RetroReview: Castlevania Bloodlines – MD


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Não lembro quem foi, nem quando foi, mas tenho certeza: alguém durante a primeira metade da década de 90 havia me dito que o tal do Castlevania para Mega Drive era um jogo ruim e chato. Claro, uma hora a gente para de dar ouvidos às opiniões alheias e começa a tomar as próprias. Mas em meados de 1994 eu ainda não fazia muito bem essa parte não, e o azar neste caso foi todo meu  porque, por conta dessa boa alma de gosto duvidoso, acabei nunca alugando o game.

Acho que esse fulaninho conseguiu me deixar com medo de alugar um game de uma das minhas franquias prediletas que eu não fosse considerar no mínimo épico, e olha que naquela época não precisava muito pra isso, até Castlevania 2 Simon’s Quest era um jogaço perfeito pra esse fã que voz escreve. Sim, eu adorava os games da franquia, até mesmo os spin off’s tipo Kid Drácula (nossa, que jogo legal!), se bem que eu nem tinha ideia do que significava esse termo… E foi assim que nasceu o tal do Castlevania para Mega Drive: em uma época em que o aparelho da Sega mostrava um potencial surpreendente para jogos de ação cheios de efeitos especiais e um monte de coisas acontecendo ao mesmo tempo na tela, Bloodlines surgia como um Spin Off da série principal.

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Mais precisamente falando, Castlevania Bloodlines (New Generation na Europa… que tosco!) chegava às lojas em Março de 1994, vendeu muito bem pelo mundo e angariou elogios rasgados de várias publicações especializadas da época que o colocavam como um dos melhores games não só do Mega Drive, mas da franquia Castlevania toda (que por sinal era bem menor do que é hoje em dia). Claro, menos no Brasil, onde a falta de noção fazia nossos amiguinhos queridos dizerem que o jogo era ruim e chato… Ah se eu lembrasse quem foi o maldito que me disse isso…

Mas fato é que, com 21 anos de atraso e opinião própria pra dar, vender e emprestar, vi o nome do jogo na minha lista de roms e aí pensei: “por que não?”. E joguei, e me deslumbrei, e me irritei, e esperneei, e reclamei, e vibrei, e no final de tudo, fiquei com raiva de mim mesmo por não ter jogado quando deveria, lá atrás, na época em que eu era fã incondicional da franquia. Veja bem, eu ainda adoro Castlevania. Certamente esta é uma das franquias de jogos que eu mais terminei títulos, e alguns deles realmente marcaram a minha vida, mas confesso que o excesso de história, enrolação e vai e vem que os games dessa série passaram a apresentar depois que a Konami resolveu copiar o estilo de exploração da franquia Metroid aos poucos foram me deixando entediado. Cadê a dificuldade? Cadê o desafio? Cadê aquele chefe parrudo que vai te dar uma sova e te mandar pro início da fase de novo independente do tanto de palavrões que você desferiu contra ele? Juro, joguei Circle of the Moon umas 4 vezes, e todas elas eu parei de tédio. Aí vieram me dizer que Aria of Sorrow e Armony of Dissonance eram mais legais, e eu acabei jogando meia hora de cada um antes de largar ambos. Não são ruins, de jeito nenhum, são ótimos games, mas… são fáceis demais, e Castlevania pra mim não é isso, Symphony of the Night já fez o papel de jogo tão épico quanto fácil na franquia, e pra mim tá bom demais, chega! Adivinhem então se eu não adorei ver um GAME OVER na tela, logo na segunda fase de Bloodlines?

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Tela de Título pingando sangue, e Eric Lecard pronto para invadir o Castelo do Drácula

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Não confunda, não sou masoquista não senhor, mas tem certas coisas que a gente sente falta, e na minha vida, Game Over é uma delas. Castlevania Bloodlines é um game difícil pra caramba, pedreira o suficiente para matar a saudade do bom e velho desafio sufocante de ver as vidas do último continue se acabando. Ao longo de suas 6 longas e belas etapas, temos que guiar dois jovens caçadores de vampiros por um mar de buracos sem fundo que se misturam a ruínas desabando, pontes quebradiças, enchentes, telas que se movem sozinhas, e obviamente, cabeças de Medusa que criam o mais perfeito sistema de pulverização de descendentes do Clã Belmont. Monstrengos por todos os lados, sub chefes chatos, Líderes enormes e quase nada pra recuperar a energia são apenas detalhes.

