RetroReview: Castlevania II: Simon’s Quest
Por Sabat Em 5 nov, 2013 as 01:48 PM | Com 2 Comments

Na época em que o meu desaparecido Phantom System era a principal atração tecnológica do meu quarto, existiu um curto intervalo de tempo em que eu tive uma singela e respeitável coleçãozinha de jogos de Famicom, aos quais eu jogava no console fazendo uso de um adaptador que havia comprado em uma loja no centro da cidade ao custo de algumas mesadas e muitas merendas escolares. Eu tinha títulos do patamar de Gradius 2, Mega Man 2, Gunsmoke, e quase sempre eu voltava na tal loja para comprar algum jogo, pois a biblioteca de lá era algo mágico, onde eu sempre encontrava nomes conhecidos e incrivelmente baratos, como aquele tal de Castlevania II. Se eu já havia jogado o 1, e o 3 estava com nota máxima na revista Videogame, claro que o 2 tinha que estar perdido em algum lugar, e possivelmente, devia ser um baita jogo, não é mesmo?

Sim, eu sabia que se tratavam de games para o “Nintendinho Japonês”, e apesar de serem quase sempre os mesmos jogos dos enormes cartuchos americanos, aqueles cartuchinhos pequenos e coloridos eram muito mais baratos e acessíveis!! Logo, a aquisição do adaptador para jogos padrão Japa foi um investimento imprescindível não só para que meu bolso não assalariado aguentasse aquela geração, mas também para que eu pudesse montar essa tal coleçãozinha ao qual me referi. Era quase como comprar 2 pelo preço de 1, e quando vi Castlevania II no meio daquele monte de jogos que eu revirava, tive certeza de que ele seria compra certa naquele dia.

Claro que eu só fui ficar sabendo tempos depois que aquele jogo era fruto da mais pura e descarada pirataria, pois o original japonês de 1987 só foi lançado para Famicom Disk System (cartucho mesmo, só americano, e em 1990), e claro também que eu achava naquela oportunidade que estava levando pra casa um baita jogo de videogame daqueles que eu jogaria por semanas a fio sem enjoar… A primeira afirmação se explica na pouca idade e ignorância no assunto, e a segunda… Bem, a segunda foi mais ou menos o que aconteceu mesmo, só que não do jeito que eu realmente imaginava.

Simon Belmont já era parceiro. Não que minha última aventura no comando do herói do chicote assassino tivesse sido muito vitoriosa… Na verdade eu havia levado um belo cacete do Dentuço Rei das Trevas após uma batalha épica contra a Morte e nunca mais consegui desafiá-lo novamente… mas pelo menos aquilo já havia servido de boas vindas para uma das franquias mais importantes da história dos jogos eletrônicos, e nada seria melhor do que detonar Castlevania 2 antes que eu pudesse por as mãos no terceiro título da saga, que já bombava nas revistas de games da época com reviews extremamente  favoráveis.

Pensando nisso, espetei o cartuchinho verde piratex no meu Phantom, e me deparei com uma bela tela de título que trazia o nome do jogo e a premissa para aquela aventura de Simon, algo mais ou menos da linha “não fiz o serviço direito, fui amaldiçoado, e só conseguirei quebrar a maldição se eu for capaz de juntar as partes do corpo do Drácula, evocá-lo, e chutar a bunda dele do lado certo.” O problema é que estas partes do dentuço foram espalhadas por toda a Transilvânia, e é ai que a aventura se mostrou completamente diferente do que eu esperava encontrar pela frente.

Castlevania 2: Simon’s Quest é um adventure com diversos elementos de RPG onde controlamos Simon em uma jornada pelos confins da Transilvânia atrás dos pedaços do vampirão, um caminho que se estenderá por diversas cidades e mansões, florestas, cemitérios, pântanos e cavernas cheios de seres das trevas prontos a impedir que o caçador de aberrações noturnas possa se livrar da maldição que o persegue. Imagine o Simon que estamos acostumados a ver metendo a  chicotada na galerinha do mau, subindo e descendo escadas, usando armas especiais, e todo o seu repertório de praxe, só que em um jogo onde não existem fases com chefes no final, só uma enormidade de caminhos perigosos que interligam diversas localidades cheias de itens a serem coletados e quase nenhuma informação de como usá-los ou pra quê servem, e quando eu digo quase nenhuma, é pra entender ao pé da letra mesmo. Um carinha diz ali que a Água Benta faz isso, outro diz que o Cristal faz aquilo, e só, o resto todo de qualquer informação que seja necessária para que o jogo ande é conseguida por pura intuição, repetição, desespero, ou uma singela cagada.

