Retro Review: Gunstar Super Heroes – GBA


Não sei se a Treasure tem ou algum dia teve o reconhecimento que merece. Ao meu modo de ver, esta é uma empresa que optou por ser pequena, pois se ela quisesse ser grande, qualidade para isso ela teria de sobra, sempre teve. Seu primeiro jogo foi só um tal de Gunstar Heroes, aquele mesmo que desbancou Contra III do posto de melhor Run n’ Gun da época, e de lá pra cá, geração após geração, seu nome vem sempre figurando à frente de jogos inesquecíveis como Radiant Silvergun, Sin and Punshment, Guardian Heroes e Ikaruga. Gunstar Heroes foi o game que de cara, me fez respeitar demais o nome Treasure, e por mais de 10 anos eu aguardei por uma continuação que teimava em não aparecer, e quando apareceu, eu não tinha como jogar!

Pois é, a vida não é tão justa assim a ponto de nos permitir fazer tudo que queremos, e as vezes a oportunidade demora tanto a aparecer que a vontade já passou, ou estamos encanados com outras coisas, ou mesmo não possuímos meios para jogar. Bem, eu sou um pobre coitado que se encaixa nas três  opções: a continuação do jogo só foi surgir, pasmem, 13 anos depois do original, o que destruiu minha paciência; apareceu em um período em que eu estava completamente encantado com visual 3D do Nintendo Game Cube e do PS2, o que me impediu de se quer dar atenção às notícias que faziam menção a jogos 2D; e por último, foi lançado em um portátil, coisa que eu nunca tive, e pra piorar, apareceu sem a menor badalação e impacto do primeiro jogo, tanto que não me instigou o suficiente nem para que eu procurasse um emulador.

O impacto conta muito para que um game seja considerado épico. Mesmo que no futuro um outro game ou continuação seja considerado tecnicamente superior, é difícil ele superar o primeiro pois… ele foi o primeiro, horas bolas! Ele mostrou como fazia, ele inventou a fórmula, ele possivelmente foi IMPACTANTE DEMAIS, e essa regra quase sempre se repete por esses e outros vários motivos como a pura incompetência de quem desenvolve, que muitas vezes é incapaz de criar uma continuação que ao menos passe perto da qualidade do primeiro jogo. Ai pensando em tudo isso, 20 anos depois eu resolvo aproveitar que ganhei um Game Boy Advance para, com muita dúvida e até um certo receio, finalmente me aventurar na continuação deste que foi um dos melhores games que já tive o prazer de jogar em minha vida, e com muita satisfação, percebo que realmente posso confiar no nome Treasure: Gunstar Super Heroes é tão bom que se ele tivesse sido lançado nos anos 90, hoje ele seria considerado o mais cult e fenomenal Run and Gun já criado.

Continuação direta de Heroes, Super Heroes apresenta uma futura geração de soldados e inimigos com nomes de cores, alguns deles sendo descendentes diretos, outros apenas homenagens à gloriosa história dos heróis do passado. No primeiro game, Red e Blue destruíram Golden Silver junto do império que planejou sua ressurreição por meio das Treasure Gems, e a explosão causada pelo evento acabou por gerar quatro luas ao redor do planeta, que foram com o tempo colonizadas. A história se tornou lenda, e de acordo com ela, em cada uma das quatro luas estava escondida uma das gemas, e foi no intuito de reunir o poder dos artefatos para novamente ressuscitar Golden Silver que o império do passado ressurge em uma quinta lua. O pânico se instala no planeta, e os novos Blue e Red são convocados para proteger mais uma vez o universo.

Passadas as apresentações, o restante é puro deslumbre do início ao fim do jogo. As referências são muitas, as semelhanças também, do logo rotacionando na tela de apresentação ao final épico, mas só isso não seria suficiente para justificar o que eu disse a alguns parágrafos atrás: Super Heroes tem mais, muito mais.

