Indie Review: LIMBO – XBla/PSN/PC


Limbo. Um nome religioso, católico, que assusta aos desavisados e desentendidos, que remete a algo ou algum lugar sombrio e macabro, eternamente sombrio e macabro. O Limbo assusta. A ideia de ficar preso eternamente em algum lugar assim é aterradora, a impossibilidade de sair, de ver o raiar do Sol mais uma vez, o medo eterno ou a solidão sem medo sempre ao nosso redor… É algo difícil de se imaginar, de se explicar. Mas imagine-se, caro amigo retroaventureiro, no lugar de alguém que se vê de repente mergulhado nas trevas deste lugar, sozinho, perdido, e com um objetivo que não está nada perto de onde você está agora. O que você faria, caro amigo, se tivesse que atravessar o Limbo?

O significado religioso desta palavra nem sempre é conhecido por aqueles que  a escutam, mas creio que mesmo que fosse, ainda assim ela nunca deixaria de remeter a algo repulsivo, a uma ideia que nos deixa no mínimo desconfortáveis.  O lugar próximo aos limites do Paraíso, porém fora dele, fora da presença de Deus. É para onde vão os justos, aqueles que não tem pecados imperdoáveis, mas que também não tem a salvação do batismo.

Lembram-se, caros amigos retroaventureiros, das antigas aulas de catequese que éramos obrigados a frequentar na escola? Se sim, então vocês devem se lembrar também que, de acordo com as escrituras sagradas, Jesus Cristo morreu para lavar nossas almas do “pecado original”, aquele que de acordo com as mesmas escrituras, Eva cometeu ao mordiscar a maçã quando tentada pela serpente. Concluímos então que Limbo é para onde foram todas as almas humanas que passaram pelo planeta desde aquela mordiscada, até o dia em que Jesus empacotou da Terra, e é também para onde iriam a partir de então, todas as crianças nascidas que não fossem batizadas.

É claro que com o passar dos anos, das décadas, e por ai vai, o teor da expressão foi passando a pesar apenas em cima dos pobres pimpolhos, pois ninguém no mundo estava com muita vontade de se preocupar com almas passadas pela Terra em tempos anteriores à vinda de Jesus ao planeta. Assim, a expressão passou a significar comumente no o meio católico contemporâneo “o lar das almas das crianças sem batismo”Provavelmente, os programadores da dinamarquesa Playdead sabiam disso.

O Conceito de LIMBO surgiu em 2004, só em 2010 o game chegou à Xbox Live Arcade, vulgo XBla, onde se tornou simplesmente o 3º game mais vendido daquele ano no serviço, chegando a faturar mais de 7 milhões de dólares (uma quantia mais que significativa para um game independente) além de uma cacetada de prêmios em uma avalanche de indicações nos eventos que se seguiram. E muita coisa foi sacrificada nesse período que compreende o desenvolvimento do jogo, como a questão cada vez mais abrangente e apreciada do Multiplayer online, e os fatídicos diferentes níveis de dificuldade, tudo em prol da experiência única que os programadores queriam que as pessoas que jogassem LIMBO apreciassem, e elas apreciaram.

LIMBO é uma obra de arte. O cenário monocromático nos leva para dentro de um mundo perturbador e ao mesmo tempo fascinante, sua trilha sonora composta apenas de sons ambientais e arranjos distorcidos nos afunda em um clima dificilmente experimentado em um jogo, a união disto cria um local  inexplorado, original, aterrador e absurdamente envolvente.

