Histórias Gamísticas do Sabat: O Phantom, o Mega, e os meus dois pais

Um dia, há muito tempo atrás, eu fui o semi-dono de um Atari 2600 Polyvox. Semi-dono sim senhor, pois no momento em que eu esqueci que o aparelho estava comigo por empréstimo, o verdadeiro dono apareceu e o levou embora, destruindo uma parte da infância daquele garoto que passou a noite inconformado, chorando escondido. Não, eu não considero este o meu primeiro console de videogame justamente por que ele não era verdadeiramente meu. O dono deste cargo era meu querido e desaparecido Phantom System, o primeiro que eu realmente tive como meu, dado a mim pela minha mãe alguns poucos anos antes de eu começar a trabalhar. Essa história alguns de vocês já devem conhecer, caros amigos retroaventureiros, a história do Meu Primeiro console de Videogame, que eu contei durante um Meme Especial que aconteceu entre diversos blogs e sites há uns dois anos atrás, mas esta que eu vou lhes contar agora é inédita: a história de como foi que eu adquiri aquele que para mim, foi e continua sendo o melhor e mais memorável console de videogame da minha conturbada vida, o meu saudoso e imortal Mega Drive.

É bem verdade que aqueles anos em que eu desfrutei o lado Nintendo da força foram mágicos… O Phantom System havia sido um presente lindo e inesperado, algo que eu jamais poderia imaginar ter ganho devido a realidade financeira da minha família. Eu ainda não trabalhava, e ainda assim, era o mais velho de três irmãos em uma família que sofria de um gravíssimo problema social, algo que possui até hoje, propagandas muito mais bonitas e chamativas do que os avisos e advertências daquilo que este mal pode causar a uma família, e que por isso, teima em amaldiçoar milhões de casas pelo mundo a fora, o álcool.

Caros amigos retroaventureiros, meu pai era alcoólatra.

Emocionado, eu me recordo com saudade daquele homem que, quando em sua real personalidade, fazia de tudo pelos filhos: um pai de família que trabalhava muito, que era extremamente inteligente, e que eu admirava e sentia orgulho de dizer que era meu pai. E ao mesmo tempo, sinto repulsa daquele homem que aparecia bêbado em casa quase todas as noites dizendo ser ele: uma pessoa irreconhecível, violenta, arrogante, um monstro abominável que não ia embora enquanto a noite e o sono não resolvessem impor sua vontade lá pelas 2 ou 3 horas da madrugada… Era quando finalmente, nós tínhamos sossego em casa, alívio.

O álcool destruiu meu pai, levou-o embora desta vida ainda jovem, com cinquenta e poucos anos, e quase acabou com a minha família também. Sim, este mesmo álcool que aparece nos intervalos das novelas sendo ingerido por pessoas felizes e bonitas em festas, que diz para você “continuar andando”, ou que descaradamente ainda diz que “nunca pissou na bola com ostês”… Quanta merda! Como se eles ligassem para o nível de consciência do consumidor na hora de tomar duas ou vinte latinhas de cerveja com os amigos, como se eles ligassem se o consumidor vai dirigir depois, como se eles ligassem para as vidas que podem ser perdidas depois…

Infelizmente é assim que acontece, e foi em meio a esse cenário que eu cresci. Meu pai, quando sóbrio, sempre vinha me dizer enquanto eu jogava e esbravejava por perder mais uma vida, que aquilo era algo feito por japoneses para que a gente jogasse eternamente sem nunca poder vencer, um jogo de azar, um caça níquel, e me assistia jogar só para tirar onda de mim toda vez que eu deixava aquele baixinho italiano morrer em algum buraco ou inimigo rastejante. De vez em quando ele até arriscava pegar no gamepad, mas desistia logo que percebia que a tiração de onda estava para mudar de lado. Quando bêbado, eu tinha que parar de jogar. Ele me xingava, ameaçava, e aquilo continuava por horas mesmo que eu já estivesse quieto dentro do meu quarto. As brigas dele com minha mãe, baiana guerreira que nunca deixou ele encostar um só dedo nos filhos quando naquele estado, duravam eternidades, e eu me sentia impotente e com medo de fazer qualquer coisa… Eu era muito novo, e eu não sabia o que fazer, simples assim… Eu só podia rezar todos os dias para que aquilo parasse, e aguardar a chegada do outro dia sempre torcendo para que a próxima noite não fosse igual a anterior. Só havia uma coisa que me fazia sair daquele tormento, que me fazia não prestar atenção naquilo tudo, o meu Phantom System. Era o meu escape, minha forma de sair daquela situação. Eu o ligava à noite no quarto, quando meus irmãos já estavam dormindo, com a TV quase sem volume algum, e colocava toalhas no pé da porta para não deixar aparente a claridade do outro lado. Eu jogava para esquecer, e eu esquecia.

As vezes, eu nem me dava conta de que o silêncio já havia retornado à minha casa! Eu estava jogando, e quando isso acontecia, eu ia para outro mundo. Naquele quarto escuro eu me tornava um desbravador que não prestava atenção em mais nada, e muitas vezes, eu só desligava o aparelho quando percebia que o sol estava para nascer, antes que minha mãe viesse tirar algum desafortunado da cama para ir pra escola. Felizmente eu nunca estudei de manhã, então eu sempre tinha algumas horas de sono garantidas! Mas isso não me salvou de levar umas chineladas nas vezes em que minha mãe percebia que a TV ainda estava “estalando” de quente!

Meus dias e noites assim se repetiam. Era um período onde as game locadoras ainda estavam aparecendo, e a nossa jogatina era abastecida principalmente pela troca e empréstimo de cartuchos com os amigos. Jogar videogame não era apenas lazer, era algo importante para o meu dia a dia, mas nem sempre eu tinha o que jogar justamente pela falta de uma game locadora próxima.

Nos fins de semana, geralmente a gente até parecia uma família. Meu pai folgava, então nem sempre ele ia para o maldito bar encher a cara. Era mais tranquilo, e era também quando eu finalmente podia ir até a alguma game locadora, quase sempre na finada ProGames da Lapa, pegar algum jogo inédito ou que eu ainda não tivesse terminado. Foi num desses finais de semana que meu pai me viu pela primeira vez terminar um jogo de videogame. Lá vinha ele com a velha lábia de que aquilo era pegadinha japonesa, e blá blá blá, só que daquela vez eu estava lutando contra o último líder do game, logo, nem dei atenção e sem desgrudar os olhos da TV, continuei jogando. Venci o game, a alegria brotou em meu rosto, fechei o punho do jeito que eu sempre faço até hoje quando termino um game, olhei para ele e disse algo do tipo “eu venci os japas pai, e ai?”.

Ele olhava incrédulo para a tela da TV enquanto os créditos subiam, e depois do The End, me olhou, e estendeu a mão me cumprimentando. Ele disse apenas “parabéns”, levanto-se, e nunca mais depois daquilo me importunou enquanto eu jogava. Passou a só assistir e até dava uns pitacos às vezes.

Quando bêbado, o tormento continuava igual.

Os anos foram passando. Com 15 comecei a trabalhar, e nada mudou.

Bem, quase nada na verdade… Meu Phantom System continuava intacto, perfeitamente conservado, pois era jogar e guardar dentro da caixa, que continuava com o isopor branquinho e todos os manuais e saquinhos devidamente conservados (eu os guardava em baixo do isopor, longe da ação do tempo). Só que estávamos em 1991, e um tal de Mega Drive já ocupava um espaço tremendamente grande nas revistas de videogame da época, algo que me atiçava demais, uma vez que eu comprava todas elas.

O salário de Office Boy Interno era baixo, algo equivalente a umas 400 Lulas hoje. Mal dava pra comer um lanche na escola depois do serviço, pois me sobrava uma merreca após o pagamento do Curso de Desenho Mecânico que eu fazia aos sábados. Por sinal, foi o dinheiro mais desperdiçado da minha vida, maldita Protec! Daria para eu ter comprado muita coisa boa com aquela verba… Eu me arrependeria menos se tivesse gasto tudo em créditos da Playland! Mas enfim, definitivamente não havia como comprar um Mega. Não que eu estivesse louco de vontade para trocar de videogame, nada disso, o Phantom continuava me entretendo como nunca! Era a curiosidade que me instigava, e mesmo que não fosse, o aparelho já lançado aqui pela Tec Toy custava caro demais pra mim.

Essa situação começou a mudar no início de 1992, quando fui demitido do meu primeiro emprego e me tornei criminoso, ou mais exatamente, Office Boy Externo.

A empresa era longe! Duas horas de ônibus toda manhã para chegar até a região da Chácara Santo Antônio, na Zona Sul de SP, mas o trabalho era dos melhores que eu poderia desejar! A profissão de Office Boy Externo, quando bem aproveitada pelo marginalzinho assalariado, podia até mesmo triplicar o salário corrente do meliante, e eu aprendi a arte com perfeição… Tive bons mestres! O relógio também passou a ser um grande aliado, pois a profissão me permitia matar hora como nunca! Eu quase sempre acordava tarde e chegava cedo em casa, pois o planejamento prévio das entregas me permitia isso. Com mais tempo, comecei a me recuperar na escola (havia perdido o ano anterior por simples cansaço), pois passou a ser possível ir pra casa descansar, sair antes de meu pai chegar bêbado, e só voltar quando ele já estava capengando de sono. Era um ótimo emprego, onde o importante era simplesmente que eu finalizasse o serviço todo, coisa que eu fazia com o pé nas costas.

Foi quando eu descobri algo genial, inédito para mim até aquele presente momento: aconteceu em um dia em que eu resolvi fazer um caminho diferente para ir ao serviço de modo a evitar um cachorro chato que já havia tentado me morder duas vezes, e acabei encontrando a primeira game locadora da minha vida que permitia jogar por tempo, e não poderia ser melhor: o videogame “a ser alugado” era um Mega Drive.

