RetroReview: Phantasy Star II


Lançado apenas dois anos depois do primeiro Phantasy Star, o segundo capítulo da saga não apresentou grandes avanços gráficos e nem utilizou todo o potencial do Mega Drive justamente por ter sido lançado tão rápido. Mesmo assim, é impossível não se assustar com a complexidade de sua trama que, diferente da grande aventura esperançosa do primeiro capítulo, caracteriza-se por muito realismo e acontecimentos terríveis que ficaram eternamente cravados nas memórias de quem teve a coragem de se arriscar naquela segunda jornada pelos mundos que compunham o Sistema Solar de Algol. O clima do jogo é extremamente intenso, e a morte persegue os jogadores de maneira constante e insistente. Com certeza não é um exagero de minha parte afirmar que Phantasy Star II é um dos melhores jogos de TODOS OS TEMPOS!

Tudo começou quando o maior ídolo pop-star retrogamer da galáxia de nome Roberto Bechtlufft, mais conhecido pelo seu título de nobreza Gagá,  me contou um pouco sobre o enredo de Phantasy Star II enquanto eu desafiava o terceiro e mais polêmico título da série.

Eu expliquei ao Gagá que estava evitando o Phantasy Star II devido a sua dificuldade extremamente absurda, mas o velhote utilizou de uma carta na manga para me fazer jogar o título por maior que fosse a sua dificuldade: ELE ME CONTOU O FINAL DO JOGO!

O Gagá não é do tipo que adora estragar surpresas, mas o que ele me contou era tão extraordinariamente fantástico que me motivou a terminar rapidamente o que eu estava jogando e reunir forças para vencer o grande desafio contido em Phantasy Star II.

Estava tudo bem até ELES chegarem…

Os principais acontecimentos do game ocorrem na distante galáxia de Andrômeda,  em um sistema que se chama Algol por ter três planetas orbitando em torno de uma estrela de mesmo nome. Em um dos planetas desse sistema, Palma, viveu e lutou uma já esquecida heroína chamada Alis que, com ajuda de um destemido guerreiro, um poderoso mago e um gato falante, conseguiu livrar o sistema algoliano da supremacia do ditador Lassic e da maldição de uma força demoníaca que observava ansiosamente cada passo dos heróis com o intuito de escolher o momento mais propício de matá-los e levar todo o Sistema de Algol para um abismo definitivo. A história de Phantasy Star II acontece 1000 anos após esses acontecimentos.

O jogo começa com o pesadelo frequente do protagonista Rolf, um louvável agente que cuida de uma peculiar e bela criatura felina chamada Nei. Neste pesadelo, Rolf observa a força maligna da qual Alis enfrentou no primeiro jogo acertando-a muitas vezes. A guerreira pede ajuda, mas o agente não consegue se mover durante todo o pesadelo. Quando a maligna criatura está prestes a desferir o último e mais cruel golpe de misericórdia, Rolf acorda.

A aventura se passa desta vez em Motavia, planeta que era caracterizado por seu infindável deserto no primeiro capítulo da saga, mas que agora, graças a um supercomputador chamado CÉREBRO-MÃE, está com uma grande quantidade de um exuberante verde assim como outro planeta do sistema de Algol, Palma. Caso você tenha jogado algum jogo da série Metroid, provavelmente já deve saber que qualquer coisa que tenha o nome de CÉREBRO-MÃE pode lhe causar muitos problemas em um futuro próximo.

Ao visitar o Governador do planeta, Rolf recebe a missão de investigar o surgimento de bio-monstros, fato que deveria ser impossível com a tutela do Cérebro-mãe, e não consegue impedir que Nei o acompanhe. A aventura prossegue, e Rolf conquista aliados com motivações internas e habilidades extremamente diversificadas. Os perigos são muitos, e os heróis sofrem com a morte de um poderoso e especial aliado. A situação se complica, várias pessoas sofrem as consequências dos confrontos da aventura, e os heróis ainda são considerados criminosos pela população e sofrem constantes perseguições por estarem enfrentando o próprio sistema.