No exato momento em que ligamos o game e presenciamos a tela de menu iluminada por feixes fracos de luz enquanto uma batida tensa se propaga por nossos ouvidos, já percebemos que LIMBO não é um game comum. Começamos o jogo e o protagonista abre os olhos brancos e brilhantes em meio a escuridão total, sem explicação, sem nada, tudo é apenas suposto. Ele se levanta, e devemos seguir em frente, para a direita, como fazemos em qualquer side scroll de 8 ou 16 bits em busca do fim daquele imenso caminho. Nada no game possui outra cor que não seja uma variação do cinza, nada possui contornos, feições, formas internas, tudo que se move é negro ou quase negro, raras são as exceções, como a água. Nosso protagonista é apenas a sombra negra de uma criança com olhos brilhantes, não vemos boca nem nariz, apenas sabemos que pela silhueta, se trata de um garoto de cabelos curtos, trajando uma camiseta e um shorts, talvez algo nos pés e nada mais. E ele não tem armas, nem acessórios, e nem super poderes, ele apenas corre como qualquer garoto da idade dele, e pula da mesma altura que um garoto da idade dele, e se fere como qualquer garoto da idade dele. Não vemos marcador de vidas, pontos ou energia vital, e logo descobrimos por quê: avançamos em meio aos cenários escuros com múltiplas camadas de fundo, a claridade aumenta, percebemos estarmos em uma floresta, subimos um bosque ainda atordoados pelos feixes de luz que vão cada vez mais iluminando o caminho do garoto, e sem mais nem menos, ele é decapitado brutalmente por uma armadilha de caça, sua cabeça rola alguns metros ainda bosque a baixo antes que o jogo recomece alguns instantes antes do acontecido.

A surpresa é total, o espanto, o susto é inevitável, o ruído da armadilha cortara o silêncio de maneira tão abrupta que nossos próximos passos são tão cuidadosos como se estivéssemos prestes a acordar alguém no meio da noite, e chegamos novamente até o local onde aquilo aconteceu: agora enxergamos em meio aos arbustos a silhueta da armadilha, e o garoto pula por cima dela. Logo à frente, um barranco intransponível, e suspenso em uma corda presa a um frágil galho de árvore, distinguimos o que parece ser o corpo de uma mulher, decomposto, sem membros. A corda está a uma altura que o garoto alcança se pular de um certo ponto, mas não é suficientemente alta para que permita a ele subir no barranco à direita. Passamos então por baixo, agora muito cautelosos, percebemos que no pé do barranco existe uma pequena caverna, e tem uma armadilha lá. Com cuidado, nos aproximamos dela, e tentamos interagir de alguma maneira com o perigoso objeto: descobrimos que o garoto pode agarrar as coisas, puxar e empurrar algumas, é o outro botão existente no jogo, e essa parte existe apenas para nos mostrar isso. Puxamos então a armadilha para um ponto exatamente em baixo do corpo decrépito, e depois, pulamos na corda que o sustenta, e o resultado é fascinante: ao se pendurar na corda, o galho enverga e o corpo desce, então a armadilha é acionada e o corpo é cortado ao meio. O peso no galho diminui, e então ele se ergue levantando a corda, e agora basta um pulo para que o garoto alcance o topo do barranco. É bizarro, é sinistro, e é genial.

LIMBO é um jogo de aprendizado, algo que poderia ser chamado de Dead and up!, ou Morra e avance. Poucos foram os games ao longo da história que se enquadrariam nessa categoria fictícia, como Hearth of Darkness e Out of this World, e assim como nestes, em LIMBO nós avançamos até o próximo local onde uma situação nos fará morrer até que consigamos descobrir como transpô-la, e essa é a regra do jogo, até o seu final.

A genialidade por trás desta obra se mostra não só no conjunto visual e sonoro que dá vida aos muitos ambientes do Limbo, como também no uso constante de diversos elementos que vão sendo incluídos à jogabilidade do game para criar os enigmas que o garoto deve resolver para avançar, como a própria água, o magnetismo, a gravidade, a eletricidade, a luz, e tudo isso criado de maneira tão cirúrgica que somente um botão de ação é necessário para o aprendizado, o restante deve vir da tentativa e erro, ou do poder de raciocínio de quem está controlando o garoto. Sim, LIMBO é um jogo para aqueles que gostam de pensar, de descobrir, de avançar sabendo que cada obstáculo à frente será um desafio maior que o anterior.

