
Um tributo aos jogos retrôs, um tributo ao anos 80, e principalmente, um tributo ao Double Dragon 2. E adivinha qual sempre foi o meu Double Dragon favorito? Então… É claro que fiquei muito feliz com cada referência, cada inimigo e cada elemento de jogabilidade. Assim que saiu a notícia desse game aqui no Retroplayers, eu fui um dos primeiros a apoiar a iniciativa e apostar que iria dar certo. Como eu mesmo disse, eu torcia do fundo do coração para dar certo e jamais iria torcer o nariz para iniciativas como essa. Fiquei até triste com muitos comentários já falando que o jogo seria ruim sem nem ver um vídeo ainda, com aquela atitude negativa a tudo que acontece hoje no mundo dos games, e infelizmente isso ainda acontece depois de seu lançamento, onde pessoas dizem que o jogo é ruim sem nem ter jogado, apenas vendo um vídeo aqui ou lá, ou pior ainda, aqueles que repetem a opinião de outros.
Sinceramente tenho pena, e falo bastante sobre essa atitude cínica de muitas pessoas no texto, por que de fato, já estou de saco cheio de tanta gente idiota dificultando nosso mundo retrô de ressurgir. E é claro, gostaria de falar sobre o por que de Double Dragon Neon ter se tornado um dos meus games preferidos de todos os tempos e com certeza, um dos melhores beat ‘em ups, e vou evitar qualquer grande spoiller. Então, follow me, follow me.
Foi difícil começar a jogar, pois a música remixada do tema do Double Dragon é tão incrível que fica difícil apertar start e interromper o som. Mas assim que começa a primeira fase, a qualidade continua a mesma, tocando a música da primeira fase do Double Dragon, simplesmente incrível.
“City Streets 1 (Double Dragon 1 – Mission 1)”
As músicas desse jogo são impressionantes, fazem um tributo incrível aos anos 80, transformando muitas das músicas clássicas do Double Dragon em hits oitentistas. Mas acho que só ouvindo para entender mesmo. Simplesmente uma das melhores trilhas de games que já ouvi, o melhor remix de game retrô com certeza, e a melhor trilha de games dos games de hoje com toda a certeza absoluta do mundo.
“City Streets 2 (Mango Tango – Neon Jungle)”
Nem todas as músicas foram remixadas com voz mas mesmo assim possuem o DNA das músicas dos anos 80, aqui um exemplo da música da primeira fase do Double Dragon 2 que ficou incrível, perfeito, não consigo parar de ouvir, simplesmente viciante.
“Lab 1 (Double Dragon 2 – Mission 1)”
O jogo começa da forma clássica, onde Marian está em frente a garagem de Billy e Jimmy Lee, e um cara muito feminista que quer mostrar que não devemos tratar as mulheres de forma diferente, se aproxima e soca ela no estômago, quem não lembra dessa cena? Com a moça desmaiada ele a carrega embora e agora cabe aos irmãos Lee resgatá-la. Eles saem da garagem, com o mesmo carro estacionado e reclamando “Á não, não de novo!”. Como não ficar animado com isso?
O game é divertido de um jogador, mas jogando de dois fica muito mais, onde existe a possibilidade de se fazer movimentos como o “HighFive” para repartir a energia, ou ajudar o irmão caído, como comentarei mais pra frente, e isso além de as fases virem com mais inimigos e com mais HP. E se for com um amigo retrô e fã de Double Dragon então, aí fica épico!
Os gráficos são perfeitos, a melhor forma de se tratar um game retrô em 3D, usando Shade fica com aquele aspecto bem colorido. Os irmãos Lee ficaram incríveis, idênticos, apenas mudando a famosa cor vermelha e azul que diferenciava os jogadores 1 e 2 em quase todos os jogos clássicos 8 bits e agora com o detalhe da diferença no tipo de corte de cabelo mullet. Logo aparecem os primeiros inimigos para socar, carregando facas ou tacos de beseball, que assim como em qualquer Double Dragon, ao cairem no chão, é possível pegar e usar contra os meliantes.
A cada fase, novas armas são apresentadas, mas dessa vez, a arma não some depois de derrotá-los, mas elas acabam quebrando depois de um tempo de uso, uma solução perfeita e inteligente. As armas não são simplesmente umas mais fortes que as outras ou com maior alcance, etc, elas tem funcionalidades diferentes que quando bem empregadas, ajudam muito nas fases, como o taco que faz os mequetrefes voarem pela tela, o Sai que desarma os inimigos, o chicote que tem um longo alcance e acerta também os inimigos que estão atrás no maior estilo Belmont, a espada que tem uma duração incrível, o shuruiken que mata numa só, etc.
