Konami é Considerada uma das Piores Empresas do Japão para se Trabalhar


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Quem nunca sonhou trabalhar em uma gigante da indústria dos games como a Konami? Conseguir participar do desenvolvimento de clássicos como por exemplo Contra, Castlevania, Metal Gear, Teenage Mutant Ninja Turtles, Metal Warriors, Sunset Riders, International Superstar Soccer e o mais recente PES, já pensou nisso? Caso a resposta seja afirmativa, fique sabendo que a realidade pode ser bem mais parecida com um pesadelo.

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Segundo o jornal japonês Nikkei, a Konami atualmente é um dos piores locais do Japão para se trabalhar!! As coisas começaram a mudar após o sucesso de Dragon Collection, um card-game desenvolvido pela Konami em 2010. Desde então a empresa passou a direcionar o foco para o mercado mobile, deixando em segundo plano os consoles e pc’s. Por fim as mudanças também afetaram os funcionários, sendo as principais:

Câmeras espalhadas por todo lugar, não apenas para segurança e sim para monitorar os funcionários. Atrasou no almoço? O nome é anunciado por toda a empresa ordenando o retorno ao trabalho para que todos saibam da bronca.

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É um desenvolvedor, mas não será útil nos projetos atuais? Sem problemas, sua posição é trocada, amanhã poderá ser segurança, trabalhar na limpeza ou na fábrica da empresa. Nem produtores escapam destas mudanças forçadas. Inclusive os funcionários que “curtiram um post” do Facebook de um ex-colega de trabalho que conseguira um novo emprego também tiveram suas realocações garantidas dentro da empresa. Bizarro!

O exemplo mais recente do tratamento direcionado aos colaboradores é a desavença pública envolvendo Hideo Kojima, criador da série Metal Gear, que foi proibido de receber o prêmio de melhor jogo de ação e aventura no Game Awards 2015 por Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, além de ter o seu nome retirado da capa do game.

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Torcemos para que a Konami consiga reverter este quadro e continue a nos agraciar com seus fantásticos títulos, algo possível apenas no caso de cuidar bem do seu capital intelectual.


Sobre Rodrigo - Ex Membro

Retrogamer, porque jogos antigos são fantásticos e criativos, aspirante a desenhista e crítico de qualquer assunto que mereça atenção.
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  • Acredito que a filial da Europa não sofra desse problema.O funcionário japonês tem um senso de fidelidade a empresa em que trabalha que acaba tornando as coisas mais fáceis para a Konami JP nesse sentido.Um funcionário europeu provavelmente pula fora se algo não o agrada.Uma decisão simples.Mesmo assim ,uma empresa com pouco mais de 5000 funcionários dentro de um meio extremamente competitivo não pode durar muito se sua mão de obra está sendo mal tratada.Isso vai refletir a médio prazo na perda de qualidade da empresa.Limpar banheiros tem vasta mão de obra,mas desenvolver roteiros e jogos é mais restrito.
    Neste ponto a Konami está errada, se a notícia for real mesmo e não apenas um boato do jornal Nikkei.

    Por outro lado, a decisão da Konami em barrar o Kojima no evento de premiação e retirar seu nome da capa do game é uma decisão que pode ser entendida como desnecessária, até agressiva talvez, mas incorreta jamais.Se a Konami decidiu fazer dessa forma ela está certíssima.É uma decisão apoiada em contratos firmados entre o Kojima e a Konami.Tanto é que eu não vi o Kojima chorando por isso, porque provavelmente legalmente a empresa está dentro da lei.E ele não pode fazer nada a respeito.Até porque ambos ganharam e ganham muito dinheiro com a parceria de longa data.

    Lamentável mesmo foi a atitude infantil e oportunista do Geoff, apresentador e empresário do evento de premiação do The Game Awards.Que expôs publicamente uma questão jurídica particular para jogar a plateia contra a empresa e ao mesmo tempo retaliar a Konami, já que o peso do nome Kojima iria fortalecer a imagem do evento dele.Claro, a revolta de Geoff é pela perda de publicidade da imagem do Kojima e não pela ausência do laureado.

    • Rodrigo Urashima

      Muito centrado o seu comentário Ulisses, considerando verdadeiro o que foi noticiado pelo Nikkei, o desempenho tende a cair quando os funcionários não estão satisfeitos com a empresa em que trabalham. Isto ocorre em qualquer área de atuação, imagine em uma área onde a criatividade e inovação são tão requeridos quanto na produção de games.

      Concordo com você, legalmente a Konami tem todo o direito de escolher quem recebe a premiação e qual o conteúdo da capa do jogo, mas além de gerar uma repercussão negativa totalmente evitável, também pode ser um indício que o tratamento direcionado aos funcionários não são dos melhores. E com certeza tudo é marketing neste meio, então o Geoff aproveitou a oportunidade para divulgar o seu produto, no caso o evento e aumentar a lucratividade do mesmo.

