Retro Review: Sonic CD (SEGA CD)


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Olá amigos retro aventureiros!

Como muito de vocês sabem, sempre fui muito fã da franquia Sonic the Hedgehog. Entretanto, teve um título da série que acabei deixando passar por muitos e muitos anos, justamente por não ter sido um jogo de fácil acesso. Estou falando daquele que é considerado por muitos jogadores das antigas como o melhor game da série, Sonic the Hedgehog CD, ou mais comumente falando, Sonic CD, para SEGA CD.

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Quanto à concepção do jogo, o início do desenvolvimento de Sonic CD ocorreu em paralelo com Sonic 2 de Mega Drive. Enquanto a SEGA americana trabalhava no segundo título da franquia, a japonesa se responsabilizava pela versão que seria lançada em CD-ROM. Tanto é que os jogos possuíam algumas similaridades no começo do ciclo de desenvolvimento, mas no produto final acabaram ficando bem diferentes um do outro.

Tela de Título.Outro detalhe importante é que, enquanto Sonic 2 tinha Yuji Naka no time de programadores, Sonic CD tinha como diretor Naoto Ohshima. Duas pessoas igualmente importantes para a franquia, já que eles que carregam os créditos pela criação do personagem (um como programador e o outro como artista).

Embora os projetos tenham começado quase que simultaneamente, o game foi lançado apenas no final de 1993, praticamente um ano após Sonic the Hedgehog 2. Dois anos mais tarde o jogo foi portado para computadores, aproveitando que o CD-ROM estava se popularizando na plataforma. Pois é, outros tempos.

Neste game surgem mais dois personagens importantes para a franquia.: a stalker simpática Amy, uma ouriço fêmea muito fã e apaixonada por Sonic; e um novo vilão e rival do personagem principal, conhecido como Metal Sonic. Este foi construído pelo maléfico Dr. Ivo Robotnik para tentar dar um jeito no ouriço de uma vez por todas.

Volta aqui, seu lindo! Metal Sonic levando a Sal... digo... Amy embora.

Resumindo o que li do manual americano, Sonic e a Princesa Sally conversavam a respeito de Little Planet, um pequeno planeta que orbita Mobius e aparece no último mês do ano acima de Never Lake. O planeta possui pedras preciosas chamadas Time Stones que possuem poder sobre o tempo, Sonic pensou em dar uma passada por lá.

Logo percebeu que algo estava errado, pois as árvores altas do planeta haviam dado lugar à rochas, como se tudo estivesse sendo drenado. Adivinhem só: coisa do Dr. Robotnik, que está drenando o poder do planeta e deseja as Time Stones para dominar Mobius. Ele leva a Princesa Sally e foge para o pequeno planeta, enquanto lança sua mais nova invenção, o Metal Sonic, em direção ao nosso herói para atrasá-lo.

Agora, onde raios a Princesa Sally se encaixa nessa história e onde é que ela aparece no jogo eu não sei. Quiseram substituir a Amy pela Sally, já que o desenho do ouriço (também conhecido como Sonic Saturday AM ou Sonic SatAM) estava em alta naquela época e ela era uma das personagens principal da série. Besteira, mas tudo bem. Importante mesmo é toda parte das Time Stones e viagens no tempo.

Tanto é que, em uma das formas de alcançar o final bom, o jogador deve voltar ao passado em cada um dos dois primeiros atos de cada fase e encontrar e destruir a máquina geradora de robôs. Também é possível encontrar no passado o totem do Metal Sonic espancando animais inocentes (cruel, não?). Pera lá. No passado? Que história é essa?

A cena é tão cruel que até o Sonic ficou espantado. Máquina de fabricar robôs.

Em determinados pontos da fase existem placas escrito Past ou Future (Passado ou Futuro, respectivamente). Ao passar por uma dessas placas, Sonic se torna capaz de viajar no tempo.

Para isso acontecer, ele deve atingir alta velocidade e se manter assim por alguns segundos, sem interromper. Se o marcador que aparece na parte de baixo da tela desaparecer, adeus viagem no tempo. E não adianta tentar voltar pra mesma placa, pois ela estará virada ao contrário (horizontalmente, não de ponta-cabeça) e não poderá mais ser utilizada.

Enfim, caso o jogador consiga cumprir com o objetivo, no final da fase é anunciado que ele conseguiu um futuro bom. A mensagem também é replicada no final do terceiro ato, após derrotarmos o famoso Dr. Robotnik. Ah, sim, os estágios são divididos em três atos, como no primeiro game da franquia. Se conseguir futuro bom em todos os atos, o jogador garante o final bom.

Limpar as fases no passado e ir aos tempos seguintes também faz diferença na jogabilidade. A música muda para a do futuro bom daquele estágio e o número de inimigos é reduzido drasticamente.

Em Sonic CD, o Spin Dash também foi incluído. Entretanto, a execução e o funcionamento dele são um pouco diferentes do que foi incluído em Sonic 2. O começo da execução é o mesmo, apertar pra baixo e depois algum dos botões. Porém, só manter para baixo segurado e soltar depois de um tempo já é suficiente para o ouriço sair rolando pra frente, em velocidade bem menor que estamos acostumados. Na versão remasterizada, é possível configurar qual Spin Dash queremos usar durante a jogatina. O “original” de Sonic CD ou o “original de verdade”, iniciado em Sonic 2 e usado em outros jogos.

Apresento-lhes o tal do Peel Out. Nada como correr sem sair do lugar.Também existe outro movimento, o Peel Out. Funciona de forma parecida com o Spin Dash, só que segurando pra cima. A vantagem é atingir maior velocidade final quando o direcional é solto. A desvantagem é que Sonic fica totalmente vulnerável durante a corrida.

A física do jogo é basicamente a mesma ou pelo menos muito similar a dos jogos lançados para Mega Drive. Quando a isso só alegria, essa jogabilidade é a que a gente vive pedindo da SEGA e ela teima em não nos atender (não é, Sonic 4?).

Uma coisa difere bastante em relação a todos os games da franquia da época é o design das fases. Se você jogar os quatro Sonic the Hedgehog de Mega Drive, vai perceber que o level design destes jogos é bem parecido ou pelo menos possuem a mesma essência. Claro, cada jogo tem suas particularidades, mas no geral você consegue jogar todos eles em sequência sem estranhar. Agora, experimentem a mesma coisa adicionando Sonic CD.