E tem uma bem engraçada, um clipe de cabelo que ao ser jogado, gruda na cabeça do inimigo apenas para zoar mesmo, se bem que ele tem utilidade contra um grande inimigo… o negocinho o incomoda e dificulta ele de lançar um de seus golpes, mostrando mais um capricho no game. É anos 80 do começo ao fim, é impossível não se sentir mais novo, não se imaginar assistindo Tartarugas Ninjas no almoço, filmes em Nova York fantasiosa, impossível não balançar os pés ao ritmo das músicas e da pancadaria.

As coisas complicam quando começam a vir as putas, as mesmas putas do Double Dragon 2, e que sempre existem em um beat ‘em up de respeito, e elas ficaram com gráficos incríveis se é que me entendem… atributos perfeitos, tão lindas e sexys de competir até com a Poison. Elas quando vem rebolando com o chicote, assim como em Double Dragon 2, dão um trabalho desgraçado e se estiverem sem o chicote, então dão mais trabalho ainda. Ela corta seu combo se não tomar cuidado com um chute ou até mesmo uma voadora… elas são umas vadias desgraçadas sim senhor. Isso ai, o game é um beat ‘em up de verdade, você acaba apanhando MESMO!
A IA é muito boa, não para te espancar mas para tornar o game divertido na dificuldade certa, e o game ao adicionar cada novo inimigo, faz lhe apresentar mais um elemento para se aprender a escapar. Não é um beat ‘em up simples de apenas sair dando socos, é um beat ‘em up de respeito!
E é lógico que tinha que ter o Abobo, e na minha opinião ele ficou muito incrível: ficou estilizado, não idêntico ao original, pois ficou muito grande, mas afinal de contas, o Abobo já foi igual em algum Double Dragon? O do DD 2 não tem nada a ver com o do 1, o do Double Dragon & Batletoads também não e ainda muda dependendo do sistema de video game onde o jogo rola. Então, qual o problema de terem estilizado ele para ficar grandalhão? Mantiveram toda a essência dele, os arremessos que ele dá jogando o irmão Lee por cima da cabeça para o outro lado igual no DD 2… para mim ele não podia ter ficado melhor, além de manter aquele aspecto cômico que ele acabou adquirindo com o passar dos anos.
Após derrotar o Abobo, a primeira tela termina e os irmãos Lee então fazem “Air Guitar” ao som clássico da série, aí muita gente vai falar, que coisa ridícula, “Air Guitar”, que coisa besta. Bom, alguém lembra quando terminávamos uma fase em Donkey Kong Country 2 com a Dixie e ela tocava a guitarra com uma música bem legal? Bom, é mais ou menos isso, e eu lembro que no final da fase se eu estivesse com o Diddy selecionado, eu trocava para a Dixie apenas para poder ouvir e ver ela tocar aquela guitarra. Então se isso ficou besta para você hoje, sinto muito por você, mas eu continuo achando essas coisas incríveis principalmente por causa da nostalgia oferecida.

Muitas coisas assim acontecem nesse jogo e que muita gente pode não gostar, como por exemplo os irmãos Lee falarem com uma voz bem Teen e fazendo comentários bem bobos, mas isso tudo faz parte do grande tributo aos anos 80 que esse jogo faz. Se você assistir filmes dos anos 80 vai ver que os clássicos são todos assim, usando o mesmo linguajar, principalmente se tratando de filmes dessa temática. Quem não se lembra de Um Tira da Pesada, O Resgate do Menino Dourado, Tartarugas Ninjas, etc. Por exemplo, para ajudar o outro player quando ele cai sem energia, você deve chegar perto dele e apertar o botão O repetidamente para voltá-lo a vida, e enquanto isso acontece, a imagem de uma fita cassete aparece na tela, um lápis entra em um dos dentes e conforme você aperta o botão o lápis gira, fazendo voltar a fita, isso é ou não é genial???
A jogabilidade ficou perfeita para um Double Dragon, os irmãos Lee se movimentam devagar, seus socos fazem um belo estrago, e os combos são curtos. Existe o chute que é mais forte, o pulo, e dois tipos de voadora. Além disso, você pode dar um soco em inimigos caídos fazendo eles se levantarem mais rápido e tirando um pouco de sua vida, deixando o jogo bem dinâmico.