Castlevania---Bloodlines-(U)-[!]001Os aventureiros da vez são John Morris, descendente distante dos Belmonts e atual guardião do chicote destruidor de coisa ruim Vampire Killer, e Eric Lecard, o melhor amigo de John e portador de uma poderosa lança forjada por ninguém menos que Alucard, o filho do Dentuço, para que pessoas sem o sangue dos Belmonts pudessem lutar contra seu pai. Ambos possuem diferenças significativas de jogabilidade, tanto que preferi jogar com Lecard e seu mega pulo, acionado quando se pressiona baixo + pulo, que eu achei bem mais útil que o chicote-cipó de John, acionado com pulo + chicotada na diagonal, e serve para literalmente balançar por cima de certos abismos. Cabe ao jogador decidir com qual jogar, então o jeito é testar os dois mesmo. Historicamente falando, ambos os personagens tem importância futura na franquia por iniciarem/continuarem os clãs Morris e Lecarde, mas isso daria muito papo e vai ficar pra uma outra oportunidade. Por hora, vamos considerar que no ano de 1914, uma feiticeira chamada Drolta Tzuentes planejava ressuscitar o vampirão chefe. Para ajudá-la, ela trouxe de volta das trevas a sobrinha do conde, uma vampira chamada Elizabeth Bartley, que após assassinar o rei da Áustria de modo incitar o início da Primeira Guerra Mundial, realiza um ritual macabro para  recolher todas as almas dos mortos em combate. O plano é usar essas almas para ressuscitar o vampirão, e as duas vilãs partem então pela Europa sendo seguidas pelos caçadores.

Notaram algo de estranho, caros amigos retroaventureiros? Isso pode parecer super normal agora, mas para a época era pura originalidade: pela primeira vez o jogo não se passava inteiramente nos arredores e dentro do Castelo do Drácula, na Romênia. Em Bloodlines, a aventura se estendia à Europa toda, com passagens também pela França, Alemanha, Grécia, Itália e Inglaterra. Isso permitiu que fossem criadas etapas tematizadas em fatores específicos, como a Torre de Pisa, que obviamente é torta pro lado e no final, balança como se fosse cair com a gente dentro, ou o Santuário de Atlantis, que devido a ótima utilização da água, possibilitou a criação de etapas aquáticas lindíssimas que depois foram combinadas com cabeças de Medusa… Pausa para uma reflexão rápida: o que dizer de um programador que mistura água com cabeça de Medusa? Esse cara merece algo na vida? É doente? Será que ele tem saúde hoje?

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Cabeças de Medusa por todos os lados!

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Mas tirando a parte da demência, essa variedade toda permitiu a criação de alguns dos cenários mais belos que o Mega Drive já viu. O nível dos detalhes gráficos é incomum para a época, tudo é caprichado demais, rico em cores, sombras, e os efeitos utilizados para dar vida a tudo que se vê são belíssimos! Atlantis começa apresentando um efeito de reflexo na água que é algo lindo (e que eu já havia visto antes no inesquecível Rocket Knight Adventures, da mesma Konami), a Torre de Pisa tem sprites em movimento de uma forma que eu nunca vi em console algum da época, o interior do Palácio de Versaille apresenta sombras que mudam de ângulo à medida que andamos, e isso sem contar o clássico parallax que algumas vezes aparece com absurdas 8 ou 9 camadas de fundo. Juro que na cena final, contei 11 camadas se movendo separadamente pra criar um vórtex, coisa de louco!

Trilha sonora? Só vou dizer um nome: Michiru Yamane. Não sabe quem é? Então vou dizer outro nome: Symphony of the Night. Diz a lenda que certa vez ele declarou não ter conseguido alcançar em Bloodlines a qualidade sonora que ele queria por ter trabalhado com prazos extremamente curtos. Só que a trilha é linda demais, então eu nem imagino como a coisa ficaria se ele tivesse trabalhado sem neguinho enchendo o saco dele!

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Mas se o game era tão bom assim, por quê foi tido como spin off na época? Eu acho que é porque a Konami tinha uma má vontade enorme quando o assunto era Mega Drive, ou pelo menos tinha até pouco tempo antes do lançamento deste game. Era difícil ver algo da empresa no console, e quando saía, era bem meia boca… Lembra dos ports capados de Sunset Riders e Turtles in Time? O primeiro simplesmente parecia outro jogo (e bem pior), e o outro foi tão capado que até mudou de nome pra ficar menos feio (Virou Hyperstone Heist), e a impressão que isso deixou era de que a Konami tinha receio de caprichar no jogo e depois, vê-lo fracassar no Megão. Só após o lançamento do exclusivo Rocket Knight Adventures é que a empresa começou a se soltar mais com a plataforma, e Bloodlines foi aquele 2º jogo exclusivo de lançamento ainda tímido e receoso. Assim, se não fizesse sucesso, era só um Spin Off mesmo…

Hoje ele é adorado pelos amantes do console da Sega, que o consideram acertadamente como um dos melhores títulos do aparelho, e acertadamente, é reconhecido como parte integrante da história principal, antecedendo os acontecimentos do jogo Castlevania Portrait of Ruin para Nintendo DS, protagonizado pelo filho de John, Jonathan Morris.