E não adianta, pode até mesmo ser erro de tradução, mas falta de exploração, isso nunca: é o jogo que não nos dá as dicas mesmo, os habitantes não falam nada com nada, alguns livros achados em paredes falsas parecem estar falando de outros jogo, e o pior é que alguns segredos são tão absurdos que não consigo imaginar como alguém os pôde descobrir tudo por conta própria!

E foi assim que eu joguei Castlevania 2 durante uns dois meses: password após password, dicionário inglês/português no colo, e andando para os lados a partir de uma cidade inicial procurando algum lugar que eu ainda não tivesse ido, pois tudo que é visitável, coletável, ou passível de ser descoberto sem qualquer ajuda interna ou externa nos permite ir até mais ou menos a metade do jogo apenas, e isso tudo eu já havia feito.

Castlevania 2 passou a ser aquele game que eu jogava as vezes, quando não tinha outra coisa pra detonar, e é verdade que graficamente ele é bem atraente! Possui planos de fundo muito bonitos e cenários muito bem acabados que mostram uma boa evolução desde o primeiro jogo da franquia. A variedade de inimigos espalhados pelos diversos mapas do game, sendo muitos deles inéditos, é bem satisfatória, e Simon está de visual diferente e mais definido, mas a principal e mais interessante característica gráfica da peleja é a mudança de tempo que acontece mais ou menos a cada 5 minutos: revezamento entre dia e noite, onde no primeiro os habitantes estão todos perambulando pelas cidades e os inimigos são mais fracos, e no segundo existem fantasmas andando pelas vilas e os monstros são bem mais parrudos. A paleta de cores muda de forma escurecer os cenários e os backgrounds, o que causa aquela bem vinda sensação de “Putz, trevas!”, mas a riqueza de detalhes para por aí: cidades e seus interiores, mansões e afins são pobres ao extremo, repetitivos, e nos dão a impressão de que estamos no mesmo lugar mas em um andar diferente.

Claro que em um determinado momento eu desisti do jogo, pois não tinha mais o que traduzir, o caderninho estava cheio de teóricos enigmas sem solução e uma ou outra passagem que eu havia descoberto na pura sorte já me mostrava que qualquer caminho secreto ainda existente no jogo estava longe de ser encontrado por meios naturais, seria necessário uma sessão espírita para tal. Uma destas passagens secretas que eu descobri na pura sorte envolvia a troca de itens entre uns habitantes de cor cinza de determinadas cidades para depois, deixar o Simon ajoelhado um tempo na frente de um rio… Caros amigos retroaventureiros, sem ter absolutamente mais nada para tentar, no desespero eu lembrei que em Castlevania 1 existiam aqueles determinados locais onde a gente ajoelhava e um tesouro brotava do chão, então eu simplesmente comecei a ajoelhar em tudo que era lugar suspeito, até que quando ajoelhei na frente daquele beco sem saída, a tela subiu e revelou uma passagem por debaixo do rio… NÃO EXISTE ABSOLUTAMENTE NADA NO JOGO INTEIRO DIZENDO QUALQUER COISA A RESPEITO DISSO! FOI NA CAGADA, A DITA CAGADA QUE ACONTECE DEPOIS DE MESES JOGANDO! Foi uma descoberta tão inesperada que eu juro que ouvi a música do Link achando coisa boa no baú… Outra parte foi quando o barqueiro me levou para um lugar diferente do de sempre, e eu só me toquei depois que a causa disso foi o item que estava equipado em Simon… OUTRA CAGADA, NÃO EXISTE NADA NO JOGO FALANDO QUE O BARQUEIRO CONHECE UNS ATALHOS!

Mas o enigma derradeiro que me venceu atendia pelo nome de Deborah Cliff, um desfiladeiro ao oeste que só tinha uma dica dada por uma mulher na cidade mais próxima: “Bata sua cabeça em Deborah Cliff para fazer um buraco”… Guarde estas palavras caro amigo retroaventureiro… Ali, após tentar todas as minhas técnicas jedies, jutsos e feitiçarias,  eu desisti de Castlevania 2, e pouco tempo depois, passei meu Phantom System pra frente como moeda de troca do meu Megão.