Existem partes desconexas, argolas presas dentro da parede, sequência de subidas e descidas completamente diferentes do restante da série, passagens secretas em exagero, degraus e esteiras que ao meu ver não possuem o menor sentido, isso entre outras coisas. São totalmente fora do padrão. Não que isso seja efetivamente um problema, mas para muita gente vai causar estranheza. Que foi o meu caso, diga-se de passagem. Já os gráficos são impecáveis. A SEGA soube aproveitar o espaço proporcionado pela mídia para adicionar mais sprites de movimento, mais detalhes em cenários, entre outras coisas que chamam bastante a atenção durante a jogatina. É tudo muito bonito!

A parte sonora então é sensacional. Não depender da placa de áudio limitada do Mega Drive e poder contar com a tecnologia do CD deu muita liberdade para os compositores. Surgiram músicas com muita qualidade sonora. Tanto a trilha americana quanto a japonesa são espetaculares, inclusive nem parecem músicas de jogos de videogame. Não encarem isso como ofensa. Em breve eu opino sobre este ponto também.

A trilha sonora japonesa foi composta por Naofumi Hataya e Masafumi Ogata, que talvez sejam nomes familiares para vocês, pois foi a mesma dupla responsável pela trilha de Sonic 2 do Master . Já a composição da trilha americana ficou sob responsabilidade de Spencer Nilsen, David Young e Mark Crew, que já haviam composto para jogos do Mega Drive.

Como vocês observaram na história de Sonic CD, existem Time Stones, que meio que substituem as Chaos Emeralds neste título da franquia. E para obtê-las, vocês já sabem o que precisamos fazer, correto? Isso mesmo, Special Stages! Para acessá-los, vale o método tradicional do primeiro game da franquia: terminar o ato com 50 argolas e entrar no argolão logo após a placa de final de fase. E esses estágios são completamente diferentes de tudo que a SEGA já havia lançado na franquia.

Totalmente clássico! "I want to believe".

Aqui surge a primeira tentativa de um Sonic com jogabilidade 3D. Enquanto o personagem corre loucamente, podemos pressionar os botões para pular, para baixo reduz a velocidade do personagem e ainda temos a liberdade de movimentar Sonic em 360 graus. O objetivo é destruir os seis UFOs, ou naves espaciais roxas que ficam vagando pelo cenário. Que droga será que eles usaram pra pensar nisso?

Tudo isso em um limite de 100 segundos. Esse tempo corre mais rápido quando o personagem pisa na água ou nas partes do chão que parecem “vazias” (basicamente pretas). Quando falta menos de 20 segundos, surge um UFO azul que aumenta mais 20 segundos se for destruído.

Importante dizer qual a função das Time Stones. Lembra aquele negócio de ter que voltar pro passado, procurar e quebrar o Metal Sonic valentão e a máquina de fazer robôs? Pois é, tem um jeito de evitar ter que fazer tudo isso. Obtendo todas as Time Stones, o futuro bom é garantido em todos os atos seguintes e, consequentemente, o final bom (mesmo não tendo conseguido outros futuros bons antes). Prato cheio pra quem não é tão aficionado em ficar procurando coisas.

Contando minha experiência com Sonic CD, até a semana anterior a este post eu só havia encarado o game pra valer uma única vez. Em 2012 joguei no Playstation 3 a versão remasterizada (ou HD) do jogo, do começo ao fim. Só recentemente resolvi encarar a versão original utilizando emulador e já pude observar algumas diferenças.

As principais novidades da versão HD são a possibilidade de escolher entre o Spin Dash de Sonic CD ou de Sonic 2 (já mencionado), a inclusão de Tails como personagem jogável (apenas sozinho), músicas editadas para que completem o loop (sem fade out), a possibilidade de escolher jogar com as músicas americanas ou japonesas e, logicamente, ajuste da resolução para caber nos televisores mais modernos e celulares. Entre outras diferenças sutis (ou não) nos estágios.

De qualquer forma, não havia jogado o original antes por não ter o add on do Mega Drive, assim como a maior parte dos brasileiros, pois aposto que poucos tiveram um SEGA CD ao longo da vida. Inclusive na época do lançamento do aparelho tinha muita que ainda estava encarando a geração 8 bits por questões financeiras. Nunca foi fácil para nós.

Anos mais tarde, em meados de 2003/2004, um rapaz que trabalhava comigo gravou pra mim a versão para PCs. Só que na época o jogo estava rodando sem som algum, nunca soube o porque e nunca tive paciência pra tentar descobrir. Passei batido também pela coletânea de PS2 / Game Cube que possui o jogo, lançada anos mais tarde.

Antes de prosseguir, vou adiantar a vocês que gostei muito de Sonic CD, muito mesmo. Consigo colocar o jogo em um Top 5 ou 10 da franquia, mas tiveram alguns pontos que acabaram me incomodando e eu gostaria de falar sobre eles.

Eu confesso que não gostei muito de como funciona o esquema de viagem no tempo. Ter que se segurar em alta velocidade e de repente “tropeçar” em uma elevação de cenário no meio do processo, perdendo a possibilidade de voltar para o passado ou ir para o futuro é um negócio altamente frustrante. Não dá pra dizer que faz parte do desafio ou algo assim, esta ideia é só ruim mesmo.

Olha a plaquinha do passado aí. Lá embaixo indicando Past, estrelas saindo do personagem: se manter assim, viagem para o passado garantida! Pff...

Viagem no tempo! 00-Sonic_CD-Good-Future

Acredito que seria muito mais interessante algum tipo de viagem no tempo automática. Poderiam ter focado em esconder melhor estas placas e transformá-las em algo tipo um portal entre os tempos. Achou, entrou, viajou. Fim. Adicionaria bastante à jogabilidade, pois se tornaria um jogo bem extenso, considerando que as pessoas passariam um bom tempo procurando pelos portais e depois pelos objetivos que precisamos destruir no passado.