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Juro que tentei entender para que servia o Password neste jogo… e cheguei à conclusão de que para a época, ele só servia mesmo pra gente poder desligar o videogame na hora da novela da mãe ou do bang bang do velho, isso se eles tivessem paciência de deixar a gente chegar no final da fase pra poder anotar… Entendam: o jogo nos dá 2 continues, mas tem password… então pra quê os continues? Só pra gente ter o trabalho de por um monte de figurinhas e símbolos em quadradinhos específicos sempre que os 2 míseros continues se acabarem? Por quê não continues infinitos? Vai entender… De qualquer maneira, fiz bom uso do sistema: o password grava o seu atual número de vidas e continues, então se você conseguir passar a fase morrendo pouco, pode valer a pena anotar. No final das contas, após ter chegado duas vezes na última fase com um pé na cova e o outro quase dentro, consegui anotar um ótimo password para ela com 2 vidas sobrando e os 2 continues intactos, isso após 4 dias de jogatina jogando umas 3 horas por dia. Levei mais 1 hora e meia pra vencer a fase e terminar o jogo, o que somando tudo, deu um total de 13 horas e meia de jogo.  Gente, o game é difícil sim, mas a fórmula é a de sempre: jogar até o Game Over, e então, sempre recomeçar do início, coisa que ninguém faz e põe a culpa na falta de tempo… Acontece que a cada partida, nossas habilidades melhoram, e acabamos indo sempre mais longe. Fatalmente terminamos o jogo em no máximo umas 12 ou 13 horas, que é a duração média de um game genérico atual. Então por que diabos o tempo é inimigo para um jogo antigo, e amigão do peito para um jogo novo de mesma duração? Eu poderia usar como comparação o Castlevania Lords of Shadow, que eu levei 35 horas pra terminar, mas vou usar um outro game bem mais curto, The last of Us, que eu joguei no Hard e com dicas desligadas: levei as mesmas 13 horas e meia pra fechar.

Bem, eu acho que isso acontece porque o jogo antigo te desafia de verdade, e os jogadores de hoje não tem lá muita perseverança pra testar seus limites. Que seja, eu continuo gostando DEMAIS de passar nervoso pra terminar um game difícil, pois no final, o sabor da vitória é doce!

Detalhe: terminei uma vez só, e não tenho mais a menor vontade de jogar nehum dos dois jogos que eu citei aí em cima. Já Castlevania Bloodlines? Esse eu ainda vou jogar muito, tenho mais 3 finais pra fazer: o final normal do John, e depois, os finais jogando no Expert com ambos. Sim, antigamente jogar no modo mais difícil te diferenciava dos simples mortais.

Galeria:

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Fim


Sobre Sabat

Editor Chefe do RetroPlayers, Redator e Editor nos Livros e Revistas WarpZone, Podcaster e editor de áudio, Saudosista, e Analista de Informática porque algo tem que dar dinheiro né!

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  • Ricardo Roll Ricardo Senin

    Esse jogo é lindo demais,a trilha sonora,as fases,tudo se encaixa perfeitamente.è uma pena que a konami não invista no 2d como antigamente,ver novos castlevanias com essa jogabilidade e essa qualidade seria lindo.Mas um ótimo review sabat o/

    • Opa Ricardo, valeu man ^^
      A Konami até insiste, mas na fórmula errada ao meu ver. Tudo tem que ser metroidvania, não curto isso, poderiam balancear mais e lançar títulos à moda antiga também, tipo Castlevania Rebirth pra Wii.

      • Diego Cavera

        Esse castlevania de Wii vale a pena galo véio? To querendo pegar uns jogos fodas de Wii,já faz um tempo q eu tenho o Wiiu e ainda tem umas franqias clássicas pra explorar.

