Histórias Gamísticas: Meu Deus, eu escrevo para uma revista de games!

warpzone

Sonho bonito, sonho bem-feito, sonho formoso! Ganhar a vida com videogames sempre foi nada mais que um lindo devaneio, um sonho de criança para a maioria absoluta das pessoas que vivenciaram aquelas longínquas gerações de videogames. Vontade nunca faltou, muito menos determinação e conhecimento de causa, já que, naquela época, ninguém sabia mais do assunto que a garotada esperta da locadora, que devorava cada título que aparecia nas infindáveis prateleiras de locação, quase sempre, com uma revista semi-especializada no assunto debaixo do braço.

E principalmente nós, integrantes daquela classe de afortunados que jogavam de tudo independente do lado escolhido durante a guerra de consoles dos anos 90, podíamos nos gabar de saber mais, de entender mais, e até de sermos jogadores melhores em determinados aspectos. Modéstia à parte, era comum eu ser consultado pelos frequentadores e até mesmo pelo dono do recinto quando surgia a dúvida sobre aquele título sinistro que pouca gente conhecia, ou mesmo sobre coisas mais corriqueiras do tipo “como mata tal chefe?” ou “onde é passagem secreta da fase tal?”. Eu me sentia o maioral… Saudades…

warpzoneE como outros tantos, eu me julgava apto a trabalhar no mercado. Não criando jogos… Um adolescente do final da década de 80/início da de 90 tinha que ter muita, mas muita sorte para que caísse em sua frente a possibilidade de se trabalhar com desenvolvimento de jogos, isso sem contar a necessidade de se morar em um país onde essas coisas podiam acontecer, algo que, definitivamente, não era o caso do nosso país tropical. Mas, em um mercado específico, isso era possível… Lembra da tal revista semi-especializada?

Minha vida, e as Revistas de Videogame

Sim, revistas de videogames! Por mais amadoras e equivocadas que fossem, elas nos conquistavam com seu charme e nos faziam sempre correr até as bancas para conferir se algum novo exemplar havia chegado. E os leitores interagiam com cartas cheias de perguntas que quase nunca eram respondidas, e desenhos feitos à mão que davam um trabalhão pra fazer, e teimavam em não ser selecionados para as sessões onde eles poderiam aparecer… É, sou um frustrado em relação a isso!! E mesmo que o desejo de se trabalhar ali, por trás daquelas páginas, fosse algo que alcançasse a todos os gamers da época, pouquíssimos não se contentavam com o seu nome aparecendo na sessão de cartas ou desenhos de sua revista predileta, e dentre estes, só os realmente afortunados pelo mais improvável acaso, acabavam chegando às redações das editoras. Em resumo, era possível, mas era difícil pra caramba!

warpzone

Eu tentei, eu corri atrás, eu mandei cartas e mais cartas, eu escrevia textos com o meu português terrível sendo amenizado por um Dicionário Aurélio, e os enviava para as redações, e nada aconteceu. Tudo bem, confesso que não cheguei a insistir tanto assim… Comecei naquele breve período de tempo durante as férias de meio de ano, e continuei tentando por mais uns três ou quatro meses apenas.  Foi suficiente para que eu percebesse que não daria, que outros já haviam tentado, outros caras melhores, mais preparados, e mais informados do que eu. Eu precisaria do acaso ao meu lado, de muita sorte, ou de muito mérito para que alguém me notasse.

E um dia, o mérito bateu à minha porta. Vinte anos atrasado, mas bateu!