  • Maria Penteado

    Realmente me surpreendi, não sabia que era tão ruim…

    • Rodrigo Urashima

      Geralmente o tratamento é bem diferente para os clientes de uma empresa se comparado ao que recebem os funcionários rs.

  • Barbaric Boomerang

    Interessante que há alguns anos vi a notícia que a EA era pior empresa para se trabalhar e procurei notícias sobre o assunto e achei uma lista recente com uma avaliação das empresas de games segundo seus funcionários:

    http://www.gameskinny.com/ypqc7/2015s-best-and-worst-game-companies-to-work-for-a-review-of-employee-feedback (texto em inglês)

    No topo está a Riot, seguida da Valve. A Electronic Arts deve ter melhorado alguma coisa, pois está no meio da lista, mas no final da lista aparecem Konami Digital, Atari e Bandai Namco.

    • Rodrigo Urashima

      Muito bacana o texto Barbaric, provavelmente não é coincidência ter duas empresas japonesas nas últimas colocações. Interessante também como descrevem a Riot, boa para ganhar dinheiro e permite jogar durante o expediente rs.

      • Barbaric Boomerang

        De fato, o próprio texto ressalta que há fatores culturais envolvidos nisso. Mas, de volta a Konami, uma frase de lá é emblemática:

        “Bem-vindo a 2015, onde a Konami não se preocupa com video-games, e os funcionários não veem isso como o maior problema.”

    • Essa pesquisa embora interessante é totalmente discutível a sua validade, além de não possuir metodologia estatística nenhuma.São dados jogados ao vento, vou explicar:

      A classificação é de 1 a 5 estrelas mas o valor bruto das respostas que geram as médias variam absurdamente, e isso não faz diferença nenhuma para o ranking.Isto é:

      Riot e Valve estão na liderança, mas a primeira teve sua pontuação (4.3) baseada em 283 respostas de funcionários e/ou ex funcionários, enquanto a segunda teve (4.2) baseada na resposta de, acredite se quiser, 18!

      Enquanto isso a EA teve uma resposta de 1200 funcionários! Ficando com 3.6 na média, a se colocando no meio da lista entre 10º e 12° lugar.
      Se 5 pessoas (a pedido da chefia) postarem reviews positivos, mesmo que enganosos, isso já é o suficiente para bater a RIOT.

      Além disso a Konami citada no ranking é a Konami da Califórnia (2.6) e não a japonesa, que embora também esteja com baixa pontuação, está melhor do que a citada no ranking, com 2.9 pontos ao lado da Crytek, por exemplo.

      Não estou dizendo que a Konami é boa ou ruim, apenas estou demonstrando que o “estudo” que você postou aqui Barbaric, tem menos relevância que um trabalho de um estudante do ensino médio feito em papel almaço.

      E a frase “emblemática” que você cita logo abaixo ao Rodrigo, é uma dedução do jornalista Addison Blu, escolhido por ele, com base neste pequeno número de respostas (39) que a Konami CA teve.

      Enfim, um ranking sem relevância nenhuma.

      • Rodrigo Urashima

        Concordo em partes Ulisses, o primeiro ponto a observar é que todas as pesquisas possuem amostragem relativas, veja os principais veículos de comunicação que mencionam as “melhores empresas para trabalhar”, seguem este mesmo conceito. Levando em consideração as poucas informações levantadas direcionado ao mercado de games, já é possível fazer uma reflexão com o texto do Barbaric, inclusive a sua que é totalmente válida.

        O segundo ponto é a confiabilidade e concordo plenamente contigo, não existe certeza nenhuma que são verdadeiros os dados, que os funcionários tenham sido escolhidos ou pagos para votar, mas isto só demonstra o quanto os valores estão distorcidos, já que os responsáveis por qualquer pesquisa invariavelmente terão este tipo de questionamento e não é responsabilidade deles se os maiores interessados mentem.

        • É claro Rodrigo, que todo tipo de pesquisa baseada na satisfação do funcionário, é algo muito subjetivo, é mais válido como um “termômetro” do que uma medição na escala das Ciências Exatas, por exemplo, eu sei disso tudo bem.
          Mas por isso mesmo as Ciências Sociais tentam diminuir essas diferenças usando metodologias bem aprimoradas.

          Não tem comparação nenhuma colocar a lista das “Melhores Empresas Para se Trabalhar” no mesmo nível de um questionário on-line feito pela Gameskinny.

