O meme “O que você jogou em 2011?” não poderia ter surgido em melhor hora. Embora eu tenha passado por um intenso período de estudos, consegui desfrutar de vários jogos eletrônicos novos e velhos, mesmo tendo dado muito mais atenção aos jogos mais modernos. Pois é, nesse post vocês vão conhecer todas as gostosas poligonais que eu peguei esse ano! Já as madeimoiselles de carne e osso eu vou continuar a manter em segredo…

2011 foi um ano muito bom para mim. Claro que existiram aqueles períodos frustrantes ou irritantes que nos deixam malucos, mas sem eles o ano definitivamente não teria tido a menor graça. Nos momentos em que a vida exigiu algo de mim, dei meu máximo; nos momentos de descanso, dormi feito uma pedra; e nos momentos de diversão, desbravei jogos eletrônicos maravilhosos, dos quais citarei um por um nesse exato momento.

MASTER SYSTEM III COMPACT COM ALEX KIDD NA MEMÓRIA

Após ser presenteado pelos amigos da Naturals Brazil com um Master System e um Super Nintendo, passei várias semanas me dedicando ao clássico Alex Kidd in Miracle World, analisado pelo Trooper aqui no Retroplayers.

Alex Kidd in Miracle World é o tipo de jogo que permanerá eternamente arquivado em minhas memórias. É o típico exemplo onde menos é mais: Suas músicas são simples e marcantes, seus gráficos são muito coloridos e aproveitam a paleta de cores superior a do concorrente, e seu desafio é grande mas muito recompensador. Ter que refazer o estágio inteiro apenas por ter encostado em um fantasminha não se torna algo frustrante, mas sim prazeroso.

UMA PORRADA DE TÍTULOS DO SUPER NINTENDO

Mesmo eu tendo aproveitado muito o  meu Super Nintendo durante a minha infância, confesso que eu sempre tive um “pezinho” pro lado da Sega. Porém, enquanto eu o tinha, nunca senti vontade de ter outro video game. Após ficar muitos anos sem encostar no console de 16 bits da Nintendo, estou redescobrindo, através deste SNES que ganhei recentemente, tudo aquilo que me fez amar tanto esse video game.

Legend of Zelda – A Link to the Past dispensa comentários. Nem eu imaginei que me divertiria tanto com ele.

F-Zero é um jogo de corrida espacial maluco e divertidíssimo, coisa que a Sega acabou não conseguindo fazer com o Mega Drive, mesmo tendo uma vasta lista de jogos de corrida fantásticos e extremamente realistas. Pretendo falar mais do F-Zero em breve.

Teenage Mutant Ninja Turtles IV – Turtles in Time é simplesmente uma das melhores conversões de todos os tempos. Além de trazer essencialmente o conteúdo da versão original dos arcades, a Konami acrescentou novos estágios, chefes e desafios, dando mais vida ao game. Aliás, é impossível deixar de comentar o efeito tridimensional fantástico adicionado ao estágio “Neon Night Riders“, proeza que imaginávamos que só o Super Nintendo conseguisse dar conta.

Já a edição de Prince of Persia para Super Nintendo é sem dúvida a melhor e mais completa versão do clássico. Em vez de trazer o mesmo conteúdo das outras conversões com uma leve repaginada gráfica, essa edição trouxe novos estágios, jogabilidade aprimorada e novos desafios incríveis, tornando-a obrigatória para todos os fãs do clássico. Eu parei no terceiro estágio por culpa de um beat’n up maluco que reúne o melhor do estilo e inova com um enredo super engraçado…

CURVAS SENSUALMENTE POLIGONAIS NO SEGUNDO VIDEO GAME DA SONY

Pronto, chegou o momento em que eu mostro o quanto eu sou um herege e que me divirto com pitelzinhos modernos! Empalem o filho da p#$% do Macho Gamer e depois joguem ele na fogueira!

Meu PlayStation 2, console da geração passada, passou o ano em pleno vapor. Joguei um pouco de tudo nele, mas deixei as coletâneas retrô meio de lado, sendo Altered Beast o único título realmente retrô que eu joguei com auxílio do excelente emulador PGEN.

