RetroReview Especial: Chuva de Tiros no Mega Drive #4 – Elemental Master


Já passamos por algumas galáxias e céus desconhecidos. Mas agora a batalha ocorre em terra firme. Neste review de número 4, trouxemos  a vocês um game que utiliza uma temática um tanto diferente dos demais shooters. Nada de navinhas ou mechas aqui. Desta vez a briga rola solta entre monstros e um cavaleiro dotado de poderes especiais.  O que acha de dar uma espiada em Elemental Master

Há muito tempo atrás, o Reino de Lorelei se livrou das forças do mal pelas mãos de Junos, o mestre dos elementos. As criaturas, seguidoras de Gyrasenhor da catástrofeforam aprisionadas num calabouço abaixo do castelo do reino. Muitos anos depois, um estranho feiticeiro, chamado Aryaag , traiu a confiança do rei, libertando tais criaturas e aprisionando o já velho rei no próprio calabouço. Junos já era morto, então Laden, o mais forte cavaleiro deste reino, decidiu colocar um fim na história, partindo então em busca dos elementos mágicos. Mas o herói é surpreendido ao saber que o responsável pelo caos é seu irmão, Roki que revelou ser o próprio Gyra. Roki tenta convencer Laden a segui-lo, para juntos governarem, mas Laden obviamente recusa o convite e se propõe a destruir os seguidores do mal. Você está no comando de Laden, cujo objetivo é tornar-se capaz de manipular as magias baseadas nos elementos naturais como Terra, Vento, Fogo, Água e Luz, tendo de cumprir a difícil tarefa de restaurar a paz em seu reino.

Mas Elemental Master não é um game de navinha! Não. Realmente não é de navinha, mas ainda assim é um shmup, e bem interessante por sinal. O game utiliza o sistema de rolagem vertical (o mesmo do game visto no review anterior, MUSHA), onde a vista é sempre de cima. A tela se move de forma contínua, ou seja, seu personagem está sempre em movimento, “empurrado” pela rolagem. Enquanto você corre pelo cenário, os inimigos fazem de tudo para impedi-lo de avançar, atirando ou empurrando coisas em cima de você. Não é possível se virar para as laterais da tela. Com um dos botões você atira para frente (parte de cima da tela), com outro faz o inverso, permitindo ao personagem atirar para trás (direção abaixo), podendo fazê-lo enquanto caminha de costas. Este é um recurso necessário pois, como a rolagem da tela não para, muitos inimigos acabam ficando para trás, mas nem por isso deixando de persegui-lo.

O game possui um menu de opções, que estranhamente foi ocultado. Para acessá-lo segure o botão A e pressione Start na tela título.  Provavelmente esta informação exista no manual do usuário. Antes de ir à luta, uma breve narrativa com imagens conta os motivos da trama, já explicados no texto acima. As ilustrações também aparecem no decorrer da  estória. Ao todo são sete fases e as quatro primeiras podem ser jogadas na ordem em que você quiser. Vencer cada uma delas lhe dá direito a um dos cinco poderes elementais, sendo que um deles você já tem, porém este ainda não está evoluído. Os Power Ups existentes podem lhe dar proteção temporária ou deixar seus tiros mais destrutivos, e os tiros elementares podem ser carregados para um disparo mais poderoso, é só manter pressionado o botão de ataque por alguns segundos, liberando-o no momento desejado. Uma vez que você tenha mais de uma magia disponível, é possível alternar entre elas a qualquer momento.

Uma das coisas que chama atenção nesta aventura é o seu desafio, o que de forma alguma a torna chata. Sua dificuldade não é absurda, mas é preciso prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo. Além dos inimigos, os cenários influenciam bastante, já que é possível ficar preso em algum obstáculo, ou sofrer danos causados por armadilhas e elementos naturais presentes no ambiente. Outro detalhe importante, é saber qual arma elemental deverá ser utilizada, pois algumas são mais eficientes que outras, de acordo aos inimigos ou chefes de fase, como acontece em Megaman, sabe? Você ainda pode tomar alguns hits antes de morrer, pois há uma pequena barra de life que pode ser aumentada. Mas de início o game lhe oferece apenas uma vida e o número de continues é limitado a cinco.

Os gráficos e som são bons e a jogabilidade, inicialmente confusa, logo se torna familiar. A movimentação contínua da tela é um aditivo ao desafio, mas não atrapalha em nada. Basta ser ágil e se antecipar aos movimentos de seus adversários, prestando atenção aos obstáculos que estão por vir. A troca de poderes também pode ser feita com o game pausado. Use e abuse dos tiros carregados para atingir o maior número de inimigos ao mesmo tempo, o que é ótimo quando se está cercado.