Tecnicamente o tal do Game Boy Advance é um aparelhinho robusto. Aguenta rodar perfeitamente qualquer jogo lançado na geração 16 bits com sobras, e receber ports ou continuações do que se via naquela época não é tarefa complicada para o portátil (por isso que ele recebeu tantos portes!). Então, duplicar ou até mesmo triplicar os efeitos de rotação de sprite, luzes, explosões e tudo mais que o original Gunstar Heroes possuía é o mínimo que se nota quando se começa a jogar Super Heroes. Graficamente o jogo é excepcional, lindo mesmo, os efeitos especiais simplesmente estão presentes em todos os momentos, e logo o primeiro chefe já é algo impressionante de se ver. Os inimigos entopem a tela e não existe lentidão, tudo flui com um dinamismo exemplar que se transforma em uma ação tão frenética que mal conseguimos prestar atenção nos detalhes que estão lá esperando para serem notados. Sim, os cenários são ricos, coloridos, e abusam de efeitos de profundidade, rotação e simulação de 3D que enchem os olhos. O próprio design dos vilões e heróis do jogo recebeu um tratamento diferenciado: seus sprites são bem maiores que os do original, coisa que aconteceu devido ao tamanho diminuto da telinha do GBA, e isso permitiu que eles fossem criados com uma riqueza de detalhes bem mais significativa. A movimentação deles e as animações de combate são muito bem feitas e distintas, também pudera, Red agora é uma garota e, como não poderia deixar de ser, suas animações são bem diferentes das de Blue, o “carinha” que possui aquele ar mais arrojado e despojado.

A jogabilidade de ambos é quase a mesma, e não existe mais aquela opção de tiro fixo ou em movimento que, pra ser sincero, ninguém usava no primeiro jogo: em Super Heroes a combinação de movimentos de ataque é grande como no original, e ambos os personagens fazem tudo só que com animações diferentes.  Interessante demais é a maneira como as variações de cenário alteram a jogabilidade: as Luas são divididas em sub fases (geralmente 4) sendo a última, a luta contra um chefe mecânico enorme que quase sempre faz referência a um monstrengo do primeiro jogo, e essas sub fases são tão variadas quanto poderíamos esperar de uma continuação de um game da Treasure. Hora estamos correndo e atirando, hora estamos agarrados às costas de um animal cibernético a toda velocidade, hora estamos voando enquanto a tela rotaciona pra todo lado… Fazem literalmente cair o queixo de quem joga, acabam com nossa energia antes que percebamos que tudo mudou para um plano diferente e que precisamos nos adaptar rapidamente, e ai é Game Over e recomeçamos do último local salvo. Sim, nesta parte o game é generoso, nos permite salvar a cada fase ultrapassada, mas este save grava também a quantidade de energia que o personagem estava no momento e se você gravar a penúltima sub fase com aquela merreca, terá que enfrentar o chefe só com aquela merreca, o que ou o fará desistir e jogar a fase inteira de novo, ou lhe garantirá batalhas épicas de superação e muito suor nas mãos.

Infelizmente o game não dá suporte a multiplayer, o que é uma pena, pois este era um dos fatores mais atraentes do primeiro jogo. Sabe-se que o GBA possui aquele cabo-link utilizado para se jogar de galera, e cá entre nós, acho que estava até certo que o game teria essa função, a final de contas, pra que diabos serviriam 2 personagens no game sendo que eles tem praticamente a mesma história e diferenças mínimas nos golpes e armas? Acho que decidiram por retirar esta função na última hora, uma vez que isso provavelmente pesaria bastante no desenrolar da ação. Mas talvez a maior diferença para o game original esteja mesmo na alteração do sistema de armas: lembram que no original, podíamos escolher com qual arma começar e ir combinando tiros no decorrer do jogo? Isso era legal pacas sim senhor, era algo ainda não testado no mundo dos Run and Gun, uma total novidade muito bem executada, e por isso deu tão certo. Só que, se de um lado o sistema deixava o game divertido e com mais possibilidades estratégicas na hora de passar uma fase difícil ou arrebentar um chefão, ele também deixava o game MUITO fácil: era só fundir o laser com o tiro teleguiado e terminar Gunstar Heroes se tornava questão de tempo. Talvez devido a isso, o sistema foi retirado da continuação: cada herói começa com 3 armas bem distintas, e estas ficarão com eles até o final do game, sem possibilidade de fusão nem de trocas. Para compensar a falta de possibilidades, acrescentaram um tiro especial bem poderoso quando se aperta R duas vezes rapidamente, e este disparo muda conforme a arma equipada e pode ser recarregado de modo ser desferido mais vezes. De imediato sentimos falta da mescla de armas e ficamos com a impressão de que a Treasure queria mesmo era ferrar com a gente, mas logo depois passamos a perceber como isso foi bom para o jogo: ficou mais difícil, mais recompensador, pois não basta agora apenas equipar um tiro teleguiado e ficar desviando a esmo enquanto ele faz o serviço sujo, agora é preciso conhecer as armas, usá-las na hora certa, e principalmente, dosar o uso dos tiros especiais, pois eles literalmente nos salvam nas piores horas.

