Demorou, mas finalmente consegui concluir este que é o meu maior e mais pessoalmente realizador projeto em matéria de especiais para o Retroplayers pelo menos até agora. E pelo jeito, vai demorar outra eternidade até que eu tenha conteúdo e motivação pra fazer outro da mesma escala. O motivo? o tema: Valis.

Valis é uma grande paixão da minha vida de gamer saudosista viciado. Todo jogador de Megadrive que se preze ja jogou ao menos 1 dos games da franquia, e o terceiro e melhor episódio dela é quase uma unanimidade dentre estes retroaventureiros em termos de aprovação.

A série Valis trazia ao mundo dos games uma história séria, longa, envolvente e estrelada por uma das heroínas mais influentes que o mundo dos games já viu: Yuko Asho, responsável direta pela popularização dos jogos estrelados por nossas queridas beldades virtuais!!

A última parte que eu escrevi dessa matéria foi a quase 3 meses atrás, sendo que a primeira foi em Setembro do ano passado. Faz tempo né! Então, antes de continuar, vou fazer uma breve referência às outras 3 partes já postadas para que ninguém fique boiando, e colocarei também os links para as respectivas páginas. Assim todo mundo pode ver, rever e entender o por quê de este ser um MEGA-ESPECIAL (sim, estou falando de tamanho, e sem modéstia).

RetroReview Especial VALIS Parte 1: A Espada de Valis

Começa com um relato sobre  as ocasiões em que acabávamos jogando meio que sem querer a estes jogos obscuros, porém, fascinantes. Após uma explicação sobre o Universo Valis e seu nascimento no saudoso MSX, vem uma análise das duas versões mais populares do primeiro game: a de Megadrive e a de PC Engine CD, que é surpreendente. Aqui eu detalho a boa história do game e a importância que Yuko teve para o fim do machismo nos jogos eletrônicos!

RetroReview Especial VALIS Parte 2: A Guerreira de Valis

O episódio mais obscuro da série, Valis II, é destrinchado aqui para todos aqueles que queiram saber sobre as enormes diferenças existentes entre a história, censura e jogabilidade das 4 versões do jogo. Sim, são 4 versões diferentes, mas no especial eu trato de 3 delas, leia e entenderás. As outras duas são as versões de PC Engine CD, e a peculiar versão de MegaDrive, que mais parece uma pegadinha do malandro.

RetroReview Especial VALIS Parte 3: A Heroína de Valis

O terceiro capítulo da série, Valis III, teve uma saudozíssima e nostálgica versão para Megadrive que foi a minha porta de entrada para este fantástico mundo, mas a sua outra versão, a de PC Engine CD, é simplesmente o melhor de todos os jogos da série. Novos elementos foram aplicados ao game, como a possibilidade de se jogar com 3 personagens, e as diferenças entre as duas versões existentes são todas destrinchadas também.

Agora sim podemos ir para os finalmentes, pois a série Valis ainda tem muito assunto pra ser relatado, e muita história pra ser contada. E tenham certeza: essa última parte do especial será a melhor de todas!

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Valis IV e Eu

Se vocês acompanharam a terceira parte do Especial Valis, devem estar sabendo que a ex-colegial de mini-saia e atual Guerreira magica, Yuko Asho, havia desaparecido completamente dos dois mundos junto com as Espadas sagradas. Até este momento eu achava que a história havia terminado daquele jeito que os japas adoram fazer com suas séries de animes: deixando algumas dúvidas no ar, como por exemlpo, que diabos aconteceu com Yuko!!??

Naquela época eu uma micro empresa que na verdade nada mais era do que um escritório no fundo de uma casa, e o patrão ficava mais tempo fora do que na firma. Como eu tinha quase nada de serviço, e era o  único funcionário dele, eu terminava o que precisava ser feito e ligava o SNES dele com Prince of Pérsia (jogo que sem modéstia, eu fui o melhor jogador do mundo, mas isso é uma história a ser contada em outra oportunidade kkk) e Mortal Kombat 2!! As vezes, o sobrinho dele aparecia lá com alguns jogos pra gente jogar, e foi em uma dessas oportunidades que ele me apareceu com Valis IV, ou melhor, SUPER VALIS IV.

