas páginas da Old! nº 07 (aquela da matéria enorme sobre arcades de futebol que ninguém jogou no Brasil).”

      Olha, eu fico realmente muito grato por teu comentário aqui, pois isso me mostra que você realmente é a pessoa de bom caráter que eu achava que era. Sabe aquele papo de “quem não deve não teme?” Bem por ai!

      Humberto, eu não guardo absolutamente nenhuma mágoa da revista, muito menos de você. Para mim você é O CARA QUE CRIOU A ÚNICA REVISTA DE GAMES ANTIGOS DO MERCADO ATUAL BRASILEIRO, e eu te respeito muito por isso. Posso dizer até mesmo que eu aprendi muito quanto a escrita, métodos, texto profissional ou para fins diversos… depois que eu tive o “estágio” lá com você, existem alguns textos meus que eu leio e tenho vontade de refazer tudo de novo, e não por que você me fez alguma lavagem cerebral: é por que eu aprendi alguma coisa enquanto estive ali.

      Não pense que eu estava pondo minhas mágoas pra fora enquanto eu escrevia essa parte que lhe cabe, de jeito nenhum, tanto por que eu não tenho problemas com você para expor, você está me devendo até uma cerveja por sinal, isso sim é um problema!!

      Na verdade eu nem iria escrever, mas quando me deparei com o texto prontinho do GSH que eu tanto lamentei não ter saído na Old, julguei que as pessoas deveriam saber o por quê dele estar saindo aqui no Retroplayers. Resolvi contar a história, e claro, é possível que cada um tenha um ponto de vista diferente sobre cada detalhe posicionado no relato, mas todos culminarão no mesmo fim: alguém daí mexeu taaaaaaanto no texto das Doenças que eu me enfureci!
      Eu reconheço, e sei, pois acontece comigo mesmo aqui na minha equipe: o editor deve manter os textos dentro de um padrão, e este padrão envolve qualidade do conteúdo, da gramatica, concordância, tamanho, etc, AINDA MAIS na edição de uma revista séria como a OLD! que envolve outros tantos fatores que dependem dos textos estarem prontos e aprovados para serem iniciados. Os membros da equipe devem estar cientes de que seus textos podem não alcançar todas as metas de qualidade exigidas e por isso, podem ser editados, mas nunca sem antes, e isso eu digo por ética, NUNCA sem antes comunicar a pessoa que o escreveu das alterações feitas ou propostas. Entenda isso como uma crítica construtiva, é uma forma de manter o respeito mútuo.
      Foi muito bom para mim ter tido esta experiência com a Old!, e eu só tenho a agradecer por isso. Guardo a edição 7 dela aqui com todo carinho, inclusive tenho uma lacrada para o caso de alguma zica acontecer com a aberta né…

      E sim meu amigo, eu sou um cara alto astral ^^ a única nuvem que está passando por aqui é a que deixa cair as contas do mês… uma mais dolorida que a outra.

      Um abraço!!

      PS: no início do ano, meu WINDOWS LIVE MAIL DESGRAÇADO deletou todos os meus contatos do MSN ¬¬ ou seja, você me vê online, mas eu não vejo você nem na lista!!!

  • Chegar do trabalho e ver que foi iniciado os reviews de aniversário e já de cara Gunstar Heroes? VISH!!!

    É uma pena a sua história com a OLD ter acabado tão prematuramente, gostaria muito de ver seus reviews por lá, triste ver que para algumas pessoas falta humildade mesmo.

    Na verdade quem saiu perdendo com isso foi a revista, falo isso por que foi esse site que acendeu minha chama Retroplayer que estava ofuscada pelos consoles de nova geração. Conheci muitos jogos aqui, me diverti lendo reviews e matérias especias. E sem falar do podcast! auhuahuahuhauhuahuah

    E o review? Logo aquela capa da edição número 1 da Retroplayer LINDONA! Achei muito bacana a abordagem mesmo. Ver aquela imagem, imediatamente me lembrey da música de abertura do jogo. A primeira vez que ví o jogo na minha locadora preferida, meu cérebro ficou em tela azul, nunca pude imaginar que o Mega poderia fazer algo como aquilo, lembro como se fosse ontem.

