RetroEspecial Rise from your Grave: Franquias que devem sair da tumba – Parte Final 4 de 4


Hora de finalizar mais um RetroEspecial aqui no seu site predileto de velharias gamers! Com essa, se completam 4 partes de cobranças às fabricantes, reclamações pelo sumiço geral e sequestro de personagens, e principalmente, de sonhos que talvez se realizem em um futuro não tão distante! Pois é, sonhar ainda é de graça nesse mundo, e enquanto não cobrarem imposto da gente, vale a pena esperar pelo retorno triunfal daquele joguete saudoso que jaz desaparecido a gerações.

Será que haverá chororô? Será que verei retroaventureiros esperneando por que sua franquia defunta favorita não foi julgada suficiente para figurar no dentre os favoritos da equipe Retroplayers? Saberemos em breve, mais precisamente depois deste singelo monte de jogos que virão em 3…2…1… JÁ! JÁ! JÁ VAI!!

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Do que se trata? Garota dorme colegial e acorda espadachim guerreira em um mundo paralelo, onde encontrará mais garotas guerreiras que a ajudarão a defender a Terra de uma invasão demoníaca.

Morreu quando? Quando foram atacadas por “tentáculos”

Por que deve sair da tumba? Porque o mundo dos games literalmente clama por heroínas espadachins com lindas pernas para protagonizar alguns Action/Adventures em terceira pessoa.

Rise from your Grave: Valis é uma de minhas grandes paixões gamísticas do passado. As aventuras de Yuko Asho no mundo dos Sonhos me fascinam desde o dia em que eu encaixei o cartucho Valis 3 no meu Mega Drive, e é verdade, eu não me canso de dizer que a história por traz dessa obra é magnífica, e que consiste em algo muito à frente de sua época em matéria de jogos eletrônicos. Sem a menor sombra de dúvida, o rico universo do game daria material mais que suficiente para que alguma softhouse decente recriasse a aventura de maneira soberba, ou mesmo, a continuasse… Só que vejam só, caros amigos retroaventureiros: a franquia foi desenvolvida pelo extinto WolfTeam, que por sua vez, era subsidiário da Telenet Japan, que faliu após avacalhar com a franquia ao colocar as garotas para serem, digamos, protagonistas de games eróticos dos mais nojentos possíveis… Até hoje eu me contorço de raiva quando penso nisso…

Atualmente, os direitos dos games da Telenet Japan são da Sunsoft, que os adquiriu em um leilão realizado a alguns anos por uma mixaria, mas é como se continuassem mortos e enterrados, pois essa empresa hoje em dia não passa de uma softhousezinha mequetrefe que praticamente sumiu do mercado ocidental de games e vive de joguetes baratos para celulares no oriental, nem de longe lembra a empresa respeitada que um dia ela foi nas décadas de 80 e 90. Quem sabe alguém abonado (Sega?) não a compra e resolve bagunçar um pouco o mercado?

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Do que se trata? Ninja que não é bem um ninja mas tem um cachimbo ninja invocado salva o Japão (e o próprio rabo) das maiores enroscadas possíveis!

Morreu quando? quando a Konami estragou a franquia com um jogo lixento para PS2, e a enterrou com uma tentativa de reformulação semi-point and click no Nintendo DS.

Por que deve sair da tumba? Porque o universo feudal de Ganbare Goemon é um espetáculo de variedade imersiva, e o mercado de games atual precisa DEMAIS desses cenários menos sérios e mais escrachados.

Rise from your Grave: Não vou mentir, conheci o tal do Mystical Ninja bem tarde, só no N64, e naquela altura do campeonato já deviam existir uns 8 ou 9 games da franquia, a maioria deles para o Super Nintendo. Ganbare Goemon 64 foi um Action RPG 3D tão inesquecível que me fez correr atrás dos outros jogos da franquia, e não me arrependi nem um pouco disso! Os games são divertidíssimos, e a fórmula é tão grudenta quanto simples: Japão feudal, humor, muita ação, personagens mais que carismáticos, e mechas gigantescos trocando sopapos. Pois é, mechas! Os inimigos, não satisfeitos em perder na porrada, partem para a ignorância pilotando enormes máquinas de destruição, e a porrada come solta de novo no melhor estilo Gigante Guerreiro Daileon!

