MEGA COBERTURA BGS 2013: O RetroPlayers estava lá, e conta como foi!


Começou meio que sem querer, terminou em um dia que eu não vou esquecer jamais: o dia em que o Retroplayers fez sua primeira cobertura oficial de imprensa em um evento de grande porte, a BGS 2013.

Pois é, caros amigos retroaventureiros, começou meio que sem querer por que quando fizemos a inscrição, não julgamos que seríamos aceitos tendo em vista tanto site maior que a gente espalhado pela web paulistana e por que não, pelo Brasil. Mas a verdade é que no início da tarde daquela sexta feira, lá estávamos eu Sabat, o Senpai e o Ivo adentrando os portões e os corredores que levavam aos dois enormes pavilhões do Expo Center Norte destinados à realização da maior feira de games do país, a Brasil Game Show, vulgo BGS. E se preparem, pois esta será uma matéria longa e um pouco diferente do usual: você verá nossas impressões individuais sobre cada atração do evento, e uma cacetada de fotos para mostrar tudo o que vimos nesta que foi a maior feira de games já realizada no Brasil.

Cadu – Hey, não esqueça de mim, Sabat! Pois é, amigos retroaventureiros, eu também estive lá, mas em outro dia, na terça-feira (último dia do evento) junto com todo o povão e vou dar as minhas impressões também de como foi estar no meio da galera

Rokuman – Realmente, amigos aventurianos, mesmo sem ter mais meios de ir ao evento, tive que dar um jeitinho brasileiro de me aventurar, afinal, depois de tanta empolgação e insistência do chefinho, não teve como resistir, e um dente quebrado foi a situação quase perfeita para um atestado, pena que o barato vai sair caro, mas no final sempre dá tudo certo XD.

Sim, o local era absurdamente amplo, espaçoso, limpo, arejado, tudo perfeitamente estruturado para abrigar algumas das maiores fabricantes de games eletrônicos do mundo que estavam ali para demonstrarem seus produtos, com estandes enormes e lotados de garotas em trajes provocantes que as vezes chamavam mais a atenção do que os próprios jogos e consoles do recinto. Estas (as empresas, não as garotas) eram obviamente as grandes estrelas da festa, mas também haviam muitas médias e pequenas softhouses e estúdios se espremendo nas laterais tentando abocanhar uma fatia do público com material vezes muito interessante, vezes passável, tudo agindo em conjunto de forma criar um ambiente que sinceramente, eu nunca esperei presenciar em terras brasileiras.

Rokuman – Entre os dois marmanjões que estavam comigo, eu era o único feliz, aka solteiro hueuhehuehue, então curti a paisagem sem dó, de tanto que queria tirar várias fotos com as garotas, mas acabei tirando só uma com uma cosplayer infelizmente, snif…

Ivo – As atrações desse ano ficaram muito bem variadas, mas na minha opinião tudo se dividiu entre: CONSOLES NOVOS e O RESTO. Claro que o grande “chamariz” do evento é a aparição dos consoles Xbox One e Ps4 juntamente de seus respectivos jogos. Vale lembrar que foi a primeira vez que o público brasileiro pode conferir de perto uma nova geração de videogames poucos meses antes do seu lançamento mundial. A sensação de não ficar atrás do resto do mundo, como sempre aconteceu, fez a todos entenderem que o Brasil virou um grande mercado para as empresas de games.

Cadu – Eu nunca vi tanta mulher atraente num lugar só! Estou até agora impressionado! Desculpem, mas eu realmente precisava comentar isso.

A começar que a equipe Retroplayers estava presente no dia destinado puramente à Imprensa e convidados, um dia fechado ao público em geral e que proporcionou a nós um passeio confortável e proveitoso aos trocentos estandes do local… Nem imagino como foram ou estão sendo os dias abertos ao público, e por isso não estarei me baseando neles quando tecer elogios a organização e beleza do mesmo. Sim, a BGS 2013 estava impecável!

