Retro Review: Strider


Eu nunca fui visitante assídio dos “fliperamas”, sempre preferi o conforto de minha casa. Mas como se sabe, nem tudo o que víamos nos arcades podia ser jogado em nossos humildes consoles, não é mesmo? Por isso, vez ou outra agente tinha de abrir exceções, apostando algumas fichinhas em algumas daquelas maravilhosas máquinas da diversão eletrônica. Strider foi um dos grandes ícones da indústria e um dos títulos que poucas vezes me atrevi a jogar nos arcades e, mais tarde, em minha casa.

O início dos anos 90 foi mágico. Enquanto as coisas ferviam nos fliperamas da vida, Sega e Nintendo travavam a conhecida e nostálgica disputa pela preferência dos maníacos por games. E uma das coisas que chamava bastante atenção naquela época ocorria quando um console recebia conversões de sucessos dos arcades, que sempre foram referência quanto a gráficos, som e jogabilidade. A Sega foi uma das produtoras que mais investiu em conversões, e boa parte de suas produções foram portadas para o Mega Drive e até para o Master System. Hits como Altered Beast e Golden Axe, por exemplo, serão sempre lembrados pela geração 16 bits, e fazem parte do grande arsenal de clássicos destes consoles.

Em se tratando de Strider, praticamente todos os PCs e consoles da época foram beneficiados. A Tiertex produziu versões para os computadores Amiga, Amstrad CPC, Atari ST, Commodore 64, DOS, e ZX Spectrum. A Capcom foi responsável pelas versões de arcadeNES, e X68000. Nos consoles da Sega, foi a própria empresa quem os desenvolveu.

O último port de Strider veio para o PC Engine, lançado apenas em 1994, pelas mãos da NEC Avenue. O game esteve em desenvolvimento desde 1990 e a produtora ficou em dúvida se devia ou não lançá-lo, já que as vendas do console eram baixíssimas, por conta de seu alto preço. Apesar do atraso esta versão chegou trazendo melhorias significativas, e o destaque ficou por conta do áudio, onde mais uma vez a mídia em CD fez a diferença. As músicas foram todas retrabalhadas e são indiscutivelmente as melhores dentre todas as versões. Além disso, foram adicionadas apresentação e cutscenes narradas durante o game inteiro. Um level extra foi acrescentado aos originais e você pode escolher se quer ou não jogá-lo, indo até as opções do game. Apesar dos esforços com este port, graficamente ele é inferior ao de Mega Drive, por exemplo. Faltou competência da produtora já que, normalmente o console da NEC é quem levava a melhor na maioria dos comparativos.

Como era de se esperar, a versão movida a fichas continuou sendo melhor que as demais. Mas isso não fez muita diferença para alguns de nós. Quem é que não queria ter um grande clássico como este rodando dentro de casa? E nesse quesito os proprietários do X68000 foram (e ainda são) os maiores beneficiados. Devido a seu hardware poderoso, este belo computador da Sharp recebeu as melhores versões de diversos títulos e, com Strider não foi diferente. Já a versão para NES é a única na qual tentaram seguir o roteiro original do mangá. Por esta razão o resultado ficou bem diferente dos demais e, apesar de não ser tão popular, é considerado um bom game para o console.

O Strider

A galera mais nova provavelmente só veio a conhecer Hiryu através dos Crossovers de luta, como Marvel vs. Capcom, por exemplo, onde o ninja é um dos lutadores selecionáveis. Mas o herói apareceu pela primeira vez em 1988, como protagonista de um mangá, lançado exclusivamente no Japão. Alguns meses após a publicação, Strider Hiryu deu as caras nos arcades e logo em seguida protagonizou um game para “Nintendinho”. Os demais consoles receberiam Strider nos anos seguintes.

Hiryu é um jovem de aproximadamente 20 anos de idade e faz parte da elite dos Striders, uma organização especial e secreta formada por agentes de combate altamente qualificados, responsável por manter a paz na terra.