ÓBVIO que a fama de impossibru de Castlevania: 2 Simon’s Quest sobrevieu ao tempo, e isso me fez nos dias atuais, procurar saber qual era o tal segredo de Deborah Cliff, e quando vi, me deu vontade de chorar rindo de raiva. A dica diz para batermos a cabeça no penhasco, confere? Bem, acho que depois disso, a gente tem que se ajoelhar e por a mão na testa dizendo “puta queu pariu, doeu!” pois isso vai levar uns 5 segundos de agonia e tontura, tempo suficiente para que um maldito tufãozinho apareça e nos leve para outro lugar… Pior é que eu tentei ajoelhar lá, lembro com toda certeza, e não havia acontecido nada…

O jeito qual foi? Jogar de novo, é claro, e nada como um bom emulador pra celular para facilitar a nossa vida e… bem, na verdade não existe emulador que facilite a vida em celular algum… Se não existir um Gamepad, esqueça! Mas mesmo assim, foi no meu celular, no toutch mesmo (sou guerreiro), e jogando só nos meus momentos livres que eu cheguei novamente em Deborah Cliff, ajoelhei, e o tufão veio. Vai entender… Defeito na fita? Programação bugada no cartucho? Fases faltando? Não sei, mas o certo é que desta vez, pude ver alguns cenários diferentes daqueles repetitivos iniciais, resolvi enfrentar um inimigo que eu havia simplesmente deixado para traz da primeira vez, e finalmente, terminei o jogo.

Existem alguns detalhes importantes a ser levados em conta: no jogo inteiro, só enfrentaremos 3 chefes, sendo que em dois, a Morte e a Máscara, é possível passar direto por baixo simplesmente ignorando a cara feia deles. Muitos chamam isso de defeito do jogo, glitch, troço mal feito, aff, etc e tal, mas a verdade é que essas possibilidades foram feitas de propósito. Se o jogador preferir lutar contra os inimigos e vencê-los, ganhará dois itens muito bons no jogo, uma faca dourada de arremesso poderosíssima, e uma cruz que aumenta a resistência de Simon. Ignorando os chefes, simplesmente o jogo continua sem estes itens, o que o torna mais difícil. Uma escolha diferente dos programadores, no caso, que seguiu a proposta do jogo. O 3º chefe obviamente é o Drácula, que só aparecerá nas ruínas de seu castelo quando o jogador obtiver todas as partes de seu corpo, e antes disso nem adianta ir até lá. Sim, tem muito vai e volta, e se o jogador não seguir um tutorial ou coisa do tipo igual o Senpai adora fazer, acontecerá com ele igual aconteceu comigo: o cara vai jogar por meses até descobrir tudo… ou quase tudo. E essa demora pela primeira vez influencia diretamente no final do game: Castlevania 2 tem três finais possíveis, e dizem que cada um deles depende do tempo que o jogador leva para terminar a aventura. Não testei tão a fundo assim para ter certeza disso, e nem vou!

A trilha sonora do jogo é excelente, tão memorável quanto no primeiro título. Apesar de jogar no celular naquele toutch horrível e morrer toda hora por causa disso, era sempre um prazer ouvir as poucas melodias do game. Sim, se o game tem 5 ou 6 músicas no total é muito, mas todas são muito bem feitas e a maioria bem conhecidas, inclusive a música Blood Tears nasceu neste jogo e foi remixada à exaustão no decorrer da franquia. Confira, ou melhor, curta as diversas versões deste clássico sonoro dos games:

A pouca variedade musical pode enjoar um pouco, principalmente quando se reveza muito locais comuns entre dia e noite, mas eu sempre parei de jogar antes que isso acontecesse então pra mim, ta ótimo!

