Os 30 anos de The Legend of Zelda


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Nasci em 1982. Tive meu primeiro contato com videogames aos 2 anos, quando ganhei de presente um Atari. Não tenho lembranças dessa época, por motivos óbvios, mas depois disso fui sempre adquirindo novos consoles. Passei pelo NES (através de um Top Game e um Dinavision 3), pelo Snes, pelo Mega Drive (meu único console não-Nintendo depois do Atari), um Game Boy pocket, um N64, um Wii (pulei a época do Gamecube envolvido com música) e hoje possuo um Wii U e o caçula da turma, o 3DS.

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Onde tudo começou…

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Não é segredo nenhum que sou apaixonado pela Série The Legend of Zelda. Tenho 4 cachorros em casa, e duas são batizadas com nomes da série (Zelda e Lana, de Hyrule Warriors). Uma eu briguei pra que fosse Impa, mas recebeu o nome de Samus (fui voto vencido nessa). A última já peguei grande, então não tive chance de escolher o nome. Aliás, minha filha mais nova só não se chama Zelda justamente pelo fato de eu já ter um cachorro com esse nome, senão já era também.

Hoje, além de jogador sou pai e tenho duas meninas que também jogam. A mais velha já conhece a série de cabo a rabo, com detalhes (lembro até hoje de quando ela matou seu primeiro Octorok jogando Zelda 1 no VC do Wii). A mais nova já corrige quem chama Link de “o Zelda“. Há uns dias me peguei em uma situação no mínimo curiosa: Minha mais velha jogava Spirit Tracks no DS enquanto a mais nova passeava em A Link Between Worlds procurando cavernas e batendo em qualquer coisa que aparecia (típico de uma criança de 3 anos jogando videogame).

Detalhe: ela se identificou com a roupa vermelha do Link, pois é da mesma cor do uniforme da escola, ao qual carinhosamente chamamos de “Chapolin“. Bem, o Link vermelho acabou virando o “Chapolink” pra ela.

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O mais curioso de tudo é que apesar de ser minha série favorita, eu sempre jogava cartuchos emprestados ou alugados, nunca havia comprado um jogo dela até o lançamento de Skyward Sword e seu belíssimo controle dourado. De lá pra cá adquiri Wind Waker HD, Ocarina 3D e o já citado A Link Between Worlds, além de Minish Cap e Zelda 2 no Virtual console do Wii U e do 3DS, respectivamente.

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Foram tantas aventuras…

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A franquia surgiu menos de 4 anos depois que eu nasci, e acaba de completar 30 anos. Posso dizer com orgulho que já joguei todos os títulos lançados, mesmo que não tenha terminado todos eles.

30 anos. Parece que foi ontem, mas é um tempo bem longo.

Toquei harpa, ocarina, flauta, guitarra, percussão, buzina (mal ae por traduzir Horns desse jeito, não achei termo melhor). Fiz amigos que me ajudaram, conheci criaturas que me traíram, gente do bem, gente do mal e alguns que transitaram entre os dois lados.

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A primeira espada a gente nunca esquece

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Posso dizer que os últimos 30 anos foram bastante atribulados, mas que valeram a pena graças a Link, Zelda, Ganondorf e aos seus aliados e inimigos.

Foi tempo suficiente pra que eu pudesse me tornar um garoto desprotegido que ganhava uma espada pra se defender de um mundo perigoso, um jovem que evitava a ressurreição do Rei Demônio ao mesmo tempo em que tentava trazer sua princesa de volta do sono eterno, um garoto dorminhoco que acordava ouvindo vozes e rumava em uma jornada para evitar que o mundo fosse consumido pelas trevas, um garoto que não tinha uma fada mas que depois se tornou o herói do tempo, um herói desconhecido que salvou o mundo da queda da Lua, um menino preso em um sonho tendo que se libertar do mesmo, ainda que isso significasse destruir tudo ao qual havia se apegado, já viajei através das eras e das estações para evitar que duas bruxas ressuscitassem o Rei Demônio (eles gostam desse cara hein…), já me dividi em quatro pra atrapalhar os planos de um feiticeiro maligno, já controlei os ventos e naveguei pelos mares, já conheci seres minúsculos, já fui um mero ajudante de criador de cabras transformado em lobo, naveguei novamente os mares em busca da ampulheta fantasma, já fui um estudante que voava em um pássaro vermelho, já transitei entre dois mundos e atualmente sou um maquinista tentando restaurar uma torre espiritual. Espero ansiosamente pra saber qual a próxima missão que me aguarda ao final deste ano.

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Claro, não posso esquecer de mencionar também Miyamoto, Aonuma e suas equipes, que conseguiram fazer com que todo esse mundo de fantasia ficasse gravado nas minhas memórias e que hoje me fazem escrever um texto com essas lembranças enquanto lágrimas escorrem pelo canto dos meus olhos. Esses caras não criaram só um universo maravilhoso, criaram uma religião, uma religião que tem milhões de adeptos pelo planeta todo que não imaginam mais como seria viver neste nosso mundinho sem graça sem as aventuras do Herói do Tempo.

E o tempo não para. Fazem 30 anos que tudo começou, e esperamos que o fim ainda esteja “muitos 30 anos” à frente.

Feliz 30 anos, The Legend of Zelda! Este humilde fã da franquia agradece por você existir.

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Sobre Visio

Um dia você acorda e se assusta com o reflexo no espelho. Percebe que o tempo e a força da gravidade diariamente trabalharam com tanta força e gravidade que talvez não haja mais tempo. Foi assim que a vida passou e enquanto ela passava, estando ocupada demais em me manter vivo, eu simplesmente vivia. Foi vivendo que escolhi gastar muitas horas jogando. Jogando eu refleti sobre a vida e, enfim, me tornei o que sou: Vivo
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