Crônicas Gamísticas: Se o jogo é bom? Quem sabe é você!


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Quantas vezes você não conseguiu continuar jogando um jogo especifico e definitivamente julgou o mesmo como ruim? Quantas vezes nos deparamos com jogos que dividem opiniões, jogos que são vistos como ótimos por algumas pessoas e, ao mesmo tempo, são vistos como péssimos por outras tantas? Todos nós jogamos e fazemos julgamentos pessoais sobre o que gostamos ou não, normal, faz parte do processo seletivo dos jogos. O problema acontece quando você encontra alguém que gosta daquele tal jogo ruim, daquele jogo que foi taxado, até mesmo pela mídia especializada, como sendo um jogo abaixo da média.

Red

Pior ainda é quando essa pessoa concorda com você sobre a qualidade de muitos outros jogos e parece ser uma pessoa sensata e, então, logo se cria uma dúvida sobre a real qualidade da obra. Seria esse jogo realmente ruim ou você definiu-o prematuramente? A dúvida deveria causar o tal momento de reflexão, mas mesmo assim você segue adiante, não reflete sobre o assunto e é por isso que eu estou aqui. Também encontrei pessoas que gostavam de jogos que eu particularmente não gostava e isso me deixava intrigado. Além de pensar sobre o assunto, eu decidi voltar a jogar os jogos em questão e para minha surpresa algo mudou. Fiquei confuso e, de inicio, confesso que me senti facilmente influenciado pela opinião de meus amigos, mas analisando um pouco melhor a situação cheguei a uma conclusão: precisamos reavaliar as avaliações!

Cedo Demais

A tecnologia trouxe muitas facilidades principalmente para os desenvolvedores de jogos que, como nunca visto antes, conseguem produzir jogos em menos tempo, ao menor custo e com elevados índices de qualidade. Isso é bom. E ruim. O lado bom é que temos MUITOS jogos para escolher. O lado ruim é que temos que ESCOLHER MUITO. Automaticamente é normal que a avaliação desses jogos, na tal “lista de jogos que pretendo jogar”, seja muito mais rápida do que era antigamente, fazendo o jogador julgar o jogo pela capa, ou pelas imagens, ou recorrendo aos famosos sites especializados. Tudo bem, quem vai jogar decide se o jogo é ou não é bom e o problema é só dele. Tudo seria perfeito se não vivêssemos na era digital, na ECOLANDIA, a terra do ECO, onde tudo é repetido, ecoando na internet, nada se filtra e quem fala mais ganha muitas curtidas ou sei lá que tipo de “medidor de status” esteja usando atualmente.

No final das contas cria-se um sentimento incorreto sobre o jogo, mas o que é realmente prejudicial é o modo como isso se espalha pela internet. Não que estamos interessados nas vendas dos jogos, não é nada disso, é só questão de sermos jogadores, gostarmos de bons jogos e percebermos que deixamos passar muitos jogos bons que foram duramente criticados sem nenhum tipo de critério relevante. A culpa é de cada um, individual, por dar ouvidos aos falsos entendedores e por ter evitado o principal ponto em uma avaliação: Jogar o jogo.

Link

Quem analisa as análises?

Já li muitas análises durante minha vida gamer, assim como a maioria aqui, mas sempre tive um pé atrás com a mídia especializada. Em revistas Nintendo, você encontra ótimas notas para os jogos da Nintendo, assim como acontece com revistas Playstation, SEGA e Microsoft. Não sei qual a pressão que nossos amigos escritores recebem ao trabalharem defendendo uma marca, mas certamente precisam avaliar o jogo visando beneficiar sua fonte de renda, que nesse caso é a empresa em questão, mas é certo que isso acaba por influenciar na hora de descrever o jogo. A questão é o quanto isso influencia e até onde vai essa influência? Até que ponto o escritor pode realmente colocar sua experiência com o jogo acima da marca defendida? Não estou dizendo que todos sejam assim, mas me pergunto realmente quais não são assim e quais possuem uma liberdade de criação que lhes permita falar abertamente, até criticando de forma dura e direta, mas falando verdadeiramente com o leitor. A transparência existe realmente ou o cenário está competitivo o suficiente para que cada bandeira erguida seja honrada com mentiras? Sabemos que o Jornalismo Gamer ainda tem muito que melhorar, mas é ruim encarar as coisas com essa dúvida cruel, com esse pé atrás, sabendo que verdadeiramente somos expostos a matérias duvidosas, mesmo nos dias de hoje.

No fim temos a Internet nos fornecendo lixo, temos a mídia especializada sendo tendenciosa e temos mais um monte de dúvidas sobre como encontrar os bons jogos que procuramos. A solução ainda continua a mesma: Jogar o jogo.