Bendito cachorro enviado por Deus, aquele local era um sonho! Até aquele momento, eu só havia jogado Mega Drive pouquíssimas vezes na casa de um amigo que só tinha Rambo III e Altered Beast, e agora eu via uma prateleira lotada de cartuchos que ou eu só conhecia por meio das revistas, ou eu nunca havia sequer ouvido falar a respeito. Era barato e relativamente sem movimento, dava pra jogar a qualquer hora do dia sem problemas, e o dono do local ainda reservava a hora se você quisesse e, obviamente, pagasse antecipado.

Neste dia, tive que arrumar uma desculpa esfarrapadíssima para o atraso monstruoso no serviço, pois eu olhei a prateleira inteira caixinha por caixinha, abri ficha no local, e ainda paguei meia hora de Sonic! Foi a primeira vez que eu joguei o game do ouriço, foi lá que eu o terminei pela primeira vez, e foi lá também que mais tarde, eu finalmente venci o game recolhendo todas as esmeraldas.

E que saudade daquela meia horinha de jogatina que se tornou diária! Era terminar o serviço da manhã, e lá estava eu gastando aqueles trocados que haviam sobrado do ônibus que, obviamente, eu havia conseguido ao descer por trás, pela porta de entrada, sem pagar a condução… Err… Caro amigo retroaventureiro paulistano, sabia que um dia, as portas de entrada dos ônibus de São Paulo já foram as de trás? Pois é, e isso para os office boys era uma festa só: a quase extinta classe trabalhadora era extremamente beneficiada pelas frequentes descidas ilegais pela porta de entrada, algo que era tão descaradamente comum que os cobradores e motoristas já nem ligavam mais, e que em contrapartida, garantiam aquela grana extra no bolso dos jovens infratores que, mais tarde, retornavam às suas respectivas empresas e alegavam terem pego várias conduções no dia para realizar o serviço todo.

No meu caso, o negócio era mais lucrativo ainda: garotão, 16 anos de idade e cheio de energia pra gastar, eu quase todo dia saía da empresa com uns 15 envelopes lotados de projetos arquitetônicos para serem entregues, uma pilha que eu ia equilibrando pela região da Av. Paulista em São Paulo por quilômetros só para embolsar o dinheiro que deveria ser gasto com o táxi. Isso e as decidas por trás nos ônibus me rendiam muito dinheiro, chegava a duplicar o meu salário, que já era bem maior do que o do meu último emprego, e quando me deparei com o término da porcaria do meu curso de desenho mecânico, percebi que me sobrava grana o suficiente para outras coisas… Não, caro amigo retroaventureiro, eu não saí comprando videogames adoidado: o que aconteceu foi que eu me tornei um cara consumista, a moda e as tendências adolescentes começaram a ter mais importância do que deveriam em minha vida. Eu queria os melhores tênis, as melhores marcas de roupa, o relógio do momento, o discman da Sony, o boné do São Francisco 49ers, e principalmente, queria ficar atraente para as garotas da escola e do bairro! Era a adolescência fazendo das suas com meus hormônios.

Mas ainda assim, é claro que eu queria um Mega Drive, só que este ainda era um sonho difícil de se realizar devido ao preço e às condições da época para se fazer um crediário… nossa! Existe isso ainda?

Uma coisa é certa: após jogar Mega Drive por meses seguidos naquela locadora, eu comecei a perder a vontade de jogar no meu Phantom. Como eu me ocupava e de certa forma conseguia evitar o lado alcoolizado do meu pai quase todo dia, eu fui parando de jogar à noite, e o coitado começou a sobrar em cima do guarda roupas. Lembro-me de uma vez que me deu vontade de jogar, e eu me assustei com a grossura da camada de poeira que havia em cima dele! O meu Phantom System havia se tornado “obsoleto”, e inconscientemente eu sabia disso. Quando pintou então a oportunidade de comprar um Mega Drive novinho e por um preço bem abaixo das lojas locais, ele acabou entrando na dança, e isso aconteceu muito tempo antes de eu adquirir o tipo de pensamento sobre videogames que me faria ficar arrependido com o que fizera.

Cheguei na locadora para jogar aquela meia hora sagrada, e ao final da jogatina, o dono me pergunta: estou trazendo alguns Mega Drives do japão, você quer comprar um? Foi como perguntar se o leão queria carne! O preço estava realmente ótimo, quase a metade do que os estabelecimentos nacionais pediam, mas o cara não parcelava. Assim, eu não hesitei em fazer a merda de oferecer o meu Phantom System como parte do pagamento… Claro que o dono da locadora quis ver o console antes, e é claro que ele não exitou em aceitá-lo como moeda de troca pois ele estava LINDO, e é claro que mesmo assim, o valor pelo qual eu acabei passando o aparelho foi mínimo, muito menos do que ele valia, mas a minha ânsia em ter um Mega Drive era tamanha que eu nem pensei nesses “detalhes”… Juntei dinheiro, fechei negócio, e um mês depois, chegava meu aparelho, novinho, lindo, com o cartucho Altered Beast, e eu o levava para casa com um sorriso que nem que eu sofresse um acidente sairia da minha cara!

Meu Deus, como eu joguei naquele videogame!

A princípio, eu alugava os cartuchos na própria locadora onde eu havia comprado o console, mas logo, novas game locadoras abriram no meu bairro e eu passei a frequentá-las assiduamente, só indo até a outra perto do serviço para jogar a meia horinha sagrada, pois o vício era tanto que eu não parei de jogar lá por tempo não! Era tipo o “período de testes” antes de alugar algo, prática que perdurou até que eu fui demitido de novo! Uma grande pena… Meu setor fora extinto, todos os office boys foram desligados de suas funções… se iniciava a Era dos Motoboys em São Paulo, começava o caos

Meu pai estranhou ao ver o aparelho novo… Lembro de ter dito a ele “esse é novo pai, é mais potente!” e ele continuou assistindo minhas jogatinas do mesmo jeito que ele assistia antes. E lembro que com a idade avançando, eu aprendi a ignorar e não ter medo da faceta alcoolizada dele. Passei a defender minha mãe, meus irmãos, passei a ajudar com dinheiro em casa, depois minha irmã começou a trabalhar também, e apesar das constantes brigas e irritações que assolavam as noites na minha família, começamos a enxergar uma luz, ainda bem fraca, mas ela existia. A vida estava mudando.

O Mega Drive presenciou essa mudança, esteve presente sempre, e aquela foi a minha maior fase de jogador. Eu alugava 3 ou 4 jogos por final de semana, finalizava quase sempre todos, pouquíssimos jogos me venciam. Me tornei conhecido no bairro, fui até chamado para participar de equipes amadoras de jogadores que desafiavam os bairros vizinhos, e isso era bem legal por que eu adorava me exibir jogando! Por centenas de vezes eu fui até a locadora do bairro pra jogar lá mesmo algum jogo difícil só para mostrar a minha habilidade àquela plateia que se formava atrás de mim, e depois eu ainda dava dicas para o pessoal! O povo que ia alugar cartuchos de Mega Drive me perguntava antes se o jogo era bom por que eles sabiam que eu entendia do assunto, e eu adorava quando alguém duvidava que eu terminasse determinado jogo, principalmente se rolasse uma aposta! Eu só parava de jogar quando alguém me berrava no portão com uma bola em baixo do braço (isso é irresistível até hoje, vixe Maria), ou quando sentava pra assistir o resumão de 2 horas de Cavaleiros do Zodíaco aos sábados na Manchete… Meu pai sempre assistia comigo e até hoje eu me pergunto se ele gostava, ou se era por que ele começava a me respeitar como homem, e sabia que aquele horário era meu… Bem, ele não teve tempo de mostrar a resposta, pois a bebida o levou no ano em que eu completava 18 anos, pertinho do Natal. Curiosamente, aconteceu um dia antes dele ter me dito, após ter sofrido um ataque de convulsões fortíssimo, que não beberia mais.

Foi a última coisa que ele me disse, e de certa forma, ele não mentiu. Não sei o nome disso… destino, vontade de Deus, acaso… Sei que isso age de maneira estranha na vida das pessoas, quase como que nos pregando peças enquanto sofremos.

Continuei jogando Mega Drive ainda por algum tempo, até que outro console veio e reclamou o seu lugar na minha preferência de jogatina momentânea. Só que desta vez, eu não me desfiz do aparelho… Não sei por que cargas d’água eu acabei não vendendo o console, pois apesar dele ter sido um companheiro de jogatina tão ou mais fiel que o meu finado Phantom System, eu não me recordo de já ter naquela época o sentimento de retrojogador que tenho hoje, que me faz querer conservar a minha história como jogador. Tanto por que é isso que eu faço aqui no Retroplayers: a cada frase que eu escrevo, em cada matéria, eu tento conservar estas memórias resgatando passagens importantes da minha vida, atos, fatos e peças que eu não conservei à medida que os anos foram se passando. Perdi meus consoles, perdi meu fichário de anotações, perdi meu pai, perdi tanta coisa, e eu não ligava a mínima para manter as lembranças disso. Eu só queria saber do dia de amanhã.

Hoje eu quero lembrar o passado, lembrar da besteira que eu fiz ao dar meu Phantom System como parte pífia do pagamento do Mega Drive ao invés de apenas juntar um pouco mais de dinheiro, lembrar de como era a minha vida quando eu tinha que jogar escondido, e como era quando eu jogava pra mostrar para os outros que pelo menos em uma coisa eu era realmente bom.

Após o falecimento de meu pai, nossa vida só melhorou. O baque existiu, a família sentiu a perda, eu chorei muito, minha mãe chorou muito… Afinal de contas, era meu pai. Mas as brigas terminaram, o silêncio à noite era bem vindo para nós, para nossos vizinhos, e para quem mais interessasse. Sem as enormes contas no maldito bar para pagar todo o mês, pudemos reformar a casa, comprar novamente um carro, crescer como família… Mas eu de forma alguma, de forma alguma MESMO, deixaria de trocar tudo isso por uma vida que continuasse tendo meu pai vivo e longe da bebida, assistindo minhas jogatinas no Mega Drive e vendo aos sábados o Seya semi-morto vencer mais um inimigo de Athena.

