RetroReview: Tcheco no Castelo do Sarney, o novo Indie Game Gratuito brasileiro


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Quando crianças, sonhamos alto cada um com suas particularidades, mas poucos de nós realmente consegue manter um sonho vivo por muitos anos ou décadas. Na maioria das vezes tudo se torna apenas utópico, intangível, impossível, quase como um sonho realmente deve ser. Porém, existem pessoas que perseguem um objetivo até o fim e a essas eu chamo de loucas. Só pode ser loucura, não existe outra explicação, pois já que a maioria não consegue realizar sonhos, podemos afirmar que isso seria a normalidade e que qualquer coisa fora da normalidade deve ser considerada como “excepcional”, que é um jeito carinhoso de dizer que é “loucura”. Penso isso e consigo dormir tranquilo à noite, mas na verdade eu queria ser louco, queria perseguir meus sonhos, queria voar. Voar de verdade mesmo, sair voando pelos bairros da cidade, pelo Brasil, pelo mundo a fora, voar com minhas próprias forças como um herói, mas não dá, não deu e eu desisti. Santos Dummont criou um avião e foi voar, mas eu não consigo, tive que aprender a cuidar por onde ando e onde eu piso, pois não voaria tão cedo.

Acontece que esses loucos estão em foco, eles conseguem aparecer do nada e tomar espaço na mídia, a internet possibilita esse encontro e, não raro, vemos pessoas fazendo coisas que eram sonho de muita gente, mas que era como o meu desejo de voar, ou seja, era impossível. Era. Já não é mais. Shigeru Miyamoto que se cuide, pois o que vou apresentar aqui é a realização de um sonho, feito por um louco, desses que chega ao ponto mais alto do pé de Goiaba e que te entrega uma Goiaba verdinha, dessas vermelhas por dentro, a mais bonita do pé e você se pergunta “mas como!?” e quando vê ele já se foi.  Você contará esse fato para seus filhos, que contarão aos filhos dos seus filhos e todos saberão que o ponto mais alto da Goiabeira já foi alcançado por alguém, sim por um louco, que sumiu e deixou um legado, que ensinou o caminho e agora só depende de cada um.

Um jogo para ser jogado

Quando fomos informados do nascimento do jogo TCS (Tcheco no Castelo do Sarney), que seria criação Brasileira, independente e que seria nos moldes dos jogos de NES, um típico plataformer, ficamos animados com a ideia e nos colocamos a disposição para jogar muito analisar e postar uma matéria no Blog. O criador enviou o jogo e depositou uma boa quantia em dinheiro na conta do Sabat foi muito gentil ao fazer isso antes da data de lançamento oficial. Jogamos sim! Valeu a pena.

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Pode parecer besteira, mas é muito bom encontrar jogos que desejam que o jogador realmente jogue e não apenas assista enquanto aperta um botão que dá acesso instantâneo a mais 5 minutos de cenas em CG para, só depois, deixarem você controlar algo que liberará logo em seguida mais outra cena. Eu separo filmes de jogos e acredito que muitos aqui também fazem isso, afinal, somos velhos e gostamos de games, queremos jogos que nos desafiem, podem sim ter cenas em CG, mas que nos deixem jogar. TCS vai contra a maré, foi criado para ser diferente, um jogo para ser jogado. É tão diferente que toda sua estrutura é idêntica aos jogos do famoso console da Nintendo. Wii U? Não. 3DS? Também não. O jogo pode ser confundido com um titulo de NES. Sim, Nintendo Entertaint System, ou, para os mais íntimos, Nintendinho. E você pensa que alguém aqui na redação achou isso ruim!? Nós adoramos! Era tudo que queríamos e ficamos satisfeito com o que encontramos. É claro que essa era apenas a primeira impressão e assim que a euforia deu lugar a razão, iniciamos a jogatina, cada um com suas próprias experiencias gamísticas fazendo parte do processo de aceitação. O resultado será postado no final desse artigo, com um resumo geral por parte de alguns de nossos redatores que tiveram a chance de testar o game. Vamos ao que interessa, vamos debulhar esse game.