Quando não podemos contar com o acaso, as coisas se tornam bem mais difíceis. Assim, os jovens gamers da época costumavam adotar cadernos e faziam tantas anotações neles que, muitas vezes, estes se tornavam verdadeiras enciclopédias! Outros chegavam ao ponto de criar revistas artesanais de apenas 1 ou 2 exemplares que eram disputados a tapa na hora do intervalo da escola, uma leitura deliciosa e que chegou a me deixar sem merenda algumas vezes, pois a leitura não era de graça não!! E ainda por cima, tinha que devolver a revista antes de acabar o intervalo!! Mas os anos foram se passando, e o meu desejo de escrever sobre o assunto apenas aumentava à medida que o mercado mudava, evoluía, se digitalizava. E um dia, chegou o momento em que eu parei de comprar revistas sobre games.  Elas haviam perdido tanto a força perante o advento da informação online, que já não era mais necessário tê-las em casa. Eu podia frequentar agora um site especializado, ou vários deles, e lá estaria tudo que eu precisava saber com pelo menos um mês de antecedência em relação à publicação impressa, as vezes dois.

Verdade, abandonar aquela prática não foi fácil. Foram muitos anos realizando aquele ritual de ir à banca de jornal torcendo para que a minha revista predileta tivesse chegado, e isso me fez falta sim, como não poderia deixar de ser. O sentimento de tato no papel, a surpresa do que estaria nas próximas páginas, a decepção ao perceber que já estávamos lendo a última página… Ficou tudo para trás, junto dos cartuchos de silício, do memory card, das pistolas infra-vermelho…

Minha vida, e os Fóruns de discussão

Mas eu não era o único viúvo do mundo gamer não, e percebi isso quando descobri que existia na tal da internet, um “algo”, uma “parada” chamada FÓRUM. Mantido por usuários para usuários, os fóruns de discussão rapidamente se tornaram uma das ferramentas de socialização digital mais populares da época, pois ali, qualquer um podia expressar suas opiniões e opinar nas opiniões dos outros sobre qualquer assunto existente no planeta, e é óbvio que fóruns com tema GAMES existiam aos montes, muitos deles sendo mantidos por sites de renome como a Uol, que ainda hoje mantém ativo o seu  Fórum Uol Jogos. E eu nunca poderia imaginar que aquele meu antigo desejo de escrever em uma revista de videogames, em breve, se realizaria, e graças a um fórum.

Acontece que eu me tornei um assíduo frequentador de dois fóruns de discussão: o já mencionado Uol Jogos, e o mais importante para a minha história, o finado e saudoso RetroBits! Foi lá que eu comecei a por em prática o habito da escrita, participando timidamente com comentários pequenos aqui e acolá. Logo esses comentários se tornaram maiores, e comecei a me identificar com outros usuários que me encorajaram a escrever pequenas resenhas, que se tornaram longas analises, e depois, especiais em três ou quatro partes, coisa pequena! A aceitação era tamanha que eu me sentia em uma redação de editora totalmente empenhado no que eu fazia, e as páginas ali do fórum Retrobits eram as folhas da revista que os leitores corriam até as bancas para comprar. Era ótimo, uma sensação de realização quase perfeita, mas esse “quase” estava lá para me fazer sentir que era possível fazer melhor, e o resultado foi a criação do seu site predileto de velharias gamers, o RetroPlayers, um dos primeiros blogs especializados em jogos antigos do Brasil.

Minha vida, e a Old!Gamer

Ao longo desses oito anos de estrada (sim, já estamos no ar a todo esse tempo), o RetroPlayers me proporcionou muita coisa. Carinho de fãs, reconhecimento, amizades, uma equipe que eu não troco por nada, mas nada havia me preparado para  o convite que eu receberia da Editora Europa. Contra todas as regras, tendências e adversidades, a Revista Old!Gamer estava nas bancas de todo Brasil, revivendo algo que não se via desde a década de 90: o amor pelos retrojogos de forma impressa. Muita gente podia novamente sair de casa e se dirigir até a banca de jornal mais próxima para comprar uma revista de videogames, e em um passe de mágica, tudo estava de volta: o toque do papel, a próxima página, o iminente e indesejado fim da leitura… O assunto caiu nas graças da comunidade gamer, e a nova revista se tornava um objeto de desejo que todo retrogamer passava a ter em comum.