A estória presente nos games passou por algumas adaptações e é citada com pequenas diferenças a cada port lançado. As informações mais relevantes são aquelas encontradas nas versões para Arcade e Mega Drive, que são o foco deste review.

Em Strider os acontecimentos se dão no ano 2048. Fugindo um pouco do roteiro original do mangá, Hiryu foi contratado por uma organização rebelde, com a missão de destruir um poderoso ditador alienígena chamado Meio Grandmaster. Intencionado a dominar o mundo, o vilão obteve o controle das forças militares de nosso planeta, escravizando todos os sobreviventes de seus ataques.

No “Fliper”

Este ótimo título de ação side-scrolling, chamou bastante a atenção quando foi lançado, chegando a ser cogitado a game do ano pela mídia especializada. Além do notável avanço gráfico, seu diferencial fica por conta da jogabilidade frenética e das habilidades de seu personagem. Hiryu pode executar longos pulos acrobáticos, correr (em certos pontos), escalar ou se pendurar em tudo quanto é lugar, além de executar uma bela e longa rasteira que, além de servir como fuga, também tem efeito letal contra alguns inimigos. Sua arma principal é chamada Cypheruma espécie de espada de plasma, tão rápida quanto um piscar de olhos. É tão mortífera que mal se pode ver o que sobra dos inimigos atingidos por ela. A facilidade em aniquilar uma grande leva de bandidos ao mesmo tempo é uma das coisas mais empolgantes neste clássico, sendo possível executar muitos golpes em sequência de acordo com a velocidade que se pressiona o botão de ataque, e também é possível atacar enquanto o herói está em movimento, seja em terra ou não. Hiryu ainda conta com alguns powerUps que podem aumentar a barra de life ou o alcance do plasma, outros lhe dão invencibilidade temporária ou colocam alguns androids na sua companhia, que lhe ajudarão a acabar com os inimigos.

 Na selva Amazônica.

 

A parte sonora não é absolutamente primorosa, mas o game utiliza várias frases com vozes digitalizadas, mostrando a ousadia dos produtores desta versão original. Os chefes de fase, apesar de relativamente fáceis em sua maioria, ocupam bastante espaço na tela, e isso também contribuía para a euforia da “molecada”. Por se passar no futuro, o layout das fases não são os mais comuns que você já viu, e em certos pontos o terreno é bem acidentado, onde normalmente acontecem aquelas famosas corridinhas rumo abaixo. E por falar nisso, me lembrei de um detalhe que alguns devem detestar em Strider: o pulo acrobático de Hiryu, que é lindo de se ver, mas não tem volta. Uma vez executado, não há controle sobre ele, ou seja, se você pular e não conseguir se agarrar em algum lugar, reze para que exista chão abaixo de você. Dói ver o Game Over assim, mas isso só será problema para os iniciantes. A extensão do pulo de Hiryu é tão grande que logo se aprende a tirar vantagem disso.

O game é composto por 5 fases apenas, o que é um pecado em Strider. Uma das etapas se passa na Floresta Amazônica, onde os inimigos são somente mulheres e dinossauros (viajaram legal esses programadores). Outras fases se passam no Cazaquistão e Sibéria. Há limite de tempo e os inimigos não lhe dão trégua, lhe obrigando a avançar constantemente. Mas Hiryu é poderoso e seus adversários não são tão inteligentes como poderiam. Isso não quer dizer que o game seja sempre uma mamata. Infelizmente a jogabilidade é imprecisa, o que acaba dificultando bastante as coisas. Os cenários são curtos e cheios de armadilhas e é preciso calcular bem os seus movimentos. A última batalha se dá na Third Moon, estação espacial e refúgio de Grandmaster. Até chegar lá, muitos bandidos humanos e robôs serão despedaçados por você.