Hoje eu tenho um novo Phantom System lindíssimo, dado a mim por um senhor carioca que simplesmente não queria vendê-lo, tão pouco queria que ele ficasse nas mãos de alguém que iria simplesmente guardá-lo em um armário para a eternidade, um senhor que disse gostar do meu trabalho aqui no Retroplayers, este árduo trabalho de recuperação de memórias que eu faço de graça. Eu até mesmo sinto como se uma parte da mágoa pela cagada que fiz no passado estivesse de certa forma curada! E eu tomo minha cerveja com os amigos, com meu irmão, com meus parentes, e longe de qualquer hipocrisia, eu digo que meu pai nos mostrou o limite, mostrou o que eu não devo ser, mostrou que eu não devo deixar bebida alguma me consumir até me transformar em duas pessoas por que esta outra pessoa não será eu, e ela só causará sofrimento àqueles que me amam, me mostrou que os mesmos que colocam nas TVs a imagem de que o consumo do Álcool é legal e divertido, jamais estenderão a mão para ajudar sua família a se recompor dos problemas que ele poderá causar.

Acho que ele se orgulharia do que eu me tornei.

E o meu Megão continua aqui, firme e forte, e continuo jogando nele sempre que possível, louco para conseguir um cartucho Ever Drive pra encaixar nele e assim, jogar tudo que eu não pude detonar na época auge da minha jogatina. E eu nem poderia parar de jogar, por que quem sabe o velho, agora livre daquela sua segunda e indesejável personalidade, não continua assistindo minhas jogatinas de Mega Drive de algum lugar não catalogado nos mapas por ai?

Fim

Sobre Sabat

Editor Chefe do RetroPlayers, Redator e Editor nos Livros e Revistas WarpZone, Podcaster e editor de áudio, Saudosista, e Analista de Informática porque algo tem que dar dinheiro né!
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  • spyblack

    Vou parecer gay com esse comentário, mas o que li aqui foi lindo, acho que a minha vida foi bem parecida com a sua até mesmo no quesito álcool, parabéns e continue nos trazendo matérias como essas lembranças.
    E fiquei com inveja do seu phantom, eu tinha na época um Top Game que quebrou a placa principal, e depois ganhei um mega que me arrependo até hoje de ter passado pra frente para ter o meu snes (que está sendo jogado até hoje, 20 anos de uso).

    []’

    • Opa Spy, obrigado cara ^^ Se depende de mim, as matérias não tem data para se acabarem XD
      Talvez um dia acabem as histórias né, mas ai eu arrumo outra coisa pra contar kkk

      E cara, eu guardo esse Phantom com muito carinho ^^ vai ser eterno XD

  • Kanonclint

    Putz …. Cara não sabia dessa parte, de todo sofrimento que o alcool causou a sua familia, e nem que seu pai tinha morrido.
    Desde já Sabat, ti parabenizo pela coragem de “abrir a ferida”, e de compartilhar a historia daquela época, que ainda sim , pelo que voce disse, tinha um lado ruim, mas um lado muito bom também.
    O mais legal , foi que você não sucumbiu, ao lado “sombrio” do seu pai, e se manteve lucido , para ainda jovem, entender aquela situação. Acho que os videogames tiveram um papel , fundamental nisso, e é por isso que considero os videogames muito mais do que um simples passatempo. Eles são um estilo de vida, e um conceito abrangente de valores, que muitas vezes passam desapercebidos para os outros, e que somente os apaixonados por essa “cultura” são capazes de aprecia-la em sua plenitude.
    Parabéns cara, você é um verdadeiro guerreiro, e um guerreiro vitorioso.

    Obs: Nada do que eu escrevi aqui teria sido postado, caso vossa senhoria houvesse afirmado, que o Phantom fosse o seu videogame preferido de todos os tempos.

    Mega Drive, o melhor console da vida ??? ! CORRETISSIMO
    kkkkkkkkkkk XD

    • Fala kanon, beleza? XD

      Rapaz, de início, eu não iria escrever sobre isso não… confesso que a minha intenção inicial era escrever sobre meu antigo Phantom e Mega Drive sem relatar essas particularidades… mas ai cara… simplesmente eu escrevi a frase “Caros amigos retroaventureiros, meu pai era alcoólatra”. Foi sem querer, saiu sozinho, como se eu não pudesse deixar de dizer isso para justificar aquele passado vivido. Eu olhei para o que tinha escrito, sem acreditar, e comecei a chorar cara. As lembranças vieram todas, foi difícil. Resolvi então escrever a história toda!

      E Vida Longa ao mega drive ^^

  • JC

    Parabéns pela sua história de vida, muito boa e muito bem contada em paralelo com a dos seus videogames!

    E fica tranquilo que é normal trocar o videogame usado por um novo e achar que aquilo é passado… Saudades dos meus aparelhos antigos, hahahah,…

    Mas talvez a nostalgia e a qualidade do Retroplayers sejam resultado de tantas histórias de superação, tem que aguentar muita porrada pra se chegar longe e dar valor ao que você tem que ao que você teve, já diria Rocky Balboa, hahaha…

    Sucesso cada vez mais no site e na vida!

    • Opa JC, tudo beleza? ^^

      É rapaz, infelizmente essa história se repete incessantemente… é difícil achar alguém que nunca tenha feito isso ao menos uma vez!!
      E pois é cara, talvez se a gente não tivesse apanhado tanto, a gente não teria arrumado força para continuar nas adversidades que poderiam vir né! A vida prepara a gente para as armadilhas que vão vir, é só enxergar os sinais ^^

  • Bela História Sabat

    Eu fiquei curioso lendo sobre o phanton Sistem.. Qual foi o primeiro jogo que você terminou?
    .

    • Opa Lucas, tudo beleza?

      Rapaz, essa história eu vou contar aqui logo logo, na verdade eu já a contei na Revista Game Sênior nº 11 mas de forma um pouco resumida. Vou postar essa história em breve aqui também de forma mais incrementada, mas dê uma olhadinha lá se estiver com muita pressa kkk http://www.gamesenior.com.br/3433

  • Sirlon Hayate

    História forte amigo. A vida tem dessas coisas. O que mais me deixa inquieto.. é que assim como eu.. você também, independente dos problemas da vida de família e cotidiana, entravamos em outro Mundo com os videos games. Era um Universo paralelo que os adultos geralmente não entendiam. Fico triste pela perca do seu pai amigo, também perdi o meu em 1995, por outros motivos. Foi apartir daí, pra esconder a tristeza, e a solidão de não ter um Pai.. que me apaixonei de vez pelos games. Hoje, só nos resta ótimas lembranças.. até as ruins!

    • Fala Sirlon!!
      Rapaz, jogar videogames é algo que nos leva para outro mundo MESMO, só quem joga sabe. E estes mundos são capazes sim de nos fazer esquecer desse chato mundo real… pena que na época, as pessoas geralmente não entendiam assim né! Era só bronca pra desligar aquele “troço que estragava as TVs” kkkkkkk

  • EulerVicente

    Que estória comovente Sabat.
    Olha… eu sou um cara que não bebo e sou quase que ridicularizado por todos. Amigos, namoradas, familiares… todos acham estranho eu não beber. Fico me sentindo realmente deslocado quando saio com as pessoas. Vc não toma uma cervejinha? Vc não é romantico pq não gosta de tomar um vinho com a namorada… Eu tenho personalidade para dizer não, eu não curto isso. Eu tenho um tio agora que está hospitalizado com cirrose e está muito mal. Vi muitas semelhanças da vida da familia dele com a sua. E vi a família dele ser destruída. Filhos desajustados, problemas financeiros…. eu quero ficar longe disso!

    Eu tenho tenho um sentimento de arrependimento parecido com o seu quanto aos meus consoles antigos rs Eu dei de graça meu Odyssey com 15 cartuchos, em excelente estado para uma pessoa que eu nem lembro mais quem foi. Hoje me arrependo e vou acabar tendo que comprar um outro Odyssey no ML para compensar meu arrependimento rs

    No mais… lindo texto que me comoveu! Grato por “desabafar” conosco colega!

    abraços

    • Fala Euler, eu é que agradeço por vocês terem essa santa paciência de ler essas coisas enormes que eu escrevo cara kkk Muito obrigado mesmo!

      Rapaz Odissey, pqp, se vc tivesse ainda seria lindo heim!!
      E que bom seria se a gente tivesse um pouco mais de cabeça nesses momentos não é meu amigo… a gente faz cada besteira e nem nos ligamos… só percebemos a cagada tanto tempo depois!!! kkk

      Mais uma vez obrigado pela paciência amigo ^^

  • Cristian

    Nossa cara, que belo post! Me faz querer pegar o meu snes agora mesmo e jogar por umas 4 horas seguidas, só não o faço porque ele está estragado 🙁
    Mas sempre vou curtir esses video games que fizeram parte da minha infância, pra sempre!

    • Po Cristian, estragado meu? O que acontece com ele? Se você for de SP Capital, posso lhe dar o endereço e um senhor que concerta, e BARATO ^^

      Ai você poderá jogar quantas horas quiser, bem mais que só 4 hehehe

  • Carlos Carara

    Sabat, meus parabens pelo texto, acredite, todos nos que acompanhamos o site adoramos o seu trabalho e assim conseguimos relembrar um pouco de nossas historias tambem, lendo seus relatos posso nao ter passado um dobrado complicado como esse, mas partilhamos do mesmo espirito com certeza. Continue assim como o resto da trupe com o trabalho exelente!

