RetroEspecial Nintendo e Philips Cd-i Parte 1: The Faces of Evil e a história da trajédia


Qual a probabilidade de uma empresa desenvolvedora de games fazer alguma besteira com suas franquias mais importantes? Difícil precisar, mas podemos considerar que, se essa possibilidade existe, a chance de acontecer deve ser proporcional ao número de franquias importantes que a empresa em questão possui: quanto mais jogos, maior a probabilidade, correto? Bem, no caso da Nintendo então, essa probabilidade pode ser considerada enorme, pois a quantidade de grandes franquias que a gigante nipônica possui é algo que poucas conseguem equiparar. E tendo em vista que ela é tão cuidadosa com suas criações e sempre zelou pelo seu tal “selo de qualidade”, é de se surpreender que em uma fatídica ocasião, alguém pudesse transformar algumas das maiores e mais veneradas franquias da empresa em algo no mínimo… bizarro.

Todo mundo conhece a lendária fama de durona que a Nintendo cultiva para com as suas franquias e seus sistemas de jogos. É bem verdade que nos tempos mais atuais, suas exigências já não impõem tanto medo e respeito quanto antigamente, e é até fácil presenciar gente terceirizada por aí fazendo cagada com nomes nada merecedores, como a Namco em Star Fox Assault, e o Team Ninja da Tecmo com o mediano Metroid Other M, mas ouve uma época em que a coisa era bem diferente: a empresa era temida, raramente alguém ousava bater de frente com ela, e a simples menção da frase “E os advogados da Nintendo…” era motivo de pânico no mundo gamístico e muito bafafá nas revistas especializadas, e a gente adorava! Quem não se lembra das brigas judiciais ferrenhas que a empresa teve com a Tengen e seus games não licenciados, ou com a Codemaster e seu Game Genie, ou mesmo com a Sony no episódio PSx

A lista de ocorrências vai longe, e dentre elas, os retroaventureiros poderão se deparar com um episódio protagonizado pela Philiphs que causa espanto e muita indignação até hoje, afinal, qual fã ardoroso das franquias da Nintendo não se surpreenderia ao presenciar personagens da empresa aparecendo de forma licenciada em um console que não é dela? E se esses personagens forem então Link, Zelda e Super Mario dentre outros? Parece algo impossível, alguns diriam até inacreditável, do tipo que só a pirataria ou a Tengen teriam a cara de pau de fazer, mas não é. E o pior veio quando os fãs começaram a jogar os tais títulos e o assunto caiu na boca do povo.

O negócio é que estes jogos eram terríveis, mal feitos como a Nintendo nunca permitiria nem que a propina fosse astronômica, e em tempos em que qualquer informação do oriente só chegava aqui se fosse de barco, estavam sendo lançados inexplicavelmente para um videogame que não era dela, e que poucos tinham a coragem (ou a boa vontade) de comprar: o Philiphs CD-i.

Em pleno auge da geração 16 bits, este aparelho foi uma tentativa da Philips de entrar no mercado de videogames criando um novo padrão de mídia, o Compact Disc Interative (daí o nome do console), que prometia como diferencial, reproduzir aplicações multimídia interativas no conforto da sua sala. Eram coisas como enciclopédias, programas musicais, educativos… Ou seja, um monte de chatices que deveriam fazer o CD-i concorrer diretamente com os PCs e seus desejados Kits Multi Mídia. Obviamente que o mercado de jogos era uma parcela de considerável importância para o sucesso ou não do CD-i, e como o suporte a ele foi pífio e seus poucos jogos eram praticamente todos terríveis, o aparelho rapidamente caiu no desgosto do povão, e apesar da insistência da Philips, aos poucos ele foi se extinguindo. Digo “insistência” porque o primeiro CD-i chegou ao mercado em 1991, e ele só foi descontinuado mais de sete anos depois, em 1998, um período de vida que pode ser considerado enorme em se tratando de um console fracassado que hoje possui a fama de possuir alguns dos piores jogos de todos os tempos.

Nintendo e Philips: parceria de sucesso… Só que não.

Você agora deve estar se perguntando: o que diabos a Nintendo tem a ver com os problemas da Philips? Tudo, pois infelizmente, uma das principais franquias da gigante nipônica contribuiu bastante para o status de tranqueira adquirido pelo console: The Legend of Zelda, mais precisamente aos seus dois principais personagens, o Herói do tempo e a Princesa de Hirule, que protagonizaram nada mais que três jogos para o tal videogame… Ou seriam três atrocidades?