Passei meses fascinado com God Hand, um título da Clover Studio (a mesma de Viewtiful Joe e Okami) que pega o melhor de todos os beat’n ups clássicos e adiciona um enredo meio “trash“, com elementos pós-apocalípticos, demônios e o  humor negro de Shinji Mikami, criador da série Resident Evil. O mais interessante é que o jogo possui uma trilha sonora muito agradável e gráficos lindíssimos, quase ao mesmo nível do Resident Evil 4 de Game Cube, com cut-scenes em tempo real e uma iluminação interativa. God Hand é um título que divide opiniões: algumas revistas deram notas altíssimas para ele, outras o chamaram de “uma tremenda porcaria”. Para mim é uma porcaria que merece notas altas, rs…

Recomendo fortemente também a versão Européia do jogo Indigo Phophecy, chamada Fahrenheit. O diferencial dela está na total ausência de censura nas cenas violentas ou de conteúdo sexual, coisa que acabou não acontecendo na versão ocidental. Basicamente Fahrenheit é um adventure em 3D criado pela Quantic Dream (Mesma empresa que criou posteriormente Heavy Rain para  PlayStation 3) com enredo e cutscenes dignas de cinema, onde acontece um crime em um bar de Nova Iorque, e o assassino é… VOCÊ! Tem como um jogo desses ser ruim?

O enredo é fixo, mas sabe dosar muito bem a sensação de liberdade. Mesmo o jogador estando preso aos fatos que ocorrem, é possível tomar diferentes decisões que alteram a maneira como a história acontece. Com três finais diferentes, Fahrenheit se tornou o meu adventure preferido, e se eu continuar a escrever sobre ele, sairão mais alguns parágrafos recheados de elogios.

TRILOGIA MODERNA DE PRINCE OF PERSIA

O Gagá comentou comigo da trilogia para o PlayStation 2 e eu baixei os três jogos pelo torrent, gravei em DVDs-R e comecei as minhas férias com o pé direito: Prince of Persia – Sands of Time foi simplesmente uma das experiências mais divertidas da minha vida. A Ubisoft conseguiu recriar tudo aquilo que nós amávamos no jogo lançado em 1989 para o Apple II, adaptando-o perfeitamente ao ambiente tridimensional dos títulos de PlayStation 2.

O game possui um enredo totalmente novo, onde o Príncipe é um príncipe mesmo e não um ladrão, que parte em busca de glórias e invade a Índia, derrotando um Marajá com a ajuda do inescrupuloso Vizier, que obviamente depois trai a todos. Durante a guerra, o Príncipe encontra uma poderosa adaga com o poder de voltar o tempo, sendo esse artefato a última esperança de evitar todas as catástrofes que estão acontecendo.

Os quebra-cabeças são bem intuitivos e inteligentes, fazendo com que o jogador perceba detalhes escondidos com muito mais facilidade. O Príncipe anda nas paredes, se pendura, dá saltos e faz acrobacias no melhor estilo Matrix, e as batalhas são divertidíssimas, onde você pode se defender dos inimigos e traçar várias estratégias para aniquilar os adversários. Já a Trilha sonora utiliza músicas típicas do Oriente Médio, o que ajuda ainda mais a criar a atmosfera de aventura do título.

Video game primoroso não é? Pena que Jordan Mechner (criador da série) não tenha trabalhado nos títulos posteriores, o que resultou em uma mudança brusca com Prince of Persia – Warrior Within, um jogo cheio de bugs, violência, Trilha sonora Metal e um clima extremamente denso e sombrio. Enfim, é um jogo BUNDA, mas não como a da foto ao lado… Bem, muitos odiaram as mudanças, outros as aceitaram bem, e eu pessoalmente não tenho uma opinião muito definida sobre esse segundo capítulo. Mas uma coisa é certa: a imperatriz do tempo, Kaileena, é uma tremenda gostosa. E eu também não posso deixar de comentar da Shahdee, uma adversária do game de belíssimas madeixas curtas, dona dessa bunda absurdamente voluptuosa que está ao lado e você não consegue tirar os olhos.

Já o terceiro jogo da trilogia, de subtítulo The Two Thrones, mistura o melhor dos dois jogos citados e tenta criar uma aventura totalmente nova, mas reciclando muitos recursos do Sands of Time. Eu ainda não o terminei, mas espero que ele me surpreenda.