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Test Drive

Vamos imaginar que você pretende comprar um carro zero e durante esse processo você já fez tudo o que é indicado nesse caso: consultou amigos, especialistas, procurou e leu artigos relacionados ao carro em questão, pediu ajuda aos universitários e usou as cartas. Mesmo assim, quando você chega à concessionária, a empresa te oferece o famoso Test Drive, mesmo sabendo que eles estão custeando gasolina, pneu, manutenção do carro que testará. É assim na maioria dos casos e não pense que é um custo baixo, basta olhar o preço da gasolina para ter uma noção. Como se explica ou qual o motivo de, em épocas onde cortamos custos em todos os setores, as concessionárias ainda não extinguirem essa prática e simplesmente lhe entregarem uma revista com a análise completa do carro? O motivo está mais do que claro, pois ela sabe que você precisa testar para perceber realmente a qualidade do carro, mesmo correndo o risco de perceber também os defeitos, mesmo tendo altos custos com essa prática, não há nada mais convincente do que um teste pessoal do carro que se pretende comprar.

arcadeEssa analogia se encaixa como uma luva para os nossos queridos games, afinal, mesmo não sendo comparado ao preço de um carro, comprar um jogo no Brasil ainda continua caro e dificilmente alguém não dá valor ao seu dinheiro hoje em dia. Mas que se dane o dinheiro pense na diversão, pense no que te move, no real objetivo que o Vídeo Game tem na sua vida, que seja jogar para aliviar o stress, para se divertir com amigos ou qual motivo for, pois você deixa passar uma ótima oportunidade quando se influencia por leituras prejudicialmente tendenciosas ou por comentários de pessoas que não possuem real conhecimento algum sobre o jogo, que falam sem propriedade. Não vou nem entrar no mérito da indústria de games ou nos seus “parceiros” em sites especializados que possivelmente são influenciados por uma boa quantia em dinheiro. Sendo por dinheiro, sendo por gostar da marca, sendo por adorar o personagem, seja o motivo que for, uma analise tendenciosa nunca deveria ser lançada! Você pode até lançar um artigo do seu personagem favorito, mas precisa ter conhecimento de causa, precisa estar a par do assunto, ter jogado os jogos que se propôs a analisar e principalmente precisa ser neutro o suficiente para enxergar também os defeitos, sem precisar usar a matéria para defender suas preferências.

Tem que ser você

Não tem jeito, não vejo alternativa mais eficaz para saudavelmente escolhermos nossos jogos. Você precisa jogar, fazer o seu test play, tirar suas próprias conclusões e escolher o jogo baseando-se na sua estrutura emocional. Existem jogos que recebem títulos exagerados e que são de senso comum como The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Para mim é um excelente jogo, mesmo, do tipo atemporal, mas eu me baseio na experiência que tive com o jogo, sem levar em consideração todo o endeusamento que qualquer um pode encontrar pela internet. Também não julgo se a pessoa teve a melhor experiência da vida gamer jogando Ocarina of Time, pois pode acontecer, pode ser realmente o jogo da vida da pessoa, mas tenho em mente que isso é apenas opinião daquela pessoa em especifico, analisando o jogo pela perspectiva dela, levando em conta sua construção pessoal até o momento.

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No fim o que conta mesmo é o que você procura e em que fase da sua vida você testará o jogo. Isso é importante também, pois o jogo pode passar de ótimo para péssimo dependendo da sua receptividade momentânea, dependendo de qual sua expectativa para com o jogo. Muitas sequências de ótimos jogos são avaliadas cruelmente pelo simples fato de serem vistas apenas como sequencias e não como um jogo individual, como algo que deva ser avaliado sozinho. Existe uma diferença entre avaliar uma trilogia e avaliar um jogo individualmente, sendo que pode ser até pior do que o primeiro, mas ainda assim pode ser um ótimo jogo se avaliado corretamente.

O problema  hoje é o famoso attetion whore, muito comum em redes sociais e uma das desvantagens da internet. As pessoas assistem a um vídeo conceitual sobre o jogo e já o julgam, só para deixar claro que possuem opinião pessoal, só para chamar a atenção. Assim os jogos acabam sofrendo um pré-conceito prejudicial, mesmo que o marketing tenha errado na hora de idealizar o vídeo conceitual, pois ainda é muito cedo para julgar. Só jogando mesmo, jogando por um tempo considerável, jogando sem preconceito, só assim pra avaliar um jogo imparcialmente.”

Apesar de todas essas observações, válidas ou não, a sua lista de jogos deve ser construída por você, pra você e usando sua experiência para isso. Não precisa parar de ler análises não, eu seria demitido se afirmasse isso, eu sei que o Sabat leu o artigo até aqui, então quero deixar isso bem claro: Continue lendo análises. Daí você me pergunta: “Ler análises depois de tudo o que você disse sobre elas?” Sim, leia, preferencialmente no Retroplayers, mas leia para perceber coisas que você sozinho não conseguiria. Leia para receber referências que somente a pessoa que escreve a análise em questão poderia citar, pois ela é única, vivenciou exclusividades, jogou jogos diferentes, leu artigos diferentes e pensa diferente. É por isso que você continuará lendo, pois essa é a magia da internet, esse é o ponto positivo. É por isso também que você comentará esses artigos, pois sua visão, sua opinião, certamente fará a diferença, será vista como algo pessoal e certamente chegará para somar.