Ivo – Comparado ao ano passado em que o evento sofreu diversas críticas devido a falta de organização, filas enorme e lotação, esse ano eles estiveram em um nível bem melhor, mesmo com um público respeitavelmente maior que o ano anterior. A questão de limpeza (como tem gente que ainda joga tudo no chão em pleno 2013), informações e banheiros também tiveram melhoras significativas. Outro lado legal foi a questão da alimentação: esse ano pudemos contar com vários lugares para fazer aqueles lanches “espertos” depois de jogatina e outra.
As minhas críticas caem na questão de quantidade de pessoas. Como fui na Sexta com a equipe e no Domingo com a minha namorada, era visível a diferença de lotação de um dia pro outro. Apesar do espaço ser imenso e ainda conseguir andar no evento, as filas para jogar qualquer coisa eram gigantes no domingo, e a gente só pode “assistir tudo”. Eu realmente fiquei frustado com isso, ainda mais porque estava extremamente empolgado em mostrar o Ps4 e Xbox One para minha namorada. Uma sugestão aos organizadores (espero que leiam isso!) é fazer o evento em dois finais de semana!

Cadu – E se o Ivo esteve no Domingo, que teoricamente foi o dia mais cheio, lembro vocês que eu fui na Terça, que foi o mais tranquilo, segundo quem foi em todos os dias abertos ao público! E deve ser por isso que eu achei bem razoável a quantidade de gente, consegui experimentar bastante coisa. Ainda assim tinha filas para as atrações, mas eu já esperava que ia ser desta forma. Não condeno nada nem ninguém por isso, acabei me sentindo como num parque de diversões, filas as vezes demoradas pra pouco tempo de diversão, mas que valia muito a pena. Afinal de contas, testar a nova geração aqui em terras tupiniquins antes mesmo dela ser lançada (como bem disse o Ivo) foi algo muito bacana, muito mesmo. Em questões de limpeza e organização, particularmente não vi nada de gritante que me irritasse ou algo assim, tirando algumas pessoas mal educadas que insistiam em passar trombando em todo mundo mesmo tendo espaço para circular. Agora, isso, meus caros, não é culpa da organização, mas sim de quem compareceu lá.

O STAFF estava abarrotado de pessoas treinadas (ou que enganavam bem) distribuídas da entrada à saída do evento, e apesar de eu não duvidar da capacidade enorme que os humanos tem de serem burros (tipo os caras da divisão de Marketing da Nintendo), era impossível se perder ou não saber para onde ir ou o que fazer dentro das dependências da BGS. Corredores limpos e espaçosos, centenas de atrações gratuitas prontinhas a serem testadas, e a nossa disposição havia ainda uma sala de imprensa web com bolachinhas e dezenas de litros de Coca-Cola prontinhas para saciar a nossa sede a cada passeada pelo local. O que será que tinha na sala de imprensa TV? Caviar? Champagne? Vai saber… Não deixaram a gente entrar… Eu nem queria mesmo…

Recebemos logo na entrada um mapa indicativo do local com todas as informações de que precisávamos para começar a peregrinação, e apesar de nosso foco retrô, foi impossível não parar logo de cara no gigantesco e generoso estande da Sony… MAS NÃO SEM ANTES JOGAR TARTARUGAS NINJAS!! PENSANDO O QUÊ?? AQUI É RETRÔ MEU AMIGO!!

O novo jogo das Turtles é baseado na excelente (e põe excelente nisso) animação da Nickelodeon que pode ser assistida atualmente na sua TV a cabo, mas apesar da fidelidade com essa excelente obra, o jogo parece ter ficado muito aquém do que se espera de um bom jogo das TMNT. Serrilhado ao extremo, ele estava rodando no X360 mas mais parecia um Wii, possuía mais uma vez aquela jogabilidade estranha de bater em qualquer direção (quando os programadores perceberem que isso não combina com TMNT eu soltarei fogos), pareceu fácil demais, e não me apeteceu nem o mínimo.

Ivo – As tartarugas estão de volta, mais não como nos velhos tempos. O jogo ainda apresenta os mesmos defeitos de versões anteriores e um gráfico bem ruim para os padrões atuais. Uma pena mesmo!

Rokuman – O Novo jogo TMNT Turtles é tão fraco quanto os anteriores… Bom mesmo é o de Snes, Mega e as de NES… E viva as versões de Arcade!