        • Diego, o Castlevania Rebirth pra Wii faz parte de uma coletânea com mais 2 jogos: Gradius Rebirth e Contra Rebirth. Os 3 jogos são maneiros, muito bonitos e difíceis como na época dos 16 bits, e em especial o Castlevania Rebirth é um remake do game Castlevania Adventures do Game Boy.
          Eu acho que não tem como não gostar viu! vale muito a pena sim.

  • Ivo

    Esse eu nunca joguei! Mas sempre via nas locadoras abandonado?! Será que o botado do garoto que disse que o jogo era ruim chegou tão longe assim?

    Mas de qualquer forma, mais um joguinho para minha lista. Eu terminei o Castlevania Remake de Wii e não gostei muito não Sabat…. é um bom jogo, mas sei lá! Faltou algo nele!! Achei meio água com açúcar sabe!

    Mas vou jogar esse o Bloddlines em breve! E me animou com isso de ter final especial! Como eu amava isso!

    Ótimo review Sabat! Shows de bola! Grande Abraço. Ivo.

    • Valeu Ivo, pode jogar cara, é um jogaço da porra, não imaginava que fosse tão bom.
      Eu curti pacas o Rebirth XD

  • Kanonclint

    Cara se enforca num pé de couve, salvo engano essa é a segunda vez( a primeira foi o Shinobi 3 ) que leio você relatando ter deixando um CLÁSSICO pra trás, jogando de forma atemporal. Obvio que nunca é tarde para se redimir dos pecados. Mas a sensação que estes games causaram à época é simplesmente ímpar.Confesso que por alguns segundos consegui sentir sua angustia.
    Sua colocação foi muito feliz, quando você diz que em 94, o Mega drive mostrava um potencial enorme para jogos de ação, era bem isso que eu sentia na época também.

    Bloodlines é dos melhores jogos do Mega sem dúvidas, e ao lado de Rocket Knight são os dois melhores da Konami para o 16bits da Sega. Sempre gostei de jogar com o Eric, achei que lança caiu muito bem no game , e deu outra dinamica. A trilha sonora da fase da Alemanha é uma das minha favoritas de todos os tempos.

    Em relação aos metroidvanias, CONCORDO TOTALMENTE. Symphony já tinha cumprido seu papél, o resto foi reciclagem, minha opinião.

    Quando vi Bloodlines, me veio a cabeça Bloodborne do Ps4, não só na grafia esses dois tem algumas coisas em comum. Recomendo fortemente este ai.

    Enquanto ao seu “amigo” que disse que Bloodlines era ruim, acho mesmo que era ele tava querendo alugar o jogo no seu lugar isso sim…XD.

    Valeu Sabat

    • Poxa Kanon, e tem mais de onde veio esse viu…. kkkkkkkk aguarde kkkkkkkk
      E não é cara? Symphony foi um jogão, mas pecou por ser fácil demais, então pq ficar utilizando essa fórmula em TODOS os novos jogos da franquia???? Poderiam pelo menos ter balanceado a coisa, e lançado alguns jogos aos moldes clássicos.

      Pode deixar que eu vou testar Bloodborne sim, logo que jogar Dark Souls 2 XD

  • Luís Fajardo

    Ótimo review, cara!!! Grande jogo! Eu joguei na época do lançamento, percebi ter uma linha gráfica diferente do excelente Super Castlevania IV, mas foi um caminho que até a rival Nintendo seguiu ao portar o Castlevania X posteriormente. Adoro o Symphony, mas não tenho como discordar de você: os jogos seguintes foram mais do mesmo… a Konami tinha que lançar em tela grande algo tipo o X Chronicles (PSP), esse sim, foi um retorno aos bons tempos!!!!

    • Beleza Luis? ^^
      Só não concordo com 1 coisinha no seu coment: que Castlevania 4 é excelente huahuahuahuhauhauuahuhauuhauha XD eu acho ele beeeeem fraco viu ^^ já o Castlevania X do SNES, esse eu acho muito bom ^^
      Esse do PSP é o remake de Rondo of Blood né? Quero jogar!

      • Luís Fajardo

        Bah! És o primeiro que conheço a não apreciar o IV, mas gosto é gosto, o Castlevania X (SNES) é considerado um port limado do PC Engine (Rondo o’ Blood) e eu também gosto muito e sim, o game de PSP é um remake desse último citei!!

        • hauauha eu até gosto, terminei ele e tudo mais, mas tecnicamente eu o considero bem limitado. É de início da vida do SNES, a Konami não estava ainda habituada com o hardware do aparelho, aí o jogo acabou ficando bem aquém do que poderia ser principalmente na parte gráfica.
          E pois é, o Rondo não teria como rodar no SNES né kkk aí deram aquela capada no jogo, uma censuradazinha, e estava pronto Castlevania X, que ainda assim é muito bom!

