RetroEspecial Rise from your Grave: Franquias que devem sair da tumba – Parte 1 de 4


São tempos estranhos estes que estamos presenciando no mundo dos videogames. Novas e caríssimas franquias são lançadas a torto e a direito, a tecnologia corre igual uma louca em direção ao “real” em um ritmo incessante iniciado lá atrás na década de 90 com o lançamento dos primeiros consoles 3D do mercado e seus personagens levemente quadrados, e esse ritmo não parece querer diminuir. Mas ao contrário do que acontecia nas gerações passadas, onde a gradativa melhoria gráfica cada vez mais afastava o jogador de videogame de suas origens, nesta geração atual um efeito colateral inusitado se faz presente e ganha força à medida em que a busca pela ruga facial mais perfeita possível continua: a nostalgia hoje está mais forte do que nunca!

Resumindo a história, quanto mais os games avançam, mais sentimos falta do que ficou para trás. É só olhar à nossa volta para perceber isso: hoje todo mundo que teve um 8 ou 16 bits no passado quer ser colecionador, qualquer tralha amarelada e incompleta custa 300 Dilmas no Facada Livre e tem louco que compra sem pensar, portáteis com jogos 2D que mais parecem um SNES ou GENESIS portáteis nos estilos de jogos, vendem muito mais que consoles de mesa, e principalmente, quando alguma empresa resolve fazer um remake de algo que tenha feito sucesso no passado, ai a coisa fica séria e o mundo gamístico treme de euforia. Que o diga os remakes de Castle of Illusion e DuckTales que estão para chegar, e que podem acabar criando uma nova tendência no mercado que seria muito bem vinda!!!

E eu estava pensando nesta tendência quando me peguei imaginando alguns games que poderiam aproveitar essa onda para voltar em grande estilo… mas não qualquer games! Fiquei matutando os motivos da volta de cada um, o público, como voltariam, pelas mãos de quem… e principalmente, se fariam sucesso! O mercado de games hoje GRITA por velhas caras em novas aventuras, e algumas delas, nas mãos das empresas certas, fariam um sucesso lascado.

O Retroplayers elegeu um monte de favoritos a um retorno, mas depois de uma bela peneirada, só 20 deles foram selecionados para figurar o RetroEspecial Rise from your Grave: Franquias que devem sair da tumba! Saia da tumba você também!

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Do que se trata? De um jogasso de pancadaria da Capcom lançado para arcades em 1991, que permitia 4 marmanjos estapeando a bandidagem cibernética simultaneamente, e que mesmo aparecendo em vários consoles nos anos seguintes, nunca teve uma continuação.

Morreu quando? Morreu em 2006 no seu 5º relançamento, ou seja, estão lançando o mesmo jogo desde 1991!

Por que deve sair da tumba? Primeiramente, por que Captain Commando é legal pra caramba, e só isso já é motivo suficiente! Além do mais, em que outro jogo de porradaria a gente pode controlar um Ninja que corta os outros ao meio, uma Múmia de boné pra trás, um bebê num mecha bombado, e um herói estilosão que solta fogo e eletricidade pelas mãos?? Deus, isso precisa continuar!

Rise from your Grave: O gênero Beat ‘em Up precisa muito de uma chacoalhada, e o lançamento com estilo de um novo jogo dessa franquia, com movimentação e jogabilidade totalmente old school mas com os gráficos de um Marvel x Capcom 3, não tenho a menor dúvida de que Captain Commando 2 seria um estrondoso sucesso e abriria novamente as portas do mercado para os verdadeiros games de sopapos e voadoras. E teria que ter multiplayer para 4 jogadores tanto on quanto off line, pois é infinitamente mais legal descer porrada em meliantes espaciais jogando de galera!!

E depois do sucesso, a Capcom mercenária que só, com certeza traria de volta pelo menos Cadillacs and Dinosaurs e Final Fight, tudo no mesmo estilo, pois se um está dando certo, por que não trazer os irmãos?

Pois é retroaventureiro, se Captain Commando voltar, o resto todo da Capcom volta junto, e é por isso que essa franquia tem que ressurgir!! Ai você me pergunta “Sabat, por que não Final Fight em vez dessa ai?” e eu respondo: porque Captaim Commando come Final Fight no espeto com farinha!

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Do que se trata? Viajantes do tempo que deram uma chegadinha ali no futuro, outra passadinha acolá no passado, e deixaram martelada na cabeça de milhões de fãs que este é, foi e sempre será o melhor RPG de toda a história!

Morreu quando? Quando a Square lançou o ótimo Chrono Cross, que mesmo sendo ótimo, era ruim demais perto de Chrono Trigger, o que enfureceu os fãs e deixou a softhouse com medo de fazer qualquer outra continuação.

Por que deve sair da tumba? Porque é Chrono Trigger, horas bolas! É o melhor, mais completo, mais balanceado, mais inovador e mais épico RPG já feito, quem jogou não se esquece, idolatra e reza três Ave Marias todo dia antes de dormir para que a aventura continue!

Rise from your Grave: A Square não anda lá tendo muito sucesso com sua ex-bombástica franquia de jogos Final Fantasy… Talvez seja hora dela parar de investir em personagens metro sexuais e cenários que ninguém sabe definir se é futurista ou medieval, e investir em coisas mais tradicionais como um novo Chrono Trigger!

