Relembrando e resumindo a explicação que o negão fez na primeira parte dessa matéria: o jogo é bom, ninguém ou pouca gente jogou ou conheceu na época ou até mesmo agora, é UNDERRATED. Tudo que é sistema tem jogo pra caramba que se encaixa nesses requisitos! Nós mesmos jogamos vários, é só você se lembrar daquele jogo que nenhum amigo seu conhecia e que você alugou por falta de opção, mas acabou adorando. É bem capaz que você lembre de mais de um!!

O NES é um dos videogames que mais tem jogos desta categoria, grandes pérolas, excelentes games, algumas até mesmo premiados que ficaram no total anonimato em muitos paises,  contando o nosso Brasil Varonil.

Agora o Retroplayers traz os últimos 5 Underrated Nes Games para assim, completar a lista dos 20 melhores títulos mais sem notoriedade da história deste console tão querido por nós retroaventureiros!

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5- Adventures of Lolo

Um dia, finalmente, a inteligência chegou aos videogames, e este fato ocorreu quando Eggerland foi lançado, em 1985, para MSX. Antes dele o gênero Puzzle Game se resumia a Tetris e derivados, jogos de decisões e reflexos rápidos, mas com a chegada da série Eggerland, o gênero evoluiu para um novo patamar! Agora era necessário que o jogador deixasse as decisões rápidas de lado para quebrar a cabeça em meio a uma tonelada de calabouços cheios de enigmas cabeludos e combinações que deveriam ser desvendadas para se abrir o portão de acesso à próxima sala, obviamente, mais difícil que a anterior.

Adventures of Lolo é como nós conhecemos essa série por aqui! O game para Nes é uma recompilação (ou remake) do segundo game da série Eggerland, lançado para MSX 2 e Famicon Disk System. A aventura nos coloca no papel do herói oval Lolo, que foi escolhido pelo Rei Eden para salvar a princesa Lola (dã!) que, como toda boa princesa que se preze, deu um jeito de ser sequestrada!

Adventures of Lolo é um game excelente, que rendeu 3 continuações no ocidente  (2 para Nes e 1 para Game Boy) e um monte delas no Japão para várias plataformas inclusive PC e recentemente, Virtual Console do Wii, mas achar alguém que tenha jogado isso é tarefa pra Ninja!!

Pouca gente se quer conhece a série, e é pífio o número de pessoas que jogaram pelo menos umas 2 fases. Que terminaram então os 3 jogos da série para NES, só conheço 1 cara: eu!

O jogo é meio repetitivo? Tem gráficos meio fracos? A trilha sonora se resume a praticamente uma música só do início ao fim? Pode ser, mas o fator DIVERSÃO e IMERSÃO desse jogo é inigualável! Adventures of Lolo é um game viciante, daqueles que a gente não quer largar enquanto não descobrir a forma de atravessar aquela salinha lazarenta cheia de caveiras assassinas, e que nos faz pensar duas vezes antes de desligar o videogame por causa da vontade de fazer mais uma salinha lazarenta na sequência!

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4- Summer Carnival’92 – Recca

Ano de 1992, Japão: acontecia o segundo Campeonato Oficial de Desenvolvimento de Software da Naxat Soft, o Summer Carnival’92. A Naxat era uma softhouse famosa por seus títulos de extrema qualidade para o console Pc Engine (sim, aquela maravilha que chegou ao ocidente com o nome de TurboGrafix 16, mas com nem 10% da biblioteca de jogos existentes no Japão), e regularmente ela promovia esse campeonato no intuito de descobrir novos e talentosos profissionais, e quem sabe, beliscar uma franquiazinha nova. Foi aí que apareceu um tal de Shinobu Yagawa, e operou um verdadeiro MILAGRE no modesto Famicom: RECCA.