A maldição de 1000 anos atrás parece estar cobrindo novamente o Sistema Algoliano de horror e destruição, mas os verdadeiros inimigos causadores de todos os conflitos só são revelados no final da aventura, e o entrelace é chocante, controverso e muito sombrio, embora o heroísmo, a persistência e o sentimento de vitória marquem qualquer um que tenha jogado Phantasy Star II até o final.

O PRIMEIRO e mais IMPACTANTE RPG do Mega Drive!

Logo no começo do game, o jogador é obrigado a juntar uma grande quantidade de mesetas (a moeda comercial de Algol) para comprar alguns equipamentos necessários à desbravação do primeiro labirinto, onde encontrarão batalhas iniciais muito difíceis e que rendem pouquíssimos prêmios. O jogo realmente obriga nós, jogadores, a passar vários horas em batalhas aleatórias, seja se perdendo nas dungeons, seja propositalmente para ganhar mais experiência, e caso você esteja imaginando que as coisas ficarão mais fáceis depois disso, eu sinto lhe informar que o verdadeiro inferno começa depois de comprar os tais equipamentos, pois a curva de dificuldade das dungeons e inimigos aumentava desproporcionalmente acima do nível dos equipamentos que você deveria ter para enfrentá-las.

A equipe da SEGA optou por excluir a marcante visão tridimensional das dungeons, que era uma das principais características do primeiro jogo da série, e embora isso tenha deixado o jogo mais frenético, também permitiu criar alguns dos mais complexos e difíceis labirintos de todos os tempos. É quase impossível não se perder neles ao adentrá-los pela primeira vez, e como as batalhas exigem bastante atenção já que um único inimigo pode liquidar todo o grupo com um só golpe, o jogador se sentirá o próprio TESEU no Labirinto do Minotauro!

E assim como Teseu usou um novelo de lã para não se perder em meio as curvas infindáveis que ele via pela frente, o jogador também deverá marcar todos os caminhos que fizer ao explorar as dungeons de Phantasy Star II. Como a grande maioria dos labirintos do game possuem uma infinidade de caminhos que farão qualquer um ter a impressão de que está andando em círculos, o jogador começará a desenhar os mapas instintivamente, tanto que eu mesmo passei ao menos metade da jogatina desenhando mapas. A dificuldade realmente é muito alta, mas é também um artifício para criar uma tensão constante no jogador, algo próximo do que sentimos em jogos do gênero SURVIVAL HORROR.

Uma característica da série é a forma rápida de como os acontecimentos são apresentados, e em Phantasy Star II, veremos muitas tragédias acontecendo desta maneira: rápida e chocante. As animações em mapa combinadas às poucas, mas artísticas cut-scenes do game são as grandes responsáveis por contar esta história cheia de acontecimentos sombrios, e uma delas serve perfeitamente para exemplificar esta peculiaridade de PSII: existe uma cena bizarra no jogo onde o Pai MATA A PRÓPRIA FILHA e depois explode a si mesmo como um HOMEM-BOMBA! A cena é muito rápida e não pode ser considerada um spoiler pois não altera os fatos que desencadeiam a política e complexa trama do game, mas mesmo assim, ela conseguia chocar o jogador tanto quanto as demais passagens importantes para o desenrolar da história. Lembrem-se que estamos falando de um game de 1989, uma época onde não saia sangue dos cartuchos ao espremê-los!

A Trilha Sonora movimentada e futurista é inesquecível. Embora não utilize todo o potencial sonoro do console de 16 Bits da Sega, todas as composições são muito bem orquestradas e possuem efeitos pouco usados em músicas da época.

As próprias músicas das lojas, que geralmente são bobas, possuem um nível altíssimo de qualidade, muito acima da média para qualquer RPG. Destaco “Bracky News”, uma das minhas composições favoritas que caiu como uma luva para uma notícia triste que o grupo de heróis recebe no Laboratório de Clonagem, após destruir o Climatrol.