Uma Matéria Empolgante

Nintendo

Era 1999, eu tinha mais ou menos 13 anos e estava muito empolgado com uma famosa série de TV: Pokemon. Assistia a todos os episódios, não perdia nada que falasse sobre o assunto e muitos amigos meus também foram atingidos por essa febre. A diferença era que eu comprava mensalmente a revista Nintendo World e queria muito comprar um Game Boy com Pokemon Blue. Como eu não tinha renda própria, apesar de trabalhar, eu precisa ter paciência e aguardar até que meus avós pudessem atender ao meu pedido, e ler a revista foi algo que me ajudou a manter a chama acessa, além de assistir a série na TV. Lia diariamente, sempre que batia a vontade de jogar Pokemon. Foi como um combustível, sendo que na época a internet não era tão popular no Brasil, seu preço era caro, então tinha que me virar como podia para não perder o Hype. Ainda consigo visualizar as imagens em minha memória de tanto que li as mesmas edições da revista. Era um detonado do jogo, nas edições 11/12/13, que eu mantinha cuidadosamente na minha coleção. Aceitei ler tudo, sabendo que estava recebendo spoilers do jogo todo, isso realmente não importava na época, pois era o meu único contato com o jogo. Meu avô entrava no quarto e lá estava eu, esticado na cama, lendo a mesma revista. Fazia questão de compartilhar com ele o meu sonho de comprar esse portátil com o jogo do Pokemon e ele sempre me ouvia com atenção, mesmo que não fizesse sentido algum para ele. Passou um bom tempo, eu ainda continuava lendo as mesmas revistas e fui até uma locadora de games para escolher um jogo de N64. Meu avô me levava de carro, pois era distante uns míseros 10km de casa, então quando não ia a pé com meus irmãos ou de bicicleta nos dias que tinha pressa, meu avô fazia essa cortesia. Enquanto eu escolhia os jogos meu avô conversava com o dono da locadora, mas eu nem prestava atenção, pois era um sacrifício à parte escolher um jogo dentre todos os jogos que estavam na prateleira. Quando levei o jogo escolhido para o dono liberar o aluguel eu fui surpreendido pela visão de meu avô segurando uma caixa com um Game Boy Color Verde! Na hora eu entendi a situação, mas não estava acreditando no que meus olhos viam. Meu avô virou-se para mim, me ofereceu a caixa do GBC e me perguntou:

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– É esse o que você lê na revista?

– Sim – Respondi prontamente acenando com a cabeça e largando o jogo do Nintendo 64 em cima da bancada. Meu avô olhou para o dono da loja e disse:

– Então vamos levar!

Quase caí pra trás! Que emoção! Nem aluguei o jogo do N64, fiquei esperando finalizarem a compra, imóvel, com toda emoção que uma criança de 13 anos pode sentir, sabendo que havia realizado um sonho. Meu avô fez isso por mim e eu não sabia como agradecer. Foi incrível. Pegamos a caixa e fomos para o carro, já com um cartucho que continha diversos jogos, inclusive Pokemon Red e Blue! Depois disso não me lembro de muita coisa, mas tem uma lembrança que sempre me arranca um sorriso e uma lágrima: Meu avô entrava no quarto e lá estava eu, esticado na cama, lendo a mesma revista, enquanto jogava meu GBC com Pokemon Blue. Ele se sentava na mesma cama e sorria. Eu sabia o que isso significava, sabia que, quando eu lia a revista para ele, compartilhávamos do mesmo sonho, com perspectivas diferentes, mas o mesmo sonho.

A mídia especializada me proporcionou esse momento que pude partilhar com meu falecido avô. Por isso eu digo e repito: Continue lendo análises, mesmo duvidando de suas origens, mesmo sabendo de tudo que pode influenciar a escrita. Hoje eu mudei de lado, estou escrevendo ao invés de ler, tentando criar o mesmo sentimento que vivi, tentando fazer esse momento especial. Espero um dia conseguir.

Obrigado a todos  ^^

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Sobre Visio

Um dia você acorda e se assusta com o reflexo no espelho. Percebe que o tempo e a força da gravidade diariamente trabalharam com tanta força e gravidade que talvez não haja mais tempo. Foi assim que a vida passou e enquanto ela passava, estando ocupada demais em me manter vivo, eu simplesmente vivia. Foi vivendo que escolhi gastar muitas horas jogando. Jogando eu refleti sobre a vida e, enfim, me tornei o que sou: Vivo

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  • Diogo Farias

    Que artigo excelente! xD
    Parabéns Visionnaire!
    É muito legal ler quando as pessoas compartilham suas esperiências nostalgicas especiais! É isso que nos faz gostar tanto desses “joguinhos”! xD

    O preconceito é um fato terrível, lembro que eu tinha um preconceito terrível contra o Wii! Um amigo (de internet) falava que não eramos obrigados a jogar com os sensores de movimento jogos de plataforma, que era possível usar o controle deitado! Então eu respondia que não era nada anatômico! (Olha só que bosta! Anatômico?? Que história é essa cara? Nem parece a fala de um retrogamer! xD)
    Mesmo achando tudo isso do console, sem nunca tê-lo jogado na vida, em 2010, foi lançado Donkey Kong Country Returns! Disse pra mim mesmo “Quer saber, que se dane! Vou encarar esse controle em forma de banana pra poder jogar o retorno da minha série de jogos favorita!”, fiquei ainda mais animado em ver que era o Donkey Kong e o Diddy Kong os personagens jogáveis! Assim como no primeiro jogo da franquia Country – Claro, faltou a Candy Kong (*-*), mas dá pra relevar…
    Comprei o vídeo game e o jogo juntos e não me arrependi nem um pouco! Pelo contrário! Vi que não tinha dificuldade alguma de segurar o controle-banana na horizontal e ele se tornou o meu vídeo game favorito da geração passada!