Tratava-se de um Shooter espacial de scrool vertical que simplesmente não era possível fazer no Famicom: o cenário passa freneticamente rápido enquanto uma cacetada de naves inimigas simplesmente derramam projéteis na tela no melhor estilo Ikaruga. Isso mesmo, Recca é um daqueles Maniac Shooters (Danmaku Shooter), aqueles jogos de navinha do tipo Ikaruga ou Radiant Silvergun, onde aparece tanto tiro na tela que fica difícil até achar a nossa navezinha em meio à saraivada de projéteis, ou seja, um game com uma quantidade extraordinariamente alta de sprites simultâneos na tela sem nenhum slowdown e sem nenhum flicker, e isso no HARDWARE DO FAMICOM (NES), aquele mesmo que no Megaman, quando tem meia dúzia de bicho na tela, fica tudo lento e os personagens piscam… Arghhh!!!

Ao longo das 4 fases do game, temos que detonar hordas de inimigos e sempre um chefão gigante tão mal-intencionado quanto armado a cada transição de uma etapa pra outra, e para isso utilizamos 5 tipos de armas diferentes que podem ser melhoradas com Power up’s recolhidos durante a peleja.

Ao término do jogo, mais 4 fases são liberadas em um modo de game diferente que aparece no menu inicial, ou seja, o game é espetacular, curto, difícil, e tem um fator de Replay bem elevado.

Só que esse milagre da programação nunca chegou a sair do Japão, e mesmo lá, em uma época em que os consoles da próxima geração (Megadrive, Snes e Pc Engine) já fervilhavam, Recca acabou por ser apenas um Milagre Sem Notoriedade. Quem dera tivesse sido lançado antes, bem antes!

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3-  The Guardian legend

The Guardian Legend é um game que eu só fui conhecer a pouco tempo atrás, no emulador de Nes para PSx. E eu acabei jogando muito de tão interessante que era esse jogo! A princípio era um Shooter Espacial Vertical muito competente e bonito que eu comecei a jogar por gostar mesmo do estilo, mas fui surpreendido quando na próxima fase, uma gatinha muito bem armada apareceu a pé e  em um ambiente que me lembrou muito as etapas fora do tanke Invocado de Blaster MasterThe Guardian Legend é um híbrido de Shooter espacial com ação/aventura, a protagonista é uma andróide metamorfa que tem como objetivo, se infiltrar nas diversas bases de um gigantesco planeta-nave alienígena que vai em direção à  Terra cheio de segundas intenções, e descobrir um meio de destruí-lo antes que ele chegue ao seu destino.

As fases aéreas constituem o caminho entre uma base e outra, possuem chefes mal encarados no final e logo depois, começam as fases a pé, que constituem as infiltrações. Uma vez dentro das bases, a andróide deve detonar os aliens ao mesmo tempo que  faz aquela vasculhada geral em busca de switches e mecanismos de proteção que possam liberar o caminho para a sala de controle da base, onde ela vai digamos, fazer aquela zona nos sistemas.

O game tem gráficos muito bons e coloridos, com sprites e cenários muito bem feitos e uma trilha sonora no mínimo decente, as fases a pé são bem variadas, cheias de Power Up’s para serem recolhidos e possuem um fator de exploração muito atraente. A jogabilidade se torna um pouco repetitiva com o tempo, mas nada que atrapalhe, pois o jogo termina antes deste fator realmente começar a encher o saco.

O game foi muito bem aceito pela crítica especializada da época, apesar de ter sido tachado de clone de Baster Master por ter sido lançado logo depois deste, mas mesmo com a boa aceitação da mídia, o game não caiu muito no gosto do povão, e acabou sendo esquecido em pouco tempo. The Guardian Legend tem méritos próprios o suficiente para ser mais um excelente game, mas pra variar, que quase ninguém jogou!

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2- Journey to Silius

Jogasso de tiro da Hudson, que estreou nosso RetroVideocast pelas mãos do Nigaz. No ano de 0373 do novo calendário estelar, a falta de televisão na terra fez com que a população aumentasse a níveis alarmantes,  e isso obrigou os humanos a partir rumo a colônias espaciais. Jay McCray, filho de um renomado cientista responsável pelo projeto da Estação Espacial 428 do Sistema Solar Silius, se preparava para partir da Terra rumo a tal estação, mas antes que isso pudesse acontecer, uma enorme explosão destrói parte da estação, acabando com toda a equipe de desenvolvimento, incluindo o Pai de Jay, e destruindo todos os dados relativos ao desenvolvimento do local.