Logo de cara ele ja disse que não gostava do jogo, então foi fácil fazer ele levar em bora o MK2 no lugar do SV4, e foi assim que eu conheci a continuação das aventuras de Yuko… Mas pera lá?? cadê a Yuko??

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Super Valis 4 (SNES) – Piada de mal gosto

A primeira coisa que eu notei no game: a cabeleira vermelha da heroína. Ela não era a Yuko, e o jogo era realmente um cocô. Eu não sentia nada do prazer que eu tinha ao jogar os games do Megadrive naquela versão do SNES que se auto-intitulava SUPER, e alguns dias depois, o dono do jogo levou o cartucho sem mesmo eu ter tido saco  para avançar muito no game.

Mas agora eu, com quase o dobro da idade e metade do reflexo, resolvi jogar por completo Super Valis 4, e realmente o jogo é ruim que dói! Sem explicação nenhuma, a protagonista é outra, a jogabilidade é horrível, graficamente estava pior que Valis III de MegaDrive, não haviam mais as belas cut cenes para contar a história, ou melhor, não havia história! O jogo estava muito mais difícil que os de Megadrive, e isso se devia a um design de fases terrível e com inimigos estrategicamente posicionados de maneira tão apelativa que era impossível passar por vários deles sem levar muita porrada. Perto do final era uma apelação só, daquelas de dar raiva e nunca mais querer ver o jogo pela frente, pois diferentemente da dificuldade altíssima, porém, recompensadora dos outros games da série que eu havia jogado até então no Megadrive e PC Engine CDSuper Valis IV no SNES era uma tralha que nada mais fazia do que lhe colocar em situações chatíssimas e em sequência até o término do game.

A aventura fazia apenas algumas citações a Lena, a nova heroína, e sem nenhuma explicação sobre quem era ela ou que diabos ela fazia com a Espada de valis nas mãos,  e quase nenhuma a Yuko, que só aparecia  rapidamente em duas das poucas e curtas cut cenes do game, sendo uma delas no final, onde a guerreira desaparecida aparece voando enquanto a protagonista vai ao seu encontro.

Super Valis IV é um game perfeitamente passável, uma piada de mal gosto que não tem a menor importancia para a série Valis. Dentre os que eu joguei, é sem sombra de dúvida o pior jogo da franquia Valis.

Depois de terminar, fiquei procurando explicações para a ruindade desse jogo… Achei que ele poderia ter sido feito por alguma outra produtora e só ter sido publicado pela Renovation (Subsidiária da Telenet), ou pela Atlus, mas não, ele foi desenvolvido PELA TELENET mesmo.

Chega de Super Valis 4 no SNES, agora, é o momento de falar da versão de Pc Engine CD do game, a verdadeira continuação de Valis III.

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Valis IV (PC Engine) – Nasce uma nova Heroína

E depois de algumas conversas com amigos por aí, cheguei a conclusão de que realmente ninguém gosta de Super Valis 4, mas uma lenda pairava entre aqueles que conheciam a série: existia uma outra versão do game, lançada apenas no Japão e que é considerada por lá como um dos melhores jogos da série já feitos. Fui atrás, obviamente, e ao jogar Valis IV (sem o mentiroso SUPER no nome) para PC Engine CD, me deparei com um game que nem de muito longe lembrava aquela coisa lançada para o SNES.