Castlevania 2: Simon’s Quest veio com uma proposta diferente e que não deu muito certo. Muitas boas ideias poderiam ser melhor lapidadas, as rotas poderiam ser mais específicas, e os segredos poderiam ser mais decifráveis aos olhos dos mais observadores, mas a falta de experiência na hora de criar algo com tantos elementos incomuns falou mais alto. A aventura ficou indecifrável, inconsistente, e isso afugentou o público, tanto que fez com que a Konami voltasse às suas raízes no próximo jogo da franquia. Ainda assim, este segundo episódio tem seus bons momentos, mesmo que aos olhos dos mais críticos, eles se resumam à sua exemplar trilha sonora. Aos meus olhos, posso dizer que muitos jogos subsequentes se basearam em elementos deste jogo em suas concepções, como a existência de caminhos alternativos, rotas secretas, e enigmas sequenciais.

É possível se divertir jogando Castlevania 2, só que isso é uma tarefa um pouco difícil. Não tão difícil quanto juntar todas as partes do corpo do Drácula para depois desmembrá-lo de novo, mas é difícil. Eu consegui as duas coisas, só demorei uns 22 anos pra isso ^^.

Galeria:

Castlevania_II_Simons_Quest_review-retroplayers.13

Fim

- Chefe do Retroplayers porque o negócio é meu, jornalista porque a lei me permite, crítico de jogos e filmes porque sou chato, saudosista porque tenho bom gosto, e Analista de Informática porque algo tem que me dar dinheiro né!

  • http://www.retroplayers.com.br/ Jeff

    Ahh, então é por tudo isso Sabat que eu não conseguia avançar no game??
    Até tentei jogá-lo há alguns meses. Não sei se vou continuar após este review, mas gosto de mais da franquia!!!
    Essa de glorificar de pé foi hilária kkkk!! Ri demais aqui!!
    E a leve alfinetada no Senpai hem? kkkk!!

    • http://www.retroplayers.com.br Sabat

      Sim Jeff, era por isso XD

      ahuHAUhauHAUhauH

      Gostou das tiradas mano? kkkk E se um tópico meu não tiver dessas, DESCONFIE!!! xD

  • Darkbbbbbbbx

    “Prossess”?-AVGN.
    uahaauhauhauhuah eu já joguei pois tbm adoro a franquia mas…é ruim cara hahahahaha.
    não cheguei nem no primeiro chefe, e isso pq eu terminei o
    I e III.
    esse jogo tem uns segredos muito mal projetados.Além de
    ter que ficar tomando cuidado pra não perder os corações é uma idéia bem ruim.Botar alguns elementos de RPG foi uma boa,mas não foi feito direito.Se você ganhasse experiência ao matar os monstros acho que faria mais sentido.

    Acho que a versão do MSX2 Vampire killer é mais aceitável do que essa,mesmo o jogo sendo bem diferente.

    • http://www.retroplayers.com.br Sabat

      É isso mesmo Dark, diria que os enigmas são até muito legais, o problema é a resolução deles…. FALTARAM DICAS OU INSINUAÇÕES OU OU SINAL DE FUMAÇA que nos permitisse descobrir essas coisas.

      Prefiro jogar Vampire Killer pra poder opinar ^^

      • Darkbbbbbbbx

        Exatamente!!! essas faltas de dicas que mataram mesmo.
        Hehe tente jogar qualquer dia só não espere a mesma qualidade de Castlevania I e III de Nes haha.

        Bom fim de semana!

        • http://www.retroplayers.com.br Sabat

          Tem quem diga que o VK é muito louco, que é o melhor, que sei lá mais o quê…. Bom, só jogando mesmo pra saber né XD

  • diogo.j15

    eu axei q a jogabilidade em relaçao as batalhas e ao uso dos itens muito boa, essa parte junto com as melhorias graficas e a bela trilha sao sem duvidas elementos de um grande jogo. no entanto a jogablidade de exploraçao e decifragem de enigmas ,como ja é exaustivamente falado na net, é de fato muito imaleável, dificultosa e afastante, tem q ter muita paciencia pra jogar esse jogo. eu mesmo tentei duas vezes, e engraçado, em ambas entusiasmado, na segunda vez mais ciente de suas precariedades, mas ainda sim bastante esperançoso, masdepois de alguns dias acabei por desistir, nao q o jogo nao valha a pena, na verdade o axo muito bom, e ate aumentaria um pontinho na nota do sabat pra arredondar pra 70, mas em vista de gradiosos jogos de rpg e aventura com elementos rpg q eu nunca havia jogado (pois ate pouco tempo eu torcia o nariz para estes), finalizei a jogatina por falta de resistencia e por sentir q deveria dar prioridade a estes grandes titulos. em fim, é uma empreitada dificultosa,mas qtrara suas reconpensas

