RetroEspecial: RPGs perdidos no Japão – Capítulo I


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Por bem ou por mal, cá estou de novo pessoal! E antes de mais nada, queria esclarecer que o título foi resumido por questões de estética, já que a melhor definição literal seria “Séries de RPG com títulos sem tradução”; ou seja, aquelas séries japonesas populares que não só não tiveram um ou mais dos seus títulos localizados, mas também não tiveram traduções independentes até o momento. O título também é um tributo a uma série de posts que marcou meu antigo blog; e quem sabe uma homenagem aos blogs em geral, que infelizmente estão sucumbindo pelas mídias de rápida digestão.

Pois então, faz bastante tempo que eu tinha vontade de rascunhar algo sobre isto, e na empolgação entre jogar, pesquisar e escrever, percebi que estava ficando muito extenso e demorado para ser concluído, então comecei a ficar de saco cheio, pensei em largar tudo e voltar a jogar Tetris. Mas aí que alguém me disse: “ — Caro bestão, por que raios não dividir em várias partes?”. Daí percebi que seria melhor dividir esta série em capítulos, e em cada um, tentar tirar das trevas pelo menos duas franquias com jogos que nunca deixaram a terra dos samurais.

Chega de ladainha! Dedico esta série a todos os fãs da arte nipônica de fazer RPGs e aos malucos como eu, que têm minhoca na cabeça o suficiente pra meter o pé na #&$%@ até o joelho!


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E já começamos com o exótico e polêmico: Black/Matrix.

O título de estreia deste especial saiu em 1998 para Sega Saturn — perto da aposentadoria com a entrada do Dreamcast —, e foi desenvolvido pela Flight-Plan, a mesma por trás da famosa série Summon Night, que teve alguns títulos lançados por aqui. Black/Matrix é essencialmente uma série de RPGs táticos, e até aí tudo bem, não fosse o fato de ter uma ambientação pra lá de controversa.

No primeiro jogo, a história retrata uma guerra entre anjos e demônios que durou 666 dias, onde os demônios venceram e mudaram os conceitos que conhecemos de moralidade; com isso, os 7 pecados capitais passaram a ser: igualdade, liberdade, justiça, amizade, fraqueza, civilidade e amor. Nessa realidade, os descendentes dos anjos, de asas brancas, são escravos dos descendentes dos demônios, de asas negras, e toda benevolência é punida severamente.

A jogabilidade remete aos consagrados Tactics Ogre e Final Fantasy Tactics no que se atribui às batalhas, com alguns diferenciais interessantes, como os sistemas de Blood Points e Biorhythm; de resto é bem mais linear que esses títulos, já que o jogo é orientado somente pelo enredo e não há uma liberdade de exploração típica de outros jogos do estilo. Os gráficos são razoáveis, com um climão gótico, tirando o fato de que são feitos em 2D isométrico (FFT veio antes e já era 3D) e fazem uso de imagens pré-renderizadas entre os capítulos, o que causa um contraste meio esquisito. Na parte do som, um ponto legal são as vozes presentes em todos os diálogos, que dão aquela dramaticidade típica dos japoneses; agora as músicas… estou velho mesmo ou não entendi o que raios é aquilo, às vezes lembra hip hop, funk (o verdadeiro ok?), jazz, rock, outras vezes tudo junto. — Jesus! É uma baderna sonora.

Além dos remakes para Dreamcast (Black/Matrix AD) e PlayStation (Black/Matrix +), o segundo título, Black/Matrix II, foi lançado só para PlayStation 2 em 2002, com gráficos totalmente 3D e a mesma temática polêmica que deu fama ao primeiro jogo. Passando-se em um universo paralelo com três mundos — cada qual habitado por uma raça —, o jogo introduziu os humanos não alados à trama e algumas mecânicas diferentes, mas nada realmente inovador. Apesar da nova roupagem, não foi tão bem recebido pelos japoneses, principalmente por ser considerado bem mais simples, curto e fácil que o antecessor.