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Enquanto isso, lá em casa…

Com exceção do port para o X68000, foi o 16 bits da Sega quem recebeu a melhor e mais conhecida versão caseira de Strider. O game foi produzido pela própria Sega, que fez um excelente trabalho, como de praxe naquela época. Nada de extra fora acrescentado, exceto um final melhor elaborado. Em compensação, não houve tantas perdas gráficas se comparada aos arcades e a jogabilidade é até melhor. Pode-se dizer que foram os 8MB de cartucho mais bem aproveitados até então, e ver Strider rodando no Mega Drive era muito gratificante!

 

Na época de seu sucesso eu não possuía o cartucho, mas sempre aparecia algum amigo de jogatina com aquela encantadora sacolinha de locadora. E foi numa destas belas oportunidades que o ninja da Capcom veio me fazer uma visita, lá no longínquo 1992, se não me falha a memória. Eu me lembro que as revistas de games falavam muito bem do título e eu estava ali, com o dito cujo espetado em meu console.

Com certeza é no Mega Drive/Genesis que Hiryu possui a maior porcentagem de sua popularidade, e é onde certamente a maioria de nós viveu grandes experiências com Strider. Esta foi também a versão escolhida pela Nintendo, que trouxe o título para o Virtual Console do Wii.

 

 

Fiquei ali por um bom tempo, admirando os detalhes, ao passo que tentava chegar ao seu final. Apesar de reproduzir algumas falhas presentes no arcade, o game é mais estável de se jogar. E ainda que curto (como no arcade) e não apresentar grandes dificuldades, há quem jogue várias horas sem enjoar do negócio. É claro que tem quem não goste tanto do título, mas é um clássico dos arcades dentro de casa, ora bolas!

Felizmente ou não, as coisas precisam evoluir, não é mesmo? Aos poucos, Strider foi dando lugar a outros títulos mais amadurecidos que, além de utilizarem bem mais que 8 megas de memória, também são melhores em gráfico, som e jogabilidade. Sua marca, contudo, ficou registrada naquela época em que a Sega se destacava como uma das melhores empresas de games aos olhos da maioria.

Curiosidades:

-> Muito provavelmente, Strider foi o primeiro game de Mega Drive a utilizar 8 MB de memória;

-> Na versão de PC Engine, o sangue ao se cortar um inimigo foi censurado;

-> Nas versões japonesa de game, Hiryu grita quando ataca. O mesmo não ocorre na versão americana;

-> Strider II (em algarismo romano), é um game de 1990, produzido pela Tiertex e foi lançado apenas para PCs e consoles. A versão americana recebeu o nome de Journey from Darkness: Strider Returns. As versões de Mega, Master e Game Gear sofreram modificações àquelas presentes nos PCs e o protagonista se chama Hinjo ao invés de Hiryu;

-> Strider 2 (em arábico binário) é um game no estilo 2.5D, lançado em 1999 para arcade e em 2000 para o Playstation. Esta é considerada a sequência oficial do primeiro título. Sua estória acontece aproximadamente 2000 (dois mil) anos após os eventos do primeiro game, trazendo reencarnações do protagonista e antagonista;

-> Existe um game muito legal para arcade chamado Osman (Cannon Dancer no Japão) que lembra muito a Strider (e é até melhor). Provavelmente porque o seu diretor, Kouichi Yotsui, foi o mesmo de Strider nos arcades;

Bem, amigos Retro-aventureiros, este é o famoso Strider que muitos de nós aprendemos a gostar. Muito se fala na possibilidade da Capcom trazer um reboot da série, mas (até o momento desta edição) a empresa não fez qualquer pronunciamento oficial a respeito, o que seria ótimo para os fans de Strider Hiryu.

Agradecemos a você pela leitura. Agora conte pra gente o que você sabe sobre Hiryu e quais foram as suas experiências com Strider!