Ivo testando Nickelodeon Teenage Mutant Ninja Turtles. Sairá ainda este ano, para X360, Wii e 3DS

Vamos esperar… Vai que o multiplayer é divertido? Mas agora vamos ao que interessa, tanto por que por mais retrô velho carcomido que a gente seja, a gente gosta sim de tecnologia: os estandes das grandes fabricantes de jogos, a começar pelo da Sony.

A gigante do áudio e vídeo chegou com um estande tão grande quanto ela própria: dezenas de PS3, PS4, Vitas, loja própria, propaganda maciça, uma Mercedes, e GT6. Sim, Gran Turismo 6 é um caso a parte, ou ao menos a empresa queria que o público pensasse assim tamanha atenção que o título recebeu. Eram dezenas e dezenas de cockpits personalizados espalhados pelo local rodando o novo jogo da mais popular franquia de simulação de direção do mundo, e é claro que a gente testou!

O jogo é lindo, a simulação é para poucos treinados, a conclusão é: a gente não sabe jogar Gran Turismo, pior ainda com aquele volante que treme e vira sozinho quando o pneu pega na zebra. Mesmo assim o Senpai, que levou 15 minutos pra conseguir entrar no cockpit, gostou do jogo!! Ele mal parava reto na pista, mas gostou do jogo!

Rokuman – Eu mal parava reto na pista sim… Eu gostei do jogo sim… Mas é mentira!! Calúnia!! Não levei 15 minutos para entrar no carrinho não gente! Ainda pego esse Sabazero maldito o.o

Mas no estande propriamente dito, que compreendia uma área retangular enorme no centro do primeiro pavimento, foi que nos deparamos com o cobiçado próximo videogame da empresa, e as nossas impressões foram boas. O PS4 não estava visível nas estações de jogo, só o seu controle é que estava disponível frente às telas onde os games do console estavam rodando, dentre eles, títulos como Watch Dogs e o inédito Knack. O DualShock 4 se mostrou muito mais diferente e evoluído do que eu esperava! É disparado o mais anatômico dos gamepads da família Play Station graças às bases mais prolongadas que encaixam perfeitamente nas mãos, e a um sensível melhor posicionamento geral dos botões. A princípio, este gamepad me surpreendeu mais que o próprio aparelho!

Ivo – Tive a oportunidade testar os controles de Ps4 e Xbox One, e posso assegurar que os dois são muitos bons. Ambos são confortáveis, mais leves, e mantém o DNA dos anteriores. Gostei do botão “Share” no Dual Shock 4, que torna possível compartilhar coisas na PSN, e crítica fica por conta do analógico do Xone que é “mais fundo” e dificulta um pouco na questão da movimentação em de jogos como Call Of Duty Ghosts, ao qual tive a oportunidade de jogar.

Cadu – Eu também me impressionei com a qualidade do DualShock 4. Muito mais anatômico que os anteriores (embora goste deles), finalmente colocaram um gatilho decente (o do 3 é ruinzinho). Legal que mantiveram a leveza do 3, e isso pra mim conta bastante.

Knack foi o primeiro game do console que eu botei as mãos, ou melhor, a primeira demo, e de certa forma me agradou, pois apesar da simplicidade geral do negócio e do esqueminha “ande e bata” de sempre, o jogo acabou me lembrando demais o falecido Vectorman, e me deixou pensando se essa não seria uma boa maneira de ressuscitar o herói verde do Megão. Quem sabe alguém não tenha pensado igual a mim, e queira aproveitar esta onda atual de remakes para recriar o personagem?

Ivo – Apesar de todas as críticas em sites especializados que li, acredito que em meio a tantos jogos de tiro e corrida, um jogo aventura como Knack merece todo o mérito e destaque. Incrível como a crítica especializada brasileira ainda analisa um jogo com critérios de MEGA PRODUÇÕES como GTA, Call Of Duty ou Battlefield. E claro que o game não vai ter os melhores gráficos, claro que não vai ter a melhor jogabilidade, mas possivelmente teremos algo que envolve e faz falta nos dias de hoje: a FANTASIA. Gostei muito do que vi em KNACK. O jogo possui uma simplicidade que anda faltando tanto para quem joga, como para quem analisa um game como esse. Mereceu meu destaque na feira!

CaduKnack é muito bom, me faria comprar um PS4 ao invés do XOne (sem levar em consideração o preço do console da Sony).