Já 5 meses depois, a Flight-Plan recompensou os fãs com Black Matrix Zero para Game Boy Advance, que apesar de ter retornado ao 2D, é considerado o ápice da série, com gráficos de arrasar, belas músicas, além de uma jogabilidade sólida e desafiadora. O enredo volta ao mundo do primeiro título, passando-se centenas de anos depois, e gira em torno dos atos de uma igreja supostamente corrupta que abusa do poder para controlar pessoas desprovidas de asas. Fato bem curioso, um remake do jogo foi lançado para o PlayStation (o PS1 mesmo) em 2004, com o nome de Black Matrix 00, e não só foi o último título da série, como também o último jogo lançado para o console no Japão — um fim bem estranho, não? Apesar disso, é considerado a última pérola do console, com tudo o que Black Matrix Zero já tinha de bom sendo aprimorado. O jogo conta com 2 CDs recheados de cenários e músicas novas, vozes, gráficos melhorados e até a adição de cutscenes em computação gráfica. Um belo jogo, e uma perda para nós.

Em comum, os jogos da franquia compartilham vários detalhes, partindo das abordagens judaico-cristãs com nomes (Cain, Abel, Gaius etc) e referências bíblicas como: os sete pecados capitais, o número da besta, Sodoma e Gomorra e até um personagem chamado Moses (Moisés) partindo o mar. Também são apresentadas duas ideias não muito usuais para RPGs, como o fato de poder escolher o nível de dificuldade logo no início dos jogos, e também o sistema de ranking, que determina a quantidade de bônus que podem ser distribuídos entre os personagens após as batalhas, tais como dinheiro, experiência e itens. Por último, não posso deixar de comentar as extensas cutscenes com muitos, e eu disse MUITOS diálogos.

Mas falando um pouco mais da fama das polêmicas da série, posso dizer que ela não existe só por conta da “brincadeira” com valores morais e religiosos. Temos, por exemplo, a violência gratuita que vai além do sangue gorfando a cada golpe, já que nas batalhas você é incentivado a literalmente matar um inimigo que já caiu inconsciente, para então usar seu sangue para magias e melhorias de armas — o chamado Blood Points System. Também existem as famosas opções de relações homossexuais: no primeiro título, ela está disponível através do Mestre Zero, que pode ser habilitado através de um código; já no segundo, essa alternativa é possível através de um dos finais. Ah sim, para os fetishistas de plantão, garotas vestidas de Gothic Lolitas e dominatrizes (como a própria Domina) são uma constante.

Pois é, Black/Matrix é uma série bem interessante e extravagante, e fez um sucesso considerável no Japão, apesar de ter ficado por lá mesmo. As fontes que encontrei justificam a falta de localização exatamente pela forte presença de temas pesados. Inclusive, a versão de Dreamcast, Black/Matrix AD, chegou a ser cogitada para um lançamento nos EUA pela Tommo, mas a ideia não saiu do papel. Só resta lamentar que essas coisas ainda sejam vistas como tabu por aqui, já que ficamos por fora de muitos jogos bacanas.

Até agora, só houve uma tentativa independente de traduzir Black Matrix Zero para o inglês, mas somente uma versão com alguns menus traduzidos foi liberada, não havendo mais atualizações do tradutor.

Títulos não traduzidos:

• Black/Matrix – Sega Saturn (1998)
• Black/Matrix AD – Dreamcast (1999)
• Black/Matrix + – PlayStation (2000)
• Black/Matrix II – PlayStation 2 (2002)
• Black Matrix Zero – Game Boy Advance (2002)
• Black Matrix 00 – PlayStation (2004)

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É difícil falar pouco de uma série com uma carga histórica tão grande quanto Dragon Slayer, e mais difícil ainda é tentar entender como tanta gente ainda não conhece ela… aiaiai viu! Então vou resumir assim: fãs de Dragon Quest, Final Fantasy, The Legend of Zelda e Ys, saibam que Dragon Slayer influenciou todas estas séries que vocês tanto amam. Vão encarar agora?

