RetroPerfil: Dr Wily: cientista, gênio, e doido varrido!


Ele é genial, brilhante, careca, almeja escravizar o mundo criando exércitos de robôs sob seu comando, e tem um bigode de fazer inveja a qualquer outro vilão que queira rivalizar com ele em seus objetivos de dominação. Só que ele sempre esbarra naquele maldito carinha azul…

Todo mundo conhece o Megaman, aquele carinha azulado que vive de arrebentar seus semelhantes malignos jogo após jogo, e que nós adoramos tanto controlar que a Capcom já faz perdurar essa máxima por mais de 20 anos. E a primeira vez que nós, ainda jovens de rosto lisinho, pegamos nossos controlpads lá pra meados do fim da década de 80 para meter a mão na orelha daquele cientista doido cheio de más intenções, mal sabíamos que tanto tempo depois, este senhor ainda estaria insistindo com suas idéias malucas de dominação mundial. Só que nós, agora um bando de velhacos barbados, porém experientes, enxergamos uma verdade única por trás das ações deste velho bigodudo insistente: o que seria de Megaman se não fossem os planos mirabolantes e as criações robóticas diabólicas do genial, brilhante e maluco Albert W. Wily, ou para nós jogadores, Dr. Wily?

Nasce um gênio… do mal!

Geralmente acontece assim: o jogador pega pela primeira vez um cartucho do robozinho azul, se depara com 8 inimigos cabeludos para detonar ou ser detonado no final de suas respectivas fases, e depois de vários acessos de fúria com mortes abundantes em buracos sem fundo, espinhos assassinos e inimigos pra lá de desgraçados, finalmente vencemos as oito etapas iniciais: é chegado o momento da tela dar aquela piscada característica que precede o aparecimento daquele Dr.W na seleção de fases. Assim somos apresentados a um dos maiores e mais perseverantes vilões da história dos retrojogos, um velhinho safado com cara de Albert Einstein que aparece sempre voando em um disco voador oval, e que se apresenta nos encarando enquanto mexe a sobrancelha para cima como quem dizFui eu mesmo que te ferrei até agora, hehehe!“.

Sim Senhor, Dr Wily merece o título de Grande Gênio do Mal, pois o que ele inventou ao longo de sua grandiosa carreira de vilão dos games para detonar com a imagem de seu antigo parceiro de bocha, o cientista não menos brilhante e gente boa Dr Thomas Light, acabou não só por criar um dos maiores heróis que o mundo dos games já viu, mas também por tornar estupidamente mais difícil e dura a vida de umas 3 gerações inteiras de jogadores de videogame, eu incluso.

Albert W. Wily (há quem diga que o W. significa Wesker) foi concebido no ano de 1987 pelas mentes criativas dos designers da Capcom que estavam responsáveis pelo primeiro game do herói que, acima de qualquer previsão milagrosa ou otimista da época, se tornaria um dos maiores ícones não só da empresa, mas da história dos vídeo games em geral, Megaman. Diz a história que os dois gênios da robótica e amigos desde os tempos de estudante, criavam robôs no intuito de facilitar a vida da humanidade, mas toda a fama pelas úteis criações passaram a partir de uma determinada data, a serem sempre creditadas a Light, que terminou por ser presenteado com um Prêmio Nobel, fato este que ocasionou um acesso de raiva ensandecida em Wily que se revoltou e decidiu reprogramar os robôs para que estes causassem o caos na cidade e acabassem com a imagem de bom moço de seu antigo amigo.

Em entrevista para um famoso jornal da época, Wily declarou que a fama exagerada creditada à Light é decorrente do Campeonato Mundial de Bocha, que ele ganhou para o Japão jogando a final contra o Brasil praticamente sozinho após Wily não ter comparecido para a partida…  O cientista Jurou que foi sequestrado pelos brasileiros para que a equipe  fosse enfraquecida, mas algumas fotos do velho pervertido tiradas no dia anterior em uma boate local, abraçado com algumas mulatas que acompanhavam a delegação brasileira, bêbado, segurando um charuto em uma mão e uma garrafa de Black Red & White na outra, circularam no mesmo jornal para desgraça do ex-renomado e respeitado gênio. Obviamente que ele também colocou a culpa disso no coitado do Light.