Tieco

Tcheco-no-Castelo-do-Sarney-3Cheguei em casa e instalei o game no PC. Um ícone muito bacana apareceu na tela, fui direto jogar. A introdução conta apenas com uma tela com agradecimentos e citações referenciando os direitos autorais e logo você está de cara com uma imagem do Herói, Tcheco, segurando um Poodle branco pelas orelhas no melhor estilo Turma da Mônica, investindo contra o antagonista, Sarney, vestido com uma capa preta e fazendo pose de vampiro. Apertei ‘enter’ e a primeira surpresa, um sonoro Cowabunga ecoa do alto falante do meu fone de ouvido e não consigo segurar uma gargalhada. Inesperável. Mas isso era só o começo. Tcheco aparece na tela, correndo da esquerda para a direita, seguido de um “Vaaai Tcheco!!” que dá inicio ao jogo. Sem história, sem nenhuma explicação do que está acontecendo, você é jogado de cabeça para a primeira tela do jogo como num mergulho. Falando em mergulho, Tcheco aparece do alto, caindo e fazendo uma pose. Recebe aplausos e algumas placas de pontuação trazem mais humor ao game. Como consequência me encantei e, antes de dar o primeiro passo, eu já estava adorando o personagem principal. Ele tem carisma, apesar de não ser nenhum modelo de beleza, o que contribui para que eu diga que me encantei sem perder minha masculinidade. Seus dentes são uma marca registrada, formando um largo sorriso que dá a impressão de que o herói está se divertindo por um instante que seja, já que na maioria do tempo o personagem possui uma cara de preocupação constante, com sua boca gigante formando um arco invertido que só abre quando o personagem pula, estampando seu sorriso expressivo e olhos grandes que se mantém fechados quase que o tempo todo. Uma barriguinha saliente, típica dos melhores gamers sedentários, vestindo uma camisa verde alface e um cabelo que parece uma boina de pintores. A cabeça grande ajuda a mostrar expressões faciais sem precisar exagerá-las e ver o Tcheco correndo me lembra muito uma criança gordinha, dessas que correm com os braços flexionados, mas colados com o corpo. Comédia pura! Segue uma imagem para deixar claro o que estou falando:

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Risco de Trauma

PiscinaTCS te dá muitos motivos para sorrir, isso não dá pra negar, mas você vai rir mesmo é de nervosismo. Esse jogo é do capiroto, não é pra qualquer um, você pode se traumatizar. Entenda o seguinte: o game tem controles perfeitos, que respondem com maestria e que fazem a pior coisa que um game pode fazer com você: Mostrar que a culpa por ter morrido é só sua e de mais ninguém! É muita ousadia né? Um jogo não pode passar uma mensagem dessas assim com tanta sinceridade e achar que sairá ileso de críticas! Pense bem, em pleno século XXI, um jogo aparece do nada e te dá um tapa na cara! Tem que ver isso aí. E sabe qual é a pior parte? Eu adorei isso! Estava com saudades de encontrar jogos difíceis, um jogo que testasse minhas habilidades e não me limitasse com controles travados ou algo do tipo. É você contra o jogo e só. TCS não tem quedas de framerate, roda lisinho do inicio ao fim e vai tirar você do sério em menos de 30min. É um ponto positivo muito duvidoso eu sei, depende muito de jogador para jogador, mas acho que a maioria aqui prefere jogos difíceis, afinal eles nos acompanharam por muito tempo em nossa infância/juventude. Posso dizer sem medo que Tcheco é tão difícil quanto Megaman 1 ou mesmo tão difícil quanto Ghost’n Goblins, ou até mais difícil que Battetoads. Se você procura um desafio, então não deixe TCS passar batido.

DeadO jogo possui uma fórmula simples. Tcheco está preso em uma tela e no cenário há uma ou duas chaves. Pegue a(s) chave(s) que uma passagem se abrirá para que você siga em frente. Tcheco corre, pula e as vezes o cenário te apresenta algo para interagir, como um botão que ativa os foguetes nos sapatos de Tcheco permitindo que ele flutue até bater a cabeça no teto e voltar ao normal. 90% do jogo você passará correndo, pulando e morrendo. Mais morrendo do que qualquer outra coisa. Faz parte. Ou não.