Nascido das mãos talentosas da própria criadora da distinta série Ys, a Nihon Falcom, o primeiro título da série surgiu em 1984, e nunca atravessou os mares desde o seu lançamento no PC-8801 (apelidado de PC-88), um micro da NEC das antigas que fez um sucesso estrondoso no Japão. Dragon Slayer é feio? Nossa mãe, é muito feio! Mas tirando isso, é considerado o 1º “action RPG” da história, já que até aquele momento só existiam os RPGs dos gêneros “dungeon crawl” e “roguelike”. A grande diferença é que ele foi o primeiro jogo a adotar o conceito de ação em tempo real em um RPG — antes tudo era baseado em turnos —, contando com batalhas guiadas por ações ao invés de comandos de menus. De resto é aquele negócio: você começa pelado, então pegue o que aparecer, trombe com tudo o que vier pela frente (e pode ter certeza que tudo virá mesmo), ganhe muitos níveis, ache o dragão e dê cabo dele — e assim sucessivamente. Bizarro o suficiente, o jogo não tem músicas, mas algo que notei é que os passos do herói formam o trecho mais famoso da clássica melodia The Entertainer, do pianista norte-americano Scott Joplin. Vale lembrar que o jogo é tão simples que não possui diálogos, e as poucas palavras presentes estão em inglês, o que claro, não impediu de ainda conseguirem tropeçar na gramática, como a linda frase “PHASE STAR” ao começar o jogo.

Xanadu, o segundo jogo da série, também inovou por apresentar uma interessante perspectiva de visão lateral (que mais tarde seria usada em Ys III). Além dos gráficos bem mais trabalhados, outras melhorias foram acrescentadas, por exemplo: músicas, vilas com NPCs, um sistema de alinhamento (chamado de Karma), evolução de armas e o conceito de confrontos introduzido no inspirador Ultima III, onde a tela é alternada para um campo de batalha ao se encontrar com um inimigo — com o diferencial da ação acontecer em tempo real. Considerado um legítimo clássico, só no ano do lançamento Xanadu vendeu mais de 400.000 cópias e entrou no ranking dos títulos mais vendidos da história dos PCs. Além do mais, o joguinho é reconhecido por ter fundado o alicerce do tão amado estilo “Metroidvania”, é mole? Ah sim, no mesmo caso do antecessor, o título tem pouquíssimos textos e foi lançado já em inglês, mas também nunca deu as caras por aqui.

Bom, tirando as numerosas expansões, ports, remakes e os jogos de outros gêneros (como o jogos de estratégia Lord Monarch), temos o clássico Sorcerian, que foi localizado pela americana Sierra já em 1990 para MS-DOS, o popular Faxanadu de NES e o port de Dragon Slayer: The Legend of Heroes para TurboGrafx-CD — os dois trazidos pela Hudson. Excluem-se também os não localizados Dragon Slayer Jr.: Romancia e Dragon Slayer IV: Drasle Family, já que ambos têm traduções independentes e completas para o MSX, além de Romancia também ter uma para NES. Então todos os supracitados caem fora do nosso foco, senão ficaria o resto da minha vida falando de Dragon Slayer, não dá bicho!

Voltando aos não traduzidos, entram Dragon Slayer Gaiden e Dragon Slayer: The Legend of Heroes II (não confundir com The Legend of Heroes II de PSP, que é outro jogo), dos quais não passam de RPGs bem tradicionais, sem muitos atrativos e não vejo motivo pra ficar enchendo linguiça aqui, concorda? Por outro lado há bons frutos, como os últimos jogos que fazem parte da série central: The Legend of Xanadu e The Legend of Xanadu II. Os dois foram lançados exclusivamente para o PC Engine CD e são um espetáculo à parte, com cutscenes de anime dubladas, gráficos caprichados e a junção dos melhores elementos que deram fama à série, como a ação frenética, evolução de equipamentos, contar com um grupo de aliados controlados por IA e ainda alternar entre a perspectiva de visão aérea e de perfil; o primeiro título também conta com um ciclo de dia/noite que dita o comportamento dos NPCs. Claro que fãs de Ys devem associar de imediato o estilo gráfico e a jogabilidade única, tão parecidos em vários aspectos. Para Sir Kao e o resto dos nerds velhos, fãs da série e apreciadores desse console de 16-bit tão distinto, com certeza são títulos que gostaríamos de ver traduzidos algum dia.