Fato interessante foi que quando o jogo me pediu um “PRESS START”, eu corri automaticamente o dedo pro lugar onde deveria estar o botão START e apertei, e o toutch respondeu com um click ao comando que eu dei sem querer iniciando o jogo em sequencia. Parece que esse controle vai dar o que falar… A parte negativa da história foi que pela primeira vez, eu vi um console novo com gráficos piores que o anterior. Nem no Wii comparado ao Game Cube eu presenciei isso! Claro, o fato é que se trata de uma comparação entre consoles de altíssima tecnologia e entre jogos de final de vida de um e de início de vida de outro, mas mesmo assim, é curioso ver GT6 e Beyond 2 Souls dando um banho de grafismo em alguns dos títulos disponíveis do PS4.

Cadu – Bom saber que eu não fui o único velho que passou vergonha procurando o Start no controle.

Cá entre nós, não acho que vá ter tanta diferença de poderio gráfico entre essas gerações… Desconfio até mesmo que essa será a que os jogadores presenciarão a menor diferença de nível gráfico e sonoro de toda a história… Será que estou profetizando demais?

Cadu – Você não está profetizando demais Sabat! Eu também não vi tanta evolução gráfica da geração que está encerrando pra que está entrando, e pensei nisso durante a feira mesmo. Estou totalmente de acordo com o Sabat.

O estande da Sony estava legal pacas e cheio de consoles, cabinas e portáteis pra gente desfrutar, mas ainda não tínhamos ido até as instalações da rival Microsoft… Como estaria a coisa lá?

Nitidamente o espaço destinado à empresa do Tio Bill não era nada modesto, mas acabou sendo bem maior do que ela realmente precisava. Uma torre enorme do lado de fora ocupava uma área enorme…. pra nada! Provavelmente alguém deveria estar com uma barraquinha ali… Mas quem? Bem, dentro do estande retangular predominantemente verde da empresa, um monte de monitores de alta definição mostravam vídeos de futuros lançamentos para XBox One, e não precisamos andar muito para perceber que somente um único game do novo aparelho da Microsoft estava disponível para jogatina, o resto todo era só vídeo. Esta foi a grande decepção do evento (pelo menos no dia de imprensa), ao mesmo tempo que foi um dos pontos mais altos dele, pois este único jogo era nada mais nada menos que o novo Killer Instict.

Jogamos algumas boas partidas e o veredicto é que posso assegurar que nunca foi tão fácil soltar golpes especiais em um manete analógico. O negócio parecia que lia os meus pensamentos, Jago destruiu o Senpai e o Ivo sem errar se quer um único golpe! A jogabilidade do game está simplesmente Killer Instinct, os marmanjos irão adorar assim como os gamers mais novos, e as partidas fluíram tão bem que arrisco a dizer até mesmo que este novo episódio da pancadaria assassina da Rare poderá fazer muito mais sucesso do que o último Mortal Kombat.

Ivo – A galera aqui do Retroplayers, que obviamente curte jogos retrôs, vai adorar esse game. Podem ficar tranquilos, o jogo é fantástico mesmo. A opinião do Senpai, do Sabat e a minha foram unânimes em achar que o jogo estava maravilhoso. A jogatina retrô dos clássicos KI do N64, Snese Arcade estão de volta. Os controles estão bem precisos. Só falta ouvir a trilha sonora agora, algo que não pudemos fazer no evento.

Rokuman – Eu quero o XONE! Para jogar o novo KI! Urgente! E vingança para Ivo e Sabat! Me aguardem!

Cadu – Na terça eu pude experimentar outro título do Xbox One. Como não sou fã de Killer Instinct (acho que vou levar umas pedradas agora), resolvi testar o Ryse: Son of Rome. Muito bacana o título, imagina colocarem você numa arena pra lutar com muitos outros guerreiros. É bem interessante e a jogabilidade é bem bacana. Mas é um título totalmente Next Gen, vale mencionar.