E o momento é propício: o JRPG havia já a um certo tempo caído no desgosto do público principalmente ocidental devido ao teor de “coisas viajantes e histórias absurdas” que se viam neles enquanto no ocidente se popularizava o RPG mais “realístico e pé no chão”, e o resultado foi que franquias que antes vendiam só pelo nome, hoje mal cobrem os gastos de produção. Só que novas fórmulas apareceram e caíram rapidamente no gosto do público! Mundos abertos e não lineares, lotados de coisas para se fazer e explorar, começaram a chamar muito a atenção, e só para mostrar qual é a desse negócio um tópico inteiro seria necessário! Bem o o que interessa é que as novas fórmulas casam perfeitamente com o que Chrono Trigger pode oferecer em uma continuação épica, cheia de viagens no tempo, muita briga de espada e PELO AMOR DE DEUS, a mesma trilha sonora!! NÃO OUSEM TIRAR UMA SÓ MÚSICA, mas podem acrescentar quantas quiserem ^^.

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Do que se trata? De uma turma de valentões que resolve salvar a cidade 3 vezes seguidas (porque naquela época os vilões não desistiam fácil não), e que por final, acabaram ditando as regras de como deveria ser um belo de um jogo de pancadaria para videogames: multiplayer, dificuldade, uma trilha sonora inesquecível, e muita variedade de porradas!

Morreu quando? Bem, é da Sega… O que da Sega que não morre? O cemitério de franquias atrás da sede da empresa no Japão deve ter o tamanho de uma cidade, e Streets of Rage, mesmo tendo lutado bravamente até seu terceiro e ótimo capítulo, acabou por virar mais um defunto.

Por que deve sair da tumba? Simplesmente por que Streets of Rage é a maior e melhor franquia de Beat ‘em Up que existiu, e se a Sega tivesse um pingo de vergonha na cara, ela não só teria deixado que o excelente e independente Streets of Rage Remake se propagasse livremente, como deveria ainda pagar uma grana pros caras que o fizeram, pois o game estava animalesco de bom e a própria Sega NUNCA conseguiria fazer melhor.

Rise from your Grave: Muita gente não gostou de Double Dragon Neon… motivo dos frouxos: é muito difícil mimimi não tem check point mimimi sozinho não dá mas meus amiguinhos são todos on line e ninguém tem o jogo… Eu respondo para todos eles: NÃO AGUENTA BEBE LEITE!  O jogo é LEGAL PRA CACETE, uma verdadeira AULA de diversão, uma AULA de como homenagear toda uma década, e eu só precisei sair daqui da zona norte de SP lá pra zona Leste na casa do TH pra perceber isso: joguei, terminei, rachei, me diverti como nunca, e agora eu posso falar de boca cheia e peito aberto “SEGA, DÁ STREETS OF RAGE NA MÃO DA WAYFORWARD QUE SAI COISA BOA!”

Esse pessoal de hoje não entende uma coisa: Beat ‘em Up é pra ser jogado de galera, reunidos em casa, todo mundo junto, dois jogando e o resto torcendo e revesando o controle, e não cada um em sua casa a mil quilômetros de distância. O estilão Neon ficaria ótimo em um Streets of Rage 4, e eu não diria isso se não tivesse certeza absoluta pois eu simplesmente sou apaixonado por esta franquia!

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Do que se trata? Sapos lutadores do tamanho do The Rock tentam dar uma surra na vilã mais gostosa da história dos jogos eletrônicos, mas na verdade, quem apanhava igual louco eram os jogadores mesmo!

Morreu quando? Morreu quando a Rare resolveu que Sapos não estavam com nada e que a moda agora era macaco pré renderizado.

Por que deve sair da tumba? Simples, por que os gamers de hoje estão totalmente mal acostumados e isso não é bom para a indústria! Eles precisam sofrer um pouco, precisam penar um pouco pra passar uma fase, precisam morrer e voltar tudo, precisam levar um GAME OVER DE VERDADE pra deixarem de ser amendobobos e se transformarem em HOMENS!

Rise from your Grave: Battletoads não é jogo de Head Shot, não é jogo de Hack and Slash, não é jogo pra parecer ser ultra poligonal mega realístico tanto por que os sapos ficariam nojentos… É jogo pra simplesmente TIRAR A GENTE DO SÉRIO ao mesmo tempo em que nos PRENDE COMO NUNCA! Sempre foi assim, em todos os games da franquia, do primeiro  lá no NES até o último para arcades em 1994, onde cada etapa era uma conquista, um soco no ar de alegria, um grito de satisfação. Hoje temos o que mesmo?

A RARE já praticamente não existe, é uma empresa zumbi agarrada a uma perna da Microsoft que só não a fecha por que pode ser que eles queiram que ela lance alguma porcariazinha para Kinect que faça os donos tirarem  a poeira do aparelho. Então não sei quem seria a empresa mais indicada para dar segmento à franquia… Só sei que este deveria ser um jogo 2D feito com sprites, com grafismo atual e bonito, com multiplayer, de fases a serem vencidas como sempre foi, e sempre variadas, alternando o Beat ‘em Up e a aventura/ação, muita dificuldade, penalizações reais, trocentos achievements para manter o jogador chato sempre em busca de algo, e muito, mas muito bom humor na hora de dar aquela botinada ENORME na cara do inimigo que a gente soterrou com uma cacetada na cabeça!

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Primeira parte do RetroEspecial Rise from your Grave: Franquias que devem sair da tumba finalizada! Em breve, mais 5 jogos que a galera do Retroplayers adoraria ver novamente dando as caras no mundo gamístico atual.

Até lá!

Continua…


Sobre Sabat

Dono, Chefe, Gerente, Cara da Xérox e Tia do Café do RetroPlayers! Meu negócio? Falar sobre games. Como? Escrevendo meus trabalhos, gravando minha voz horrível, ou filmando minhas humildes proezas! Onde? Aqui, ali, ou onde quer que me chamem!
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