É verdade que esse negócio de Underrated também é um pouco relativo, pois o game pode ser inteiramente desconhecido em um país enquanto é cult no visinho. E no nosso caso, os jogos que sabíamos que existiam, bons ou não, eram aqueles que as revistas nos apresentavam em suas edições mensais, com rápidas resenhas e notas sem muito sentido que não ajudavam em absolutamente nada quanto à saber se o jogo prestava ou se fazia sucesso lá fora.

Assim, quando a gente ia alugar o originalzão na game-locadora (putz, isso nem existe mais kkk) e percebíamos que as opções de jogos inéditos e conhecidos ja tinham acabado, a gente arriscava pegar aquele joguinho  do encarte atraente, porém desconhecido que já pensávamos ser no mínimo meia-boca por ele nunca ter aparecido em revista nenhuma, e que só estava lá ainda disponível por que o cara que passou antes de você e pegou o game que você queria, pensou a mesma coisa dele.

Eram nestes momentos que nós descobríamos jogos inesquecíveis, mas que inexplicavelmente, não apareciam na mídia mundial.

Esta é a primeira parte da minha lista dos melhores jogos de Nintendinho que só eu e mais meia dúzia de gato pingado no Brasil deve ter jogado na época, a minha parte do Top 20 Underrated Nes games, que eu dividirei em 2 partes pra não ficar muito grande (se bem que já está).

Obs: Vale citar que os games dessa lista são os que EU JOGUEI, portanto, vários títulos obscuros por ai continuarão  sem aparecer! A lista também não está em ordem de qualidade, e sim de obscuridade aparente!

10- Blaster Master

Apesar de Blaster Master ser uma das franquias de maior sucesso da Sunsoft, achar alguém que tenha jogado o primeiro dos 5 games dela é uma tarefa bem hard!! E não é pra menos, pois apesar de ser um excelente game sempre presente em tudo quanto é lista de melhores do console, quase ninguém jogou ele fora do Japão, pois não houve apelo nenhum por parte da mídia, trocaram o nome do game (o original japonês se chama Metalfight) e literalmente arruinaram a história. Imagine você sendo um adolescente com seu sapinho de estimação! Um dia o escamoso foge e em em vez de tentar atravessar a rua e ficar famoso, ele esbarra em um elemento radioatívo que Deus sabe lá por quê, estava no seu quintal. Ele sofre uma mutação, fica enorme, e foge pra dentro de uma caverna super inofensiva que fica logo ali do lado, e que é passagem só de ida para um gigantesco mundo subterrâneo. Agora imagine que  você, nosso herói adolescente caçador de sapos gigantes, corre pra dentro dela também e acaba encontrando estacionado uma super mega máquina destruidora de monstros mutantes, o poderoso Tank SOPHIA 3rd (que em inglês significa Subatomic Omni-directional Probative Hyper-responsive Indomitable Abdicator 3rd Design, não é brincadeira!!), que Deus sabe lá por quê ², está largado lá também.

O resto é história, ou melhor, é a excelente história da versão americana do game…. é mole??? No original Metafight,  a história gira em  torno do soldado especial Kane Gardner, piloto de um super poderoso tanque de guerra protótipo chamado Metal Attacker. Kane é enviado ao longínquo planeta  Sophia o 3º, e sua missão é se infiltrar nos inacessíveis subterrâneos do planeta para dar fim no líder de um império de criaturas alienígenas que planeja decretar guerra contra a terra, o Imperador Goez. Bem melhor, não?

O game possui gráficos excelentes, jogabilidade precisa, 2 modos de jogo (em side scroll clássico, que pode ser  tanto dentro quanto fora do tanque, e em visão panorâmica, onde o personagem pode andar pra qualquer lado tipo Zelda), um monte de power up’s pra se coletar e mapas enormes e complexos para se explorar. Cada fase do game tem um lider final pra ser detonado, e sem uma grande dose de exploração nos cenários, não é possível abrir caminho até eles! É um jogão!

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9- Burai Fighter

Burai Fighter é um side scrool shooter fenomenal! O game foi desenvolvido pela saudosa Taito, mas foi trazido ao ocidente pelas mãos da Taxxan, uma empresa que vivia justamente de trazer jogos de NES do Japão para o Ocidente. Este é um game tão underrated que eu só fui conhecer a pouco tempo atrás, jogando Nes no emulador para PSx da minha noiva, aquela velha história que eu ja falei algumas vezes por aqui!!