    • Opa Carara, beleza? ^^
      Obrigado pelo prestígio cara, eu posso lhe agradecer sem dúvidas em nome de toda a equipe, e dizer que o pessoal aqui é tão saudosista quanto eu e que por isso, a munição ainda vai durar muito tempo XD

      Valeu maninho ^^

  • edwazah

    de noite, quIetinho, sabat! xD

    • é mermo né!!!! Quer saber, vai ficar assim agora, e fica quEtinho ae!!! kkkkkkk

  • D E M A I S…
    História simplesmente sensacional…
    Nossa vida é construída com dor e sofrimento, mas a gente sempre dá um jeito de sorrir nesses intervalos…

    Passei mto disso cara.. só troque hoje o alcool pelas drogas…
    Infelizmente nunca tive uma boa relação com meu pai…
    hj é até melhor que antes, mas hoje quem não está bem é ele…

    Enfim… adorei a lição de vida.

    • Valeu maninho, infelizmente problemas sociais estão ai e fazem parte do mundo. E que se sintam privilegiados aqueles que não passam por isso em suas vidas, pois é algo que não se deseja para ninguém, o sofrimento é alto e constante, difícil de suportar.

      Eu é que agradeço maninho ^^

  • Ivo

    Olá Sabat, sem dúvida o melhor texto do Retroplayers que li até hoje (mesmo que não seja direcionado p/ algum jogo). Muitas coisas que você comenta no texto eu tive a oportunidade de passar também, mas infelizmente não tinha uma visão lúcida que você e toda essa super aventura com games e vida. Engraçado que com esse texto você fez abrir um tema que gostaria de escrever mais para frente no retroplayers – meu Super Nintendo e a era Mega Drive que nunca tive a oportunidade de ter. Parabéns pelo texto e fico feliz em ver que games não somente fazem parte da vida da gente, como também nos ensinaram muitas coisas. Parabéns novamente.

    • Opa Ivo, muito obrigado cara XD

      Olha, eu não esperava que tivesse tanta gente dizendo que esse é o melhor texto que já leram aqui maninho kkkk estou super feliz com isso ^^ E sinta-se à vontade para escrever Histórias Gamísticas também sempre que quiser meu amigo, pois o Retroplayers não só é terra de jogos antigos, como é também terra de lembranças que não devem ser esquecidas ^^

      o/

  • danielgfm

    E é assim que o videogame faz para salvar a vida de alguns.

    • Daniel… não sei se salvou minha vida, mas que me ajudou PRA CARALHO mano, ajudou viu!!! pqp!! Se não fossem os mundos dos games em minha vida, sei la o que teria sido de mim naquela época. Um salve para o Mega drive o/

  • que comovente Sabat. lamento sobre seu velho, que bom mesmo com as dificuldades alcoolicas, você ainda o adora. o que infelizmente não é o meu caso….

    e que belo Phantom System hein?

    • É leandro, quando eu lembro eu sinto falta, mas era aquela coisa de respeito quando são, ódio quando bêbado. Mas sinto falta cara, sinto falta dessa parte que eu respeitava.

      E olha cara, esse Phantom está lindo maninho!! Eu mesmo não acreditei no que vi quando me trouxeram ele… OO

  • Erico Rocha

    Sou fã do seu blog e agora te admiro como pessoa! Também tive um pai bêbado e sei como é complicado isso em nossa infância (ele não morreu mas está desaparecido…) mas isso ajuda a construir carater e valorizar as pequenas coisas da vida!

    • Caramba amigo, desaparecido? Imagina como deve ter sido, ou é para vocês viver com a dúvida sobre o que aconteceu… Mas é a vida… e ela apronta cada uma com a gente mesmo que chega a ser até irônico cara.

  • capone258

    cara parabens pelo texto, virei fã do blog e admirador seu sabat, essa historia parece um pouco com a minha, ja valeu meu dia essa leitura! muito obrigado.

    • Eu que agradeço caro amigo mestre do crime! ^^

  • TH

    Sabat, caramba meu amigo, eu sabia que algo de forte tinha com seu pai, não sabia se vc o tinha conhecido, se era brigado ou algo assim, mas sabia que havia algo, por isso nunca tinha perguntado sobre, para não cutucar feriada, ou algo assim.

    Agora me emociono com sua história.

    O seu texto ficou incrível, até pq mexeu bastante comigo.

    Em casa eu sempre tive esse problema tb de briga por causa de bebida, mas meu pai nunca chegou ao ponto de ficar bêbado, mas já era o bastante para ter brigas sabe, e esse é o motivo por eu não beber, tenho raiva e aversão por esse cheiro.

    E tb lembro da última coisa que meu pai me falou, minutos antes de ir. Na verdade ele não falou nada, eu estava fazendo um leite com Nescau para mim e ele bateu em meus ombros me cumprimentando de uma forma como nunca tinha feito antes, do tipo “Esse é meu filho” ou “Agora é com vc” ou algo assim, eu até hoje não sei o que aquilo significou, minutos depois eu me deitei e fui acordado com a gritaria em casa pq meu pai estava sofrendo o derrame que o levaria de nossas vidas.

    Engraçado, eu acho que só falei isso para meu Tio, que tb se foi….

    Em casa foi mais traumático, pois como eu já consegui com meu salário cuidar da casa, ele já estava descasando mais, e assim brigas em casa estavam cada vez mais raras, ou seja, quando finalmente as coisas estavam indo para melhor e ele podia estar finalmente descaçando de tanto trabalhar, ele se foi.

    Mas Sabat, ler seu teto foi incrível mano! Saber a história do seu Mega que vc ainda tem com vc é fantástico, é coisa de se ter orgulho meu amigo! Orgulho! Isso é coisa que dinheiro não compra!

    Quanto a bebida, vc sabe que eu não bebo nem cerveja, e já expliquei que até o cheiro me incomoda, e vc tem razão quanto a propaganda. eu felizmente não assisto TV aberta, e são poucas as propagandas de cervejas que passam nos canais a cabo, e isso já me irrita, quando eu vejo uma propaganda de uma novela eu já vejo umas três e vou te falar, eu entendo o que vc quer dizer, é de enojar. eles banalizam a coisa.

    Isso é recente, e pessoas próximas a mim podem confirmar, mas recentemente reencontrei um amigo de escola e ele depois de conversar comigo me pediu dinheiro, eu estranhei, e então veio a bomba, ele me disse que estava a três dias na rua, e me falou “Olha o que o álcool faz com uma pessoa”, isso foi de manhã. eu perdi aquele dia…. Eu não podia acreditar, era uma pessoa tão alegre, tenho desenhos que ele fez em cadernos de escola até hoje…. É foda!

    Mano, chega de escrever!

    É que seu texto ficou muito foda! A muito tempo não me empolgo tanto com um texto! Parabéns Sabat!!!!!!!!

    Ps. O Super Nintendo é melhor, é que vc comprou o mega, kkkkkkkkkkkkkk

    • Fala mano XD
      Rapaz, eu posso lhe dizer o mesmo: sabia que algo havia acontecido ai, mas nunca tive “cara” pra perguntar o que tinha sido. As vezes são feridas que já cicatrizaram, e cutucar pode não ser bom né… por isso eu fico quieto e nunca te perguntei.

      Valeu meu amigo, tamo junto!

  • Belo texto sabat,da mesma forma que vc tb passei essas dificuldades com o alcoolismo do meu pai e passo ate hj.O bom é que vc aprende a se impor com a idade,ja te admirava antes cara agora admiro ainda mais.

    • Opa Ricardo, beleza cara? Força ai maninho! Infelizmente o problema é real, e só nos resta termos força para aguentar.

      Abração ^^

  • cara, muito foda o relato, abração.

  • ganon,o destruidor

    parabens sabat por ter superado tudo que aconteceu com seu pai e hoje contar aki no retroplayers e realmente uma bela historia de superacao .e sim seu pai esta em algum lugar reclamando dos sonics de hoje e vendo vc jogar .

    ps :belo phantom system ein…

    • Cara, se ele estiver mesmo vendo de longe, com certeza ele está reclamando dos Sonics novos mais que eu kkkk

      ps: pois é cara, meu Phantom é Lindão!!! XODÓ!!! XD

  • William

    Seu texto é emocionante! Abraço!

    • Valeu Willian 1º!! Eu agradeço a atenção ^^

  • William

    Cara, na adolescência já tive um Phantom System. Depois de ler seu texto vou comprar outro. Dos clones do Nes o Phantom é o aparelho com disign mais bonito. Sua história é muito legal.

    • Opa Willian 2º!! Rapaz, o Phantom é de longe clone de NES mais bonito que já se viu. Design atual, pretão, logo em cores bonitas, SHOW!!! Sou apaixonado por este console XD Até inverti os botões do meu pra ficar mais fácil de jogar kkk está “tunado” o bixinho XD

  • Adoro estes textos manolos!
    Sabat, seu trouxe a tona o passado de muita gente Brasil a fora!
    Considerando os altos e baixos, sua vida gamer é muito parecida com a minha. Sinto pelas baixas em seu passado. Mas eu ainda tenho meus pais perto de mim e seu texto me exorta o quanto devemos honrá-los. Meu pai estava indo para esse caminho, mas acordou a tempo e agora bebe como gente civilizada.
    Além de muita coisa nostálgica, seu texto dá uma bela lição de vida. Só tenho que te dar os parabéns!!!
    E, a propósito, quando é que agente vai se encontrar com a galera para destruir um pizza ou churrasco hem?
    Abraço Boss!!!

