RP Recomenda: De minas abandonadas a corridas alucinantes!


O último RP Recomenda não funcionou da forma que eu imaginava… Falei sobre o remake descolado de Castle of Illusion, e por sinal, falei demais: não só o recomendei como resumidamente, anotei todos os pontos bons e maus do jogo, quase um review, mas não um review com a cara do Retroplayers… Um review seco, direto ao ponto, daqueles que não me agradam de jeito nenhum, e que nossos leitores provavelmente não estão acostumados a ver por aqui. Pois é, caros amigos retroaventureiros, o jeito é reformular e adaptar, e quanto antes fizermos isso, melhor! Assim, o nosso objetivo é: mudar a fórmula do RP Recomenda para que ele não fique parecendo com um review, e a solução encontrada foi: falar menos e de mais jogos!

Assim, caro amigo retroaventureiro, cada RP Recomenda que você ver aqui no seu site predileto de velharias gamers estará a partir de agora trazendo pitacos sobre 4 ou mais jogos que estivemos detonando nos últimos dias, aqueles jogos bons o suficiente para merecer uma recomendação nossa.

Chega de papo, e vamos logo ao que interessa!

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Sonic All Star Racing Transformed, como o nome já diz, se trata da continuação da franquia de corrida da Sega que traz não só a turma do ouriço para as dezenas de pistas disponíveis no jogo, mas sim uma leva enorme de personagens da empresa muito (ou nem tanto) famosos entre os gamers, sejam eles old schools ou mais novos. Este novo capítulo possui um monte de modos de jogo que vão de corridas simples a campeonatos incrementados, quase todos eles disponíveis para jogatina solo, online e multi player local, e o monte de personagens a serem desbloqueados e evoluídos garantem muitas e muitas horas de jogatina solo só para que o jogador possa se preparar para enfrentar os amigos nas corridas e competições online.

Eu demorei um pouco para pegar gosto pelo jogo, mas confesso, uma hora eu me rendi e joguei adoidado! Motivo? elementos de Mario Kart por todo lado: 3 níveis de velocidade diretamente ligados ao nível de dificuldade das corridas e dos pilotos controlados pela CPU; itens e armas que estão espalhadas pela pista, e a gente pega, usa no amigo ao lado, e depois admira a cara de satisfação dele ao levar a cacetada; derrapadas que dão turbo, manobras no ar… É o de sempre, mas com um toque a mais de competitividade: quando se fica bom nas pistas e se pega todos os macetes, a coisa fica séria e é ai que o jogo deixa de ser uma cópia descarada da franquia do Bigode e fica realmente legal.

O grande tcham do jogo é que as pistas, graficamente lindas e muito bem desenhadas por sinal, vão se modificando a cada volta e isso deixa o jogo até certo ponto mais imprevisível do que o de costume. É daí que vem o nome TRANSFORMED do título: com essas mudanças, hora o trajeto é por terra firme, hora é na água ou pelo ar, e os veículos se transformam de acordo com cada situação! Começamos de carrinho, de repente estamos de barco ou avião, é uma zona só.

Tá certo que Sonic ASRT tem a sua dúzia de personagens genéricos e chatos, ausências inexplicáveis, e uns problemas de colisão macabros principalmente nas partes em água que eu explicarei direitinho em um possível review completo para depois que eu terminar o jogo 100%, mas ainda assim, eu recomendo bastante!  Vira e mexe o game está em promoção, ai é só procurar uma versão, pois o jogo está disponível para tudo que é plataforma, e a diversão é garantida!

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Caros leitores do Retroplayers, Spelunky HD já estava aí há algum tempo e quando foi lançado para PCs, decidi experimentá-lo, por algumas horinhas e acabei gostando muito. Um game simples, que do seu jeitinho retrô vem conquistando cada vez mais fãs mundo afora e inevitavelmente passei a ser mais um.

Esta é uma remasterização do pixelado game de mesmo nome, obra do talentoso Derek Yu, lançado em 2008 para PCs e posteriormente portado para o Xbox Live Arcade. Pra você que gosta de um bom game de plataforma em 2D, Spelunky é bonito, fácil de jogar, divertido e principalmente desafiador.

Esta bela “atualização” traz a mesma mecânica do titulo original, com adição de vários elementos e inimigos novos, muitos personagens pra liberar e obviamente, o simples porém belo visual em HD. A variedade de armas e itens é bem grande, um mais legal que o outro.

Embora seja possível destravar alguns atalhos para as fases seguintes, você será desafiado a permanecer vivo em labirintos sem savegame ou checkpoints. Outro detalhe bem interessante, é que os cenários mudam a cada morte de seu personagem, aumentando ainda mais o desafio e colocando a sua paciência e decoreba à prova, fato que a galera está adorando.

Me apaixonei pela proposta oferecida pelos desenvolvedores e fatalmente é o que acontecerá com você após algumas horas de jogatina. Se está a procura de um ótimo desafio, Spelunky é o game certo para você e seus amigos, já que é possível jogar um bom multiplayer com até quatro jogadores em simultâneo.

