Retro Especial Revistas do meu Brasil #1: Ação Games

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Aconteceu comigo e sem dúvida com você também, caro leitor do Retroplayers: em um momento de nossas vidas começamos a nossa jornada pelo mundo dos games e, durante esta jornada, lemos e amamos alguma revista de videogames em especial. Ir à banca todo começo de mês e comprá-la era um ritual habitual. Ler as suas dicas, novidades, mandar cartas, trocar informações, fazer um desenho e enviá-lo para a seção do leitor, procurar lançamentos e  informações sobre seu jogo predileto fez e faz parte de nós retrogamers. E é por isso que desde que entrei no Retroplayers venho pensando em escrever algo sobre esses nossos amores que fizeram “época” no Brasil – as primeiras revistas de games.

Banca RetroplayersMas falar sobre revistas de games antigas não é apenas falar sobre um monte de páginas, capas, matérias, dicas e notícias. É falar sobre a história dos games no Brasil, e digo mais, essas revistas foram a iniciação de leitura de muitas pessoas, iniciação na busca de informações, ajudando na formação de análise crítica, na expressão de opinião etc, exercendo até influência na decisão sobre a escolha profissional de alguns e principalmente EM FAZER VOCÊ GOSTAR muito mais de jogar videogame.

Eis que estou aqui com o desafio de falar sobre as principais revistas antigas de games que fizeram história no Brasil: Ação Games, GamePower, SuperGame, SuperGamePower e Videogame. Um desafio e tanto né, pessoal?! Vale lembrar que já tivemos várias reportagens sobre o assunto, inclusive da Uol Jogos, mas achei que faltou um pouquinho de “aproximação” em certos assuntos que todos nós passamos naquela época, e é isso que vou tentar contar aqui.

A primeira revista escolhida foi a nossa querida Ação Games e não poderia ser outra, afinal, ela foi a primeira publicação mensal sobre games que tivemos no Brasil. Mas antes de começar a falar dela tenho que começar falando da época, de como as coisas funcionavam e por que as revistas de videogames surgiram e explodiram com os gamers brasileiros.

Venha comigo, galera! Vai ser um grande desafio, mas tenho certeza de que iremos nos lembrar de muitos bons momentos e nos divertir bastante.

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As décadas de 80 e 90 foram sem dúvida épocas de ouro na questão de entretenimento. TV, música, rádio, eventos, filmes, quadrinhos, esportes etc, estavam transbordando em todos os lugares e o mercado editorial brasileiro se agitava e crescia com tudo isso. Engraçado que não havia computadores, internet e muito menos a facilidade de conseguir informações como hoje. Na verdade, só ouvir simplesmente a palavra “computador” já assustava as pessoas.

E foi nesse contexto, sem computadores (que logo iriam chegar) e com a utilização de meios arcaicos de edição que o mercado editorial brasileiro vivia e crescia. Crescia com a criação de revistas temáticas onde se consolidaram algumas gigantes como a Veja, a 4 Rodas, e a Super Interessante. Com esse crescimento ficou clara a existência de um público jovem e consumidor, e assim nasceu um nicho de revistas temáticas para eles. Curiosamente foi com uma delas que o assunto videogame, que vinha crescendo e explodindo em todo Brasil, entrou em pauta em uma revista.

A SEMANA EM AÇÃO era o nome dessa revista, que foi lançada em agosto de 1990 pela Editora Abril e tinha como diretor de redação o Marcelo Duarte. A SEMANA EM AÇÃO falava sobre Fórmula 1, esportes radicais, mulheres, eventos, lazer, uma pequena cobertura sobre futebol e outros assuntos diversos, só que mesmo sendo distribuída em todo o Brasil, a variedade de assuntos da revista não se mostrava suficiente para cativar o público. Heis então que no meio de algumas edições, o assunto “videogames” fora comentado, e teve mais retorno que o restante todo dos assuntos da revista.

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A Semana em Ação: uma revista que não durou muito, mas deu origem à Ação games

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Não foi por acaso que esse retorno tenha acontecido no finalzinho dos anos 80, época da explosão da TecToy no Brasil com seu Master System e logo depois, da chegada do Mega Drive aos lares brasileiros, abalando os pilares da história dos videogames no país.

Editores Ação Games

Da direita para a esquerda: Marcelo Duarte, Paulo Montoiaque viria mais tarde a ser o diretor executivo da revista,  e Regina Gianetti.

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Foi então que o diretor de redação Marcelo Duarte percebeu a falta de informações sobre o tema no mercado editorial, e convidou Regina Gianetti, que era repórter de uma revista de comunicação (lembrem-se desse nome, galera! Uma mulher ajudou muito o mundo dos games no Brasil), para lançar duas edições especiais da revista sob o título de A SEMANA EM AÇÃO: ESPECIAL GAMES. A primeira edição foi lançada em Dezembro de 1990 e a outra em Março de 1991 e o sucesso delas foi enorme. Só que isso não convenceu a Abril de que a revista poderia gerar lucros, e a A Semana em Ação acabou por ser descontinuada em Abril de 1991, um mês apenas após o lançamento da segunda edição especial Games. Mas nada estava perdido: a Editora Azul, subsidiária da editora ABRIL, havia percebido o sucesso das edições tematizadas em videogames da finada revista, e acabou por comprar os direitos da publicação. O nome foi encurtado, pois uma pesquisa revelou que os jovens que haviam comprado a edição especial a chamavam apenas de Ação Games, pois eram as palavras que vinham estampadas em letras garrafais na capa, e assim, apenas um mês depois, surgia nas bancas a REVISTA AÇÃO GAMES, a primeira publicação mensal sobre games do Brasil.

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As duas edições da revista A Semana em Ação Especial: Games.

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A primeira edição possuía um formato diferenciado das outras revistas da época. Ela era maior e mais colorida, justamente para chamar a atenção do público. O tema da primeira edição era nada menos que o super lançamento do clássico Castle Of Illusion starring Mickey Mouse do Mega Drive, e também vinha estampada na capa a notícia de que o Super Famicom estava chegando, isso tudo além de estratégias para detonar Tartarugas Ninjas 2 de NES, ESWAT de Master System e The Revenge of Shinobi de Mega Drive. Essa primeira edição foi um sucesso estrondoso e vendeu toda a tiragem na época. A editora Azul ficou surpresa com tamanha repercussão e logo pediu para que começassem a preparar as edições seguintes. Mas existiam muitos desafios nessa época para quem trabalhava na AÇÃO GAMES.

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Naquela época não havia captura de imagens pelo computador, então e você sabe como eram feitas as imagens da AÇÃO GAMES? Tudo em uma sala escura com uma “TV-Tubão” ligada a um videocassete. O videocassete gravava a jogatina do jogador ou dos jogadores – no caso os editores na época – que pausavam as melhores partes para anotar tudo e deixar o fotógrafo tirar as fotos, criando assim as imagens que iriam ser colocadas na revista.

Ivan Cordon Outro desafio foi que os editores começaram a perceber que escrever era uma coisa, já fechar os games era outra completamente diferente! Como bem sabemos, os jogos naquela época já começavam a ficar um pouco mais fáceis, mas ainda eram sim muito difíceis. Fechá-los era o fator principal das reportagens nas revistas (para os famosos “detonados”), e o problema era todo dos redatores que, em poucas palavras, não tinham habilidade para isso, e assim surgiu a necessidade de chamar para trabalhar na revista pessoas que possuíssem mais facilidade na hora de terminar os jogos. Com isso surgiram os “pilotos”, a profissão dos sonhos de 11 entre cada 10 jovens da década de 90, e um dos primeiros pilotos do Brasil foi o Ivan Cordon, que obviamente era um garoto na época e foi convidado para a função devido a sua habilidade em jogar e fechar jogos em locadoras. Ivan também mostrou os caminhos das pedras para os editores ou mais especificamente, onde encontrar os games (as melhores locadoras), quais eram os jogos que a galera queria encontrar como tema de suas matérias, dicas que somente quem realmente jogava sabia, e principalmente como fechar um jogo, afinal, era isso que todos queriam saber. E como já disse, isso era o sonho de qualquer um que lia as revistas da época: trabalhar jogando videogame. Vai dizer que você nunca sonhou com isso?