    • Fala Jeff, beleza? XD

      Valeu maninho, só tenho a agradecer pelas palavras mesmo ^^ Eu não esperava esse resultado não, fiquei super contente com ele cara XD E que bom que seu pai “acordou” né mano… é difícil as pessoas acordarem pra vida enquanto ainda é tempo, geralmente isso acontece quando a vaca já está com três patas no brejo.
      E pizza? só combinarmos com o TH, pizza de muzza com bacon tão GOSTOSA quanto LIGHT lá perto da casa dele kkk

  • Nossa Sabat que belíssimo texto,te admiro muito por superar isso e compartilhar aqui com a galera retroplayers que tbm admira o seu trabalho.
    Histórias gamisticas todos temos,e tbm me identifiquei um pouco com a sua.
    Eu sempre morei com os meus avós separado de meus pais,e qnd eu era criança eu queria muito um videogame de aniversário. Então em 2001 eu ganhei um Dynavison,eu abri um sorriso de orelha a orelha qnd eu coloquei o jogo Spelunker e ouvi aquela música fantástica da intro.O Dynavison foi um videogame que me divertiu muito durante 5 anos,antes de quebrar de vez. Meu avô tbm tava doente porque ele tbm bebia.
    Mas em no finalzinho de 2006 eu ganhei um PS2,um videogame um tanto caro para o meu avô aposentado,mas mesmo assim ele deu de tudo pra pagar esse presente pra mim.O meu PS2 foi o meu último presente antes de ele falecer em 2007.
    Nota 10 pelo seu texto Sabat
    Abraços e té mais

    • Eu joguei muito Dynavision na casa de uma prima cara, e não tinha a menor ideia de que se tratava de um console sistema Nintendo kkk E seu avo lhe deixou uma bela duma lembrança heim Vinicius ^^

  • Caramba, Sabat…Não posso ficar lendo sobre essas coisas, me comovo muito facilmente! Meus parábens pelo excelente texto!

    • Valeu Fabrício XD eu é que agradeço pela paciência ^^

  • Que história Sabat, sei bem o que é ter alguem com essa doença na familia…

    Hoje quando lembro do meu mega sinto esse arrependimento, e olha que no meu caso foi algo.. como eu posso dizer, uma boa ação que eu não deveria ter feito??rs

    O negocio foi o seguinte, no inicio dos anos 90 minha familia tinha uma condição até boa, então desde 93 (eu tinha 5 anos..rs) eu já tinha o mega, e dois anos depois ganhei o SNES, ai entram meus primos do rio, minha tia tinha acabado de se separar do pai deles e estavam todos no aperto, minha mãe sugeriu que a gnt desse o “video-game” velho pra eles de natal e eu aceitei…

    Até ai a historia é legal né? O problema é que um ano depois fui passar férias no rio e eles conseguiram estragar o Mega!! Ele saiu daqui de casa novinho… se eu soubesse que não iam dar a minima ia ter meu mega até hoje (ou ia ter vendido ele junto do SNES pra comprar meu Playstation)

    De todos consoles que já tive, só o Mega e o Playstation eu sinto arrependimento de ter vendido.. nunca me senti tão ligado ao SNES e ainda menos ao PS2 que tive…

    • Puts cara… doar o aparelho, ótimo né!! A gente se sente assim, com a caridade em dia, mas cer depois que DETONARAM com o aparelho em tão pouco tempo é revoltante.

      Compartilho sua frustração amigo!!

  • Cara, que história comovente! Tirando a parte do alcolismo, a qual graças a Deus não vivenciei, parece que retornei a meados de 1998, quando eu era Office Boy e fazia as mesmas coisas que você!
    Vida longa ao retroplayers e sua nostalgia imensuravel!

    Abração!

    • Opa Guilherme, velho amigo maltrapilho de descidas por trás no ônibus kkkk Não houve época melhor cara! Não é mesmo?
      XD

  • Meu caro Sabat deve confessar que este foi um post mais emocionante que já li.

    Pois é a mistura de muitos sentimentos. Alegria, tristeza, raiva, etc…

    Bem, sobre a perda do seu pai, imagino que seja algo muito difícil de superar, pois como você.
    Mesmo disse apesar ter seus defeitos ainda era o pai da família. Com certeza, ele ter ficado.
    Ao seu lado para assistir seu jogo ou desenho preferido, era uma forma de admirar você como.
    Filho. Pois acredite, tem muitos homens que não sabe demonstrar seus sentimentos para com os.
    Filhos, quando muito jovens e muito menos quando envelhecem.

    Às vezes nem é culpa deles, pois talvez, tenha sido criado desta forma, assim, se nunca soube.
    O que era receber um gesto de carinho de um homem, como pode demonstrar para outro? (falando
    de pai para filho ).

    Por isto sempre falo, se tem filhos, sem tenha frases no final do dia ” e aí filhão, qual o
    problema”, ou ” e aí, muito bem o que fez, valeu o esforço”… algo do tipo, para nunca
    distanciar entre eles.

    Sobre a sua linhagem gamisticas, a minha foi similar. Comecei do NES > SEGA 16 bits…

    No meu caso era o TOP GAME ( cce ). O primeiro jogo que me fez virar a noite para tentar
    acabar, e não acabei tão cedo, foi o tiger heli… levei meses para acabar, digo virar.

    Aí só foi a evolução. Mas nunca tive a oportunidade de guardar nenhum vídeo game, sempre
    vendia para comprar o próximo… mas na época que tinha NES, ficava jogando o meu e “babava”
    dos colegas que tinham master system… no Mega Drive mesma coisa, com os colegas que tinham
    SNES…

    Só me livrei desta “maldição” nesta atual geração, hj tenho o xbox360 e ps3… he he he

    E não vou me livrar deles por motivos economicos.

    Mas curto muito jogos antigos, emuladores sempre estou procurando novos…
    “emulatronia.com”….

    E na Live / Psn sempre que sai um remake estou lá atras.

    Estou aguardando o “JUJU” HD…e fiquei sabendo hoje q estão fazendo o Flashback HD, lembra
    deste jogaço? Tinha orgulho de ter o megadrive nesta época…

    • Opa mano ^^ Entendo seu ponto de vista. E era bem isso que acontecia mesmo cara… meu pai veio de fazenda, família grande, nunca conheci meus avós pois morreram antes mesmo de eu nascer. Provavelmente a forma dele demonstrar respeito por mim, admiração, ou seja lá o que for, provavelmente era dessa maneira mesmo devido a criação que ele teve. Não duvido disso!!!

      E nossa cara, EMULATRONIA é velho heim! pqp!

  • Fernando

    Ler algo sobre retrojogos e ficar emocionado com lágrimas nos olhos…Sei o que o álcool faz numa família.

    • Eu acabei de certa forma, me identificando com muitos leitores né amigo… Não esperava isso ^^

      Obrigado pela visita ^^

  • JamesR

    Que relato, hein… sem palavras aqui.
    Bem que cê podia ser colunista da Folha, você dá pau em muito “escritor” por aí…

    • huahuahuah já me disseram isso cara XD

      Se alguém me oferecer uma grana, quem sabe? kkkkkk

  • Brazucagamer!

    Pow Sabat! Sem palavras para esse post. Quase me me fez chorar no meio do trabalho rs! Abracao

    • Opa Diego, beleza mano? XD Valeu pela força velho ^^

  • Fala ae Jão hehhehehe’

    Ótimo esse relato ae do Mega cara… to me sentindo na sua pele nesse momento. Primeiro Trampo, grana pouca e vontade de comprar coisas que o salariozinho no final do mês não ajuda hahaha’ mas faz parte!

    Com relação a seu relato de família… fiquei fortemente comovido pelos detalhes e pela forma que você escreveu esses momentos complicados de sua vida neste texto, algo que muita gente não saberia fazer…

    Engraçado que o que aconteceu com o seu pai aconteceu com o meu avô e praticamente todas as histórias com relação a brigas e sofrimentos na infância meu pai já viveu..

    Até hoje meu pai conta a história que o pai dele batia nele sem motivos e mutas vezes incentivado pela minha vó, até que um dia meu avô estava armado e quase de um tiro no meu pai e eles brigaram e “caíram no braço”, meu conseguiu desarmar o meu avô e começou a gritar “TÁ VENDO O QUE QUE O ÁLCOOL TÁ FAZENDO?? TÁ DESTRUINDO A NOSSA FAMÍLIA!!” a partir desse dia meu pai e meu avô ficaram um bom tempo sem se ver…e quando voltaram a se falar já era tarde demais, meu avô já estava nas ultimas por conta da cirrose que veio devastando ele e ele não aguentou…

    Relato fortíssimo o seu cara! Parabéns ae pelas lutas…
    (Tu ta ligado que eu sou leito que não é de comentar, mas esse mereceu!)

    • Faaaaaaaaaaala meu amigo Soler safado XD

      Mano, cirrose cara… é o final para os alcoólicos inveterados que não conseguem sair dessa vida. Uma hora o corpo diz PAREI, e ai meu amigo, pode comprar o cachão. O problema é que até colocar dentro do caixão, a família que já sofreu pacas, vai sofrer MUITO MAIS ainda. É complicado.
      Sobra para a família então após o final das contas, se reerguer cara, é o jeito.

      Valeu mano, e vê se comenta mais ae pô ^^

  • Texto bem comovente, Sabat. Eu me identifiquei na hora, meu pai também é alcoólatra, tem uns 15 anos que ele saiu de casa e foi morar com outra pessoa, em casa agora tem paz, mas é uma paz amarga, como vc falou.

    Meu pai nunca teve uma boa conversa comigo, por conta da bebida, nunca tivemos uma conversa de pai pra filho, mal me lembro de ter passeado com ele, é algo tão triste que bloqueei essas memórias. Realmente, o álcool destrói famílias. Eu sinto nojo do cheiro, raramente bebo cerveja, só fiquei bêbado na vida umas 2 vezes, e odiei.

    Dos anos 90, minhas lembranças ficam com o sábado em que cheguei em casa e vi o Master System no sofá, videogame recebido depois da minha mãe pagar 12 boletos do Clube de compras da Tec toy em 1991, e no dia seguinte fui na locadora e aluguei Sonic, além das lembranças de ir nas locadoras jogar Snes e Mega Drive com os amigos, de assistir Game TV na tv Gazeta nos sábados, ir nos fliperamas com amigos… essas lembranças boas eu guardo com carinho e vivo relembrando com saudades.