Fim


Sobre Jeff

O Jeff é veterano que começou a jogar games com um Bit System. Ele ama jogos 2D. Criterioso e saudosista, adora os jogos de Nintendinho. Atualmente sua plataforma principal é um PCgamer, Mas jogar é com ele, não importa se num console da Sega, Sony e assim vai!

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  • Rodolfoteixeiradf

    Excelente review jeff! Realmente Strider é um clássico absoluto! Os gráficos e a jogabilidade – ( as partes em que se fica sem gravidade são sensacionais) – são de bom gosto e qualidade incriveis. Sou mto fã desse jogo!

    • Jeff

      Sim, Rodolfo o game merece ser clássico, não só pela idade mas também pela qualidade, mesmo com os pequenos deslizes na jogabilidade. Também sou fan de Hiryu.
      Obrigado pela visita, amigo. Volte sempre!!!

  • Piga

    Assim como você Jeff, eu só tive acesso a este jogo através de locadoras. Me impressionou muito na época e achei o jogo um pouco difícil sim, pois não cheguei a terminá-lo. Desde a devolução deste jogo lá no início dos anos 90, nunca mais joguei qualquer Strider.

    Falow 🙂

    • Jeff

      Piga, você ainda pode terminá-lo no emulador e vai ver que não é tão difícil quanto foi. O Game é curtíssimo e rapidamente se finaliza.
      Bom que alguns amigos de jogatina me emprestaram Strider, senão, ficaria só mesmo na vontade…
      Valeu pela participação Piga!

  • Ivo

    Capinha do Strider sempre me lembra o ator Kevin Costner. Hahaha! Belo review Jeff. Infelizmente não tive a oportunidade de jogar Strider, mas é uma ótima hora de começar com seu super-review. Abraço!

    • Soqueroeu

      E aí Ivo, como andas?

      Essa capinha do Strider sempre me lembrava o Schwarzenegger kkkkkkkk!Obrigado pelo elogio e pelo seu comentário. Grande abraço!!

  • Ricardocrush

    joguei apenas os de nes tinha o cartucho pra super nes com os tres games do snes mais me desfiz dele hoje me arrependo mais mesmo assim é um otimo game meu amigo tinha a versao do mega mais deu fim pois nao se agradou dele preferia shinobi.

    • Jeff

      Ricardo, eu não me lembro de Strider no Super Nes. Seria um game chamado Run Saber?
      Obrigado pela sua visita amigo!

  • edwazah

    como o jeff é velho! oO’

    • Jeff

      Ed, você não fica atrás não me caro….kkkkkkkkkkkkk!
      Valeu pelo comentário!!

      • edwazah

        pq comentar como o post está bom é pleonasmo! 😀 e velho pq…. nunca vi strider NO fliperama…. só depois de velho! 😀

  • Show! Além dos crossover de lutas em 2D, eu cheguei a ver um jogo para PS1, parecia de aventura/ação em 3D, mas nunca vi. Espero chegar tempos de reviews nem tão antigos. xD Acho que a única vez que joguei Atari eu tinha menos de 9 anos.

    • Jeff

      E aí Daniel, ok?
      Obrigado pela visita e seu comentário. O Strider 2.5D também apareceu no PS1 mesmo e é um belo game, apesar de muito fácil!!!

  • a capa desse Strider não tem nada a ver com o Hiryu. mas os americanos nunca ligaram em respeitar a arte das capas japonesas por exemplo. mas eu acho que é pelo incidente do Pearl Harbor, que penso eles ainda se resintirem com isso. já joguei a versão do NES e bota difícil. mas vou zerar a do Mega, onde o personagem é mais parecido com o Hiryu…

    alguém se lembrou de dizer que o ninja, apesar do nome japonês, ele é Russo?

    • Jeff

      E aí Leandro, obrigado mais uma vez pela visita.

      Cara, no mangá provavelmente tenha mais informações de Hiryu. Eu sei que o game se passa na antiga União Soviética, mas não tenho certeza da origem do ninja….
      E realmente, essas capinhas dão o que falar né? Inclusive aqui também tem matéria sobre esse assunto.Ainda vou terminar a versão Nintendista!!