Comecei a procurar jogos no meio daquele porrilhão de nomes, e entrei por acaso no tal do Burai Fighter: simplesmente não conseguia mais parar de jogar. Só não terminei porque o maldito game teimava em travar lá pra fase 6, emulador zuado do hell!

Em Burai Fighter, controlamos um herói em um super traje voador capas de atirar pra tudo quanto é lado para devastar inimigos mecânicos enquanto recolhe vários tipos de armas diferentes e power up’s, que vão dês de upgrades para o armamento até  dróids de suporte. A jogabilidade é muito boa, a dificuldade é balanceada e não irrita muito não, e os gráficos estão na média do console, bem ao nível de games como Contra e Gradius.

De acordo com o manual inglês, que está errado com certeza, precisamos destruir as SETE BASES DE BURAI, CYBORGS SUPER INTELIGENTES (?????), deu pra entender?? Não né… Mas no original japa é bem provável que o herói esteja invadindo algo alienígena pra destruir algum invasor metido a besta!

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8 – Kamen no Ninja Hanamaru

Underrated é pouco para esse game. Kamen no Ninja Hanamaru (Masked Ninja Hanamaru) é um jogo de ação e aventura side scrool desenvolvido pela Capcom em Março de 1990, que mostrava as aventuras de um garoto ninja  mascarado lutando contra um império inteiro de ninjas assassinos espalhados pelo mundo, utilizando como arma apenas o seu falcão revoltado.

Era um game de plataforma clássico com jogabilidade bem variada, fases coloridas e muita dificuldade, um game até mesmo, de certo modo, bem mau projetado se formos pensar que foi desenvolvido pela grandiosa Capcom.

Características do game: você morre com apenas um encostão, sua arma (o falcão) vai e vem igual um bumerangue, você recolhe cartas durante as fases para usá-las no final delas em um card game, fora o seu ataque de falcão, o personagem usa técnicas mágicas do tipo tremer a tela para detonar tudo que estiver nela, a dificuldade é altíssima, a jogabilidade é boa com exceção à fase de gelo onde o personagem escorrega pra qualquer lado menos o que você quer,  e perto do fim a apelação de coisas que aparecem do nada na tela e te acertam é extremamente irritante, mas ainda assim, milagrosamente o game consegue ser viciante! Essas características lembram algum jogo em especial? Não? Talvez esse:

Sim senhor, é o Yo!Noid versão japa!!

Kamen no Ninja Hanamaru é o game da Capcom que devido às diferenças culturais marcantes e a uma boa grana recebida de um patrocinador (a Domino’s Pizza, franquia de lojas de pizza a qual Noid era mascote), acabou sendo todo alterado meses depois do seu lançamento japonês para  se tornar o clássico do desespero Yo! Noid, que por sinal, merece um RetroNeurose…FAREI!!
Todas as fases, inimigos e demais apelações estão lá, porém estão com suas roupagem e história de fundo originais.

Graficamente o game japonês fica  bem atrás do americano, pois os cenários do encapado são bem mais detalhados e bonitos que os do game original, mas de resto é tudo igual!

Daí ja dá pra entender o por quê de este game ser tão uderated: até saiu aqui no ocidente, mas completamente diferente, mesmo caso de Super Mario 2. Em comparação entre as duas versões, prefiro ficar com Yo!Noid mesmo, por que além de ser mais bonito, a insanidade do game combina mais com o Noid… Um ninja mascarado de skate não é nada legal né!

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7- Lickle: The Legend of the Holly Bell

Lickle: The Legend of the Holy Bell (Seirei Densetsu Lickle), traduzido porcamente pra Little Samson, é um verdadeiro jogaço! Foi desenvolvido por uma tal de Takeru em uma época em que reinava absoluto o gênero plataforma, e sua missão era criar uma nova franquia para que a Taito (Publisher) pudesse disputar um lugar ao sol com as outras softhouses e seus títulos de sucesso no segmento, como Megaman da Capcom e Adventure Island da Hudson.