Tanto é que na experiência com a versão remasterizada foi aquele negócio. Vi a primeira ou segunda placa escrito Past, tentei viajar no tempo, falhei miseravelmente e joguei o resto do jogo ignorando ou até evitando estas placas, não sabia para que serviam e não me interessei saber, queria é conhecer as fases. Fico imaginando se os jogadores da época não jogaram Sonic CD do mesmo jeito que eu, em especial crianças e adolescentes.

Resolvi jogar mais sério no emulador, mas no meio do processo acabei esbarrando em algumas mudanças de tempo e mais uma vez ignorei este sistema, definitivamente não tenho paciência com ele. Para ver o final bom, investi tempo nos Special Stages mesmo e peguei todas as Time Stones.

Outra coisa que me incomoda bastante é o level design um tanto quanto esquisito. Tem muita coisa que parece quebrada, outras que não fazem sentido e algumas poucas que eu não vejo graça. Claro que algumas ideias foram bem bacanas de ver ao longo da jornada. Muito provavelmente é algo pessoal meu, aposto que tem muito jogador que prefere as fases desta forma do que em outros clássicos do ouriço.

Existem mais pontos que me incomodaram. Quando ocorre uma viagem no tempo e você está com o escudo (ou campo de força), ele simplesmente desaparece no meio do processo e você chega na outra era sem ele. Por que diabos todo resto é mantido e só o escudo não? Pode parecer bobagem, mas quando me dei conta disso, fiquei bem irritado. Até porque estava focado em tentar as Time Stones, qualquer descuido e os planos iriam por água abaixo naquele ato.

"No meio do caminho tinha uma pedra...". Por quê?

Parem e pensem: qual o momento mais desesperador da franquia Sonic the Hedgehog que chega a ser um dos mais aterrorizantes do mundo dos games? Não leiam o próximo parágrafo até responderem o questionamento mentalmente.

Tenho certeza que vocês chegaram na resposta correta. Pois é, quando Sonic está se afogando dá um desespero imensurável. E talvez o maior motivo disso é a aquela bendita música que toca quando está próximo de acontecer. Concordam? Se eu estiver na rua e escutar essa música, acho que saio correndo gritando desesperado em busca de bolhas de ar saindo de alguma boca de lobo… OK, exagerei, mas vocês conseguem enxergar a importância dela pro momento, não?

Agora adivinhem só o que acontece em Sonic CD. Não toca música nenhuma. No máximo fazem alguns barulhos indicando que o processo está acontecendo. Parecido com o Master System. Mas estamos falando do SEGA CD, com todo poder que possuía. O que impediu eles de colocarem a música do inferno pra alertar a gente e aumentar o desespero? Até jogos modernos possuem remix dessa música. Sem falar que troca a música com alguns itens/power ups. A SEGA sabe o tamanho do vacilo, tanto que acabou incluindo a música na versão HD.

Por falar em sons que fazem falta, o som que toca ao ganhar uma vida extra também me incomoda demais. Ao invés de tocar música parecida com a tela de título, surge uma voz que supostamente é do Sonic falando “Yes” ou “Yeah” ou qualquer coisa parecida com isso. Todas as vezes que escutei isso na última semana resultaram em um palavrão como resposta. Eu sei, implicância minha, admito que é uma baita picuinha. Porém, talvez eu esteja traumatizado de escutar esse bicho falando nos jogos modernos.

Pra fechar, os Special Stages. Da forma como foram feitos, é bem complicado ter noção de profundidade. Vira e mexe você erra um UFO e cai direto na água, perde segundos preciosos e só passa nervoso. Conseguir as Time Stones envolve um pouco de sorte, e não vejo isso com bons olhos. Haja paciência.

Novamente, não me entendam mal, eu gostei bastante de Sonic CD, de verdade. Mas esses pontos me incomodaram pelo menos um pouco. Antes que vocês desistam de ler o restante do post ou já estejam com quilos de pedras nas mãos, vou parar de resmungar e falar um pouco sobre as fases do jogo.

Palmtree Panic

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Começando como começam os clássicos da franquia, em uma área de floresta tropical. Tudo aqui é bem tranquilo, até a viagem no tempo. Encontrar as coisas para quebrar também. Até o chefe é a coisa mais fácil do mundo. Mas é a primeira fase, né? Momentos para nos acostumarmos com os movimentos novos do personagem.

Collision Chaos

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Fase cheia de bumpers e flippers. É o que Sonic Spinball deveria ser, mas infelizmente só ficou no conceito. As coisas ainda continuam fáceis, o chefe é meio besta, mas no geral todos os atos são bem divertidos.

Tidal Tempest

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Lembram da Labyrinth Zone do primeiro game da franquia? Então, é quase a mesma coisa, só que com um level design totalmente maluco. É difícil como toda fase da água deve ser, ainda mais dentro dos novos conceitos de Sonic CD. Como atingir e manter velocidade alta dentro d’água? E como procurar tranquilamente no Passado as coisas que precisam ser destruídas, com o risco de se afogar. Baita desafio!

Só faltou a música de afogamento mesmo. Por falar em música, a da fase é sensacional, a que mais gostei do jogo todo (versão americana). O chefe dá toda pinta que será uma “versão CD” do chefe da Labyrinth Zone, mas depois ele reaparece e é meio casca grossa. Diversão pura! Nem os slowdowns dentro d’água tiraram a diversão da fase. O estágio é um dos pontos altos do jogo.

Quartz Quadrant

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A partir desta fase que eu começo a ficar encucado com o level design. A fase é meio confusa, quando joguei acabei nem me preocupando em voltar ao passado e procurar as máquinas, até porque eu mal consegui ir pro passado mesmo. A esta altura já é possível ter todas Time Stones, o que facilita as coisas.

O chefe é confuso também, mas quando saquei qual era a dele ficou até meio bobo. Ainda assim, tenho que concordar que é um dos pontos criativos do jogo e até abri um sorriso na hora que saquei o que deveria ser feito.

Wacky Workbench

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Se a fase anterior é meio confusa, esta daqui é uma bagunça completa. Eu prefiro me esforçar a passar essa fase o mais depressa que posso, não gosto nada do design dela.

Tem partes da fase que me sinto mais assistindo do que jogando, tamanha é a confusão de coisas te jogando pra cima e pra baixo. Eu precisei fugir da experiência o mais depressa que pude. Ainda bem que Sonic e velocidade combinam.