Para os curiosos e fãs de desenhos japoneses, existem mangás e OVAs (Original Video Animations) inspirados na série. Considere que eles são bem antigos e carregados de todos os clichês da década de 80 — não espere um Record of Lodoss War —, mas vale a pena dar uma espiada pelo valor histórico…. e nerd.

No mais, acho que nem precisaria adicionar isto, mas caso você ainda não conheça a Falcom, pode surpreender-se com 3 coisas:

1 – A peculiaridade de muitos dos seus jogos, o que não necessariamente é algo ruim, caso você goste de propostas diferentes.
2 – Os zilhões de títulos que eles têm espalhados por dezenas de plataformas (nem eles devem lembrar de todos).
3 – Como as músicas são boas! Nisso eles não erram a mão.

Títulos não traduzidos:

• Dragon Slayer Gaiden – Game Boy (1992)
• Dragon Slayer: The Legend of Heroes II – NEC PC-8801 (1992)/NEC PC-9801 (1992)/PC Engine CD (1992)/FM Towns (1993)/Super Famicom (1993)/Mega Drive (1995)/MS-DOS (?)/PlayStation (?)/Sega Saturn (?)/Wii (Virtual Console) (2009)
• The Legend of Xanadu – PC Engine CD (1994)
• The Legend of Xanadu II – PC Engine CD (1995)

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Nos vemos no capítulo II!


Sobre Sir Kao - Ex Membro

Veterano da Terceira Guerra Mundial de Consoles, enlouqueceu e passou a viver recluso em um abrigo subterrâneo, de onde faz análises de RPGs remotos utilizados em treinamentos militares.
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  • Leandro alves

    esse black matrix já conhecia, mas o joguei a fundo

    • Sir Kao

      Obrigado pelo primeiro comentário Leandro. =)

  • Giovani78

    É uma perda pra nós do Ocidente não poder jogar games excelentes só porque não foram traduzidos para o inglês.Passear pela biblioteca do PC Engine é uma tortura,vc sempre acha jogos visualmente bem feitos e chamando vc para jogá-los,mas em japonês apenas,aí fica impossível.Mesmo os de ação pura e plataforma perdem um pouco seu brilho,já os RPG´s ficam inviáveis mesmo.

    Com relação aos temas pesados isso acontece muito,basta lembrar das famosas “adaptações” de jogos clássicos que chegaram aos USA com modificações grosseiras.Tipo Street Fighter 2(racismo na abertura?!) ou Final Fight com o famoso (sutiã da filha do Haggar) isso acontece mesmo.

    O povo japonês é muito tranquilo e liberal demais se comparado ao Brasil com questões que muitas vezes o Ocidente considera tabu.
    Por exemplo,a cidade de Kawasaki,que todo ano faz um festival para celebrar o pênis e a fertilidade.Isso jamais aconteceria no Brasil.

    http://www.brasilpost.com.br/2014/04/07/japao-penis-festival-falico_n_5112279.html

    Talvez a única forma de resolver tudo isso seja aprendendo japonês. ^_^

    • Sir Kao

      Rapaz, o TurboGrafx realmente ficou carente de muitos títulos bacanas que não saíram do Japão, deve ter sido uma frustração ser dono de um na época. Aliás, ele era aquele tipo de videogame que algum amigo tinha, chamava todo mundo pra ver, mas não deixava ninguém botar a mão.

      No caso de Black/Matrix, realmente a Flight-Plan deve ter se esforçado para o título sair da terra natal, vide notícias da época confirmando o lançamento do jogo nos EUA. Nesse caso, eu acho que a censura olhou e disse: “olha, esse é complicado, deixa ali naquele porão que a gente vê depois, ok?”

      Nessa caso do Japão você vê a ironia não? O país do carnaval na realidade tem uma cultura bem mais puritana do que a japonesa. Algo que se lamenta como o que aconteceu com o canal “Porta dos Fundos”, que teve o famoso vídeo de Natal levado a justiça por “ultraje a culto”.