    E realmente Gunstar Heroes colocava inveja em donos de Super Nintendo, meu primo por exemplo, chorava pra eu alugar e levar meu meguinha na casa dele. xD

    Review fantástico! Esse mês promete aqui :DDDD

    • OPA RICHARD!! Dessa eu não sabia cara, despertamos o retroplayer adormecido dentro de vc? kkkkkkk

      É rapaz, não deu certo com a old, paciência! A verdade é que nem todo mundo combina com tudo, o meu estilo é blogueirozão demais para uma revista mas não que eu não possa fazer um texto mais profissional, é que a maneira como eu posso me expressar aqui no site, eu não posso repetir em publicações escritas de terceiros. É a vida ^^

      Gostou da ilustração mano? Sonhar pode né? kkkkk vai que um investidor endinheirado está vendo o tópico e resolve em emprestar 100zão né? Ai ela sai!
      Fique conosco maninho ^^ segunda tem mais ^^

  • Sem palavras.Já que o Sabat escreveu pra caramba xD

    A revista deu vacilo ao abrir mão do Sabat.Uma Matéria dessas não se vê em qualquer lugar. E sim, MATÉRIA, pois quebrou barreira de um simples post.

    Gunstar Heroes é um jogo bem cativante, ele me dá a impressão que foi feito com um carinho especial. Como eu ouvi no podcast do 99vidas, Gunstar é tipo um Contra pra crianças, esteticamente é claro. Eu tenho uma série vontade de ser onipotente só pra fazer essas pérolas gamísticas virarem franquias modafóca. Imagina aí um Gunstar aproveitando a potência de um ps3? Em 2D é claro. Seria ótimo.

    No mais, ótimo post Sabat. Continue com o bom trabalho.

    Obs: Se acha o jogo curto, inventa desafios pra finalizar xD.Tipo usar só um tipo de arma e tal.

    • Opa Velho ^^
      Rapaz, eu tinha uma série cisma com continuações em 2D HD viu… acho que é culpa da Sega e seus Sonic 4 epi 1 e 2 de merda. Ficava naquela de “po, se fizerem, não vai ficar tão bom, vai estragar, coisa e tal…” mas ai meu amigo, eu me deparei com GRADIUS V, para PS2, desenvolvido adivinha por quem? TREASURE! Ela mesma, a pedido da Konami. E o jogo era maravilhoso cara, imperdível! Os caras dessa empresa tem uma visão especial, única, eles são capazes de realizar feitos que nem as próprias empresas donas de suas franquias podem… e estou falando sem exagero! Se eles pudessem lançar um “Gunstar Ultra Heroes” da vida (ja tem Heroes e Super Heroes né) fatalmente eles não utilizariam gráficos 2D, mas ainda assim, eu não teria a menor dúvida de que o jogo seria um arraso.

      Provavelmente eles fariam um game de gráficos poligonais com jogabilidade 2D, e inimigos vindo de tudo que é lugar inclusive do fundo, com ângulos de visão diversos, e por ai vai.

      • Eu sou suspeito pra falar mas acho o 2D perfeito pra jogos. É tão mais charmoso.Ha alguns dias tive uma discussão com um pessoa, que basicamente disse que os jogos de hoje são melhores por que são mais realistas,graças ao 3D e talz.
        Obviamente eu disse: aí dentro XD.
        É tão melhor estar imerso em um jogo de fantasia em que o criador criou seu proprio universo e talz.
        Mais engraçado é essa galerinha que joga CoD e afins achando que estão pronto pra guerra e talz xD
        Não conheço muito os trabalhos da Treasure, só o Gunstar e o Alien Soldier(graças a você mas não fique convencido xD)

        Só queria dizer também que o retroplayers foi uma das bases que me inspirou a escrever o pouco que escrevo sobre jogos. Um dia eu faço um texto gigante que nem esse xD.

        Só pra terminar esse comentário extremamente abrangente em termos de assunto: Eu vou cobrar o post sobre EarthBound viu xD.

        • uahuahua Eu vou ter que JOGAR essa preula antes de poder dizer qualquer coisa a respeito, ou seja, vai demorar XD

          Velho, qualquer dia que eu estiver menos ocupado com tanto especial pra cá e pra lá, eu farei um só da TREASURE, ai você vai conhecer os joguetes fenomenais que ela faz ^^

  • Old Hutter

    Olá Sabat, incrível e apaixonante seu texto, uma matéria linda de se ler. Esses caras da Old são arrogantes (sei o que eu estou dizendo), temos muitas publicações digitais sobre games excelentes. Você comentou que se ouvesse investimento de terceiros “poderia” lançar uma revista impressa, bom … essa capa da Retroplayers ficou 10, você poderia pensar em lançar alguma coisa no formato digital. Isso se seu tempo livre lhe permitir.
    Seja com for … Congratulations …

    • danielgfm

      Quem sabe uma revista semestral??

