Existem jogos pra todos os gostos e de todos os tipos. Existem aqueles também que inovam em algo que já existia, tornando-os completamente novos. Existem vários tipos de SIM (Simuladores) desde SimANT (simulador de formigueiro, adorava), SimGOD (Simulador de ser um Deus) e pra finalizar, esse o qual faço este review hoje: um Simulador de Advocacia!!!

É um jogo muito especial, ao qual tenho muito apreço porque, independente da plataforma, é um retrogame puro, pois conserva raízes dos antigos games Adventure/Avg/Sim, como  Myst, Sam & Max, Tokimeki Memorial e muitos outros, além de ter conservado os mesmos gráficos inclusive no Wii. Espero que gostem!

Acusado por não Jogar !

O meu contato com esse jogo foi bem curioso, porque mesmo sendo “rpgzeiro” e muito paciente, geralmente não tolero games muito parados e enfadonhos, como são a grande maioria do games no gênero AVG ( Game-fotonovela ) tirando alguns HENTAI muito conhecidos por aí. E mesmo com a grande maioria dos games da CAPCOM sendo ótimos, eu cismei em conhecer o game ano passado, e acabei me apaixonando agora. Fora que ele é muito mais do que um simples AVG, o transformando num SIM!

Em meados de 2001 no japão, a Capcom lançara Gyakuten Saiban Yomigaeru Gyakuten para GBA ! E durante um período de 3 anos era praticamente desconhecido por aqui, e inclusive haviam projetos de tradução para o inglês da versão GBA que foram abortados ainda pela metade graças ao lançamento Oficial do remake para Nintendo DS em 2005, chamado Phoenix Wright : Ace Attorney

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É hora do tribunal!

No jogo, você encarna Phoenix Wright, um advogado de defesa novato contratado da “Fey  & cia. Escritórios jurídicos”, cujo Mia Fey é a sua atual chefe, tutora e amiga. Juntos, terão de desvendar muitos mistérios , e levar os culpados a Julgamento.

Logo no começo você se depara com o carisma dos personagens, um fator poderosíssimo nesse game, pois mesmos os secundários são maravilhosamente desenvolvidos, além dos diálogos esplêndidos, que só pelo enredo do game vale a pena terminá-lo mesmo que você odeie jogos do gênero. Com destaque para Miles Edgeworth que além de seu amigo de infância, é seu principal adversário já que na maioria dos inquéritos ele é o promotor de justiça, ou seja, fará de TUDO para incriminar quem você tenta inocentar.______________________________________________________

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A jogabilidade do game é bem diferenciada. Ela é dividida entre INVESTIGAÇÃO e JULGAMENTO. Na investigação você terá que conhecer o seu/sua cliente mais a fundo, os envolvidos e o principal: coletar evidências para protestar contra as testemunhas, questionar os possíveis culpados, argumentar com o PROMOTOR e o objetivo principal, INOCENTAR seus clientes, o que não será nada fácil. Além de que muitas vezes nem mesmo seus clientes estarão muito a fim de conversar, ou mentirão. Daí entra onde você terá que persuadí-los, mostrando alguma evidência de suas mentiras, ou apresentando algo que os incentive a abrir o bico.

Onde o game se destaca é no momento do julgamento, onde você tem que estar preparados para PROTESTAR a todo o momento contra as falsas acusações ou até mesmo tentando ganhar tempo através do uso do HOLD IT, que seria algo como ato de pedir “UM MOMENTO!” onde você tem que cavar a verdade das testemunhas no momento do inquérito! Parece chato, mas é maravilhoso, incrível como a CAPCOM consegue transformar algo aparentemente enfadonho em formato de game ser tão gostoso de jogar!

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Porém é imprescindível o domínio total da língua utilizada no game para seu divertimento e progresso, nessa parte do game você tem que tomar cuidado pois de protestar demais erroneamente, seu cliente será considerado culpado e sendo assim, game over. Por isso nunca se canse de verificar sua “caixa de itens/ evidencias”, ou melhor, seu COURT RECORD (Banco de dados do inquérito/do caso) estudando TODAS as evidências, que variam de fotos a vídeos, sons, e inclusive fichas criminais e perícias médicas.

Outra sacada de gênio nesse game é a interação entre os personagens, num enredo magnífico e cativante, cheio de reviravoltas, dignos de um excelente livro/seriado/anime. Como já havia dito que o domínio da língua do jogo é crucial no game, seja ela qual for.

REMAKE for LIFE !

O remake feito pra Nintendo DS conseguiu superar o game original para GBA devido o uso dos recursos do portátil, como a tela sensível e o microfone, tornando a experiência muito, mas muito mais imersiva. Um exemplo é onde você deve usar o Luminol, uma substância (que aliás existe mesmo e que torna brilhante qualquer local onde tenha rastros de sangue) usando a Stylus, ou ainda um que gruda em impressões digitais assoprando através do microfone do DS. Além de que no DS há um caso a mais, onde justamente são usados todos esses recursos.

Um recurso comum a todas as versões lançadas para DS é o uso do microfone para PROTESTAR ou pedir UM MOMENTO gritando OBJECTION! Ou HOLD IT! no mesmo, usando um comando para ativar o recurso, geralmente segurando o botão Y.