    • http://www.retroplayers.com.br Sabat

      Pois é Diogo, foi devido a sua experiência pessoal que eu retirei aquele 1 pontinho cara: QUASE TODO MUNDO QUE JOGA DESISTE e não é por que o jogo é ruim ou feio, é por que algumas coisas nele simplesmente FAZEM a pessoa desistir, como os enigmas. Faltou pouco para o jogo ser ótimo =/

      • Juste Belmont

        Eu zerei,mas foram anos depois,no Emulador e com detonado.Quem adivinharia que precisava ajoelhar-se no laco por 5 segundos com o cristal azul para revelar uma passagem?

  • Leandro alves

    é, até o James Rolfe/AVGN tem raiva do game. mas foi a tentativa da Konami misturar Zelda 2 com Castlevania que deu nisso aí, eu zerei e fiz o pior final, mas também, terminar o game em menos de sete dias (no jogo) num dá velho

    • http://www.retroplayers.com.br Sabat

      É rapaz, ele DETESTA o game MEEEESMO, mas pera ai… 7 dias???? 7 DIAS DO GAME PRA TERMINAR O JOGO??? só usando cheat!!!

  • Rokuman Senpai

    Excelente Review Sabat!

    Estou totalmente de acordo contigo, adorei o texto e apoio totalmente até a nota, devido até a explicação… E até a explicação em que você me cita no Review… E digo mais! Eu utilizei Faq para terminar o primeiro Zelda no Disk System junto com meu amigo Fabinho (Haido) e não tenho medo algum de falar isso… muito menos vergonha… e vou utilizar no castlevania 2 se for preciso… eu não posso mais perder tempo nos dias de hoje… o tempo é precioso… tempo que posso gastar tentando passar um jogo de fase, coisas difíceis… exploração não é o meu forte… mas não nego que fico feliz quando descubro algo em algum game XD

    Parabéns novamente Sabat ^^

    • http://www.retroplayers.com.br Sabat

      Opa Senps XD Eu sei que vc é faqzeiro mano heuehueu mas é parcerão de jogatina em dupla!! É nóis pegando o frango atrás da lixeira XD

  • Gle Jogador

    Wel, wel, wel !!!

    É raríssimo as pessoas que curtem este jogo, eu sou um
    deles.

    Não me lembro porque gostava tanto deste jogo, talvez, pelo
    mesmo motivo que curtia Ninja Gaiden, Double Dragon e Mega Man 2… Bem demorei
    muito para virar este jogo, quase com as mesmas descrições narradas por ti.

    Mas sobre as partes hiper secretas, lembro que alguém falava
    que um Crystal Blue faz o Simone agachar-se por lagoas e revelar ilusões… no
    jogo mesmo.

    Olha que feliz descoberta, ao ler com detalhes os
    comentários dos demais vi que existiam outras versões e encontrei uma bonita
    que nos 4 minutos e 52 segundos aparece a tela comentada. Até mesmo o jogador
    fica frustrado. Show, veja:

    http://goo.gl/tQbY8L

    Vale a pena rever… quem sabe baixar, veja o link do
    download:

    http://goo.gl/KSHxZY

    Sr. Sabat, muito obrigado por fazer este review, que mesmo
    não sendo seu gosto, noto que sempre respeita e dignifica tanto o jogo como os
    jogadores!!!

    Bem este é o meu comentário, que a força esteja com retroplayers!!!

    ( @ggames2k )

    • http://www.retroplayers.com.br Sabat

      Fala Gle ^^ Tudo bom cara? XD

      Olha, no meio do jogo tem um cara que dá uma dica do que o fazer com o cristal, dizendo que ele pode “revelar coisas”, mas não tem nada no jogo falando de ajoelhar… pelo menos nas duas vezes que eu joguei não achei nenhum NPC ou livro escondido falando algo sobre o assunto! E eu ja baixei esse remake cara, parece estar muito bom viu! Achei ele enquanto procurava screenshots, vou jogar o quanto antes XD

      • Gle Jogador

        Sacanagem… agora fiquei com o gostinho de voltar a jogar este.
        Vou pesquisar se irei de versão tradicional do NES ( SHOW ) o um repaginado ( MSX/PC ).
        Talvez o que estiver em portugues he he he
        Estou começando a jogar a versão portado do 3ds para a PSN, muito bom, mas nada parecido com as antigas ou com os melhores do GBA.
        Bem se for para falar de castlevania irei muito longe….
        Que a força esteja com retroplayers!!!