      • Pra começar seria uma boa!! kkkkkkk

    • Opa Hunter ^^
      Rapaz, o tempo livre ta feio…. escasso… mas sonhar faz parte né!!

      Eu ainda nem viver do site consigo, se eu bolar um jeito de conseguir isso, ai sim eu começo a pensar nesses sonhos ^^

  • Gunstar Heroes é um jogo que eu considero muito melhor que seu rival Contra III.E como sempre Sabat seus textos estão perfeitos.

    • Valeu vinicius ^^ muito obrigado cara XD

      Eu gosto muito do Contra 3, mas convenhamos: Gunstar é melhor em tudo, isso é uma unanimidade!

  • muito boa as matérias,sou leitor assiduo do blog a quase 2 anos e sempre vejo matérias muito boas,parabens pelos 3 anos de vida do blog,tambem queria uma dica de um emulador bom pro mega drive

    • Opa Daniel, muito obrigado cara, pelo elogio e pela dedicação ^^

      Use o KEGA FUSION, melhor emu de mega ^^

    • O Kega Fusion tbm emula jogos de SMS e Game Gear.

  • Afinal sonhar não custa nada,e aposto que alguns frequentadores do retroplayers já sonharam em escrever uma matéria para o site,eu mesmo já sonhei com essa ideia kkkk.

    • Qualquer hora eu vou abrir espaço para matérias de leitores viu mano! Quem sabe?

      • danielgfm

        E eu vou ser um deles a escrever!

  • opa sabat,beleza,eu sei que tu não gosta mais posso colocar aqui um link para uma postagem em meu blog,queria pedir dicas de como melhorar,se não gostar pode disser http://cronicasgame.blogspot.com.br/2012/09/especial-cronicas-gamethe-legend-of.html

    • Daniel, quando for mandar link, mande na aba FALE COM A GENTE, lá eu posso negociar parceria, falar de coisas of topic, etc.

  • diogo.j15

    esse jogo de fato, merece todas as horarias. sensacional, otimo inicio da comemoraçao dos 3 anos. sou fa da treasure. ate hoje nunca conssegui virar no hard, kkkkkk

    • No hard a dificuldade aumenta pacas mano! pra caramba mesmo, o jogo muda de MELZINHO NA CHUPETA pra O CÃO CHUPANDO MANGA de uma hora pra outra!

      Eu também sou fã da Treasure maninho ^^ qualquer hora faço um especial só com os games dela ^^

  • Renan

    Que Sabat, TH, ED, Jeff, Trooper, Ivo e Senpai sejam quem eles são, me agradando ou não nas suas opiniões.

    Que não me tragam matérias jornalísticas sintéticas sobre jogos antigos,
    pois ler algo assim seria tão saboroso como comer isopor.

    Sobre as notas no retroplayers considero qualquer coisa acima de 90% como excelente.

    • Renan

      Me esqueci do Jorge, o Macho Gamer.
      Mas veja pelo lado bom, agora ele pode participar do filme Esqueceram de Mim 69.

    • TH

      Concordo 100%

      Nõ gosto de matérias jornalísticas! Gosto da nostalgia do texto!

  • Que matéria bacana. Li cada detalhe! O game é de fato muito bom e no texto do Sabat tudo se transforma. Curioso o relato com a OLD!
    Mandou muito bem Boss!!

    • Valeu Jeff !!
      É rapaz, a parada com a Old foi curiosa mesmo, por isso que eu escrevi kkkkk

  • que triste o que houve contigo na Old Gamer Sabat, eu nem sei o que dizer. pena que o Humberto não deu valor aos seus textos. e olha que você faz textos enormes falando de um game específico.

    primeiro o Amer saiu, e agora você…cara, a revista vai estar com a mesma qualidade? e gostei da sua matéria do infame Zelda para o PC….vergonhoso…argh, só de ver a foto aí cima do game. me fez ter asco. mas os cenários eram bem feitos.

    Gunstars Heroes parece ser divertido. e a fase final do game é muito criativa, com os chefes finais estando numa sala e vendo o herói. e de um em um se levantam e vão enfrenta-lo.

    vou ter o que jogar nesse sábado. força aí Sabat.

    Hee-Hoo!!

    • Aqueles jogos para CDi são tristes mano kkkk daria ra fazer uma matéria bem maior e mais caprichada, relatando os detalhes que envolveram a briga entre philiphs e nintendo, desenvolvimento dos games, etc… mas o Humberto queria uma matéria curta, foi o que eu fiz ^^

      Eu realmente acho que eles não deram valor ao meu texto do Gunstar Heroes mano… daria pra discutir pauta a semana inteira sobre onde ela poderia ser posicionada mas ela sempre era deixada pra trás, fazer o que?