Existe um botão para correr, que quando combinado com o botão de soco vira uma ombrada, ou com o botão de chute vira uma rasteira no estilo Mega Man. Além disso, existe o movimento que para mim é perfeito para um beat’em up e que sempre fez falta: a esquiva. Ao apertar o botão de esquiva parado, ele abaixa, mas se colocar para o lado ele rola, e se for no momento certo, o irmão Lee ganha uma aura vermelha e fica mais forte por alguns segundos. Mas não é fácil esquivar não, tem que treinar muito o time de cada inimigo e não adianta querer ficar esquivando, pois não dá certo, o negócio exige um tempo entre uma esquiva e outra e como todos bem sabem, os irmãos Lee são bem lentos.
E é aí que vou cometer talvez um sincericídio: muita gente ao ler o último trecho do texto onde falo dos novos movimentos, já devem ter torcido o nariz e eu conheço pessoas que torceram o nariz para isso. São aquelas atitudes bestas que ditam que se mudar qualquer coisa, então automaticamente o jogo é uma bosta. Esquiva, então é uma bosta, o Abobo está muito grande, então o jogo é uma bosta, os inimigos não são idênticos aos do Double Dragon original, então que merda de jogo. Para os idiotas tinha que ser exatamente igual só que diferente… e eu odeio esse tipo de idiotice.
Será que essas mesmas pessoas quando viram o Mega Man escorregar no MM3 acharam uma bosta? E quando começou a carregar o tiro no MM4, aí então ficou uma bela merda na opinião deles né. No próprio Double Dragon 2, muita coisa mudou em comparação ao 1. Eu DETESTO o típico comentário “Colocaram isso em tal jogo, então ficou uma merda”. Porra, joga o jogo e vê se ficou legal, vê se combinou com o game. Em Super Double Dragon, adicionaram muita coisa, e muitas dessas coisas não ficaram legais, mas eu joguei, e assim como a maioria, não gostei das coisas que foram adicionadas, e nada disso está presente no Neon, eles pensaram muito bem no que adicionar ao jogo, não adicionaram apenas por adicionar. Tudo se encaixou com perfeição.
A equipe era realmente fã de Double Dragon, em especial o 2. Fica claro isso em cada detalhe a mais no jogo. Sabe aqueles detalhes que não fariam diferença ter ou não, mas que os programadores colocam com carinho no jogo só pra trazer um charme a mais? Até mesmo nas imagens que são abertas ao finalizar o jogo, que mostram fotos das versões de desenvolvimentos de um ano antes do lançamento, dá para ver Sprites do Double Dragon 2 no meio da tela 3D junto ao jogo.
Existe a tela que faz referência a clássica fase onde os irmãos Lee estão dentro do helicóptero e a porta fica abrindo e sugando todos para fora, existem as partes nas fases onde o jogo fica em plataforma, ou seja, não dá mais para ir para cima e para baixo, apenas em linha reta, coisa muito presente no Double Dragon 2 e que era difícil de achar em outros beat’em ups.
Tem o helicóptero e o tanque, e todos apresentados de forma muito engraçada. O helicóptero se chama KillaCopter, o tanque gigante se chama…GiantTank! Essa simplicidade nos nomes, típico dos jogos dos anos 80, onde não era apresentado nome de tela ou nome de inimigos para nós, a gente acabava chamando o tanque de tanque e o helicóptero de helicóptero mesmo, e um belo exemplo desse capricho pode ser visto quando chegamos na tela do Laboratório, onde Lee se pergunta, “O que é isso? Algum tipo de laboratório?” e imediatamente aparece o nome da fase “Algum tipo de Laboratório!“. O jogo é incrível! Dá para perceber todo o carinho em cada pixel de cada polígono, em cada nota de cada música.
Os anos 80 estão estampados também na simplicidade das coisas, como por exemplo, o fato de nada precisar fazer sentido, como momento em que o jogo manda a gravidade para a pqp e o Helicóptero voa de ponta cabeça para tentar atingir os irmãos com as hélices.
Ao chegar no primeiro inimigo do jogo, qualquer um fica de boca aberta. O cara parece ser uma daqueles Badass, sentado em um trono, cercado por gueixas e com a Marian amarrada logo acima do topo. O cara usa um chapéu estilo do Raiden do Mortal Kombat, tem um monte de ossos decorando a sua armadura, ele é grande e sua cabeça é um crânio assustador. Ele se levanta, dispensa as garotas e começa a falar… Aí que você percebe que é um inimigo fanfarrão, que tem uma voz que lembra a voz do esqueleto do He-man e se apresenta como Skullmagedon.