O chefe é… bem… não me divertiu, não ficou uma ideia muito legal. Sem maiores detalhes para não estragar a experiência de quem não jogou.

Stardust Speedway

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São três atos de tirar o fôlego!

O primeiro ato é legal demais, o segundo é um pouco confuso, mas tem muito charme. A música é bastante interessante e se tornou clássica ao longo do tempo. Só que o melhor ainda estava por vir.

O terceiro ato tem uma das coisas mais épicas de toda a franquia: a corrida contra o Metal Sonic. É muito divertido, é desafiador! O jogador tem que ficar de olho em mais de um elemento, tem que ter reflexo, tem que pensar rápido. Uma pena que mais momentos como este não surgiram ao longo da série.

Pra mim é o ponto alto, faz valer a pena jogar Sonic CD.

Metallic Madness

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Lembram da Scrap Brain Zone de Sonic 1? Tem muitos elementos dela em Metallic Madness, como plataformas girando e parando, plataformas que somem e reaparecem e algumas armadilhas malucas. O primeiro ato é diversão pura.

Os designers de nível voltaram a ficar sob efeito de alguma droga no segundo ato. Em alguns pontos ele é bem confuso, mas por alguma razão aqui não incomodam em nada. A melhor parte foi o mini Sonic. O personagem passa por um raio que o deixa pequeno, é muito bonitinho, vejam só.

Não é uma gracinha?

No terceiro ato tem um mini puzzle envolvendo camadas de cenário, muito criativo. Logo em seguida uma batalha contra subchefes. Nada complexo, mas criativo também. E pra finalizar, a batalha final contra Robotnik. Bem complexa eu diria, meio que consegui terminar naquele esquema de ser atingido, aproveitar estar piscando e bater no oponente, pegar uma ou mais argolas e repetir o processo. Achei um pouco difícil, só não sei se eu que não tive paciência pra aprender o que tinha que fazer ou se a ideia era essa mesma.

sonic-cd-score-retroplayersConcluindo, valeu demais a pena ter encarado Sonic CD de cabo a rabo e conseguir o final bom, mesmo tendo dependido das Time Stones pra isso. Sem problemas, os jogos numerados da franquia também dependem de Esmeraldas do Caos, então por que não?

Na segunda jogatina (semana passada) fiquei muito mais entusiasmado do que na primeira, jogando a versão remasterizada. Não sei explicar o porque.

Consigo entender porque muitos dizem ser o melhor jogo da série, mas não posso concordar. Embora eu tenha notado que tecnicamente ele está acima de Sonic 2, ainda acho o jogo do Mega Drive mais marcante que o do SEGA CD.

As fases são mais memoráveis, não só pelo design quanto pela temática também. Sem falar que a trilha sonora combina mais com elas, mesmo que as músicas de Sonic CD sejam espetaculares nas duas versões.

Os Special Stages de Sonic 2 são mais atrativos, na minha humilde opinião. Vale para as brigas com o Dr. Robotnik, apesar de toda criatividade envolvida no jogo avaliado neste post. Ainda tem o Tails e o Super Sonic. A briga é muito boa, mas pra mim pesa mais pro lado do 2 do que do CD.

Tem uma coisa que não falei e preciso dizer aqui: as animações de abertura e de final, tanto o bom quanto o ruim, são muito bacanas. Quem dera a franquia tivesse se modernizado utilizando um caminho baseado nelas.

Final épico demais. Bem melhor que o desenho do Sonic ou mesmo a versão moderna falastrona do ouriço.

De qualquer forma, este é um jogo visto por muitos como cult e de certa forma até underrated, já que não foi jogado por muita gente pelos motivos que já mencionei. Inclusive acredito que isso faz muita gente defender o game como melhor Sonic já lançado. Sabem como funcionam as coisas.

Caçarola, ufa! Acabou! Provavelmente este foi o maior post que eu fiz aqui no Retroplayers. Esse jogo me trouxe tantos sentimentos que não consegui escrever de forma resumida, então deu no que deu. Eu espero que pelo menos alguém tenha lido até o fim.

Melhor encerrar. Obrigado a todos pela paciência, não esqueçam de opinar sobre o texto e o jogo nos comentários, podem escrever o mesmo tanto que eu no post se achar que devem.

Abraço para todos!

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FIM


Sobre Cadu

Velho caduco, fã de Sonic e seus jogos (menos o Boom, credo), viúvo da SEGA assumido e mestre absoluto das piadas ruins. Tem esperança de que algum dia surgirá um Final Fantasy Tactics novo tão bom quanto o primeiro.

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  • Tenho que admitir Cadu: Um dos seus melhores textos. Apesar de extenso, li com tanto gosto que até mudei minha opinião sobre esse game. Tentei jogá-lo um tempo atrás, mas os bugs na emulação atrapalharam tanto que logo desisti.

    Deu vontade de jogar essa coisa numa TV de tubo e pelo menos sem os bugs que enfrentei na primeira experiência.
    Parabéns. Delicia de texto!

    Pelo que entendi, existem versões melhoradas desse game, é isso mesmo? Em que plataformas?

    • Fala Jeff!
      Rapaz, um elogio desses vindo de vc me deixa ouriçado (sem trocadilho) pra fazer mais reviews caprichados assim.
      Tenta dar uma chance ao jogo quando puder, coloca ele no Wii ou alguma outra plataforma que te permita emular em uma TV de tubo, valerá a pena com toda certeza!
      Sonic CD vale sim a pena, eu não abro mão de preferir Sonic 2, mas entendo perfeitamente quem gosta tanto do jogo.
      Sobre a versão HD, ela foi lançada para smartphones (pois é), PS3, X360 e, se não estiver muito enganado, saiu para PC também. Acho que saiu até pro Ouya na época… OIAAAA!!!
      kkkkkkk
      De repente vale a pena tentar uma dessas plataformas e jogar a versão remasterizada. Pode não ser a mais clássica de todas, mas tem algumas melhorias que valem a pena. Especialmente poder escolher a trilha sonora e a presença da música de afogamento!
      Valeu Jeff!

  • Thiago

    ótimo review brother!!!