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Mas onde os editores buscavam certas informações sobre jogos, lançamentos e dicas? Essa era uma questão que ficou por muito tempo na cabeça de quem lia a AÇÃO GAMES. Tudo bem que eles tinham os pilotos que detonavam os games e passavam muitas informações. Mas e os jogos que só eram lançados no Japão e EUA? E aquelas fotos exclusivas de consoles e acessórios que só existiam no exterior? De onde vinha tudo isso se não existia a internet?

Eis a resposta: – Revistas de videogame estrangeiras como a GAMEPRO, EGM e FAMITSU.

Revistas Estrangeiras Ação Games

A AÇÃO GAMES era uma revista que não possuía nenhuma parceria com revistas estrangeiras (ao contrário da Super Game Power), então, buscar essas informações era uma parte constante na criação das matérias.

O próprio Paulo Montoia contou que visitava o bairro da Liberdade em São Paulo para buscar revistas japonesas como a FAMISTSU, e depois pedia ao seu professor de japonês da USP que o ajudasse a traduzi-la para assim, ficar por dentro de todas as informações e novidades. Vale lembrar que o Japão era o país do videogame naquela época e por isso, se você queria saber algo em primeira mão, era só ficar ligado nas notícias da terra do sol nascente.

Produtoras de games gigantescas como Nintendo, Konami e Capcom nasceram no Japão, sem contar que qualquer tecnologia ou maluquice do mundo dos games aparecia primeiro por lá. Então vamos dizer que o “pote de ouro” das informações eram as revistas japonesas.

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Meu primeiro contato com a AÇÃO GAMES foi com a Edição Especial nº1 comprada pelo meu irmão e que trazia na capa as Tartarugas Ninjas. Meu irmão tinha um NES e o interesse por esse game e pelo filme era óbvio. Lembro-me que ele jogou muito Tartarugas Ninjas 2 de NES, mas para ser sincero, era euzinho que lia mais aquela revista milhões de vezes, e me lembro até de tê-la pego para copiar os desenhos que vinham nela (desenhei o F16 dessa página aí em baixo, olha que maravilha).

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E foi assim por muito tempo: meu irmão comprava e eu as lia e relia. O tempo foi passando e o fato foi que meu irmão cada vez mais se desinteressava por games enquanto que meu interesse aumentava… Até que chegou um ponto em que o desinteresse dele chegou ao máximo e ele parou de comprar as revistas, e isso foi algo bem chato para mim na época… Sabe como é né, criança sem mesada… Mas o tempo passou, cresci um pouquinho (só um pouquinho, hahahaha!), ganhei meu próprio console, o Master System, e depois de algum tempo comecei a ir sozinho na banca para comprar a AÇÃO GAMES com a grana conseguia recolhendo todo trocadinho e moedinha que sobrava em casa.  

acao_games_25_capaUma das minhas edições prediletas é a nº 25, de Dezembro de 1992 com SONIC e TAILS na capa, falando justamente sobre SONIC 2 para Mega Drive e Master System, que por coincidência eu havia acabado de ganhar.

Preciso dizer que li aquela revista 1 milhão de vezes?! Mas sabe o que era melhor ainda, pessoal? Você comprava a revista com uma determinada capa (nesse caso Sonic 2) e acabava descobrindo uma diversidade de outros jogos. Só para ter uma ideia, nessa edição tinha SEGA e NEC juntas contra a Nintendo, Power Move de SNES, Out Of This World, Battle Clash com a super-bazuca do SNES, Zelda, Carmen Sandiego, Esqueceram de Mim 2, Adventure Island 3, Prince Of Persia, Mortal Kombat e muitas outras coisas. Tenho certeza que você se lembra da sensação de abrir e ver tudo isso em uma revista de games… era de arrepiar, começar a ler e esquecer tudo a sua volta, não era? Por muito tempo fui um leitor assíduo da AÇÃO GAMES, mas o tempo passou e de algum modo fui deixando ela de lado, não por desinteresse em games, mas pelo lançamento da gloriosa SUPERGAMEPOWER, e acredito que foi assim com muita gente que lia a revista.

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Cada um aqui deve ter uma seção que adorava na revista. Na AÇÃO GAMES sem dúvida a minha predileta era “cartas dos leitores”. A revista foi pioneira nessa questão, que muitas vezes continha a solução de dúvidas frequentes da galera que jogava. Lembro-me que foi na edição Nº 25 que vi a sequência final das caixas símbolos do Alex Kidd in Miracle World. E é claro, pessoal, que com tantas edições e anos de publicação, as seções foram mudando ou sendo substituídas. Então vou colocar aqui as principais, que envolviam as primeiras edições da revista e que perseveraram por muito tempo:

S.O.S e CARTAS:

Seção S.O.S era onde os leitores tiravam dúvidas mandando cartas para a redação da AÇÃO GAMES. Como naquela época era difícil achar informações sobre os games, a solução era enviar cartas pedindo dicas e macetes, e esta era uma das minhas seções prediletas pelo fato de trazer sempre as dúvidas que toda galera tinha sobre os jogos. Já a seção Cartas era parecida com a S.O.S, mas a diferença era que o assunto das cartas era mais voltado para depoimentos sobre a revista, broncas, correção de erros e demais coisas. Era uma seção muito legal, justamente porque aproximava o leitor do pessoal que escrevia a revista. E é por isso que nós aqui do RetroPlayers respondemos todos os comentários que você amigo leitor escreve em nossas postagens: queremos que você se sinta próximo, como se estivesse em uma roda de amigos!

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Sessão de cartas: clique para ampliar! O mesmo vale para as próximas

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SHOTS:

Esta era uma seção de informações sobre o mundo dos games. Os assuntos principais eram os lançamentos, eventos, novos acessórios, novas tecnologias, mercado, empresas e o que estava por vir nesse meio. Era uma seção muito legal, me lembro que nela sempre havia algo sobre a Nintendo ou a Sega e o que elas estavam tentando fazer para tomar a liderança no mercado de games.

SHOTS Retroplayers Shots Retroplayers Shots Retroplayers

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GAME OVER:

A seção de recordes da revista. Alguém se lembra dos clássicos recordes de pontuação em games? Quem nunca ficou babando naquelas pontuações de jogos clássicos de Master System, Mega Drive, NES, Super Nintendo e cia?

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LUTA:

Street Fighter sem dúvida é o pai dessa seção, afinal, foi depois dele que começaram a surgir milhares de games nesse estilo.

Luta Retroplayers Luta Retroplayers Luta Retroplayers

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AVENTURA/AÇÂO:

Meu gênero predileto de jogos. Aqui foram divulgados verdadeiros clássicos que vivem até hoje no mundo dos games.

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ESPORTE:

Tênis, futebol, jogos olímpicos, basquete, golf, boxe e muitas outras modalidades pintavam nessa seção. Para a galera amante de esportes, era a seção certa.

Esporte Retroplayers Esporte Retroplayers Esporte Retroplayers

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CORRIDA:

Era a seção para os aficionados por velocidade. Alguns dos jogos de corrida que foram destaque por aqui:

Corrida Retroplayers Corrida Retroplayers Corrida Retroplayers

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TIRO:

Ainda não era a época dos Call Of Duty’s da vida, mas os jogos de tiro eram também a alegria da galera naquela época.

Tiro Retroplayers Tiro Retroplayers Tiro Retroplayers

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DICAS:

A seção que com certeza você adorava: era recheada de códigos, passwords e segredos de jogos. Algumas das dicas que passaram por essa seção:

Dicas Retroplayers Dicas Retroplayers Dicas Retroplayers

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AÇÃO GAMES CLUBE:

Aqui a galera se informava sobre compra de consoles, jogos ou trocas (principalmente de produtos usados).

Clube Retroplayers Clube Retroplayers Clube Retroplayers

BÔNUS 1: EDIÇÕES COM BRINDES:

Quem não gosta de ganhar algum brinde? Eu adorava! E a AÇÃO GAMES sempre trazia algum brinde em suas edições.