Claro que poderiam ter mantido um certo nível de fusão, mas até que ponto isso estragaria a diversão do jogo e o fator replay? Não dá pra saber, e eu aceito do jeito que ficou. Este é aquele tipo de toque que poucas desenvolvedoras conseguem colocar em seus jogos, coisa que a Treasure faz com maestria. Uma continuação de respeito não deve apenas pegar o que existe e somente aumentar a quantidade disso e daquilo, só mudar uma arma aqui e outra ali, ou acrescentar um golpe novo aqui e acolá, como God of War por exemplo que é rigorosamente a mesma coisa desde o 1º jogo de PS2. Tudo tem que evoluir sim, gráficos, músicas, efeitos, mas toda evolução tem que ser estudada para não cair na mesmice de hoje em dia, que é uma armadilha perigosa. A originalidade fluindo é a melhor coisa que se pode esperar de uma continuação, e é isso que temos em Gunstar Super Heroes, algo novo e ao mesmo tempo nostálgico como nunca, das referências aos antigos chefes, personagens e cenários, à deliciosa trilha sonora que enche nossos ouvidos da mesma forma que faziam as músicas do primeiro game.

gunstar-super-heroes-score-sabat-treasure-retroplayersA grosso modo, posso dizer que Gunstar Super Heroes só tem um único defeito grave: não é um jogo para Mega Drive. O primeiro é de 1993, e se esta continuação tivesse sido lançada em 1994 ou 1995, abalaria as estruturas do mercado de games da época. Tudo bem, é provável que ele possua alguns efeitos que possivelmente não rodariam no Megão com a mesma performance com que são executados no GBA, mas não é nada que não pudesse ser adaptado, e isso nunca impediria o game de ser maravilhoso na época certa, época que o transformaria em uma das melhores continuações já vistas, que o tornaria um dos games mais sensacionais da década, e da história dos games. Mas infelizmente, a Treasure demorou demais para lançá-lo, e o fez onde dava, no GBA, onde ele figurou apenas como mais um game na extensa lista de títulos do console, um game magnífico, mas que veio sem causar impacto.

Ainda assim, não tenha dúvida de que você DEVE jogar Gunstar Super Heroes, principalmente se você jogou o primeiro game. É um plataforma sólido, moderadamente difícil, viciante e com muita coisa a apresentar aos nostálgicos de plantão como os três finais possíveis de acordo com o nível de dificuldade selecionado, mas fica o aviso: muito provavelmente ele deixará em você aquele gostinho amargo da frustração pelo que ele poderia ter sido.

Fim!


Sobre Sabat

Editor Chefe do RetroPlayers, Redator e Editor nos Livros e Revistas WarpZone, Podcaster e editor de áudio, Saudosista, e Analista de Informática porque algo tem que dar dinheiro né!

Adicionar a favoritos link permanente.
  • Leandro alves

    vou procurar obter esse jogo.

    e deixe-ma adivinhar: o modo hard é que tem o melhor final?

    terei de descascar meus dedos para conseguir

    • POISÉ!

      Melhor final = Hard, e muda pouca coisa de um para o outro ^^ Compensa fazer o 3 XD

      • Hyper Emerson

        O interessante é que a dificuldade não muda apenas o final, mas também o script da história em geral, que fica mais séria e com detalhes adicionais.

        • ou seja, é um jogo de fator replay altíssimo!

