RetroEspecial: Você “NES”cessita lembrar dele?!


Estou de volta, pessoal do Retroplayers! E desta vez eu vou falar de algo que com certeza “mexe” com você que adora games e videogames antigos. Vou dar algumas dicas: ele é considerado por muitos como um videogame cult, divisor de águas, o melhor de todos os tempos, o verdadeiro cálice sagrado dos colecionadores e amantes de videogames antigos. Você já deve saber do que estou falando, não?! Sim, Nintendo 8 Bits, mais conhecido como Nes ou Nintendinho (como vou chamar ele carinhosamente no texto) aqui no Brasil. Agora você vai me perguntar, mas por que você resolveu falar sobre o Nintendinho? Minha história com ele é repleta de partes boas e outras ruins, mas que resultaram em um final feliz. Então resolvi compartilhar com todos vocês essa história e ainda vou relatar mais detalhes curiosos sobre esse console aqui em nosso RetroEspecial – Você “NES”cessita lembrar dele?!. Então se segure na cadeira e compartilhe comigo esse momento do nosso saudoso Nintendinho.

O meu primeiro contato com o Nintendinho não foi dos melhores e explico o motivo. Muitos visitantes aqui do Retroplayers devem ter irmãos mais velhos, certo? E com certeza eles devem ter tido videogames antes de você, certo? E com certeza eles não deixavam você jogar, certo? Esse foi o meu caso. Em um belo dia, meus pais receberam em casa um vendedor que trazia tranqueiras do Paraguai (você deve ter recebido também). Era uma época em que produtos do Paraguai estavam na moda em lojas, camelôs, e também tinha os amigos-camelôs, parentes-camelôs e cia. Eles viajavam para o Paraguai, traziam de tudo e saíam vendendo por preços abaixo da média por aqui. Esse vendedor que apareceu em casa trouxe um Nintendinho novinho em folha. Eu ainda não tinha contato muito frequente com videogames, só jogava Atari de vez em quando. Para minha infelicidade (senão eu o teria até hoje) o meu irmão mais velho pediu o Nintendinho de presente para meus pais e acabou ganhando, ou seja, era só dele!

Quando meu irmão o ligou pela primeira vez, meus olhos brilharam. Ele logo colocou um joguinho de pistola que até hoje não consigo lembrar o nome. Consistia em discos que eram arremessados e você tinha que atirar neles, era um jogo super divertido. O auge foi quando ele descobriu uma locadora de games (Eletrônica Locadora era o nome dela!) perto de casa e alugou Tartarugas Ninjas 2 (eu adorava o desenho das Tartarugas, mas não sabia que existia o jogo), me lembro disso como fosse hoje. Era um jogo de dois jogadores e lá estava eu pronto para ficar ao lado dele e jogar, mas a história começa a ficar triste nesse momento, pessoal. Meu irmão não me deixou jogar porque ele tinha alugado o jogo com um amigo (aquele amigo-mala que não saía do lado dele). Fiquei três horas sentado do lado deles e ninguém largava o controle para me deixar jogar.

Acabei desistindo e esperei eles desligarem o console para tentar jogar quando não estivessem por perto. No dia seguinte, bem de manhã eu acordei antes do meu irmão e liguei o Nintendinho para jogar. Foi um deleite para meus olhos, comecei a detonar Tartarugas Ninjas 2 quando de repente… ele acordou e falou que seu amigo estava chegando e iriam jogar. Foi assim por bastante tempo, pessoal, foram raras as chances que tive a oportunidade de jogar Nintendinho e sempre quando estava pronto para jogar aparecia ele e seu amigo-mala. Depois de um tempo (ainda sem conseguir jogar direito) ele resolveu vendê-lo para comprar uma prancha de surf, porque ele adorava surfar e isso já demonstrava que não ficaria muito tempo interessado em games.

Antes que digam que meu irmão foi um vilão (estilo Bison do Street Fighter), nesse tempo em que ele tentou vender o console (período de quase seis meses), ele deixou o Nintendinho ao meu total dispor para jogar (mas se eu quebrasse iria apanhar, claro!). Até que ele conseguiu vender e assim comprar a tal prancha (ele é o Bison mesmo!). Nesse período acabei jogando bastante, conheci Bart Vs Space Mutants, Double Dragon, Mario Bros… era jogo que não acabava mais!