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BÔNUS 2: EDIÇÕES ESPECIAIS

A revista sempre fazia muito disso, edições especiais só com dicas, golpes e cia, isso sem contar aquelas edições inesquecíveis por terem alguma notícia ou matéria bombástica. Lembro-me bem de algumas clássicas: uma edição falando da clássica guerra entre Nintendo e Sega, outra com Mortal Kombat 3 e também com uma matéria sobre o Playstation.

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O “começo do fim” da AÇÃO GAMES se deu em meados de 1999, quando a editora Abril incorporou a subsidiária editora Azul que era a responsável pela revista. O que deveria na verdade tornar a revista mais forte, se tornou o pontapé inicial para o fim dela.

Outros três motivos também ajudaram na derrocada da revista. O primeiro foi justamente o desenvolvimento e fortalecimento da internet, o que proporcionou a busca de informações de forma mais rápida e a um custo muito menor, algo que deixou não só a AÇÃO GAMES para trás, mas também as outras revistas do segmento. Outro motivo foi a concorrência, que havia entrado no mercado em grande peso. Revistas como SUPERGAMEPOWER (a fusão matadora da SuperGame com a GamePower), VIDEOGAME e GAMERS de um modo ou de outro tornaram-se melhores que a AÇÃO GAMES e conquistaram o público. E por último, a troca de editores da AÇÃO GAMES, que truxe uma reformulação totalmente equivocada à revista. A ideia dos novos editores era tornar a revista maisteen, mas falharam desastrosamente, inclusive a deixando por muitas vezes com uma temática mais feminina, o que era justamente o contrário do público alvo original.

E sim, vale lembrar que o mercado de games naquela época ainda engatinhava em questão de jogos para o público feminino, e apesar de já existirem muitas mulheres gamers, o mundo dos videogames transbordava testosterona. Com isso, a revista perdeu a “pegada” e também o fôlego, fazendo o público buscar outras revistas para leitura.

Com esses detalhes da perda do público, a publicação se esqueceu de crescer junto com os jogadores. Aquela ideia de dicas, cartas e análises simples já não eram suficientes para o público que cresceu junto com ela (amadureceu), e cada vez mais conhecia o assunto, se envolvia e gostava de opinar e ter opiniões mais concretas do mundo dos games. Resumindo, não bastava informar, tinha que opinar, e competir com a tal da Internet nesse segmento já se tornava algo dificílimo. A revista, depois de um tempo, percebeu esses detalhes e tentou mudar completamente, mas já era tarde demais: o público já tinha criado a ideia de que a revista era desinteressante e com isso, em janeiro de 2002, a Ação Games parou de circular, sendo sua edição final a de nº 171. De acordo com o editorial, ela seria somente lançada em edições especiais.

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Conclusão

A Revista Ação Games foi sem sombra de dúvida um dos principais veículos de divulgação de games e consoles no Brasil. Foi a pioneira, e com suas 171 edições, tratou de fazer parte do nosso cotidiano por muitos e muitos anos sempre gerando muita conversas, ajudando nas jogatinas, criando discussões, histórias e muita diversão, sem contar que iniciou o habito de ler em milhares de crianças. Para muitos foi ou é, ainda hoje, a melhor revista de games no Brasil de todos os tempos, e se realmente não chegou a tanto, é certo que é uma das mais saudosas e memoráveis publicações do mercado editorial brasileiro.

Foi uma pena a vermos definhar até acabar, principalmente devido a tantos fatores provenientes do mundo moderno que foram aparecendo e fazendo frente à revista. Mas é certo que, apesar de tudo, ela ainda vive no coração de muitos, inclusive no meu. 

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Entrevista com Marcelo Duarte, um dos criadores da Revista Ação Games

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Galera, tive a oportunidade de conversar com o Excelentíssimo Senhor Marcelo Duarte a algumas semanas atrás. Ele me recebeu após seu programa de rádio e tivemos um bate papo super descontraído sobre a Ação Games e sua história. Fiz uma pequena entrevista, fiquem com ela e aguardem mais novidades em breve aqui no RetroPlayers sobre ele e a Regina Gianetti, outra peça chave na criação da revista.

Iniciamos o bate papo com algumas risadas e lembranças de bons tempos de vida mais difícil, e então, começamos com as perguntas:

1) Você conhece essa tendência atual de retrogames, e imaginava que ainda existem tantas pessoas que ainda gostam de jogos e consoles antigos?

R: Acabei conhecendo essa tendência quando fui fazer uma reportagem do programa que apresentava sobre games na ESPN, chamado Games Up. Tive a oportunidade de visitar uma loja especializada em games antigos na Santa Efigênia e percebi a grande procura de jogos e consoles antigos.

2) Você, como criador da Ação Games, ainda pensa em um dia voltar a escrever para esse meio?

R: Eu não sou um grande jogador de games, mas fui convidado anos atrás para apresentar o Games Up na ESPN, justamente pelo meu vínculo com a Ação Games no passado. Foi uma experiência muito legal, no qual tínhamos um programa divertido, com reportagens especiais e tudo que ocorria do mundo gamer.

3) Você imaginava que mesmo depois de tantos anos, ainda existissem pessoas que gostam, conversam sobre e admiram o seu trabalho e de outros que se envolveram na Ação Games ?

R: Fiquei muito feliz em saber que existem pessoas que gostam e ainda admiram o trabalho da Ação Games. Apesar de minha história ser curta em relação a revista é muito legal ver e saber de tudo isso.

4) Você ainda tem contato com videogames? Se sim, teria vontade de jogar algum jogo em especial da época em que você trabalhava na Ação Games?

R: Jogo videogames com meus filhos, eles tem inclusive os videogames dessa última geração e o novo FIFA. Gosto de jogar os jogos do Mario da Nintendo. E algum tempo atrás que joguei um game chamado Donkey Kong Jungle Beat, muito divertido. Passávamos horas jogando ele.

6-) Você tem contato com alguém da Ação Games ainda?

R: Olha eu tenho contato com a Regina, principalmente pelo Facebook. Ela é uma grande amiga minha e sem dúvida a grande responsável pela Ação Games.

5) Já aconteceu de você sair em público e alguém falar: – “É o Marcelo Duarte da AÇÃO GAMES!”?

R: Quando acabei indo em alguns eventos de games, em reportagens pela Game Up, algumas pessoas, que na verdade eram os pais que acompanhavam os filhos, me reconheceram e foi uma experiência muito legal.

6) De uns anos para cá, estamos vendo um enxurrada de games REMAKES de clássicos da época da Ação Games. Você acha que isso é uma nova tendência ou apenas uma exploração do mercado?

R: Como disse antes, eu não sou um jogador assíduo, mas meus filhos ainda tem os videogames antigos guardados. Mas é super interessante ver jogos como o Mario dos anos da Ação Games com os gráficos atuais. 

7) O mercado de games foi dominado pela SEGA e NINTENDO por um bom tempo. E uma questão sempre ficou em aberto para nós leitores. Você como editor preferia a Nintendo ou a Sega?

R: Essa parte eu não posso detalhar para vocês devida minha participação curta na Ação Games, mas com certeza a Regina vai responder para vocês em breve.

8) A galera do Retroplayers sempre está falando sobre games, jogos, histórias, revistas etc dessa época mágica em que você participou no mundo dos games. Você teria alguma sugestão para fazermos alguma matéria especial?

R: Espero que em breve que possamos conversa com a Regina também. Seria uma experiência muito legal. Ela com certeza vai lembrar de muitos mais detalhes e contar todas as curiosidades dessa época da Ação Games.

9) Por último, poderia deixar uma mensagem para todos nós fãs de games?
R: Aos amigos RetroPlayers um abração do Marcelo Duarte. 

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E você, leitor? Conte sua história com a Ação Games aqui nos comentários e o que você achava dela!

Espero que tenham gostado da matéria e se tiverem curtido, podem ter certeza que vou continuar a escrever sobre as outras revistas. Grande abraço do Ivo.