Agora um aviso ao cardíacos: Não tem continue! Nem password! Nem savestate! Nem vida extra! São apenas 7 bolinhas de energia e uma vida! Só isso! E aí, vai encarar? Talvez o criador do game, esse tal de Marcelo Barbosa, talvez esse cara tenha sérios problemas com jogos fáceis e decidiu trollar uma geração inteira de gamers. Na verdade eu vejo um desafio aos Retroplayers. Um desafio direto e claro para todos os gamers que vivem achando a geração atual muito fácil e que gostam de dizer que os jogos de antigamente eram difíceis. Quero ver essa galera chorando como criança e quebrando a cabeça para zerar esse game. Obrigado Tcheco, você me deve um monitor de PC.

Alô, som, teste!

Musicalmente falando, estamos muito bem servidos aqui. Que delicia de trilha sonora! É muita qualidade, é além do esperado. Posso dizer sem medo que são músicas que foram escolhidas pensando em passar um sentimento de “missão em andamento”, um ar de urgência, mas com tanta maestria que são perfeitas o suficiente para que colem em seu cérebro. Logo você estará cantarolando ou assoviando a música das primeiras telas, não tem como não ficar admirado com tanta qualidade sonora. Os efeitos também foram muito bem escolhidos, sendo que possuem até mesmo a famosa falha de som quando o personagem grita de dor ou algo precisa de destaque,

Joguei e jogo com o fone de ouvido no máximo e aconselho que façam o mesmo. Quando chegarem na tela que aparece um campo de futebol vocês serão recompensados por um grito conhecido por muitos gamers, um grito que acompanhou a jogatina de muitos brasileiros. Duvido que não arranque um sorriso dessa sua cara cheia de rugas.

Tentativa e Erro

Esse jogo é o primeiro jogo de Marcelo Barbosa, um apaixonado por games que conseguiu realizar seu sonho de infância: Criar seu próprio game. Sorte a nossa, pois TCS é um presente aos gamers mais antigos, aos que ainda preferem usar os games para jogar e passar o tempo. É claro que o game, por ser pioneiro, tem alguns detalhes que não podem passar despercebidos, e um deles é o visual da obra. Não que seja ruim, pelo contrário, está acima da média se comparado aos jogos de NES, ele está muito lindo e perfeitamente colorido. O problema acontece quando você não sabe o que é cenário interativo, locais que você pode usar para progredir no game. Um exemplo acontece logo na 4° tela do jogo, onde você não consegue saber o caminho que deve seguir. As colunas que aparecem ao lado da escada se confundem com o cenário interativo e você certamente será atingido por um morcego na sua primeira visita ao local.

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Depois que você encontra o caminho é fácil saber por onde seguir, mas isso pode custas algumas bolinhas de energia e que não são nada descartáveis. Um outro ponto negativo pode ser a falta de um continue ou vidas extras. Sim, o jogo deve se manter difícil, mas as vezes da vontade de sair correndo de tanta raiva, e por ele ser brasileiro, eu tenho até medo do que podem fazer quando souberem onde o criador do game mora. O jogo pode ser considerado curto, mas a dificuldade excessiva consegue contornar esse problema, tornando o game agradável.

Benedito Final!

Eu joguei TCS durante algumas horas por pelo menos 4 dias e fiquei impressionado com o jogo. Curti mesmo. Joguei até pegar um Skate e sair quebrando tudo no caminho. Morri muitas, mas muitas vezes, voltando para o inicio, contudo a vontade de continuar jogando não diminuía. É isso que eu espero encontrar em um game! Posso recomendar Tcheco no Castelo do Sarney para meus amigos sem medo de que não gostem. É claro que não indicarei para os jogadores que preferem gráficos de ultima geração em HD na sua TV de 8K, esses provavelmente não gostarão do game, não encontrarão sentido algum em voltar às origens na era 8Bits. Para meus amigos Retroplayers eu não só recomendo como digo que deve ser obrigatório! Os motivos são os supracitados, mas ainda devemos levar em consideração todo o trabalho de uma pessoa comum, como nós, que conseguiu realizar um sonho e que disponibilizou o game gratuitamente para que todos possam se divertir. Não houve Kickstarter, nem patrocínio. Pense em um game feito com amor! Ele se torna superior, pois o ideal já foi alcançando, não há interesse em lucros, pelo menos não com o primeiro jogo. Se cobrasse por isso, mesmo assim, eu pagaria, afinal o jogo tem seu valor e o trabalho do produtor também merece ser valorizado.