Mas existiu um jogo que ficou marcado na minha mente e que fez com que eu nunca me esquecesse do Nintendinho (mesmo tendo um Master System só meu). Tente adivinhar qual é esse jogo. Aqui vão algumas dicas: é um dos jogos mais difíceis de todos os tempos; os protagonistas são irmãos (que coisa, né…irmãos!); tem uma música de abertura memorável; os personagens são fortes e descem a porrada geral; não são humanos e nem tartarugas; tem uma vilã totalmente insana. Já descobriram?

Claro que vocês já descobriram. Estou falando de Battletoads! Foi esse jogo que ficou na minha memória por ser impossível de terminar e ser o assunto de várias conversas de amigos que diziam tê-lo terminado. Dizer que fechou Battletoads era como dizer que você era o maioral da turma, o ídolo das garotas do colégio, o aluno mais inteligente da sala, o atacante goleador do seu time de futebol escolar… Enfim, um verdadeiro mestre ninja dos consoles. E eu ouvi tanto isso naquela época que por várias vezes cheguei a acreditar que alguém tinha realmente terminado esse jogo, mas depois de alugá-lo umas vinte vezes e nunca conseguir fechá-lo, tive a certeza de que tudo era mentira e ninguém jamais teria terminado, a não ser o pessoal das revistas especializadas.

Resumindo, eu não consegui fechar Battletoads e teria tentado mais, mas como já disse anteriormente, o meu irmão vendeu o Nintendinho. Muitos e muitos anos se passaram… até eu conhecer alguns malucos de um site chamado Retroplayers (esse aqui mesmo!). Para quem não sabe, conheci o Retroplayers através do Battletoads, quando esses malucos aqui resolveram fazer um vídeo detonando o jogo de cabo a rabo. E admito que analisei o vídeo várias vezes para saber se existia algum truque de photoshop, videomaker, ilusão de ótica, mas no fim cheguei à conclusão de que realmente eles fecharam esse jogo. Preciso dizer que fiquei revoltado?! Como alguém teria fechado esse jogo sem truques, dicas e cia? Como alguém poderia estar rindo e se divertindo fechando Battletoads como eles? Prometi para mim mesmo que iria comprar um Nintendinho e fechar Battletoads sem ajuda de Save State ou Emuladores. Brincadeiras à parte, depois desse vídeo eu entrei em contato com o Sabat e estou aqui escrevendo sempre para o site. Apesar de ainda ter raiva deles por esse vídeo… brincadeira! Aproveitando, quem quiser conferir esse SuperReview de Battletoads é só clicar aqui e no vídeo logo abaixo.

Sempre tentei comprar um Nintendinho, mas todos aqui sabem como é difícil consegui-lo nos dias de hoje, seja pelo preço, seja pela dificuldade de encontrá-lo à venda, funcionando e em bom estado. É um dos itens mais difíceis de conseguir entre os colecionadores de consoles. Você irá encontrar várias versões paralelas, mas o original (NES) é o mais difícil de encontrar e quando você encontra, o preço é absurdo. Fiquei muito tempo atrás dele, mas eis que surge uma alma maravilhosa e me presenteia um Nintendinho de aniversário (há duas semanas). Nem preciso dizer que eu quase tive um treco quando abri a caixa. Tudo bem pessoal, eu tenho meus 31 anos, mas ainda dou sorrisos iguais aos que dava com dez anos de idade quando vejo videogames, afinal é uma das minhas paixões.

E como diria René Descartes (se tiver oportunidade leia algo dele):

Os homens que se emocionam com as paixões

são capazes de ter mais doçura na vida.”

Um agradecimento eterno para essa pessoa. E pode ter certeza que minha missão em fechar Battletoads vai ser dedicada a você (sem ciúmes, hein pessoal do Retroplayers). E vou fechar esse jogo e caso não consiga, vou fazer um vídeo bebendo um copo de suco de tomate horrível que comprei na liberdade outro dia (é uma das coisas mais horríveis que já bebi!). Então é essa a minha história com o Nintendinho, mas o texto ainda não acabou. Resolvi falar da própria história dele também, afinal ele é um dos grandes responsáveis pela revitalização da indústria de videogames como irei descrever abaixo. Ps: E o primeiro que vier falando que fechou Battletoads naquela época eu vou descer o taco de baseball em cima.