E não posso esquecer de dar créditos totais à Cris pela ajuda geral na revisão e elaboração da matéria, Sabat pelas dicas referente a dinâmica do texto e a Marcelo Duarte pela entrevista e conversa. Obrigado a todos vocês.

Fim

Sobre Ivoornelas - Ex Membro

"Amante de Mario Kart, retrogamer assumido, contador de histórias gamers e sonha ter uma lojinha de Games e Retrogames."
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  • Ace Of Spades

    Grande matéria, confesso que quando vi as imagens e li um pouco das matérias tive aquele sentimento da minha infância novamente que eu não sabia nada de games e que eu pagava um pau pro meu irmão jogando (essa parte do meu irmão não mudou muito na verdade…XD), e inclusive até me emocionei, sempre fico emotico com a nostalgia que esses games e essas publicações me causam, eu não sou dos melhores players, mas minha alma e espirito é completamente retrô, pixels nunca serão superados o tempo passa e eles envelhecem com elegância imbatíveis. Me lembro que o meu primeiro contato com revista de games foi precisamente a ação games, creio que a edição número 29 com o Chakan The Forever Man, clássico eterno de Mega Drive, na época tinha apenas um master system e estava com o Atari do meu tio em casa, mas eu pirava nas matérias do Megaman 5, X-men 1 do mega drive e tantos outros, conhecia aquela revista práticamente de cor! Graças a ela tive e chance de desenvolver o meu gosto e senso crítico por games e sempre quis jogar megaman, mais que qualquer um dos jogos que estava naquela revista e até hoje é assim!

    • Ivo

      Obrigado Ace Of Spades. Feliz que tenha tido esse sentimento de trazer aquele sentimento da infância “bom” que está dentro de nós. Eu lembro dessa revista com Chakan na capa, eu tinha ela por sinal. Esse sem dúvida foi um clássico eterno de Mega Drive de leitura minha também =) Eu também não tinha MEGA DRIVE, só jogava SUPER NINTENDO, mas um forma de matar essa vontade de jogar MEGA era pelas revistas. Gente era uma família humilde e ter dois consoles era algo de LUXO na época, mas graças as revista isso tudo melhorou um pouquinho =) E muito obrigado por comentar ACE OF SPADES e não deixe de visitar sempre o site. Em breve mais matérias sobre revistas =)

  • André Luiz

    Acompanhei
    o inicio do fim da revista. Um amigo comprava todos meses (ou assinava,
    não lembro) e a gente lia na casa dele. Era bacana pois cada um era
    fiel a uma revista diferente então o grupinho como um todo tinha acesso a
    todas as revistas da época.

    A Ação Games afundou pois:
    * Não sabiam nada de games. Os detonados eram incompletos, os Reviews eram mal feitos e os Previews não tinham profundidade.
    *
    Se posicionavam como os maiorais. O tal do “Frango” respondia as
    cartas xingando e menosprezando o leitor. Era engraçado , até você
    perceber que utilizavam essa estratégia para fazer chacota com os
    leitores que tentavam avisar os problemas da revista. Não ouviam o
    publico e ainda o zoavam por isso.
    *
    O posicionamento da revista era incorreto. Cismaram de colocar matérias
    inúteis, como o que or atores/artistas jogavam, quais os alimentos para
    comer durante a jogatina, etc… O gamer da época não estava
    interessado nisso.
    *
    Não creio que a internet tenha afetado o publico, pois em 1999 quase
    ninguém tinha internet e a informação na rede era precária.
    Provavelmente aconteceu pois a redação não sabia usar a Internet para
    conseguir material de ponta de fora do país, como faziam as outras
    revistas nacionais.

    Resumindo…
    A Ação Games, no seus últimos anos, era uma revista zoada, mais
    considerada de comédia que de games, feita por quem não sabia bulhufas
    do assunto e seu publico.

    • Rogerio Ap Silva de Andrade

      Fato! Em 1999 a internet já era conhecida, mas poucas pessoas tinham acesso. Os acessos eram discados e pagos e não eram exatamente baratos.

      • Ivo

        Fala André! Beleza? Obrigado por seu comentário. Concordo com a maioria dos seus comentários, mas não devemos levar eles para “toda a vida da Ação Games”, acredita que a maioria dos seus comentários seja no período para o final de vida dela, e infelizmente como comentei no texto, foi uma sucessão de erros e erros.

        Ela teve uma material de alta nível no começo e aceitável até quando ela se fundiu com a Abril, depois disso foi ladeira abaixo, inclusive com isso do Frango que me recusei a falar.

        Sobre a Internet, 1999 e meados de 2000 foi um ano impacto digital tremendo na minha opinião, talvez não tenha levado os leitores a deixarem de comprar revistas (como nos anos seguintes), mas fez o público começar a deixar de ler somente em revistas, gerando assim um desconforto as editoras. Em 1999 eu já acessa o site da Nintendo USA e via reportagens igualzinhas do site na revista.

        De qualquer forma, grande abraço André e continue comentado no site.

      • Renan Medeiros

        eu me lembro que meu computador era um cachote gigante e era um computador pra dividir com a família inteira kkkk,mas a galera não se importava tanto,normalmente so entrava porcausa do MSN,ou pra fazer trabalho

        • Ivo

          Bate Papo da UOL melhor dizendo hahahahaha XD

  • Caraca Ivo, vc tá de parabéns pelo artigo! Ficou fora de série!
    Eu não sabia de tantos detalhes sobre a Ação Games, embora tenha visto um ou outro artigo sobre a revista, especialmente sobre seu começo e seu fim. Muito legal agregar ainda mais conhecimento sobre nossa principal fonte de informação da infância.
    É curioso como eu tenho pouca memória das revistas em si. Sempre que alguém me pergunta qual a revista favorita eu normalmente respondo Supergame que é a que lembro mais e que gostava mais pq era totalmente direcionada pra SEGA, e eu era muito fã da empresa e da TecToy na época, não tinha quase nenhum contato com Nintendo como vc bem sabe de tantas conversas que tivemos… rs
    Agora quando alguém pergunta a minha edição favorita eu fico sem saber o que responder.
    Sobre as seções, puxando pela memória eu lembro que gostava muito da parte de dicas. Mais do que ver novidades, eu era fanático por ver coisas que eram possíveis de se ver e fazer nos jogos. Eu sempre ficava doido querendo descobrir algo e mandar pra revistas publicarem.
    As dos recordes eu nunca mandei nada, mas se vc mexer na caixa de fotos dos meus pais vai encontrar algumas fotos de jogos que eu fiz pra testar (e deixar meus pais doidos comigo de ficar fotografando a TV com jogo! hahuauha). Basicamente Sonic e Streets of Rage, eu sempre fui apaixonado por ambos. Pena que não consegui nenhum Score expressivo pra mandar pra eles, eu iria me orgulhar muito de ver hj em dia meu nome estampado em alguma revista!
    Sonhar em trabalhar com games? Sonho até hj! E ainda acho que vou conseguir um dia, mas não como “piloto”! Enquanto isso não chega, continuo meu trabalho aqui no RP com vc e toda equipe, isso a gente faz com o coração e a gente sabe o valor de cada comentário que a gente recebe, vc mencionou bem pq a gente sempre responde comentários (e isso também explica pq a gente comenta os artigos dos outros colaboradores). De alguma forma essas coisas nos lembram aquela época mágica das revistas.
    Uma pena que essa era foi extinta, mas eu fui um dos que rapidamente migraram pra Internet por sua facilidade de informações e custo “zero” (aspas pq a gente paga pra ter acesso né?). O fato de sempre curtir tecnologia praticamente me empurrou pra Internet pela novidade também. Então acabei não vendo esse fim da Ação Games e não senti falta na época, mas agora fica aquele sentimento nostálgico as vezes até preferindo que voltassem. Capaz de eu abrir a carteira se a Ação Games voltasse um dia, ainda mais se fosse focada em jogos daquela época de ouro dos games.
    Ufa, é isso, no próximo artigo de revistas eu juro que o comentário será menor, já adiantei bastante coisa aqui! kkkkkk
    Mais uma vez parabéns pelo artigo, Ivo. Ficou sensacional. Inclusive a entrevista ficou bacana demais, mal vejo a hora de ver o que mais vem por aí, ou melhor, que vc tá preparando pro futuro. Se entendi bem com o Marcelo Duarte e a Regina Gianetti. Já tô ansioso!
    Sensacional!