Quanto à próxima geração, vantagem óbvia para o lado da Sony, que se preocupou realmente em mostrar o seu produto assim como seus próximos grandes lançamentos para o seu console atual, que parece estar ainda mais vivo do que nunca enquanto o rival X360 já caminha para a cova, mas a BGS 2013 não viveu só destas duas apresentações não: várias outras empresas do ramo, lojas, estúdios e editoras estavam lá ocupando os arredores dos pavimentos. Saraiva, NVidia, Warner, Eletronic Arts e Ubi Soft eram só alguns dos grandes nomes que marcavam presença no evento.

Nos estandes da Saraiva e da Warner, pudemos experimentar Disney Infinity e Skylanders, os detentores do próximo acessório mais maravilhoso do mundo da última semana à ser aposentado ao término da semana. Tratam-se de jogos de aventura e ação com um toque nada sutil de casualidade que se utilizam de uma base que carrega os personagens e cenários dos jogos a partir de miniaturas colocadas em cima delas.

Parece algo muito legal, principalmente se o jogador estiver com grana sobrando para montar uma coleção de miniaturas da Disney (ou do outro jogo que ninguém sabe se vai vingar), mas a idéia tem cara mesmo é daquelas que parecem sensacionais no início, mas que caem no esquecimento meses depois.

Ivo – Se você colocar o boneco do Jack Sparrow (por exemplo) na base, ele virará um personagem jogável no exato momento.O jogo vêm com 3 bonecos, mas muitas expansões já vão ser lançadas e com mais bonecos. Muitos vão falar que é uma forma de ganhar dinheiro, com esses bonecos (e qual não é né?!), mas eu achei a ideia superinteressante. Uma boa sacada não da Disney, mas sim da Activision em seu novo game da franquia Skylanders (A Disney copiou). A diferença deste para Disney Infinity basicamente é a maior variedades de bonecos e a troca de partes dos mesmos. Você pode colocar os pés de um guerreiro no corpo de outro e assim jogar com ele!

Um dos melhores games que pude testar na feira foi Castlevania: Lords of Shadow. A demo do game estava timidamente disponível num estande de tamanho médio totalmente destinado ao novo game da franquia blockbuster da Konami, PES2014. Lords of Shadow 2 se mostrou um sólido hack and slash com muita ação e variedade na jogabilidade, gráficos lindos, e como não poderia deixar de ser, check points  a cada metro de cenário avançado.

Cadu – Fui babando testar o jogo assim que passei pela catraca, peguei uma fila pequena optando pela versão de PS3 (por já ter o console e ter jogado o primeiro nele). O jogo é muito mais que um hack and slash genérico, quem jogou o primeiro sabe do que estou falando. Só adianto que mantiveram a qualidade neste novo título, aguardo ansiosamente a chegada dele nas lojas.

Rokuman – Não é porque eu mal passei a metade do segundo mapa do primeiro Lords of Shadow que não iria jogar o demo do segundo, ainda mais com uma mocinha tão simpática que mostrava aparentemente saber muito bem o que estava fazendo e apresentando na feira. Enfim, joguei boa parte do Demo. O início dele, até a parte onde o Sabat começou a jogar, cheguei a enfrentar um tal de Aldebaran de Pégasus, onde ele foge, e depois fica jogando flechas de fogo de longe, que foi a parte que o Sabat jogou. Muito bom o jogo! Preciso terminar o primeiro logo!

Óbvio que como boleiro que sou, não poderia deixar de jogar uma partidinha de PES2014 né? Estava logo ali mesmo… Bem, o negócio foi que a mecânica do jogo mudou tanto, mas TAAAAAANTO que quem aprender a jogar este novo game, sempre e obrigatoriamente dará um cacete em quem for marinheiro de primeira viagem. Jogo PES desde o PSx e não consegui fazer se quer 1 golzinho! Pelo menos espero que com esta nova jogabilidade, que claramente requer que o jogador “saiba” o que está fazendo, a “era dos lançamentos perfeitos para o Cristiano Ronaldo” esteja no fim.

O Grupo Seven (rede de escolas de games e CGI) compareceu ao evento com uma área cheia de arcades do momento com direito a simuladores de corrida e tiro, fora um palco com telão e tudo mais onde de repente, em meio a nossa jogatina de Marvel Vs Capcom 3, sobe nele uma das melhores bandas nacionais de Rock Game, o GAMEBOYS! Pena que o evento era voltado a imprensa, pois se fosse dedicado ao público mais velho, aquela área seria pequena para conter o tanto de gente que entupiria a frente do palco para ouvir temas de Mega Man, Zelda, Donkey Kong, Sonic, e muitos outros jogos no melhor estilo Rock n’ Roll. Como não foi o caso, a frente do palco ficou vazia, só aqueles três gatos pingados do RetroPlayers mesmo é que ficaram lá aplaudindo os caras e gritando TOCA TOP GEAR!