Mugen Senshi Valis IV era tudo aquilo que eu esperava do último jogo da série! Uma continuação direta de Valis III que mantinha os mesmos excelentes gráficos, animações impecáveis,  jogabilidade precisa e bem variada, 3 personagens controláveis, um sistema de jogo muito mais de acordo com a série e uma história COMPLETA, que nos contava agora direitinho quem era Lena, a protagonista deste novo jogo. Confiram agora a real história de Valis IV:

“A incontáveis eras atrás, um pacífico e poderoso Rei governou o Mundo Sombrio, e seu nome era Asfar, o portador de um anel mágico que era também a fonte de seu poder. Com o passar dos anos, chegou o dia em que o Mundo Sombrio deveria agora ser governado por seu filho, Garugia, que também herdou o poderoso anel de seu pai. Porém, Garugia se mostrou vulnerável às tentações do poder maligno do anel, e acabou corrompido por ele (My Preciosssss!), se tornando um Rei tirano e conquistador. Asfar tentou intervir, mas o poder do anel era demais para o velho rei, que acabou sendo banido. Assim os Deuses do passado se exrtessaram, e para evitar futuras desgraças,  resolveram condenar Garugia e seu exército de seguidores a viverem a eternidade presos dentro de um cristal.

E voltamos ao tempo presente. Yuko havia detonado com o Imperador Glames, e com a paz assegurada, desapareceu em seguida levando as duas espadas mágicas gêmeas, Valis e Leethus. A paz reinou no Mundo dos sonhos, e durante 3 anos, Yuko nunca mais foi vista. Valna, sua irmã,  governava o Mundo dos Sonhos no lugar de Valia, a falecida mãe das guerreiras, e Cham era agora a capitã da guarda do Castelo de Vanity.

Inexplicavelmente, o cristal-prisão surge das profundezas do oceano no Mundo dos Homens, e os exércitos de Garugia se libertam. A Terra é atacada ferozmente, e o próximo passo de Garugia, é invair o Mundo dos sonhos. Coisa que acontece rápido: o castelo de Vanity é conquistado e a guarda é  dizimada. Valna é feito prisioneira, e Cham lidera um pequeno grupo de sobrevivemtes que ainda resiste aos ataques das tropas de Garugia.

Sem a Guerreira de Valis, os dois mundos logo sucumbirão completamente, e uma nora era de terror terá início. Mas uma garota ouve vozes em sua mente, vozes que pedem para que ela vá até o Castelo de Vanity e salve Valna, pois este é o destino dela. Essa garota é Lena Brand, a mais forte das aprendizes de Cham, a companheira de Yuko em Vais III. Um dia, Lena decide obedecer as vozes, e parte em direção ao Castelo de Vanity, mas Cham intervém dizendo que ela não é forte o suficiente para derrotar Garugia sozinha. Neste momento, Amu Brand, a irmã de Lena, aparece e conta para Cham sobre as vozes que sua irmã andava escutando. Cham sente em seu interior que quem a chama, é sua grande amiga Yuko, e decide deixar Lena ir ao castelo.

Amu a acompanha, e chegando lá, elas se deparam com Garugia prestes a executar Valna. As guerreiras intervêm, mas o poder de Garugia é muito para elas, que acabam levando uma sova do malvado. Porém, um flash de luz cega Garugia, e faz com que as duas desapareçam antes que fossem mortas. Desnorteadas, as guerreiras aparecem em um desfiladeiro: o salvador delas foi nada mais nada menos que Asfar, o antigo Rei do mundo Sombrio, que ainda está vivo e de saco cheio das ações de seu filho, e ajudará as duas garotas a derrota-lo.

Asfar conta a elas toda a história acontecida no passado, e diz que a única forma de derrotar Garugia, é fazendo nascer uma nova Guerreira de Valis. Assim Asfar guia as duas heroínas por um caminho tortuoso e cheio de inimigos, até um local onde seus poderes de teleportação sejam suficientes para que os 3 cheguem até o Mundo dos Deuses, onde Yuko os espera.

Yuko foi promovida a Deusa Protetora das espadas Magicas de Valis e Lethus, e ela diz a Lena que neste tempo de adversidades, uma nova guerreira de Valis deve surgir. As dolorosas lembranças da Deusa são mostradas a Lena para que ela saiba como é difícil a missão de se tornar a Guerreira de Valis, mas a garota está disposta a segurar a bronca e decide aceitar o desafio: agora Lena deverá buscar a Espada de Valis por conta própria.

