Retro Fast: Qual foi a revista sobre Videogames que mais marcou sua vida?


Aconteceu com todo marmanjo que um dia segurou um controle de videogames, sem exceção. E lá era que esses marmanjos conseguiam as informações pseudo-quentinhas  vindas direto do estrangeiro, tudo em primeira mão! Era lá que conhecíamos o que viria pela frente, o que já estava aí, e o que saía de moda, e o melhor de tudo é que isso custava bem baratinho… a não ser que a gente quisesse todas!

Sim, meus caros amigos retroaventureiros, aconteceu com a gente sem dúvida, e muitas vezes: todos nós já  fomos fissurados em comprar as saudosas e queridas Revistas Especializadas em Videogames, sem dúvida a coisa mais nostálgica que existe em termos de mídia sobre o universo gamístico. Ouve épocas  no Brasil em que a popularidade deste segmento era absurdamente alta, e por isso a variedade delas nas bancas chegava a torturar o nosso bolso! Eram tantas revistas que as vezes não dava pra comprar todas nem com o dinheiro da mesada e da merenda não comida somados, e quando isso acontecia, o jeito era escolher aquela que a gente mais gostava de todas para gastar nossas moedinhas. E é daí que vem a pergunta para esta nova edição do RetroFast: quais eram as nossas revistas preferidas, aquela que a gente mais gostava de levar pro banheiro na hora do aperto?

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Eu era um adepto declarado das clássicas revistas sobre videogames, e comprava tudo e todas que apareciam nas bancas desde o dia em que adquiri o meu  primeiro exemplar de uma publicação impressa deste segmento: a revista “A Semana em Ação – Especial Games”, um exemplar especial da há muito extinta revista A Semana em Ação que fez tanto sucesso que logo depois deu origem a revista Ação Games. Inesquecível no segmento foi a última que eu colecionei, a Players, com seus detonados enormes e cheios de diálogos traduzidos para que a gente entendesse as histórias por de trás dos jogos, e suas resenhas profissionais como as de nenhuma outra da época. Porém a revista que mais marcou minha vida foi a que eu comprei por mais tempo, a que me mostrou inúmeros grandes clássicos de meu console da época, e que me fez arrancar os cabelos de raiva quando presenciei a fusão com a sua co-irmã: a revista que mais me marcou foi a SUPERGAME! Esta foi a que eu tinha todas, a que eu não perdia uma edição sequer, a que eu nunca emprestava exemplar nenhum pra ninguém! Ô saudade…

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Não tem como ser outra: Super Game Power.
A Ação Games era legal, mas a SGP TINHA A MARJORIE!!! Hahaha por mais que agora sabemos que foi um marmanjão escrevendo por trás daquelas curvas loiras, éramos pré adolescentes (no meu caso, os outros velhos do site já eram grandinhos) e uma “mulher gamer” era um sonho, e ela estava ali, escrevendo para você! Tinha que falar sobre matérias, ou alguma outra coisa? A Marjorie já era mais que suficiente para fazer eu escolher essa revista!

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Falar sobre revistas de videogames é falar sobre o hábito da leitura na minha vida. Quando comentaram sobre esse FAST, a palavra “leitura” abriu uma vertente enorme  para escrever um belo texto sobre esse assunto. Afinal, foi através de revistas de games que descobri a leitura! Mas isso é assunto para outro FAST e o que estamos nesse momento discutindo é: Qual revista de videogame marcou sua vida? A revista que marcou minha vida sem dúvida foi a SuperGamePower, apesar de acompanhar todas as outras. A SuperGamePower foi e sempre será a minha predileta. Com personagens lendários que analisavam os jogos de acordo com estilo (O Chefe, Marjorie Bros , Baby Betinho, Marcelo Kamikaze, Lord Mathias, Akira e BillGames). Sempre possuía brindes, notícias exclusivas, textos divertidos e capas que enchiam nossos olhos nas bancas todos os meses (quem não lembra da capa do Hulk e do Haohmaru?). E os detonados? E as reportagens sobre a E3 (não tínhamos internet naquela época)? E as cartas dos leitores? E os desenhos que enviavam? São tantas coisas que nos fazem sentir esse sentimento chamado “saudade“. Então fica minha opinião registrada: SuperGamePower foi a revista que me marcou. Fico por aqui pessoal, quem quiser conversar sobre revistas no Retroplayers, a discussão está aberta!