    • Pô, valeu demais Thiago! Fico contente que tenha curtido! 😀

  • Mestrechronos Daiô

    Poxa, estou no trampo o que impossibilita o comentário mais aprofundado…mas voltarei aqui pra dar a visão de uma criança que teve o privilégio de ganhar um Sega CD no ano do lançamento, o ponto de vista dela das viagens no tempo e as máquinas e porque essa criança o considera o melhor jogo do Sonic ! Volto mais tarde 😛

    • Opa, grande Mestre Chronos!
      Pô, tô aqui esperando seu comentário nostálgico, será uma honra saber como o jogo funcionou para alguém que pôde curtir na época! Esta visão eu definitivamente preciso ter, pq a maioria das pessoas que conheço jogou depois de velho!
      Cadê, cadê? rs

      • Mestrechronos Daiô

        Demorei, e sinto pela demora :P`

        Antes, contexto: Graças que na era 16 bits, minha família estava em uma situação mais abonada, o que permitiu que on Natal de 93 eu ganhasse o Sega CD como presente de Natal.

        Isso trouxe uma das lembraças mais legais que tenho com o Mega Drive, pense em uma ceia de Natal, com a casa cheia de convidados, onde todos pararam e vieram até a sala de estar para ver a abertura do Sonic CD que era algo alienigêna para época…era um desenho animado com música cantada !!! foi muito legal sentir aquela mobilização para o meu presente, não havia naquele dia um que fosse melhor que o meu em meio a piazada !

        Claro que joguei sem nem me importar com o manual, joguei Sonic como sonic deve ser jogado sem nem pensar que haveria viagem no tempo entre outras coisas. As músicas me impressionaram e até hoje as tenho como uma das minhas trilhas favoritas, era o salto do cartucho para o CD, o patamar era outro !

        Mas logo no começo do game, saimos daquela rampa inicial já pegando do lado uma tv com velocidade…passamos por uma placa Past e andamos em um túnel. Lembro quando saíram as estrelas do sonic e rolou a animação eu não entendi nada no primeiro momento. A fase mudou, a música mudou, que p*rra aconteceu ? Tava nem ai, fui jogando, mas não demorou muito para lá pela quarta ou quinta vez seguida e sem ainda ler o manual, de eu me ligar que havia rolado uma viagem no tempo.

        Ai sim pirei, na época tinha 9 anos e o que mais queria fazer no jogo era achar as plaquinhas, pegar velocidade e ver a fase e a música mudando ! Então cara, sim, eu fui uma criança que jogou na época que deu valor demais a esse lance da viagem no tempo, essa era a minha diversão no jogo e algo completamente diferente a se fazer em qualquer game que já havia jogado !

        De tanto jogar lembro de ter trombado com essas máquinas no passado e só me liguei que era algo estranho porque elas eram bem parecidas com os discos voadores que rolavam nas fases de bônus. Por isso as destruia ! Pensando agora, foi bem esperto da Sega em deixar as fases de bônus com acesso igual ao primeiro jogo da série. Era associação imediata para as crianças da época.

        E foi assim que, sem manual porque estava keko com ele, que me liguei sem querer do ‘Futuro bom’. Comecei a procurar essas máquinas no passado e quando cheguei no chefe, o cenário estava totalmente diferente do que estava acostumado ver !!!

        Lembro que a Colission Chaos foi o primeiro mundo que vi, antes do chefe, o ‘futuro bom’. Isso porque fiquei curioso, e na primeira parte desse mundo que tem uma área onde pegamos umas molas vermelhas para dar volta em círculo e poder fazer a viagem rapidinho. Fui pro passado, destrui a máquina, volta pro presente e futuro novamente !

        Foi um mind blow, fiquei impressionado em ver o futuro dessa fase todo colorido e novamente, com mais uma música diferente por causa disso. Cara, gostoso que lembro muito bem desse momento, foi algo muito marcante mesmo 😀

        A partir dai essa virou a minha nova diversão do jogo e cara…era difícil viu. Muitas vezes eu não conseguia ver o futuro bom, e eu queria ver ele desde o começo da fase, nem que precisasse voltar tudo por causa disso !

        Mesmo com toda essa ligação altamente sentimental com o game e me divertindo muito depois com o Sonic 3, Sonic & Knuckles e os dois juntos eu sentia falta dessa coisa de ver a mesma fase de maneiras diferentes e o desafio que tinha de achar as melhores maneiras de viajar no tempo sem ser interrompido. O fator replay eu considero muito alto até hoje porque mesmo com tantos anos, tem fase no passado e futuro perfeito que ainda não as decorei.

        Quer ter uma ideia do como esse jogo tem tanto a oferecer até hoje ?Sem zoeira, eu comprei a um bom tempo atrás o game na Steam, e um dos troféus era encontrar uma estátua na Wacky Workbench…meu, eu nunca soube desse negócio a vida inteira !!!

        Ai fui saber (via youtube) que era uma sala secreta nesse mundo onde tinha uma estátua que dava anéis para nós ! e no ‘futuro sombrio’ ela nos joga bomba !! Mind blowing depois de velho, puta merda !!!!

        E é essa quantidade absurda de coisa para ver que faz o Sonic CD o melhor da era clássica para mim. Nenhum outro game da série conseguiu me oferecer isso depois.