    • Visionnaire

      Show Diogo! Curti muito seu comentário =D
      Essa é melhor parte quando o artigo consegue um comentário que conta uma experiencia pessoal. Obrigado por compartilhar.
      Quanto ao Wii, eu também fiquei na mesma, aquele controle parecia muito estranho para jogar com ele na horizontal, porém, foi incrível jogar Donkey Kong Contry Returns e voltar no tempo, lembrando do SNES e sua trilogia suprema.
      Abraço! =D

  • Já li muitas análises, mas deixei de confiar nelas; mais de uma vez aconteceu de uma análise apontar um jogo como ruim, e eu achar bom, e vice-versa. Exemplos recentes?

    Viking : Battle for Asgard (Xbox 360 e PS3) – a mídia, em maior parte, esculachou. Pra mim, é um dos melhores jogos da geração passada;

    The Last of Us (PS3) – Um dos melhores de todos os tempos? Só podem estar de piada… Enredo? Extremamente batido. Zumbis, infectados, Walking Dead, Resident Evil, blá blá blá… Jogabilidade? Até inova aqui, ou ali, mas nada que não tenha sido feito – com maestria – em jogos (bem) anteriores – Resident Evil Zero manda lembranças. Resumindo, o jogo é até legal, mas a meu ver está BEM LONGE de ser tudo o quê falam dele.

    Joguei muito o Pokemon Red. Mas muito, mesmo. É um excelente exemplo divisor de opiniões: alguns já viram a cara pro jogo pelo simples fato dos gráficos serem simples. Já os que jogam, ficam viciados e não conseguem parar de jogar (meu caso).

    O quê foi dito sobre mídia especializada e o detonado de Pokemon, me fez lembrar da Super Game Power. Essa revista marcou minha infância, especialmente na época em que não tinha condições de adquirir um vídeo-game. Também lia e relia cada edição várias vezes, a ponto de lembrar de algumas citações até hoje.

    Muito bom texto. Que venham mais como esse.

    • Visionnaire

      Estou muito satisfeito com os comentários aqui! Muito bom mesmo! Seus exemplos sobre análises tendenciosas foi perfeito e recente. No fim das contas se mantém a avaliação pessoal e, é claro, o manter o senso critico afiado.
      É bom saber que mais alguém no mundo lia revistas de games sem ter vídeo game pra jogar haha
      Abraço!

  • ElfoGamer

    Muito bom o artigo.
    Não se deve mesmo acreditar 100% numa análise ou opinião sobre um jogo sem, pelo menos, ter jogado alguns minutos. É necessário esse tempo dedicado ao jogo para ter uma opinião própria a respeito dele.
    Tive essa experiência com o Dead Island. Via vários comentários falando mal do jogo, dizendo que os gráficos eram horríveis, missões muito repetitivas e diversas outras coisas e, por tudo isso não tive interesse de jogar ele por um bom tempo.
    Então um certo dia, dando uma olhada na loja do Steam, vi que o Dead Island estava com 75% de desconto. Resolvi comprar para testar e adorei o jogo. Se não fosse pela promoção, e também pela minha vontade de pelo menos testar jogo, não teria tido a oportunidade de conhecer um jogo que passou a ser um dos meus favoritos.

    • Visionnaire

      Aí está! Já pensou se não estivesse na promoção? Perderia de ter uma ótima experiencia gamística. E quanto aos jogos que não entram em promoção? Esses, mesmo sendo bons, se forem criticados no mundo virtual, certamente passarão despercebidos. Uma pena isso. O que queremos são jogos bons, dá raiva saber que já fomos influenciados e perdemos a chance de encontrar jogos diferenciados e agradáveis.
      Muito bom seu comentário! Cada comentário está adicionando características ao artigo, está trazendo informações importantes, pessoais, que fazem a diferença. Obrigado!

  • Cara muito emocionante sua história no final. Acho que todo gamer tem uma história pelo menos parecida daquele jogo tão esperado e que de repente chega, pra mim aconteceu algumas vezes, quando minha mãe comprou um Snes pra mim e o meu irmão, depois também aconteceu de estar assistindo o extinto programa Stargame e eu ficar embasbacado com um certo Goldeneye 007, e no dia do meu aniversário receber o cartucho de presente.
    E mesmo depois de velho as vezes gente acaba recebendo presentes inesperados, bem no inicio do ano minha namorada me deu um pack do God Of War, com jogo, steelbook e controle, foi bem emocionante e inesperado.

    • Visionnaire

      Valeu João! Ainda hoje passamos por situações desse tipo mesmo, aqui em casa não é diferente, porém agora casado. Quando queremos algo que parece estar distante e, inesperadamente, alcançamos esse objetivo, a sensação é incrível! Parece que na infância era mais intenso, talvez pelo fato de que não tínhamos poder de compra na época e dependíamos de familiares.
      São os games, nos divertindo antes, durante e depois da jogatina. haha
      Valeu pelo comentário João.