Resumindo, além de ter melhorado dando ainda mais possibilidades ao jogo, trouxe ao ocidente um game estupendo, que certamente não é pra todos, mas que porem, é quase uma unanimidade entre todos os detentores do portátil, não só nas Américas mas em toda Europa. Tanto que inclusive o game esteve “em falta” no período de seu lançamento nos USA, porque a distribuidora não imaginava que seria tanto sucesso, já que ocidentais geralmente se negam a games estilo AVG/SIM japoneses, devido aos famigerados simuladores de encontros.

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Músicas,Gráficos, Sempre Capcom…

Para variar, a capcom nunca decepciona com trilhas sonoras, desde os anos 80, então espere por uma trilha muito bem feita e até inesquecível, daquelas que se você ouvir já verá a imagem do jogo na sua mente, ou remeterá a momentos passados pelo jogo. Isso prova mais uma vez que não é necessário um megahardware para fazer um bom jogo, ou 5000 canais de som.

Os gráficos são ótimos, claro que há muito poucos movimentos, porem é engraçado um game que pode parecer parado a primeira vista ser tão dinâmico. Ê capcom viu!!!

Manhê, quero fazer advocacia!!!!

O jogo é difícil, com muita investigação e leitura. É IMPOSSÍVEL de se progredir “chutando”, você terá realmente que LER , INVESTIGAR E INTERPRETAR em cada momento do jogo, porém onde o game peca é justamente após esse momento, pois uma vez terminado o caso, talvez você não queira jogá-lo novamente, ou pior ainda, é um game linear ao extremo, ou seja, se você decorou uma vez, será sempre a mesma coisa quando repetir o caso. Sim, infelizmente não há variações de finais ou términos de caso. Um fato que o deixa mais próximo de ser classificado como um AVG, mas eu insisto em classificá-lo como SIM, pelo principal motivo: O FEELING do jogo.

...Para que a justiça seja feita.

Após 5 min de jogo, você já se sentirá NA PELE de Wright. As falas e os pensamentos são tão bem feitos que você vai encarnar o Phoenix, e vai querer ir até o fim do caso! Fora que apesar de mostrar um sistema judiciário mais próximo do sistema penal japonês, mesmo assim, verá o quanto é necessário conhecimento e inteligência pra exercer a função de advogado, mesmo o game sendo apenas 1 milésimo da realidade.

Eu costumo vibrar com seriados, filmes ou livros que levam mais a intelectualidade a tona, sendo em tiradas, ou reviravoltas, algo que mexa com o intelecto. Gosto de séries comoCSI, ou “O Vidente, AMO “Justiça sem Limites(Boston legal) e leio muitos, muitos livros. Acabei estudando pra ser professor, porém acho que vou enveredar pro lado da lei e virar Doutor, concretizando o sonho da mamãe (e de muitas mães por aí …) graças a um “empurrãozinho” da Capcom. Tá certo, confesso que bloguei bastante agora (aqui é um blog não é?), conjecturei e demonstrei mudança total de propósitos devido a empolgação com a série, mas como muita coisa na nossa vida, toda mentira tem um pouquinho de verdade. E Todo grande objetivo começa com um sonho infantil. Se bobear…

JOGUE , recolha evidências, e tire suas conclusões!

É jogar pra crer. Muitos como eu já viraram a cara pra esse game ao ver screens pela internet, cheio de telas paradas. Não é um jogo para todos. Afinal de contas, hoje em dia, com games tão interativos que você até tem que rebolar pra passar de fase, é muito difícil voltar as origens… Como aqueles rpgs em modo texto dos anos 70/80.

Porém, PW:AA é uma experiência única, com personagens memoráveis, momentos memoráveis, frases memoráveis e imortais em nossos pensamentos, com muito pano para queimar ainda.Pegue seu GBA, dingoo, NDS, emulador, whatever, mas Jogue e testifique!

Agora, como seria um PW em uma plataforma moderna? Será que haverá ainda mais versões para NDS? O futuro dirá…

HOLD IT!

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Nhá! Te peguei!!! É que eu adoro dizer essa frase…

Curiosidades:

  1. É um dos games que tem mais ports/remakes que conheço.Segue a lista para este primeiro game PW:Ace attorneyGBA ( só em japonês ), NDS ( Japonês/Inglês/Francês/Alemão/Espanhol/Italiano ),PC ( só em japonês) , Celular (Somente o primeiro caso / Inglês )
  2. Há traduções para português em andamento, porém ainda muito no início, sem nenhum patch lançado. Porém você pode jogar o 1º capítulo de Phoenix Wright: Ace attorney pra celular totalmente em português! O capitulo foi traduzido e você encontra o game traduzido no site da P.O.B.R.E , Inclusive informações de como emular o JAVA de celulares pra jogá-lo no PC!
  3. Destaque para o HUMOR dá série, que vai de grandes sacadas até os nomes dos personagens. Os tradutores dá série para o INGLES foram aclamados inclusive, por fazer uma tradução magnífica e o melhor, uma localização esplêndida, mantendo os nomes engraçados/trocadilhos. Ex: Phoenix Wright  wRight = certo, ou sempre certo,devido ao som do W que seria uól= ALL = Sempre/ Todo
  4. O Game ainda rende continuações e remakes.Acaba de sair (15 /03/2010 ) no WIIWARE estre primeiro jogo, adaptado ao uso do wii.
  5. É Recomendável (MUITO) que você jogue os games na ordem correta, já que existem varias continuações, e quem não conhece a série se confunde facilmente. O primeiro é este mesmo do review PW: ACE ATTORNEY, seguido de PW: JUSTICE FOR ALL e o último estrelado por phoenix, PW: TRIALS AND TRIBULATIONS.

FIM