  • É então é verdade que realmente esse game é tão bom quanto o primeiro…
    Um dia eu quis ter um GameBoy Advance, mas nunca concordei em ter de iluminar sua tela. Acabei deixando a ideia de lado e mesmo baixando inúmeras Roms que ainda tenho, nunca terminei um game desse portátil…Uma pena eu sei, mas não se tem tempo pra tudo nessa vida, ohhh que frustração inevitável essa!

    • Cara, eu testei esse jogo no emulador, e na telona o troço fica mais impressionante ainda! Não tem portátil? vai de emulador ^^

      • Sim, cheguei a jogar uns Dragon Balls de GBA no emu e são ótimos, recomendo boss. Aproveita e pega os Shantae, são muito bons também.

  • aki é rock

    Vou dar uma conferida nesse grande jogo pois me lembro de ter jogado a versão de Mega mais não fui muito além do início do jogo.

    • Insista mano, vai com fé que o jogo não é tão difícil assim ^^

  • Merson

    Muito bom Sabat. Vou jogar os 2, esse e o primeiro do mega.

    • Jogue sim amigo, são games daqueles que jogamos sem arrependimentos!

  • Ivo

    Eu nem sabia que tinha uma versão?! Eu joguei junto com um amigo do Canadá a versão de Mega no Xbox 360 online. Foi uma grande jogatina na época. Vou tentar jogar em breve no emuladorzão! Ótimo post Sabat =) e grande aquisição.

    • Jogue, é ducarai mano, vc vai adorar ^^

  • nintendista

    off topic : sabat viu quem ganhou como melhor jogo da geração passada na ign?

    • Não Oo Last of Us?

      • Jeff Sousa

        Super Mario Galaxy. Não vejo o porquê de tanto hype nessa porcaria de TLOU, é só mais um dos milhões de jogos cinematográficos hollywoodianos que pipocaram na sétima geração…

        • Essa eu discordo Jeff, é um puta jogo, só não é ISSO TUDO que idolatram, mas é um puta jogo. Mario Galaxy é fenomenal, mas eu daria o prêmio para Dark Souls fácil fácil kk

        • Jeff,

          Se você pensar assim, Super Mario Galaxy foi “só mais um jogo da franquia Mario igual ao Mario 64”. Eu não penso assim e não é minha opinião. Amo o jogo Super Mario Galaxy (e o Super Mario Galaxy 2 conseguiu ser melhor).

          O fato que The Last of Us é completamente diferente em contexto, ambiente, roteiro e jogabilidade. Observe que não estou atribuindo os gráficos, pois são irrelevantes nesse comparativo e o roteiro é superior ao proposto por Super Mario “Qualquer Coisa”.

          Eu vejo que os jogos eletrônicos não são mais mídia de diversão por meio de desafios, mas como uma mídia de entretenimento, assim como o cinema e a música.

          Os jogos, como mídia de entretenimento, conseguem reunir cinema (fotografia, direção, roteiro, produção), música e arte (design, arte gráfica).

          Concordo que existem muitos outros jogos cinematográficos e devemos agradecer Hideo Kojima por isso. Desde a quinta geração as produtoras tentam contar estórias através dessa mídia de forma interativa e o grande desafio delas é estabelecer um equilíbrio, pois ainda se trata de um jogo. The Last of Us é exatamente esse equilíbrio.

          Mencionei a quinta geração no sentido cinematográfico, mas desde a terceira geração que os jogos passaram a contar com roteiro de estória.

          O que os jogadores vêm em Super Mario Galaxy? Jogabilidade. Você é desafiado pelo jogo a vencer os obstáculos para seguir adiante. O envolvimento é simplesmente o jogo e sua interação com o jogador, a jogabilidade.

          O que os jogadores vêm em The Last of Us? Uma estória entre um homem que perdeu sua filha, tornou-se um sobrevivente em um mundo assolado por um fungo cujo qual não possui cura e ameaça a humanidade à extinção, e uma adolescente que nasceu nesse mundo destruído. Durante o jogo há o desenvolvimento afetivo dos dois, uma relação paternal. No final, você reflete sobre as decisões desses personagens e como somos primitivos no que se refere ao pensamento coletivo como indivíduo social.