Acho que não só eu como muita gente no mundo sente falta de uma boa aventura 3D que não seja um sandbox ou um simples jogo de recolher “coisinhas” espalhadas por um cenário, e do jeito que a tecnologia anda atualmente, eu não consigo imaginar o quanto um novo game desta franquia poderia ser legal e bem vindo! E é só manter a coisa cartunesca, escrachada, divertida, e dar um ENORME upgrade gráfico no negócio que seria sucesso! Bem que a Nintendo poderia entrar em acordo com a Konami para a produção de um Mystical Ninja 3 for Wii U pra aproveitar a deixa do remake de Wind Waker, que tem uma mecânica 3D muito semelhante ao que eu imagino para uma continuação das aventuras do Ninja Místico e sua turma. Seria épico!

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Do que se trata? Pato estressado parte pelo mundo em busca de pistas que o ajudem a encontrar um tesouro perdido. Aumentar a coleção particular de desentupidores de pia é só um detalhe!

Morreu quando? É da Sega… Sim… É da Sega

Por que deve sair da tumba? porque se tem um game protagonizado por um dos personagens mais famosos do mundo que tem que entrar nessa onda atual de revitalizações pra ganhar não um remake ou uma remasterização, mas sim uma continuação, este é o jogo do pato rouco explorador!

Rise from your Grave: QuackShot é um daqueles games que remetem diretamente ao melhor período gamístico que a nossa querida Sega já teve. Era uma época em que só víamos pérolas vindas do estúdio, e as parcerias com a Disney contribuíam bastante para que o console negro do momento se visse recheado destes títulos inesquecíveis.

Não, QuackShot definitivamente não precisa de um Remake ou Reinvenção como fizeram com Castle of Illusion, pois ele é perfeito do jeito que é. Precisa sim é de uma continuação, de uma nova aventura para o pato mais estressado do mundo, uma aventura linda, totalmente 2D, que o leve novamente aos cafundós do mundo atrás de objetos sagrados e pistas em locais cheios de quebra cabeças, enigmas, mas acima de tudo, locais que nos permitam mais uma vez encher a bandidagem de tiros mortais de desentupidores de pia malignos!

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Do que se trata? Cavaleiro Gambá foguete é a esperança de vitória do reino contra a invasão de um império inimigo de porcos meliantes. Princesas raptadas estão incluídas!

Morreu quando? quando após uma bela carreira na década de 90, foi sumariamente enterrado vivo para ser desenterrado a alguns aninhos atrás, em um jogo escrotamente escroto.

Por que deve sair da tumba? Porque todos os planetas do universo possuem princesas sequestradas prontas a serem resgatadas, e o Mario e o Link nem sempre estão disponíveis para a tarefa!

Rise from your Grave: A Konami costuma criar pouco. Geralmente ela vai vivendo de reinvenções, reformulações e novos capítulos de suas franquias costumeiras, mas de vez em quando, alguma coisa nova e “relevante” surge de seus estúdios. A última foi provavelmente Zone of the Enders, antes desta, foi Rocket Knight Adventures. As aventuras do herói gambá a jato Sparkster nasceram no Mega Drive e terminaram no SNES, e se fosse para trazer o herói de volta à ativa com aquele jogo medíocre que foi lançado digitalmente a alguns anos atrás, era melhor ter deixado o herói curtindo a sua aposentadoria. Não, Rocket Knight não nasceu para ser transformado em um Shmup meia boca como a Konami fez naquele último game. Sparkster nasceu para ser um herói inesquecível, um mascote memorável, e quando eu me deparo hoje com games do patamar de Dust: an Elysian Tale, eu fico me contorcendo de raiva com as enormes cagadas que as grandes softhouses fazem quando decidem revigorar suas franquias usando 3D onde não deve.