    • Ivo

      Nossa mãe do céu Cadu! Hahahahaha XD que comentário! Mas tudo que você comentou foi shows Cadu. Eu acompanhei a Ação Games em partes, no começo, bastante no meio e praticamente no fim. Me lembro de ter ficado triste com o fim dela.

      Eu também segui para a Internet logo quando ela chegou, fui um dos primeiros a utilizar esse meio e jamais imaginei o efeito que ela iria fazer em revistas, talvez se soubesse eu usasse menos né?!

      Se pudesse voltar no tempo e te mostrar a Ação Games, com certeza você iria ter ela como predileta. Porque? Ela falava muito de Sonic, Sega e Tectoy. Era praticamente um ritual, ela dava muita importância também para perguntas dos leitores na seção de cartas, sobre as dúvidas de Sonic e cia.

      Eu sei disso porque era um que ficava fuçando a revista para ter dicas de Sonic e tudo mais.

      Sobre os recordes, eu tinha vários, mas nunca mandei >.< deveria ter mandado. Eu iria olhar hoje e dizer! Nossssssaaa! Igual a história do Wave Race que contei para vocês essa semana hahahahaha XD

      Eu gostaria muito que ela voltasse, eu ainda sou do tipo de pessoa que gosta de abrir uma revista e ler, e isso não é coisa de idade. Eu gosto de ler! Mas quem sabe sua ideia não seja lida aqui? Hahahahaha XD

      Valeu pelo comentário e em breve mais novidades chegando aê.
      Abração. Ivo.

  • Algumas coisas que eu posso dizer por experiência própria: na época, eu adorava a revista Videogame, que para mim, sempre foi a grande referência no assunto revistas de games, e a minha outra favorita era a SuperGame. A Ação games começou bem, mas com o passar dos anos, principalmente com a chegada da geração 32 bits de consoles, fomos percebendo que a galera da redação foi se perdendo. O grande marco disso para mim, foi a nota 9 que eles deram para Castlevania 64 kkkk Pois é, deram nota 9 kkkkkkk Ali eu pensei OPA, PÉRA LÁ, TEM COISA ERRADA AÍ!

    Foi quando eu decidi parar de comprar a revista. As matérias que vinham escritas nela não tinham mais a mesma credibilidade, reportagens vinham atrasadas em relação às outras, e aquela porcaria daquele Frango, que uma hora passou a responder as cartas, tratou de por um ponto final ao meu respeito pela revista. Acho que o Frango foi uma tentativa de fazer humor na revista, e até deu certo de início, muita gente achava engraçado as respostas, mas em pouco tempo tornou-se uma coisa forçada, e assuntos sérios (sim, videogame já é coisa séria) eram tratados com gozação e até ofensas. Logo todo mundo odiava o Frango, e é por isso que hoje quase ninguém mais se lembra daquilo, diferente dos personagens da Super Game Power por exemplo, que todos se lembram com saudade. Ah, e eu não gostava da SGP não, de jeito nenhum… Depois que que a SG fundiu com a GP pra virar SSJ3, ops SGP, eu parei de comprar ^^

    • Ivo

      Fala Boss! Videogame era uma revista de respeito e qualidade incrível. Tenho uma clássica na mente, mas era da geração um pouco pós SNES. Era a capa do Fatal Fury 3 de NeoGeo, qualidade dela era impecável.

      A minha predileta era a SuperGamePower, ela era mais descontraída e isso me chamava atenção. Adorava aqueles personagens e eles comentado de cada jogo.

      Agora isso do FRANGO foi algo que acabei lembrando quando vocês comentaram, porque simplesmente ignoro como algo da Ação Games. Isso foi uma idéia patética de criar humor dentro da revista e passou a ser algo de falta de respeito. E principalmente em uma seção que era ainda super utilizada na Ação Games, que era de cartas.

      SGP era muito legal Sabat =) Aquela primeira edição com o HULK na capa foi mágica.

      Valeu por comentar Sabat e depois vou te mandar flores beleza? Hahahhahaha XD Abraço e obrigado pela força.

  • Rogerio Ap Silva de Andrade

    Que ótima matéria, mas há uma coisa que eu acho que contribuiu também para o fim da revista foi justamente quando ela adotou uma linha editorial mais sarcástica e irreverente e menos informativa, num esforço de tentar se diferenciar dos concorrentes…… chegando ao ponto de responder cartas dos leitores com palavras ofensivas. Isso foi uma pena, pois a revista era bastante informativa e tinha uma linguagem que agradava aos leitores, mas quando passaram à ser gerenciados diretamente pela Abril perderam isso, as demais revistas continuaram mantendo sua linha informativa e detalhista, acompanhando o crescimento e o amadurecimento do público…. a Ação Games cavou a própria cova

    • Ivo

      Fala Rogério, valeu por comentar. Verdade isso que digo, mas acho que nem sarcástica ficou, ali foi uma falta de respeito mesmo. Como você disse, foi uma pena mesmo, ela talvez não tivesse a força que tinha nos anos anteriores, mas ainda tinha respeito dos leitores e isso tudo acabou quando começou esse lado “irreverente”. Mas como você mesmo disse, ela cavou sua própria cova. Valeu por comentar Rogério e continue visitando o site. Grande Abraço.

  • Ivan Cordon

    Obrigado pela lembraça ^^

    • Ivo

      Fala Ivan Cordon! Poxa, fiquei realmente feliz por você ter postado aqui o comentário, obrigado você pelo comentário. E qualquer coisa estamos a disposição. Grande Abraço Ivo de todos e da equipe Retroplayers.

  • Sir Kao

    Ivo, que baita matéria! Eu estou dopado de nostalgia aqui.

    Eu tive a essa edição da Semana em Ação com o Rafael na capa, e juro que sempre achei que era a própria Ação Games. Parabéns, você desembaçou esse pedaço da minha memória.

    Sobre o fato do estímulo à leitura, realmente: hoje sou um leitor assíduo graças aos aos livros, HQs e revistas que fizeram parte da minha juventude, e a Ação Games foi fundamental nesse papel. Acredito que hoje faltam estímulos desse tipo aos jovens, que estão imersos no mar de “facilidades” que a internet proporciona, deixando de lado valores tão importantes como a leitura e a escrita (é só olhar para os últimos resultados do ENEM, e veremos que não é exagero).

    Continue escrevendo, ok? =)

    • Ivo

      Fala Kao! Obrigado pelo comentário! São esses comentários que nos fazem ter combustível para continuar escreve.

      Sério que teve? Isso é item de luxo hoje hein! De achar aê na sua casa, ela vale uns 300 reais! Hahahahahaha XD

      Eu também sou um leitor assíduo, gostaria de ser muito mais, mas devido ao clássico “tempo” no dias de hoje tenho lido menos. Mas você pedir para ler um matéria ou ver ela no Youtube, prefiro 1000x ler.

      É bem que você disso, hoje os jovens estão imersos na facilidade e tudo instântaneo e isso tem prejudicado muito esse hábito de escrever ler.
      Você pode ver que meus textos são grandes, faço questão de ser assim, por mais que cada vez menos pessoas possam curtir algo assim.

      Mas é ago que continuarei fazendo e escreve.

      Valeu por comentar Kao. Grande Abraço

  • ElfoGamer

    Boas lembranças dessa época…
    Não lembro qual foi a primeira Ação Games que comprei, mas tenho certeza que não foi a Nº 1 ^^ Gostava mais da Super Game Power e da Gamers, então comprava mais essas outras revistas. Para mim, os melhores detonados eram os da Gamers.
    Acho que o principal fator para o fim da Ação Games foi a mudança para um estilo mais humorado e sem levar muito a sério o assunto.
    Ainda tenho muitas revistas antigas de games guardadas e, de vez em quando, dou uma olhada para relembrar os bons momentos da época…
    Uma revista que me lembro bem e tenho até hoje é uma que comprei num sebo perto de casa. A revista esta sem capa, mas lembro que tinha o Sonic em destaque e acho que é uma Ação Games.