      E vá jogar GH mano que é um jogasso!

  • Parabéns pelo post Sabat. Gunstar Heroes é um dos melhores Run n’ Gun (Guns N’ Roses) do console (se não o melhor), aproveitando bastante o que o console da SEGA poderia fazer no quesito gráfico. Abraços e eu estou esperando os próximos posts.

    • É o melhor mano, o outro fodão é o Contra Hard Corps, que também bebe da mesma água de Gunstar heroes pra criar mais um CONTRA melhor do que o do SNES.

      Espero eu que nesta segunda tenha já mais um post mano ^^

  • Ivo

    Fantástica sua matéria Sabat. De longe a melhor do Retroplayers até hoje (e justamente a do Gunstar Heroes). Essa guerra entre Nintendo e Sega foi colocada de uma forma perfeita e introduzindo o jogo. Tive a oportunidade de jogar Gunstar Heroes na Live Arcade do Xbox 360 (não joguei no Mega Drive e nem no emulador), sem dúvida um jogo fantástico. Sobre o assunto OLD GAMER, parabéns pela personalidade de abordar o assunto de forma clara, sincera e madura. Acredito firmemente que aquilo que não conseguimos serve de experiência para nossas vidas e obviamente você declarou isso no texto p/ todos. Parabéns Sabat e feliz aniversário p/ Retroplayers. Meu presente está p/ todos está saindo do forno em breve. Aguardem. Grande Abraço do amigo-fan. Ivo Ornelas.

    • Opa Ivo, brigadão cara!!!
      É verdade, a experiência não deu certo mas isso não quer dizer que eu não tenha aprendido nada com ela. Na verdade eu aprendi bastante lá, e espero que as pessoas criticadas entendam isso né… tanto por que a intenção do texto não foi deixar ninguém mal na foto.

      E o texto mano, esse eu escrevi com um carinho que aqui no Retroplayers, eu só repeti ao escrever o especial Valis. Realmente busquei informações nos cantos mais escuros da internet pra escrever esse texto, e por isso ele saiu dessa forma ^^

      Qual será o próximo game que escreverei que irá receber um cuidado desse tamanho heim? The Legend of quem???

  • Tiago Steel

    A biblia de Gunstar Heroes: Por Sabat.

    Primeiro cápitulo: Gênesis ( Gênesis…Mega Drive, sacou?…que piada ruim… )

    Mano, é foda ler esses relatos como o seu falando sobre o relacionamento com as editoras, deve ter sido uma treta bem chata essa sua. Também não curto quando tentam mexer em algo que escrevi…ainda mais sem avisar, mas isso praticamente nunca ocorre já que só escrevo pro meu blog mesmo hahaha.

    Seu post ficou imenso cara, tem muito conteúdo ai…está excelente. Joguei pouco Gunstar Heroes na época, quem tinha o Mega era meu primo e quase não batia muito de ir na casa dele…quanto mais dele estar justo com este game lá, mas do pouco que joguei curti bastante. Tanto que o joguei assim que descobri os emuladores…é um jogo realmente intenso, muito bonito e cheio de ação como praticamente tudo que a Treasure fazia.

    • ahAHUhaHU PIADA RUIM É AS QUE A GENTE MAIS RI velho. kkkk E tem outra coisa: não existe piada ruim, é o ouvinte que não está bêbado!

      Obrigado pelo elogio ao texto mano ^^ realmente gastou a mão fazer esse kkk vou ter que trocar o teclado…. ta falhando tudo agora…

      E foi chato sim mano

      Foi chato pra caramba a maneira como eu desisti da Old, foi um momento em que eu não tinha como dizer nada que não fosse descer a lenha neles por que eu estava realmente chateado, então eu fiquei queto. Mas as coisas andam, o mundo gira, a escada rolante sobe, e por ai vai… XD

  • JamesR

    Nem vou comentar sobre o review, pois você sabe que tá espetacular e eu gosto mesmo é de polêmica! xD
    Sinceramente, nem lembrava mais do Solo Player… é aquele do review do Kid Chameleon e daquele jogo do Atari, né(caramba, já faz muito tempo)?
    E quanto ao Humberto, vejo o nome desse cara em revistas desde a época de ouro da Ação Games, passando por outras como a Dicas & Truques para Playstation, que ele manja das putarias editoriais eu não tenho dúvida, é que as vezes esses atritos acontecem ^^ Mas bola pra frente e mais posts pra gente(credo, que rima horrível! oO)