  • Louriberg França Costa

    JOGAÇO DO MEGÃO…DEU SAUDADES AGORA…VISUAL EXCELENTE E ÓTIMA TRILHA SONORA…MAIS UM TÍTULO INESQUECÍVEL QUE SEMPRE ESTARÁ NA LISTA DE MEUS GAMES FAVORITOS…

    • E está na lista de favoritos meu a partir de agora também ^^ Mais um jogo pra se gabar do megão kkkkk

  • Eliotty

    Olá, sou monitor de artes em Caraguatatuba – SP e trabalho com crianças e jovens em serviços de assistência social da cidade, trabalhando com artes e reuniões socioeducativas. Acontece que em dois prédios diferentes, temos duas tvs (uma em cada) e as mesmas não tem antena nem um aparelho de dvd para podermos utilizá-las. Eu entrei e conheci o site de vocês e vi que tem uma seção de doações e vi o intuito dela, e gostaria de pedir aos usuários deste site e aos fundadores se poderiam nos doar 2 consoles de vídeo-game, de qualquer marca para podermos disponibilizar para as crianças daqui, pois seria mais uma forma de trabalhar com eles, para que não fiquem na rua. Quem tiver disponibilidade, por favor entre em contato comigo pelo meu e-mail eliotty@hotmail.com que eu passo as informações de como enviar o material aqui para a Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania da cidade, que eles encaminham para nós. Obrigado a todos e um bom dia..

  • Diego Cavera

    Esse jogo é foda, só joguei em emulador, parei na 3-9 se eu não me engano é o chefe, faz tempo que não pego, mas o jogo é um absurdo de bom, lindeza mesmo.

    • Muito bom Diego! O chefe da 3 se não me engano é o Gargula Vampiro, muito desgraçado mesmo kkk mas o mais difícil é chegar nele bem XD

  • Eu sempre tive suspeitas de que esse game fosse melhor que alguns outros da série. E olha que eu gosto até dos Castlevânias ruins. Infelizmente a gente acaba pegando um pouco do preconceito que a mídia besta joga em cima de alguns jogos.
    Bloodlines ficou lindo na paleta de cores do Mega. Vez ou outra estou jogando algum game da franquia e esse não vai ficar de fora coisa nenhuma. .

    • É meu amigo, suas suspeitas estavam corretas! Pode jogar, é agarantídio!

  • ElfoGamer

    Também gosto muito desse jogo e também só fui conhecê-lo no emulador. A trilha sonora é muito boa mesmo e combina com as fases, o efeito da água é impressionante e, claro, as cabeças de medusa sempre aparecem nos locais com quedas mortais…
    Ainda não terminei, mas um dia eu consigo. Esse game está na lista dos que não canso de jogar.

    • Opa Elfo, jóia?

      Poisé cara, tudo o que você disse confere. E o jogo é difícil sim, mas não é nada fora do normal, insista que vc consegue XD
      valeu ^^

  • Matheus Henrique Soares Lima

    Antes de mais nada essa análise veio em boa hora, estou atualmente em uma maratona na franquia Castlevania, comecei com Lords of Shadow,depois Mirrow of fate, comecei só pra relembrar o castlevania chronicles de psx (e terminei em uma jogatina), zerei o Circle of moon, e enquanto estava rezerando esse último pela segunda vez você solta este texto.

    Bloodlines é uma das minhas maiores frustrações, pois o emulador de mega para ps2 dava um erro terrível na 4ª fase, as circunferências afiadas não mostravam nenhuma abertura para se passar, resultado, tomei uma raiva desse jogo e do emulador. Mas a sua análise me fez testar o jogo no pc e rapa…

    Sabat, ao contrário de você eu zerei nos 2 níveis de dificuldade com o Eric e no normal com o John e lhe adianto uma coisa, a medusa não é o inimigo mais filho da puta do jogo, esse título cabe ao fantasma, que tem a mesma função da cabeça de caveira flutuante nos jogos anteriores, mas isso você verá quando jogar no maior nível de dificuldade.

    Uma fato interessante nesse jogo é que eu achei a luta contra a Death muito fácil, um pecado.

    A última etapa é épica de mais, com destaque para a parte que os planos da tela apresentam deslocamento, magnifico, tirando o fato desse trecho ter a maldita combinação Medusas e precipícios, mas você pode pegar toda hora uma vida extra para recuperar a vida perdida.