O verdadeiro desafio contido em Phantasy Star II só é realmente apresentado quando o grupo viaja para o gelado planeta Dezóris. Nessa etapa final do game, a dificuldade aumenta assustadoramente, com batalhas muito mais difíceis e labirintos com várias saídas que não levam a lugar algum. Eu mesmo saí e entrei várias vezes no maldito espaçoporto de Dezóris para conseguir encontrar o Chapéu Dezoriano, um item obrigatório para o grupo conseguir se comunicar com nativos do planeta.

“… Somos os últimos da nossa RAÇA!”

A chave de todo o sombrio mistério é apresentada em um memorável e violento confronto final, ao qual não se tem seu resultado apresentado. Entretanto, quando terminei, pensei: “Putz, tudo aquilo valeu à pena! E os heróis do game são os mais machos que eu já vi! Devem ter vencido todos esses malditos”.

Existem indícios nos títulos posteriores da série Phantasy Star de como a batalha terminou, outra característica muito legal e que agrada demais aos fãs desta franquia, que consideram este segundo capítulo como umO Império contra-ataca da Sega.

Muito provavelmente a Squaresoft se inspirou em Phantasy Star II quando produziu o idolatrado Final Fantasy VII, que também possui um final ambíguo e várias tragédias envolvendo personagens, embora estas sejam apresentadas com uma carga mais dramática, aproveitando toda a tecnologia da época.

Futurista, sombrio e heróico, Phantasy Star II é um RPG a frente de seu tempo, e que merecia um remake lotado de cenas em anime recontando as memoráveis passagens da trama.

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CURIOSIDADES:

  • A versão americana de Phantasy Star II encurta os nomes de personagens e planetas para quatro letras ou menos, e possui uma frase arcaicamente incompleta devido a limitações de programação: “The color of water around here certainly”, traduzindo: “A cor da água por aqui certamente”… Certamente o quê!? A frase termina no meio, e ninguém sabe o que o personagem quis dizer. Porém, na versão brasileira do jogo lançada no Brasil pela nossa querida TecToy, a frase aparece completa: “A cor da água por aqui certamente parece diferente. Parece que a água brota do fundo do mar.”
  • Devido a dificuldade extrema dos labirintos, a SEGA colocou inicialmente um Livro com dicas junto ao cartucho e ao manual.
  • As músicas das versões japonesa e americana de Phantasy Star II são iguais, exceto por uma “batida” perculiar e mais forte na versão japonesa.

O Sabat provavelmente vai querer me matar ao ler esse texto e perceber que este jogo recebeu uma nota muito mais alta do que o amado e idolatrado Phantasy Star IV do qual ele “malhou” um pouco, mas a verdade é que eu considero Phantasy Star II muito mais OUSADO E INFLUENTE do que o quarto capítulo da série e do que qualquer outro título do final dos anos 80, embora eu também discorde de vários pontos da exigente avaliação do Sabat.

Inclusive, o Sabat me contou esses dias que estava com a sensação de estar sendo perseguido, e que já tinha visto pelo menos CINCO VEZES na mesma semana um grupo de indivíduos com um pedaço de madeira na mão usando uma camiseta com o texto “ODIAMOS O SABAT E AMAMOS PHANTASY STAR IV” em locais em que ele costuma frequentar. Como um bom amigo, falei para ele se despreocupar, e que isso deve ser apenas impressão, já que ele e não está sofrendo nenhum RISCO DE VIDA.

Brincadeiras à parte, este foi mais uma RetroReview escrito pelo Macho Gamer! Agradeço muito a todos que leram e que prestigiam o trabalho realizado pela equipe do Retroplayers! E é como os velhos fliperamas diziam: Winners don’t use drugs!

FIM


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  • Orakio

    Ô, Jorginho, mandou bem, hein? Seu review ficou excelente, não só porque as informações estão corretas e bem distribuídas, mas também porque você soube apontar os pontos fortes do jogo e deixar a gente com vontade de jogar. Coisa fina mesmo.