Rokuman – Realmente! A banda deve ter notado o quão fã de músicas de games eu sou… e o quão herege é o Sabat… mas TÃO HEREGE… Que ele citou Chrono Trigger como “muitos outros”… XD. Eu tive praticamente um orgasmo quando tocou o tema de Rockman 2 ao jogar no Arcade de Marvel vs Capcom 3… Foi um Combo  infinito! Um Sonho realizado!

Cadu – Não sei se sou desligado demais (e eu sou) ou se não teve nada de bandas e músicas no último dia, mas eu realmente não vi nada. Talvez este seja um ponto ruim, seria interessante ter esse tipo de atração em todos os dias de evento.

Ali do lado, ficava o estande da NVidia, onde pudemos pegar em mãos o trombolho monstrão portátil conhecido pelo nome de Shield. O negócio é grande, pesado, nada confortável, mas mesmo assim, É ÓBVIO eu queria um pra mim! Um deles estava rodando Sonic 4 episode 2 direto da Google Play e compartilhando a imagem do game em um monitor via HDMI ao mesmo tempo sem a menor queda de frame, outro estava rodando Borderlands  via Streaming direto do PC com uma performance admirável, tudo isso graças ao seu processador Quad Core TEGRA 4 e aos seus 2gb de Ram dedicadas.

Adorei a telinha de 5″ multitoutch, é vibrante e tem um excelente contraste, e como ele usa um sistema operacional Android, é possível que qualquer jogo desenvolvido para a plataforma funcione nele… incluindo emuladores hehehe! Fatalmente ele será utilizado só para a jogatina de games que estejam rodando diretamente nele (esse negócio de streaming do jogo que está no PC é perfumaria), e depois de testá-lo, cheguei a conclusão de que ele tem potencial de sobra para se tornar a maior central portátil de jogos que já vimos. Potência e recursos para isso ele tem (por exemplo, da pra jogar qualquer coisa nele e mandar a imagem para a TV via HDMI, e um segundo jogador pode utilizar um controle Bluetooth compatível com Android que o Shield reconhece na boa), só falta um bom preço e braços fortes para aguentar o peso do menino…

Cadu – Ele é pesado mesmo, meio desajeitado, com a tela posicionada meio estranhamente. Mas ainda assim eu o achei anatômico, parece ter encaixado bem nas minhas mãos. Fiquei jogando Sonic 4: Episode II lá (Sabat xilicando em 3, 2, 1…) e senti que o D-Pad dele é meio mole, a ponto de eu estar só querendo andar e o Sonic virar bolinha o tempo todo, como se estivesse apertando pra baixo (não, Sabat, a culpa não é do jogo). Já o analógico e todo o resto é excelente, muito boa qualidade.

 E ali do lado do estande da NVidia, escondido em um dos cantos do evento, encontramos finalmente as instalações temporárias da Hyperkin, ou melhor, a empresa que está fabricando e trazendo para o Brasil, o console multi-uso RetroN 5.

Pudemos testar bastante o aparelho, e batemos um belo papo com o pessoal da Hyperkin sobre alguns recursos do bichinho. Quando chegamos lá, ele estava plugado a uma TV de 42″ com o cartucho Contra do Nes, a imagem rodava suave e se assemelhava a de um emulador com filtro ligado. Os filtros e demais recursos do aparelho, como seleção da entrada de gamepad e saves, é todo feito por meio de um menu charmoso e bem intuitivo, e com os efeitos desligados, ainda assim a imagem dos jogos apresenta um certo nível de up scalling. Acredito que quando ligado diretamente a uma TV de tubo via cabo AV, a imagem fique idêntica à dos consoles originais.