      Acho que mais admirável do que aprender a língua, são os tradutores e romhackers independentes, que dão o sangue para localizar esses jogos e levá-los a todos, sem nada em troca além de um sonho realizado.

  • Caro bestão, obrigado por dividir em partes e compartilhar conosco.
    O negócio começou com nível muito alto, vai derrubar todas as Weapons em 2 ou 3 textos facilmente. Parabéns, ficou fantástico.
    Agora desculpe-me pelo “bestão”, mas eu adorei essa passagem no texto e quis repetir de qualquer forma! huahuahuahuahua
    Gostei muito do texto, mesmo, tanto que vou ler pela segunda vez e comentar conforme a leitura (se prepara pra chuva de caracteres).
    Preciso te xingar agora de verdade por me falar do Black/Matrix. Nunca tinha ouvido falar, sou fã demais de RPGs Táticos e com essa doidera de enredo me parece ser algo NO MÍNIMO imperdível!!! Obrigado por me fazer colocar mais um jogo na minha lista de jogos pra jogar que só cresce, seu maledetto! kkkkk
    Sabe se saíram traduções não oficiais para inglês ou qualquer língua que possa ser compreendida mais facilmente que o japonês? Ou é só o Zero que teve um início mesmo e não terminou? Fiquei com esta dúvida.
    Vale mencionar que os gráficos parecem bem bacanas, mesmo a versão “fofinha” do GBA. Com certeza deve dar uma surra sem nenhuma dó no tal do FFT Advance, aquela coisa horrível. Desculpe, eu ODEIO FFTA com todas as minhas forças.
    E mano… MAAANO… que coisa feia mesmo esse Dragon Slayer! É pra retrogamer macho mesmo, eu vou é ficar longe desse negócio! huahuahuahua
    Cara, ainda bem que vc mencionou o Legend of Heroes do PSP e que não é o mesmo jogo que o Dragon Slayer, pq eu de cara já fiz a associação. Já tava quase engatilhando a pergunta aqui no comentário! hehe
    Pode me colocar aí na lista dos que gostariam de ver os jogos do PC Engine traduzidos, inclusive eu nunca tive vontade de encostar no console até ler este texto. Muito bom saber que existem muito mais RPGs tradicionais por aí pelo mundo (ham ham… Japão) do que eu imaginava.
    E que bom lembrar que alguém aqui joga Tetris, pq vou te falar viu? Esses companheiros nossos de RP só ficam buzinando contra o jogo! kkkkk

    Mais uma vez parabéns pelo texto, Kao! Ficou foda demais, espero muito as próximas partes!
    Abraço

    • Sir Kao

      Hahahaha… Desculpa? Que isso Cadu, qualquer EarthBound já paga. =P

      Cara que bom que você gostou, mesmo. Sabe que lembrei da conversa que tivemos na BGS sobre RPGs táticos? Sabia que você ia gostar de Black/Matrix, acertei na mosca!

      Pois é, você acredita que só existe UMA tradução completa para o Black Matrix Zero e é coreana? Puxa vida, será que vou ser obrigado a aprender japonês mesmo? Se bem que não é uma má idéia para nós que gostamos tanto de RPGs.

      Rapaz, compartilho contigo a decepção com FFTA, e olha que joguei até o final. Ficou tão aquém do primeiro título que foi um insulto fazer parte da mesma série. Ainda se minha frustração com a Square fosse só com FFT, mas sabemos quantas franquias ela conseguiu aniquilar com péssimas continuações.

      O PC Engine é coisa de louco mesmo, ô aparelhinho cheio de jogos fantásticos que nunca foram traduzidos. Acredita que conheci um brasileiro que teve um na época em que o SNES e o Mega Drive dominavam o mundo? Ele me disse que era a coisa mais frustrante para uma criança ter um videogame que você não achava jogos em lugar algum.

      Valeu mais uma vez pelos comentários cordiais Cadu. Nós somos daqueles que morrem afogados com o barco, de tanto que gostamos dele.

      Grande abraço!

  • Mano, esse tipo de matéria é muito legal. Agente acaba descobrindo algumas pérolas perdidas. Esses The Legend of Xanadu e The Legend of Xanadu II parecem ótimos!