    E olha que eu já zerei esse treco umas quinze vezes 😛

    • Putz, um ilustre comentário do Gagá! Ganhei o ano! 🙂

  • Parabéns Jorge Lucas. Deve dizer que você foi muito macho pois assim que comecei a me perder nos primeiros labirintos desisti (e olha que sou um fã da série Phantasy Star).

    Quem sabe um dia eu não desbrave o jogo de novo?
    Um abraço e parabéns novamente pela (muito abrangente) matéria

  • Doeu no coração aqui eu não ter completado ainda um playthru de PSII. Até versão do tema da batalha eu já fiz, e não o joguei por inteiro ainda.

    Review cativante, até acabou rápido – coisa boa, acaba logo. E ainda ganhou o selo “Aprovado pelo Gazeta de Algol”! 🙂 Se não me engano, também é o favorito da série do velhote. Preciso tomar vergonha, após sair da “fase Nintendo” que estou vivendo, retorno às raízes pela porta da frente com PSII 😉

    Valeu mestre Jorge.

    • Putz, um comentário do Cosmonal também? Pronto, agora eu já posso fazer trinta apostas seguidas sem perder.

      Eu estou numa fase meio Seguista, já que eu sempre tive consoles da Nintendo e não curti tão bem o Master System.

      Mestre? Que isso, só sei que nada sei! 🙂

  • Ótima matéria de um ótimo jogo. Pena ele ser MUITO difícil de se jogar sem um mapa

    • Pois é, a Sega deve ter feito isso para testar o fanatismo dos usuários e tentar lançar o Seguismo, uma das maiores religiões do planeta. Não acredita? Olha na desciclopédia! 🙂

  • Orakio

    O meu amigo Yoz, lá da Lista de Algol, tentou comentar aqui mas não conseguiu por causa de algum bloqueio no trampo dele… ele me mandou o comentário por email para eu postar aqui, então lá vai a opinião discretíssima do Yoz, rs…

    * * *

    >Com certeza não é um exagero de minha parte afirmar que Phantasy Star II é um dos melhores jogos de TODOS OS TEMPOS!

    R: Não é exagero. É a mais pura verdade. E não é a primeira vez que leio isso, já li isso numa revista impressa.

    >Estava tudo bem até ELES chegarem…

    R: Conta uma nova, onde quer que essa raçazinha chegue eles acabam estragando tudo mesmo.
    🙂

    >Os perigos são muitos, e os heróis sofrem com a morte de um poderoso e especial aliado.

    R: É pra falar o nome desse aliado?
    :-p

    >situação se complica, várias pessoas sofrem as conseqüências dos confrontos da aventura, e os heróis ainda são considerados criminosos pela população e sofrem constantes perseguições por estarem enfrentando o próprio sistema.

    R: Eu acho que ainda tenho um trecho que mostra um diálogo entre Rolf e o Cérebro-Mãe que debate muito isso. As pessoas do sistema, excetuando-se os Dezorianos, ficaram dependentes do Super Computador como um usuário dependente de drogas.

    >embora o heroísmo, a persistência e o sentimento de vitória marquem qualquer um que tenha jogado Phantasy Star II até o final.

    R: O final é sem igual!

    >uma grande quantidade de mesetas (a moeda comercial de Algol)

    R: Engraçado é que a sigla da Meseta é MST (Movimento Sem Terra).
    🙂

    >necessários à desbravação do primeiro labirinto,

    R: Shure! Me lembro que foi marcante quando eu entrei a primeira vez nele. Na verdade quando eu joguei Phantasy Star II na minha adolescência foi uma seqüência constante de momentos marcantes. Me perdia direto e morria muito. Era um desafio intenso, e cada vez que tinha de entrar num labirinto novo eu ficava tenso, mas curioso para saber o que havia lá. Equipava a galera e colocava bastante restauradores, ia com a cara e a coragem sem sequer poder desenhar uma planta baixa dos labirintos porque isso já era trabalho de Jó. O mais marcante para mim com certeza foi UZO.