É isso aí pessoal, recomendo muito que vocês joguem e comprovem, principalmente se aparecer uma promoção boa para comprar o título. Mas se vocês não quiserem gastar nada, a versão original do game foi liberada de graça e pode ser baixada no site oficial através DESTE LINK. Assim não tem desculpa para não jogar!

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Faz tempo que o joguinho do Angry Videogame Nerd deixou de ser especulação para virar realidade nos PCs do mundo via Steam, e faz tempo também que ele se encontra em minha listinha de jogos desejados aguardando por uma promoção já que eu perdi última… Droga, tava 8 reais e eu não comprei… Bem, fato é que em uma visita à casa da sogra, meu cunhado meliante estava lá jogando uma versão pirata do game, e é óbvio que eu quis ser cúmplice nessa né! Angry Videogame Nerd Adventures é uma mistureba de situações e mundos baseados nos mais famosos e difíceis jogos clássicos do passado que acontece quando o nintendista revoltado é sugado para dentro de seu televisor. Para sair de lá e descobrir o que está acontecendo, o nerd deverá ultrapassar  8 “odiosas” etapas cheias de obstáculos cretinos e pegadinhas revoltantes que ocasionarão centenas de mortes seguidas de palavrões cabeludos e maldições a quem criou o jogo. Naturalmente, os palavrões também são desferidos aos quilos pelo protagonista do jogo naquele estilão que lhe é bem peculiar, e que todo mundo que curte os episódios cheios de fúria que pintam vira e mexe no YouTube já conhecem.

O jogo é bem legal, controlamos uma versão quase Mega Man do nerd, só que com uma Nes Zapper no lugar da Buster, e o negócio é atirar em tudo que se move enquanto avançamos aos trancos e barrancos pelas fazes do game. E sim, o negócio é difícil mesmo, tanto que para cada continue que usamos, temos 30 vidas (isso mesmo, 30) com 3 pontos de HP cada representados por garrafas daquela cerveja verde que o cara não para de beber, e temos que mesmo assim, usar continues para poder vencer cada uma das longas etapas do game.

Joguei no NORMAL, existe o CASUAL (fácil) onde meu cunhado disse que morreu 195 vezes para terminar o jogo (vidas infinitas e 6 pontos de HP ao invés de 3, e sim, o jogo conta quantas vezes você morreu), e eu não quero nem ver como deve ser o OLD SCHOOL (hard). Gostei do jogo e recomendo para qualquer um que queira ter um ataque de nervosismo morrendo a torto e a direito! Entra logo em promoção jogo do caramba!!!

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Bleed é mais um dos filhos adotivos do Green Light da Steam. Foi lançado em julho deste ano e desde que comecei a jogá-lo me encantei com a fórmula simples utilizada. Apesar de curto, este belo indie game consegue nos manter jogando por horas, simplesmente por ser nostálgico e divertidíssimo. Bleed carrega vários elementos característicos dos 16Bits, a começar pelos gráficos pixelados, uma jogabilidade frenética que lembra Contra III e Megaman, além de uma trilha sonora envolvente.

O sonho de Wryn, a protagonista, é tornar-se a grande heroína dos videogames. Para isso a garotinha dispõe de um arsenal bem variado de armas, além de habilidades extremamente úteis como o dash triplo e a câmera lenta, indispensável na hora que a coisa fica doida. Você poderá adquirir armas e upgrades interessantes por meio de créditos adquiridos durante as batalhas.
A maior característica do game é sua ação ininterrupta, graças à forma como foram elaborados os controles. Apesar de configurável a seu gosto, o game foi pensado para ser jogado utilizando-se um bom gamepad, como os de Xbox 360 por exemplo. O analógico da direita é responsável pelos disparos para qualquer direção, enquanto a função do pulo e do slow motion são atribuídas aos gatilhos. A alavanca da esquerda obviamente é para movimentar a personagem. De início pode parecer estranho, mas em pouco tempo de jogatina tudo fica muito fácil e intuitivo.

O game pode ser jogado por até duas pessoas em simultâneo em qualquer modo de jogo, aumentando ainda mais a diversão. Pra compensar o curto Story Mode, existem personagens e modos extras para desbloquear. Dependendo da dificuldade escolhida, muda-se completamente o comportamento dos chefes de fase, sem falar que o tiroteio em meio às fases ficam cada vez mais insano e viciante.

Bleed é certamente um dos games mais desafiadores e emocionantes que tenho jogado nos últimos dias e que custa menos de R$10,00. Que tal visitar a sua página na Steam, através DESTE LINK?

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Essas são as nossas recomendações da semana pessoal, jogos que provavelmente eu e o Jeff iremos analisar mais a fundo quando terminarmos tudo ^^ Em breve a gente recomenda mais games. Por enquanto, curtam estes!

Fim


Sobre Jeff

O Jeff é veterano que começou a jogar games com um Bit System. Ele ama jogos 2D. Criterioso e saudosista, adora os jogos de Nintendinho. Atualmente sua plataforma principal é um PCgamer, Mas jogar é com ele, não importa se num console da Sega, Sony e assim vai!
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