    • Ivo

      Fala ElfoGamer! Muito obrigado pelo seu comentário.

      Cara, eu gostava mais da SuperGamePower também, apesar de muitos irem contra ela. Já a Gamers eu via como uma revista para ler quando naquele período fora da SGP não era lançada, mas comprei muito ela também.

      Algum tempo atrás eu ganhei diversas revistas antigas de um amigo, inclusive várias Ação Games.

      Se puder, manda foto da revista e posta aqui que vamos descobrir qual seria ela. =)

      Novamente, valeu por comentar e continue visitando o site. Grande Abraço Elfo.

      • ElfoGamer

        Descobri qual é a revista sem capa que tenho. Não é Ação Games, é a Supergame Nº 1 🙂
        Lembro que comprava a SuperGame, pois tive o Master System e o Mega Drive e, na época, não conhecia a Game Power, então quando apareceu a Super Game Power, achava que era a nova Super Game e não a união das duas. ^^

        • Ivo

          Maneiro ElfoGamer! Eu tive a GAME POWER N1 com aquela capa do Blanka. Comprei ela por causa dos golpes do STREET FIGHTER 2. Eu tinha acabado de ganhar o SNES com Street Fighter 2 e queria aprender a jogar. Passei HORAS e HORAS lendo aqueles golpes hahahahaha XD

          SuperGame eu lia algumas na época, mas foi a que menos me cheguei a ler! Mas era justamente como disse… para quem tinha MEGA e MASTER era o paraíso =)

  • Nall

    Incrível… Nostalgia pura. Adorei sua matéria. As primeiras edições da Ação Games eram excelentes. Com o meu Master e Mega eu jogava de tudo, e pelas revistas ficava babando nas notícias sobre outros consoles, como o NES e SNES (onde só jogava na casa de amigos ou locadoras). Era uma ótima revista que acabou se perdendo com o passar do tempo.

    Mas é inegável que teve um papel importante na história dos games no Brasil.

    • Ivo

      Muito obrigado Nall! Ficamos muito felizes com comentários iguais ao seu. Comigo era a mesma coisa, eu tinha um Master System logo no começo e ficava babando na revista e inclusive aquelas fotos de propaganda de lojas com vários consoles juntos. Nossaaaa! Como eu babava com isso!

      Era uma ótima revista sim, não devemos crusificar ela por causa da vida final dela e sim lembrar do começo e até metade da vida dela… que foram fantásticos.

      Grande Abraço Nall. E continue visitando e comentando aqui.

  • Luís Fajardo

    Eu também comecei minha leitura de games quando chegou em bancas a especial com a “Tartaruga Ninja” na capa, não foi minha introdução à leitura, desde os 08 anos devorava comics Marvel, DC, Disney, Trapalhões, Spectreman e livros de bolso “bang bang”, talvez por esse motivo sempre considerei a Videogame uma revista melhor, com um texto e uma linguagem que apesar de também ser voltada ao jovem que eu fui, ter um tom mais formal. Outro motivo que também fez eu achar a outra melhor, foi o layout: páginas excessivamente coloridas, fotos jogadas deixando muitos “buracos em branco” e muitas ilustrações gigantes, ao compará-la com a vizinha, víamos nesta segunda uma melhor diagramação com aproveitamento do espaço nas páginas e muitas fotos, o que eu mais desejava ver, visando conhecer o jogo com o nome estampado na capa e naquele cartucho que estava parado na locadora e não levava para não torrar minhas pouquíssimas moedas em algo desconhecido que poderia ser péssimo… Mas enfim, mesmo colocando-a em um segundo lugar no meu altar nostálgico, tive bons momentos folheando as edições repetidas vezes, lembro que a primeira especial, que citei acima era utilizada por mim e um amigo como guia para catar bons títulos no nintendo: percebemos que os melhores jogos possuíam memória de “02 megas” ou mais na lista de nomes contidos nesta, então esse passou a ser nosso critério de busca. Parabéns pelo bom texto e pela caça de fatos da produção!!!

    • Ivo

      Luís, caiu uma lágrima aqui lembrando dessa imagem que postou (já vou comentar dela), mas antes quero falar das outras coisas do seu comentário.
      Eu segui o mesmo caminho que você, comecei lendo Marvel, Disney, DC e outras coisas, mas meu aprofundamento foi mesmo nas revistas de videogame.

      A SGP (que mais gostava) tinha uma diagramação melhor que a Ação Games e isso não tenho dúvida, quantidade de imagens e detalhes do jogo eram muito mais vizivéis. A Videogame era questão de qualidade, era incrivelmente bem acabada e com um texto muito bem ajeitado. Costumo dizer que uma das melhores revistas em questão de qualidade que li e lembro até hoje foi a Videogame com a capa do Fatal Fury 3. Uma revista impecavel.

      Agora essa foto que você colocou é demais. Eu fiz a mesma coisa que você. Eu sempre ficava olhando isso para saber que jogo alugar, apesar das maioria das vezes não consegui encontra-las na locadora. Muito bom lembrar disso!

      E fique atentendo que a videogame vai ser a próxima revista a ser comentada e vai ter muito coisa para falar pelo jeito.

      Obrigado por comentar Luis. Um super Abraço para você e continue visitando o site e comentando.

    • Giovani78

      Rapaz esse critério de “megas” era muito popular na época,os cartuchos de NeoGeo então…usaram muito deste marketing.Tua foto me lembrou o quanto eu usava adaptadores de 60 pra 72 pinos no NES,isso até eu ganhar um Turbo Game.
      Falou.

      • Ivo

        Como esses adaptadores eram procurando naquela época. Na minha locadora tinha uns 5 deles para poder jogar games JAP. Era alugar e se divertir!

        • Luís Fajardo

          Eu depois de um tempo achei um tesouro, consegui um cartucho americano do Ninja Gaiden 2, que na verdade era um japonês com adaptador enfiado dentro de uma carcaça de cartucho americano…

      • Luís Fajardo

        Bah…. os adaptadores!! Sofri muito buscando emprestar de alguém essa preciosidade que eu não tinha, meu primeiro Nintendo foi um Hi-Top Game…

  • TH

    Ótimo artigo Ivo, parabéns, muito conteúdo. E parabéns pela entrevista.

    Eu nunca gostei da Ação Games, eu meio q via ela como rival da minha amada Video Game. Mas sempre respeitei ela.

    O que me deu mais ódio foi quando eu comprei uma que era sobre games de terror e não tinha nada de conteúdo, tinha fotos bem espaçadas com pouco texto, bem coisa de encher linguiça, bem diferente da Video Game que tinha aquele padrão de milhares de fotos pequenas com um puta texto referenciando cada foto, eu adora aquilo.

    Mas sempre respeitei, e é a segunda revista q penso quanto o assunto é game, pq tb não gostava da SGP, rs.

    Parabéns mais uma vez.

    • Ivo

      Valeu pelo comentário TH =) Sempre bom ler de você essa coisa, de alguém quem manja dos “paranauês”.

      Isso aconteceu comigo na edição que falava do N64. Comprei achando que teria milhares de coisas só tinha um fotinha escrito “ULTRA 64”. XD

      Videogame era uma revista de respeito mesmo, em breve vou escrever sobre ela. Pode deixar!

      Eu já adorava a SGP. Sempre me identifiquei com ela =)

      Valeu por comentar TH e um grande abraço para você.