Municiando as páginas da famigerada publicação, estavam um redator e um editor chefe que, por sua vez, selecionavam a dedo alguns dos blogueiros mais notórios daquela época, e graças às amizades criadas no fórum Retrobits, eu pude ser indicado para fazer parte do time de escritores da revista. Que alegria! Eu não podia acreditar que aquele sonho já esquecido estava se realizando. Inesperadamente eu teria trabalhos meus sendo publicados em uma revista de distribuição nacional, e que, convenientemente, tratava do mesmo assunto que estava em vigência na época em que eu ainda sonhava em ser redator. Tudo parecia uma maravilha, tudo parecia ser perfeito, mas infelizmente, por vários motivos, eu não soube aproveitar aquela chance de ouro.

Eu poderia tentar aliviar um pouco o meu lado, e dizer que a culpa pelo meu fracasso foi toda da Editora Europa, mas hoje eu reconheço que não foi bem assim. É rapaz, me faltou experiência, jogo de cintura, faltou eu descer de um trono imaginário que eu nem percebi que havia subido. Confesso: eu estava um pouco “mala” naquele momento. Fazer parte de uma redação implica em obedecer ordens, seguir padrões, se adaptar, aceitar modificações, correções, edições, cortes muitas vezes severos, e os editores chefes não eram lá muito maleáveis quando o assunto ia contra o que lhes era comum pela profissão, e definitivamente eu não entendia isso. É bem verdade que o editor chefe não soube conversar comigo também, transbordou soberba deixando transparecer que eu era nada mais que um blogueiro substituível, mas talvez eu tenha merecido aquilo tudo, talvez tenha sido isso algo necessário para que eu pudesse evoluir como editor, redator, ou puramente como um escritor blogueiro. Aprendizado nunca é demais, humildade então, nem se fala.

Assim, mesmo tendo enviado quatro textos para aprovação, apenas um foi publicado na Old!Gamer, e ele está na edição sete da revista: The Legend of Zelda CD-i, um trabalho cortado, editado, com uns 30% a menos do tamanho original, mas que estava lá, publicado em meu nome, e até que isso me causou um certo orgulho. Minha curta história na Old!Gamer se resumiu a este capítulo, mas a minha saga no mundo editorial ainda estava longe de terminar. O que acabou de vez foi a revista Old!Gamer… Talvez ela tenha deixado de ser lucrativa, ou talvez a mão de obra blogueira tenha acabado, nunca saberei, mas não tardou para que uma outra publicação nascesse para tomar o seu lugar nas bancas de todo país, e mais uma vez, eu estava sendo convidado para integrar o time de redatores.

Minha vida, e a WarpZone

Chegava a vez da WarpZone, um projeto ambicioso liderado por duas pessoas especiais: o provável maior colecionador de revistas de videogame do país, Cleber Marques, e o fundador daquela que foi a maior rede de gamelocadoras da América Latina, a ProGames, e criador da antológica revista Gamers, Ivan Battesini, agora dois grandes amigos e parceiros de trabalho nesta nova empreitada.

O Cleber me procurou, apresentou o projeto, e o curioso é que ele nem sabia que eu havia participado da finada Old!Gamers. É, acho que ninguém sabia de tão discreto que havia sido o negócio! Mais uma vez, o RetroPlayers era o meu cartão de visitas. O meu, o seu, o nosso site predileto de velharias gamers: parece que o slogan realmente funcionava! Após um rápido teste, eu estava integrado a um time cheio de especialistas, algo realmente intimidador, mas eu não podia deixar a chance escapar mais uma vez. Quem me conhece sabe que sou perfeccionista, sou chato quando o assunto é qualidade, mas lá, não sou eu quem manda. Eu escrevo, e escrevo muito! Algo em torno de 60 mil caracteres por conjunto de publicações e com um prazo bem curto. O resultado final é mandado para revisão e edição, alguma coisa é sempre cortada, adequada, e em breve, temos a diagramação todinha pronta. Vemos de antemão o que vai ser enviado para a gráfica em um sistema de trabalho simples e funcional, com muita conversa, planejamento, e o principal: respeito. Não é difícil se dedicar quando temos um ambiente tão bom!

