
Eis que em um final de semana longínquo, eu e mais um amigo jogávamos aquele game de pancadaria em duas rodas naquele vídeo game de última geração que dava as caras em todas as revistas especializadas, que prometia revolucionar graficamente toda a indústria de jogos da época para todo o sempre e que, na verdade, não fez nada mais do que ser um grande fiasco do entretenimento eletrônico… Mas um grande fiasco bem charmoso!
Todo mundo ao menos já ouviu o nome 3Do ser dito alguma vez na vida, correto? É certo também que nem a metade desse pessoal chegou a ler algo a respeito deste finado console, menor ainda é o número de pessoas que puderam ver o aparelho ao menos uma vez ligado ou não, e microscópica é a parcela que chegou a colocar as mãos em um aparelho desses na época em que chegou ao mercado. Nem preciso dizer que donos de 3Do praticamente não existiam, ainda mais no Brasil, onde o preço do aparelho, que era de U$700 Obamas nos EUA (caceta!!), já sofria o terrível fenômeno da multiplicação por impostos.
O clima era totalmente desfavorável, minha turma de amigos jogadores freqüentava a mesma locadora que eu pelos mesmos motivos: a mesada só dava para aquilo, e nem passava pela cabeça de ninguém algo mais ousado do que o simples devaneio de possuir um console daquele, que sempre aparecia nas revistas semi-especializadas da época acompanhado de propagandas tão tentadoras quanto enganosas. Só que aconteceu! Sabe quando você atente a campainha e dá de cara com a pessoa mais inesperada que você poderia encontrar na sua porta? Pois é, aconteceu, e duas vezes, uma mais inesperada que a outra, o início e o fim desta história que eu contarei agora.
Mas levando em consideração que um fragmento daquela parcela de pessoas que já ouviram falar do dito cujo mas não tem idéia do que ele é ou foi podem estar neste momento lendo minhas palavras, preciso então antes de mais nada falar o que diabos é um 3Do! Pois bem, caros amigos retroaventureiros, vamos a ele!
O 3Do é o nome dado a uma série de consoles fabricados a partir de 1993 por algumas marcas famosas ou nem tanto da indústria de eletrônicos do mundo que seguiam as especificações criadas e fornecidas pela 3Do Company.
É isso mesmo, a 3Do Company não produzia seus consoles: a idéia era lucrar com o recebimento dos royalties de quem quisesse fabricar o aparelho e de quem quisesse lançar jogos nele, uma idéia bastante inteligente mas que obrigatoriamente, dependia do sucesso de vendas do console. E sem entrar em detalhes, suas especificações eram bastante robustas. Seu processador de 32 bits e seu leitor de CD de 2x (vuaaashhh) o transformavam em uma invejável central multimídia capaz de tocar CDs de música, reproduzir fotos, filmes e aplicativos em CD além da capacidade de rodar jogos 3D poligonais cheios de filminhos reais e em CG, fatores que certamente tornariam o console muito atrativo para a época.
Os primeiros aparelhos foram fabricados pela Panasonic, só que, do grande número de empresas que adquiriram licença para produzir o raro artefato, somente a Sanyo e Gold Star também entraram na jogada. Motivo: o fracasso era iminente e transparente. Causa: o exorbitante e arrogante preço de lançamento (os já citados U$799), justificado pelo fabricante como sendo um valor justo a ser pago pelo primeiro e único console 32bits do mercado. Só que o povão, acostumado a pagar valores que não passavam muito de U$400 por um videogame, não engoliu essa história de preço justo não, e os aparelhos criaram poeira nas prateleiras das lojas, um fato que foi citado em revistas como sendo o pior lançamento de console daquele ano, e que mais tarde seria conhecido por ser um dos maiores fiascos de vendas da história dos videogames. A situação alarmante que não mudava e que não apresentava sinais de que poderia vir a melhorar, culminou por gerar aquele famoso grilo atrás das orelhas do pessoal das grandes softhouses, que já não tinham certeza alguma de que realmente valeria a pena produzir games para aquele console, sendo que os concorrentes Mega Drive e Super Nintendo eram casas já consolidadas e de retorno financeiro garantido.