          A lista da Você S.A é composta por um índice chamado de IFT ( índice de felicidade no trabalho) e ele é composto assim:

          IFT = IQAT x 0.7 + IQGP x 0.3

          IQAT = índice de qualidade do ambiente de trabalho = 70%
          IQGP= índice de qualidade de gestão de pessoas = 30%

          IQAT:
          Sendo que os funcionários respondem a 64 questões sobre:
          Identidade
          Satisfação
          Liderança
          Aprendizado

          IQGP:
          As empresas respondem por:
          Estratégia
          Liderança
          Cidadania Empresarial
          Remuneração
          Carreira
          Saúde

          Além disso, as empresas recebem VISITAS de jornalistas, junto a dinâmica de grupos com os funcionários.
          Quer dizer, sua comparação Rodrigo, não faz absolutamente nenhum sentido se a intenção foi comparar como as duas pesquisas chegam a seus resultados.

          É verdade, a questão da confiabilidade e distorção do dados é um problema em análises subjetivas deste tipo, mas convenhamos,é mais fácil mentir empurrando um mouse do que mentir na metodologia da Revista Você S.A.

          É por isso que reafirmo.O ranking da Gameskinny é coisa de jornaleiro e não de jornalista.

          Fonte:

          metodologia 2015, clicar em “laudo técnico 2015”

          http://www.progep.org.br/MelhoresEmpresas/default.aspx

          • Rodrigo Urashima

            Desculpa a demora na resposta Ulisses, correria rs. Na verdade a intenção não é colocar no mesmo patamar que outras pesquisas do gênero no questão de qualidade, mas sim que a confiabilidade é relativa. Mesmo na metodologia que citou da Você S/A, pode haver empresas que colocam um só computador para respostas das questões acompanhado por um gestor, onde inibe muito as críticas. O restante das perguntas direcionadas a empresa geralmente são respondidas por quem tem interesse que o resultado seja positivo e etc.

            Então mesmo quando é utilizado métodos de avaliação de qualidade comprovada, caso as pessoas sejam desonestas o negócio não funciona. Voltando para o nosso mundo dos games, qualquer pesquisa serve apenas como base para análises mais profundas, nunca como verdade absoluta.

          • Mas é claro que a confiabilidade é relativa, humanos são relativos he he he. Mas seguindo sua análise, nenhuma pesquisa é útil, sem exceção, já que todas estão sujeitas à fraude. Você percebe o seu fatalismo?

            E detalhe, eu trabalhei na Livraria Saraiva por 5 anos e participei desta pesquisa. Alguns funcionários descontentes faziam questão de detonar as questões e outros foram mais tranquilos e sinceros e em nenhum dos casos houve um gestor ,no estilo censor da ditadura militar, atuando com sua presença na sala do computador.

            Claro, se a gente for levantar hipóteses e suposições não baseadas em fatos concretos, abre-se todo um universo para teorias da conspiração. Eu fico com a metodologia e a Ciência, e você?

          • Rodrigo Urashima

            Veja Ulisses como é engraçado um ponto, no início quem demonstrou ceticismo com relação a pesquisa foi você e no final a minha posição é bem parecida, só que incluindo a maioria delas rs.

            Ah e também já acompanhei o processo de pesquisas dos mais variados tipos e os exemplos que citei são reais, claro que em um contexto micro, mas se vivenciei este tipo de atitude pode ocorrer em outras empresas, não é?

            Na verdade depende mais dos avaliados, que se engajados com a proposta de medir o clima da organização, permitem críticas e uma total liberdade de expressão dos funcionários. No fim ainda continuo com a opinião que toda pesquisa é válida, desde que seja analisada com uma visão crítica e não acreditando que seja uma verdade absoluta.

  • Ainda que não criaram uma sala cheia de cabeças de medusa aleatórias pra vc ficar desviando por horas como punição por ter feito menos que 13hs de expediente ou coisa assim… kkk
    Mas tenso, né? A gente nunca para pra pensar nesse lado da indústria. Inclusive quando um jogo sai aquém do esperado, a gente simplesmente sai metendo o pau e nem percebe que tem muita coisa de bastidores que deveriam ser consideradas.

    • Rodrigo Urashima

      Lendo seu comentário Cadu já pensei como seria incrível se houvesse um parque temático de Castlevania, com medusas e tal rsrs. Mas falando sério, conheço amigos que trabalham com programação, dois na área de games e funciona como qualquer outra fábrica de software, ou seja, o foco é total na produtividade.

      Sobre as críticas, infelizmente quem curte jogos não consegue ficar quieto quando ver suas franquias sendo destruídas, mesmo que custe o emprego de alguém rs. Mas como a indústria dos games cresceu bastante, os principais títulos tem um período para demonstrações, onde é possível sentir o mercado, limitando os efeitos diretos da crítica sobre os funcionários, já que tudo é bem mais segmentado.

  • JEFFMAKAAY

    Os eleito o Melhor Game do PSX
    1 lugar Metal Gear Solid
    2 lugar Final Fantasy 7
    3 lugar syphon filter
    4 lugar Crash Bandicoot