Para quem não sabe, no ano de 1984 os videogames entraram em uma crise gigantesca. As empresas passaram por vários problemas financeiros, os jogos não atraíam mais consumidores, o Atari já não era novidade, empresas de jogos começaram a falir e os computadores estavam dominando o mercado e isso tudo quase colocou um fim nos videogames.

Naquela época, apenas duas empresas ainda investiam no mercado de videogames. A INTV, que é a dona dos direitos da Intellivision e uma empresa japonesa até então “desconhecida” chamada Nintendo. Inicialmente a Nintendo produzia baralhos de jogos, mini games e cia. No início dos anos 80 ela entrou no mercado de videogames lançando o Famicon (o Nes Japonês). O impacto foi devastador. No Japão foram vendidos nada menos que 2,5 milhões de consoles até 1984. Jogos como Mario Bros esgotavam nas lojas rapidamente e tudo começou a mudar no mercado de videogames. Ciente do sucesso no Japão e ignorando o mercado fraco de videogames na época, em 1985 a Nintendo resolveu lançar seu videogame nos Estados Unidos.

Muitos acham que o Nintedinho foi lançado facilmente nos Estados Unidos, mas foi o contrário. Com a queda no mercado, todos os americanos e varejistas estavam com receio de comprar videogames, mas a Nintendo estava ciente disso e resolveu utilizar uma tática alternativa. Primeiramente ela mudou o nome do videogame de Famicom para Nintendo Entertainment System. E resolveu anunciá-lo como um aparelho doméstico, estilo videocassete ou computador (percebeu a semelhança de tática no mercado igual ao WII e WIIU?). E ainda assim ela se colocou disposta a recolher todos os Nintendinhos caso não fossem vendidos, ganhando assim um voto de confiança dos varejistas desconfiados.

Em fevereiro de 86 o console foi lançado e o sucesso foi estrondoso. O impacto no mercado foi imediato, alavancando todo o seguimento envolvendo videogames. Junto com grandes clássicos como Mario e Zelda, ela estabeleceu o domínio mundial no ramo e abriu as portas novamente para as produtoras começaram a produzir jogos.

No total, a Nintendo lançou o console em quatro pacotes distintos, o Deluxe Set, o Control Deck, o Action Set e o  Power Set, mas  de início, só os dois primeiros estavam disponíveis. O Deluxe custava U$ 199.99, e vinha com com aquele robozinho chamado ROB, dois controles, a pistola LightGun, Gyromite (joguinho para o ROB) e um cartucho que vinha Duck Hunt e Super Mario Bros. O Control Deck era versão era mais barata e vinha em duas configurações:  uma de U$99.99 que vinha com dois controles e o jogo do bigode, e outra de U$89.99 que não vinha com jogo nenhum. A versão que meu irmão ganhou foi a Action Set, que originalmente foi lançada em 1988, custava U$149.99 e vinha com 2 controles, um jogo de tiro + Mario, e a pistola.  Se alguém ai comprou essa versão que vinha com o robozinho, não deixe de comentar, pois era raridade!

A popularidade da Nintendo se estabeleceu por todo o planeta e claro, para alegria de todos brasileiros apaixonados por games, no Brasil também, onde pudemos ter contato com o videogame em locadoras, lojas, revistas, TV, reportagens etc. E assim iniciou-se a nova era dos videogames no Brasil. O Nintendinho vendeu mais de 62 milhões de unidades e mais de 500 milhões de jogos pelo mundo, tornando-se um dos videogames mais vendidos da história.

Já na década de 1990 a Nintendo começou a sentir-se ameaçada pelo lançamento dos consoles de 16 Bits como TurboGrafx-16 e o Sega Genesis. O Nintendinho já sofria devido à idade e novas tecnologias aparecendo no mercado. Com isso, em 1991 a Nintendo anunciava seu sucessor que iria se chamar Super Famicon (Super Nintendo nos EUA ou SNES). Como um último suspiro a Nintendo lançou o NES 2. Era uma versão menor e mais barata, mas não fez muito sucesso por causa do lançamento do SNES. A diferença de preço era de apenas $10. Então, entre escolher um videogame novo de 16 bits e um antigo de 8 bits por apenas $10 de diferença, é óbvio que você iria escolher o novo.

E assim o ciclo do Nintendinho tinha acabado.

