
Olá pessoal! Meu primeiro post no Retroplayers! Estou super-feliz por poder participar de um site como este e compartilhar algumas das minhas maiores paixões, que na verdade são dividas em duas nesse caso: – Games e RetroGames.
É super-gostoso poder relembrar os bons momentos que passamos certo? E acredito que como vocês, essa época do Super Nintendo, Mega Drive, Nintendinho, Master System e muitos outros, fazem parte dos bons momentos das nossas vidas. Momentos que sempre relembramos com carinho.
Hoje vou falar sobre um game que entra justamente nessa fase de bons momentos da minha vida, que se inicia com o clássico console Super Nintendo. Goof Troop é o nome dele, um game que com certeza entre os gamers que tiveram a oportunidade conhecê-lo, nunca foi esquecido. Um game multiplayer que levou minha família/amigos e possivelmente a sua em horas de diversão.
Em meados de 1993 e praticamente em uma época que só se falava de Street Fighter 2 da Capcom, um game foi lançado para o console Super Nintendo, chamado Goof Troop. Para quem não sabe, Goof Troop é um desenho da Disney estrelado pelo Pateta e seu filho Max, que passou no SBT com o nome de “A Turma do Pateta” em 1997.
Lembro-me bem que quando aluguei esse jogo na locadora aqui perto de casa… Por algum motivo eu achava que era de GOLF (GOOF x GOLF – santa inteligência Ivo >.<), mas a minha justificativa é que na locadora não existiam as caixinhas dos jogos informando o que era, e que por muitas vezes você alugava o game simplesmente pelo nome. Mas chegando em casa, tive a agradável surpresa de descobrir que o jogo não era de GOLF, e sim uma super-aventura cheia de quebra-cabeças e muita diversão.
A história se inicia em um belo dia em que Pateta e seu filho Max saem para pescar. No meio da pescaria, seus amigos Bafo e seu filho Bafo Júnior acabam sendo seqüestrados por um navio desconhecido, com um símbolo informando que são piratas. Então Pateta e Max seguem o navio até uma ilha chamada “Spoonerville Island”. Ao chegar à ilha descobrem que ela está ocupada por piratas e obviamente entram na aventura para acharem seus amigos, e então resgatá-los. O jogo é composto de 5 fases, a primeira é numa praia, a segunda é numa vila pirata, a terceira é num castelo, a quarta é em uma caverna dentro da montanha e a quinta é dentro do navio pirata onde Bafo e Bafo Júnior estão.
Todas as fases têm um Chefão no final (óbvio né >.<)
A interatividade desse game também é um dos pontos fortes. Seus inimigos obviamente são piratas e para vencê-los você irá utilizar de barris, vasos, bombas e muitas outras coisas que você poderá arremessar ou usar para bater neles. Você também pode coletar itens que irão te auxiliar durante a partida, tanto para vencer os inimigos ou até ajudar a alcançar áreas inacessíveis – um exemplo é uma “hookshot” que serve tanto para acertar os inimigos ou auxiliar em atravessar rios ou plataformas. Existem também “sinos” para chamar atenção dos piratas, “chaves” para abrir portas, “tábuas de madeira” etc. Você também encontrará “cerejas e bananas” que encherão seus “pontos de vida”, “diamantes vermelhas” que dão uma “vida completa”, e “diamantes verdes” que dão “continues”.
Uma curiosidade que comento, sempre com quem apresento esse jogo, é o fato dele ter sido um dos primeiros trabalhos do Shinji Mikami (criador de Resident Evil) e essas idéias de se coletar itens para atravessar áreas inacessíveis, para recuperar pontos de vida, armas para acertar inimigos, tem tudo haver com o “estilo” de Resident Evil. Será que tudo não começou por aqui? Fica essa questão para vocês pensarem.
E não seria ruim Mikami fazer um remake do Goof Troop, com piratas-zumbis também né! “Me contrata Shinji Mikami?!… hahahaha!”
Mas vocês devem falar nesse momento: Isso tem em vários jogos Ivo!