        • http://www.retroplayers.com.br Sabat

          Vie Gle… TEM JOGO de Castlevania viu…. pqp! vai demorar uma eternidade pra falarmos de todos, mas ja tem uns bons ai no rp XD

  • elcioch

    eu só fui jogar esse castle 2 do nes no emu algum tempo atrás e pra mim de uma certa maneira “inspirrou” (saude) anos depois o castlevania para play.
    eu vi o longplay desse game no youtube porque jogar esse game não é comigo.
    não teria paciencia pra tanto, RPG sabes como é né?

    • http://www.retroplayers.com.br Sabat

      Fala Elcioch XD
      É maninho, eram épocas em que o RPG para consoles ainda não tinha uma fórmula estabelecida né ^^ Hoje chamamos este tipo de jogo de Adventure com elementos de RPG, mas na época, era RPG mesmo kk

      Tem uma versão remake cara, feita por fãs, eu vou disponibilizar um link para download e uma analise logo logo ^^

  • Kanonclint

    Cara como eu gosto deste tipo de texto. A forma como se conta a historia do game, entrelaçada com a experiencia pessoal do jogador, e todo o “background” daquela época é algo que faz a nostalgia bater forte pra caramba. E o mais legal ainda é fato de nos identificarmos com tal situação. Meus parabéns Sabat, excelente !!!!
    Eu passei exatamente pela mesma situação, o jogo era outro, mas era extremamente parecido em sua proposta de gameplay.
    O nome do jogo era ” Lord of the Sword “, jogo do Master System que seguia a MESMISSIMA proposta de Castlevania 2, o Cadu deve ter jogado.
    Os NPCs não ajudavam em nada, os inimigos eram implacaveis, e alguns chefes só podiam ser derrotados perante certas condições, que obviamente não eram explicadas em momento algum.
    O fato mais curioso desse game, e que ao apertar o botão pause ( no console ) o jogo ti mostrava um belo mapa do mundo do jogo, mas com um “pequeno” problema. Não existiam indicações ou legendas neste mapa, nem das cidades, nem das rotas, e pasmem ……nem mesmo a localização do jogador era mostrada, era como se fosse uma pintura do mundo vista de cima. Pois é …..
    Assim como no seu caso Sabat, eu também não consegui terminar o jogo na época. Mas felizmente consegui termina-lo em menos de 22 anos XD. Ok, deve ter levado uns 8 anos eu acho XD.
    O mais curioso desse fato, é notar a experiencia que adquirimos aos passar dos anos convivendo com os games. Mesmo naquela época dispondo de tempo livre a rodo, eu ainda não tinha desenvolvido as capacidades para dar cabo de tal feito. Mas quando voltei depois de anos, mesmo já com tempo escasso, era como se terminar o jogo fosse uma questão de querer ou não, pois o desfio não me intimidava mais.

    • http://www.retroplayers.com.br Sabat

      Boooa Kanon XD Esse deve ter arrancado uns cabelos do Cadu mesmo kkkkk jaja ele comenta, vamos esperar ahuahahu

      Obrigado cara, eu gosto mesmo de escrever assim, se não tiver o relato do carinha sentado no chão do quarto com as pernas cruzadas a 1 metro da TV, não vale!! XD

      Olha mano, eu acho que se eu tivesse tentado jogar de novo esse maldito jogo sem ter visto o video no Youtube do Barranco da Déborah, eu acho que teria matado mesmo assim o segredo e teria terminado sem ajuda… mas fazer o que né? Tá valendo XD

  • diogo.j15

    Um detalhe, o nome original é Dracula II, diferenciando tmb a tradiçao da franquia(Akumajo)

    • http://www.retroplayers.com.br Sabat

      Todos os Castlevanias né kkk é tudo Akumajo Dracula ^^

  • Leo Gomes

    Sabat, n sei se vc jah sabe, mas uns caras fizeram um remake desse jogo com os gráficos 16 bits… Se chama ReVamped…
    http://www.geekjuicemedia.com/26/post/2013/01/castlevania-ii-simons-quest-revamped.html