Elemental Master é diferente. Foge um pouco da temática que estamos acostumados a ver num shooter, e isso o torna autêntico. Suas fases são curtas, desafiadoras, mas perfeitamente jogáveis. Finalizá-lo foi divertido. Experimente! É bem provável que você queira terminá-lo também após alguns minutos no comando de Laden.

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Confira todas as partes deste especial:

#1 – Thunder Force II 

#2 – Gley Lancer

#3 – Musha

#4 – Elemental Master (este review)

#5 – Battle Mania

#6 – Arrow Flash

#7 – Battle Mania Daiginjou

#8 – Thunder Force III

#9 – Eliminate Down

#10 – Air Buster

#11 – Burning Force

#12 – The Steel Empire

#13 – Gaiares

#14 – Sol-Deace/Feace

#15 – Truxton

#16 – Hellfire

#17 – Gadget Twins

#18 – Gynoug

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Continua…


Sobre Jeff

O Jeff é veterano que começou a jogar games com um Bit System. Ele ama jogos 2D. Criterioso e saudosista, adora os jogos de Nintendinho. Atualmente sua plataforma principal é um PCgamer, Mas jogar é com ele, não importa se num console da Sega, Sony e assim vai!
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  • Vinicius Oliveira de Melo

    Não daria 80%, acho que uns 70~73%, a jogabilidade e os graficos são meio falhos. Mas mesmo assim é um ótimo jogo.

    • Jeff

      Olá Vinícius, tudo belezinha! Muito obrigado pelo comentário, brother!!
      Cara, eu pensei bem sobre 77% na nota, mas pelo conjunto da obra achei que valesse mais. Além de tudo é um Shmup diferente do tradicional e nisso a produtora mandou bem!
      As músicas são boas, os gráficos também. Talvez o fato dele não permitir ficar parado no cenário é que afasta os menos habilidosos, o que não quer dizer que seja o seu caso.

  • parece bacana só pelas fotos. vou dar uma conferida

    • Jeff

      Fala Leandro, tudo certinho!?
      Mano experimenta lá o game volta aqui pra postar suas experiências, meu chapa! Estaremos esperando seu comentário. Valeu!

  • Kanonclint

    Joguei muito, sem duvida um excelente shmup. Terminei varias vezes, e sempre considerei o game fantástico, principalmente por trazer uma nova roupagem ao gênero.
    Mais uma vez a Technosoft nos presenteou com um bom shmup, e mais uma vez ela destruiu na trilha sonora, to sempre ouvindo as faixas, e ao lado de Thunder Force III, e IV compõem um conjunto com as melhores trilhas do gênero .
     

    • Jeff

      Olha só, às vezes imagino que pouca gente conhece o game e me surpreendo que mais gente tenha jogado. As trilhas sonoras destes games citados são fantásticas mesmo Kanon. É impossível não perceber… Tem alguns shmups dos quais talvez felemos sobre aqui no Retroplayers e que tem um som muito bom, melhor até que o próprio game….
      Obrigado pelo comentário brother!

  • Poucos pixels bem aproveitados sempre me chamam a atenção. Eu continuo me surpreendendo com a grande quantidade de jogos antigos com belos gráficos e jogabilidade chamativa, na época da 3ª e 4ª geração de games eu era bem pequeno, eu o mais retro que cheguei a alcançar foi o final do aluguel do SNES e introdução do PS1 e N64 nas locadores. Dá pra incluir este título na lista para ser zerado.
    Ótimo texto, Jeff. o/

    • Jeff

      Obrigado pela participação mais uma vez Daniel.
      Pixel é um elemento apaixonante dos retrogamers, o Sabat que o diga! 
      Recomendo sim, experiente Elemental Master e conta pra gente o que achar do game.
      E ainda tem muita coisa bacana pra mostrar nesse especial!
      Aguarde!

  • Eu sempre ficava imaginando por que os japoneses sempre davam um jeito de associar personagens de fantasia medieval com modernas naves espaciais 😛 – mistérios que faziam dos jogos dos anos 80 tão intrigantemente legais 😀

    • Jeff

      Verdade Luiz. Como sempre os Japas tentando e conseguindo se diferenciar e nos surpreender. E eu adoro isso.
      E aí, como está a jogatina?  