          Não podemos nos fechar para as evolução dos jogos. Assim como você, eu também espero por bons jogos. Particularmente, dificilmente eu compro jogos no lançamento. The Last of Us foi o segundo jogo que comprei na data de lançamento. O primeiro foi Tomb Raider que é um excelente jogo, mas não tem a mesma profundidade emocional que o jogo da Naughty Dog.

          A verdade é que ainda há muitos jogadores puristas que desejam que um jogo seja apenas um jogo e sua jogabilidade. Felizmente, essa visão foi quebrada definitivamente nessa última geração. Contudo, por causa dessa visão que Super Mario Galaxy está no primeiro lugar dessa lista de 100. Porque conseguiu reconstruir por completo uma jogabilidade (gênero) antiga, a plataforma. O jogo da Nintendo trouxe uma perspectiva completamente inovadora para uma jogabilidade que nasceu na segunda geração e sobreviveu até a sétima e continuará sobrevivendo enquanto esses jogadores puristas estiverem desenvolvendo jogos. Ser purista é ruim? Definitivamente, não! O mercado precisa ter um equilíbrio e essas pessoas, esses jogadores e desenvolvedores fantásticos, que nos trazem esse equilíbrio. E a grande prova disso é a explosão de jogos independentes de grandes produtoras.

          É muito fácil deixar se ofender por contrariar nossa opinião. O desafio é tentar entender o porquê dessa visão.

          Um abraço e obrigado por ler o comentário.

          PS: Me chamem para ser colunista do site 😀

          • Jeff Sousa

            Sim, concordo com você em partes, porém não gosto dessa moda de que “jogos tem que virar um segundo cinema” como a maioria do que vemos atualmente. Não tenho nada contra jogos com história (tem vários que eu gosto, como os Shin Megami Tensei), o problema é esses jogos onde você mais passa tempo assistindo do que jogando, e ele coloca um quick time event irritante só pra dizer que o jogo possui alguma interação com o jogador. Eu ODIEI Tomb Raider 2013 justamente por isso: a interação entre o jogador e o jogo é muito pequena, tudo acontece muito automaticamente.

            Jogo, pra mim, sempre deve ter uma interação boa. Se o desenvolvedor quer que o público passe mais tempo assistindo, faz um contrato com algum estúdio de cinema.

          • É mais ou menos assim:
            Jogamos Dark Souls e Mario Galaxy, jogamos e assistimos Last of Us, Uncharted ou Tomb Rider, só assistimos uma infinidade de outros jogos. Fui jogar por exemplo Batman A. City e achei terrível, nojento, a gente só assiste, assiste, assiste, e depois aperta botões em qualquer ordem pra bater nos inimigos, um game mastigado daqueles que eu não entendo de onde vem a fama de bom, mas tem um mundaréu de gente ai que ama esse jogo…

            Acho que a verdade é que hoje o jogador se contenta com qualquer coisa que não o faça morrer muito, que o permita avançar de boa, sem enroscadas, sem dificuldades, e para estes, nada melhor que jogos só de narrativa. É o mercado…

          • Sabat,

            Uma questão a ser levantada é a seguinte: qual foi o último grande chefão de fase desses jogos atuais? Sinceramente, eu não lembro se existe. Eu sou um desses jogadores que gosta de narrativa, mas fico muito triste quando não há um desafio. Sempre que começo um jogo novo, eu inicio com a dificuldade no mais difícil permitido.

            Defendo uma boa narrativa nos jogos, mas com um bom desafio.

            Um abraço.