    >pois a curva de dificuldade das dungeons e inimigos aumentava desproporcionalmente acima do nível dos equipamentos que você deveria ter para enfrentá-las.

    R: Parece até a própria vida do ser humano. Eu andei hackeando o game e descobri que se você colocar 999 em cada status não vai adiantar nada. O game vai continuar “(Des)equilibrado” em relação a dificuldade.

    >E assim como Teseu usou um novelo de lã para não se perder em meio as curvas infindáveis que ele via pela frente, o jogador também deverá marcar todos os caminhos que fizer ao explorar as dungeons de Phantasy Star II.

    R: Quando eu jogava, eu descrevia com palavras para onde devia ir, em vez de tentar desenhar. E mesmo com o Hint Book em mãos, a coisa ainda assim fica complicada.

    >Como a grande maioria dos labirintos do game possuem uma infinidade de caminhos que farão qualquer um ter a impressão de que está andando em círculos,

    R: Cara! Rorom tem um lance que confunde. Ele até que é facinho, mas ele tem um caminho singular “vestido” de “Já fui por aqui! Não tem nada!”

    >algo próximo do que sentimos em jogos do gênero SURVIVAL HORROR.

    R: Adorei essa comparação. Por alguma razão, me veio em mente Resident Evil CODE: Veronica e Alone In The Dark 1.

    >existe uma cena bizarra no jogo onde o Pai MATA A PRÓPRIA FILHA e depois explode a si mesmo como um HOMEM-BOMBA!

    R: Com certeza um dos primeiros momentos mais marcantes do game. Quando a gente pensa num final feliz, eis que vem a vida e diz: “Toma essa e aprende!”

    >Lembrem-se que estamos falando de um game de 1989, uma época onde não saia sangue dos cartuchos ao espremê-los

    R: Mas sai sim sangue. Só que, graficamente falando, é um espirrinho de nada.

    >todas as composições são muito bem orquestradas e possuem efeitos pouco usados em músicas da época.

    R: Existe uma diferença só na bateria mesmo, que na Japonesa é mais forte.

    >“Bracky News”

    R: Essa musica toca nas lojas de armas e equipamentos. Sempre tenho uma sensação estranha e forte quando as ouço.

    >como uma luva para uma notícia triste que o grupo de heróis recebe no Laboratório de Clonagem, após destruir o Climatrol.

    R: Nem me fale! Puta sacanagem! Mas será que se eles tentassem ia dar certo já que a vida de uma depende da vida da outra?

    >essa etapa final do game, a dificuldade aumenta assustadoramente, com batalhas muito mais difíceis e labirintos com várias saídas que não levam a lugar algum.

    R: Caramba! Não sei porque sempre me vem a mente Menobe e Ikuto como os mais fodásticos. Ikuto é até rápido quando se sabe o caminho, mas para quem esta encarando a primeira vez, é capaz de ter surtos violentos de raiva e frustração. Ainda bem que inventaram o Hinas/Escapipe e o Visiphone.

    >Dezóris para conseguir encontrar o Chapéu Dezoriano, um item obrigatório para o grupo conseguir se comunicar com nativos do planeta.

    R: Existem dois! O Mágic serve para conversar com os gatos almiscareiros, e o Mogic serve para conversar com os Dezorianos. Se invertemos, escutaremos mentiras, fora que se você usar o Magic em Dezoris, os preços dos itens serão bastante altos. Acho que eles criaram isso para fazer uma alusão indireta com aquele vilarejo de Dezoris dividido onde, de um lado só tem mentirosos e do outro, Dezorianos que só dizem a verdade (Será isso possível?)

    >A chave de todo o sombrio mistério é apresentada em um memorável e violento confronto final,

    R: Nada que um Megid não resolva.

    >ao qual não se tem seu resultado apresentado.

    R: Ainda bem. Mas isso é Spoiler velho!
    😉

    >Entretanto, quando terminei, pensei: “Putz, tudo aquilo valeu à pena! E os heróis do game são os mais machos que eu já vi! Devem ter vencido todos esses malditos”.

