Retro Review: Super Metroid


Muitas opiniões circularam, não só Brasil adentro mas no mundo todo, sobre este ser um dos melhores, ou simplesmente, o melhor jogo para Super Famicom ou Super Nintendo já feito. Também pudera! Obra prima da Nintendo, Super Metroid tem tudo e um pouco mais do que um jogo perfeito precisa para agradar aos jogadores exigentes, segundo crítica dos mesmos e de revistas tanto dá época de seu lançamento quanto das atuais. Vou contar-lhes agora como conheci o jogo, e em seguida completar um Review bem detalhado para vocês, queridos leitores do Retroplayers.

Como dito no especial sobre a armadura dourada do Rockman X3, em 1994 eu estava com 10 para quase 11 anos, e tinha acabado de alugar esse jogo na Look Game… me lembro perfeitamente do seu Toninho marcando o aluguel na minha ficha (que nostálgico XD). Foi algo inesquecível, e diferente para mim, explorar um grandioso mapa, coletar itens e derrotar inimigos que me fizeram ter pesadelos nesse mágico ano. Quando cheguei no Kraid (um dos chefes) eu tive que chamar meu avô (que Deus o tenha) para ver eu enfrentá-lo (nem tão) bravamente. Passado esta etapa e abrindo cada vez mais os mapas do jogo, eu fiquei emperrado em um local de Brinstar que só era possível sair de lá utilizando o Wall Jump, uma técnica super útil em praticamente o jogo todo! Na época eu não fazia ideia de como utilizá-la e fiquei meio que desistente por esse momento. Visto que era hora de entregar o jogo, eu (não me perguntem por que) resolvi pagar mais 1 horinha para jogá-lo um pouco mais na locadora mesmo tendo um Super Nintendo em casa (Dã!)

Essa loucura, premeditadamente coincidência ou obra do destino, fez com que o espaço tempo se modificasse de uma maneira que não tem explicação muito lógica, mas que hoje resulta em uma amizade de quase duas décadas. A Look alugava por hora e os Super Nintendos ficavam dentro de um tipo de máquina de madeira, onde o controle e os botões eram idênticos aos de um arcade de Street Fighter II, com o adicional do botão Select ao lado do Start, e a televisão ficava em cima dele. Logo que carreguei o save e tentava de todas as formas pular para sair dali daquele beco sem saída, uma pessoa ficou observando a jogatina e foi até mim para explicar como passar utilizando a técnica Wall Jump. Desde 1994 até então, Eduardo é um dos meus melhores amigos de infância. Ele tinha o jogo em casa e me convidou para jogatinas, e temos muitas outras histórias gamísticas que serão contadas aqui, caros Retro-Aventurianos. Aluguei o jogo novamente e com a ajuda da Super Gamepower (aquela mesma, com o detonado de “todos os itens”, isso entre aspas, pois eles deixaram o detonado faltando dois deles) terminei o jogo em mais ou menos 27 horas, e me tornei um viciado nato que hoje em dia termina ele com 100% em menos de 1 hora e meia. Não falo isso para me gabar, mas sim provar o quanto eu gosto desse jogão maravilhoso!

Agora chega de papo e vamos ao Review.

Também citado como “Metroid 3” na tela de título do mesmo, e já com um clima super tenso de abertura, logo vemos o nosso “simpático” metroid dando seus gritinhos sombrios. Basta apertar start e escolher uma das três baterias disponíveis para começar seu jogo. Após a detalhada introdução histórica, Samus segue para explorar um pequenino planeta em busca do dito cujo. Passando por algumas salas ela encontra o Metroid sozinho, e quando tenta levá-lo embora, aparece nada mais, nada menos que seu arqui-inimigo Ridley. Uma batalha entre eles é travada, e então Ridley foge com o Metroid em suas garras. Com isso, o planetinha começa a explodir, e a garota de armadura tem apenas um minuto para fugir imediatamente dele.

É aí que termina a introdução e se inicia o jogo pra valer em busca de itens que serão de suma importância na hora de enfrentar a enorme variedade de inimigos que o jogo possui e na procura pelo Metroid no tão famoso planeta ZEBES! A ideia do jogo é magnífica. Você vai aos poucos pegando upgrades como Mísseis, Super Mísseis e Power Bombs, e itens essenciais assim como o Energy Tank (não, não é o do Rockman XD). Cada item do jogo é importante para poder alcançar um novo local ou poder derrotar algum chefe (esses que são assustadores e enoooormes, muito bem programados). Entre todos os pontos do mapa, novidade é o que não falta. Samus aterrissa sua nave em Crateria, local obscuro e vazio, mas que logo fica mais obscuro e cheio de inimigos assim que se pega o primeiro upgrade do jogo. Desde então, dependendo dos itens obtidos na jornada, você poderá ir para outras localidades do mapa, como Brinstar, Maridia, Norfair, Wrecked Ship e finalmente Tourian.

