RetroFast: 20 anos de PlayStation!


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Ok. Muita gente vai falar: “Na verdade ele já vai fazer 21 anos!”. Tá certo, no Japão o PlayStation foi lançado em Dezembro de 1994, e só daria as caras no Ocidente precisamente em 9 de Setembro de 1995 – já que as coisas demoravam um pouquinho mais para chegar por essas bandas. Mas bom, como ainda somos ocidentais, nada mais justo do que comemorar a data ocidental. Então vamos parabenizar nosso velho amigo PlayStation, carinhosamente apelidado de PS1, em sua jornada de 20 anos!

A história fictícia acho que todo mundo já sabe, então vou dar uma palhinha da história real:

Era uma vez um império oriental chamado Nintendo, que queria dominar o mundo com uma arma chamada Super Nintendo, para tal, ele decidiu que essa arma devia ter lasers. Logo ela se uniu a uma corporação que tinha o laser, chamada Sony, para então criarem uma arma letal nomeada SNES-CD. “Não tem pra ninguém!” – disse o imperador. E o contrato foi assinado após uma noitada com muito saquê e gueixas. O problema é que no dia seguinte ele releu o contrato que havia feito; e diz a lenda que sua reação foi: “Chikushoume!” (procure a tradução). Bom, a arma letal foi cancelada e ele decidiu jogar o dinheiro no lixo da vizinha, a Philips. A Sony que não era burra nem nada decidiu aproveitar seu laser sozinha e lançar uma arma chamada “Estação de Jogar”. “Pra mim tem!” – disse o presidente da Sony. Tá certo que no começo todo mundo achou o nome bem bobo, mas depois acabaram esquecendo (também aconteceu isso com um console da Nintendo). Sua retaliação por laser seria infalível!

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P.S.: Quando as primeiras armas começaram a estragar por uso de munição pirata, alguém descobriu que virando-as de ponta-cabeça, magicamente elas voltavam a funcionar. Isso é só uma curiosidade que não tem nada a ver com a história.

Eis a arma a laser!

História absurda ou não, a verdade é que o primeiro PlayStation foi uma febre absoluta que perdurou por muitos anos no mundo todo, batendo todos os seus concorrentes contemporâneos. Ainda ocupa o 4° lugar no ranking dos consoles mais vendidos da história, com mais de 102 milhões de unidade vendidas, e com o mérito de perder a 1ª colocação para o seu sucessor. Sabemos também que ele nunca foi lançado oficialmente no Brasil, devido a alegações de trademark – o nome já estava registrado por outra empresa nacional – e pirataria.

Cada jovem que teve a sorte de viver a época teve sua história com esse console tão amado. Aqui tentamos unir a história e a paixão de alguns deles (que não são mais tão jovens, afinal, são 20 anos), para que cada leitor possa se identificar e despertar as suas próprias lembranças de uma época de descoberta e entusiasmo.

Bota o CD para rodar!

tarja-sabat

Rapaz, 20 anos de PlayStation, quem diria… Parece que foi ontem que eu colocava o console de ponta cabeça inclinado numa caixa de sapato pra poder fazer o safado ler o 3º CD do Final Fantasy 9

Naquela época eu tinha um N64. Só fui comprar o PSX meses depois de terminar de pagar o caríssimo console da Nintendo, e foi de um ex-amigo que já naquela época, não mais sabia aproveitar os games que o console da Sony tinha a oferecer, e não era pouca coisa. Lembro das intermináveis jogatinas de Need 4 Speed Porsche Challenger e Parappa the Rapper logo no CD Demo do console, e se só isso já me divertia à beça, imaginem como foi quando começaram a pintar nos marreteiros da Lapa (que se multiplicavam mais rápido que bactéria) games como Resident Evil, Crash Bandcoot, e Parasite Eve, que era tão bom que eu terminei em japonês…

Aya, nas CGS maravilhosas de Parasite Eve 2 Crash Bandcoot 3, que jogo!

As maravilhosas CGs de Parasite Eve 2 à esquerda, e um dos melhores e mais viciantes jogos da minha vida na direita, Crach Bandcoot Warped!

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No PlayStation eu joguei alguns dos melhores games da minha vida (e definitivamente alguns dos piores também, como aquela tralha hyper estimada do Final Fantasy 8, credo). Ele foi responsável por me viciar em Pro Evolution Soccer, por me transformar em fã incondicional da franquia Metal Gear, por me apresentar o universo dos RPGs (sim, eu detestava RPG antes do PSx), por me transformar em um jogador melhorzinho de Street Fighter após milhares de horas no excelente Alpha 3, mas acima de tudo isso, foi nele que eu descobri uma maravilha chamada 1001 jogos! Deus do céu, se o RetroPlayers existe hoje, foi por causa desse CD milagroso com trocentos jogos de NES que o PSX emulava de forma perfeita direto na TV de tubo, e que eu, na época de solteiro, jogava simplesmente todo dia enquanto esperava minha noiva voltar do serviço.