  • Fernando Tadeu Fabri

    Olá Jeff ^^

    Valeu aí pelo review, maninho XD

    Nem sabia da versão X68000 e muito menos que a versão de NES é baseada no mangá…

    Vou baixar ainda hoje a trilha sonora (OST) de Strider 1994!

    Abração Hermanito!

    • Jeff

      Sempai, obrigado pela presença!
      Até a próxima!!

  • Eis aí um joguinho que nunca experimentei, sempre ouvi falar no Strider, mas a única experiência que tive com o ninja da Capcom foi no emulador MAME naquela continuação com gráficos 3d e sprites 2d  e achei um jogo bem bacana.
    Taí um personagem que é meio esquecido e poderia ganhar pelo menos mais uns dois jogos, um 2d com gráficos full HD, e um 3d. Aí agradava todos os públicos.

    • Jeff

      E aí João, como vai?
      Suas palavras são como as de milhares de fans. Hiryu merece aparecer mais, com certeza.O Game de PS1 é realmente bacana, é o mesmo que você jogou no Mame.

  • Vinicius

    Tava vendo esse jogo no emulador e vi que tambem tem uma continuaçao para o megadrive chamada Strider Returns.

    • Jeff

      Sim Vinícius, e ela foi citada nas curiosidades ao final deste post. Um bom game inclusive.

      Valeu pela participação meu caro!

  • edu

    caramba descobri duas coisas neste post. uma que a versao original desse jogo era de fliperama, e olha que eu vivia nos fliperamas antigamente, e outra que tinha versao dele pro nes e eu sou muito mais nintendista que seguista. achava que era jogo somente para o megadrive ele, joguei muito ele na epoca achava bem bacana ele.

    • Jeff

      Edu, obrigado pela participação, mais uma vez maninho!
      A versão de Strider para NES é beeeeem diferente desta do Mega, que é idêntica ao arcade. Jogue as duas e veja o que mudou!!

  • Jeff, mais um belíssimo post! Cheio de informações e com uma pitada generosa de nostalgia.
    Eu não sabia que Strider era jogo de Arcade, sempre achei que fosse de Mega Drive. Não conhecia esse monte de versões também. Vou tentar emular algum dia as que dão esta possibilidade. Que era anime então eu nem desconfiava. Bacana!
    A versão de Mega eu lembro de ter alugado algumas vezes, mas nunca terminei. Não me lembro bem o pq. Sei que é um dos cartuchos que eu gostaria de ter em casa pra jogar diretamente no console.
    Ou então vou ver se pego a versão de Virtual Console, que é outra coisa que eu não sabia que tinha.
    Fiquei com uma dúvida: a versão de Mega não teve perdas significativas, teve melhoras na jogabilidade mas no final vc deu uma nota um pouco menor que a de Arcade. Fiquei sem entender o pq. Juro que não é meu lado seguista “levantando da tumba”, é curiosidade mesmo! hahaha
    Abraço

    • Jeff

      Fala Caduco, como vai? Obrigado mais uma vez por deixar seu comentário!!
      A versão de Mega teve uma redução de 2 pontos na nota simplesmente por não ser totalmente idêntica ao arcade, no tocante a som e gráfico. De resto o game é bem fiel e a jogabilidade é de fato um pouco melhor. 
      Acho que 2 pontinhos a menos tá de bom tamanho….
      Apareça sempre!!

      • Agora entendi! Completamente justificável, até que perdeu pouco então.
        Fiquei curioso pra jogar a versão arcade, vou correr atrás disso!