    Hoje, passo em frente aos locais onde eram locadoras, na região do Parque São Lucas (SP) e sempre me bate uma nostalgia, um sentimento de alegria e satisfação pelos momentos felizes e ao mesmo tempo uma tristeza sem explicação.

    O meu Master System nó vendemos pra poder comprar um Mega Drive em 1994, não me arrependo porque mesmo trabalhando, não dava pra comprar, pois não tinha como parcelar em muitas vezes. Mas o Master está no meu coração, e nunca esquecerei daquele que foi o sábado mais feliz dos anos 90.

    Abraço à todos!

    • Rapaz, então pulemos as más lembranças e vamos falar desatas boas que vc citou: PQP CLUBE DE COMPRAS TEC TOY, DESENTERROU MANINHO!!!!!! XD

      Eu não lembrava disso de jeito nenhum! Um amigo meu comprou o Master dele nesse esquema XD caraca!!! Será que eu consigo achar informações a respeito dele pra montar um tópico? Tipo produtos, preços, prazos da época…. seria ultra nostálgico pra muito dono de Master!!!

      Eu assistia o Game TV também ^^ não perdia um XD E cara, eu passo todo dia em frente ao local onde antigamente era a game locadora aqui do bairro…. é uma sala enorme de segundo andar de comércio que atualmente está abandonado aguardando locação, cheio de papelões nas janelas sujas e placas de ALUGA-SE. Eu quase sempre olho para cima quando passo por ali lembrando de como era bom aquele tempo. Ela até que aguentou bem, fechou lá pra 1999, se mantendo na base de aluguéis de cartuchos de N64, jogatina por tempo no PSx e venda de CDs piratas. Chegou até mesmo a ter um Dreamcast nela que o pessoal BABAVA literalmente! Ela foi bem insistente ^^ resistiu enquanto pôde.

      Fazer o quê né XD o fim chega para tudo ^^

      Abração amigo!!!

      • Olha Sabat, eu cheguei a procurar na net informações sobre o Clube de Compras, pesquisei no Museu do videogame no fórum Uol, mas não encontrei muita coisa, eu vi no google que tem um grupo no orkut em que um cara falou que trabalhou como vendedor no Clube de compras, o nome dele é Augusto, aí tem que ser detetive pra encontrar o cara rsrs

        Infelizmente, não guardei nenhum dos boletos, mas era eu mesmo que ia no banco pagar todo mês. Era um boleto personalizado, com logo da Tec Toy. Eu lembro que todo mês eu relia o contrato, apenas para tentar matar a ansiedade. Mas a única coisa que me lembro era que a pessoa só recebia o produto depois de pagar todas as parcelas, e isso pra quem tem 12 anos é uma tortura 🙂

        Hj, com os parcelamentos de 12x ou 18 x de grandes lojas, isso parece normal, mas naquela época, só o Clube de Compras da Tec toy fazia isso, pelo que me lembro.

        Abraço!

        • Opa mano, obrigado pela pesquisada!! Vou garimpar a Internet atrás de informações sobre isso, não quero perder esse assunto não ^^

          Naquele tempo era CREDIÁRIO, lembra? Meu Phantom minha mãe comprou em várias vezes com juros, para aprovar o crédito era uma luta enorme: liga na firma pra comprovar o serviço, olha o holerite, liga no banco, preenche ficha, consulta nome sujo, paga entrada, vixe!!!! Mas deu tudo certo XD e eu voltei pra casa com o meninão embaixo do braço ^^

          Agora, Master System, agrande vantagem do clube de compras Tec Toy é que o negócio era tipo um consórcio, pagava-se antes para receber só depois, e isso barateava muito o produto!! Acabava sendo uma ótima opção de compra ^^ o problema era ESPERAR!!!!

          • putz, é verdade, era a época do crediário mesmo, nem lembrava rs

            Se a Nintendo na época tivesse um modelo de consórcio como a Tec Toy fez, provavelmente eu e meu irmão pegaria um Phantom System , porque foi num Nes que joguei pela primeira vez um game de 8 bits, foi o Double Dragon 2 na casa de um amigo da escola. Minha de vida de gamer poderia ter sido bem diferente hehehe

  • Cadu

    Sabat… na boa… foi um dos melhores textos que eu já li na vida desde que comecei a acompanhar blogs. Não estou puxando o saco nem nada, é verdade, eu já falei antes que adoro histórias misturadas aos posts, que curto muito a nostalgia e ver como foi o passado de jogatina das pessoas que continuam jogando até os dias atuais. No caso desse texto foi mais incrível ainda, pq vc compartilhou coisas que muitos não teriam coragem de escrever no seu lugar, e tenho certeza que deve ter gente se identificando com o texto. Sensacional, eu me emocionei com o que vc escreveu, e olha que eu sou taxado de “frio” pelas pessoas.

    Agora entendo o tamanho do carinho que vc tem pelo Mega e pelo Phantom, mesmo que tanta gente fale mal do segundo. Saiba que a primeira vez que joguei Mario na vida foi em um, eu nem lembrava disso, me passou pela cabeça agora. Eu era novo e não entendia como existia um videogame tão diferente do Master. Por falar em Master, caí na mesma besteira que vc e ele foi parte do pagamento do meu Mega, este comigo até hj. Mas se eu tivesse a cabeça que tenho hj, ele estaria comigo também. Mas naquela época era difícil parar pra pensar nisso, né? Uma pena. Mas faz parte do aprendizado das nossas vidas.

    Um pouco off topic dos games, que bacana que mesmo com mil motivos pra vc ter trauma de certas coisas, vc não deixou nada disso te abalar e vc toma suas atitudes independentemente disso. Não foi uma infância e adolescência fácil, mas isso te engrandeceu bastante. Pelo menos é o que o texto deixa claro.

    Outra coisa, mais besta… realmente é difícil resistir à alguém com a bola debaixo dos braços chamando pra jogar. Mas parece que está ficando cada vez mais raro isso, que droga viu!

    Ah é, antes que eu me esqueça: eu também tô doido atrás de um Everdrive, como já discutimos seria a melhor saída pra jogar tanta coisa que é rara de se encontrar hj em dia ou nego enfia a faca pq existem poucos no “mercado”. Se um dia eu encontrar algum em conta eu te aviso.

    E eu disse que fazer parte da equipe não os livraria dos meus grandes comentários! E não adianta mandar japoneses atrás de mim pq eu também sei como vencê-los! 🙂

    Tenho que dizer mais uma vez, texto incrível. Parabéns!

    • UFA, CONSEGUI LER TUDO, PQP CADU!!!!
      hauhauhuahuah

      Mano, pior que eu vejo muita gente falando mau do Phantom mesmo, mas não tem o que dizer: ele foi o clone mais bonito que já existiu! Estiloso e bonito demais. O que mais vejo reclamações é sobre os controles grandes e duros com botões invertidos, e eu concordo XD o controle é realmente duro, mas é só acostumar né, na época não víamos problemas com isso, o foda é os botões B e A ao contrário… Hoje eu simplesmente não conseguia jogar nele por causa dessa maldita sequencia de botões! Por isso que eu inverti eles ^^ e ficou jóia XD

      Preciso testar se o gamepad de 6 botões do mega serve nele kkkkkk

      Valeu mano XD E puts, realmente ta raro hoje em dia ver a mulecada jogando bola na rua…

  • Guilherme

    Valeu por compartilhar essa história conosco Sabat. Por isso que eu sempre visito o Retroplayers, aqui tem mais que simples reviews de jogos.

    • Esse é o ponto guilherme: eu nunca criei o Retroplayers para ser só uma central de reviews: o Retroplayers é um local para que nossas lembranças gamísticas reapareçam e jamais se percam de novo, seja isso na forma de reviews, relatos, histórias reais, ou até mesmo umas fofocas de leve kkkk

      Valeu velhinho ^^

  • Muito emocionante!!Passei por isso tambem…sem palavras….

    • Então você conhece o drama não é amigo? ^^

      Obrigado pela visita maninho ^^

  • wellington

    E quando a historia e diferente, quando você sabe que seu pai não estando bêbado totalmente lucido faz essas mesmas coisas com sua família? quando o brinquedo que mais você ama que foi meu mega drive e tomado a força de você e da janela de seu quarto você olha atento vendo seu pai levar ele ao fundo do quintal e queima-lo?? quando ele proíbe de seus amigo brincarem com você em casa? e amigo meu pai foi assim, e o mais impressionante e que depois disso tudo e mais ele ainda e vivo, mas na hora certa ele dará conta de tudo a Deus.

    • Nossa meu amigo… não sei nem o que lhe dizer.

      Só posso lhe desejar força para aguentar e seguir em frente, pois a cada 24 horas acontece algo que muda um pouquinho de cada vez a história toda que conhecemos: o mundo dá uma volta, e de pouquinho em pouquinho, uma hora a mudança se torna drástica.

      Deus é pai cara.

  • sergio trajano

    Fala, Sabat! Mais um belíssimo texto cara.

    Sinto muito pelo problema que o álcool causou em sua vida. Gostaria que esse texto tivesse sido escrito de uma outra maneira, que você tivesse dito que, por exemplo, ninguém da família bebe, e tal. Mas a vida tem dessas coisas. Eu também passei por um problema sério de família, e também usei meu mega drive para tentar esquecer. Mas é assim mesmo…Tenha certeza que seus problemas o tornaram mais forte, mais preparado para vencer as aventuras com as quais nos deparamos diariamente.

    Valeu, Sabat. Grande abraço cara. Retroplayers é parada obrigatória. Sinto muito orgulho e prazer de fazer parte desta comunidade.