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Acompanhei muitas revistas, mas nenhuma me trouxe tanta diversão quanto a Super Game Power. Passei dias lendo e relendo a matéria de Ocarina of Time, e muitos outros babando pelo Resident Evil 4 e pelas prévias do Metal Gear Solid 3 (pra quem não sabe, essa revista durou até 2005!). Eu sempre gostei muito das capas, que sempre traziam desenhos de altíssima qualidade. Até hoje tenho o calendário do ano de 1999 da Marjorie Bros, rs…

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Minha revista favorita, acho que todos que leem meus textos devem saber qual é. A revista VideoGame de número 2, com o Mega Man e seu amigo Rush na capa. Lembro que tinha ido no mercado para minha mãe e passei em frente a banca e então vi algo que não esperava. Uma revista que falava do meu maior amor, o videogame. Até então, era bem o início da geração 8 bits e onde tudo começou para mim, então eu achava que só eu, meu primo e alguns poucos gostavam, e ver uma revista só desse assunto, simplesmente era incrível, foi como ver aquilo que você tanto adora ganhar o respeito que merece.
A revista ainda naquele papel grosso, tipo sulfite mostrava como era artesanal e feito com paixão. Era incrível poder ver aqueles games que eu ainda nem sabia que existia. Ver todas aquelas fotos… Eu simplesmente decorei tudo! E ainda por cima, a revista tinha meu game favorito na capa e uma matéria muito legal, mostrando foto por foto, tudo no jogo. O que me ajudou a imaginar o jogo por muito tempo até eu finalmente poder jogá-lo.
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Eu gostava de todas, mas a primeira que comprei marcou mais, sem dúvida. Foi logo quando eu e meus irmãos ganhamos o Bit System. Era a única revista que eu conhecia na época, a VideoGame. Eu sempre achava os textos desta revista menos técnico que na Ação Games e por isso me identificava com ela. Me lembro que a primeira edição que comprei foi a de nº 3, com Dragon’s Lair na capa. Como eu não podia comprar jogos com regularidade, ficava lendo e relendo a mesma revista várias vezes até a chegada da próxima edição. Eu viajava nas fotos e textos expostos em cada uma delas. Passei a comprar todas e tive bastante exemplares desta.
Apenas para citar, mais tarde, conheci a Supergame, que era especializada em Sega, depois veio a GamePower, trazendo conteúdo Nintendo. Mais tarde estas duas se tornaram a Super Game Power, e desta tive a completa coleção. Pena eu não possuir mais nenhuma delas, que se perderam com o tempo. Uma pena mesmo!!

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Bem, é difícil falar somente uma que mais marcou! Cada revista tinha seu estilo na época, então não pensem que as revistas mais clássicas como Video Game, SuperGame, GamePower entre outras não marcaram minha infância gamística! Praticamente todas me marcaram profundamente, mas contece que foi num passado tão distante que hoje eu não consigo mais separar minhas preferências.
Porém, eu não consigo me esquecer de quando peguei em mãos a minha primeira “revista” que foi a Guia Games. Essa que até hoje possuo intacta em mãos, já me ajudou e continua me ajudando a desbravar jogos que ainda não terminei!

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Apesar de minha vida gamer se resumir a Super Game Power, a revista que mais me marcou foi a Ação Games. Pelo simples motivo: ela foi a primeira revista que mamãe comprou pra mim! Consigo lembrar até a ocasião. Eu, como muitos sabem, era fanático pelo Master System, mas um jogo me deixou totalmente travado: Mortal Kombat 2. Joguei loucamente, mas não conseguia derrotar o Kintaro de forma alguma. Então no sábado, dia que aconteceu a festinha em comemoração ao meu aniversário (que havia sido durante a semana), eu estava novamente jogando quando uma babá de uma garotinha que estava lá me viu jogar, sentou do meu lado e perguntou se eu já tinha zerado o jogo. Eu disse que não, aí ela falou: “Compra a revista Ação Games, a que tá na banca tá falando desse jogo. Porque você não pede pra sua mãe? Eu zerei o jogo assim.” Meus olhinhos brilharam por aquela garota que conhecia o que eu estava jogando e disse que havia zerado o jogo. Mas quem acha que eu me apaixonei por ela? Nada disso, nem quis saber de uma possível paixão platônica. Meu próximo alvo era a revista, necessitava daquela revista, era questão de vida ou morte. E enfim, no dia seguinte perturbei tanto minha mãe que ela foi lá e comprou minha primeira revista, a mais marcante de todas!

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Esses foram os relatos da equipe Retroplayers sobre as revistas mais marcantes da trajetória gamer de cada um dos integrantes,  mas e você, caro amigo retro-aventureiro? Qual é a sua Revista de Videogame preferida de todos os tempos?

Continua…


Sobre Sabat

Dono, Chefe, Gerente, Cara da Xérox e Tia do Café do RetroPlayers! Meu negócio? Falar sobre games. Como? Escrevendo meus trabalhos, gravando minha voz horrível, ou filmando minhas humildes proezas! Onde? Aqui, ali, ou onde quer que me chamem!
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