  • Cadu

    Cacildis!
    Mais um post sensacional, Visio! Parabéns!
    É verdade que o jornalismo sobre games precisa evoluir muito, muito mesmo. É tão verdade quanto que existe muito texto por aí que leva em conta parcerias ou patrocínios, ou mesmo “puxa-saquismo” com uma marca/franquia/jogo/etc.
    Mas vc está cheio de razão em incentivar o pessoal a continuar lendo análises. Não pq eu também as faço… kkkk… mas pq proporciona troca de experiências e pode até chegar a proporcionar histórias bacanas como a que vc contou no final do post. Inclusive eu reforço aqui e incentivo os leitores a sempre comentarem suas experiências também, mesmo quando tiver opiniões muito opostas. Claro, fazendo com bom senso. É sempre bom ver outro ponto de vista sobre um assunto, a gente só tem a aprender.
    Mais uma vez citando a história do fim do post, esta foi uma das mais bacanas que li não só aqui mas em todo tempo que acesso sites e blogs de games. Inclusive é este tipo de história que me incentivou a criar um blog e, posteriormente, participar do RP após o convite do Sabat. Quando falamos de jogos antigos, pra mim vale muito mais a nostalgia do autor do texto e dos leitores nos comentários do que qualquer outra coisa. É muito bom conhecer a história de cada um com determinado jogo, console ou que seja.
    Só pra constar, eu continuarei fazendo posts sobre Sonic e não tô nem aí… kkkkkk
    Sobre saber o que é bom pra gente, eu cito um caso: Bayonetta. Eu sempre me afastei desse jogo pq sempre escutei e li que não passava de um Devil May Cry apelativo, softporn, qualquer coisa assim. Daí um dia me falaram que o jogo é cheio de referências à jogos que joguei na infância e jogo até hj. Resolvi encarar o título e me diverti pra caramba. Fiquei com raiva de mim mesmo pelo tempo que evitei o jogo. E este é só um exemplo, existem mais meus, e com certeza todo mundo tem alguma experiência parecida. Inclusive com jogos não tão bem falados assim (eu por exemplo gostei de Sonic Unleashed, embora seja ultra suspeito pra dizer isso… kkkkk).
    A maldita Ecolândia é cheia de armadilhas mesmo, mas sabendo onde pisar, dá pra encontrar um caminho sem papagaios e outros tipos de repetidores.
    Vc também mencionou jogos com hype exagerado, eu concordo muito que exista… alguns até merecem o hype, creio que seja o caso do Zelda citado, mas tem outros que me dá raiva. As pessoas falam como se fosse uma das maravilhas do mundo moderno e quando vc vai jogar………. não tem nada de mais…. né, Last of Us? Ô bronca que me deu esse jogo por causa disso…
    Mas nem por isso eu paro pra fazer um post xingando o jogo (não aqui, não faria sentido). Análises exageradas são ruins tanto pro bem quanto pro mal. Tipo, uma análise que só endeusa o jogo sem citar os pontos fracos ou uma que só xinga e não fala o que ele tem de bom. Não é sensato. Fica difícil de levar a sério quando é assim.
    Pra encerrar meu comentário que já está grande demais, foi muito, mas muito boa mesmo a analogia que vc fez com carros. Da mesma forma que as empresas automobilísticas se sujeitam a ter custos e riscos com test drives, as de games também se sujeitam a críticas lançando demos, versões que nem sempre representam o produto final (como eles mesmo dizem), para que as pessoas possam experimentar. E isso gera custo. Por isso vale muito mais a pessoa jogar a demo pra sentir o jogo do que ver gameplay ou opiniões compradas ou infundadas. Tem que tomar muito cuidado. Mas não canso de falar o quanto demos valem a pena. Isso, é claro, se a pessoa faz o “test drive” com a mente aberta, pq tem muita gente aí que aperta o start já achando que vai odiar o jogo e aí fica difícil de convencer alguma coisa. O mesmo vale pra quem joga cegamente achando que será o melhor jogo do mundo e ponto final.
    Acho que é isso. Melhor encerrar por aqui o comentário antes que vc perca uma semana lendo… kkkkkk
    Mais uma vez, parabéns! Excelente texto, Visio! Mesmo!

    • Visionnaire

      Olá Cadu, aqui é o Visionnaire do Futuro! Voltei no tempo para replicar seu comentário que de tão longo levei quase uma vida inteira para ler. Aproveitando para dizer que aqui no futuro a Nintendo ainda não faliu e a Sega ainda existe, só que agora ela só fabrica Cartas de Hanafuda. Coisas da vida! Hahahaha
      Cara, que baita comentário! Curti demais! As demos foram bem citadas por você, não pensei nisso na hora que editei o artigo, mas é cabível sim e digno de nota!
      Obrigado por comentar! Abraço!

      • Cadu

        Cartas de Hanafuda? Maldito capitalismo! kkkkkkkkkkkkkk

  • Xerpes

    Cara Realmente foi uma ótima matéria!!!
    Eu lembro quando lia a super gamepower q tenho ate hoje e via o jogo super metroid!!!
    Super dark as fotos dela acho q é a segunda revista hehehe
    Guardo ela ate hj!!! nunca havia conseguido jogar super metroid ate ai!!! e depois d uns 3 anos lendo a revista q consegui alugar esta fita e me surpreender com ela!!!
    Vlw pela matéria!!! Retroplayers é um dos melhores sites que vi sobre games!!! sempre continuem com o ótimo serviço!!!
    De aumento pro rapais sabat!!! hehehe

    • Visionnaire

      Xerpes, acabei de receber uma ligação do Sabat aqui. Rapaz, não é que vamos mesmo ganhar um aumento!? Ele já encomendou mais 10 artigos como esse e novamente ameaçou cortar meu vale transporte se eu não cumprir os prazos. Acho que ele entendeu errado e resolveu aumentar o serviço. Mas valeu a tentativa. hahaha
      Obrigado pelo elogio, o pessoal do site trabalha duro e discute diariamente sobre assuntos relacionado aos games. Amamos o que fazemos aqui e um comentário como o seu sempre anima e é visto como recompensa maior do que qualquer dinheiro. Sorte do Sabat que vai economizando enquanto isso hahahaha
      Super Metroid recebia muitas matérias na época do lançamento e as fotos realmente eram sempre sinistras, valeu por compartilhar sua experiencia! Abraço!