      •  Jogatina nos proximos 2 meses será módica. To com um projeto de trabalho em mãos e escolhi um título pra ir até o fim: Super Castlevanis IV para SNES. Um super paleativo para aplacar a sede de retrogames nesses 2 meses.

  • Eulervicente

    Interessante! Não o conhecia. Vou colocar no emulador para testar. Essa idéia de shump sem nave me lembrou o KnightMare do MSX. Valeu pela dica!!! Tô adorando essa série especial de jogos de nave, Jeff!

    abs

    • Jeff

      E ai Euler, como está? Eu fui conferir Knight Mare e realmente o game parece ter inspirado os criadores de Elemental Master. Eu também estou curtindo pacas este especial de shmups meu caro. 
      Obrigado pela participação. Apareça sempre!!

  • Adorando estes especiais. Depois da revistas sobre jogos de nave da old gamer me interessei mais pelo estilos. Comecei a procurar alguns títulos do pc engine cd (pois tive ótimas referências) e pelo fato de ter tido um snes quando criança não conhecia essas pérolas do mega.

    Acompanharei com expectativas a série. Parabéns. 

    • Jeff

      Pbrejo, o PC Engine tem muito shmups da hora mano! Até merecia que fizéssemos um especial para ele também, mas vai ficar pra depois…
      Eu também fiquei um tempo sem me dedicar aos jogos de navinha, mas quando comecei a jogá-los novamente, não quero mais parar!
      Obrigado pelo comentário meu caro!

  • aki é rock

    Caramba que jogo maneiro viu nunca tinha ouvido falar e nem visto em revista pelo que me lembre me lembra um outro jogo que eu joguei .

    • Jeff

      Rock, é sempre uma surpresa quando nos deparamos com estas pérolas. O Mega é mesmo cheio de surpresas.

      Ainda temos mutas delas pra mostrar!Valeu pelo cometário Rock!

  • leandrovallina

    Eu adoro shotters, porem eu aluguei (na epoca algumas vezes esse jogo) mas a minha grande paixão era Raiden Trad do Mega, Preciso jogar esse game outra vez o que pega.
    belo texto 🙂

    • Jeff

      Leandro, o Raiden Trad também vai pintar por aqui, muito provavelmente.

      Aina bem que agente ainda pode jogar pelos emuladores né?Obrigado pela participação e apareça sempre!

  • Sirlon Hayate

    Eu adoro os shotters do Mega Drive. Mas na época eu não joguei esse game. Adoro quando acham ou comentam sobre essas reliquias. Os finais de semana são cheios de Ação ! ^^

    • Jeff

      Eita, que bom Sirlon!!

      É maneiro quando agente descobre estas coisas raras mesmo…
      Valeu pelo comentário my boy!!

  • celsoaffini

    Eae Jeff!!! Trazendo mais um review excelente de MEGA DRIVE… E detalhe só para esclarecer algumas coisas que talvez não cabiam mencionar, esse jogo ganhou um prêmio de melhor trilha sonora em 1990. E acredito que o ponto forte dele e exatamente esse, Techno Soft sempre foi sinônimo de trilha sonora fodastica, vide serie Thunder Force.

    E mais um detalhe importante o jogo e simples, mais temos que voltar 22 anos atrás para entender pq os jogos eram assim. E ao contrario de muitos jogos de Mega Drive da época o jogo e extremamente colorido e flui como nenhum antes. Eu diria que e um marco e não foi à toa que mesmo hoje em dia e um jogo caro para quem quer compra-lo. Acredito que apenas 80% de nota foi bem pouco para um jogo que mesmo sendo um shooter, usou uma tematica totalmente diferente e agradou e agrada até hoje quem joga.

    Fiquei doido com a ideia de dar 70%-73% pra esse jogo… Graficos falhos (jogo de 1990)… Jogabilidade falha (Sendo que se possivel atirar para ambas direções, troca das magias e até com o jogo pausado). E uma piada né… 80% que foi FAIL, devia ter recebido no minimo 89%, pq não e um jogo perfeito, mais para 22 anos atrás era unico e acabou influenciando alguns outros jogos que aposto que você Jeff vai acabar fazendo review… Undeadline e Twinkle Tale.

    Sendo que Undeadline e de 1991 e chega a ser mais feio que Elemental Master de um ano antes… E Twinkle Tale sendo lançado em 1992 já mostrou que jogos com esse tematica com certeza povoariam o mundo dos games. Comparem ai e me falem depois.