    • Sir Kao

      Valeu Jeff!

      Se você já jogou algo da série Ys e gostou, provavelmente vai gostar de The Legend of Xanadu, já que eles têm muito em comum. O único problema para muita gente (eu me incluo) é não estarem em inglês. Já ando pensando seriamente em cair de cabeça na língua e parar de me queixar.

  • Xerpes

    sem dúvidas essa é a matéria q eu estava esperando!!! amo rpgs principalmente japoneses!!! façam mais matérias ótimas q nem essa!!!

    • Sir Kao

      Opa grato mesmo Xerpes, que bom que gostou! Pra você que adora RPGs, fique de olho na continuação. =)

  • ElfoGamer

    Boa matéria, cara!!
    Dragon Slayer já conhecia de nome mas não cheguei a jogar nada da série. Black Matrix não conhecia e achei bem interessante.
    Esse tabu existente aqui no ocidente de que não se pode falar de temas religiosos, racistas e outras coisas do tipo nos faz perder muitos jogos excelentes e, os poucos que conseguem chegar aqui, são tão alterados que perdem muito da essência do original. Por isso precisamos do trabalho dos tradutores para que possamos aproveitar melhor esses excelentes jogos.
    Vou dar uma olhada nos jogos citados, apesar de também não entender nada de japonês… ainda ^^

    • Sir Kao

      Opa valeu ElfoGamer!

      É isso que você falou mesmo bicho. Geralmente eu dou preferência paras as traduções independentes, mesmo para os jogos que já foram localizados, exatamente por essa questão da censura ocidental, que sabemos bem como funciona.

      Sim, uma pena que ficamos dependentes de pessoas que não só dominam a língua (isso existem muitas), mas a parte técnica, e ainda se sacrificam por dias, meses… até anos! Sem que ganhem um tostão para concretizarem projetos assim.

      Obrigado pelo comentário meu amigo. =)

  • aki é rock

    E ai Sir Kao a quanto tempo hein que bom que voltou a aparecer por aqui belo post esse viu com um bom tema sou um grande fã de jrpgs.E quando vi o tema já me veio vários jogos que nunca jogamos e que também não deu as caras pra cá.Vou ficar na espera da segunda parte desse grande séries de jrpgs com isso poderemos apreciar os clássicos que nunca vimos a saber que existia.

    • Sir Kao

      Fala aki é rock!

      Então rapaz, tem épocas que eu me escondo no meu abrigo, daí quando acaba a comida eu tenho que sair. =P

      Que bom que gosta de JRPGs também cara. Eu acho que tem assunto pra caramba a se explorar sobre o tema, mas muita gente não gosta tanto, então é bom saber que não sou o único louco, não é?

      Valeu pelo comentário meu amigo. Aguarde o capítulo II!

  • Paulo Henrique

    Cara eu acompanhava seu antigo blog (cujo nome esqueci rs) foi realmente uma pena tu ter abandonado aquele projeto de fazer uma rezenha pra todo RPG nipônico pra SNES.
    Claro, reconheço que era uma tarefa árdua, mas enfim que bom que ainda mantém a ideia parecida, espero que aqui continue essa nova série que iniciastes.

    • Sir Kao

      Opa Paulo, que bacana saber disso! O nome do blog era Retro Fantasy (não mencionei no post por achar meio jabá). Não sabe como fico feliz quando recebo comentários de camaradas que visitavam o blog.

      Rapaz, aquela série foi uma loucura tamanha, o tanto de trabalho que me deu não foi brincadeira! Ah, as loucuras que fazemos quandos jovens, hahaha. Sei que não vou conseguir resgatar a magia daquela época, mas quem sabe ao menos um pedacinho dela.

      Obrigado e apareça sempre! =)

  • ZEMO

    Muito legal. Quanta coisa ainda espera por traduções, não?
    Aproveito pra lembrar que o Dragon Slayer IV: Drasle Family – além de sair no Japão para o Famicom – foi lançado para NES como Legacy of the Wizard.

  • Fabricio Delite

    Excelente matéria! Parabéns! Agora fiquei com vontade de jogar todos!