Sparkster precisa de ação em terra mais do que no ar, precisa de inimigos difíceis de serem derrotados, precisa de chefes inteligentes e situações variadas de jogo como nos 16 bits, onde hora o gambá estava voando, hora estava nadando, hora correndo, hora pendurado pelo rabo, hora pilotando um mecha gigante, hora deslizando por trilhos, hora… Bem, Sparkster é pau pra toda obra, e um personagem deste patamar nas mãos de uma Wanillaware da vida e com todas as possibilidades que a Konami sabia utilizar nos velhos tempos se tornaria rapidamente um clássico instantâneo. Acho que a própria M2, responsável pelos jogos Contra/Castlevania/Gradius Rebirth lançados para WiiWare, daria conta do recado. Só precisaria atualizar o acabamento gráfico, mas… SEM 3D PELO AMOR DE DEUS!

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Do que se trata? Se você não sabe do que se trata Star Fox, bem… SUMA DAQUI HEREGE!!!

Morreu quando? Não morreu, só está congelado em carbonite aguardando um retorno QUASE sempre anunciado.

Por que deve sair da tumba? Pelo amor de Deus, quem aguentaria mais uma geração sem um jogo DECENTE E INÉDITO da franquia?

Rise from your Grave: Chega de Rare, chega de Namco, que venha a RetroStudios: ninguém aguenta mais esperar por um jogo realmente espetacular com da raposa mercenária espacial e sua tropa. Talvez por isso a Nintendo não tenha lançado nada da franquia para o Nintendo Wii: a atual favorita da turma do Miyamoto estava ocupada e de jeito nenhum que ela seria cedida novamente a terceiros para que fizessem cagada mais uma vez. Não que Star Fox Adventure tenha sido ruim… Não, na verdade é um bom jogo, só não é Star Fox. Já Assault, produzido pela Namco, esse é uma porcaria mesmo, mas foi bom para aprender uma coisa: com franquia principal não se brinca. Assim, um novo jogo de Fox McCloud ou virá pelas mãos da própria Nintendo, ou virá pela Retro Studios, e eu sinceramente torço para que essa segunda opção seja a real, já que eu considero FATO IRREVOGÁVEL que nessa geração, a franquia retorna.

Mas péra ai Sabat, você está dizendo que prefere um Star Fox da Retro Studios e não da Nintendo? Sim senhor, caro amigo retroaventureiro, prefiro, e a explicação é bem simples: a Retro faria um trabalho mais adulto que a Nintendo, e o enredo de Star Fox ganharia DEMAIS com isso em um futuro e provável jogo, que obviamente teria de ser 90% espacial e 100% on-rails… Esses 10% restantes ficam por conta dos tanques, submarinos e outros veículos possíveis… Por que não um carrão off-Road super equipado em um planeta de areia cheio de dunas? Seria massa! GO GO RETRO STUDIOS!

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Bonus Round: Se voltar da tumba, é lucro!!

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“LET THE CARNAGE BEGIN!” é o que muita gente não vê a hora de escutar de novo no mundo dos games de corrida! E a verdade é que sempre tem alguém planejando lançar um remake, remasterização, ou seja lá o que for envolvendo o nome Rock n’ Roll Racing, mas é bem verdade também que tudo isso sempre fica na promessa… Bem, se um dia alguém finalmente lançar algo que revitalize o jogo, ótimo, vai ter muita gente adorando o feito… Eu? Eu não, nunca fui fã do jogo, só mesmo da trilha sonora

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Tico e Teco, Chip ‘n Dale, Rescue Rangers, seja lá por qual nome você conheceu este game quando era uma criança feliz jogando em seu maravilhoso clone de Nes, não importa, o que vale é que o jogo era divertido pacas, tanto o original quanto sua continuação. O jogo era autoria da Capcom (ô saudade da Capcom dessa época…), e seguindo essa onda atual do vamos fazer um remakemastered, bem que ela podia liberar mais esta franquia para a Way Forward produzir mais um joguete nostálgico, não é mesmo?