  • Kanonclint

    Olá Visionnaire.
    A um tempo atrás postei algo parecido com esse seu post lá no blog do Cadu. E acho que pode valer pra cá também.
    Bem, vamos lá.

    O que eu acho que todo jogador tem de usar dois modos para avaliação de jogos, concordando com você que o mais importante é EXPERIMENTAR o jogo:
    1 – Analisar o game de forma isolada, ou seja, analisando sem se deixar influenciar por lembranças, marca favorita ( O que TODOS OS JOGADORES TEM ), ou até mesmo o gênero do jogo em questão. Por exemplo: Nintendo Wii. Nunca gostei deste console, E o único jogo que me agradou de verdade foi o Mario Galaxy, o resto de seus jogos nunca me despertou interesse. Definitivamente, comigo, não rolou. Mas dai por que EU não gostei do console ele é um lixo ???? Nada disso, o console é fantástico, dentro daquilo que ele propõe. É simplesmente o console de mesa mais vendido da história da Nintendo.
    Outro caso: a série GTA, nunca fui fã desta temática de roubar carros, traficar drogas etc, etc, e por conta disso nunca terminei nenhum jogo desta franquia. E por isso o jogo é ruim ??? Por que eu não gosto é ruim ??? Entendeu onde quero levar a reflexão? Você precisa ter o bom senso e a maturidade para enxergar um bom jogo.Se ele tem uma boa resposta aos comandos, se ele tem bons graficos, se a trilha sonora é bem feita, se o level designer é bem elaborado., etc , etc.
    2 – Feito isso, agora você pode fazer sua analise ESTRITAMENTE pessoal, e nela você leva em conta fundamentalmente suas preferencias.

    Em relação aos sites especializados e suas analises, ainda acho que são de grande importância (mas nem todos) . Lembro das analises de Castlevania Lords of Shadow 2. Eu estava absolutamente sedento por este jogo, pois gostei muito do primeiro. Ao ver as notas dadas ao jogo fiquei preocupado, pois consultei vários sites e a maioria citava os mesmos defeitos ( estariam fazendo ECO, como você disse ? ).
    Muitos poderiam ali desistir do jogo baseado somente nestas notas. No em tando eu tenho pra mim, que é necessário dar a chance ao jogo para tirar MINHAS próprias conclusões.E foi assim……E depois de terminado o jogo , cheguei a uma conclusão bem próxima dos sites “especializados”.

    No fim …… Acho que os jogadores devem ter mais senso critico, e acima de tudo a iniciativa de testar primeiro, pra depois tirar suas próprias conclusões.
    Bem como você disse.

    • Visionnaire

      Olá Kanonclint! Fechou, perfeito, é esse o ponto! Concordamos exatamente nessa questão de testar pessoalmente e lapidar o senso critico que anda meio sem norte ultimamente. Muito bom saber que você também já escreveu algo sobre o assunto, gostaria de ler seu artigo, se puder passe o link ok?
      No mais, nesse mês eu fui surpreendido com o COD: Ghosts (WiiU). Ganhei de presente, seria um jogo que dificilmente eu compraria e posso dizer que fui surpreendido. Depois de ouvir tantas criticas ao gênero e criticas contra a própria série em si, joguei do inicio ao fim e com muitas horas de multi-local.
      Novamente valeu a pena manter o principio do “test drive” para tirar minhas próprias conclusões, sendo que gostei MUITO do que vi ali.
      Obrigado por comentar! Abraço!

  • Wesley

    Excelente artigo, possui o feeling de um verdadeiro gamer que se importa com a diversão e os bons momentos que os games trazem para a vida de cada um, e não apenas com gráficos.

    • Visionnaire

      Olá Wesley! Agradeço o feedback! Realmente hoje em dia as pessoas buscam outros elementos em Jogos que nós, os velhos caducos, ainda não aceitamos como prioridade. A maioria quer gráficos fuderosos para mostrar pros amiguinhos o quanto seu videogame/pc é poderoso, enquanto nós buscamos diversão, focamos naquilo que nos traz mais benefícios e ainda conseguimos jogar tanto Pacman quanto qualquer outro jogo da nova geração.
      Eu prefiro assim. haha
      Abraço!

  • Jeff Sousa

    Artigo sensacional, eu concordo com tudo o que foi dito.

    • Visionnaire

      Obrigado Jeff! Bom saber que gostou do artigo, se puder, recomende. =D
      Abraço!