    • http://www.retroplayers.com.br Sabat

      sei sim, ja tenho, ja até bati papo ai em cima sobre ele, e vou jogar em breve XD

  • willijrcw

    Daí hoje em dia a gente joga Batman Arkham, e vem dica na tela, dica dos bandidos, dica do Alfred pelo rádio, dica do próprio Bruce, coisa estupenda! E a série ainda é conhecida por ser uma das mais difíceis em matéria de “100%zar” e achar/resolver todos os secrets…

    • http://www.retroplayers.com.br Sabat

      kkk é foda cara. Eu estava na BGS, testei o novo Batman e outros jogos, é irritante como tudo tem que ter uma explicação do que fazer, pqp!! É como se o jogo nos tratasse como idiotas incapazes, mas…. Veja só: na demo de Castlevania LoS 2, um cara não conseguia de jeito nenhum subir pelo braço do gigante sendo que o negócio era ÓBVIO, o caminho estava ali pelos pinos, era só OLHAR!! O cara tentou, tentou, tentou, olhou pra minha cara de irritado e me deu o controle reclamando que não sabia o que fazer. Pelo amor de deus, passei o negócio quase imediatamente de tão óbvio, pena que o cara tinha sumido já… Virei pra minha equipe e disse: “é por causa desses manés que existem essas merdas de dicas a cada passo nos jogos de hoje”, até a garota do estande riu….

      • Leo Gomes

        Nem me fale, cara… nem me fale. Eh tutorial vindo da baixa da égua nesses jogos atualmente.

      • willijrcw

        A galera tem preguiça de pensar, e o pior é que esse jeito tutorializado dos games atuais deixa nosso cérebro preguiçoso mesmo, vejo por mim que quando vou pegar pra jogar um clássico um pouco mais complicado já me pego nos nervos rápido, mas na verdade é só meu cérebro que está mal acostumado. Isso não faz bem, ferra com todo o fator “incentivar o raciocínio e a resolução de problemas” que os games outrora propiciaram.

        E no Batman, se desligar as dicas desliga também o sinalizador do contra-golpe, que indica quando é a hora correta de apertar o comando, e sem esse sinal você APANHA DEMAIS, pois ele é essencial nas batalhas. Os cara fazem mil menus e uma configuração diferenciada para essas coisinhas eles não fazem.

  • Ulisses Seventy Eight

    É amigos retrogamers, a coisa tá feia. Bem sobre esse jogo eu fiz na época um final e tiver te rejogar várias vezes.
    Tem suas falhas mas é ainda para mim um bom jogo, fazia os gamers pensar.

    Eu tomei uma decisão radical esse ano, não pretendo comprar nenhum game novo, pelo simples fato de ter muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuita
    coisa pra jogar e me conformar que não vou jogar ou terminar tudo que eu gostaria.

    Eu vou aproveitar o ensejo e comentar minha recém façanha.
    No começo do ano eu tinha adquirido numa troca um Gamecube, console que nunca tive a oportunidade de ter, só que tive de me desfazer dele por uma excelente causa.

    Nessa semana apareceu a oportunidade de adquirir um em excelente estado, travado, por 150 dilmas e ainda com prazo para pagar, era de um amigo meu que conserta eletrônicos e estava parado la na eletrônica, veio com um controle que parece que saiu da loja, tamanha a conservação. Dei uma limpeza nele e ele veio com um bonus disc do Mario Kart, nossa como eu me diverti com a demo do Mario Party 5, muito legal, tirando a unica prova destrói controles que tem mas é viciante demais esse treco. Inclusive eu tava pensando em parar de colecionar consoles e jogos por 2 motivos, falta de tempo e espaço fisico para guardar os consoles.

    Agora eu faço o seguinte, de 2 em 2 semana eu troco o console da tv para facilitar minha vida gamer, pretendo comprar um estante e um hub de entradas rca para poder colocar todos eles com uma portinha de vidro, ficará show.

    nesse ano era ja para eu ter uns 15 consoles diferentes. Mas acabei vendendo por faltas de espaço e só vou ficar com os que realmente vou jogar.