A espada está guardada em um palácio guardado por amazonas e outras guerreiras angelicais, que Lena vai arrebentando até chegar a uma sala onde ela se depara com a imagem de Yuko quando era Guerreira de Valis. Lena deve derrotar agora tanto uma Yuko quanto a outra, e provar que é digna de empunhar a espada.

Após a árdua batalha, Lena reaparece junto de Yuko fora do palácio, a Deusa lhe entrega a espada sagrada, e uma nova Guerreira de Valis surge.

Agora o trio tem poder suficiente para enfrentar Garugia, e partem para o castelo de Vanity, onde o imperador do mal os aguarda.

Muitas batalhas são travadas no árduo caminho até o castelo, e quando o trio de guerreiros finalmente chega ao seu destino, Garugia já os esperava, pois queria matar a Rainha Valna frente aos olhos da nova Guerreira de Valis. Mas quando Garugia desfere o golpe final em Valna, Amu entra na frente, e acaba se sacrificando no lugar da rainha, morrendo nos braços de sua irmã Lena, que agora entende qual é o peso da tristesa de ser a Guerreira de Valis.

Valna está salva, mas Garugia foge, e Lena e Asfar seguem para a sua fortaleza no Mundo dos Homens no intuito de destruí-lo de uma vez por todas, e após arrebentarem com todos os generais do Imperador, o combate final tem início.

Asfar é o primeiro a enfrentar seu filho, mas se mostra incapaz frente ao poder do anel que um dia foi dele (My preciossssss!). Derrotado, Lena parte para a briga, e Garugia sente na carne o poder de algo muito mais forte que seu anel: o poder da Espada de Valis.

Derrotado, o anel enfraquece e Garugia volta a si, pedindo perdão ao seu pai Asfar antes de morrer.

Asfar perdoa seu filho, que morre em seus braços. Lena observa calada, e parte de volta para seu mundo. Sua última aparição foi frente ao túmulo de sua querida irmã. Depois disto, ela partiu não se sabe para onde… Seu caminho solitário de Guerreira de Valis estava apenas no início.”

Essa é a verdadeira história de Valis IV, que é contada por meio de uma cacetada de belas imagens em anime, excelentes gráficos super detalhados, e uma trilha sonora espetacular que só não é a melhor  da série por que existe Valis III… Coisas de jogo em CD né!

Se o jogo tem algum defeito grave, ele é o mesmo de todos os outros capítulos da saga para o console da Nec: a dificuldade exagerada. Os games da série Valis são todos dificílimos de serem batidos no console Pc Engine CD, e isso foi uma coisa feita de propósito de modo a fazer os japas masoquistas sofrerem bastante, mas que poderia muito bem ser mais balanceada. Bastava que a personagem, ao morrer, não perdesse todos os power-ups recolhidos durante as fases para que os games da série ficassem bem mais divertidos e menos apelões:  ainda assim seria MUITO DIFÍCIL vencer as etapas do game, mas seria um difícil dentro do aceitável, pois ao contrário do port ocidental do game, essa aventura é repleta de ETAPAS INSANAMENTE DIFÍCEIS MAS RECOMPENSADORAS, e não de CITUAÇÕES APELATIVAS QUE SE UTILIZAM DE UM DESIGN DE FASE TERRÍVEL PARA TE FAZER MORRER SEM NADA RECOMPENSADOR DEPOIS DO PERREIO.

No de mais, Valis IV Pc Engine CD é o segundo melhor game da série, mas por pouco não foi o primeiro!

Esse game foi outra grata surpreza na minha carreira de jogador de jogos antigos. Só fez ajudar a crescer mais ainda a paixão que eu tenho por esta série, sua história magnífica e suas grandes heroínas. Infelizmente, Lena não tem a notoriedade que merece aqui no ocidente por motívos óbvios, mas esse fato pode mudar em breve, e isso devido a um assunto que começará nas próximas linhas!

Mais fotos de Valis IV PCE CD:

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Telenet: do Mundo dos Sonhos ao Inferno

Tem coisas no mundo dos games que nos fazem ter raiva do Japão… Mas como assim? Como podemos ficar com raiva daqueles que criam os jogos que nós jogamos?