A Revista WarpZone Nº1 foi às bancas junto da segunda leva de livros do grupo: o Biografias  nº2 com Sonic, Banjo, Klonoa e Rayman, o Clássicos nº2 com a franquia Street Fighter, e o 101 Jogos nº 3 e nº4, que traziam uma coleção imperdível de jogos de Nintendinho e Master System respectivamente, algo digno de coleção e que qualquer jogador que vivenciou as décadas de 80 e 90 deveriam adquirir com regularidade. Já a revista, esta era especial: trazia de volta à ativa, nomes de respeito daquele já longínquo universo, gente que trabalhou na revista Gamers, na Ação Games, na Supergame, na Super Game Power, e em meio a estes e vários outros nomes relevantes, lá estava o meu, assinando em nome do RetroPlayers uma matéria que retratava o uso do código de ativação do sangue no Mortal Kombat do Mega Drive, algo que causou muitas discussões e boas histórias na década de 90.

Agora sim, havia finalmente chegado o momento que eu tanto esperava. Eu estava trabalhando no universo gamer, dentro de uma redação, e meu primeiro trabalho publicado estava na edição inicial de uma revista que se mostrava algo simplesmente lindo. Foi o meu maior motivo de orgulho desde a concepção do RetroPlayers, e aquilo me deixou radiante! O restante do trabalho mensal é todo dedicado aos livros, em especial, a WarpZone Biografias, onde eu escrevo a maior parte do conteúdo relatando as histórias de concepção dos personagens e seus principais jogos. É claro que vira e mexe eu participo dos outros livros também, e novos projetos sempre estão em pauta em nosso grupo de discussão, o que garante trabalho pesado durante o tempo que o grupo durar, algo que não parece ter prazo de validade devido a um fator que diferencia a WarpZone de qualquer outra publicação atual: a proximidade com o leitor, que é demonstrada na forma de vários segmentos paralelos que vão de grupos abertos, a um clube privado onde os assinantes podem opinar em vários aspectos do que estará nas próximas edições.

Warpzone

Até a BGS 2016, esta era a equipe de redação da WarpZone! Algumas caras já se foram, outras chegaram, mas a maioria ainda está toda aqui!

Confesso, nunca foi tão fácil escrever para uma revista, tão fácil quanto eu imaginava na adolescência. Fácil por que a paixão ali é o que conta, e quando temos paixão por algo, falar sobre esse algo acontece com a maior naturalidade, e o resultado acaba sendo magnífico mesmo que não muito vantajoso financeiramente. Sim, é fácil escrever sobre o que se gosta, mas é absurdamente trabalhoso ganhar a vida como escritor, ainda mais freelancer! Viver disso implicaria em escrever pelo menos umas quatro vezes mais do que escrevo atualmente, e eu nem consigo imaginar o estresse mental que isso causaria. Fica a dica: realizar um sonho nem sempre quer dizer que teremos moleza!

E o trabalho continua, livro após livros, e ainda à espera da Revista WarpZone nº2 que, devido a problemas com conteúdo e distribuição nas bancas, ainda não foi lançada, o que dá a todo mundo a oportunidade (para não dizer “obrigação”) de adquirir a histórica edição nº1, que está a venda no site do grupo WarpZone, e eu não estaria dizendo isso se não garantisse a qualidade excepcional do produto. Se depender de mim, sai a 2, a 3, e quantas mais forem necessárias para saciar a vontade que esse pessoal caduco tem de relembrar os antigos e deliciosos rituais de comprar, ler, e guardar com todo carinho uma revista sobre games.

Sorte à todos que ainda desejam adentrar a este concorrido segmento, pois, ainda que o trabalho seja feito com paixão e qualidade, a sorte tem que bater à sua porta. Nada impossível, mas 8 anos de dedicação ajudam muito nessa hora.