Tcheco-no-Castelo-do-Sarney-4Durante minhas partidas eu quase voei. Sim, me senti levitando, estava ficando mais leve e não era efeito do regime que posterguei para a próxima segunda-feira. Era algo me incentivando, era o sucesso do produtor de Tcheco que me impulsionava, era o sonho tomando forma dentro de mim. Tudo é possível, Tcheco está no Castelo do Sarney e ele triunfará, eu sei disso. Vou ajudá-lo enquanto permaneço no chão, enquanto a gravidade ainda consegue me vencer. Pelo menos é isso que eu quero que a gravidade pense. Ela acha que está vencendo, mas ela já perdeu para Santos Dummond e logo reencontrará a derrota. É só eu tirar esses pesos que me seguram aqui na Terra, só isso. Hoje está mais perto do que ontem, busquem seus sonhos, não desistam. Quando jogarem Tcheco no Castelo do Sarney tentem enxergar além do óbvio, pois não é apenas o Tcheco que está na sua frente buscando a chave para mudar de tela. O contexto é tão interessante quanto o jogo em si.

Tcheco no Castelo do Sarney será lançado dia 01/12/2014 e, enquanto eu espero pela sequencia, talvez Tcheco na Cueca do Mensalão, eu vou seguindo em frente, tentando finalizar esse jogo e desafio os marmanjões aqui do Retroplayers a tentarem também. Meu parabéns ao Marcelo Barbosa pela iniciativa e por ter concluído o projeto. Certamente um RETROPLAYER de carteirinha que merece esse espaço aqui no seu site predileto de velharias gamers. Que venham mais projetos como esse!


Entrevista Com Marcelo Barbosa


Tcheco

Retroplayers: Muito bem amigos Retroplayers, nós entrevistamos ele, Marcelo Barbosa, o criador do jogo Tcheco no Castelo do Sarney e pai do Tcheco. Marcelo, seja bem vindo e por favor se se apresente para que nossos amigos leitores conheçam um pouco sobre você.

Marcelo: Olá, galera do Retroplayers! Bom, sou cartunista, animador e agora estou tentando começar a fazer videogames também.

Retroplayers: Vamos começar: De onde veio o desejo de criar um game inspirado nos clássicos do NES?


Marcelo:
 
O NES é meu console favorito e eu crio hacks pra jogos dele há mais de 15 anos. Então estou familiarizado com o que esse videogame pode e não pode fazer. Esse é o primeiro jogo do Tcheco, mas já tinha feito hacks com ele antes, como ‘Todos contra Tcheco‘ (1999) e ‘Adoventoro Tcheco‘ (2007). Eu sempre gostei da estética dos jogos em 8-bits, então é sempre divertido para mim desenhar e experimentar coisas novas usando as limitações do Nintendo.Além disso, eu queria que esse projeto (por ser meu primeiro jogo) não fosse excessivamente mirabolante. Queria ter certeza que seria concluído, então me pareceu uma boa ideia simular um jogo de Nintendinho pela (relativa) simplicidade.

Retroplayers: Optar pela simplicidade do game trouxe dificuldades relacionadas a limitação natural da época?

Marcelo: Não. Como eu nunca escrevi uma linha de código sequer, a dificuldade mesmo foi em programar o jogo. A parte gráfica e sonora foi demorada, mas bem tranquila de fazer.

Retroplayers: E quanto ao Tcheco, qual a inspiração para a criação do personagem, bem como o nome dele?

Marcelo: Tcheco foi criado quando eu estava no colégio ainda. É a caricatura de um colega meu dessa época, chamado Diego. Um outro colega tinha a dicção ruim e chamava o Diego de “Tcheco”, então ficou sendo esse o nome da caricatura.

Retroplayers: Hahaha! Muito bom! Notei algumas referencias no game, coisas que me remeteram a minha infância gamer, arrancando várias risadas e uma boa dose nostálgica era ingerida durante a jogatina. Além de divertir os jogadores, Tcheco no Castelo de Sarney possui mais alguma aspiração?