A história que não vem ao caso aqui nesta matéria, é a do segundo robô criado pela extinta dupla de cientistas, que Light teve de reconstruir e reprogramar para que este pudesse para todo o sempre, azedar os planos malvados de seu rival maluco, e que ficará para uma provável futura edição do RetroPerfil, então me limitarei a dizer que este é o caso em que o tamanho do herói é diretamente equivalente ao tamanho do vilão, pois a eficiência e bravura de um nunca existiria sem as dificuldades impostas pelo outro, e bota dificuldade nisso!

Algumas das criações malignas do tiozinho

Wily ajudou a criar os robôs que ele mesmo reprogramou para desgraçar com a cidade e com a vida do Dr Light e de seu jagunço azul, e ele pegou gosto pela coisa quando percebeu que mandar seus robôs alterados fazerem uns servicinhos extras poderia ser um negócio muito lucrativo. Assim o gênio do mal não parou mais de criar aberrações mecanóides encobertas pelos mais mirabolantes planos, que envolviam desde sequestros à construção de clones malignos. Sem falar que depois que o bixo pegava, o safado corria com sua navesinha para a segurança de seu lar temporário, ou melhor, para o último andar de sua Wily’s Fortress, o abrigo de algumas das maiores e mais perigosas aberrações robóticas que o mundo dos games já viu.

As Wily’s Fortress sempre apareciam após todos os 8 robôs mau encarados terem sido derrotados, consistem de uma fortaleza gigante com vários andares guardados por inimigos poderosíssimos que tem a única missão de não deichar o seu chefe ser incomodado enquanto assiste o campeonato de Bocha. Nunca são as mesmas, Wily constrói uma por jogo, e o local onde ele arruma tanto tijolo para isso continua sendo um grande mistério até hoje. Algumas das suas mais destrutivas criações, sejam elas dentro ou fora das Wily’s Fortress, são tão memoráveis que dificilmente nos esquecemos delas, então vamos ver algumas delas:

Yellow Devils

Bem, na verdade fica impossível esquecer é das sonoras surras que as criações de Wily nos aplicaram, como por exemplo, o maldito Yellow Devil. Sozinho, aquele maldito brucutu metamorfo desmembrado é responsável direto por inúmeras desistências de jogadores desesperados que nunca conseguiram se quer ver o criador do monstrengo lá no topo de sua fortaleza tecnológica fortemente protegida, e para infelicidade geral da nação, o brutamontes aparece em vários jogos da franquia, sendo ainda remodelado e aperfeiçoado em futuras versões, algo que culminou na criação da trupe de inimigos mais casca grossa do mundo dos games, a Família Devil. Mais informações sobre esta máquina de destruição, leia a matéria especial RetroNeurose: Yellow Devil aqui mesmo no Retroplayers!

Mecha Dragon

Se tem uma coisa que nós jogadores temos que aprender a fazer com toda a perfeição do mundo ao se jogar um game onde o Dr Wily é o inimigo final, essa coisa é pular, pular como ninguém, ou melhor, pular como um ursinho gummy. E o tal do Mecha Dragon simplesmente fazia com que você se tornasse um especialista nesta modalidade: ele aparecia vindo voando atrás de você preenchendo quase a tela toda, derrubando qualquer plataforma que viesse de encontro a ele, e só restava a nós ir em frente pulando de bloco em bloco por sobre um dos maiores buracos sem fundo assassinos (leia matéria sobre eles AQUI) que já se viu nos consoles de 8 bits para depois enfrentá-lo tendo como chão, apenas alguns míseros bloquinhos onde o personagem mal cabia direito em pé. A situação era a seguinte: mortes abundantes da pior maneira possível, inúmeros continues gastos e muita, mas muita dor de cabeça mesmo!