Sim, existem alguns meios de isso acontecer. Um deles é quando eles resolvem avacalhar com nossa séries favoritas, coisa que era extremamente comum na geração 16 bits. As fabricantes vira e meche criavam jogos espetaculares, agente se amarrava e virava fã, ai vinha aquela sequência caça-níquel escrota pra jogar água no nosso chopp e acabar com a franquia. E com Valis não foi diferente, a não ser pelo fato de que com a série da Telenet, a escala de mediocridade foi absurdamente maior…

Só que para contar este fato, preciso antes mostrar para vocês amigos retroaventureiros o que era a TELENET, ou melhor, O QUE ELA PODERIA TER SIDO, pois assim vocês terão noção do tamanho do tombo.

A empresa foi fundada em 1983. Começou por baixo como todas as outras, fazendo jogos genéricos de esporte para PC. Valis foi a primeira grande sacada da empresa, que ja produzia seus jogos para o computador MSX, e buscou com esse título, abocanhar um mercado que na época, não tinha muita coisa a ver com games: os fãs de anime.

Deu certo! Desenvolvido pela Wolf Tean, o  primeiro estúdio subsidiário da empresa, Valis nasceu lotado de cut cenes que contavam uma intrigante história (pelo menos para a época) entre mundos paralelos, destruição e colegiais de saias curtas!  Qual japa não iria querer acompanhar uma série dessas? O resultado foi que Valis se tornou um dos melhores games do MSX, foi portado pra tudo quanto foi console e computador da época, teve continuações muito populares e fez a empresa crescesse e ganhar notoriedade. Logo ela já desenvolvia games para as principais plataformas do mercado, como o Megadrive, o SNES e principalmente, o PC Engine. A Wolf Tean se destacava no Megadrive com séries do patamar de Arcus Odissey, mas ela já não era a única subsidiária da empresa! A Telenet já era grande, possuía vários estúdios como a Riot, a Laser Soft, e a Renovation, a subsidiária americana da empresa que era responsável pela publicação dos games da Telenet nos States.

Tudo ia muito bem. A empresa crescia, lançava jogos do calibre de Gaiares e El Viento, oferecia apoio total ao recém-lançado MegaCD colocando seu melhor estúdio, a Wolf Team, a cargo do desenvolvimento de jogos para o console, mas ai as coisas começaram a não andar tão bem.

El Viento, uma franquia que tinha muito potencial para ir longe devido ao seu excelente enredo, foi sumariamente assassinada pela Telenet no MegaCD, e isso começou com o jogo Earnest Evans, que gastou uma verba exorbitante para desenvolver uma técnica de sprites múltiplos para criar o corpo do personagem mas que acabou em desastre. Controlar Earnest era simplesmente terrível, e o jogo foi um fiasco sem tamanho. Depois com o segundo jogo de El Veito, Annet’s return, que em vês de seguir a fórmula do primeiro game, virou um beat’n up escroto. Aqui jaz El Viento.

A Telenet continuou investindo pesado em games para o Mega CD, lançando toda a série Arcus Odissey para ele e mais alguns bons títulos, só que como todo mundo sabe, o aparelho não vingou, a Telenet perdeu mais grana ainda e decidiu tentar a sorte com seus títulos no SNES, o console do momento. E foi aí que surgiu a versão SNES de Valis IV, que só serviu pra queimar o filme da empresa para com os fãs do videogame.

Aí o negócio desandou: a Telenet, endividada, vendeu a Renovation para a Sega a troco de banana! Suas subsidiárias aos poucos foram sendo novamente incorporadas à empresa para que eles pudessem manter um controle mais rígido sobre os funcionários,  e quando isso começa a acontecer, o que vem em seguida? O pessoal começa a abandonar o barco, e o melhor estúdio da Telenet, o Wolf Tean, foi o que sofreu mais baixas.