  • Giovani78

    Ivo que texto incrível meu velho.Da pra perceber que vc escreveu com o coração mesmo,excelente!Cara eu realmente fiquei emocionado durante a leitura.Este tema realmente é o “ponto fraco” de todo jogador que vivenciou a cultura do videogame nos anos 80 e 90.Às vezes eu penso sobre aquela época,a gente não fazia a menor ideia do quanto aquilo tudo(arcades,fichas,cartuchos ou fitas,amigos de escola,fandangos e coca-cola…) seria importante pra nós no futuro.Importante no sentido de ter vivido a indústria dos videogames nascendo e de hoje a gente poder olhar(até com um certo orgulho) e dizer.Eu vivi aquilo.
    A primeira revista que comprei foi a “Videogame n°11.Que puta nostalgia aquela capa me traz.Meu Deus.Tinha a seção “Cartas” que eu aprendia muita coisa lendo as coisas que rolavam ali.Putz tbm lembro do “Rolos e Trocas”,era ali que a gente tinha uma chance de passar pra frente um console velho ou ter uma noção do quanto seu cartucho poderia valer…coisas pré-internet mesmo ^_^.
    Eu vendi meu Dactar pra pegar um NES,que vendi pra pegar um SNES,que vendi pra pegar um PSX,sim Ivo,essa foi minha vida de gamer falido kkkkkkk.
    Lembro da parte “Dicas do Leitor”,Ivo vc não faz ideia(na verdade acho que faz sim ^_^) da emoção de pegar um password ou uma sequência de botões e conseguir pular de fase…em Batman do NES,por exemplo.Isso já valia cada centavo gasto.

    Uma coisa que as revistas da época faziam era aguçar nossa curiosidade com “fotinhas” de games que nunca iríamos jogar(até chegar a emulação muito tempo depois)naquela época.Alguns jogos eu pirei olhando revistas,por exemplo.

    Journey to Silius NES
    Rastan SMS
    Tom and Jerry NES

    No caso específico do Rastan eu pude jogar na época porque graças a Deus tinha um colega por perto que tinha um Master System!
    Ivo,só deixa eu te contar como foi que conheci o Megão.
    O Mega Drive chegou na minha cidade via locadora,eu reverenciava o Mega,eu sonhava em conhecer aquele console que só via nas páginas…e quando tive o prazer,foi na locadora.Ele estava instalado numa TV de Tubo(vc não acredita) de umas 45″ a 50″ polegadas,sério,não sei da onde acharam aquilo,a TV precisava de 5min. pra tela aquecer e iluminar 100%.Foi assim.Paguei 30 minutos e joguei Altered Beast,minha vida ali estava completa.kkkkkkkkk

    Ivo,mais uma vez,obrigado pelo texto.Você mandou muito bem!

    Minha primeira revista às custas de muita moedinha de troco de pão e a dica em Batman que quase fez um grupo de garotos chorar na época. ^_^

    • Ivo

      Giovani, muito obrigado pelo seu comentário. Como disse antes, comentários como o seu é o “combustível” para continuar escrevendo matérias como essa. E meio a tanta tecnologia e facebook´s da vida, escrever matérias como essa e ler um comentário como o seu é recompensador.

      Verdade, eu acho essa época a DE OURO dos videogames, por mais que hoje tenham multi-consoles, tecnologias avançadíssimas, maior facilidade de conseguir as coisas, nada supera aquele tempo por vários fatores.

      Todo mundo tem aquela revista em especial que comprou com moedinhas do troco do pão né?! E não tem como esquecer elas né?! Eu também fazia a mesma coisa para ter os consoles novos. Vendi meu Atari para pegar um NES, depois ganhei um Master System e vendi para comprar um SNES, depois vendi meu SNES para pegar um 3DO e depois não consegui vender meu 3DO e tive que comprar na raça o N64. Hahahhahahaha XD Me arrependi de fazer isso sabe, gostaria de ter todos eles hoje.

      Cara, você jogou RASTAN? Eu joguei tb! Muito clássico esse jogo! Joguei na casa de uma amigo e achava animal ele!

      Cara, eu vi uma TV desse na época! De 40 ou 50 polegadas, teve um feira de games aqui na minha cidade (acredite?! Existiu uma feira de games aqui) e lá tinha essa TV com Batman Return de SNES ligada. ERA ANIMAL VER AQUILO gigante rodando o jogo! NUNCA ESQUECI DISSO!

      Obrigado você Giovani, por responde e comentar. Fique ligado que em breve tem mais reportagens no site =) Grande Abraço meu velho!

  • A mais completa sobre uma revista de video game que eu conheço.
    Tá de parabéns IVO, excelente matéria!
    Que saudades destas que foram es sempre serão especiais!!

    • Ivo

      Grande Jeff! Obrigado pelo elogio! =) Em breve vai ter mais matérias! E realmente elas fazem parte da nossa vida! =) Grande Abraço Jeff!

  • Gle Sasao

    Curtia muito esta época, porque estava lendo artigos longos sem
    cansar… A revista “Video Game” me dava impressão na época de ser melhor, com
    seus infográficos lindos. Mas depois fui dando a preferencia para ação games
    até ocorrer o que o Sabat comentou… Castlevania 64 ter nota boa…Fiquei tão
    frustrado quando consegui o jogo…

    Como comentado, por muito tempo, haviam muitas histórias
    absurdas sobre games, criando muitos mitos de games, que se bobear, percorre
    até hoje.

    QUE A FORÇA ESTEJA COM RETROPLAYERS!!!

    • Ivo

      Gle Sasao! Muito obrigado pelo comentário! Videogame é sem dúvida uma revista quando qualidade impressionante mesmo. Agora sobre isso de história absurdas hahahaha XD Tem vários clássicos! Como a capa da SuperGamePower com a capa do Star Fox 2 de Snes que nunca saiu? E sem conta os lançamentos que nunca foram lançados!

      Mas sem dúvida foi uma época maravilhosa! Sinto falta delas a vezes.

      Valeu pelo comentário! E continue visitando o site! E que a força RETROPLAYERS esteja com você!

  • Thiago Bravo

    Muito legal a matéria… Aguardando a entrevista com a Regina. Abraços.

    • Ivo

      Thiago, em breve vamos trazer a entrevistas. Por percausos de tempo e trabalho eles andam ocupados, mas em breve vai sair a entrevista sim. Aguarde!

  • Mariola

    Matéria simplesmente sensacional e nostálgica. Principalmente pra mim que ainda possuo TODAS minhas Ação Games e SuperGamePower’s largadas e um cômodo dessa casa….
    Foi uma fase muito boa em nossas vidas! Naquela época sem internet, aguardar ansiosamente por 15 a 30 dias pela revista nova contando as novidades era algo fantástico! Como o jornaleiro da minha rua fechava cedo, eu caminhava uma longa distância até outro bairro “apenas” para comprar essas revistas no dia de lançamento nas bancas. Eu era “o cara” do colégio, o único da sala que comprava tais revistas e levava pra mostrar pros amigos…isso sim era ostentação!!! Chegar na sala com a Ação Games do mês com aquele chaveiro de bola de basquete…eu era o herói dos mini-nerds daquela época!!!! O foda era ter dinheiro pra comprá-las…era com a mesada…com o troco do mercado…até pq no embalo comecei a comprar várias outras revistas como SuperGamePower,Herói, Wizard e praticamente toda a linha Marvel publicada então pela Abril Jovem.
    Sempre fui um pouco atrasado pra acompanhar a tecnologia gamística: ganhei um Atari quando o Nes estava em alta, O Phantom System (Nes) quando o Snes estava no auge, o Ps1 quando o Ps2 disparava em vendas e recentemente adquiri um WII ( que é sensacional e nostálgico só por ser NINTENDO e ter seus jogos ). Antigamente (expressar essa palavra me faz sentir velho) o atraso gamístico se dava por ter que esperar meus pais terem a boa vontade (ou dinheiro) de me dar um vídeo-game. Hoje sou adulto, casado, trabalho, pago contas e necessito determinar prioridades: Um vídeo-game de R$1000,00 X uma geladeira, cama, reforma da casa.
    Ainda que por diversas vezes tendo um video-game supostamente obsoleto era sensacional paginar estas revistas e ler a respeito do jogo e/ou console que vc desejava. Confesso que quando ainda possuía meu Phantom System, fingia jogar Super Nintendo sempre que passava seu comercial na TV …principalmente na parte do Donkey Kong Country. Eu vidrei tanto no DKC que comprei os 3 jogos da franquia e virei (ou zerei, detonei, depende de onde tu és) DKC com 101%, DKC2 com 103% e DKC 105%. Sem contar o sofrimento de virar DKC pela primeira vez em um cartucho pirata, que não salvava. Apelei para o macete de 99 vidas mostrado na Ação Games (baixo +Y na tela e abertura pra quem não sabe). Só com esse macete pra passar das primeiras fases do mundo do gelo…morri muito ali! Depois peguei o jeito e foi tudo na raça. Só quem viveu essa época sabe o quão difícil e recompensador era virar um game de 8 ou16 bits.
    Enfim…tais revistas foram tão queridas e sensacionais, que tenho ainda dificuldade em me “livrar” delas hoje em dia. Possuo um cômodo em minha casa abarrotado de revistas e games, gibis e afins que venderei para um sebo próximo.
    Retroplayers parabéns pela matéria. Parabéns por todo seu trabalho retrô.
    nós, Nerds LVL 99 agradecemos…