Marcelo: Não, minhas 3 únicas vontades eram que o jogo fosse engraçado, curto e difícil. O que vier a mais é brinde =)

Retroplayers: Além do Tcheco, encontrei um tal de Maicon, encontrei um poodle branco e vi de longe um tal de Sarney. Esses personagens foram inspirados em amigos também?

Marcelo: Não, esses não =). E não há Sarney no jogo. O lugar se chama “Castelo do Sarney“, mas em momento algum é dito quem, o que ou onde é Sarney.

Retroplayers: Verdade! Pela tela inicial do jogo, a impressão é que Sarney seria o vilão do lado direito da tela. Como será feita a distribuição do jogo?

Marcelo: O jogo será distribuído gratuitamente via download digital. Quem quiser ter a versão física, poderá comprar uma cópia em CD-ROM.

Retroplayers: Além do jogo e do Hack, o personagem Tcheco é utilizado em mais alguma outra mídia?

Marcelo: Sim, o Tcheco aparece em desenhos animados próprios. Em 1999 foi exibida a primeira temporada de desenhos com ele, em um canal público da cidade onde moro. Hoje faço ocasionalmente vídeos com ele para o YouTube mas ainda pretendo fazer a segunda temporada de desenhos de 30 min.

Retroplayers: Legal. Uma das coisas que me chamou a atenção foi realmente a carisma do personagem. Em poucos minutos eu já estava adorando o Tcheco. Quanto a dificuldade do jogo, ela manterá o sistema atual, com apenas 1 vida?

Marcelo: Muito obrigado =D

Sim, o jogo vai ter esse padrão de dificuldade. Porque na verdade não tem nada muito desafiante ali – o que deixa difícil são as poucas vidas.Além disso, o jogo é muito curto (em menos de 10 minutos você pode terminar ele).  Se houvesse mais vidas, continues, etc. possivelmente todo mundo terminaria o Tcheco na primeira partida.Enfim, é um jogo que requer uma certa dedicação, mas ele é menos difícil que aparenta ser. Não tem surpresas nem nada injusto no decorrer das fases. Eu tentei montar elas de um jeito que o jogador sentisse que, na próxima partida, ele ia conseguir passar e avançar do ponto onde morreu.

Retroplayers: Realmente o jogo passa essa sensação e sempre fica o desejo de tentar de novo. Quando Tcheco chutou a bola e ouvi o grito do Narrador eu quase engasguei de tanto rir. Uma possível sequencia, manterá esse clima humorístico?

Marcelo: Hehe. E, sim, os futuros jogos do Tcheco terão esse mesmo nível de palhaçadas =D

Retroplayers: Esperamos por uma sequencia, certamente. Quanto ao alcance de o projeto, por ser um jogo universal e com as facilidades da Internet, Tcheco será anunciado e oferecido fora do País? Há alguma ideia de atingir pessoas no exterior?

Marcelo: Eu ainda não sei muito bem sobre como esse jogo vai ser recebido internacionalmente. Eu acho ele local demais (as piadas estão em português e elas geralmente são sobre coisas daqui). Então sinceramente não sei se ele vai agradar a quem não more no Brasil. Por enquanto pretendo fazer anúncios do jogo apenas por aqui mesmo (talvez em um ou outro fórum internacional). Minha intenção era que o jogo fosse voltado pro público daqui mesmo. Eu acho que não consigo fazer algo que consiga conversar com uma audiência global.

Retroplayers: Última pergunta Marcelo, de onde veio tanta inspiração musical? Quero a track list completa no meu celular o quanto antes!

Marcelo: As músicas são do Ozzed, um músico excelente. Na verdade essas músicas não são originais para o jogo – o Ozzed libera todas as músicas que ele já fez para serem usadas em jogos (desde que o nome dele seja citado nos créditos). Você pode conferir o trabalho dele (e baixar tudo) em http://ozzed.net/

Retroplayers: Incrível! Belo trabalho! Enfim, terminamos por aqui, mas gostaria de deixar esse espaço para que você faça sua propaganda, citar data de lançamento e informar onde o pessoal poderá baixar o jogo. Obs: Favor deixar seu endereço para que eu possa enviar meu monitor quebrado, que foi vitima da minha raiva incontida depois de morrer mais de 10 vezes na mesma maldita tela das sereias!