        • Vc se fez de difícil e eu resolvi te imitar, demorei também. Desculpe por isso! rs
          Rapaz, que história! Ganhar um SEGA CD de Natal deve mesmo ter sido épico demais, imagino a cara da molecada vendo a abertura do Sonic CD.
          Outro detalhe importante que não posso deixar passar: manual pra quê? Naquela época a gente nem ligava. Já hj a gente sente uma falta lascada, não? Nunca vou entender isso… rs.
          OK, OK, vc e o Gustavo no outro comentário lá em cima conseguiram me convencer (e mais importante: fazer enxergar) que o lance das viagens no tempo na época era algo fantástico. Consigo me imaginar pequeno vibrando com isso. O duro é o processo que envolve a viagem, eu só fui ver isso depois de velho e rabugento, então acho que vc também consegue entender o pq da minha bronca, não? kkkk
          Tenho que agradecer pela visão, é esse tipo de coisa que me faz querer escrever sobre jogos: as experiências de cada um, especialmente quando envolve memórias do passado. Eu curto muito essas histórias, então obrigado mesmo por compartilhá-las aqui nos comentários, eu curti muito! Baita Natal o de 93, memorável demais! Suas palavras descrevendo a memória da Colision Chaos já fizeram meu post valer a pena! o/
          É duro ser um velho nostálgico… rs
          Não me lembro de estátua na Wacky Workbench, acho que passei batido por ela. Acho que preciso dedicar pelo menos um tempo por ano a este jogo a partir de agora, pra tentar ter momentos de mind blowing também. Agora que falou, é fato que não dá pra decorar este jogo tranquilamente, por mais que a gente jogue e rejogue. Tem bastante conteúdo. Creio que nenhum outro jogo da série possa oferecer mesmo esse tipo de coisa, mas adoraria estar enganado (quanto mais assim, melhor, né?).
          Vc tá quase me convencendo a colocar Sonic CD no topo do Ranking Caduco aqui… só que meu coração no Sonic 2 fala mais alto! huahuauhahu
          Valeu demais Mestrechronos! Valeu a pena esperar pela resposta!

  • Adriel Muniz

    Sonic CD é um dos meus favoritos e nunca tive a oportunidade de jogá-lo antes da versão HD dos consoles modernos, afinal sempre fui um seguista que ganhava consoles da Nintendo (adoro meu querido SNES mas na época eu queria mesmo era um Mega Drive).

    Sempre que eu podia, ia para casa dos meus tios e ficava jogando Sonic no Mega Drive do meu primo. Como ele era mais velho, já tinha um emprego e com isso condições de obter mais games.

    Tirando proveito da situação, eu sempre pedia que ele comprasse os games do Sonic e com isso joguei e zerei todos, do 1 ao 3 & Knucles. Porém, eu sempre lia nas revistas sobre o Sonic CD e minha curiosidade sobre o jogo era grande. Dessa vez, por mais que eu pedisse, eu nunca consegui fazer com ele comprasse Sonic CD (hoje entendo os motivos óbvios) e fiquei com essa vontade na cabeça durante muito tempo.

    Quando o game foi lançado em HD na Steam e PS3/360 não pensei duas vezes… foi uma das melhores compras que fiz e um dos melhores momentos relacionados a Sonic que eu vivi.

    Agradeço pelo ótimo review, Cadu!

    • Acho bem curioso seu caso, Adriel. A maioria das pessoas que conheço que tinha Nintendo em casa não trocaria a marca por nada, não me lembro de outro que dizia ganhar Nintendo e querer SEGA. A não ser quem queria ter os dois, que era o melhor dos mundos! rs
      E quando a gente é novo a gente não consegue sacar o pq das pessoas não comprarem as coisas, né? Eu não sei dizer o preço de um SEGA CD na época e quanto ele valeria nos dias de hj, mas aposto que era bem caro. Inclusive lembro dos meus pais negando afirmando que era caro demais.
      Mas bacana que conseguiu jogar tudo que saiu da franquia no Mega do seu tio, já deve ter quebrado um baita galho de quem queria tanto o console! Sonic era o supra sumo do Megão!
      A versão remasterizada é bem bacana e tem várias adições interessantes, mas eu recomendo que algum dia tente jogar em emulador a versão original, da mesma forma que fiz. Valeu a pena sentir as diferenças, mesmo que eu tenha jogado a HD fazia mais de 3 anos.
      Eu que agradeço pela leitura e comentário, valeu Adriel!

  • Eduardo Coelho

    Belo texto, parabéns. Para mim Sonic cd tem as melhores musicas de toda a franquia, tirando as clássicas musicas da greenwill zone e da starlight zone de Sonic 1, é claro.
    O Sega cd, quando bem aproveitado, fazia belos jogos como Terminator e Spiderman.
    E o Sonic das animações desse jogo, da de 1000 x 0, nesse falso Sonic de olhos verdes que inventaram depois. É radical sem parecer forçado.

    • Opa, blz Eduardo?
      Rapaz, as músicas da Green Hill e da Star Light estão entre as minhas favoritas também. Aliás, a minha trilha sonora favorita é justamente a do primeiro Sonic, acho clássica demais. Admito que tenha tudo a ver com nostalgia. Agora a de Sonic CD é excelente mesmo, eu não tenho o que falar. Tanto a japonesa quanto a americana arrebentam.
      E as animações deste jogo de fato arrebentam com qualquer tentativa de modernização do ouriço. A SEGA bem que poderia voltar a colocar o Sonic clássico em seus jogos, vê-lo no Generations todo bonitinho já foi algo muito bacana, pena que eles insistem na aberração de olhos verdes e, quando resolvem “inovar”, criam aquela coisa feia de lenço e ataduras… fala sério, né? A SEGA anda bem perdida em relação à série, sou obrigado a admitir.
      Ainda não joguei o Terminator nem o Spider Man do SEGA CD, mas vou anotar as dicas aqui pra encarar mais pra frente. Quem sabe não rola review? 😀
      Valeu Eduardo!

  • Ivo

    Fala Cadu! Maravilhoso seu review! Parabéns! Todo detalhado e com ótimos opiniões suas! Nunca joguei o Sonic CD, mas assim como o Final Fight CD eu lia inúmeros comentários sobre esses dois jogos e como ele bons. Agora fiquei surpreso por sabe que você não tinha Sega CD O_o na minha mente eu jurava que você tinha ele como grande fã da Sega que é.

    De qualquer forma e após ler seu review eu fiquei com uma vontade tremenda de jogar SONIC CD, mas queria algo nesse game que era o SONIC DOURADO. Poxa! Que pena que eles não colocaram isso nesse game né!?

    Novamente! Parabéns pelo texto Cadu! E queria ver mais textos sobre jogos de SEGA CD se você puder fazer.

    • Grande Ivo!
      Cara, valeu demais pelo elogio e por ter reparado que tentei detalhar o máximo que pude, além de opinar.
      Eu sou um fã de araque da SEGA, nunca tive o SEGA CD, o 32X, o Saturn e só tive o Dreamcast agora depois de velho pq ganhei de presente… kkkkkkkkkk
      Faltou o Super Sonic neste jogo sim, ele sempre faz falta. Porém, acho que ele iria quebrar a dinâmica das fases, parada de viagem no tempo, etc. Ainda assim, deram um propósito legal pras “esmeraldas” do jogo.
      Preciso urgentemente jogar Final Fight CD, embora ele nunca será um Streets of Rage 2… rs!
      Valeu Ivo!