    R: Quando eu terminei, pensei: “Lutz maldito! Cadê tú quando se precisa?!”
    🙂

    >Muito provavelmente a Squaresoft se inspirou em Phantasy Star II quando produziu o idolatrado Final Fantasy VII,

    R: Eu ia dizer a mesma coisa!

    >embora estas sejam apresentadas com uma carga mais dramática aproveitando que a tecnologia da época permitia isso.

    R: E ao meu ver, não chega nem aos pés de Phantasy Star II. Tanto que final Fantasy VII eu joguei por umas 3 vezes, mas Phantasy Star II acho que foi umas 50 (Não estou sendo exagerado!)

    >A versão americana de Phantasy Star II encurta os nomes de personagens e planetas para quatro letras ou menos,

    R: Embora não fosse necessário porque admite-se até 8 letras.

    >e possui uma frase arcaicamente incompleta devido a limitações de programação: “The color of water around here certainly”,

    R: Não acho que isso tenha sido limitaçãio técnica. Acho que eles vacilaram na programação mesmo, tanto que outra aberração é vista em Paseo quando podemos ir para Dezoris, um velho reproduz um trecho da fala do Lutz.

    >O Sabat provavelmente vai querer me matar ao ler esse texto e perceber que este jogo recebeu uma nota muito mais alta do que o amado e idolatrado Phantasy Star IV do qual ele “malhou” um pouco,

    R: Veja por esse ângulo: “Se a opinião da maioria tivesse razão, hoje estaríamos vivendo numa reprodução do Céu na Terra.”

    >eu considero Phantasy Star II muito mais OUSADO E INFLUENTE do que o quarto capítulo da série e do que qualquer outro título do final dos anos 80,

    R: O Phantasy Star IV foi feito para ser bonitinho e facinho.

    >embora eu também discorde de vários pontos da exigente avaliação do Sabat.

    R: Perfeitamente normal.

    >estava com a sensação de estar sendo perseguido, e que já tinha visto pelo menos CINCO VEZES na mesma semana um grupo de indivíduos com um pedaço de madeira na mão usando uma camiseta com o texto “ODIAMOS O SABAT E AMAMOS PHANTASY STAR IV“

    R: Eles usavam óculos escuros e bengalas de orientação?!

    UHAUHAUHAUHAUHA! Tô brincando! Quem vê pensa que eu odeio Phantasy Star IV. Mas na verdade eu gosto muito dele, mas na classificação dentre os 4 da série, ele esta em ultimo. É muito bonito, muito bem feito graficamente e tal, mas não tem o impacto dos demais.

    >FIM

    R: Gostei muito da Review! Parabéns.

    • Não joguei, provavelmente não vou jogar, mas não duvido de maneira alguma do potencial deste jogo. Alguns games foram feitos para serem copiados, todos os outros só pegam a fórmula destes e as repetem até que a fórmula se torne batida e ultrapassada. Muitas vezes estes jogos não tem o reconhecimento que merecem, então cabe a nós fazermos com eles sejam reconhecidos pela importância que tem, e não pelo tanto de dinheiro que eles colocaram nos bolsos de quem os criou.