    E bem que você ou alguém da equipe podia falar sobre Breath Of Fire 3, hein? xD(modo mendigo off)…

    • E ae James ahUAHUha POLÊMICA? CADÊ? BOSTRA IBAGENS AÊ CAPITÃO!!! KKKKKKKKKKKKK

      O Solo era da minha equipe, ele escreveu o post de Gauntlet, notável por sinal, muito bom mesmo! Escreveu sobre alguns games de Atari também! Ele fez falta, mas a nossa relação tinha uns atritos editoriais kkk

      E pois é cara, esses atritos as vezes acontecem mesmo, fazer o que? kkk Cabe a nós nos sujeitarmos ou não né. Infelizmente é assim.

      Breath of Fire 3… esse cara foi o único da franquia que eu tive saco de jogar até o final James… e não foi por que os outros eram ruins: é simplesmente pq eu conheci a franquia neste capitulo, e isso após ter jogado quase tudo de rpg que tinha pra jogar no PSx, depois eu comecei a criar um certo asco para jogos de turno… resultado: parei o Breath of Fire 4 no meio…

  • Istemthebronx

    Caracas Sabat!! Lindíssima matéria do Gunstar Heroes cumpade, fez bem em não ter lançado ela para a Old gamer, pq ela l está muito da qualidade na qual
    este texto está. Parabéns!! E quanto a Old gamer, enquanto a praga do Sr.AB não fizer matérias realmente boas, eu não compro a Old games, pois a sorte desse Sr. é que existe dois bons escritores na Old, e alguns bons convidados. Simplesmente isso.

    • Opa Insténthebróinski!! e ae maninho!!

      Obrigado pelo elogio cara ^^ eu adorei escrever essa matéria, e é uma pena que não saiu na Old… Seria mais uma imortalizada, isso é, se ninguém cortasse nada dela né!! kkk

  • Psicopato

    É raro atualmente ver matérias grandes como esta em blogs e sites. Muitos tem preguiça de ler, ou não tem tempo. Mas este retroreview fiz questão de ler inteiro.

    Joguei pouco Gunstar Heroes pois na época estava no lado “inimigo” deste guerra. Contudo, nunca desmereci o jogo porque desde a primeira vez que o vi soube que era incrível. Sentia falta de ter algo parecido no SNES.

    Esta disputa entre Sega e Nintendo é o que mais me dá saudade. Não que eu gostasse de brigas, mas achava interessante a paixão com que cada lado defendia seus gostos. Creio que exatamente por haver no ar esse clima de rivalidade é que essa geração nos trouxe tantos clássicos inesquecíveis e marcou de forma eterna o coração dos gamers que a viveram.

    Já pensei várias vezes em começar a escrever textos sobre jogos antigos. Inclusive já escrevi alguns reviews, mas os anos afastados de leituras mais profundas e a internet tiveram um efeito ruim na minha escrita (leia-se: meu textos ficaram muito ruins hehe). Mas isso é algo que a prática e o acompanhamento de materiais sobre o assunto podem arrumar.

    A sensação de ter seu texto publicado e, mais que isso, lido por outros gamers que compartilham sua paixão deve ser difícil de descrever. Mas o mais legal é que com um site ou blog, além de poder compartilhar suas matérias, você ainda pode interagir com os leitores.

    Enfim, parabéns pela postagem e estou na espera de mais retroreviews f**as como este!

    • Opa mano, valeu ^^ Santa paciência eu tive com este texto viu velho… E eu ainda estava na dúvida entre postá-lo ou não… sei lá… quando faço algo para uma finalidade, me sinto muito estranho em usá-la para outra… Mas parece que ficou jóia, o povo aprovou 100%, estou recebendo ótimos elogios, então ta tudo certo ^^

      E se depender de mim velho, vez ou outra vão sair umas postagens malucas desse tamanho ai viu kkk Essa não é a primeira nem a última XD

  • Darkbbbbbbb

    Wow….
    Eu estava esperando algo bom,mas não imaginava que serião tão fodástico.E bom,como esse texto é um pouco diferente dos outros.Acho que uma opinião séria(só dessa vez) deve ser aceitável.até porque você escreveu para sair em uma revista né?
    então de forma bem curta é:
    O começo tava meio lento,demorou um pouquinho para chegar em algo que realmente me desse prazer de ler.Mas chegando em ” Tiros, tiros e mais tiros” eu não consegui parar!!!Cheia de informações e curiosidades que eu mesmo nem sabia.Sinceramente se você tivesse deixado o texto menor,os leitores que sairiam perdendo.Mais uma vez,Excelente texto sabat.E pois é,a versão de gba não teve muito brilho.Acho que foi pela versão dois players mesmo.Tanto é que quando descobri que não tinha coop.Fui procurar outro jogo