  • Hely

    Ótimo review Jeff XD

    Gosto muito desse jogo, embora o conhecia de revistas desde 1991(ou 92), na época não tive oportunidade de jogá-lo pois possuia um compatível Atari e só fui ter um Mega já em 1995, ele foi um dos primeiros games que aluguei para o console….como você lembrou no review pelo menos nas revistas da época todas diziam que era o primeiro jogo de 8 megabits da história…

    Embora tenha o terminado em todas as dificuldades não achei ele tão fácil assim não…principalpalmente no Hard na última fase em que você fica de ponta cabeça tem umas partes bem dificeis…=X

    E o Osman é um jogão mesmo, ele que merecia carregar o nome Strider II e não aquela porcaria feita pela US Gold para Mega ou aquele jogo mediano 2.5D pro PS-X feito pela Capcom…

    • Jeff

      Oi Hely, como vai meu caro? Agradeço sua participação mais uma vez. 

      Cara, aquela parte perto do final em Strider, onde se fica de ponta-cabeça é difícil demais. Uma chatisse aquilo!!! Perdi a conta de quantas vezes morri ali. Quanto ao Strider II de Mega é estranho mas, eu até que gostei, sabia?E Osman é bacana mesmo. Os interessados podem jogá-lo no Mame e eu ainda vou terminá-lo, não vai demorar!O game no PSX até que é legal, mas é muito fácil e por isso ficou meio esquecido!!!Abração Hely!

  • Istemthebronx

    Você cumpade, perdeu meu respeito ao colocar somente nota 80 para o Strider de Arcade, e 78 para o port de Mega, onde já se viu isso?! Jogo bom não precisa de 30 fases para ser legal não!!! 
    A versão arcade merece 85, pq o lance da dinâmica é bem feita no arcade, e dá um destaque a jogo no qual vc frisou de forma muito fraca. E no Mega, pela boa conversão e pelo final bem mostrado, merece 81.
    Tava indo tão bem nos rewiews pra fazer uma cagada dessa. Lasquera!

    • Jeff

      Fala Istem. Obrigado pelo comentário!
      Mano, a nota não é devido ao tamanho do game e sim pelo conjunto da obra. Strider é ótimo, mas tem sim alguns pequenos defeitos na jogabilidade. A versão de Mega teve uma redução de 2 pontos na nota simplesmente por não ser totalmente idêntica ao arcade, no tocante a som e gráfico. De resto o game é bem fiel e a jogabilidade é de fato um pouco melhor. 

      • Istemthebronx

        Pois eh, contudo acho a jogabilidade do Strider de arcade não é travada tanto assim não cumpade Jeff. Sei da mecânica dele ser um pouco arrastada, contudo, ali faz parte da dinâmica dele. Ele merecia 82. E a de Mega 80, pelo final super bem feito, com jogabilidade.

  • Ricardocrush

    n jeff é um remake dos tres games de nes para snes eu tinha mais me desfiz dele um lastima.

  • Ricardocrush

    Ah foi mal confundi com ninja gaiden.

    • Jeff

      Imaginei que seria Ninja Gaiden mesmo!!

  • sempre achei esse jogo bem bonito desde moleque, mas nunca terminei, há um mês atrás joguei uma vez só e fui até a quarta fase, aí fiquei com preguiça de tentar novamente. kkk

    • Jeff

      Obrigado pelo comentário Thiago! Meu filho, quem chega na 4ª fase, chega no final. Faltou só mais uma…

  • celsoaffini

    Que maravilha Jeff… Trouxe o melhor de um jogo mais que classico. Informações precisas e acho que poderia receber uma nota melhor, pois acredito que a jogabilidade era dificil para proporcionar mas dificuldade ao jogo, mas isso e outro detalhe. Parabéns cara, além de fazer me lembrar quantas fichas gastei no fliperama lembrou o quanto eu manjo desse jogo no MEGA DRIVE… Salvo no HARD sem muita dificuldade, pois achava ele mais rapido e melhor que o ARCADE.

    Abração e continua falando de jogos de MEGA DRIVE que eu agradeço.