Só que inexplicavelmente, o game não vingou! A aceitação do título foi pífia, e o game acabou indo direto para o limbo dos grandes jogos ignorados. Eu na época poderia citar vários motivos para achar que esse game havia sido um verdadeiro arrasa-quarteirões em vendas e em notoriedade, mas a verdade foi bem mais triste.

Lickle conta a história de um quarteto de heróis que é convocado pelo Rei da região para detonar um ser maligno que havia se libertado de sua prisão mágica, e que agora, queria por em prática seus planos de dominação. A princípio, jogamos uma fase introdutória com cada um dos heróis que termina sempre no castelo do Rei, que é onde realmente começa a peleja.

Durante o game, podemos trocar de personagem a hora que quisermos, e cada um deles possui características muito bem definidas e diferentes formas de ataque, força e defesa, como por exemplo, Golem, o herói  de pedra que possui braços que podem esbofetear para qualquer direção, ou Mouse, o herói camundongo super rápido que pode andar em qualquer parede inclusive de ponta cabeça, uma verdadeira barata!!

O design das fases faz com que sejamos obrigados a utilizar todas as peculiaridades dos personagens, e a jogabilidade ajuda muito nessa hora, pois é precisa e nunca falha aquele comando na hora do perreio. Elas apresentam múltiplos caminhos onde o objetivo é atravessar o mapa em direção ao castelo do safado do mau, e esse sistema é bem interessante e muito bem sacado, por exemplo: se estamos passando lá por cima em uma fase situada no topo das montanhas, se cairmos em algum buraco, agente não morre, pois por incrível que pareça, o buraco tem fundo!! A gente cai nas fases mais pra baixo, e continua por outro caminho! Tudo isso regado a gráficos lindos e bem acima da média do aparelho.

Em suma, EU SEI LÁ COMO ESSE JOGO PODE SER TÃO OBSCURO, pois é uma aventura impressionante! Ah, pra se ver o final do jogo, tem que jogar no NORMAL, pois o EASY só vai até a penúltima fase.

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6º – MetalStorm

Qual foi o primeiro jogo de MECHA da sua vida? Aquele da época em que você nem sabia o que significava isso?? O meu foi METALSTORM, mas eu continuava sem saber o que significava o termo Mecha!

Desenvolvido pela Irem, a mesma produtora de de R-Type, MetalStorm nos colocava no comando do Robozão bélico M-308 Gunner, e a nossa missão era invadir uma gigantesca base militar situada em outro planeta e controlada por um super computador, que havia entrado em parafuso e resolvera botar os humanos do local pra correr. Como a base era fortemente armada, só mesmo um robozão blindado e igualmente poderoso para poder invadir o local e ensinar as boas maneiras para o PC com pau.

O game foi lançado em 1991, e era um senhor shooter de plataforma  que possuía alguns elementos de exploração e ação inéditos, com destaque para o flip gravitacional: um poder que permitia ao mecha grudar e andar no teto como se estivesse no chão! Fases bem desenhadas nos obrigavam a utilizar muito e de forma estratégica esse sistema, que acabava se tornando vital para o sucesso nas missões, que eram longas pra caramba e sempre terminavam em um chefe cabeludo para se detonar.

E o tamanho desse cabelo era o defeito grave do game  que espantou o quase que totalmente o público desse título e o jogou no limbo dos bons games sem notoriedade: a dificuldade beirava a insanidade! Ela aumenta gradativa e absurdamente  rápido, chegando a um nível em que só é possível vencer as longas fases na base da decoreba! Eu mesmo desisti, não tive paciência para vencer a quinta fase do game apesar de achá-lo excelente em todos os outros aspectos: excelente jogabilidade, gráficos e parte sonora impecável. Mas fazer o quê? Não se pode vencer todas né? Mas um dia eu pego MetalStorm pra terminar, mas eu vou ter que estar inspirado… Bem inspirado MESMO!!

Ah, Mecha quer dizer simplesmente Mechanic abreviado, mas na cultura japonesa de animes e mangá, o termo remete a Veículos Blindados Bípedes de Combate, ou simplificando, robôs gigantes controlados por pilotos ^^.

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Bom pessoal, fim da lista de hoje, o final dela e 3º parte do Especial Underrated Nes Games chegará em breve!!

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>>>TOP 20 RETROPLAYERS : UNDERRATED NES GAMES Parte 1

Fim