  • Kaji-san

    Estou jogando esse jogo e estou na Ilha Uzo e, mesmo com um nível q eu considero bonzinho(Rolf 16, Nei 31, Anna 14, Amy 14) eu to tomando pau… Esse jogo me deixa muito puto por eu ser um cara acostumado a não encarar dificuldades em dungeons de RPG nenhum, pois sempre ganhei muito nível, mas PS II me faz me sentir um bundão, sempre acho que estou forte, mas sempre os inimigos me deixam no chinelo, mesmo levando trocentos dimates comigo. Em Uzo eu fui obrigado a fugir com o rabinho entre as pernas, pois já estava com o TP baixo e dimates no fim…
    Vou ganhar níveis a dar com pau de agora em diante, sem preguiça, não vou esperar chegar um lugar que dê mais EXP não(E olha que o Rolf tá pedindo uns 16.000 pro próximo nível :P)
    Esse jogo tem que ter muita paciência do jogador, mas não é impossível de se terminar como todos falam, estou desenhando todos os mapas aqui em casa e isso já está soando bem natural pra mim, que já tinha feito o mesmo com o 1º Phantasy star, isso me passa muito mais segurança do que sair explorando sem registrar nada. Não consigo imaginar jogar esse jogo sem desenhar os mapas; o que chuta bastante é a quantidade caminho falsos que esse jogo possui, ontem pude comprovar isso melhor em Uzo, quando fiz uma baita de uma trajetória, entrando em uma das várias cavernas pra descobrir que não havia nada! hauhauhauahuau
    Li um comentário de um cara aí na net falando da dificuldade do jogo e tal, que depois que terminasse esse jogo ia vender, pois nunca mais ia jogar…
    No meu caso é diferente, estou desenhando na raça todos os mapas desse jogo, anotando os níveis para se entrar em cada dungeon, juntamente com as armas e grupos, justamente por pretender jogar ele novamente no futuro, dessa vez em mega drive mesmo, na telona grande(estou jogando ele no meu GBA); seria uma espécie de vingança do tipo “Aí, RPG safado, não vai mais me pregar peças com caminhos fake e nem surpresas, pois de você eu já sei tudo! uahuhauahuhauhauua”
    Sem dúvida, terminar esse jogo tá sendo um superação pessoal pra mim hehehe.
    Boa sorte e paciência pra quem está se aventurando ou ainda vai se aventurar nele. E nada de buscar mapas na net e usar saves states, ok? Seja Macho! 🙂

  • Bem! todos disseram horrores sobre a série Phantasy Star mas, alguns dias atrás enquanto estava puto com DQ VIII, resolvi jogar um pouco o Phantasy Star nos meus emuladores.

    E comecei pelo primeiro mesmo, só para ver qualé e não curti muito, não sei se foi porque não estava no clima e talz.

    Ainda vou dar mais uma chance a série, quem sabe depois que zerar DQ, mas até lá, não tenho bons olhos para a série e não estou dizendo que e ruim, pois é preciso se dedicar para analisar algo, o que não fiz por enquanto.

    Vei o texto esta fantástico, keep the good work

  • Phantasy Star II merece o título “Jogo que mais vezes comecei”. O mais longe que chego é Climatrol, eu fico muito irritado com esse jogo, parece que a cada passo há um game over inerente.

    Sua review está ótima, parabéns pelo texto muito bem escrito.

  • Não joguei, provavelmente não vou jogar, mas não duvido de maneira alguma do potencial deste jogo. Alguns games foram feitos para serem copiados, todos os outros só pegam a fórmula destes e as repetem até que a fórmula se torne batida e ultrapassada. Muitas vezes estes jogos não tem o reconhecimento que merecem, então cabe a nós fazermos com eles sejam reconhecidos pela importância que tem, e não pelo tanto de dinheiro que eles colocaram nos bolsos de quem os criou.

  • Thiago

    PStar 2 envelheceu horrores, joguei ele pela primeira vez em 2006, e, pode ter sido bom na epoca, na verdade é um clássico de respeito, mas envelheceu.
    A historia dele é boa, mas pouco profunda, se fosse um romance não teria mais que 120 páginas, enquanto PStar 4, consegue produzir um calhamaço de 800 se resumimos.
    Na verdade, o que me irrita em PStar 2 é a falta de desenvolveminto dos personagens, Rolf e Nei possuem um bom background, mas os outros simplesmente batem a sua porta e dizem “Ei, posso entrar no grupo?”, e isto amigo, num rpg é pecado, rezo para que façam um remake de responsa para este jogo e resolvam trabalhar no roteiro dos personagens coadjuvantes.

