Histórias Gamísticas do Macho Gamer: O meu novo velho Atari 2600


Na época em que o meme “O primeiro console a gente nunca esquece” baseado na série Momentos Inesquecíveis” do Tadrilion estava em ascensão, eu pensei em falar do Super Nintendo, o console que eu mais joguei durante a minha infância. Entretanto, passaram-se QUATRO MESES e o Meme parou de funcionar. Isso não foi ruim, na verdade, pois ao conversar com familiares e amigos e investigar minha árvore genealógica pelo Google, descobri que o primeiro console em que eu realmente ENCOSTEI foi o Atari 2600 dos meus primos, com 6 meses de vida!

Como vocês já devem saber, eu e o Trooper somos os pimpolhos aqui do Retroplayers. Meu pai mal tinha comprado seu Nintendinho para jogar Super Mario Bros 3 quando eu nasci e meu Tio Noel (Sim, o nome dele é Noel mesmo, e Papai Noel pode não existir, mas TIO NOEL existe sim!) já estava com seu Super Nintendo em casa e aproveitava para visitar meu pai e brincar com ele dizendo “Ah, faz o Mario soltar um Hadouken aí! Ha ha!”

O tempo passou rápido, Tio Noel me presenteou com o Super Nintendo dele e, quando eu fui perceber, já tinha uma coleção de 52 cartuchos dados por ele, pelo meu Tio Ernani (Aquele do Street Fighter II) e pela minha Avó (Sim, ela também jogava umas partidinhas de vez em quando).

Infelizmente meu Super Nintendo queimou junto com o Nintendinho do meu pai quando um dos meus vizinhos tentou fazer “gato“, e essa história eu conto depois. O Nintendo 64 e o PlayStation eram bem populares na época, e eu optei por trocar meu Snes queimado com todos os cartuchos por um Nintendo 69 64. Junto do poderoso console da Nintendo, veio o clássico em que eu passei boa parte da minha vida jogando até a exaustão: Legend of Zelda: Ocarina of Time!

Posteriormente eu fui ganhando outros jogos, mas o meu grande vício era aquela primeira versão tridimensional de Zelda. Quando desbravei 100% daquele clássico, deixei meu poderoso console de 64 bits encostado em meu armário. Isso foi uma péssima ideia: Ele parou de funcionar quando fui tentar jogá-lo tempos depois.

Para piorar, meu pai “deu uma mancada” que eu não gosto nem de lembrar: ele pegou meu Nintendo 64 com toda a minha coleção de cartuchos e vendeu por 80 pratas. Até hoje quando ele lembra essa falha imperdoável, eu sinto uma vontade descontrolada de voar em direção ao pescoço dele. Mas não se engane, apesar desse deslize ele sempre foi um pai retrogamer fantástico e maravilhoso: tempos depois ele me presenteou com um PlayStation e um PlayStation 2 em suas versões Slim.

Todavia, não será sobre nenhum desses consoles que eu irei falar hoje, como vocês já devem ter percebido pelo título. Curiosamente, ao visitar a casa de uma amiga (calma gente, ela é só amiga mesmo… ou não…) que ainda possui um videocassete, levei algumas fitas caseiras da minha família para verificar o estado delas. Para minha surpresa, encontrei um trecho em que muito antes de eu ganhar meu Super Nintendo, eu estava lá com 6 meses de vida tentando manejar o confortável controle do Atari 2600 dos meus primos! Tá certo, este não foi o meu primeiro console, pois é óbvio que com essa idade eu não tinha lá muito juízo para se quer saber o que eu estava fazendo com aquele manche nas mãos… Mas sabem por que é que eu estou lhes contando isso por meio deste tópico atrazadíssimo que nem fala realmente sobre meu primeiro console de videogame? Simplesmente por que assistir aquilo mexeu comigo! Eu ainda tão novo, antes mesmo de andar, de engatinhar, antes de ter jogado qualquer jogo e em qualquer aparelho que eu tenha lembrança, antes de tudo isso e provavelmente, antes de tudo que eu fiz na vida, eu tive aquele primeiro contato com o lendário console da Atari.

Talvez seja difícil de acreditar, mas eu conheço muito bem o Atari 2600, pois foi a única coisa em que eu podia jogar quando eu ganhei meu primeiro computador. Eu estava sem internet, mas tinha um disquete com o emulador de Atari e todos os seus jogos zipados numa pasta que pesava menos de 1 mega! A sensação que eu tive ao desfrutar cada um dos títulos era magnífica: foi como retornar às minhas origens retrogamers e entender o motivo de eu preferir jogos velhos. Os jogos são convidativos, os comandos são simples e a complexidade quase nula faz com que qualquer um queira jogar umas partidinhas! Até minha mãe que só jogava Tetris se arriscou no jogo de corrida mais simples e mais divertido de todos os tempos segundo a minha humilde opinião: ENDURO!

O comercial acima é uma verdadeira pérola histórica. A mulher jogando futebol reforça a ideia de que o Atari 2600 é um verdadeiro centro de entretenimento e que qualquer pessoa pode encontrar diversão nele, sem precisar ser um VICIADO (hoje conhecido como HARCORE GAMER).

O presente dos deuses: O Atari 2600 em perfeito estado nas mãos deste picareta que vos fala!

Depois de causar muita inveja nos meus amigos que frequentam o Twitter, vou contar nas próximas linhas como eu consegui um Atari 2600 da Polyvox em perfeito estado!

Tudo começou quando eu recebi aqui em casa dois amigos de trabalho do meu pai: Nanci Ferro e Daniel Alves. Os dois são pessoas fantásticas, e eu aproveitei a educação deles para fazê-los jogar um pouco de videogame. Ao verem a minha paixão por aqueles aparelhos velhos e empoeirados, Nanci comentou de um Atari 2600 que estava guardado na casa dela. Na semana seguinte o meu pai chegou do trabalho com uma sacola a mais, e para minha surpresa era o Atari 2600 completinho!

Eu não precisei limpá-lo muito, já que ele estava em um excelente estado de conservação. Meu pai me ajudou a fazer um monte de adaptações malucas para testar o Atari em uma TV relativamente nova, e mesmo com muito mal contato e sem nenhum cartucho, o Atari 2600 mostrou que está tinindo como novo!

Em breve eu estarei fazendo uma limpa em vários estabelecimentos de velharias em busca de cartuchos de Atari. Caso você, leitor,  tenha um cartucho de Atari 2600 aí em sua casa e queira me vender por até 10 pratas, não deixe de enviar um e-mail para mim!

Esta é a minha história com o Atari 2600. Qual é a sua? O Meme “O primeiro console a gente nunca esquece” pode até não estar mais funcionando, mas não deixe de contar a sua história pelos comentários!

Blogs que estão participando do Meme:

FIM


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