    Sabat, eu também só um que não é muito chegado em Castlevania iv, não pelo motivo que você apresentou, para mim os gráficos são ótimos, mas para mim castlevania chronicles é o jogo final para a história de Simon, isso se deve ao fato de recriar vários cenários do jogo original e de deixar a ultima etapa épica. Deve ser por isso que já perdi a conta do número de vezes que já zerei esse game.

    Eu gosto dos jogos que possuem mais história na franquia, com destaque para o Lament de ps2.

    • Luís Fajardo

      E ai, Matheus! Uma dica: eu também não encarei o Castlevania de Mega Drive no emulador para PS2 pelo motivo que disse, mas apareceu outro e é muito bom, framerates exatos, filtros, etc. É o mesmo do PSP, o Picodrive, portado para o PS2. Para os poucos jogos que não rodarem lisos, basta reduzir a “accuracy”. Cata ele, vale muito a pena, sem contar a conserva do leitor, pois só é necessário um memory card e um pendrive!!

      • Matheus Henrique Soares Lima

        Obrigado, mas agora acho mais vantajoso jogar no pc mesmo.

    • Fala Matheus, tudo jóia? ^^

      Rapaz, vc é bom viu, zerar Chronicles em uma jogada não é para qualquer um, e digo isso mesmo que a pessoa já conheça bem o jogo inteiro. Eu PENEI pra terminar isso, mas concordo com vc, também considero esse jogo o Castlevania 1 definitivo, e tem texto meu sobre essa obra aqui no Retroplayers ^^ vá lá na sessão Playstation ^^

      Quanto a Bloodlines, acho que não vou poder investir mais tempo nele não cara, ai infelizmente deixarei os níveis mais difíceis pra lá, pois ando muito ocupado e com uma lista de jogos enorme para jogar e resenhar, infelizmente tenho que andar a fila mas digo: jogar com John é bem mais pauleira mesmo!

      Obrigado pelo comentário!!

  • Vinícius Lisboa

    Castlevania Bloodlines é um jogo que pra mim consegue se diferenciar bastante dos do Super NES, principalmente pelo sangue, que é inexistente nas versões da Nintendo e pela escolha de personagens, Bloodlines tem um fator replay que não tem em Super Castlevania IV e Dracula X.

    Mas a dificuldade dele é bem amarga, talvez um dos mais dificeis de toda a saga, consegui zerar apenas uma vez na dificuldade “normal”,e bem que concordo com vc que poderiam meter continues infinitos ao invés desse sistema chato de password.

    E sobre os outros titulos da serie, joguei a exaustao o Super IV, e o Aria of Sorrow.
    Eu simplesmente detestei Harmony of Dissonance e Circle of the Moon. Aria e SOTN são os unicos metroidvania que valem a pena.

    • Opa Vinicius!!! O SOTN é épico demais, se vc quiser um emulador que rode perfeitamente, vá de EMURAYDEN, é ótimo e sem frescuras.
      O IV eu joguei bastante tb viu, teve uma vez no extinto fórum Retrobits que eu participei de uma gincana para terminar vários jogos sem usar continue, e Super Castlevania 4 foi um dos que eu consegui. Maldita fase do relógio… ainda me causa pesadelos!

      Agora mano, Bloodlines é mais difícil mesmo que os 2 de SNES viu, bem mais. Só não bate Chronicles e Rondo mesmo na dificuldade, mas é plenamente terminável com algum esforço.

  • Rokuman Senpai

    Eu tive o mesmo problema com alguns joguinhos de famicom… Me senti do mesmo jeito quando você descobriu o Bloodlines…

    Tá aí o próximo castlevania que vou detonar um dia…

    Dificuldade é o meu desafio XD

    Excelente Review, Sabat!

    • Valeu manoooo!!! Lembra a minha cara ao jogar o joguinho do Ultraman na sua casa? Pirei com o negócio, BOM DE MAIS por ser um game de NES!!!

  • CODY

    Fala Sabat, na epoca tbm torci o nariz por ser um castlevania para mega drive e não tive a oportunidade de jogar, após ter acesso aos emuladores, pude ver que estava engano a respeito do jogo, que foi mto bem feito e tinha o diferencial de ter um jogador sem o famoso chicote, ainda não consegui terminar, mas um dia irei faze-lo.