Logo percebi a semelhança com outro vilão que é um dos meus preferidos, o Destruidor e assim que falo para alguém, acabam percebendo também. O engraçado é que a qualidade do Skullmagedon é tamanha que eu já fiquei desconfiado que não podia ser apenas um primeiro inimigo, pois se todos eles tivessem essa qualidade seria algo inimaginável. Bem, eu estava certo e errado, certo porque ele não é apenas um inimigo e sim o vilão do jogo, que escapa após a briga, e errado por que sim, todos os outros inimigos são tão bem feitos e divertidos de enfrentar quanto ele. Hoje, Skullmagedon é um dos meu vilões preferidos de todos os tempos, me proporcionou um dos melhores finais que já vi na minha vida! Termine e verás!
O vilão passa então a acompanhar o jogo fazendo comentários, como por exemplo, quando você estraga algum objeto dele, e ele reclama falando que aquilo saiu caro e que vai descontar do salário dos empregados, assim como quando ele dá ordens para os inimigos ou aparece apresentando os chefes de fase. Na verdade, todos os inimigos do jogo tem falas, desde o primeiro tipo de meliante até o último, e principalmente as putas, que já chegam falando em linguagem vulgar ou até mesmo gemendo de prazer quando matam um dos irmãos Lee. Em falar na puta, existe muito inimigo mulher nesse jogo, e todas ficaram muito legais: uma das coisas que deixaram o Double Dragon Neon tão brilhante e único é que cada inimigo tem uma função, uma habilidade, não é como a maioria dos beat’em ups, onde vem sempre os mesmo só que mais fortes ou com maior alcance ou mais rápidos: cada inimigo aqui tem uma função na tela, uma função para deixar a jogabilidade perfeita e divertida.

Por exemplo as gueixas que estão ao lado do Skullmagedon, logo na fase seguinte vem atormentar: elas ficam sumindo e reaparecendo e então arremessam seu leque, o que as deixa muito difíceis em partes de plataforma, onde para desviar, o jeito é usar a esquiva ou o pulo. Existem as minas que vem com um mini jato nas costas que só podem ser acertadas com voadoras, e quando são acertadas caídas no chão, perdem bastante vida. Elas dão rasantes pela tela e quando vem em bando são umas filhas da puta MESMO. Mas nada é mais desgraçado que as Vagabundas Ninjas, umas desgraçadas que já aparecem na tela em qualquer lugar através de bombas de fumaça, e se você não fugir a tempo já leva dano. Quando elas caem no chão a gente tem que sair de perto pois elas já levantam dando um golpe giratório, e elas tem golpes por cima, golpe de longo alcance com combo… são umas desgraças! Mas tem os magos também que só aparecem nas últimas fases e que também dão bastante trabalho, mas que não são nada comparados às Vaganinjas. Se tiver quatro delas na tela dá vontade de cantar a música tema das Tartarugas Ninjas, só que com ódio e trocando Tartaruga por Puta, Vadia e Vagabunda.
Ao derrotar os inimigos, aleatoriamente caem fitas cacetes que devem ser coletadas, e essas fitas dão habilidades e são divididas em lado A e lado B, simplesmente genial: essas são as coisas que eu chamo de capricho. No lado A ficam habilidades passivas, como por exemplo aumentar o ataque, aumentar a defesa, balancear todos os status, etc. Já no lado B estão as habilidades ativas como magias tipo hadouken, invocar o Dragão do Double Dragon na tela no maior estilo Golden Axe, e é claro, a famosa giratória do Double Dragon 2. Ao apertar Start no meio da fase e a qualquer momento, você pode escolher a fita que quer utilizar. Lá também é indicado quantas fitas você já coletou e a quantidade máxima que você pode coletar de cada uma. Quanto mais fitas coletadas, mais forte essa habilidade fica. O máximo de fitas que você pode coletar pode ser aumentada usando os mithril que caem dos chefes de fases. As fitas podem ser também compradas em algumas das lojas escondidas nas fases, e para aumentar a capacidade máxima delas, é necessário ir até o ferreiro de fita cassete, que é um metaleiro gigante, e gastar esses mithrils.