    No mais,
    Review muito bacana e gostosa leitura

    Nota:
    PStar 2 influenciou FF7.
    Taí, nunca tinha pensando nisto, Aeris e Nei possuem umas semelhanças, mas acho que só isso mesmo.
    FF7 não possui final ambíguo, e o final de PStar 2 é bem tenebroso e raçudo, o FF7 é esperanço.
    SE bem que, FF7 possui umas semelhanças com outros coisas, digo, umas das fontes dele foi o anime Evagelion, vide o background dos protagonistas.

    • Orakio “O Gagá” Rob

      Naquela época esse lance dos personagens serem pouco desenvolvidos era comum. Você pega Final Fantasy I ou Dragon Quest II e encontra os tipos mais genéricos possíveis, sem nenhuma personalidade. 

      E é questão de preferência, mas eu acho a trama do PSII a melhor da série. O que rola é que nos tempos de PSIV os RPGs tinham passado por anos de evolução, então os personagens eram mais desenvolvidos, havia mais eventos no jogo. Mas em termos de história mesmo, do núcleo da coisa, eu acho a trama do PSII bem mais ousada e interessante, embora goste da do IV também.Acho que a única coisa que me incomoda no PSII é a falta de cenários nas batalhas. O jogo anterior era de Master System e tinha cenários tão bacanas, é meio frustrante o cenário ser sempre preto no PSII.

      • PStar 2 envelheceu horrores
        Eu precisei me ambientar bastante para desfrutar completamente Phantasy Star II. A ousadia de um RPG do final da década de 80 geralmente não é vista com bons olhos nos dias de hoje.

        A historia dele é boa, mas pouco profunda
        O pior é que eu gostei disso, já que deixa Phantasy Star II bem diferentão dos outros RPGs. Eu também não gosto muito daquela enrolação e melodrama dos RPGs da Square, então acho que é uma questão de gosto mesmo.

        o final de PStar 2 é bem tenebroso e raçudo, o FF7 é esperanço
        Depende. Eu por exemplo interpretei a mensagem final de cada herói como algo bastante esperançoso e corajoso, dando muito mais a entender que eles vão acabar com todos os terráqueos do que o inverso. Mas a ambiguidade é um charme do jogo, rs…

        me incomoda no PSII é a falta de cenários nas batalhas
        … e o jogo ficou leve e barato. Também me incomoda a ausência de cut-scenes em alguns momentos… Vocês conseguem imaginar alguém comendo um chiclete e criando guelras? 🙂

        Abraço!

  • Luis Felipe Vitte Soligueti

    Nunca zerei PSI, mas já zerei PSIV e tentei zerar a versão americana deste jogo, mas não conseguia me achar no jogo. Achei para jogar a versão traduzida da TecToy e cheguei até Dezóris, mas aí eu desisti. Mas vc falou tão bem, que talvez eu volte a jogar.

  • Falange

    Esse jogo é um dos rpgs mais dificeis q joguei, não por requerer muita habilidade, mas tem q ter muita paciencia. Acho horrivel a velocidade na qual os bonecos se movimentam, até pra conversar com as pessoas na cidade demora devido a lentidão dos bonecos.

  • Rodrigo Coelho.

    Bem eu joguei todos os PS que foram lançados, incluindo os últimos PS online e Universe… sem dúvida o PS2 foi o melhor, por essas razões todas apresentadas e por mais uma e simples, não é um jogo bobo, não é um rpg do tipo mata e upa…. vc tem q pensar, a interatividade com a trama é grande… quantas vezes eu me peguei apenas largando o controle e indo andar pela casa pra absorver o que havia acontecido…

    E obs: Há um remake, pra Playstation 2, não sei se saiu no Brasil, os gráficos melhoraram ( o que seria natural ) e eles tiveram o bom senso de nao mudar nada… uma pena a franquia ter ido tão mal nas versões mais novas… sinto falta de PS… no japão teve até uma série de tv estilo jaspion… um Tokusatsu… bem abraços.

  • Kaji-san

    Essa imagem de batalha do phantasy star III no post foi só de sacanagem, né? xDD

  • Viniciuseslva

    alguem pode me ajudar?eu perdi o jet scooter e nao consigo mais achar,eu o perdi logo depois que o encontrei.