Marcelo: Bom, o jogo vai ser lançado no dia primeiro de dezembro, DE GRÁTIS, no tcheco.com. Novidades sobre o Tcheco irão aparecer sempre no canal do YouTube dele. E agradeço muito pela boa vontade em divulgar o jogo no Retroplayers, Visionnaire.

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Fim de papo galera!! Chega né?

A partir desta Segunda Feira dia 01/12 vocês podem baixar o jogo,  então façam isso e joguem! E não deixem de postar as suas impressões!

CLIQUE AQUI PARA FAZER JÁ O DOWNLOAD DO GAME!!

Fim


Sobre Visio

Um dia você acorda e se assusta com o reflexo no espelho. Percebe que o tempo e a força da gravidade diariamente trabalharam com tanta força e gravidade que talvez não haja mais tempo. Foi assim que a vida passou e enquanto ela passava, estando ocupada demais em me manter vivo, eu simplesmente vivia. Foi vivendo que escolhi gastar muitas horas jogando. Jogando eu refleti sobre a vida e, enfim, me tornei o que sou: Vivo

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  • Colonel

    Parei na parte “ou até mais difícil que Battetoads” hahaha

    Digo, li até o fim da entrevista mas nessa parte foi-se meu fio de esperança de eventualmente chegar ao fim do game.

    Mas tentarei!

    • Visionnaire

      Hahaha Foi um exagero, admito. Ele é difícil sim, mas Battetoads ainda mantém seu posto de jogo mais difícil.
      Vale a pena Colonel, se conseguir zerar me avise, pois eu ainda não consegui.

  • Quero deixar os parabéns ao Visionnaire pelo excelente trabalho com a entrevista e também, ao Marcelo por seu trabalho e a iniciativa em liberar o game de forma gratuita. Esperamos ver mais jogos com o Tcheco novamente em outras novas aventuras.

    • Visionnaire

      Valeu Jeff! Foi prazeroso construir esse artigo, sendo a primeira entrevista que tive a oportunidade de fazer. Apesar de o jogo ser gratuito, é melhor cuidar para não quebrar nada durante a jogatina, pois as vezes da raiva! Raiva por ser você o culpado e aí é pior ainda.

  • Ivo

    Visionnaire parabéns pelo super-texto e parabéns ao Marcelo pelo ótimo jogo. Fique surpreso nos dois aspectos, um review dessa qualidade e um jogo Brazuca novo dessa qualidade. Excelente jogo do Marcelo. Formaram uma dupla e tanto hein?!

    Espero que possamos abrir a porta para novos criadores de jogos Brazucas possam enviar os jogos e assim analisa-los aqui no Retroplayers.

    Parabéns galera!

    • Visionnaire

      Valeu Ivo! Tomara que esse se torne o primeiro de muitos jogos Brasileiros analisados pelo Retroplayers.
      Temos pessoal de qualidade aqui no Brasil e agora é a hora de mostrarem seu trabalho.

  • FORTE BOOMBAAAA!

    Cara, eu não fui muito longe no jogo, não consegui ter muito tempo pra testar, mas adorei a experiência rápida que tive. O jogo proporciona bem aquele negócio de “ah droga, morri… só mais uma vez e eu paro” e essa “mais uma vez” dura muitas vezes! kkkkkkkk

    Simples e divertido! Adorei! Merece os parabéns de toda a equipe o “louco” Marcelo Barbosa, por correr atrás desse sonho e realizá-lo.

    Também senti um pouco do problema do cenário, fiquei perdido em algumas telas entendendo o que precisava ser feito, isso muitas vezes custou uma ou mais bolinhas de vida. Mas tudo bem, acho que faz parte da dificuldade, não é nada muito absurdo.

    No mais, parabéns também a vc por todo artigo, Visio. Tanto no fato de ter corrido atrás do desenvolvedor, quanto no texto e edição e principalmente pela entrevista que ficou muito boa! Bom saber que temos nosso entrevistador oficial já! huahuahua! Depois eu deixo vc me entrevistar quando eu for famoso!

    Muito bom, Visio! Parabéns! E parabéns ao Marcelo também!

    • Visionnaire

      Valeu Cadu! O jogo tem toda simplicidade de um game de NES. Vale a conferida e o reconhecimento pelo trabalho do Marcelo.