    Eu já tenho: Playstation Fat modelo 1001 que precisa de um leitor novo, Um mega com 16 cartuchos que estou pensando sériamente em vender ou trocar por jogos de game cube, Um Gamecube, Playstation 2 Slim 90006 e acho que já está bom pra mim.

    Valeu pelo espaço e obrigado

    • http://www.retroplayers.com.br Sabat

      Se você ver meu steam vc assusta kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Rapaz, eu tenho alguns consoles aqui, mas todos são voltados para jogatina pessoal e eventos, nada fica parado. O que eu preciso mesmo pra ser feliz são 3 cartuchos PACK: um pra snes, uma pra mega e um pra Nes XD ai fica tudo jóia!!!

      • Ulisses Seventy Eight

        Mas você Sabat junto com o pessoal são um Serviço de Utilidade Pública com a comunidade retrogamer e não pode se ater a ter os consoles por capricho, ou colecionismo. Seu objetivo é de desbravar os jogos novos ou atuais e ter um “olhar” sobre eles, expressar seus sentimentos e suas emoções através de sua paixão por jogos.

        Esqueci de mencionar os Roms Full Set que tenho, que já perdi a conta de quanto coisa eu tenho que jogar.

        Você não sabe quem tem interesse em trocar jogos usados de Game Cube por um Mega?
        Qualquer coisa me manda um mail para a gente conversar ok.

        Abraço.

        • http://www.retroplayers.com.br Sabat

          Pois é Ulisses, eu tenho essa responsabilidade cara, não fujo dela não! Mas uns cartuchinhos destes ajudariam muito viu….. Principalmente agora que vou jogar SNES adoidado!

  • Kajisan1 .

    Na verdade não foi uma proposta nova, pois o 1º Castlevania, o do MSX, já tinha esse lance aí de exploração, só virou um jogo de plataforma simples quando teve a versão do NES, que deu certo pra caramba, não sei porque a cabeçuda da Konami quis revisitar essa idéia. Eu até limei do meu pensamento que esse Castlevania 2 existe, nem penso em ter ele pra minha coleção do nintendinho. Pra mim só existe Castlevania 1 e 3 pro NES.
    A única coisa que liga esse jogo com os outros jogos da franquia é o “Harmony of dissonance”, onde o Juste(ou o Maxim) faz uma referência ao que o Simon passou nesse jogo e a idéia dos restos mortais do Drácula, que foi aproveitada no “Symphony of the Night”(e no Harmony).

    • http://www.retroplayers.com.br Sabat

      Rapaz, Vampire killer MSX é um jogo bem estranho… Ele faz as vezes do adventure, com muito back tracking e exploração, mas ele não tentou ser um RPG! O Castlevania 2 tentou… Provavelmente tentaram seguir a proposta de Zelda 2, vai saber? Verdade é que C2 ficou aquém até mesmo do game de MSX, então já viu né ^^

      • Kajisan1 .

        hahaha pior que depois que eu postei isso, eu lembrei do Zelda 2 também. Tenho a impressão que a Konami quis pegar carona nisso mesmo.

        O que me veio à cabeça é o seguinte… Zelda 2 saiu 7 meses antes. Vendo esse jogo, talvez a Konami tenha mudado o estilo dele no meio do caminho, só assim pra explicar o visual de ‘mal acabado’. Às vezes não passa a impressão que esse jogo foi lançado antes do tempo? Ele tem um visual meio crú… Repara nos sprites do jogo, só 3 chefes, o visual do Drácula, sei lá, alguma coisa me diz q esse jogo foi lançado prematuramente, antes da produção ter terminado ou como eu disse, devem ter tentado mudar ele no percurso e, pra não atrasar tanto o tempo gasto na produção dele, decidiram lançar do jeito que tava mesmo. Bom, sobre o castle do MSX, ele tinha um lance de exploração bem primário, mas tinha. Indo mais a fundo nessa história, a Konami lançou, no mesmo mês, o “Knightmare II: Maze of Galious” pro MSX e esse sim é um ótimo jogo de exploração, ele é tudo que Castlevania 2 poderia ter sido e não foi. Acho ele muuuito superior ao Castlevania 2. Bom, mas pelo que se sabe as equipes de NES e MSX eram separadas(segundo o Hideo Kojima), razão pela qual há essa disparidade tão grande entre os dois jogos: um com tanta qualidade e outro com tanta falta disso.