O jogo é melhor ainda para aqueles que curtem explorar o mapa em busca de coletar todos os itens, alguns deles escondidos de maneira e locais inimagináveis, e em muitos casos será preciso retornar a algum local já explorado com outro upgrade para poder pegar mais itens, antes inalcançáveis. Por isso, desperte o nível de exploração dentro de você!

Já falei do mapa, dos chefes, dos itens… Agora vamos falar do ponto mais importante (lembrem-se, é só a minha opinião uhehuuehuheueh). Enfim, a música do jogo está presente em todos os momentos e em sua composição exata para cada ambiente! Crateria, como citei logo acima, tem um clima tenso. Já Brinstar tem uma música bem animada em sua área vegetativa, e uma música meio que lenta e depressiva em suas áreas mais avançadas, e são melodias que sempre estão combinando perfeitamente com os cenários. Norfair tem um clima tenso logo na entrada e uma música bem empolgante em uma parte avançada do mapa. Já Maridia tem uma música lenta e deliciosa de se ouvir logo no começo do mapa e na parte mais avançada tem outra música lenta e tensa que é uma das melhores de todo o jogo. Sim Aventurianos, a música desse jogo é perfeita para todos os locais e situações, tanto que o simples som de se adquirir um item, além de ser tão bom quanto à introdução quando se escolhe um chefe de Rockman na série Clássica, já dá aquela sensação deliciosa de missão cumprida quando é ouvido.

Outra coisa legal é o tempo. Existem finais diferentes no jogo, e o melhor deles é quando se termina em menos de 3 horas (o relógio no final deve cravar no máximo em 02:59 para que se possa ver o melhor final). Diziam na época que para se ver o final verdadeiro, era necessário além de se terminar em menos de 3 horas, pegar todos os itens, ou seja coletar 100%. Pelo que eu me lembre, só o tempo já é o suficiente e não tenho como comprovar nesse momento, mesmo tendo 99,99% de certeza. Gosto tanto desse jogo que tenho os 100% dos itens em minha mente!

Voltando aos itens, além dos já citados, Samus também ganha upgrades gerais como botas especiais, armaduras protetoras de temperatura ou agilidade dentro d’água, tiros dos mais variados e até Tanques de Energia Reserva. Como disse anteriormente, tanto os tiros quanto as botas e outros, são cruciais para poder avançar para os pontos seguintes do mapa e descobrir outros itens. Complementando esse assunto, dá para dizer que os itens são totalmente responsáveis pelo perfeito uso do controle do Super Nintendo, já que cada um de todos os oito botões do gamepad tem uma função diferente, e juntamente com comandos combinados entre botões e direcionais, fazem deste um dos jogos com uma das melhores jogabilidades já existentes de todos os tempos, sem exageiros. Samus é livre para pular de todas as formas acrobáticas possíveis, assim como atirar para todos os oito lados (as diagonais são muito úteis nesse jogo). Todos os itens dão habilidades novas, além de algumas que já existem e são comandos secretos e muito divertidos, tudo isso para surpreender o jogador do início ao fim. Finalizando sobre a jogabilidade, ela é tão precisa que você pode esquivar tranquilamente dos inimigos e jamais vai poder dizer que tomou algum dano por erro de programação do jogo.

A dificuldade do jogo é boa, não é super difícil, nem super fácil. Alguns chefes dão um certo trabalho, mas geralmente é só se adaptar aos seus ataques e a jogabilidade. Quem for jogar pela primeira vez, terá mais problema mesmo é para não se manter travado por não saber pra onde ir.

Já os gráficos são tudo de bom! Creio que Maridia e Norfair sejam o clímax do gráfico do jogo, já que os ambientes de água e fogo foram muito bem utilizados. Nem por isso o clima sombrio de Crateria e Wrecked Ship ficam para trás.

Ia finalizar o Review falando sobre a diversão, mas sobre esse tema acho que a parte em que falo da jogabilidade e dos itens já explica mais do que o suficiente.

Nota final: 100 (Eu até poderia diminuir um pouco, já que logo no primeiro Review venho de cara com a nota máxima. Mas se eu fizer isso, estaria mentindo não só para mim mesmo, mas para grande parte do mundo, que como dito no início, simplesmente ama esse jogo! E é como um fanático não só pela Série Rockman em especial, mas por muitos outros jogos maravilhosos para esse fantástico console que fica um pouco difícil de dizer, mas não impossível. Então, lá vai: “Super Metroid é um dos melhores jogos já feitos de todos os tempos, e se você é um Retrogamer e ainda não o jogou, deveria fazê-lo AGORA MESMO”.

Obs: É inaceitável que o Retroplayers exista desde 15/09/2009 sem ter até hoje um Review desse jogo, e pior ainda é eu saber disso! Pois é, amigos Retroaventurianos, agora TEM! ^^

Fim


Sobre Rokuman Senpai

Fã assíduo de Rockman / Megaman e também confiante do sucesso futuro de Mighty9. Defensor do Famicom / Nes com todas as armas inimagináveis. Mendorato + Skoll + Jogos Clássicos + Rokuman Senpai = Diversão Garantida! ^^
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