Terminei LIMBO em uma noite. Comecei a jogá-lo as 23hs de um dia, cheguei ao seu final as 6hs do outro. Eu não tinha a intenção de jogar por 7 horas seguidas, mas fui completamente envolvido pelo clima sombrio do game, pelo desafio que seus enigmas representavam, pelas suas passagens únicas e surpreendentes. A jornada é solitária, mas o Limbo não é deserto, outras crianças vivem ali, muitas delas, mas não são amigáveis e quando não fogem de medo para dentro de seus barracos improvisados, nos atacam. Por vezes, passei por diversas construções abandonadas, fábricas, casas, locais que dão margem para diversas interpretações do que é ou consiste o Limbo, e hipnotizado pela genialidade do que me era apresentado, fui avançando, vencendo os desafios um a um até que por final, cheguei aos limites daquele lugar, onde a luz ficou mais forte. O sol estava começando a raiar na janela do meu quarto, uma feliz coincidência.

LIMBO é um game que pode ser curto e fácil para uns, longo e irritante para outros, convidativo e duradouro na medida certa para muitos. Acho que eu me enquadro nesta terceira categoria. Jogar LIMBO é uma experiência obrigatória para qualquer retroaventureiro que tenha saudades dos velhos tempos de Delphine Software, assim como é obrigatório para qualquer um que hoje em dia queira saber como deve ser feito um game original de verdade. A proposta de LIMBO é a de ser um game que diferencia as pessoas, que mostra que um jogador é diferente do outro, que eu sou diferente de você, caro amigo retroaventureiro, pois eu vou terminar o game em 7 horas e vou empacar aqui e ali, vou me irritar naquele outro lugar e passar fácil aquele outro, mas você vai fazer algo totalmente diferente e vai terminar em menos ou mais tempo, empacando em locais diferentes, solucionando esse enigma mais rápido que eu mas empacando naquele que eu fiz sem o menor problema, tudo isso simplesmente por que somos pessoas que pensam de maneiras diferentes, e LIMBO privilegia essa diferença. Naquela noite, eu não sabia, mas eu estava com muita, mas muita saudade de sentir essa diferença.

LIMBO peca apenas por ser subjetivo demais. O próprio final do game, que termina abruptamente e é super curto, já era algo subjetivo até os produtores virem a público esclarecerem que a história se tratava de uma busca por alguém, e é o que acontece no final. Não existe o que entender, nem o que buscar, a história é tão vaga quanto a neblina que envolve o game, e não existe motivo para se jogar de novo após terminar, LIMBO é aquilo ali e acabou. As gemas brancas que se quebram aqui e ali, que de vez em quando achamos escondidas em cantos durante o caminho, não possuem utilidade alguma, não revelam nada, não contam nada, e não importa serem encontradas ou não: o que importa realmente é a experiência que é jogar LIMBO, uma experiência verdadeiramente única, enquanto dura.

Fim


Sobre Sabat

Editor Chefe do RetroPlayers, Redator e Editor nos Livros e Revistas WarpZone, Podcaster e editor de áudio, Saudosista, e Analista de Informática porque algo tem que dar dinheiro né!

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  • Rapaz, andei vendo alguns videos de gameplay desse jogo e a física e os puzzles são realmente impressionantes! Preciso jogar esse game.
    Outro jogo que tinha a mesma pegada era o Passage. O jogo é bem mais simples, mas envolve questões como encontrar alguém, buscar o que vale a pena, brevidade da vida, entre outros pontos.
    Abraços!

    • Opa Adinan! Rapaz, eu conheço o Passage, é aquele fininho em pixel art né? onde a gente só anda até morrer de velhice XD conheço ele XD

      Mas LIMBO é outro papo maninho, jogue e verás!!!