    • Opa dark, valeu cara ^^

      A terceira versão do texto estava muito aquém dessa quanto a informações, tive que tirar bastante coisa… então é isso mesmo cara: os leitores é que sairiam perdendo, e eu estaria assinando uma matéria incompleta.
      Mas tá ai cara, e estou feliz com isso ^^

  • Caracaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa muito legal mesmo ufa demorei mais li tudo texto ficou tipo assim perfeito como adoro esse game e por sorte sempre posso joga-lo pois meu amigo o tem em sua colecao de mega da pra ver so de ler esse texto magnifico que os outros vao ser da melhor qualidade parabens sabat pelo otimo trabalho os caras da old gamers nao sabem o q perderam em questao de qualidade e profissionalismo e cara aquela capa ali em cima que vc fez me deixou com um gosto de quero ver isso um dia nas bancas tomara que esse dia chegue pois pelo tempo que leio eu visito o retroplayesr posso afirmar so vai ter coisa de otima qualidade parabens novamente cara agora fico aqui ancioso esperando a proxima materia /.

    • Opa Ricardo, valeu maninho ^^
      Gostou da capa? eu particularmente e modéstia à parte, adorei kkkkkkkk e eu acho que o formato ficaria MUITO LEGAL velho ^^ só precisamos de incentivo!! Quem sabe a gente não da um jeito de lançar o projeto né?

      Força de vontade a gente tem, só falta $$$$!

  • Consegui ler a matéria toda, e que deselegante o que aconteceu com você e a Old!Gamer (ficaria massa uma Revista Retroplayers). Sobre Gunstar Heroes eu gostei bastante do jogo, achei a duração dele na medida (afinal, você não aguentaria jogar um Run N’ Gun por mais de 3 horas), além de fases muito criativas. Abraços galera do Retroplayers e amanhã (quando sair o novo texto) eu volto a comentar.

    • Opa Maxel, valeu cara ^^ É, foi meio deselegante mesmo né, tão deselegante quanto eu contanto tudo pra todo mundo kkk mas eu não poderia deixar de postar este texto sem contar a história que o envolvia né ^^

      Rapaz, GSH depois que vc termina uma vez, fica cada vez mais rápido, chega a ficar curtíssimo… uma horinha se torna suficiente para terminar e olhe lá!!

  • Poxa, Sabat! Estou chocado com tudo o que houve com você, deve ter sido difícil digerir tudo isso.
    Infelizmente o mundo por trás das revistas não é tão belo quanto ilusionávamos quando criança, mas pela entrevista que fiz com o Amer onde ele cita que não era respeitado por lá, o que levou ele a sair da revista, agora faz todo sentido.

    Não tenho o que dizer a respeito dos seus textos, são todos impecáveis, você sempre priorizou a qualidade em tudo o que faz e posso dizer que teria sido uma excelente edição da Old!gamer se esse texto tivesse sido publicado.

    Parabéns novamente meu caro, qualquer coisa, estamos ae… precisar de uma voadora amiga é só apontar o alvo xD

    • Fala Cyber, beleza cara? ^^

      O Amer ainda estava lá durante minha estadia, ele saiu antes mesmo de meu texto do Zelda ser publicado. E a propósito, a sua saída tem relação com a minha também: a edição seguinte à saida dele ficou bem chata no que diz respeito a HUMOR, ficou pesada, massante… Como observador que sou, relatei isso ao Humberto e ele concordou. Assim eu comecei a escrever algo mais bem humorado para a revista de modo a preencher essa lacuna deixada pelo Amer… este foi o texto sumariamente cortado que me enervou a ponto de cair fora.

      Não posso dizer que me desrespeitaram lá… fora um ou outro pequeno deslize do Humberto, sempre fui muito bem tratado. O que faltou mesmo foi profissionalismo, ética. Com a revista pronta e nas bancas, tudo é uma maravilha, nada dos rolos de sua produção são mostrados, mas eles existem ^^ .