  • Doc Cocamonga

    Sim, a resenha dele foi bem elaborada. O design das fases ainda tava bem experimental, pois no primeiro Sonic haviam algumas imperfeições em certas manobras. Só achei que alguns estágios dele ficaram meio parecidos mesmo a estética tentando disfarçar isso, só lá pra corrida contra o Metal Sonic há uma guinada na partida.

    As músicas tiveram uma mudança drástica entre versões. No Japão era umas dance que nem do grupo Black Box, nos EUA já é uma sonoridade mais cyberpunk. O jogo é meio esquizofrênico mas bem divertido com um bônus mais piedoso.

    • Fala Doc! Blz?
      Cara, é bem isso que vc falou: jogo esquizofrênico (eu ri disso… huauhahua), level design esquisitão, trilhas sonoras diferentes nas versões e muito boas e o negócio chega no ápice na corrida contra o Metal Sonic. E pensar que eu gastei tantos caracteres pra fazer o review, vc resumiu bem mais rapidamente… uhauhahuauhauha
      Valeu pelo elogio e pelo comentário!

  • rodrigo

    Anotado para o final de semana….
    Ps: usou qual emulador? Fusion 364?

    • Opa Rodrigo, blz?
      Desculpa a demora, espero que tenha conseguido jogar! rs
      Sim, joguei no KEGA Fusion, mas não me recordo a versão. Só que não foi para Windows, então não sei se muda algo… kkkkkk
      Tendo a BIOS americana (ou japonesa, dependendo de que versão deseja conhecer) e a rom com arquivo CUE já deve te ajudar a conhecer o clássico!
      Qualquer coisa manda aí!
      Valeu!

  • Thiago Rodrigues

    O texto tem uns momentos de mau-humor que deixa transparecer a idade do autor rsrsrs. Ignorem isso e joguem esse que é o 2º melhor Sonic de todos os tempos!

    obs: O jogo contém várias placas de tempo que ficam próxima de lugares de molas duplas ou com mecânica semelhante que permitem viajar no tempo com tranquilidade.

    • Qual a idade do autor? Se vc acertar, eu não deleto seu comentário! ^^

      • Thiago Rodrigues

        Porque deletar? Eu também sou das antigas.

        • Por que isso não te dá o direito de encarnar o Walter Mercado ^^.
          Como um bom cara das antigas que você diz ser, comente o que você achou do texto, diga o que vc não concorda, e o motivo de vc achar este o 2º melhor Sonic de todos, nós vamos responder e vamos ver onde é que o nosso pensamento difere, aí todo mundo vai mostrar que é entendido no assunto. Agora o que não dá é dizer para os outros leitores ignorarem o texto apenas por que vc não concorda e ainda por cima insinuando que foi escrito por alguém inexperiente, aí já é coisa de Face Book, onde qualquer um fala o que quer.

          Aqui eu defendo meus escritores! ^^

          • Thiago Rodrigues

            O blog é de vocês e façam o que acharem melhor.
            Só vou apontar algumas coisas importantes.
            1. Para fazer o final bom sem as Time Stone basta destruir as máquinas, não precisa destruir o holograma do Metal Sonic.
            2. Os anéis inacessíveis e pedaços descontinuados são devidos a viagem no tempo, ou seja eles se tornam lógicos e acessíveis em alguma época específica.
            3. O último chefe na verdade é fácil.
            4. O jogo contém várias placas de tempo que ficam próximos de lugares que são reentrâncias com uma mola de cada lado da parede, ou com mecânica semelhante que permitem viajar no tempo com tranquilidade. (já dito anteriormente).
            5. Em minha opinião a Wacky Workbench é assim mesmo de propósito com uma dificuldade bem original.

            Passo essas informações porque me deu a impressão que o sr. Cadu não pôde jogar com muita profundidade o jogo (isso não é uma crítica, mesmo porque muito do que está escrito é sim pertinente).

            obs; critiquei, com humor, apenas o trecho em que ele confessa que está resmungando.

          • Fala Thiago!
            Cara, dos seus comentários eu só dispenso o “sr.” antes do meu apelido, me fez sentir ainda mais velho! kkkkkkkkkkkkkk
            Vou tentar rebater os pontos que mencionou, sem tentar parecer ainda mais rabugento. Se eu parecer vc me avisa, hein?
            Sobre as molas duplas e etc, ao longo do jogo eu as encontrei sim em algumas fases. Mas aí que eu achei o negócio ainda mais desnecessário. Pra que fazer desta forma, não é melhor a troca automática de era?
            É claro que eu falo uma coisa dessas agora, depois de velho. Se eu tivesse jogado na época, muito provavelmente eu nem ligaria para o processo, não repararia que ele não é algo meio xarope de se fazer. Talvez reparasse na hora de revisitar, mas ainda não ligaria. Saca? Só que depois de conhecer outros jogos, outras gerações e outras ideias, eu não podia deixar passar batido. Só que no texto eu tento mostrar que isso é uma opinião pessoal, tanto é que deixei mais pro fim dele estas opiniões. Afinal de contas, o review tem que contar com a experiência do autor do texto também, né? 🙂
            Duas coisas que eu não sabia:
            1) O lance das máquinas para o Good Future. Poderia jurar que eu passei uma fase só destruindo a máquina e não deu o Good Future. Pelo visto eu me confundi e passei só destruindo o holograma. Vou corrigir o texto, valeu pelo aviso!
            2) Não reparei no lance das argolas de parede permanecerem na mesma posição em outras eras. Agora sim elas fizeram sentido! huahuahuahua
            Sobre a facilidade do último chefe e a Wacky Workbench ser legal ou não, concorda que são coisas relativas? O chefe eu posso não ter entendido o padrão de cara (confesso que o enfrentei poucas vezes), pode acontecer com outros jogadores. Já a fase depende de gosto, eu prefiro ter um pouco mais de controle do que tá acontecendo em um jogo de plataforma, aquela fase é um caos completo. Eu sei que ela foi feita desta forma propositadamente e, independendemente da ideia ser original ou não, eu acho que posso não gostar dela né mano? rs
            Como falei, aquela parte não é a verdade absoluta sobre o jogo, é só a opinião do velho chato e resmungão que resolveu escrever a experiência no texto.
            Quanto ao segundo melhor Sonic, não vejo problemas. De fato Sonic CD está no mínimo no Top 5 da franquia. Eu não sei dizer qual a posição dele no meu ranking, ainda preciso conhecer algumas coisas e rejogar outras! 😀
            Ufa, acho que é só tudo isso.
            Valeu pelo comentário e pelas críticas, Thiago! E especialmente pela adição que fez de informações, esse tipo de coisa é sempre importante pra conhecimento geral de todos, até de velhos resmungões que se dizem fãs de Sonic , tipo eu! huauhauhauha
            Só não me chame de SR de novo, por favor! kkkkkkk
            Valeu!