    • Ivo

      Marioala valeu pelo seu super-comentário! E vou te falar uma coisa. Eu sempre fui igual a você, sempre atrasado em relação aos consoles. Até hoje! Vide o pessoal do Retroplayers me zoando por ainda não ter um WiiU hahahahaha (mas em breve vou pegar! Aguardem). Mas voltando, eu sempre fui assim também e na verdade isso te trazer até algumas vantagens de poder aproveitar um pouco melhor certos jogos.

      Adora esse tempo de revistas e esperar 30 dias para saber as novidades, tinha seu lado bom, ao contrário de que muitos dizem. Você podia conversar, mastigar, reler, falar com os amigos, discutir, analisar tudo novamente e aproveitar o máximo possível as notícias. Eu acho que hoje esse imediatismo de notícias acaba deixando tudo mais sem graça e nem acabamos aproveitando. Pelo menos eu acho isso.

      E na real? Eu compro jogos antigos e quando termino ou estou jogando, fico olhando notícias, curiosidades, histórias. dicas e coisas dele. É uma sensação super legal.

      Cara, eu fechei DK 1 e DK 2 uns tempos atrás, ainda estou atrás do DK3 que sei que não é o melhor, mas curto muito. DK1 e DK2 eu já tinha jogado na época, mas ralei muito para fazer os 100% deles. Tem que ser ninja!
      Em breve vou estar jogando DK3 e esse eu nunca joguei direito.

      E não se livre das suas revistas de GAMES para o SEBO não! Manda para a galera aqui do RETROPLAYERS que eles vão cuidar delas com todo carinho possível =) Só de sentir elas jogadas pegando chuva em um sebo desorganizado a gente chora >.<

      Obrigado pelo comentário Mariola! Grande Abraço e continue visitando o Retroplayers!

  • Pedro Campelo

    Tem um site que disponibiliza scans de várias revistas de games e computadores antigas, inclusive a ação games. Engraçado é que mesmo passado mais de 20 anos, ainda me lembro de boa parte das capas! http://www.datassette.org/

    • Ivo

      Fala Pedro, belezinha? Pow, eu conheço esse site! É um verdadeiro tesouro perdido pela internet =) E você disse tudo! Mesmo depois de 20 anos eu consigo lembrar de várias capas e matérias! Já perdi várias horas passeando por esse site e revistas! Valeu pela dica de qualquer forma e continue visitando o site! Abraços!

  • marcio_curl

    Olha só, fuçando pelo YouTube achei um comercial da Ação Games:

    https://www.youtube.com/watch?v=HVXLTsmw7CQ

    • Ivo

      Que irrado isso que você achou Marcio! Simplesmente sensacional!
      Meio bizarro, mas sensacional =) Valeu Marcio!

  • Jeferson Moura

    Tô eu aqui no trampo “dando um tempo” na internet quando do nada me vem a mente uma saudade da revista Ação Games…do nada…coisa de louco. Aí digitei no buscador e achei o site Datassette e em seguida o Retroplayers. Meu Deus…voltei 16 anos no tempo fácil. Fantástica essa reportagem hein Ivo? Tenho algumas revistas guardadas também, principalmente as com capas 3D. A minha primeira Ação Games foi a 151 com a capa do Charizard, mas as primeiras revistas de games que tive foram as SuperGamePower número 63 e 68, e eu nem tinha video game na época. Ganhei as revistas da minha tia pois um rapaz do trabalho dela iria jogar fora e ela me trouxe como leitura. Uma pena que comecei a colecionar as AG’s já no fim de sua existência, mas eu vivia em sebos procurando AG’s, SGP, Gamers, Nintendo Worlds…
    Assim como muito eu tinha que me desdobrar para comprar as revistas, pois com 13…14 anos eu não trabalhava e não havia ninguém que as comprassem em casa.
    Foi uma época muito boa. Hoje com 31 anos tenho um Xbox 360 a 4 anos mas jogo bem pouco. Como disse o amigo Mariola nos comentários, pagar mais de 1 mil reais em um console é algo para poucos, até mesmo pq temos outras prioridades…filhos…contas e mais contas. Tenho também um PS2 guardado e uma lista enorme de games que pretendo zerar, desde NES até os consoles mais recentes. Quero agradecer pela matéria…sem dúvida alguma me deixou zonzo de nostalgia, acho até que vou tirar o pó de uns discos que tenho guardado e enfrentar a Midgar Zollom de FF7 (Zerar pela 3º vez? Quem sabe)…visitar a famosa delegacia de Racconn City…ajudar a ruiva a fugir de alguns dinossauros.
    Vou começar a acompanhar o site!!

    • Ivo

      Fala Jeferson, fiquei super contente com seu comentário e seus elogios da matéria, obrigado. Engraçado que estou aqui no trabalho e recebi o aviso da sua mensagem também, em alguns momentos vagos eu volto no tempo em buscas como essa que você fez.

      Eu também tenho algumas guardadas e outras que ganhei recentemente de um amigo que casou e deixou comigo (por sinal liamos juntos elas na infância).

      Adoro a AçãoGames, mas ainda a que fazia meus olhos brilharem eram as SuperGamePower´s.. como gostava dela.

      Sei bem como era isso de se desdobrar para comprar as revistas, onde eu morava, não tínhamos condições de comprar Ação Games, SuperGamePower, Video e cia… então gente revezava entre os amigos para comprar e assim tentar ler todas e mesmo assim era difícil.

      Jeferson, espero que você jogue mais cara, eu entendo perfeitamente como é isso de contas, filhos, trabalho e toda essa vida de adulto, mas não deixe de lado aquela jogatina, alias com esse inflação de preços de consoles e jogos de última geração a galera tenho meio que voltado ao Retro e jogado bastante coisas que não podíamos na época, seja por emuladores, seja por sebos com jogos antigos e tudo mais. Essa época dorada não deve ser esquecida jamais.

      E tire o pó do PSx e detone o Zollon ou visite aquela cidade “amável” Raccoon City.

      E sempre acompanhe o site que sempre tem coisas boas aqui.

      Grande Abraço. E obrigado novamente por comentar.

  • Hillo TattooArt

    LENDO ESSA MATERIA,QUANDO CHEGUEI NO MEIO…JA TAVA CHORANDO DE SAUDADES…#LITERALMENTE…EPOCA MAGICA DOS VIDEO GAMES E DAS REVISTAS TEMATICAS…,TUDO TAO… DIGAMOS,PURO E INOCENTE,..VIVI TUDO ISSO,E SEI QE JAMAIS HAvVERA ALGO PARECIDO.HOJE A MODERNIDADE E A TECNOLOGIA ATROPELOU A SIMPLICIDADE. 🙁

    • Ivo

      Fala Hillo! Obrigado pelo comentário!

      É você tem toda razão, jamais vai ter algo parecido, quem presenciou… presenciou e não tem mais volta.

      E com concordo que a tecnologia atropelou a simplicidade e várias coisas fúteis.

      Mas fiquei feliz por ter gostado do texto e espero volte sempre para visitar o site.

      Grande abraço!
      Ivo.