    • Jeff

      E aí Celso, como vai? Obrigado por comentar novamente por essas bandas!!
      Mando ver sim, assim que o tempo permitir, mais games de Mega/Sega virão! 
      Mesmo em dificuldades maiores, Strider massacra com sua espada. Coitadinhos inimigos.E realmente, no Mega é melhor de se jogar, pelo menos eu também acho isso!!! 
      Volta mais vezes Megadraiveano!!!

  • Mestrechronos

    Tem uma curiosidade ligada ao Strider, na terceira fase do Mega Drive (não me recordo se também há no arcade), no canto inferior esquerdo tem várias “balas de canhão” no chão que podem ser destruídas.

    Quando destruímos a última delas, aparece um ursinho panda em miniatura que gira a cabeça e desaparece, bem WTF mesmo. Dizem que esse ursinho é uma homenagem ao criador do game, Isuke (pseudônimo do Kouichi Yotsui) que estava sendo pressionado para lançar uma versão do game para o console SuperGrafx, mas não conseguia com que o port ficasse de uma maneira aceitável devido as limitações do game.

    O caso que o cara pirou e chegou a ser internado, e talvez por alguma piada interna entre o grupo de programadores dos games logo que ele recebeu alta, decidiram inserir esse pandinha exorcista em homenagem a essa situação !

    • Thefouron

      Alias, corrige ai meu comentário por favor Sabat, o certo seria ”
      o port ficasse de uma maneira aceitável devido as limitações do console.”

    • Jeff

      Mestre, como vai?
      Cara, essa história aí é curiosa e eu não sabia disso não.
      Como você mesmo deve ter lido no review, o port do PC engine/TurboGrafx foi uma novela pra ser lançado e por pressão dos fans também, o game veio a ser lançado.
      Obrigado pelo comentário, meu caro!!! 

  • Eu jogava MUITO esse jogo no Mega, poxa bons tempos, acho que ainda tenho ele guardado em uma das caixas, agora me bateu uma puta vontade de jogar HAHAHA. Excelente matéria!!! 😀

    • Jeff

      Aê Robeto, manda ver no Strider aí cara, o game é muito bom mesmo!!! 
      Espero que encontre o cartucho, se ainda tiver o console…Obrigado pela postagem. 

  • TH

    Muitas curiosidades que eu não fazia ideia Jeff!

    Tive pouco contato com esse game. Mas lembro que gostava muito, só não me cativava o suficiente para ficar jogando.

    essa versão do playstation é linda. Lembro que fiquei muito feliz quando consegui comprar esse jogo, mas jogar foi decepcionante. Foi uma das primeiras vezes que vi que os jogos estavam ficando sem dificuldade, pois a vida era infinita, e morrer começava do mesmo lugar. Ou seja, jogar para q?

  • Jeff

    Verdade , Verdade TH! O Game do PS1 é interessante mas infelizmente é facim, facim. Uma pena. Daria para fazer coisa melhor, certamente. 

    • TH

      Sim Jeff. Tem coisa que não entendo, um gráfico daquele já prontinho, a física, colisão, tudo bem programado, mas na hora de fazer o game design e o level design eles cagam tudo. Parece que ficaram com preguiça…

      Tem coisa que não entendo mesmo.

  • elcioch

    este é um dos poucos games que vale jogar tanto a versão original arcade como a versão caseira mega!

    na epoca muitos classicos dos arcades veio para o console de maneira porca!

    este strider perdeu desenhos? sim perdeu varios elemetos! mas quase nem
    se percebe! o que realmente brilha nesta versão para mim é a trilha!
    ficou muito melhor do que a do arcade!

    o final do game tambem em ambos é diferente, mas o mega ganhou um final foda! melhor que a do proprio arcade!

    terminando! capricharam neste titulo!

    • E isso mesmo Elcio. Acho que a Versão de Mega é até melhor que a de Arcade, justamente pela jogabilidade mais estável. Sem dúvida um bom game!