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OK, a franquia Ninja Gaiden nova é difícil e representou bem pra caramba, e coisa e tal… mas chega, já deu, essa franquia nova já bateu, já caiu na mesmice, e hoje quando se fala em Ninja Gaiden, o que vem na cabeça de qualquer um é FUCKING HOLLY SHIT, THIS NES GAME IS IMPOSSIBRU! Poisé Tecmo, seu Team ninja não é mais o mesmo, então que tal utilizar todos os recursos 2D atuais para criar uma aventura épica, longa, sombria, e é claro, super difícil para os consoles atuais e PCs? Seria muito, mais muito F@#$ se Ninja Gaiden, o PRIMORDIAL, o ICÔNICO, o que SEPARAVA HOMENS DE MENINOS e fazia muita gente TACAR O CONTROLE NA PAREDE durante a jogatina, retornasse para o bem dos videogames.

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Um belo dia, eu comprei um Play Station. E nele veio um CD com um monte de Demos. Foi ali que eu conheci um dos jogos musicais mais originais e divertidos que eu já havia visto, PaRappa The Rapper. Comprei, joguei à exaustão, e nunca mais me interessei por qualquer outro jogo musical existente. Ai joguei UmJammer Lammy, o jogo da moça grunge da guitarra, e me amarrei no jogo, e não tinha como ser diferente, o Rock n’ Roll está no sangue que corre em minhas veias! Mas confesso, o incentivo a mais para terminar o jogo foi poder liberar o PaRappa, e assim, joguei de novo e me diverti mais ainda!! Ai a franquia desandou no PS2, onde infelizmente, PaRappa 2 foi uma porcaria, com musicas fracas e chatinhas e cores suficientes pra causar epilepsia em massa. Bem, resumo da história, ALGUÉM LANCE UM PARAPPA NOVO DECENTE PELO AMOR DE DEUS, EU QUERO JOGAR!!

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Bonus Round 2: Que não volte nunca mais!

Tá, esse troço me proporcionou uma coisa ótima, que foi conhecer, por meio de sua trilha sonora fodástica, um tal de Chris Cornell. Sim, me refiro ao Sound Garden, que é uma de minhas bandas favoritas para todo o sempre, amém. E o jogo? Bem, isso foi no 3DO e… eu achei uma porcaria!! Primeiro que jogo de moto nenhum presta, Super Hang On é jogável e olha lá. Até hoje a melhor e mais divertida jogatina com motos que eu vi está em um Mario Kart, então já imaginem como esse seguimento é bom… Ai inventaram um jogo onde a gente anda de moto e enquanto isso, tenta bater em quem está pilotando do lado… Bem, ótima premissa, mas nunca me convenceu. Pra mim, SABAT, Road Rash é uma tranqueira que nunca fará falta no mundo dos games, QUEIME NO LIMBO JOGO!!! MUUUAAAAAAHAHAHAHA!!

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E com esse tópico grandinho como de costume, finalizamos mais um Retro Especial aqui no seu site preferido de velharias gamers! Espero que todos tenham curtido essa coletânea de jogos semi-mortos, que ninguém se sinta excluído ou contrariado por seu jogo sumido ter ficado de fora caso isso tenha acontecido, e que os fãs de Road Rash levem na esportiva o ódio que adquiri recentemente pelo jogo de tanto que uns “bons amigos” aqui da equipe me encheram o saco pra jogar isso de novo! Malditos!!!

Fim


Sobre Sabat

Dono, Chefe, Gerente, Cara da Xérox e Tia do Café do RetroPlayers! Meu negócio? Falar sobre games. Como? Escrevendo meus trabalhos, gravando minha voz horrível, ou filmando minhas humildes proezas! Onde? Aqui, ali, ou onde quer que me chamem!
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