  • Kanonclint

    O QUE !!?? Um jogo da geração atual aparecendo no Retroplayers ??XD.
    Achei muito bem vinda essa novidade, e brincadeiras a parte, o fato de Limbo ser um jogo que carrega muito do DNA oldschool em suas veias, é motivo mais do que suficiente para sua presença no Retroplayers. Além disso, trata-se de um jogo excelente.
    Eu gostei muito desse game, e também que se trata de um game de “uma unica vez”, os motivos para uma segunda jornada são praticamente inexistentes, oque de certa forma é uma pena.
    É curioso, Limbo sempre me chamou muito mais atenção devido a qualidade artística de seu visual, do que propriamente por aspectos de sua jogabilidade, mesmo sendo um jogo “à moda antiga”. 
    A proposta abstrata de seu enredo, a principio me lembrou muito Ico, e Shadow of the Colossus, é como se você fosse quase “obrigado” a seguir em frente, afim de compreender o porque de tudo aquilo estar acontecendo. 
    Eu gostei muito do fato de um game da geração atual receber espaço aqui no site.Não que isso tenha que ocorrer sempre, já que existem sistemas considerados retros que não possuem material algum por aqui, caso do Sega Saturn por exemplo.
    Para finalizar eu digo o seguinte:Dificilmente, qualquer coisa que venha daqui em diante, vais ser capaz de superar aquilo que vivemos com os games a 20, 22 anos atrás, mas deixando este sentimento de lado, e fazendo uma analise imparcial, não ha duvidas que a industria de games passe talvez pelo seu maior momento da história.
    A variedade, e quantidade de jogos, assim como estilos ofertados hoje em dia é absurda, tem jogo para todo mundo.

    • Beleza Kanon?
      Eu ia preparar uma descrição para apresentar essa nova categoria no Retroplayers né mano, mas a coisa ta meio corrida e não deu XD Pois é, a partir de agora, falaremos daquele game novo com jeitão antiquado, o próximo a entrar nessa lista provavelmente será SHANK, e depois, BRAID! temos que dar a devida atenção a estes games cara, pois apesar da idade deles e da fisica avançada que alguns possuem, eles são a mais pura evolução dos nossos queridos games antigos de 8 e 16 bits principalmente.
      Pode ficar sossegado que em breve começa a pintar Saturn por aqui juntamente com N64 e PS1 mano, estão liberados 100% agora, assim como PC Engine que logo logo eu começo a devastar ^^ A idéia é aumentar a variedade maninho!

      Cara, eu concordo em partes com o que vc diz viu… eu não acho que este seja o melhor momento da indústria de games não… talves seja o momento em que esse nicho mais move GRANA, mas está longe de ser o mais ORIGINAL por exemplo… Tirando os games independentes e algumas tentativas da Nintendo de inovar aqui e ali, todo o restante sofre de uma falta de originalidade tão absurdamente marcante que já está afugentando o público das lojas, e a grande maioria dos jogadores que compram games atualmente, estão utilizando seus consoles para BRINCAR em jogos casuais para acessórios como Kinect/Move/tablet. A experiência de se terminar um game hoje em dia é uma coisa extremamente rara, e quando digo EXPERIÊNCIA, quero dizer essa mesma que observamos ao jogar Limbo por exemplo: “jogue e vença se puder, pois eu sou o LIMBO e não vou te ajudar de maneira alguma”.

      Na verdade maninho, eu acho é que a indústria dos games nunca esteve tão próxima de um novo crash como atualmente: basta o publico atual enjoar dos consoles e seus jogos extremamente repetitivos que a associação videogame =  coisa de criança voltará com todas as forças, e ai meu amigo, melhor mudar para o japão! kkk