O controle sem fio disponível era nada mais que um protótipo que não funcionava e que estava com o direcional estourado, mas deu para ver que a base dele é a parte de trás do console, e também que anatômicamente ele deixa a desejar bastante. Claro que eu perguntei para o pessoal da Hyperkin sobre a emulação, e eles me responderam “não podemos fazer isso, mas se conseguem colocar emuladores em qualquer celular, por que não conseguiriam colocar também no RetroN 5?”. Eu entendo isso como um “não tem mas também não dificultamos para que tenha”, o que eu espero que aconteça em breve pois o aparelho é realmente atraente e eu adoraria ter um!

Cadu – Só uma coisa me incomodou: por que diabos o cartucho de Mega Drive fica DE COSTAS no aparelho? Acho que ele foi feito por Nintendistas, hein? Brincadeira, pessoal. Muito bacana o RetroN5. Só o preço está um pouco salgado no Brasil.

No final das contas, achamos que iríamos ver tudo e sair da BGS cedo, bem antes do encerramento daquele primeiro dia de evento, e para nosso espanto, não passamos nem perto disso. A verdade é que quase não deu tempo de apreciar tudo, testar tudo, jogar e digerir as informações! Só na Hyperkin nós ficamos lá batendo papo por mais de uma hora, abrimos as caixas dos modelos anteriores do aparelho, vimos a qualidade dos controles paralelos que eles desenvolverão para quem não tem os originais dos videogames antigos (satisfatória por sinal, principalmente o controle de SNES), jogamos um pouco no monstrengo que diz ser um SNES portátil, o terrível Supaboy, e ainda por cima testei até mesmo o lendário Óculos Rift que estava disponível no estande deles junto de um capacete sonoro que ela desenvolveu como acessório da bugiganga 3D.

Confesso que o negócio é legal, tem potencial para fazer sucesso, e a coisa funciona literalmente assim: o analógico da direita é agora o nosso pescoço, ou seja, a direção que olhamos é a mira. Temos que virar a cabeça para o lado que queremos andar ou atirar, e apesar de ser inovador e divertido, cansa o pescoço demais e quase me fez vomitar de enjoo.

Terminamos o passeio praticamente na hora de fechar, e sim, foi fantástico! Realmente não dá pra entender que merda é que passa atualmente na cabeça do pessoal da Nintendo de não participar de um evento desses… Seria extraordinário  poder testar os games vindouros do WiiU e ver os doidos do Mundo Canibal zoando tudo no estande da empresa que, obviamente, seria enorme.

Senti muita falta dos games dela, fiquei imaginando como seria o próximo MK em um cockpit igual aos que estavam rolando GT6, telões com trailers, demos disponíveis… Enfim, azar dela, e de tabela, azar do evento que ficou manco de uma perna, e principalmente, azar de quem é fã.

IvoA Brasil Game Show desse ano foi incrível principalmente por trazer em primeira mão os consoles de uma nova geração que começará em breve. Pelo que ouvi entre os responsáveis do evento, ficou claro que em 2014 a BGSo já está garantida, então que não conseguiu ir, se prepare antecipadamente para o próximo ano. E claro, que a Nintendo reconheça a besteira que fez e volte em 2014 (não poderia deixar de comentar isso!). Gostaria de abrir um agradecimento geral ao Sabat e Senpai que tive a oportunidade de conhecer e fizeram o evento mais divertido do que já estava. E não posso deixar de esquecer de agradecer a Cris <3 por ter ido no domingo (naquela loucura!) e por toda ajuda nessas dias de evento.

Cadu – Espero ano que vem estar presente, inclusive no dia da Imprensa, embora tenha sido legal estar no meio da galera e poder passar outro ponto de vista pra vocês. E espero que a Nintendo esteja lá também, senti muita falta dela. E, quem sabe a SEGA também? É, eu não desisto dela. Valeu galera!

Essa foi a nossa mega cobertura da BGS 2013 pessoal, esperamos sermos convidados novamente no ano que vem para podermos repetir a dose ^^.

Obrigado a todos!!

Fim


Sobre Sabat

Dono, Chefe, Gerente, Cara da Xérox e Tia do Café do RetroPlayers! Meu negócio? Falar sobre games. Como? Escrevendo meus trabalhos, gravando minha voz horrível, ou filmando minhas humildes proezas! Onde? Aqui, ali, ou onde quer que me chamem!
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