          • Jogue Dark Souls e você terá uns 15 grandes chefões kk Quando você chegar no Capra Demon me avise XD

            Cara, parece brincadeira mas não é, a ausência de dificuldade em games de narrativa faz parte do decorrer da história, e apesar de eu detestar isso, eu até entendo esse ponto: a história tem que continuar, o jogador de hoje desencana se não puder “seguir” a história por que um chefão desgraçado apareceu no seu caminho. Claro, pra mim esse tipo de jogador é um câncer na indústria, mas infelizmente é ele que mais compra jogos, e por isso a indústria atual concentra suas forças no gameplay, no multiplayer e na narrativa. Mas mesmo assim, em meio a este mar de jogos fáceis é possível se achar ótimos jogos, e um deles é sim The Last of Us. Acho um erro enorme a pessoa deixar de jogar esse título por considerar que ele é apenas mais do mesmo, pois ele não é mais do mesmo, acredite. Joguei torcendo o nariz, terminei emocionado com a qualidade do que eu estava presenciando, sem exagero. E olha que eu sou seletivo DEMAIS, parei antes da metade uma dúzia de blockbusters atuais ai por achá-los terrivelmente bestas, como a trilogia Batman Arkahan por exemplo, ô chatice.

            Então meu amigo, é por isso que eu ainda jogos games indies e antigos, a conquista real está ali! De vez em quando aparece uma pérola da “absurda dificuldade que contagia” como dark e Demons Souls, e é quando a gente TEM que aproveitar para se estrepar um pouco à moda antiga em um game novo ^^ . Meu Dark Souls 2 já está comprado e aguardando sua vez ^^

          • Sabat,

            Ainda não joguei Dark Souls e já conheço sua fama de Battletoads da sétima geração. 😀

            Sinceramente, o último jogo com chefões que joguei foi Castlevania: Lords of Shadow. Sou fã da franquia, fiquei muito contente com a remodelagem, mas muito triste com a jogabilidade. A série canônica não foi finalizada. Os jogos anteriores à essa remodelagem foram inspirados no título Castlevania: Symphony of the Night. Infelizmente, ainda não joguei os dois títulos de PlayStation 2, Lament of Innocence e o Curse of Darkness. Enfim, a nova série buscou muito do incrível Shadow of Colossus (que está no meu top 10 de toda minha vida) mas se deixou levar pelo exagero das cutscenes, falta de jogabilidade original, fases longas sem grandes desafios. Muito triste.

            Concluindo, sou fã de jogos independentes e ainda escreverei algo sobre o tema, pois acredito que esses desenvolvedores manterão o mercado vivo com inspirações e originalidade em seus jogos.

            Um abraço.

          • E eu estou pra começar LoS aqui ^^ Mas jé adianto: a chance de você achar os 2 games de PS2 uma bosta é alta, e nem tanto pela história, mas sim pela narrativa horrível, pelos gráficos toscos e pela falta de originalidade os jogos. São ruins, ruins pra caramba!!

          • Merson

            Po Sabat, nem fala em Capra Demon. Lembro da 1° vez que cheguei nele, foi mas ou menos assim: “Caramba é um chef….You Died!!!!” e isso se repetiu por pelo menos umas 50 vezes….

          • huehuhuehuehueueueuhue exato kkk Insano aquela porra né mano XD É uma sacanagem enfrentar aquele demônio chifrudo naquele cubículo e com aqueles cachorro do mal pulando na gente pra fu$#er mais ainda! Não sei quantas vezes morri ali, ai você soma o fato de que se o char morre, perde tudo as almas coletadas e volta do último bomfire e o inferno chegou mais cedo!!!

          • Certo. Cada jogador com sua opinião e cada uma é completamente subjetiva. Contudo, jogos não estão virando cinema. As gerações de outrora eram limitadas por falta de espaço na mídia e poder de processamento para exibição dessas partes cinematográficas e uma grande prova disso são os jogos RPG lançados na quinta geração, como Final Fantasy para PlayStation. Sua prerrogativa se torna uma falácia quando se afirma que Resident Evil é um excelente jogo e possui diversas cutscenes, Metal Gear Solid (deixarei claro que não sou apreciador dessa série, mas tenho muito respeito) é idolatrado por muitos e foi a franquia que popularizou as cinematografia dentro dos jogos.

            Apenas para deixar claro, a interação com o jogador é a jogabilidade em si e acredito que as partes cinematográficas não atrapalham, principalmente em Tomb Raider 2013.