Fim.

Sobre Sabat

Editor Chefe do RetroPlayers, Redator e Editor nos Livros e Revistas WarpZone, Podcaster e editor de áudio, Saudosista, e Analista de Informática porque algo tem que dar dinheiro né!
Adicionar a favoritos link permanente.
  • Sua chegada ao time da WarpZone foi algo muito especial, acompanho o seu trabalho desde sempre, toda a história que você contou ai no texto só complementou o que eu já conhecia de você, um cara dedicado que faz um trabalho incrível. Quando imaginei a WZ eu sabia que ela não viveria só de mim e que o time precisaria de gente apaixonada e competente assim. Que dure muitos anos, com todos nós ali.

    • Assim espero maninho, que dure MUITOS, MUITO ANOS MESMO!!! ^^

  • aki é rock

    Bela historia Sabat sei que não é fácil seguir esse caminho mas vejo que você nunca desistiu pois está de parabéns cara quem nunca imaginou ou sonhou trabalhar com videogame?Ou em uma revista de games no caso pois isso só aconteceu porque você nunca desistiu desse sonho lá nos início dos anos 90 isso era fantastico muito garotos imaginavam isso um dia.
    Eu por exemplo nunca tive os videogames da época mas ficava adimirado quando lia uma revista de games e via aqueles textos e imagens dos jogos e me imaginava jogando.E´por esses fatos e historias que vejo e leio a respeito espero que ainda que vocês ai continuem com o ótimo trabalho na Warpzone e também aqui no Retroplayers pois é um dos sites que curto muito o material retro.
    Acompanho o mundo dos games a muito tempo e espero ver muita coisa a respeito disso tanto nas revista de games e nos livros pois tenhos alguns em minha coleção.

    • Eaeee Rock ^^

      É mano, acabou acontecendo, e eu já nem esperava kkk E cara, a insistência aqui no RP me fez conhecer tanta gente especial mano, tantas pessoas que passaram pelas mesmas coisas que eu, que só me faz querer continuar mais ainda o trabalho que faço aqui =) mesmo sabendo que textão hoje em dia … é aquilo lá né kkkk
      Valeu maninho pelos muitos anos de convivência =)

  • Mario

    Pô cara, muito legal! O sonho da mulecada gamer da antiga era esse…trabalhar na revista de videogame ou na locadora do bairro! Juntar o útil com o agradável. Realmente nada supera a sensação de ir na banca no começo do mês pra ver se ela chegou, de tê-la nas mãos e paginá-la e levar para o colégio pra todos lerem. Mas o melhor foi como outro colega descreveu abaixo: Ver as fotos e ficar me imaginando jogando. Eu também fingia que jogava quando passava na tv o comercial do Super Nintendo ou do Donkey Kong Country I…
    Devido à condições financeiras de meus pais, eu sempre ganhava um videogame que estava no final de sua vida. Então eu sempre via poucas matérias sobre jogos para meu sistema e ficava babando com jogos dos sistemas novos. Tô lá jogando Micro Machines no meu Phantom System aíii pááá : A Super Game Power nº 5 (a primeira de minha coleção!) faz um detonado do Wild Trax / Stunt Race FX! Como assim? Que jogo, que gráficos , que “personagens” legais!
    Como disse, a Super Game Power foi a primeira que comprei. Em seguida comecei a comprar a Ação Games. Ambas eram maneiríssimas à sua maneira. Bate uma nostalgia muito grande ao lembrar dessa época. Eu meio que peregrinava pra comprar as revistas. Quando saía do colégio, a banca da minha rua já estava fechada e eu não aguentava esperar até o outro dia. Então eu me deslocava até a Penha para comprar na banca que tinha dentro das Sendas. E que banca! Era um mundo! E ao lado dela tinha uma loja de vídeo games onde eu ficava parado, estatelado, babando com as caixas de Mega Drive e Master System.
    As revistas de vídeo game marcaram minha vida. Comprei a Super Game Power e a Ação Games até a última edição e as mantive comigo até pouco tempo. Recentemente doei elas pro Museu do Videogame Itinerante.
    Enfim…parabéns por tudo que conquistou e vivenciou! Deve ser muito legal trabalhar com algo tão legal como os videogames.
    Sou retrogamer com orgulho! Foi uma época sensacional onde ralávamos de verdade pra zerar um Super Mario 3 (na verdade só consegui anos depois com o advento dos emuladores) ou um Super Contra (esse sim, eu ralei). Hoje viro pros meu colegas e falo “Tá vendo aquele Ps4 ali? Na minha época era udo mato!” .
    Grande abraço e sucesso , meu caro.