    • Opa Cody, jóia??
      Quem dera eu tivesse torcido o nariz só por ser um game de Mega kkk acho que eu me sentiria menos culpado kkkkk

      Cara, podemos dizer até mesmo que Bloodlines foi o primeiro Castlevania a realmente inovar algo na franquia. Tudo bem que em Castlevania 3 a gente já controlava outros personagens em determinadas partes, mas foi em Bloodlines que começamos a ter mais de um protagonista E com uma arma que não era um chicote, fases fora da Romênia, nível 2 de poder nas armas secundárias, magias especiais, e por aí vai.
      Cara, a última etapa é MUITO épica, então recomendo demais viu! Faça um esforço quando vc tiver um tempinho sobrando!

  • William Mendes

    Excelente Post! Joguei os Castlevanias do NES e terminei o Super Castlevania 4 do Snes, o outro de Snes, Vampire Killers é meio chato, gráficos ótimos, mas meio lento, não gostei. Nos anos 90 não joguei Bloodlines, e estou jogando agora, e digo sinceramente que este é para mim o melhor Castlevania dos 8 e 16 bits. Gráficos lindos, coloridos, dois personagens com características diferente, difícil bagarai, ou seja ótimo! Comecei a jogar ontem e, jogando pouco, cheguei até a quarta fase. Penei pra descobrir como matar aquele chefe demônio da torre, que aliás é muito legal, a torre gira e simula um efeito 3D. Não é a toa que esse jogo está entre os novos remakers da Nintendo para o novo 3DS, junto com Sonic 2, Street of Rage 2. Ah, e os continues quebram um galhão, é só tirar uma foto da tela com o celular, só que na época de ouro não existiam celulares né Sabat. Entrou na lista dos meus favoritos.

    • Rapaz, por que merda eu não fiz isso enquanto estava jogando?????? CELULAR, pqp kkkkkkk acredita que eu anotei na caneta?
      Sou retrô até nisso mesmo kkkkkkkkkkkkkk
      Cara, pra mim ele nos 16bits só não é melhor que Rondo of Blood mesmo viu!!!
      Valeu William!!

  • Gle Sasao

    também sou fã da serie e no inicio do seu review, achei muito interessante comentar sobre seu background com castlevania 2 e castlevania kid… que são otimos jogos, onde que ambos caberiam um review… embora que do castlevania 2 já foi feito aqui.
    mas achei muito gratuito a referia sobre aria of sorrow e afins, poxa assim como seu colega te destimulou para jogar a versão do megadrive, seu comentário pode desencorajar outros, por favor, não faça isto.
    comente que seja pouco desafiante, que você não empolgou tanto… mas falar que não aguentou nem ficar algumas horas…
    bem, sobre a versão do megadrive, faltou contar as ligações com outras versões, ambos os personagens tem uma historia por traz legal.
    enfim, valeu reviver
    vida longa para retroplayers

    • Que é isso Glê kk aqui é no giló, não é menosprezo não, disse a verdade kkk Veja bem, o que vale são as experiências pessoais, quero mais que o povo se desencoraje mesmo a jogar metroidvânias para que a Konami volte à fórmula clássica da franquia kkkkkkkkkkkk

      Velho, mas sério, ninguém pode se sentir desencorajado pelo motivo que eu citei, tanto pq todos nós sabemos que são jogos ótimos que apenas não batem com o meu gosto (prefiro a fórmula clássica). E o sr ta exigente heim? kkk

      Preferi não falar do jogo ao qual ele tem ligação justamente pq não conheço o jogo, asism quando eu jogar, tenho mais história pra contar ^^

      valeu Glê, esteja sempre coma gente ^^

      Castlevania Kid, ou Kid Drácula kkk também tem Review, meio antigo e precisa ser atualizado kkk
      http://www.retroplayers.com.br/2010/retroreview-kid-dracula/

  • Eric h.p

    Honestamente, sou muito mais Super Castlevania IV, um clássico do SNES, foi um game acima do seu tempo. Bloodlines é um bom jogo, mas inferior aos títulos do Snes.

    • Não considero não Eric, de jeito nenhum. Eu acho Castlevania 4 bem fraquinho, e na sua época ja tinha bastante coisa tecnicamente melhor viu, e mais bonita no próprio SNES… Bloodlines é bem superior a ele e em qualquer aspecto, do visual e trilha sonora ao level design e dificuldade, garanto ^^ palavra de fã de Castlevânia!! E se pá, deve ser superior até se comparar com Dracula X viu, preciso jogar esse de novo pra ter certeza kkk XD

      • Eric h.p

        É questão de gosto mesmo, Sabat. Já pra mim não tem comparação! Joguei ambos numa época que eu era muito viciado, e sempre achei o Super Castlevania IV milhares de vezes melhor, jogo ele até hoje. Seus gráficos, efeitos e trilha sonora são mais que excelentes. E vou te falar uma coisa, na época tive bem mais dificuldades pra terminar esse do SNES do que o Bloodlines. Pra mim continua sendo o melhor Castlevania já feito. Abraços!!!