    • Opa Sergio, como andas? ^^
      Megão é O aparelho cara, mil e uma utilidades XD de videogame a parceiro de momentos difíceis ^^

      Olha maninho, não tenho duvida: essas situações me deixaram mais preparado sim para a vida. Alguns dizem que eu fiquei mais chato… Sabe o que eu acho? Eu acho que SE enxergar a podridão que as mídias nos passam nas propagandas, na musica, na tv aberta, SE não ser um consumista compulsivo que quer ter tudo só por falar que tem, SE ignorar e execrar a vulgaridade banal que a juventude idolatra, SE TUDO ISSO FOR SER CHATO, então meu amigo, eu sou CHATO PRA CARAIO!!!! ^^

      E esteja sempre conosco aqui no Retroplayers maninho XD enquanto eu tiver força nos braços, não vai faltar histórias por aqui ^^ Só espero que as tristes se acabem ^^

  • Julio Soares

    Ótimo texto Sabat, até imprimi para ler com calma durante uma viagem que fiz nesse final de semana, pensando enquanto olhava vários lugares bacanas passando pela janela do carro.
    Vivi algo parecido, mas no meu caso era meu irmão mais velho o viciado, desde a adolescência ele deu trabalho, vivia me roubando jogos, roupas, cd’s de música, etc para comprar drogas, minhas últimas perdas antes dele ser preso foi meu PS2, monitor do meu PC e meu Home Theater, chorei muito na época, sei o quanto é dificil lidar com alguém viciado, o quanto isso acaba com a vida da pessoa e dos familiares em volta. Vocês deviam aos poucos irem tentando levar ele em algumas reuniões do AA (Alcoólicos Anônimos) pois dali sai muitas bençãos e recuperações.
    Muito bacana o texto, é para ler e refletir mesmo, força amigo!!
    Abraços.

    • Opa Julio, lamento a condição do seu irmão cara. É aquela velha frase batida: só quem vive o problema sabe como ele é difícil!
      E olha velho… na época, meus tios tentaram fazer com que meu pai fosse aos AA, mas não teve jeito cara, só acabou mesmo quando ele foi desta para a outra.
      A vida segue, o jeito é seguir tocando a boiada ^^

  • Deve ter sido difícil vender o Phantom system, mas tambem comprar um Mega japonês mais barato que o nacional e tentador kkkk na época claro, cara muito legal o texto , e incrível como esses consoles de 8 e 16 bits nos trazem fatos do passado ,que por alguns momentos voltamos aquela época dourada dos games . Falo mano fica com Deus!

    • Fala Caco, beleza? XD

      Naquela época mano, affe maria, 90% dos gamers venderiam a mãe pra comprar um videogame novo, imagina um Phantom System!!!! Era de praxe, muitos amigos meus foram se desfazendo de seus aparelhos para comprarem outros mais modernos… só aqueles que tinham pais mais abonados é que não precisavam vender seus aparelhos. Fazer o que né mano…. é a vida!!!
      Mas o Mega foi BEM barato se compararmos com as lojas, aaaaaa isso foi!!!! Mesmo perdendo o Phantom, saí ganhando XD

  • Neo

    Cara, que vida! E que aventuras, rsrs!!! Muito legal o post!

    Eu comecei jogando Atari e aqueles joguinhos de fliperama de bar. Joguei um que não sei o nome (se souber me fale, por vafor), é um de corrida que é tipo um labirinto e o carro solta uma fumacinha pra despistar outros carros que tentam te pegar. E tem fase que tem umas pedras e é bem difícil e viciante! A visão do jogo é de cima e é um jogo de fliperama, mas não faço ideia qual o console.

    Começei jogando um atari de um vizinho do meu primo. Joguei bem pouquinho porque a casa não era minha, kkkk!!!

    Depois meus pais compraram um “Master System” que vinha com o Alex Kidd in Miracle World! Hahaha, meu irmão, meu pai e eu jogamos esse jogo por mais de um ano! Isso foi por volta de 1992, 1993. Depois fomos jogando outros jogos que alugamos, até que compramos de um vizinho o “Sonic Chaos”! E jogamos ele por muito, mas muito tempo mesmo!!!

    Aí depois de uns 3 anos juntamos grana e conseguimos comprar um Super Nintendo. Meu irmão abriu até uma locadora na varandinha apertada lá de casa e os vizinhos iam lá pagar pra jogar. Depois ele abriu uma locadora mesmo ao lado de casa com 3 TV’s e 3 Super Nintendos! Cara, a locadora era a sensação do bairro! Dava fila de muita gente pra jogar Campeonato Brasileiro, Top Gear 2, Mega Man X, etc.

    Aí veio a era do PS1 e Saturn e o movimento enfraqueceu. A locadora fechou e meu irmão comprou um PS1 pra ele.

    Hoje ele tem um PS2 e eu vendi o meu. Agora só jogo no PC mesmo os jogos que ele aguenta. Mas tenho emuladores aqui de muitos video games e muitas rooms e de vez em quando eu jogo um pouco alguns joguinhos por pura nostalgia, como Psycho Fox, Bonanza Bros, Sonic, todos de Master System, que foi o que mais me marcou.

    Vou acompanhar seu site porque você escreve muito bem e gostei muito! Abraços!

    • Rapaz, esse joguinho do flipper se chama “Rally X”, dá pra jogá-lo on-line em qualquer site desses de jogos antigos de arcade XD

      E sua infância foi rica heim maninho!! Você era cliente VIP da locadora kkkk ai sim!! E eu invejo a sua condição de ter tido um pai que ao invés de se acabar no álcool, preferia ir jogar videogame com você cara, muito foda isso.

      E muito obrigado amigo, comente sempre que puder!!! XD

  • Sabat, estava sem acessar o site desde o ano novo, pois “endureceram” o acesso a alguns sites no meu trabalho e por isso estava sem passar por aqui! Brother, que post foi esse ?! Sensacional!!! Sem brincadeira…dava pra montar um enredo de um filme maneiro tipo ” A rede social”, mas só que falando de um retrogamer. Muitos como eu, iriam se identificar e curtir sua trajetória! Quem sabe ?! rs Na minha opinião, um dos melhores – senão o melhor – post seu aqui no site! Felicidades meu amigo!

    • Opa Willer, valeu mesmo carinha ^^ Realmente o pessoal gostou desse texto, estou recebendo muitos elogios!! Mas vou ficar um bom tempo de novo sem escrever sobre tragédias familiares maninho kkk vamos alegrar um pouco a coisa né XD

      Abraço!!!

  • Anselmo Mathias

    Não imaginava que iria lhe escrever isso mas de longe foi o melhor texto que li até hoje no Retroplayers. Sabat meu querido… não pude conter a emoção ao ler seu texto. Tenho um pai que sofre do mesmo problema e sei e-xa-ta-men-te o que vc passou, sua história de vida é parecidíssima com a minha … fui dormir quase duas da manhã depois de ler e seu texto e ele continua na minha cabeça… vc traz força para quem convive com esse problema.A você meu amigo eu desejo toda a felicidade que o mundo possa lhe dar. Parabéns pela sua superação e parabéns pela forma que você escreve. Tenho 37 anos, continuo jogando muito (hoje no PC e no que os emuladores possam me dar) e continuarei acompanhando a trajetória do Retroplayers. Valeu mesmo Sabat!!!

    • Anselmo meu amigo, és 1 ano mais velho que eu rapaz XD mas eu te alcanço em breve, dia 28 agora ^^ Já até me dei um presentinho: comprei um adaptador USB para gamepads de N64 XD agora o negócio vai andar ^^

      Rapaz, agradeço suas palavras. Se por meio deste relato eu consegui chegar ao coração de tanta gente, é por que esse texto fez muito mais do que eu pensava que ele faria.

      Como já disse em alguma das respostas que dei aqui mesmo, vou continuar contando minhas lembranças né, tanto por que tenho muitas outras ainda, graças a deus, mais alegres ^^

      Abração maninho, esteja com a gente!!!

  • João Paulo

    Mal terminei de ler isso e meus olhos já estão com lágrimas. Sabat, você também é guerreiro!

    • Opa João, valeu cara ^^ Termine de ler sem chorar heim maninho XD

  • João Paulo

    Terminei de ler sem chorar – mas emocionado. Belo texto. Nem te conheço, mas você parece ser gente muito boa!

    • Obrigado João ^^ Eu pelo menos tento ser né cara xD

      Abraço!

  • sentimento de nostalgia e tristeza senti ao ler ,mas foi uma viagem no tempo e tanto me veio locadoras, ruas, musicas e os fliperamas daquela época na mente .conheci a retroplayers hoje e me identifiquei ficarei por aki mesmo .boa matéria

    • Tudo beleza Gleison? ^^ Seja bem vindo meu amigo, espero que o nosso conteúdo lhe agrade XD o que não faltam aqui são histórias nostálgicas ^^

  • Amomino

    Sabat, vc matou a pau. Parabens por expresszr seus sentimentos desta forma. E mais ainda por ter coragem de desafiar a ideologia do alcool.
    Eh triste ver no mundo gamer tanta gente que usa a ideologia do alcool como bordao de autopropaganda. Ja vi os efeitos escravizadores e sinistros do alcoolismo, e nao acho nada engracado o uso deste habito, vicio ou “hobbie” como autopromocao.

    • Amomino

      o que vc fez aqui foi justamente expor o sinismo e a hipocrisia destes apologistas do alcool, esta mascara que ri e mente. parabens. visito o retroplayer pq eh um dos poucos sites onde se encontra esse tipo de humildade.

      • Opa Amomino!! tudo beleza?

        Só tenho a agradecer pela paciência de ler tudo isso cara ^^ Não sou mártir, nem quero fazer discursos políticos, muito menos quero sair por ai criando vlogs de assuntos polêmicos, mas se eu tenho alguma experiência própria com um problema social real e totalmente mascarado pela mídia, por que não expô-lo né? XD

        Valeu mano!!

  • Sabat, que história incrível! Me emocionei com sua história cara.

    Você é e foi um guerreiro! É isso aí!!!

    Aliás, pensei algo aqui comigo e acho que você já deve ter ouvido: você escreve muito bem. Já pensou em fazer essas histórias virarem um livro? “As aventuras de um retroaventureiro”? Eu compraria com certeza! 😉

    Abração e saúde!