Infelizmente, o PlayStation era frágil pra caramba. O canhão ia enfraquecendo gradativamente devido ao uso contínuo de mídias piratas, até que uma hora se tornava necessário fazer equilibrismo com ele para que os games rodassem, e isso faz com que praticamente ninguém no Brasil hoje em dia ainda possua o seu console original em condições perfeitas de uso. O meu morreu assim… tentando ler desesperadamente um dos CDs do excelente Fear Effect 2. Mas como eu já disse, o PSx tem uma fatia de importância na criação do RetroPlayers, e mais tarde, o RetroPlayers retribuiu: foi o responsável por um dos presentes mais maravilhosos que eu já ganhei.

O meu PSX tijolão!

Esse é o meu Psx atual, ganhei de um fã do site ^^ E vai ser eterno enquanto durar.
Muito obrigado Nintendo e Sony pela briguinha! O PlayStation agradece.

tarja-ivo

Olha quem fez aniversário pessoal! Nada menos que o eterno PS1! Não tive PS1 nas devidas épocas de seus anos de vida, mas em compensação joguei muito ele na casa de um grande amigo, que sempre mostrava os principais lançamentos e a diversidade de jogos que esse console teve (e como tinha jogos!).

O primeiro game que joguei no PS1 foi o Ridge Racer, praticamente algumas semanas pós seu lançamento, e foi de arrepiar. Dali para frente foram anos gloriosos com eternos clássicos como: Resident Evil’s, Final Fantasy’s, Megaman’s, KOF’s e muito mais. Vi nele a pirataria chegando com jogos a R$ 5,00 em qualquer esquina, conheci Gameshark e seus códigos, conheci CD’s com fundo preto, azul e prateado, jogos modificados como os campeonatos brasileiros, táticas de colocar o console de cabeça para baixo para funcionar, desbloqueio no console, troca de canhões e tudo mais que envolvia esse console. Foi um grande época! Tão boa quanto a era dos 16 bits. E mesmo após 20 anos de existência ainda me pego jogando clássicos dele como Chrono Cross e atualmente Megaman 8.

E por fim! Meu Parabéns para o PS1 pelos seus 20 anos de pura alegria e momentos inesquecíveis.

tarja-cadu

Que maravilha, 20 anos de Playstation One! Nem dá pra acreditar que já faz tudo isso! A plataforma foi importante por trazer grandes clássicos que definiram uma geração de jogadores, que possuem um perfil diferente do meu, eu admito, mas isso só significa o peso que o console teve na história dos videogames.

Meu jogo favorito de todos os tempos está nele: Final Fantasy Tactics! Mas teve diversos outros de muita qualidade, sejam eles populares ou não. Castlevania Symphony of the Night, Final Fantasy 7, Xenogears, Vagrant History, Pocket Fighter, Silent Hill, Resident Evil… melhor eu parar por aqui, a lista de jogos marcantes é muito maior que isso tudo que já destaquei aqui. Mas o que eu nunca vou esquecer mesmo é o tempo que fiquei jogando os jogos da série Dance Dance Revolution, com tapete e tudo, vários quase tombos, escorregadas, pisadas tortas e afins. E pensar que hoje minhas costas não aguentam mais, que tristeza. 20 anos talvez justifiquem este problema de idoso meu.

Também não vou esquecer da facilidade em conseguir jogos com a pirataria, seja a solução caseira baixa, grava e joga, ou seja as mídias alternativas do centro de SP no esquema 3 por 10 reais. A parte ruim é que todo mundo ficava cheio de jogos e não jogava nem metade do que comprava. A outra parte ruim disso é que colaborou de certa forma com a extinção das locadoras e casas de arcades/fliperamas, já que era menos custoso ter tudo em casa.

Pra fechar este fast nada fast da minha parte, gostaria de frisar que este foi o último console de videogame que ganhei de presente dos meus pais na vida. E foi um belo presente de Natal, nunca me esquecerei! Valeu PSOne! Principalmente por ter servido de plataforma inicial para Tactics!

tarja-Visio

PS1 foi um marco incrível no mundo dos games, me deixou muito empolgado com os jogos tão superiores se comparados ao que tínhamos na geração 16 bits. Foi incrível jogar o primeiro Resident Evil, com toda sua beleza em cenários, história envolvente e terror de travar qualquer jogador. Tenho uma lembrança especial por Azure Dreams, um jogo que eu havia jogado no GBC, mas que viveu sob a sombra de Pokémon, porém no PS1 ele se destacou pra mim. Gráficos melhorados, trilha sonora incrível, um jogo cativante, difícil e gratificante. Bons tempos!

Aqui no Brasil o PS1 foi acompanhado de uma pirataria intensa, onde atingiu muitas locadoras de games, isso foi um marco na vida de muitos gamers. Tínhamos pilhas de jogos em casa, mas as locadoras iam se esvaziando, pois o pessoal se reunia mesmo era pra jogar em casa, saia mais barato e não faltavam opções. Claro que isso não é culpa do PS1, mas sempre ficará atrelada a imagem do console, onde esse problema se espalhou como um vírus mortal por cada região do Brasil. A popularidade do console, junto com a facilidade ao acesso a esses jogos piratas, transformou uma geração inteira.