  • Fala Sabat, ótimo review como sempre! E de um jogo que eu tentei jogar num passado não tão distante e não consegui! hahaha
    Diferente de vc, minha história com Castlevania iniciou-se com Symphony of the Night, o que me fez gostar do estilo (mesmo ele sendo fácil, como vc mesmo disse o jogo é épico demais). Curioso que não consegui seguir adiante em nenhum outro jogo da série que seja Metroidvania e não sei explicar o pq, mas…
    Imagine vc que depois de jogar SotN eu peguei o emulador de Mega pensando “que legal, um Castlevania de Mega” e levei um couro tão bonito quanto aquele que o Brasil levou na última Copa do Mundo, não entendi nada do jogo e acabei desistindo dele. Mais pra frente fiquei sabendo que esse sim é o verdadeiro Castlevania, conheci os jogos de NES e SNES (levei outras surras). Agora tenho curiosidade pra jogar de cabo a rabo, especialmente depois de ler seu review.
    Game Over é o máximo! E somos sim masoquistas, não vem não! hahahuahuahua
    Só que não o suficiente pra cabeças de medusa debaixo d’água… que coisa de programador mal amado. Sacanagem!
    Bacana que o sistema de passwords faz com que vc mantenha tudo que conseguiu até o momento, mas continues infinitos seria melhor nesse caso, não? kkkkk
    Mas bom mesmo é sem Continue ilimitado e sem password… que nem o modo Hard do Shinobi do 3DS. Que deveria chamar Classic, e não Hard. Mas deveria ser o Normal (que tem Continues infinitos). Bom, vc entendeu onde eu quero chegar.
    E chega, vou jogar esse jogo muito em breve. Preciso de um Everdrive! hehehe!

    • Mas eu já expliquei o pq de vc não ter conseguido avançar mano kkkk mais do mesmo e não com a mesma qualidade XD o nível caiu ^^
      Tá, eu admito mano, somos masoquistas sim kkkkkkkkk adoro um game over XD mas quanto aos passwords mano, é muito bom tê-los se vc conseguir passar as fases com um desempenho fodão, tipo sem morrer, ou morrendo uma vez só, etc. O objetivo passa a ser chegar na última fase com um password foda, cheio de vidas e continues, pq a última etapa é pedreira mano! Fico no aguardo da sua jogatina ^^

  • Ulisses Seventy Eight

    Quanto tempo Sabat.
    Por sua matéria, vou ter que jogar esse clássico de novo e passar raiva novamente com as telas pois os chefes são fáceis demais.
    Belo post e to esperando sua matéria sobre emulação de saturn, agora ja desbloquearam o Action Replay, ficou mais barato rsrsrsrsrs.

    Forte abraço

    • Opa Ulisses, jóia? ^^

      Já estou atrasadíssimo com o Saturn kkk preciso fazer uns reviews logo XD o meu é tec toy e tenho 2 cartuchos aqui, um deve ser action replay =P

      Abraço cara ^^

  • Thiago B

    Esse jogo é bom demais, andei jogando ele há pouco tempo atrás, não cheguei na ultima fase, entretanto. Hoje em dia não tenho muita paciência de ficar decorando o posicionamento dos inimigos para poder progredir. Ficar repetindo a mesma coisa por horas é complicado, tirando o fato de eu passar horas no modo de treino de Street Fighter, de qualquer forma é um jogo muito bom, ainda que pouco conhecido, provavelmente em virtude do suporte tardio prestado pela Konami ao MD. Ah, e ótimo texto, como sempre.

    • Opa Thiago, jóia? Mas como assim vc fica horas repetindo a fase de treino de Street Fighter mas não pode repetir 1 vez por dia as fases de Castlevania Bloodlines? kkk se vc fizer isso, em 10 dias vc termina XD Muito obrigado velho, e nos desculpe algum transtorno com o site, as reformas (ou remaster kkk) já estão acabando ^^.

      • Thiago B

        Touché, Sabat . vou tentar terminar novamente essa parada. Ow man ce anda sumido.

  • Paranoid Snake

    Ótimo review Sabat, esse é um dos melhores Castlevanias, tem uma ótima dificuldade e um fator replay infinto, não sei como tem cara que diz que esse jogo é ruim…