LULU DE FINAL FANTASY X E O GRANDIOSO ROGUE GALAXY

Para me redimir dos meus pecados com a série Final Fantasy, experimentei o décimo capítulo da franquia, amado e idolatrado por muitos fãs. Aliás, Final Fantasy X é tão adorado que a Square fez uma continuação direta do game, chamada Final Fantasy X-2!

Final Fantasy X possui gráficos muito bonitos para o seu ano de lançamento, e os personagens são extremamente carismáticos. O único problema é que a Square apostou alto em fórmulas que simplesmente não colam mais para mim, nem com Super Bonder: o amor platônico entre o protagonista Tidus e a graciosa Yuna tem momentos quentes, mas o desfecho do jogo estraga tudo de uma maneira pior do que dar descarga em um hamster caolho que se movimenta com muletas.

O Final Fantasy X-2 tenta concertar isso, mas o jogo me pareceu uma versão doida de “As Panteras” com garotas da série, e ainda fizeram o favor de não colocar a Lulu, uma maga extremamente poderosa e muito, mas muito bonita, tão bonita que eu joguei 30 horas do Final Fantasy X só para ver o que ela escondia por baixo daquelas roupas extremamente decotadas e sensuais.

O enredo é complexo como qualquer adorador de um bom RPG gostaria, e o sistema de batalha traz um leque convincente de possibilidades. Pena que a execução não me agradou: as batalhas se tornaram extremamente massantes, e eu sempre tinha a impressão de que eu estava me “embananando” todo com os Sphere Grids, recurso que melhora as habilidades dos personagens.

Mas enfim, chega de comentar o Final Fantasy X. A partir de agora tentarei falar brevemente sobre um jogo que me surpreendeu muito, e que facilmente entrará na minha lista de títulos preferidos: Rogue Galaxy, um RPG produzido pela Level 5, que soube dosar belíssimos gráficos em Cel Shading como os de Dragon Quest VIII (RPG ordinariamente difícil, mas encantador) com um sistema de batalhas recheado de ação como o de Phantasy Star Universe.

Está vendo o casal acima? Pois bem, se eu não conhecesse o jogo diria que são Tidus e Yuna em outra vida! E Rogue Galaxy fez exatamente isso: pegou tudo aquilo que eu amo em todos os RPGs de todas as épocas, reuniu em um único jogo, e conseguiu fazer uma mistureba brilhantemente original!

Rogue Galaxy é uma “salada de frutas” maravilhosa. O enredo gira em torno de Jaster Rogue, um garoto que sonha alcançar os céus. O mais interessante é que o desejo dele é conquistado logo no começo do game, e sendo confundido com um lendário caçador de tesouros, o inexperiente Jaster logo se torna um herói.

A direção de arte é tão perfeita que eu não acreditei que o PlayStation 2 suportasse um jogo tão belo. A aventura é bem longa, mas está me divertindo a cada segundo! Aliás,  o tempo de acesso ao disco praticamente não existe, algo extremamente raro em um RPG tão grandioso.

O único problema é que a minha versão está travando nos capítulos finais, e depois de ter destruído 7 DVDs de dupla camada com Isos corrompidas do game, estou pensando seriamente em comprá-lo original. Eu poderia escrever mais sobre os seus interessantíssimos personagens, incluindo as duas garotas deliciosas ou sobre sua Trilha Sonora  que não saí da minha cabeça, mas eu prefiro que vocês joguem e tirem suas próprias conclusões.

Não sei se nos encontraremos em mais algum post este ano, por isso desejo toda a felicidade, paz, prosperidade, sucesso e amor do mundo para vocês! Muito obrigado por ler esse texto e por acessar Retroplayers. Boas festas!

ATUALIZAÇÃO: Pois é, mesmo depois de ter redigido o texto do Meme, continuo cometendo heresias diariamente. Para vocês terem uma ideia, até Left 4 Dead 2 eu já ganhei de presente do TH! Muito obrigado, nobre fã das Tartarugas Ninjas! Confiram mais heresias no Jogatina! ^_^

Participam do Meme “O que você  jogou em 2011?” até o momento:

Fim