  • Elias Ricardo

    Concordo Visionnaire,quem julga se um jogo é bom somos nós gamers,com as nossas particularidades e gostos.Claro,acontece aqueles casos quase ”unânimes” de jogos que todos consideram muito ruins,geralmente por conta da jogabilidade.Um exemplo: eu era o maior fã de Joe e Mac do SNES,e entre meus amigos esse era considerado um jogo horroroso.

    • Visionnaire

      Caramba! Que citação maravilhosa! Joe e Mac era fodástico, cara, demais mesmo! Aqui no bairro esse jogo era muito utilizado, jogávamos muito, muito mesmo. Não imaginei que alguém pudesse ter um conceito contrário sobre a qualidade do jogo, mesmo com sua jogabilidade meio travada, era um baita game.
      Quanto ao artigo, é bom ver que o pessoal aqui tem maturidade o suficiente nesse assunto, pois em outros lugares na net esse assunto é abordado de forma diferente, com revistas e sites que tem um peso de “verdade absoluta” e o que dizem não pode ser contrariado. Uma pena.

  • Willi Weiss

    Eu não gosto de Zelda, de Shadow of The Colossus, de Gran Turismo, de Metroid, de Pokémon, acho a jogabilidade tanque dos primeiros Resident Evil uma merda, detesto RPG, não acho que o PS1 e o N64 juntos tenham 20 jogos decentes, Sonic pra mim morreu depois de Shadow The Hedgehog, e com todas essas opiniões eu não sou menos gamer que você que leu esse comentário e caiu em rage. As “boas obras” que você sabe apreciar podem não ser assim tão “boas” para mim, assim como as minhas boas obras talvez não sejam boas para você. Mas sejamos unânimes, Hong Kong 97 deveria ter ganhado o GOTY daquele ano AUHSUAHSAUHASUASUHASU

    • Visionnaire

      Boa! Justo e direto, cada um sabe de si, menos quando o assunto é Hong Kong 97 hahahaha
      Obrigado pelo comentário! =D

  • Ricardo Roll Ricardo Senin

    Eu comprei o meu super metroid graças ao retroplayers.não tive snes na década de 90,mas ganhei um da minha mãe,dai em diante comecei a comprar jogos,de preferencia os que fizeram parte da minha infância,como super mario world e bomberman 4.Depois fiquei na duvida de qual seria o próximo jogo,foi ai que vi uma matéria sobre super metroid em algum lugar,eis que encontro a analise do retroplayers e me encanto com as palavras que foram usadas pra falar sobre o game.Não deu outra comprei o super metroid sem duvidas de que seria um ótimo jogo e não me arrependo,já que ele é um dos meus favoritos.Muito obrigado equipe da Retrplayers.

    • Visionnaire

      Olá Ricardo! Incrível isso! Quer dizer que a analise do Retroplayers foi decisiva na hora de escolher o próximo jogo de Snes? Muito bom saber disso! Faz toda a diferença um relato desses aqui no Blog. Na década de 90 eu fiquei sem SNES também, só jogava na casa dos amigos, mas pude jogar o suficiente até mesmo em locadoras. Uma pena ter passado a era de ouro dos games sem nenhum ouro pra comprar games. É aquela velha questão: “Tinha tempo mas não tinha dinheiro, hoje tenho dinheiro (pouco) mas não tenho tempo.” Acho que a maioria aqui conseguiu seus sonhos de consumo só depois de adulto e é isso que faz esse Blog manter tantas visitas e comentários!
      Obrigado pelo relato Ricardo, valeu mesmo!

      • Ricardo Roll Ricardo Senin

        Eu que agradeço,o trabalho de vcs é demais o/

  • Chris

    Pelo jeito seu avô era uma pessoa incrível..^^
    E que história bacana, bem envolvente, eu imaginei cada cena aqui..=D
    Cara, eram 10 km da locadora? e você ia a pé as vezes? nossa…xD

    Eu quando comprei o 3ds fiquei bem ansioso para por as mãos no remake de ocarina of time, pois na época do 64 não joguei, o jogo é bom, mas pra mim não foi tudo aquilo que dizem também, meu favorito é o a link to the past, pra mim, entra fácil em um top 10 de snes, a link between worlds pra mim é tão bom quanto…^^

    • Visionnaire

      Falar do meu avô é como falar de um pai, ele me criou, é minha referencia paterna e ainda por cima era um baita companheiro. RIP Vô!
      A locadora era longe, tinha outra mais perto, mas essa que ficava há 10km era robusta demais, então era referência e preferencia. Quando ia a pé eu ia cantarolando minhas músicas de game ou imaginando que jogo alugaria enquanto aplicava golpes certeiros com uma espada imaginária. Coisas de criança. Quando ia com meus irmãos a festa era garantida, rendia muitas risadas, várias histórias e nos divertíamos na ida, na volta e quando jogávamos.
      Tempo bom.
      Eu tenho dúvidas quanto ao meu Zelda preferido, fico sempre dividido entre A Link To The Past, Minish Cap e Skyward Sword.
      Não é fácil escolher o melhor dentre tantos jogos bons.
      Obrigado por comentar! =D

  • Lucas Bastos

    Visionnaire, sem palavras para os seus artigos. Todos eles trazem experiências de vida, partes de você com os games, e isto os torna excepcionais !

    Parabéns !

    • Visionnaire

      Obrigado Lucas! Os artigos são feitos com carinho, pensando justamente em passar essa impressão de que todos nós sempre temos algo diferente para contar e assim uma simples experiencia se torna uma história.