            Enfim, como iniciei esse comentário, opinião é algo muito subjetivo e completamente peculiar de cada um. Entretanto, acredito que o mercado de jogos não estaria investindo tanto em dublagem, roteirização e tudo mais se os jogadores não gostassem. Não sou contra sua opinião. Apenas defendo essa evolução dentro dessa mídia, mas, acredito que assim como você, sou contra as cenas exageradas como em Metal Gear, pois ainda se trata de um jogo. Pessoalmente observo que The Last of Us possui um equilíbrio entre a jogabilidade e a parte de enredo e por isso chamou muito a atenção de todos.

            Obrigado por manter o assunto. Um abraço.

          • Jeff Sousa

            No Tomb Raider 2013, o problema não é a história e as cutscenes que interferem no jogo, e sim a falta de interatividade, tudo acontece muito automaticamente. Quando você está com o controle na mão, é só pra andar pra frente e quando algo acontece no meio disso tudo, é certeza que é QTE. As partes legais do jogo são pequenas.

  • Diego Cavera

    Eu joguei os 2 e prefiro esse de GBA, na real é que eu apanhei do primeirão, haha!

    • Pô, mas o primeiro é mais fácil XD kkkkkkkkkk

  • João Cláudio Fidelis

    Taí um jogo que eu queria jogar novamente! Ao contrário da decepção total que foi o Guardian Heroes Advance, Gunstar Super Heroes arrisco a dizer é o melhor jogo da Treasure não só no GBA, como top 10 tranquilo do console (e olha que o GBA tem muito jogo bom!)

    • Velho, me explique: por que o de saturn é tão bem falado, e o de gba é tão malhado? conversão porca??? me diga!!!!

      • João Cláudio Fidelis

        Melhor mostrar:

        Guardian Heroes Saturn:
        https://www.youtube.com/watch?v=5hJLOZHDcZw

        Guardian Heroes Advance:
        https://www.youtube.com/watch?v=KE0BNdZMCNE

        • Oo
          São dois jogos totalmente diferentes, pqp… Um é um side scroll com 3 planos jogáveis, o que ue achei muito interessante, o outro transformaram em um beat em up…
          Bem, duas conclusões:
          1- PRECISO JOGAR GUARDIAN HEROES, PRECISO DESBLOQUEAR E CHAVEAR MEU SATURN O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!!!
          2- Depois eu jogo esse do GBA, não parece ser ruim, só não deveria ser Guardian Heroes ^^

  • Vinícius Lisboa

    Pô Sabat, eu jogava Gunstar Heroes com a opção de tiro fixo…acho que só eu mesmo jogava assim kkk
    Nem fazia idéia dessa continuação, e lógico que vou jogar ele.
    E me pergunto o que aconteceu com a Treasure hj em dia…seria legal um jogo como o Gunstar Heroes ou Alien Soldier na atual geração

    • Opa Vinícius, só você mesmo cara, tá loco kkkkkkkkkkkk

      O último jogo decente da Treasure foi Sin & Punishment: Star Successor para Wii, e foi um BAITA jogo. Só que isso ja foi a mais de 5 anos, e de lá pra cá, ela só desenvolveu uns joguinhos bem bestas para 3DS e fez uns relançamentos de games antigos na XBla. A Nintendo deveria comprar essa empresa e por o pessoal de lá para trabalhar a sério, pois tenho certeza que sairia coisa boa de lá…

  • Paulo Eduardo

    Tenho a versão do Mega Drive no Virtual Console do Wii, jogasso!!!

    Eu quero é Sin and Punshment e Ikaruga para WiiU, top no gênero shooter.

    …”NINTENDO SEMPRE”…

    • O original é um jogasso mesmo!! Tenho o cartucho, coisa fina o/

  • Louriberg França Costa

    Como sempre a Treasure dando uma aula de como fazer um game de qualidade. Eu não joguei esse ainda, mas tudo indica que é um jogo excelente, assim como o Gunstar Heroes original de Mega Drive. Outro jogaço do console de Sega que eu descabelava direto. Como era maravilhoso mandar bala nos inimigos sem se preocupar com muitos slow downs e munição acabando. Era demais. Fantástico mesmo.

    • E esse jogo é do jeito que vc descreveu: bala pra todo lado sem slowdown algum e pouca munição. Se puder, jogue, nem que seja no emulador, vale a pena demais!!