Diz a lenda que no início da década de 90, quando a Nintendo quebrou o famoso contrato que possuía com a Sony para o desenvolvimento do leitor de CD para o SNES, aquele mesmo que acabou virando um tal de Play Station que fez com que o mercado de games nunca mais fosse o mesmo… Bem, após isso, ela procurou a Philips para dar andamento ao projeto e esta foi outra empresa que acabou tendo problemas judiciais com a Big N e suas quebras de contrato. Como eu já disse antes, os advogados da Nintendo eram temidos naquela época, mas daquela vez, a justiça não sorriu para eles não, e a empresa foi forçada a firmar um acordo entre as partes para que, como forma de ressarcimento, a Philips pudesse utilizar alguns personagens Nintendo em futuros jogos para o CD-i. A a Big N entraria apenas com a licença, e o desenvolvimento do projeto ficaria todinho a cargo da Philips.

Foi assim que vários personagens das franquias The Legend of Zelda e Super Mario caíram dentro do universo de jogos do CD-i, e nem a própria Nintendo poderia imaginar o tamanho da besteira que ela havia cometido.

O primeiro destes jogos eu voz trago agora, caros amigos retroaventureiros, e qualquer semelhança com Triforces e Espadas Mágicas infelizmente não é mera coincidência.

Link: The Faces of Evil

A cargo da desconhecida Animation Magic, surgia então em 1993 o primeiro fruto desta enfadonha parceria, Link: The Faces of Evil. Imaginem um jogo da serie The Legend of Zelda que esteja adotando o estilo de jogabilidade plataforma do segundo capítulo desta franquia e estaremos começando a falar deste game. Agora imagine uma trama envolvente, sinistra, cheia de segredos e personagens marcantes, digna das melhores aventuras do herói hylian e… agora esqueça tudo, pois aqui isso simplesmente não existe, e dá lugar a uma realidade bizarra.

Em Faces of Evil, somos apresentados logo de cara a uma animação em FMV horrenda, das piores que eu já vi, e olha que este era o forte do aparelho! É algo que dá até medo, e que faz as vezes do álibi que tenta dar algum sentido ao jogo… Só que este próprio álibi não tem o menor sentido. Diz ele que, entediado com a paz que assola reino (sim, isso mesmo que você leu), Link agora mora no castelo de Hyrule, e é surpreendido por um estranho de turbante que chega voando em um tapete mágico dizendo que seu reino fora invadido pelas forças de Ganon, e que de acordo com um pergaminho, só Link pode salvá-los deste mal. Assim, sem dúvida alguma, sem investigar nada, na maior, e todo sorridente, Link simplesmente pula no tapete do figura e vai embora, haja tédio! Durante a tal viagem, Zelda é sequestrada por Ganon, e esta é basicamente toda a trama do jogo. Não existem explicações, não existem motivos, não existem surpresas, e para piorar, o restante da história toda é contada em FMVs de qualidade tão ruim ou pior do que a da abertura, que por sinal, mostra Link como um garotão digno de um daqueles episódios do finado desenho do Capitão Planeta. Eu ainda vou destrinchar esse papo das FMVs mais pra frente, então aguardem! Por enquanto, se contente em saber que elas são responsáveis por deixar o nosso hylian predileto irreconhecível: simplesmente conseguiram transformar Link em um ser indefinido que nem de longe lembra o Herói da Coragem que estamos acostumados a ver. Aqui ele é um adolescente desmiolado que parece estar usando maquiagem e é dono de um terrível sotaque inglês daqueles bem forçados do tipo que vemos nos programas infantis da Discovery Kids, e isso por si só já mataria o jogo e espantaria qualquer fã da franquia para léguas de distancia. Só que The Faces of Evil mostra que não existe nada que não possa ser piorado: outros vários fatores contribuem para o assassinato do herói, e dentre eles estão a falta de exploração, músicas que nada combinam com o universo Zelda, inimigos fajutos, jogabilidade detestável, e objetivos ou sem o menor sentido ou nada apreciativos.