          • Thiago Rodrigues

            Concordo que a forma de viajar no tempo é sim xarope, só ressaltei essa informação das molas para os novatos não se intimidarem.

  • ElfoGamer

    Lembro de ter visto esse jogo em alguma revista da época e ficava lendo e relendo o texto e babando nas imagens. Queria muito jogar, mas meus pais não podiam me dar um SEGA CD.
    Foi quando descobri que meu vizinho, que sempre jogou Master System e depois Mega Drive comigo, tinha um Multi Mega CDX (aquele aparelho que é o Mega junto com o Sega CD) e o melhor é que ele tinha o Sonic CD também.
    Numa sexta-feira pedi pra ele levar o aparelho no meu apartamento (não lembro porque, mas nunca podia jogar no apartamento dele) e passei boas horas conhecendo o jogo… ele me explicou o esquema das placas e adorei ficar viajando no tempo pra ver as fases de forma diferente.

    Joguei um pouco a versão HD alguns anos atrás, mas ainda não cheguei a terminar… preciso voltar para este jogo quando tiver um tempinho. ^^

    • Rapaz, eu também ficava babando em cima das revistas da época que mostravam este jogo, provavelmente joguei todas fora por estarem ensopadas… rs.
      Eu não conheci ninguém que teve um Mega CDX esse tempo todo, que bacana que vc na época mesmo conseguiu encontrar um vizinho que tinha! o/
      As trocas de eras com mudanças na fase e música são bem bacanas, uma pena que o processo não me agradou tanto. Provavelmente no futuro (sem passar pelas placas) eu vou tentar jogar Sonic CD mudando para todas as eras em todas as fases. Haja paciência!
      E aproveita a versão HD, tem várias melhorias que fazem valer a pena revisitar!
      Valeu ElfoGamer!

  • Gustavo

    Nossa, foi o melhor revirew do Sonic CD que já vi em português. Parabéns. Criticaste os pontos que concordo (chatos mesmo) e elogiaste pontos incríveis. Fui um dos felizardos a ganhar o Sega CD pouco depois do lançamento americano. O meu era aquele raro modelo que ia embaixo do Mega, com bandeja elétrica do CD. Nunca vou me esquecer da alegria ao jogar Sonic CD pela primeira e muitas vezes seguintes. O jogo era lindo e as viagens no tempo uma sacada inovadora (a gold Sega matava a pau). Hoje rejogando concordo contigo sobre as viagens, são um saco que não tenho paciência de jogar. Mas acho que só quem jogou na época pra conseguir valorizar isso… As animações eram maravilhosas e o som, embora a maioria parece preferir a versão japonesa, sou MUITO mais a alegria e pitada pop da versão americana. A Sonic Boom da abertura é muito melhor que a versão japonesa (muito boa tb, por sinal). Adorei! Mil lembranças voltaram a mente!

    • Poxa, obrigado pelas palavras, Gustavo! Fiquei bastante honrado!
      Cara, eu queria poder dizer que te invejo mas não vou fazer pq a sociedade não gosta muito disso… kkkk… mas desde que ganhei um Mega japonês e vi na parte de trás da caixa o SEGA (no caso, Mega) CD do modelo de gaveta, eu sonho em ter um desses… daquela época de adolescente até hoje. E não sei dizer qual das duas épocas é mais difícil de se conseguir um… rs. Vc definitivamente foi um felizardo, que da hora! o/
      Eu acho que consigo visualizar essa parada toda de inovação e valorização da viagem no tempo pra época, o quão bacana isso pode ter soado (especialmente depois do seu comentário e o do Mestrechronos), mas é bem o que vc falou: pros dias de hj enche a paciência. Talvez por termos experimentado outras mecânicas e ideias ao longo dessas gerações todas.
      Sinceramente não sei qual das duas trilhas gostei mais, mas acho que foi da americana também, embora eu goste muito da música japa da Palmtree Panic. E a Sonic Boom é bem mais bacana que a You Can Do Anything, embora ela seja meio que nostálgica pra mim por “culpa” do Sonic 2 de 8 bits. Pena que hj “Sonic Boom” é sinônimo de coisa ruim…
      Saudades da época de ouro da SEGA, não?
      Fico contente por ter te trazido recordações, esta é a proposta aqui do Retroplayers, né? 😀
      Valeu Gustavo!

  • Já terminei todos os Sonics dos 8 e 16bits, menos esse. Pra mim, o jogo é ótimo em gráficos, música e jogabilidade, mas é meio confuso esse negócio de ir ao passado e futuro. Isso me deixa sem paciência. Talvez um dia eu pegue pra jogar sério, um dia.

    • Rapaz, eu tinha essa mesma preguiça e evitava o jogo pelo mesmo motivo. Mas vou te falar que se vc se empenhar nos Special Stages, vc pode pular essa coisa toda de viagem no tempo e jogar como se fosse qualquer outro jogo de 16 bits. Te digo que vale a pena vc colocar na sua lista de jogos terminados, só esteja com um pouco de paciência pra tudo isso, pra não pegar birra do jogo que nem eu tinha… kkkkk.
      Aliás, se vc terminou todos dos 8 e 16 bits, já se divertiu um bocado com a franquia! O Sonic ficaria orgulhoso de seu antecessor por isso! rs
      Valeu Alex Kidd!