Wily Machines

Acha que a marca registrada do tiozinho são os robôs de nome exótico que ele inventa a torto e a direito? De maneira alguma: nenhum destes cabeças de parafuso chegam aos pés das poderosas Wily Machines, e se você, caro amigo retroaventureiro, já conseguiu a proeza de enfrentar uma ou mais delas dentre os 10 jogos da franquia clássica ao qual Wily faz parte, sinta-se um verdadeiro guerreiro, pois o simples fato de você ter chegado lá já deve ser comemorado. O negócio é que elas são sempre a última arma que será utilizada contra você, e não se engane: raramente elas não serão as mais desgraçadas do jogo. Elas vão te matar muito, serão vulneráveis sempre às piores armas dos jogos, dispararão projéteis enormes e dificílimos de se desviar, terão mais de um ataque e provavelmente duas barras de energia.

Sigma

Ok, ok, especulação pura, mas para muitos, procede! Até meados de Megaman X5, sabia-se que Zero havia sido a última criação de Wily antes de desaparecer, só que neste game, começam a aparecer evidencias de que Sigma, o vilão eterno da franquia futurista do robozinho azulado, é que foi a derradeira criação do bigode, aquela que daria sequencia nos planos malucos do cientista após a sua partida. No final do game, Sigma utiliza sua forma W Body (W de Wily, sim senhor) e parte pra cima de X mostrando que até mesmo no além, Wily sempre dá um jeito de manter alguma coisa mecânica fazendo safadezas destrutivas no planeta. E olha que o tal do Sigma foi muito eficiente nesse negócio de destruir e fazer caos viu…

Dr Willy eterno… eterno gênio do mal!

Sabe que a um bom tempo eu não tinha um desafio de primeira linha jogando vídeo game? A última vez que um chefe final me fez suar foi jogando o espetacular Viewtiful Joe no modo Hard (V-Rated, tente se for macho!), maldito Capitão Blue de uma fig… Ops, escapou… Mas voltando ao universo Megaman, eis que o nono game da franquia aparece no meu Wii, e mais uma vez, tome-lhe surra para as criações insanas do tiozinho do bigode cinza, que na falta de nos arrebentar com aquela penca de robôs nos jogos para consoles caseiros por alguns longos anos, resolveu detonar com o planeta até mesmo em algumas séries animadas como aquelas do Megaman ou do Capitão N nos anos 90.

E jogar Megaman 9 é perceber que, assim como nos outros 8 jogos principais e mais alguns outros spin off’s espalhados pelos arcades e consoles do mundo, o eterno vilão não perdeu a forma e a criatividade diabólica em momento algum, e volta à ativa mostrando que Thomas Light ainda vai sofrer muito nas mãos dele. E já temos Megaman 10 também prontinho para ser baixado e detonado por nós retrojogadores, mas não sem antes morrer dezenas de vezes para as criações mecânicas exóticas desse cientista malígno, maluco, mas acima de tudo, carismático como muito herói não consegue ser.

E como fã desse tiozinho, meus votos são um só: torço para que um dia o Infame Dr Wily alcance seus objetivos, conseguindo assim de uma vez por todas, realizar o feito que o Cérebro tenta todas as noites de sua vida: tentar conquistar o mundo!

Fim


Sobre Sabat

Editor Chefe do RetroPlayers, Redator e Editor nos Livros e Revistas WarpZone, Podcaster e editor de áudio, Saudosista, e Analista de Informática porque algo tem que dar dinheiro né!

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  • Pingback: Tweets that mention RetroPerfil: Dr Wily: cientista, g()

  • Jef

    Pobre Wily 😛
    Me lembrou isto (www.brawlinthefamily.com/?p=1057)

  • Or

    G

  • Piga

    Maravilhosa mat

  • eu tenho medo de comprar o mm9 e o 10 Oo”
    sei que n

  • kkkkkkkkkk show de bola essa Blue Print jef XD rachei kkkk I AN GENIOUS KKKKKK

  • Prefiro Wily do jeito que est

  • Se prepare, pois o Megaman 9

  • Eu acho o 3 mais dificil de todos os mmX XD
    A s

  • Jo

    A s

  • GLStoque

    Bocha!?? KKKKKK! N

  • E o 3

  • Jo

    Ali

  • Jef

    Heheh. Tamb

  • Filipi Cloud

    Quem dera eu tivesse um Wii pra jogar Megaman 9.

  • ahuahuahuah eu j

  • Willy

  • Hyper Emerson

    Curiosidade sobre as fortalezas do Wily: a maioria delas tem um cano-chamin

  • Nunca tinha reparado nisso v