Quando analiso a estrutura por trás da aventura, posso afirmar que os desenvolvedores até conheciam alguma coisa do Universo Zelda, afinal de contas, quem não conhece? É nítido que eles tentaram recriar algumas das peculiaridades existentes nos títulos originais dos consoles Nintendo, mas é mais nítido ainda que, no final das contas, o resultado não foi nem um pouco animador, e isso aconteceu principalmente devido a sérias falhas de projeto resultantes da baixa potência do hardware do CD-i. Sim, caros amigos retroaventureiros, com seus 1.5 mb de Ram e um processador 16 bits de 15 mhz, o CD-i era extremamente modesto para um aparelho que prometia competir com PCs em termos de multimídia, e para entender isto, basta lembrar que o 3Do, lançado pouco mais de um ano e meio depois, foi um fracasso vergonhoso contando com 3mb e RAM (somados modulo principal e secundário), o dobro de bits, um processador principal, dois co-processadores secundários, e mais um processador 16bits de sinal digital!

Esse baixa potencial resultava em uma infinidade de problemas e dificuldades na hora de converter ou desenvolver aplicativos para o aparelho, e obviamente os jogos não fugiam a esta regra, motivo pelo qual muitos títulos foram cancelados no meio do desenvolvimento.

Mas voltando a este game que infelizmente fora concluído, a jogatina em Faces of Evil se dá da seguinte maneira: somos apresentados a um mapa enorme com algumas áreas disponíveis e outras a serem desbloqueadas; selecionamos o local desejado, e entramos em uma fase de jogabilidade 2D plataforma onde enfrentamos inimigos que se repetem até que a tela seja atravessada. Em seu final, poderemos ou não encontrar um chefe de fase, e ao serem concluídas, novas localidades no mapa principal são destravadas e assim a aventura segue.

Inimigos derrubam itens e Ruppies que podem ser coletados e trocados por acessórios nas lojas, e a parte mais interessante da jogatina (pra não dizer menos ruim) se dá por meio de áreas antes inacessíveis sem alguns destes acessórios, o que torna o progresso no jogo algo não-linear, e que necessita de várias idas e vindas pelos cenários. Itens vão de upgrades para nossa espada à acessórios que ajudam na exploração, como um chapéu com asas que aumenta o tamanho do pulo, e existem até uns bem conhecidos dos fãs de Zelda como as clássicas garrafas vazias, usadas para se armazenar fadas.

Garanto que você ao ler este último parágrafo deve ter pensado “Humm, mas isso parece funcionar bem…”, só que, sem querer jogar água no seu chopp mas já jogando, não é o que acontece. O vai e vem é monótono, repetitivo, e não requer o mínimo de exploração, apenas andança: tudo está lá, só esperando para ser coletado, comprado ou trocado, algo muito  diferente do que devemos ver em um game da franquia Zelda, e que não seria bem aceito em jogo algum por mais fuleiro que fosse devido a péssima jogabilidade proporcionada pelo aparelho. Entenda que o CD-i não tinha um gamepad original propriamente dito, o jogador tinha que usar um tipo de controle remoto com fio, e a resposta era tão travada e lenta que chegava a ser irritante, e 10 minutos depois tudo já parecia uma tortura. Dentre os acessórios do aparelho, existia um gamepad oficial da Philips que era uma adaptação de um gamepad de PC (e que ainda por cima era tão mau adaptado que só 2 dos 4 botões funcionavam no console), mas além de ser opcional, ele pouco acrescentava na experiência de jogo: tudo continuava lento, travado e irritante, e já direi o por quê.

Ainda assim, é possível achar alguma coisa de bom no meio desta bizarrice toda, basta ter bons olhos de explorador aventureiro como eu: os cenários e backgrounds do jogo são muito bonitos, desenhados a mão como uma enorme e bela pintura, inclusive nos ambientes internos das localidades.  E realmente, são pinturas de verdade que foram feitas tendo-se como base, fotos aéreas do Hawaii e de paisagens nas proximidades da cidade de Santa Monica, na California. Os cenários interiores, em sua maioria, são pinturas baseadas em maquetes e não deixam nada a desejar quando comparadas às outras baseadas em formas naturais.