      • edwazah

        próximo passo: vou fazer um review do mw3, gow3 e os assassin’s creed! hahahaha

      • Kanonclint

        Sobre a industria dos games, respeito sua opinião Sabat, mas acho essas idéias de um novo crash algo praticamente impossível.
        No seu próprio comentário , você mesmo enfatizou, é um mercado que movimenta MUITA GRANA, quando eu disse o melhor momento da industria me apeguei muito a isso.
        O crash dos anos 80, aconteceu pela falta de títulos de qualidade, e o consequente desinteresse dos americanos em prol dos PCs.
        Não é o caso hoje, a industria de games movimenta mais dinheiro que o cinema, videogame virou um item quase obrigatório em boa parte dos lares do mundo, existem jogos para todos os gostos, e todas as audiências, ….como é que isso tá perto de um crash?
        Originalidade ??? Bem, a nossa época foi uma era de “renascimento” dos games, havia um frescor latente em tudo que era lançado, e que os games vieram para ficar.
        Tudo era original , e sensacional porque era o começo, e nós, estávamos na infância, uma fase de encantamento e inocência. Soma-se a isso, a vitalidade e juventude na época dos principais designers e teremos um período dourado na historia dos games.
        Sou muito fã do seu trabalho Sabat, e sei que é um retrogamer inveterado, e por isso eu lhe digo; Os games mudaram pouco cara, quem mudou mais foi a gente, a nossa vida, os nossos compromissos.E nesse tempo, percebemos que um console de 8bits, foi capaz de gerar imagens mais coloridas e impressionantes do que um PS3.

        • Eu aceito que fui um pouco, digamos, pessimista demais né kkkkkkkkkkkkk mas olha mano, realmente acredito que o desinteresse mundial em larga escala pelos videogames pode se tornar algo real, e digo pra vc como isso pode estar perto de acontecer: sim, a indústria movimenta muita grana, se ela deixar de movimentar essa “muita grana” metade de quem trabalha com isso fecha as portas à começar pelos pequenos desenvolvedores. Como isso pode acontecer? É só o publico enjoar de joguetes casuais, coisa que já aconteceu várias vezes na história, e os consoles venderão menos, as fabricantes ganharão menos dinheiro e terão que fabricar menos consoles, menos consoles = menos jogos, menos procura, e como qualquer outro segmento do gênero que seja movido pela demanda, ele pode balançar.
          Eu entendo que o público em geral já está enjoando.
          Mas a vida segue XD

  • Luiz Fernando Haquim

    Limbo eh um excelente jogo, tenho jogado bastante… Verdadeiro classico ! 

    *Conheca o Xbox Project, tenho Shop no Ebay UK. Nando Haquim Collection… 
    http://nandohaquimcollection.blogspot.co.uk/

    •  Sim Luiz, é um excelente jogo, jogue até terminar que vale muito a pena ^^

      Obs: Seu comentário travou no anti-spam por conter um link off topic.

    • Luiz Fernando Haquim

      Obrigado por remover meu comentario ! … apenas coloquei um link do meu Blog, …. =) 

      PS:.Eu estava pensando em fazer algumas doacoes, de varios games e consoles, repetidos que possuo,…mas, ja vi que vc eh um … deixa pra la !. kkkkkk

      Losers as you, will be losers for the rest of their lives !Have a great life ! Buddy !  lol=)

      • Seu comentário não foi removido amigo, está ali em cima, por acaso vc está respondendo nele mesmo. E o anti spam do Retroplayers trava comentários com links mesmo, e eu não deixo postarem esses links de blogs alheios por que se não vira zona. Quer um link para seu blog peça parceria, ficará sempre ali do lado visível para quem quiser acessar, é para isso que elas servem e em breve eu vou reformular toda esta área de parceiros.

        O que você fez é simplesmente spam amigo, goste ou não, sem contar que vc já postou isso antes e eu deixei passar pq foi em um tópico relativo à colecionismo. Estou mentindo?
        ^^

        • edwazah

          o/

  • já dei umas jogadinhas nesse Limbo…perturba bastante, principalmente quando se morre no jogo….eu hein? ainda vou arrumar um tempo/coragem para zerar ele.