Não consigo falar de PS1 sem deixar de citar PES, acredito que muitos leitores também tem essa mesma visão. Era uma das coisas mais divertidas de se jogar, juntando a galera para o famoso mata mata, jogando diversas partidas, xingando e sendo xingado, uma vida de dar inveja. Era muito bacana! É claro que o PS1 tem muitos outros jogos, franquias novas que nasceram ali, games antigos que migraram para essa nova plataforma. Mas fica o elogio para a Sony, pois conseguiu fazer o caminho reverso ao que a Nintendo oferecia e criou facilidades para as thirds, tornando o cenário de games no que conhecemos hoje. Mérito dela!

SKa

Como jogador de PC nunca tive muita vontade de ter um console. Durante minha infância podia jogar os games antigos em emuladores pelo computador, sem falar dos exclusivos. Então posso afirmar que o PS1 foi o único console que tive na vida, e me orgulho muito disso. Não acho que exista outra plataforma com tantos games incríveis e marcantes (somente talvez o SNES possa se comparar).

Não dá pra esquecer as incontáveis noites jogando Castlevania Symphony of the Night, as fases irritantes de Crash Bandicoot 1, a fabulosa trilha sonora de Spyro 3, os momentos “não-passa-um-fio-de-cabelo” com Resident Evil Nemesis e Silent Hill, as sacanagens clássicas de multiplayer no Crash Team Racing, o extermínio divertido de dinossauros em Dino Crisis 2, as lutas épicas contra amigos em Marvel Vs Capcom e Tekken 3, a introdução a um tal de Hideo Kojima em Metal Gear Solid, querer andar de skate na vida real da mesma forma que eu jogava Tony Hawk Pro Skater, todos os bordões clássicos dos Winning Eleven narrados em japonês (uan-two, ofisaides, guooool, Ronurarudino, Morientes, guoru kiko desu). E os RPGs? Assim como o PS1 tem uma lineup que talvez (de novo ele) somente o SNES se compara. Grandia, Chrono Cross, Legend of Dragoon, Brave Fencer Musashi, Wild Arms, Star Ocean, Vagrant Story, Dragon Valor, Breath of Fire 3 e 4, Legend of Legaia e claro os grandes Final Fantasy 7, 9 e Tactics (nessa ordem, na minha preferência). Quantas horas foram gastas “farmando xp”, explorando incríveis mundos e histórias.

É só isso que posso falar desse console nesse Retrofast, o limite de texto me impede de ficar horas aqui falando dos jogos e experiências que a Sony me proporcionou com essa lancheirinha cinza. O que posso dizer, nesses 20 anos de PlayOne, que inclusive compartilha o ano de nascimento comigo (também vou completar 20 anos, em Dezembro), é um muito obrigado à Nintendo por ter discordado da Sony e rejeitado o drive de CD para o SNES.

SirKao

— “O que é CD-ROM?”. Foi a primeira coisa que perguntei quando ouvi um colega falar (com muito entusiasmo) da febre que iria abalar a segunda metade da década de 90. Não, eu ainda não tinha sequer um aparelho de som de CD, e já tinha aprendido que dinheiro não brota em árvore; ainda mais para um trambolho que valia uma fortuna naqueles tempos. Bom, tive que aguardar 3 anos para realizar meu próximo sonho após o Super Nintendo, uma vez que somente no Natal de 1997 que ganharia meu PlayStation — novinho em plástico —, o tijolo cinza que me roubaria os melhores momentos da minha adolescência.

Que época frutífera! Os primeiros jogos de tantas franquias lendárias começaram nesse carinha, e muitos dos melhores títulos de várias delas ainda ficaram nele. Também pude ver franquias que eu já gostava pintarem com versões de esbugalhar meus olhos. Mal consigo descrever a empolgação de um garoto vendo sérios antigas que eu já gostava muito, como Breath of Fire, Final Fantasy e Mega Man X ressurgindo com tanta pompa. Por outro lado, pude brincar bastante com os recém-nascidos Resident Evil, Tenchu e Twisted Metal, e me surpreender com o poder de fogo que o console podia oferecer.

Não vou ficar me prolongado no valor histórico, falando de jogos que todo muito gosta, que foram importantes e blablabla… Todo mundo já sabe disso. Independente se eram jogos afamados ou não: eu queria mesmo era jogar. Conhecem Suikoden, KKND2, Master of Monsters ou Star Wars: Masters of Teräs Käsi? Pois é, podiam ser meio desconhecidos ou considerados “fraquinhos”, mas joguei muito e sem preconceito.

O importante é que o PS1, atrás somente do SNES, está marcado profundamente em minha vida. Sempre que posso revisito meus jogos da juventude ou experimento outros que deixei de lado na época. Nunca é tarde para conhecer algo bom que deixamos para trás.

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Agora é com você caro amigo retroaventureiro! Conte-nos sua história junto deste grande console que fez nossa alegria! Que você jogou? Ainda joga? Quais lembranças você tem dele? Comente!


Sobre Sir Kao - Ex Membro

Veterano da Terceira Guerra Mundial de Consoles, enlouqueceu e passou a viver recluso em um abrigo subterrâneo, de onde faz análises de RPGs remotos utilizados em treinamentos militares.
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