      Muito obrigado pelos elogios cara, tamos ai também!! Assim que eu tiver um alvo, eu te aviso XD

  • Caçarola, Sabat… reclama dos meus comentários depois desse post gigantesco, reclama! huauhahuahuahua
    Primeiro parabéns pelos 3 anos de vida do Retroplayers, que o blog permaneça vivo por muitos e muitos anos mais e com o ótimo conteúdo de sempre.
    Segundo que Gunstar Heroes é um baita pecado gamístico meu que preciso redimir assim que possível. Como posso nunca ter jogado esse jogo pra valer sendo que o Mega é meu console favorito? Complicado. Mas será resolvido muito em breve.
    Sobre a parte 1… que fita, hein? De qualquer forma, acho que valeu sim a experiência e ver como as coisas funcionam. Mas legal que vc teve sua participação na edição 7 (que por acaso ainda não obtive). Agora o esquema é continuar com o blog que tem algo que as revistas impressas nem sempre possuem que é o feedback. Pelo menos não em tempo real.
    Ah, gostei da capa da revista impressa, quando é que ela vai sair? 🙂
    Pô, não sabia desse apoio todo da Treasure para a SEGA. Ela pode continuar apoiando quando sair o Dreamcast 2 (aham… kkkk).
    E não sabia que o jogo pintou no PS3, eu deveria era tentar jogar este.
    O barato de misturar armas quando fiquei sabendo me interessou bastante e eu resolvi experimentar o jogo. Realmente tem que ser frisado mesmo no texto e vc disse bem, adicionou um toque de estratégia ao game.
    A tal versão do GBA eu joguei um pouco lá na Game On. E fui mal pra caramba! Se a versão do Mega tiver a dificuldade que tem a do GBA, tô lascado. Sou ruinzão mesmo, fazer o que?
    huahuahua
    Ufa… li tudo! E mesmo assim não fiz um comentário tão grande, em comparação com o post pelo menos isso aqui é nada! hahaha
    Ótimo post!

    • Mano, ambos os games necessitam APRENDIZADO, depois que isso for adquirido, se tornam até fáceis, mas na soma dos resultados o Gunstar Super Heroes é mais difícil sim. Considere natural a sabugada que você levou do game kkkkkkk
      A revista, sai … nunca XD

  • Ricardo Cérbero

    Revistas de games aqui no Brasil (e quase todas as outras) são catálogos comerciais de luxo, e caros (sim, eu sei que dinheiro não nasce em árvores, mas elas não tentam disfarçar esse foco). Nem lembro a última vez que comprei uma revista de games, pois são todas enlatadas, inclusive a Old Gamer, que, por ser uma revista voltada pra nostalgia, não deveria ter um conteúdo tão genérico. Lamentável, mas nem um pouco surpreendente.

    Vida longa a blogosfera, seja para games, retrogames, ou para dicas de como economizar diesel em uma usina de compostagem[!].

    O seu texto não dá margem para muitos comentários, pois está excelente, mas o que me marcou na época foi o dash “atacante” e, finalmente, neste estilo de game de plataforma, o player podia receber tiros.

    Abraço.

    • Beleza Cérbero? ^^
      É rapaz, hoje em dia as revistas tentam sobreviver do jeito que conseguem né, e eu concordo muito com uma coisa que vc disse: eu considero o conteúdo da Old um tanto quanto genérico também… Saem um monte de matérias la que sei lá… tanta coisa boa e nostálgica por ai pra ser dita e perdem tempo com matérias enormes sobre jogos que não trazem muitas recordações a quase ninguém… mas beleza né!!

  • TH

    Que capa de revista! Meu Deus!

    Duvido uma pessoa que curte os games antigos ver uma capa dessa e não levar a revista! E com certeza não iria em sua primeira edição chamar o Destruidor de Demolidor como aconteceu na old gamer e quase me fez ter um treco.

    Vc espera e fica todo animado com uma revista voltado ao seu assunto preferido e fazem um cacada dessa logo na primeira edição. Puta falta de respeito com o leitor e fã. Quem escreveu não sabia o que estava fazendo ou estava escrevendo por escrever, sem paixão nenhuma, e quem revisou, com certeza tb não manjava do assunto, o que não deveria acontecer.

    Isso eu tenho certeza que não aconteceria na Retroplayers! Prefiro errar um monte de palavras e concordâncias em português do que errar o nome de um vilão principal de uma matéria.

    Quanto ao game, eu nunca joguei, sei que vc morre de paixão por ele e sempre está falando dele. Mas simplesmente ainda não tive tempo nem de vê-lo.

    Parabéns ao site e pelo texto Sabat.