O estilo de pintura utilizado para tal foi o Pastel Impressionista, e realmente impressiona! Mas isso teve um altíssimo preço: essa beleza acabou exigindo uma quantidade exagerada de memória RAM e de processamento do console, fatores que já eram bem modestos por si só, e isso acabou refletindo na baixa quantidade de quadros de animação dos sprites dos personagens (que nem de longe eram tão bonitos quanto os cenários), nos efeitos sonoros, e na jogabilidade. As animações in-game acabaram ficando horríveis, os personagens se movem de maneira travada e tão esquisita quanto as FMVs , e as músicas e efeitos sonoros do game, juntamente dos comandos, sofriam de um atraso monstruoso na resposta que acabou detonando com a jogabilidade. O atraso era tão absurdo que defender-se de projéteis utilizando-se do escudo se tornava uma tarefa quase impossível, e para ajudar, os comandos em si eram algo digno de quem nunca programou um game para console caseiro: o tal gamepad opcional do CD-i possuía quatro botões, só dois eram utilizados neste game, e nenhum era para pulo. Quer pular? Coloque para cima no direcional, pois os outros botões são para ataque e menu/usar item, uma das combinações de botões mais sem sentido que eu já presenciei.

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Admito, o conjunto até possui uma ou outra boa peça, mas é extremamente mal montado e não funciona, e isso fez com que Link: The Faces of Evil se tornasse um game massacrado pela crítica especializada e detestado incondicionalmente por fãs do mundo todo, algo que a Nintendo jamais imaginaria ser possível acontecer com os personagens desta que é uma de suas principais franquias.  Eu mesmo o considero este game uma ofensa, uma brincadeira de mau gosto, uma tralha daquelas que só aparecem quando muita coisa conspira cosmicamente pra tudo dar errado, mas a Animation Magic, aparentemente nem ligando para a opinião alheia, tratou de lançar menos de um ano depois, a continuação direta em todos os sentidos deste primeiro jogo, Zelda: The Wand of Gamelon. Mas chega de tralha por hoje, este fica pra outro dia, pois para este fã do Herói da Coragem que vos escreve, por hora já deu!

Continua…


Sobre Sabat

Editor Chefe do RetroPlayers, Redator e Editor nos Livros e Revistas WarpZone, Podcaster e editor de áudio, Saudosista, e Analista de Informática porque algo tem que dar dinheiro né!

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  • Jeff Sousa

    Uma coisa curiosa é que nesse jogo, não tem Rupees e sim Rubies, pois a Philips não tinha direito sobre as séries em si, somente dos personagens…

    • Rapaz, os pergaminhos com desenho de Triforce Azul que só servem para marcar o fim das fazes? Não vi em momento algum o nome TRIFORCE relativo a eles…

  • VK

    Excelente matéria, parabéns novamente a Retro Players por nos trazer matérias interessantes do mundo retro gamer, porém o Philips CD-i nunca foi um console, e nem era esse o propósito dele.

    A ideia do CD-i era para ser o nosso “Pré-DVD Player”, só que muito melhor, pois a ideia dele era trazer mais interatividade para vários tipos de software, como desenhos interativos para as crianças, video aulas interativas para ajudar os adolescentes a estudarem, jogos, documentários interativos(ex: titanic exploration*muito bom), karaoke, conexão a internet(início da era da world wide web/e-mails/1995), e também filmes/shows com menu e material extra assim como no dvd, fora que a caixinha sempre vinha com um digi-pack muito legal.

    O som do sistema já era estéreo e a qualidade muito boa comparada com os consoles da época, mas como já disse, não pode haver a comparação do CD-i com um console. O único motivo dessa comparação foi essa loucura que a Nintendo fez de “liberar” a licença de fortes personagens como Link, Zelda e Mario para a Philips Media, ou seja, eles confiaram em pessoas que nem estavam focando em jogos, o resultado disso foram jogos extremamente “exóticos”, e que não pode nem haver comparação com os da série Nintendo.

    Resumindo: 1 – Em termos de jogos, o forte do Philips CD-i são os Point and Click Adventures, joguem Lost Eden, Myst, ou Burn Cycle, são games fantásticos com gráficos pré-renderizados da era CD/16-bits e também estão disponíveis para MS-DOS/Win9X.

    2 – Zelda’s Adventure, o mais raro Zelda para cd-i é um game com cenário/background excelente e dificuldade de nível difícil, porém todo o resto é estranho, parece um game inacabado.