“Caramba, mudaram tudo, isso não tem nada a ver com Double Dragon, assassinaram Double Dragon, esse jogo é uma bosta!”… Idiotas, por favor, é só não usar as fitas, me poupe né!
Eu joguei usando apenas a fita Balance no lado A que deixa os status todos balanceados, e no lado B a famosa e clássica giratória do Double Dragon 2. Também para não deixar ficar mais forte e estragar a jogatina, não usava os mithrils dos inimigos e assim não evoluía a mais do que o limite inicial que é 10. Assim o jogo ficou perfeito e clássico. Mais retrô que isso, impossível. Eu só passei a usar os mithrils para aumentar para 20 o limite de todas as fitas quando terminei o jogo e abri a nova dificuldade, e ficou claro que era necessário ter mais força, pois ao receber dois golpes de qualquer puta você morre, e para piorar elas combam os chutes (sim, eu acabei de inventar o verbo “combar”: eu combo, tu combas…). E assim que fechei essa dificuldade, abriu uma nova (e infelizmente última), e mais uma vez aumentei todas para nível 30. O máximo é 50, mas não vou passar de 30, mesmo estando tomando um coro nessa dificuldade chamada simplesmente de Double Dragon. Na verdade estou gastando os mithrils nas fitas que não uso, assim não desperdiço as fitas que caem dos inimigos.
Ou seja, é tudo questão de saber usar para o seu divertimento. O jogo foi feito de forma a divertir desde os jogadores de hoje, que provavelmente usam a fita que enche o HP conforme você bate nos inimigos e com certeza elevam tudo ao nível cinquenta, até os retrôs como eu que mantêm o jogo o mais fiel possível ao nosso amado Double Dragon. Mas se muita gente tem preguiça de pensar e mais vontade de reclamar, e acham que se divertem mais com os espólios de criar polêmica e fazer graça com as famosas frases “mudou isso, então é uma bosta”, ou pior ainda, aqueles que repetem o que ouviram, fazer o quê?… Tenho pena.
O game foi desenvolvido com certeza por uma equipe retrô, pois além da época 80 perfeitamente retratada, as referências não param apenas nos jogos Double Dragon, mas em outros jogos clássicos também: uma é tão escancarada que não sei como Double Dragon Neon não foi processado pela Capcom. Se trata de um Boss que eu juro que a cada elemento que via não acreditava no que estava vendo e meu sorriso só crescia, logo estava dando gargalhada e quando o derrotei então, juro que chorei de gargalhar. É ver e se emocionar, então jogue e veja por que eu não vou contar!
Pessoal, ha tanto a se dizer sobre esse game, assim como eu falo quando lembro dos nossos saudosos games da época dourada, tanto coisa que eu quero compartilhar, referências, homenagens até mesmo a outros jogos, mas não quero dar spoiller e acabar estragando a experiência para alguém. Mas sei também que tem muita gente que não tem um videogame atual e não pode jogar esse game, mas que talvez gostaria de ver e quem sabe, com alguém retrô jogando. Então estava pensando em um RetroTube, comigo e talvez a turma aqui do Retroplayers, assim como já fizemos com Battletoads, jogando Double Dragon Neon inteiro e comentando cada uma das partes que tenho certeza que vocês vão adorar e assim, receber o comentário de vocês. Então caso alguém ache boa a ideia, é só pedir que eu faço com muito gosto, quero muito compartilhar esse game com todos os amigos aqui do Retroplayers.

Por enquanto só posso dizer que as batalhas finais são épicas, vocês vão sentir os anos 80 na veia, vão se sentir bem vindos, vão se sentir bem, com certeza vão ter vários calafrios, e no fim de tudo, acontece uma coisa que ninguém espera mas que faz todo o sentido finalmente acontecer. Aparecem mais referências, inclusive uma que falei no início do texto e que fica muito mais evidente, e o final é simplesmente um dos finais mais incríveis que já vi na minha vida, um final tão incrível que meu irmão mesmo queria voltar e deixar o Skullmagedon ganhar da gente, é simplesmente fantástico, memorável e emocionante, é de dar aquele calafrio gostoso, formigamento, vontade de chorar de emoção, e felicidade de ver algo que você ama a tanto tempo ser tratado com tanto carinho. Finalmente um game novo que ao terminá-lo, ao invés de apertar o botão de desligar, apertamos Reset, assim como fazíamos em nossos video games da época de ouro, para jogar de novo. Double Dragon Neon, muito obrigado!
Fim