    • Opa mano, você não teve tempo nem de ver uns 300 jogos de mega kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      E eu lembro desse erro ai que vc ficou indignado XD mas é pra ficar mesmo… é como chamar o Dr Wily de Sr Wily, ou o Ivo Robotnik de Ivo RoboTINICK (ja vi escrito assim em muitos locais kkkk) é mano, as vezes falta conhecimento, e mesmo assim, o pessoal se acha no direito de corrigis os outros. É uma pena…

  • Caraca achei que eu já tinha comentado este post…de qualquer forma que review épico hein? Digno de revista mesmo! É uma pena que as coisas não tenham dado certo na Old, mas pelo que você comentou é melhor ficar no blog mesmo. De qualquer forma, cara esse jogo é um pecado gamístico pra mim, nunca dei a importância devida para ele…agora com o Dingoo tô me redimindo deste pecado, e realmente o jogo é muito bom! Aliás que jogo da Treasure é ruim? O dia que eles lançarem uma bomba o mundo acaba de vez!
    Abraços

    • Nem o jogo do Ronald McDonald é ruim cara kkk TreasureLand kkkk
      Cara, não sei, talvez eu devesse me sujeitar aos caprichos editoriais deles, deixar eles editarem meus textos todos sem reclamar, e quando saísse na revista o texto que já nem parece mais com o que eu tinha escrito pra ganhar uns 200 contos trimestrais, eu ficaria bem contente por ter uma graninha extra no bolso e um texto publicado pra todo mundo ver… DE JEITO NENHUM cara, prefiro ficar na internet mesmo, quem sabe um dia eu ganho uma grana melhor pra fazer esse trampo que eu já faço aqui? XD

  • Mateus

    Acho que a revista perdeu muito. Os textos com teor humorístico ficam muito mais agradáveis de se ler, isso qualquer um nota, a não ser se fosse um assunto mais formal, mais falar de videogames contando próprias experiências,curiosidades e humor de uma forma completa de alguém que entende do assunto é algo que não se lê em qualquer site,revista etc… até renomadas
    Parece puxação de saco, mas já vi muitos sites de videogames atuais como BaixakiJogos, UolJogos, Kotaku, etc… com suas reviews apontando detalhes gráficos incríveis, jogabilidade inovadora, enredo digno de oscar. Mas este foi o único site até agora que no momento que acabo de ler alguma review de um jogos, senti realmente vontade de jogá-lo.

    • Caramba Mateus, assim vc deixa a gente mau acostumado XD rsrsrs

      Cara, eu considero que a “politicagem” por trás de uma editora é algo que dita regras. Eles definem padrões para publicações, e se você quiser fazer parte do nicho, terá que esquecer a sua identidade a aceitar tais padrões, o que por si só, já suprimi o potencial de escrita do autor uma vez que esses padrões impostos não deixam espaço para piniões pessoais. Falar de nossas experiências próprias, do que sentíamos ao jogar, ou do que nos rodeava naquela época enquanto jogávamos é inadmissível para esse pessoal, o que eles querem mesmo é que você pesquise, e depois, escreva com suas próprias palavras e ponto, o que VOCÊ propriamente dito acha do jogo, não importa, e é ai que se perde o conteúdo mais rico que se pode conseguir quando se destrincha um jogo antigo.

      Poxa vida, Gunstar Heroes meu amigo, é um jogo que praticamente todo dono de Mega Drive jogou, que todo mundo conhece, sabe a mecânica, e que já foi analisado por publicações da época dezenas de vezes, então ficar falandoessas coisas como vc disse, “detalhes gráficos incríveis, jogabilidade inovadora, enredo digno de oscar”, é chover no molhado cara, todo mundo já sabe disso! Aqui no RP nós queremos então contar algo mais sobre o jogo, queremos que as pessoas saibam de detalhes que na época eram impossíveis de serem contados, e acima de tudo, queremos que os leitores lembrem é de quando estavam lá sentados em suas salas com o controle nas mãos jogando, e acredite, a melhor maneira da pessoa se lembrar disso, é ouvindo histórias meu amigo.

      Ao ouvir nossas histórias, as pessoas se lembram das próprias histórias: aquela vez que que você estava jogando escondido e sua mãe pegou, ou que sua irmã tropeçou no fio do videogame e o desligou, ou que seu cartucho sumiu e vc achava que o havia perdido mas ele estava em um local muito besta…

      Isso não tem vez em revistas cara, por isso eu não sirvo para nenhuma delas. Mas só de saber que os leitores leem e ficam com vontade de jogar, já fico tão feliz quanto se uma matéria novinha minha tivesse sido publicada na Old… mas sem cortes XD

      Abraço!!