Outro fator que ajudou muito o Nintendinho foi seus jogos. Se você pensar bem, irá perceber que grandes franquias que duram até hoje começaram ou se popularizaram pelo Nintendinho: Super Mario, Zelda, Ninja Gaiden, Final Fantasy, Castlevania, Metal gear e cia. O Nintendinho possui uma biblioteca enorme de jogos (e também uma biblioteca gigante de jogos piratas).

A Nintendo mantinha uma política rígida em relação ao Nintendinho (algo que não ocorre muito hoje). Um exemplo disso era que as produtoras de jogos só poderiam lançar algo com a sua aprovação, e caso ela não gostasse o jogo não era lançado ou, como na maioria das vezes, era modificado de acordo com o gosto dela. Outra política típica da Nintendo era a restrição de produtoras (elas só poderiam produzir jogos para a Nintendo exclusivamente) e também proibir que elas ultrapassassem um número limite de lançamentos por ano, número este que variava de acordo com o tamanho da produtora (prática que logo foi burlada com a criação de sub-produtoras). Mas mesmo com toda essa política rígida a Nintendo não conseguiu escapar dos famigerados jogos piratas. Existiam milhares de jogos piratas para Nintendinho e os clássicos “multicards“, que nada mais eram que um cartucho com vários jogos embutidos (alguns até com mais de vinte jogos – eu ganhei esse cartucho de um amigo esses dias). Sem dúvida o Nintendinho foi um dos videogames mais pirateados de todos os tempos. E vale lembrar que além dos jogos, existiam os consoles paralelos que funcionavam como o Nintendinho. Alguns deles são muito famosos aqui no Brasil, como o Phantom System e o Dynavision.

Existem vários Nintendinhos “alternativos“. Geralmente eles nasciam onde a Nintendo não tinha lançado oficialmente seu videogame. Eu não quero entrar na questão do que é certo ou errado (não autorização da Nintendo). E se vocês conhecem outras versões, postem à vontade para darmos boas risadas aqui no Retroplayers.

Phantom System: Esse foi um dos mais vendidos no Brasil. Tinha até comercial de TV (no You Tube você consegue achar)! E tem uma bela história sobre ele que o Sabat nos contou aqui no Retroplayers.

Turbo Game e Top Game: Esses foram lançado pela CCE (Comprou Coisa Errada para os íntimos), e a diferença entre elas era o controle com ou sem turbo (dãã)! Eu o classifico assim: Phantom System era uma cópia do Nintendinho e esses dois eram uma cópia do Phantom System. Então, resumindo, eles são a cópia da cópia (os fãs dele vão me explodir em breve).

Dendy: Correção – Dica do nosso amigo leitor Rodrigo Lampert. Na verdade o Dendy é uma versão Russa do Nes. Resumindo, “MADE IN RUSSIAN” e por isso mais vendida na EUROPA.  Esse é o Nintendo “MADE IN CHINA”. É a versão chinesa comercializada pelo mundo, uma das mais vendidas na Europa.

Dynavision: Dynavision teve umas duzentas versões, mas foi o primeiro Nintendinho “alternativo” a ser lançado no Brasil. Eu me lembro dele naquele programa de videogames do Gugu (duvido que alguém se lembre disso!).

PolyStation: Mesmo que não conheça tanto de consoles antigos, você deve conhecer os famigerados PolyStations. As maiores enganações de consoles de todos os tempos. Eles possuem carcaças de consoles atuais, mas por dentro são os clássicos Nintendinhos.

BitSystem: Esse foi dica do nosso amigo leitor Cody. Uma versão muito parecida com o Nes original.

GenieCon: Outra dica do nosso amigo leitor Cody. Uma versão que possuía um “Eject” estilo Super Nintendo.

Novos Consoles – Dicas do grande Jeff

Top System: Parece um Phantom System do lado branco da força. Controles parecem com os de PC Engine.

Hi-Top Game (Da Milmar): A primeira versão usava controles de manche e o Select e Start ficava no console. Já a versão seguinte trazia o controle tipo pad, que em minha opinião eram horríveis de tão duro.

Super Charger: A primeira versão usava controles de manche e o Select e Start ficava no console. Já a versão seguinte trazia o controle tipo pad, que em minha opinião eram horríveis de tão duro.

Dynavision II: Versão japonesa.

Dynavision III: Versão Dual.

Quem não se lembra do controle do Nintendinho? Um clássico e que muitos compram hoje em dia para deixar de enfeite em sua casa. Esse controle com botões A, B, Select, Start e com um direcional em cruz foi o grande precursor dos controles. As características dele são utilizadas até hoje.

