Indie Review: Dust: An Elysian Tail (XBLA/PC)


Dust: An Elysian TailSabe quando você quer jogar algo com um tempero diferente, deixando de lado todo o estardalhaço visual e tecnológico dos games mais complexos desta geração? Sabe quando bate aquela nostalgia, aquela vontade gostosa de voltar mais alguns anos no tempo para tentar reviver os melhores momentos 2D gamísticos de sua vida? Pois é. Se você também sofre deste agradável “mal”, saiba então que está prestes a conhecer um jogo que pode lhe ajudar a saciar essa sensação. Vejamos então mais detalhes do título que inaugura esta nova seção do Retroplayers: Dust: An Elysian Tail

Dust: An Elysian Tail

Pra você que não conhecia, Dust: An Elysian Tail é um bonito e colorido game, totalmente em 2D, que traz uma mescla de ação e aventura tão peculiar que me chamou demais a atenção na última semana. Não se trata contudo, de um game pixelado como aqueles que jogamos nos 16 bits. Visualmente Dust é moderno, polido e tem cara de desenho animado, o que tem sido uma das fórmulas utilizadas pelos produtores para evoluir alguns clássicos do passado. O game já havia dado as caras na Xbox Live Arcade desde agosto do ano passado e recentemente, mais precisamente no dia 24 de maio, foi lançado para os jogadores de PC, através da Steam. Pelo que venho experimentando da jogatina meus caros amigos, posso dizer que tenho um veredito e afirmo o seguinte: o jogo é uma maravilha, e há um risco muito grande de você também querer experimentá-lo.

Dust: An Elysian TailApesar de trazer o selo Microsoft, Dust é totalmente indie em sua essência e criação, tendo sido produzido quase que totalmente por uma única pessoa, o talentoso Dean Dodrill, responsável por toda a programação e design do título (que de início, seria uma animação… Ainda bem que isso não aconteceu!). O solitário programador teve ideias tão boas para o jogo e  levou o projeto tão a sério que despertou grande interesse da visionária empresa do tio Bill, que tratou de financiar e promover o título para a XBLA, e foi desta forma que surgiu um game muito interessante, de jogabilidade e mecânica fácil, que apesar de não ser perfeito, tem MUITO daquilo que os apaixonados por games das gerações passadas gostam.

Dust: An Elysian Tail Dust: An Elysian Tail

Dando uma pincelada rapidíssima na estória do game, Dust, o personagem que dá nome ao título, é um a criatura canina que perdeu a memória, e de posse de uma espada mágica, agora luta para resgatar suas origens. Sim, clichê, mas tão bem aproveitado que nem se percebe, ainda mais quando começa a sucessão de golpes e a ação ininterrupta que o título proporciona, com direito a combos arrasadores e um pouco de magias de vez em quando! Sim, Dust é um verdadeiro jogaço de plataforma, no melhor estilo Hack n’ Slash, recheado de elementos de exploração e uma pitadinha de RPG, daqueles que mantém uma certa  linearidade para não deixar ninguém confuso  ou perdido em momento algum. Se você jogou ou conhece Muramasa: the Demon Blade (Wii) ou Odin Sphere (PS2) pode imaginar algo bem parecido por aqui. A aventura é composta de muita ação, alguns diálogos e cut scenes, uma ambientação que parece pintura, trilha sonora envolvente, personagem carismático, e a clássica e consagrada jogabilidade do “bata e avance”. Sem dúvida Dust veio para somar como uma excelente opção para você que gosta deste estilo de jogo.

Não tenha dúvida, esse jogo voltará a aparecer nas páginas do Retroplayers muito em breve, pois é inevitável que eu mesmo ou alguém da equipe faça aquele review completo dele. Mas por enquanto, nós aqui queremos mesmo é jogar essa maravilha, e faça o favor de jogar também, pois assim você entenderá por que o RP Recomenda Dust: an Elysian Tail.

 Fim

Sobre Jeff

O Jeff é veterano que começou a jogar games com um Bit System. Ele ama jogos 2D. Criterioso e saudosista, adora os jogos de Nintendinho. Atualmente sua plataforma principal é um PCgamer, Mas jogar é com ele, não importa se num console da Sega, Sony e assim vai!
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