    3 – Link the faces of evil e Zelda the wand of gamelon, são jogos muito bons, difíceis, mesmo com o fato de ter uma trilha sonora totalmente diferente dos clássicos da Nintendo e FMVs desenhados de maneira esquisita, porém eles carregam um nome que os fãs já esperam muito do game, “Zelda”. O CD-i também não ajuda em termos de fps, joystick ou quantidade máxima de sprites na tela, pois não foi projetado para isso, mas tenho certeza de que se esses jogos não estivessem carregando um nome tão forte quanto “Zelda”, eles não seriam tão criticados e seriam dois dos melhores jogos do CD-i.

    O fato do sistema não ter tido continuação foi devido ao alto preço e baixa procura pelo sistema, pois perdeu muito espaço para os PCs e Laserdiscs.

    • Opa VK, beleza? ^^ Valeu pelo complemento ^^

      Eu ainda vou entrar no mérito dos outros games do sistema com o logomarca Nintendo kk pode aguardar ^^ E concordo com o que dizes sobre o CDi não ser de fato um console, tanto que deixei bem claro que ele foi idealizado para competir com os PCs da época no quesito multimídia. Só que discordo quando vc diz que os jogos são bons né ^^ Não, nem se eles se chamassem “Marquinhos no mundo da aventura” e “Marquinhos no mundo de Gamelon” eles seriam bons, só seriam bonitos. Talvez se eles tivessem saído em um console de verdade, tipo um 3Do da vida, ai quem sabe eles seriam diferentes o suficiente para pelo menos não serem tão ruins. Mas saíram no CDi, e sofreram com isso. O melhorzinho é pasmem, o do Mario (graças à simplicidade), que eu citarei no próximo texto.
      E o console durou bem viu ^^ sua produção perdurou por 7 anos! É bastante ^^

  • Ivo

    Bela matéria Sabat, não conhecia essa tranqueira O_o. Que animações são aquelas? Socorroooo! Posso dizer que esse é o pai do 3DO? Hahahahahaha! Ou avô?

    Mas o que mais me chamou atenção foi um controle remoto de fio. Sério? Queria conhecer alguém que comprou isso… meus dias me xingando por comprar o 3DO iriam acabar para sempre.

    Parabéns Sabat! Adorei a matéria.

    • Pois é maninho ^^ o negócio era triste viu kkkk E sim, era um controle remoto com fio, se o cara quisesse um gamepad, tinha que comprar separado kk

  • Visionnaire

    Esse jogo realmente merece a fama que tem. Ele é para Série Zelda o que o Metal Gear de NES foi para a Série Metal Gear, ou seja, uma vergonha alheia.
    Os cenários realmente são belos, muito caprichados para a época, pena que o resto é totalmente nonsense.

    • Hideo Kojima costuma meter o pau na sua própria obra kkkk ele diz detestar o Metal Gear de NES… eu acho que é média dele, mas beleza né kkkk Sinceramente, eu joguei, e é melhor, mas MUITO melhor do que esses jogos pra CDi.

  • Cadu

    Ô Sabat, esse jogo tem um erro… chamaram o Zelda de Link no título dele, isso tá errado, não tá? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Mano, nota 35 pra um Zelda, nunca imaginei que veria isso. Mas pelo que percebi, esse tróço merecia até menos mesmo.
    A comparação com Discovery Kids me dá até medo, aquele canal derrete o cérebro das crianças. Pelo visto esse jogo também…
    Se o jogo era lento pq os gráficos consumiam demais, então achamos o culpado por essa geração só ligar pra gráficos e não pra jogabilidade: foi o CDi!!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Agora curioso a Nintendo ter perdido essa disputa judicial. Eu não conhecia essa história toda, confesso, nunca dei a menor trela pro CD-i, nunca lembro que ele existiu um dia.
    Não sabia das especificações técnicas do console, tem certeza que ele não foi feito pelas Organizações Tabajara?
    Chega, chega de zoar, vc já deve ter tido um treco na hora de jogar isso, outro na hora de escrever e agora deve estar tendo outro enquanto lê meu comentário! kkkkkk

  • Eduardo Tathy

    Poxa…n joguei, mas vou tentar baixar pra ver..Mas assim, deve valer a pena por questão de curiosidade…nem parece ser tão bizarro assim.

    • mas é kkk se prepare XD