Mais tarde, Jay encontra na casa de seu falecido pai, um disquete contendo os planos completos da estação espacial Silius juntamente com uma mensagem pessoal de seu pai, que já prevendo o acontecimento, conta a Jay que se os terroristas tiverem sucesso em destruir a colônia espacial 428, ele deveria agora proteger os dados gravados no disquete. Jay parte então ao encontro dos terroristas para se vingar da morte de seu pai, e para isso, ele precisa chegar até o Sistema Solar Silius.

O jogo é simplesmente excelente, e é difícil entender o por que de tanta gente nunca ter ouvido nem falar dele!! Gráficos muito bons, bem acima da média do Nes, trilha sonora simplesmente milagrosa, dificuldade pauleira e um monte de inimigos enormes em um jogo que requer paciência, inteligência e acima de tudo, ótimos reflexos!! A jogabilidade é similar a games como Megaman: ação a dar com pau com várias armas e itens espalhados pelo caminho, só que um pouco mais travada. São apenas 4 fases longas e difíceis, sempre com um chefão grande e lazarento no final delas que irá exigir muita dedicação dos jogadores que se atreverem a desafiá-los.

Pois é, mais um jogão aclamado pela crítica, cheio de notas excelentes, que sempre figura nas listas de melhores do Nes, e que ninguém jogou! Este é Journey to Silius, e não perca o RetroVideocast deste game!!

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1- Solstice

Agora, chegou a vez de apresentar a vocês caros amigos retroaventureiros, o Melhor Game menos jogado do Mundo!! Solstice era simplesmente MARAVILHOSO. Trata-se de um Puzzle\Adventure épico de visão isométrica, que se passa dentro de um castelo extraordinariamente grande e com centenas de salas lotadas de segredos e armadilhas. É no meio disso que Shadax foi jogado depois que um cara mal intencionado resolveu sequestrar a sua gata! Só que Shadax é um mago, mestre das poções e bom de pulo (não é nenhum Mario, mas dá pro gasto), e isso deverá ser suficiente para que você possa ajudá-lo a encontrar todas as partes do seu cajado mágico e por final, vencer o colossal labirinto que o cerca para reaver sua garota!

Dificílimo, com excelentes gráficos, enorme e inteligente, uma trilha sonora midi milagrosa, muitas horas de jogo e por final, O ESQUECIMENTO!

É uma coisa impressionante: o game ganhou louvores da crítica especializada da época como um dos melhores jogo de labirinto e puzzle já feitos, recebeu as melhores notas possíveis, foi premiado em vários concursos de jogos da época, e mesmo assim, quase ninguém jogou.

Tive o prazer de jogar Solstice na época e em uma fita alugada, lembro que usei um código secreto (uma sequencia interminável de A’s e B’s) que deixou o personagem com vidas infinitas, e mesmo assim, não consegui terminar o game tamanha ignorância dos programadores ao criarem um castelo tão grande e labiríntico!! O jogo não tem save, desligou o videogame, perdeu tudo, então vidas infinitas era apenas uma ajudinha de nada nesse jogo! Tente e verás!

Vale  citar que a sequencia desse jogo, EQUINOX para SNES, se tornou bem mais conhecida, mas continuou underrated também!! É a sina!!

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É isso ae rapaziada!!! Final da matéria sobre os Melhores jogos de NES que ninguém jogou, e aguardem por que em breve, TOP 20 UNDERRATED SNES GAMES!

Tópicos Relacionados:

>>>TOP 20 RETROPLAYERS : UNDERRATED NES GAMES Parte 1
>>>TOP 20 RETROPLAYERS : UNDERRATED NES GAMES Parte 2

Fim