    • Valeu Jonnes, guerreiros somos todos nozes XD

      Rapaz, ja pensei sim, o problema é escrever só kkkkkkkk sei lá se ficaria bom, e sei lá qual seri o foco… talvez quando eu tiver bastante histórias contadas eu não reúna todas!!

  • Caro Sabat, seu relato me emocionou de verdade, quase pude me ver em algumas passagens.

    Parabéns pelo artigo, esse me marcou pra valer!

    • Valeu Cyber ^^ Não é o tipo de artigo que eu gosto de escrever cara, mas parece que tocou o pessoal de um jeito que eu não esperava.

  • Faz um bom tempo que não dava uma parada aqui no
    retroplayers. Mais esse final de semana tirei para colocar os trampos da faculdade
    em dia, e entre um estudo e uma “surfada” na net resolvi dar uma lida
    nas resenhas da página.

    Muito bacana a forma que você compartilhou essa parte da história de sua vida e
    como os games estavam incluídos em todas essas passagens.

    Meu pai também faleceu novo com seus 50 e poucos anos, devido a bebida e o
    cigarro, mais tenho em mente os momentos em que eu ele e meu Top System (meu
    primeiro video game) passaram juntos. Seus jogos prediletos eram Galaga e 1942,
    os de “navinha” como ele diria.

    Parabéns pelo texto meu caro.

    • Opa Daniel, beleza? ^^ Antes tarde do que nunca não é mesmo? kkkk Rapaz, vc teve sorte ^^ eu já não tive tanta assim né? XD Mas seguimos em frente que é o que a gente poide fazer ^^

      Eu é que agradeço a sua atenção cara XD

  • Cleverton

    Que belo relato, Sabat! Nos contar parte da sua história de entretenimento ao mesmo tempo em que lembra do seu pai é uma bela forma de homenageá-lo. A bebida o levou a falhar bastante, mas os bons momentos de sobriedade e do hábito dele de ver você jogar e se divertir junto o colocou numa posição justa: a de um amado pai. Que Deus o tenha!

    • Opa Cleverton, beleza? XD

      Obrigado pela resposta amigo ^^ é bem por ai mesmo, a bebida muda demais as pessoas, se tornam 2, as vezes , quase totalmente distintas.

  • Renato Mello

    My eyes are sweating… serio mesmo foi emocionante ler as memorias de um gamer que assim como eu e tantos outros encontrou esse refugio para nos manter a esperanca e suportar nossos nemesis… Encontrei esse paraiso a 2dias e desde entao tenho devorado reviews e materias sem descanso, infelizmente nao mantive meus consoles pelo mesmo motivo que o seu e tambem me arrependo muito, em ordem foram atari 2600, master system, turbo game cce, snes, play 1 e 2. Mega drive durante 1 mes de ferias e agora por emulador, junto com o master e o vovo sg-1000. Parabens pelo trabalho, a todos os cdcs, muitas memorias e nostalgia vindo a tona, obrigado.

    • Fala Renato, tudo jóia? ^^

      Pena que vc está pegando o site nesta época de transição! Estamos trabalhando a toda para voltar à ativa, então continue mastigando ai mais um pouco que ja já tem comida nova kkkkk

      Rapaz, vc se desfez de muita coisa boa… é foda quando bate o remorso disso tudo né cara. Bem, mas passou, agora é ir pra frente e agradecer por alguém ter criado esses tais de emuladores! ^^

  • Rafael

    Belo texto. Ter ganhado meu Mega Drive aos 12 anos foi, talvez, o melhor momento da minha “infância” (com 12 anos eu ainda era um bobão). Hoje tenho 32, e ainda me pego jogando emuladores.

    • É rapaz, acho que todo mundo que passa por aqui, ainda se pega jogando emuladores kkkk Eu vou um pouco mais além: acabei de reformar uma TV de tubo pra jogar direto no console kkk

  • Tartaruhga Muhtante

    Olha, devo dizer, é bom saber que existem outros da sua espécie no mundo (retrogamers). Brincadeiras à parte, achei muito bacana a sua narrativa de vida. é legal ver os pontos em comum nas histórias ,como a toalha no pé da porta e o volume baixo, as escapadas e desvios pra passar pelo fliperama, a encheção de saco contra o videogame , os amigos mentirosos ………………..e o crediário……….Parabéns por compartilhar sua história , seus dramas , e aventuras de videogame com o povo. Quando guri eu era um jogador medíocre, jogava mal mesmo. Hoje, tenho 32 anos …….e continuo sendo um jogador medíocre….certo, um pouco menos medíocre hoje, já fechei alguns joguinhos de lá pra cá. Desde que tive meu primeiro contato com um videogame , um Atary, que não era meu e pude experimentar numa tentativa frustrada (pelo meu velho) de trocar um autorama do Nelson Piquet por esse almejado videogame não parei mais de jogar. Quando meu velho resolveu ser “magnânimo” e me presentear com um Microgenius (há muito perdido nas areias do tempo) tive a oportunidade de viver algumas dessas “aventuras noturnas clandestinas”. Depois de anos sem meu microgenius, meu segundo videogame foi um Dynavision pretão, que comprei de um colega de escola por 100 mangos e que durou apenas uns dois meses até que queimou. Minha segunda oportunidade de comprar videogame , já adulto, foi em 2003, quyando fiz meu crediário no Ponto frio pra comprar outro Dynavision , já a decadente e barata versão cinza de único slot, que depois de menos de um ano deu pau no processamento de video e a tela ficou cheia de riscas verticais e irreversivelmente irreparável (embora eu ainda o tenha comigo por razões sentimentais). De 2003 pra cá já adquiri alguns consoles, um Playstation Fat , do qual sou o terceiro dono desde que foi comprado em 1998, ou 97, não lembro,e que antes foi de um amigo meu e depois de seu irmão , que mo vendeu, outro Dynavision cinza que era dos meus sobrinhos, e que funciona perfeitamente, um Retroduo e um Dynavision preto (mais moderninho) de dois slots , e recentemente, um Play2 Slim de terceira mão que ganhei de meu concunhado. Compro jogos regularmente, tenho tôdas as fitas que ganhei na época de meu saudoso -e injustiçado- Microgenius, e como é bom ver aquela velha fitinha de “300 jogos” comprada em 1994/95 e já remendada com fita crepe ainda roda. Posso me dizer um homem sortudo, pois consegui uma mulher que gosta de me ver jogando e não implica com minhas infantilidades (sou um colecionador incorrigível de brinquedos, especialmente bonecos das Tartarugas Ninjas) e , ao contrário da opinião dos adultos de meus tempos idos de “piá” a idade adulta não me deixou envergonhado de gostar dessas coisas que curto desde criança, sejam brinquedos, desenhos animados, videogames e HQ’s. Se não disse antes, digo agora, MEUS PARABÉNS por esse site e por esse trabalho dedicado aos games antigos e a essa época que qualquer um que teve o privilégio de ser contemporâneo tem saudade. Uma vida muito longa e próspera a vocês e a esse excelente site.

    • Opa Muhtante, tudo bom cara? ^^
      Obrigado demais pelas suas palavras cara, e sim, NÃO DEVEMOS TER VERGONHA!! ehuehuehu só não exagerar muito né XD

      Brincadeiras a parte, o RetroPlayers serve para isso meu amigo, para que possamos além de tudo, contar nossas histórias ^^

      Esteja ai com a gente ^^

  • Jamal Singh

    Simplesmente linda a sua postagem.

    • Opa Jamal, obrigado cara ^^

  • Fernando Hayabusa

    Sabat,

    É engraçado como pessoas que nunca se viram podem ter histórias tão parecidas pra contar…

    ME VI NA SUA HISTÓRIA, CARA! EM BASICAMENTE TUDO!

    Tanto que se eu contasse ia parecer plágio… kkkkkkkk

    Meu primeiro console foi um Dynavision 3 usado e muito mal conservado pelo antigo dono. Paguei R$15,00 (era bastante dinheiro na época e foi minha mãe que me deu pelos “serviços prestados” durante um mês) por ele e um cartucho grande do Ninja Ryukenden II (nunca mais esquecerei Ryu Hayabusa).

    Jogava demais ele pelos mesmos motivos que vc. Só que meu pai continua vivo e de certa forma “melhor”. E lamento pelo seu…

    Por causa de revistas e amigos, meu objetivo era conhecer o PSOne. Comprei um com o dinheiro do meu 1º emprego (fui um crimin… digo Office Boy Externo tbm).

    Já me gabei por grandes feitos nos consoles que já passaram por minhas mãos, sendo eles meus ou não, e tbm nos fliperamas em jogos de luta – leia-se KOF – e em game locadoras, onde eu pude “desvendar” o que era PSOne e PS2.

    Fiz a cagada de vender baratinho meu PS (junto com metade dos meus CD’s) pra juntar $$$ e comprar um PS2. Acho que ainda tenho a outra metade pra me lembrar do que eu fiz XP…

    Hoje eu ainda tenho meu velho Dynavision. Conservado na medida do possível. Já sem o “Ninjinha Azul 2” (outra merda que eu fiz…) mas com “Ninjinha Azul 3”.

    Ainda sou o melhor jogador de King Of Fighters que meus amigos já viram e isso me orgulha bastante. Jogo vários jogos atuais pois pra mim videogame é algo que faz parte do que sou e da minha história, mas nada disso seria possível sem o velho negão de 8bits e outros da época. E estou gostando muito de ter descoberto esse site pois eu descobri que sou um Retrogamer. E com muito orgulho!

    Parabéns pelo texto e pelo site!

    • Oooopa Fernando, tudo beleza? ^^

      Não temos o que lamentar maninho, as coisas acontecem do jeito qu devem acontecer né ^^

      E se vc é Retrogamer (ou se descobriu sendo um), então esse site é para vc maninho ^^ Muito obrigado pela leitura XD