O que tem então de diferente e especial nesse jogo? Eu respondo agora… Quebra-cabeças (Puzzles) que irão com certeza fazer você pensar bastante e trazer toda a família para ajudar.
Foi o que aconteceu exatamente comigo jogando esse jogo, a diversão se encontra em resolver esses quebra-cabeças que aparecem. Eles consistem em um cenário com blocos e alguns espaços com desenhos de estrelas, onde os “blocos” devem ser encaixados. Você deve chutar esses blocos (nas quatro direções possíveis) na ordem e direção certas para posicioná-los sobre esses espaços, abrindo assim tesouros, chaves para abrir locais antes inacessíveis, salas dos chefões (com cadeado dourado – óbvio né) e por ai vai. No começo do jogo os quebra-cabeças são bem simples, mas depois vão ficando cada vez mais difíceis, exigindo raciocínio e trabalho em equipe. Não pense que é só chutar os blocos diretamente nos lugares, você terá que fazer combinações de direções e encaixes para poder colocá-los nos lugares certos.
Lembro-me bem que minha família se reuniu na sala para pensar em algum modo de encaixar os blocos nos lugares indicados e até desenharam no papel as saídas e tudo mais, foi super-divertido. O que aumentava ainda mais a diversão do game é o fato dele poder ser jogado com mais de 1 jogador ao mesmo tempo, e nisso a Capcom com certeza acertou em cheio! Você pode escolher entre Max ou Pateta ou Pateta e Max. A única diferença entre os personagens é a velocidade e nada mais. E pra alegria de quem alugava o jogo todo fim de semana nas locadoras e não consegui terminar porque tinha que devolver na segunda-feira, (como euzinho aqui!) existe um sistema de passwords que é bem simples de usar e anotar, diferente de muitos que existiam em jogos da época que que chegavam a assustar com aqueles milhões de dígitos para se anotar. E vou dar eles aqui de presente para vocês:
- Fase 2: Banana, Diamante Vermelho, Cereja, Banana, Cereja.
- Fase 3: Cereja, Diamante Vermelho, Diamante Verde, Cereja, Banana.
- Fase 4: Diamante Vermelho, Cereja, Diamante Verde, Diamante Verde, Diamante Vermelho.
- Fase 5: Banana, Cereja, Diamante Verde, Diamante Vermelho, Banana.
Os gráficos dos personagens e inimigos lembram bastante aqueles jogos do Mickey e do Donald como: Magical Quest (que por sinal é um ótimo game), Quackshot, Castle of Ilusion, coloridos e vibrantes, já os cenários são uma mistura dos calabouços da franquia Zelda com os estágios cheios de barreiras de Bomberman, uma mistura que promove muita diverção a todo momento. Aliás falando em diversão, o que me chama a atenção é que um game com mais de 15 anos ainda consegue divertir aqueles que jogaram, ou de algum modo, vão ainda jogá-lo. Digo isso por experiência própria, apresentei esse jogo algumas semanas atrás para um amigo e minha namorada e os dois se divertiram muito jogando.
Diversão é um fato que sempre ressalto em comparação aos jogos atuais “modernos”… generalizar é algo complicado, mas não minto quando digo que o foco da maioria das produtoras hoje são os gráficos, deixando infelizmente a diversão em segundo plano. É só experimentar o multiplayer de um jogo como este para entender a que eu me refiro!

Goof Troop é um jogo super divertido, quem adora multiplayer não deve deixar de jogar esse clássico, em minha opinião, o jogo perfeito pra chamar seu filho, namorada/o, família e passar bons momentos juntos. Eu chamei esses dias minha namorada para jogar comigo e que passamos boas horas nos divertindo. Fico imaginando se ele fosse relançado em um portátil hoje em dia, iria agradar tanto os fans que jogaram no Super Nintendo, como conseguiria novos seguidores fiéis nos dias atuais. Fica a minha dica.
Grande abraço para todos. E um especial para o Sabat pela oportunidade de escrever. Até a próxima.
Fim