A lista de acessórios do console é E N O R M E , não dá para descrever de jeito nenhum de tanta coisa, e exemplificar tudo daria um TÓPICO INTEIRO a parte, então vamos só de:

Pistola Light Gun: Essa pistola vinha com o Nintendinho, e todo clone do console tinha a sua pistola igualmente clonada, onde a mais famosa delas é sem dúvida a linda Laser Gun, do Phantom System. Um dos maiores e mais clássicos  jogos de pistola é o famoso Duck Hunt, agora imagine você com seus dez anos de idade com uma pistola laser em mãos atirando na TV pra acertar alvos que iam de patos a gangsters… Vai dizer que você não “pirava” com esse acessório?

Game Genie: Esse responsável pela roubalheira infinita nos games surgiu no Nintendinho, e a produtora desse acessório não-oficial se chama Codemasters. Ela foi até processada pela Nintendo, mas a Nintendo perdeu na Justiça o processo e o acessório foi comercializado livremente, inclusive em vários outros sistemas.

 Power Pad: Tapede de exercício. Seria o vovô do Kinect, você dançava em cima dele e os comandos saiam direto no console.

U-Force3D: Um controles estilo manche de nave. Muito estranho não?

Power Glove: Essa apareceu em várias revistas como Ação Games, GamePower, SuperGame. Essa uma luva que possuía o controle de Nes embutido.

A Nintendo não perdeu tempo em licenciar vários produtos e outras coisas com o sucesso do Nintendinho. Foram desenhos, copos, lápis, lancheiras e toda tranqueira que você pode imaginar. E nessa mesma época foi lançada sua revista oficial intitulada Nintendo Power. O seu preço baixo, as dicas, os previews, brindes e informações exclusivas foram as características que a tornou bastante popular. Para quem não ficou sabendo, no final do ano passado, após 24 anos de publicação, a Nintendo Power acabou tendo seu fim decretado. Foi uma notícia bem ruim para todos os amantes de games da América do Norte.

Até antes do lançamento do Nintendinho, o som nos jogos a grosso modo eram apenas bips, barulhos e derivados. O Nintendinho estabeleceu uma nova forma de música em videogames. Surgiram então as famosas “trilhas sonoras“. Músicas clássicas foram criadas e até hoje são lembradas e homenageadas com orquestras e shows (se você não conhece a música do Mario, você é de outro planeta ou viveu congelado esse tempo todo!). O Nintendinho também possuía uma saída de áudio separada que permitia que os jogadores o ligassem a um sistema de som para ouvir suas músicas. O sucesso das músicas foi tão grande que começaram a ser comercializados álbuns com a trilha sonora dos games.

O Nintendinho possui uma história rica no mundo. Foi sem dúvida um videogame “divisor de águas”. Aqui no Retroplayers a galera é super fã dele. É só você buscar em nossa biblioteca RetroReview ou ali na lista de jogos desbravados na lateral direita do site que irá encontrar uma montanha de jogos clássicos de Nintendinho que relatamos. Então, se você curte, tem mais histórias, curiosidades e ama esse videogame… não deixe de comentar aqui nesse RetroEspecial. Alias, você está convidado a comentar mais curiosidades, informações, correções e várias outras coisas que viu do Nes, afinal existem muito mais coisas por trás deste querido console. Grande abraço pessoal.

Obs: 1) Até o final dessa matéria eu não encontrei um Battletoads de Nes para vender por menos de 100 reais. 2) Acabei de ser informado que a Nintendo não irá fazer conferência na próxima E3. Eu adoro a Nintendo, mas como já conversei aqui e com várias pessoas, acredito que ela não seja mais a mesma, tendo perdido sua essência. Mas isso é assunto para outro Especial. 3) Desafio está lançado, senão fechar Battletoads de Nes essa vez (me arruma o jogo!) eu vou beber aquele suco de tomate que comprei e postar aqui na Internet.

Update – Um agradecimento todo especial para Cris pelo ajuda no texto. Ela sempre me ajuda e acabei esquecendo de agradecer ela aqui no texto. Muito Obrigado de coração. Só não vai fazer eu tomar o suco de tomate de castigo >.<

Fim


Sobre Ivo da Locadora

"Amante de Mario Kart, retrogamer assumido, contador de histórias gamers e sonha ter uma lojinha de Games e Retrogames."
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