    • Opa Leandro, beleza? ^^
      Rapaz, eu joguei esse trem a noite, esposa já tava dormindo faz tempo, ou seja, era eu, a escuridão e esse jogo escurão… eu morri uma 300 vezes… bem, pode acreditar que fiquei perturbado sim, muitas vezes! kkkk

  • Eddie66683

    Poxa Sabat esse jogo so prova que jogos em 2D é um estilo de jogo e não algo ultrapassado como um monte de gente pensa.

    • Certamente Eddie, o 2D é um estilo que tem muito pra dar ainda, e que hoje, sem sombra de duvida, apresenta games de conteúdo MUITO MAIS ORIGINAL que o que vemos em estilo 3D.

  • Chapolin Colorado

    Assim como o Sabat, comecei a jogar por volta da meia noite, e quando me dei conta, já era 4 da manhã. Acabei indo dormir e terminei no dia seguinte. Mas foi uma coisa única, linda, fantástica.

    Jogando passei medo, raiva, satisfação. Tudo que um bom jogo te faz passar. E no final, nada lhe é explicado sobre a história. Isso só deixou o game ainda mais foda. Cada um tira a sua conclusão.

    Acredito que a única vez que fiquei “chocado” com o final de um game foi com Link’s Awakening. Mas Limbo também fez isso.

    E é estranho, dá mesmo aquela sensação de não querer jogar nunca mais. Não porque é ruim, muito pelo contrário, mas porque se trata de uma coisa tão única, que jogá-lo novamente seria até estranho.

    •  Pois é chapolin, não é um game que a gente sente vontade de jogar novamente e o motivo não é por que a falta de extras e afins deixa o replay é inexistente: é por que LIMBO quando terminado, deixa uma sensação de dever cumprido que dificilmente a gente sente quando joga algo atualmente.
      É uma experiência pra ser sentida uma única vez, e depois, a jogatina é pra mostrar a obra ás visitas kkk

  • Mano, a primeira vez que joguei esse jogo, tomei um susto enorme na primeira morte… kkkk
    Foi jogando a demo isso, mas foi o suficiente pra eu gastar meus créditos na PSN pra jogar. E joguei empolgado durante os dias que passaram, esse jogo é fantástico! Realmente uma obra de arte!
    Vc achou todas as luzes lá que existem pra serem obtidas? Eu ainda não consegui, mas também só tentei terminar o jogo uma única vez.
    E vc disse muito bem o que é o jogo, momentos que podem ser fáceis pra uns e difíceis pra outros, eu acho esse tipo de jogo genial quando os puzzles são bem feitos.
    Outra coisa, bem legal ver jogos mais recentes que possuem essa “aura retrô” por aqui, combina com o blog. É torcer pra continuarem surgindo jogos assim.
    Muito bom o texto.
    Abraço

    • Opa Caduco! Esses games combinam sim com o retroplayers cara, eles tem aquela aura retrô que a gente reconhece fácil só de bater o olho, merecem um espaço aqui sim.

      E eu não achei todas não, achei 10 de 16, algo assim, mas elas não tem importância alguma tb… tanto faz pegar todas.

  • Andreas Fernandes

    muito Bom, gostei da iniciativa de divulgar os indie games! que são tão bons quanto os classicos.

    •  Valeu maninho, estaremos a partir de agora sempre postando algo desse segmento por aqui ^^

  • Thiago Luiz Torquato

    Minha primeira compra no steam, depois desse não parei mais de jogar no PC. To com uns 70 jogos só nessa plataforma, e terminei só 15 até agora. Excelente jogo, nota merecida!