    • Hahahaha essa de ficar imaginando que estava jogando é nova pra mim XD mas essa parte do estarmos jogando nos “nossos” Phantom Systems (eu ainda tenho o meu kk tá lindão XD) e aí sai na revista o detonado de Sonic 2 … eu me sentia um homem das cavernas quando isso acontecia!!

      E olha cara, eu tinha MUITA revista, MUITA MESMO!!! Tipo umas 3 caixas de leite cheias… e minha mãe já estava jogando a 3ª dentro do caminhão de lixo quando eu dobrei a esquina voltando pra casa com a mochila da escola nas costas…. Imagina o bérro!! MAAEEEE PARAAAA!!! AHUAHUA Po, acho que vou contar essa história aqui kkkkkk

  • Colonel

    Muito bacana a sua trajetória, Sabat. Alguma coisa de antes do Retroplayers eu até me lembro de ter lido aqui no site em alguma postagem antiga sua.

    Tenho uma Old!Gamer e realmente não fazia ideia que você participou dela (mesmo que discretamente)

    Quanto ao Retroplayers já são quase 07 anos acompanhando esse site de velharias gamer, e sei disso pois esse meu perfil do Disqus foi criado só pra comentar aqui, e lá tem a data “Joined Jul 21, 2010”. Rapaz, choque de realidade… o tempo tá passando rápido!!!

    Sobre a Warpzone, fique conhecendo a publicação por aqui e hoje tenho todos os volumes sejam livros, revista ou fanzine. Só não peguei aquela edição de Pokémon Go pois pra mim aquilo nem é game hehe.

    A propósiíto, é curioso como em diversos pontos das Warpzones dá pra perceber que realmente é você escrevendo. A estrutura do texto e principalmente alguns termos típicos dos textos do Retroplayers são facilmente identificáveis. Bem bacana.

    Enfim, tamo junto sempre acompanhando e no apoio!

    • Colonel
      • Tá completo =) só faltam as novas que acabaram de sair ^^ (cupom RETROPLAYERS heim mano!!). Pokemon Go? Pra mim tb não é jogo aquilo kkkkk

    • hahahaha isso já me falaram viu Colonel xD Eu escrevo mais a Bios, de Sonic pra cá eu escrevi mais da metade de todas elas, e sempre aparece gente me perguntando se sou eu que escrevo justamente por causa de uns trejeitos tipo “caro amigo leitor” ou “aqui e acolá” que eu sempre uso kkk
      E realmente o tempo passa maninho!! As coisas mudam, aí é adaptação pra todo lado kk

  • Ítalo Chianca

    Que texto lindo,.Sabat. Parabéns, meu amigo. Fazer parte dessa história é algo que guardarei com muito, muito carinho. Assim como você, sempre sonhei em escrever em uma revista de videogames. Já fiz até as minhas próprias revistas quando garoto. E hoje poder dividir essa jornada contigo nas páginas da WarpZone é motivo de muito orgulho. Sucesso sempre!

    • Opa Mano XD Parcero de Bios ^^ tamo junto velho!! E não se esqueça do nosso lema: SEGA DOES! CABRUMMM CAPROWWW!!! kkkk