Agora caros amigos Retroaventureiros, prestem atenção NO QUE SE ORIGINOU da Wolf Team… É IMPRESSIONANTE:

O primeiro a abandonar o barco foi Masaaki Uno, compositor da Wolf Tean, que arrastou um pessoal junto com ele e,  juntando forças com  uma subsidiária descontente da Sega conhecida como Sonic!Softwae Planning,  fundaram nada mais nada menos que  a CAMELOT, das séries Shining, Golden Sun, Beyond Oasys, etc.

Outros 3 carinhas, Yoshiharu Gotanda, Joe Asanuma e Masaki Norimoto, que estavam à cargo de um super RPG chamado Tale Phantasia, caíram fora também, e levando junto deles mais uma galera do estúdio, formaram a TRI-ACE, de onde vieram as séries Valkyrie Profile e Star Ocean.

Mas por que eles cairam fora? Por que este novo RPG que eles estavam criando chamou a atenção da gigante Namco, que com carta branca da Telenet, começou a dar pitacos demais no game, o que irritou os cabeças por trás dele. O game deveria se chamar agora Tales of Phantasia, e a Namco investiu pesado no projeto até praticamente COMPRAR a Wolf Team, mudando seu nome mais tarde para NAMCO TALES STUDIO, que perdura até hoje!!

Rapaziada, deu pra entender o que era  WOLF TEAN? Tri Ace, Camelot, Namco Tales Studio… Fora os gato pingado que foram para outras empresas de grande porte!

A empresa que poderia ter sido uma das MAIORES DESENVOLVEDORAS DE RPG’S DO MUNDO, acabou no final das contas, vivendo de criar jogos fuleiros de esporte aqui e acolá. Em 2004, lançaram um box especial da série Valis chamado Valis Complete, que continha os 4 jogos da série e uma miniatura de Yuko em uma caixa bem estilosa, coisa que causou uma certa esperança de ressurgimento da empresa nos fãs da série, mas em meados de 2006, aconteceu o pior.

Prestes a falir, a Telenet resolveu ceder os direitos de suas franquias Arcus e Valis para uma softhouse de jogos hentai, de onde saiu a maior atrocidade que a empresa poderia ter feito para com os fãs de uma das séries mais populares que ela criou: Valis X, um jogo hentai de tentáculos.

É, Tentáculos… aqueles animes pornográficos japoneses bizarros onde demônios depravados adoram depositar dezenas de tentáculos nojentos e asquerosos em… Bem, dexa pra lá.

Claro que teve japa retardado que gostou, mas os verdadeiros fãs da série, que eram milhões espalhados pelo mundo, amaldiçoaram a Telenet pelo resto de sua curta existência, que durou até meados de 2007, quando a companhia finalmente bateu as botas.

Do céu ao inferno, foi o triste fim da Telenet, mas não de seus jogos!

No final do ano passado, uma notícia muito bem vinda correu a internet, mostrando aos fãs órfãos da série Valis e de tantas outras que morreram junto da finada Telenet, o que pode ser um pequeno ponto de luz no fim de um interminável túnel tão escuro quanto um buraco negro: a Sunsoft acabara de adquirir os direitos de mais de 100 títulos da empresa, com planos de lançamentos dos mesmos no Virtual Console do Wii.

Como agora as franquias são dela, nada impede que novos games possam aparecer, e não só da série Valis, mas de todas as franquias criadas e  assassinadas pala Telenet.

Eu, como um Grande fã de Yuko Asho, uma das primeiras Grandes Heroínas dos games, fico  na torcida!

Esse é o final do maior especial que eu já ousei escrever. Talvez a série Valis não mereça tanto assim, mas eu sou fã, fazer o quê?

Obrigado a todos que lerem e gostarem da coletânea de sensações  e emoções que é esse post, e até breve, pois de onde veio esse, tem muito mais… ma não desse tamanho!

Tópicos relacionados:

>>>>RetroReview Especial Valis: parte 1

>>>>RetroReview Especial Valis: parte 2

>>>>RetroReview Especial Valis: parte 3

Fim