    •  Jogão né thiago! É sem duvida o melhor e mais original jogo que detonei esse ano, inesquecível!!
      E olha só cara… ele me fez pegar gosto pela coisa, já terminei aqui agora o Mchinarium e o Shank! Vou com BRAID agora ^^

  • Salve, Sabat, beleza?
    Cara, e eu tinha comentando um tempo atrás sobre indie games, curto pacas, ainda mais quando baseados em franquias e saem tão bom quanto os originais. E em HD, né? É um número um pouco maior do que o de costume. :p
    Rapaz, eu não sei se você soube de um lançamento chinês de uma demo de Streets of Rage 4 HD. Coisa de doido! A arte do jogo é muito bonita, tanto cutscenes quanto sprites de cenários e personagens.
    Eu ainda não sei se o projeto continua ou morreu, mas ver algo desse nível em alta resolução é impressionante.
    Deixar o link aqui pra turma conferir:
    http://migre.me/9R7oH

    • Opa Daniel, beleza?
      Eu passei a curtir muito esses games cara, LIMBO literalmente me abriu portas!! E cara, esse SoR4HD tem imagens surpreendentes, só que eu duvido que va sair viu! kk

  • aí Sabat, mais uma excelente dica, nem tinha ouvido falar desse jogo, baixei e já estou jogando, incrível como algo tão simpes pode ser ao mesmo tempo tão inovador. Esses jogos indie são uma surpresa atrás da outra como aquele Machinima, que é um outro jogo ótimo.

    •  Opa Thiago, vc quis dizer Machinarium? Se for esse, putz mano, joguei a demo a um ano atrás, e terminei o jogo completo semana passada, é lindo demais!1 Infelizmente o final é bem besta kkk

      • esse mesmo Sabat, malz. o jogo é demais mesmo, dei uma parada naquela parte onde tem o cachorro da madame logo depois de sair da cadeia, vou ver se pego novamente, pena o final não ser tão legal como você disse. Meu, esse Limbo também é muito louco, estou jogando aos poucos resolvendo alguns puzzles por dia. Como disse antes essa iniciativa de divulgar esses jogos indie é demais. vlw man.

        • Cara, mesmo o final não sendo lá grandes coisas, Machinariun vale muito a pena, é um dos melhores point and clicks que eu já joguei ^^ Termine sim mano, e essa parte do cachorro da madame é complicada mesmo… tem que pegar o cachorro do outro lado do rio…

  • Aí eu leio esse review, fico com vontade de jogá, entro no Steam e ele tá em promoção.

    Sabat, aí vc me quebra! kkkkk

    •  Promoção po, baratinho kkk compra lá compra lááá!!!

      Rapaz, vale a pena viu, 9 doletinhas, vixe!

  • Darkbbbbbbb

    Muito bacana a review Sabat,estou pensando em comprar esse jogo
    mas powwww.Você deu maior spoiler logo no começo do texto!!!!!
    senti vontade de te agradecer e te socar ao mesmo tempo.
    hahahaha,continua com seus ótimos textos.
    ps:saudades daqueles textos cômicos de você jogando ragnarok.
    Tudo de bom aew.

    • Dei não po, pode jogar sem grilo que eu disse só mentiras!! kkkkkkkkkkkkkkk
      Rapaz, a matéria sobre RAG vai continuar, só esta estagnada por um tempinho ^^

  • Infernodebar

    caralho, como que eu faço pra sair dessa porra de fase;

    são 2 caixotes, dai abre uma porta la em cima mas automaticamente ela fecha, depois cai um escada, etc… porra inferno, vou quebrar o pc

    •  Eu demorei bastante nessa fase kkkk

  • ISACK VICIOUS

    Velho acho que só eu em todo o universo Gamer não gosta de Limbo.

    •  kkkkk nomal XD cada um tem um estilo!

  • João Cláudio Fidelis

    Jogo incrível. Joguei no PC e no PS3 (no qual fiz quase tudo, menos terminar o jogo sem morrer menos de 5 vezes!). Me lembrou muito os jogos da era 16bits como Out of This World ou Flashback. Obrigatório para retrogamers, ou gamers que adoram desafios.

    • Jogão MESMO né joão! Infelizmente nem todo mundo encara, por que basta hoje em dia o cara morrer 3 ou 4 vezes seguidas para que ele desista do jogo… lamentável!