    • Fala Affini, como estão as coisas Megadriveano?
      eu nem sabia da premiação que o game faturou. Bem que eu achei a trilha sonora bacana mesmo!!
      Cara, eu até tinha separado o Twinkle Tale pois achei o game muito bom mesmo. Mas ele não se enquadra na categoria Shmups, pois a rolagem da tela não é automática. Mas com certeza vou fazer algumas citações sobre ele em outra oportunidade.
      Quanto ao Undeadline, podemos falar sobre ele sim.
      Grande abraço Celso!!

    • Fala Affini, como estão as coisas Megadriveano?
      eu nem sabia da premiação que o game faturou. Bem que eu achei a trilha sonora bacana mesmo!!
      Cara, eu até tinha separado o Twinkle Tale pois achei o game muito bom mesmo. Mas ele não se enquadra na categoria Shmups, pois a rolagem da tela não é automática. Mas com certeza vou fazer algumas citações sobre ele em outra oportunidade.
      Quanto ao Undeadline, podemos falar sobre ele sim.
      Grande abraço Celso!!

  • Legal como uma temática tão saturada em determinado gênero pode ser tão inovadora em outro… Falasse que era um jogo de plataforma ou RPG medieval eu não prestaria muita atenção, mas um shooter muda completamente a história ^^ Vertical ainda por cima. Vou testar. Não digo que vou zerar pq é um shooter, e eles são difíceis demais ^^

    • Heider, isso que você disse é algo onde os Japas nos surpreende mesmo hem?
      Boa diversão nas tentativas com o game e obrigado pelo seu comentário!

  • Otimo Review! Minha copia desse jogo acabou e chegar aqui em casa, e um jogo que esta ficando bem caro e raro de se encontrar! Muito bom, I cant wait for the next …

    • Cara, que legal Diego, você comprou o game hem?
      Logo mais, textos de novos shmups!!

    • Cara, que legal Diego, você comprou o game hem?
      Logo mais, textos de novos shmups!!

  • AAAAAAH! ESSE EU JOGUEI!
    Caramba, eu não me lembrava desse jogo, sério! Por incrível que pareça, era um dos que sobravam na locadora, então aluguei algumas vezes. Mas não lembrava nem o nome dele, sério mesmo. Agora vou poder procurar, pegar e jogar. Muito bom!
    Enfim, eu não terminei, achava difícil demais. Sempre fui um jogador meia boca, então isso atrapalhou! hehehe
    Curti mais uma vez o texto! Ficou ótimo! Parabéns, Jeff!
    Abraços

    • Obrigado mais uma vez pelo cometário, Caduco!
      Olha aí a oportunidade de re-jogar esta pérola. Vai treinando pois este até que não é difícil como alguns outros que veremos!
      Abraço!

  • muito muito bom
    parabéns e continuem com os reviews de SHMUPS! Sou fã de jogos nesse formato e vocês estão sendo culpados de várias horas “perdidas” em minha vida trazendo de volta a tona esses clássicos

    • E aí Pedro, como vai?
      Que bom que esteja curtindo. Agente também curte muito os Shmups. Continue acompanhando, tem muito mais!

      Grande abraço!!

  • Thiago Torquato

    Uma das maiores frustrações da minha infância é não ter zerado esse jogo. Foi meu primeiro jogo do Mega, veio com o console, em uma daquelas famigeradas fitas de quatro jogos ( e só funcionava esse ). Cheguei só até o chefe da sexta fase, era difícil demais para a minha habilidade infantil. Depois de umas semanas tentando, chegaram minhas fitas do Pit Fighter e do Sonic 2, e acabei largando de mão..

    • E aí Thiago, que conversa é essa maninho?
      Não se sinta culpado de nada, aproveite a oportunidade que os emuladores nos proporciona e manda ver!!!
      No mais obrigado pelo comentário!!!

  • Johnny

    Cartuchos originais a venda! Esse e varios outros shotters no site da Retro Games BR pessoal!

    http://www.retrogamesbr.com

  • Carlos Basilio Junior

    sempre fui muito fá desse game, na epoca eu acreditava que ele fosse continuação de algum outro por causa do começo, o meu era em japones, então eu não compriendia a histroia, mas bati final e curtia muito, eu imaginava a historia da minha forma claro kkk

    • Que bom rever e relembrar os velhos tempos hem Carlos?
      A imaginação sempre foi nossa aliada inseparável naquela época. Na falta de informação, não faltava imaginação!!
      Obrigado pela participação brô!