  • Aline Moraes

    Olá, minha primeira visita ao site e já me apaixono por essa matéria e essa história de arrancar lágrimas até do Haggar com o Pokémon Blue… Passei por algo semelhante com meu Mega Drive e logo em seguida com o meu PS1, mas a história mais emocionante pra mim foi com meu jogo favorito até hoje: Final Fantasy IX.

    Naquela época eu havia acabado de ganhar meu PS1 e um amigo me emprestou FF VII. Achei um jogo super esquisito, os personagens pareciam de Lego, eu detestava o Cloud e a temática meio futurista. Devolvi o jogo um dia depois pro meu amigo, e ele não entendia o motivo. Daí ele falou “Bom, esse aqui você vai gostar!”. Final Fantasy IX, o CD original, mas só o A.

    Achei o jogo lindíssimo, o Vivi desde o início me atraiu, pois era bobo como eu. Os lugares, as pessoas, uma princesa e gráficos maravilhosos, aliados a melhor trilha sonora que tinha ouvido até então. Foi amor a primeira vista. O problema é que na minha cidade haviam poucos lugares que vendiam ele, pois o PS2 estava bombando e o X era o que mandava, além do sucesso absurdo do VII. Passei exatos um ano, sim, um ano inteiro, sonhando em achar os outros CD’s por aí. E nesse um ano jogava só o CD1, fazia um save, fechava o CD e deletava, fui aprendendo inglês só por causa do jogo, falava pra todo mundo dele e sentia uma alegria incrível só por poder jogá-lo.

    Em dezembro, eu fui para a cidade comprar roupas de fim de ano, e quando passo sem expectativas por uma barraquinha, o que vejo? Todos os CD’s do IX, sendo vendidos por 20 reais! Fiz minha mãe comprar na mesma hora e não conseguia acreditar. Finalmente ia jogar, ia dar continuidade, finalmente ia saber o final daquela história pela qual me apeguei tanto. Minha aventura ia continuar. Então, as exatas 8 da noite daquele dia, quando meus pais me deixaram sozinha na sala, dei load primeiro no CD1, pra ver se meu save continuava ali, depois abri, coloquei o CD2 e fiquei com medo de apertar o x, e se não funcionasse? Fechei os olhos e apertei. “Plim!” foi o barulho que fez, ao mesmo tempo em que mostrava dois guardas no South Gate e em seguida a música tema do jogo… Minhas lágrimas caíram de tanta felicidade.

    Eu sei que muita gente não gosta do IX, eu entendo. Mas pra mim ele foi e sempre será a definição perfeita de Final Fantasy. Eu posso dizer com todas as letras que meu gosto musical/artístico e até meu conhecimento em inglês devo a ele… Não tenham vergonha de dizerem que amam um jogo, ele é a sua história…Obrigada por lerem até aqui <3

    • Visionnaire

      Olá Aline! Que belo comentário! Quando pensei em criar esse artigo, minha intenção era receber esse tipo de feedback, onde os leitores pudessem contar suas experiencias com games. Fiquei muito feliz em ler sua história com Final Fantasy IX. Estava aqui imaginando sua reação, o momento do “Plim” e todo contexto que fez emergir lagrimas de felicidade!
      Novamente atingi meu objetivo e recebi meu prêmio. Muito obrigado pelo comentário e, por favor, volte sempre!

      • Aline Moraes

        Que bom saber que meu comentário tão pessoal adicionou algo ^^. Foi uma matéria muito boa e criativa, e a sua história com o Pokémon me fez lembrar da dificuldade que era achar certos jogos antigamente… Antigamente sonhávamos por revistas que nos faziam imaginar os jogos, e hoje podemos usar reviews, vídeos e críticas a nosso favor… Obrigada por escrever uma matéria que me encheu de lembranças maravilhosas!

        • Visionnaire

          Aline, esses comentários carregados de individualidade são raros como diamantes. A principio ele é algo pessoal, é algo só seu, mas logo depois que você compartilha ele deixa de ser algo pessoal para se tornar um “parâmetro”. Isso é mágico e é a melhor parte do nosso trabalho, já que ajudar a criar parâmetros é um quase um ato social. É com esses parâmetros que percebemos como a felicidade nos toca de um jeito único, pois um jogo que eu encaro como simples pode não ser tão simples assim pra você. Na verdade esse mesmo jogo pode ter uma história importante na vida de outra pessoa. Isso me faz perceber que as diferenças acabam surgindo dentro de cada pessoa, justamente no modo como enxergamos e vivemos o momento. Por isso, há uma pequena change de alguém ler um artigo meu e se identificar, depende do momento, depende da visão e do contexto na vida dessa pessoa. É tão raro quanto um diamante.

  • Eder Valente

    Antes de mais nada, que história emocionante a do seu avô. Imagino o quanto você deve ter ficado feliz com isso. Devemos muito a nossos pais e avós que nos deram esses momentos de felicidade gamística.
    Lembrei de um game que foi bombardeado nas revistas especializadas da época: Lamborghini pra N64. Eu joguei muito esse jogo, era extremamente divertido desbloquear os carros secretos… não entedi pq ele levara uma nota tão baixa nas revistas. Enfim, o teste real mesmo é JOGAR.