Mesmo com a redução considerável no preço do console que aconteceu no final de 1994 (de U$799 pra U$499), o poderoso aparelho continuava encalhado e não convencendo ninguém, e o resultado foi o quase total abandono das softhouses, ainda mais após o lançamento das plataformas PlayStation, Neo-Geo CD e Sega Saturn, que aconteceu no final daquele mesmo ano, e apresentava três plataformas mais baratas, mais potentes e mais confiáveis que o console da 3Do. Em 1996 a última pá de terra era jogada em cima do caixão: a Nintendo lançava seu Nintendo 64, e a Matsushita pulava fora do projeto que poderia vir a ser o console sucessor do atual defunto.
O 3Do chegou ao seu fim tendo uma biblioteca de pouquíssimos jogos realmente bons, onde as versões memoráveis de Flashback, Out of this World e Super Street Fighter II Turbo mostravam o excelente nível técnico que os games desenvolvidos para o aparelho poderiam atingir. Uma pena.
Agora que a aulinha de história terminou, vocês caros amigos leitores já devem perceber o quão difícil deve ser achar hoje em dia um aparelho destes funcionando, não é mesmo? Na época já era difícil, mas não impossível, e foi em um sábado de jogatina descolada que eu descobri isso.
Fui à casa de um amigo jogar vídeo game, o Pavani, vulgo Porquinho na época, apelido dado a ele pelo seu fanatismo àquele time verde atualmente sem estádio aqui da capital de São Paulo. Acho que esse cara foi e é um dos meus maiores parceiros de jogatina contra, 1×1, aquilo que aprendemos a chamar de CONFLITO, e que por inúmeras vezes ao longo de tantos anos, se repetiu em nossas casas sempre regado a muitos palavrões e juras de vingança.
Bem, eu entrei no quarto do cara, e ele não estava jogando, e só este fato já poderia ser considerado algo estranho! Não me lembro o que ele fazia, mas o som que rolava ao fundo me faz balançar a cabeça até hoje: Outshined, Soundgarden. De onde vinha aquele som? Sim, vinha daquele aparelho chumbo em cima da cama, um 3Do R.E.A.L. Panasonic! Mas de onde havia saído aquela maravilha? Como poderia um 3Do estar ali em cima da cama de um amigo que era tão fudido de grana quanto eu? A resposta veio rápida.
Em minha rua morava (e mora) um garoto chamado Rafael. Era bem mulecão, provavelmente ainda não era nem pré-adolescente na época em que a irmã dele namorava com um de meus amigos. Aconteceu que o garoto não tinha videogame, e quando ele alcançou a idade própria para sentir falta de um, calhou do 3Do ser o aparelho mais maravilhoso que se podia ver em uma revista! Como o poder aquisitivo da família em questão era relativamente maior que o nosso, ele acabou ganhando um juntamente de alguns jogos!
Só que o cara enjoou dos seus jogos, e tendo em vista que conseguir cd’s novos de 3Do era um parto, ele achou por melhor tentar trocar o aparelho com algum amigo para que assim, ele pudesse desfrutar dos games de SNES e Mega Drive que até então ele não havia conseguido jogar. Ele trocou o 3Do dele com o SNES do Pavani.
Isso deve ter acontecido em uma data próxima do início de 1996, e por alguns meses, passamos a jogar bastante 3Do, principalmente Road Rash e Samurai Shodown, dois jogos impressionantes para o aparelho. A gente adorava escutar a trilha sonora do Road Rash, assistir aos clipes de rock grunge que recheavam o CD do jogo, e detonar o último líder do Samurai Shodown era uma tarefa árdua que sempre tentávamos e que eu nem lembro se consegui, pois o game era e é super difícil, eram só 3 créditos e os controles com poucos botões não ajudavam… E assim nós curtimos aquele aparelho até que ficamos sabendo da existência do PSx e do Sega Saturn, que apareceram na locadora do bairro rodando Street Fighter Alpha 2 sem LOADING e idênticos ao fliperama, e abocanharam toda a atenção que a galera gamer do bairro poderia oferecer: a moda agora era jogar por tempo na locadora! Aqueles videogames novos eram um salto de qualidade sem igual, e quando o primeiro cara da rua comprou um PSx, ninguém mais queria saber de outra coisa. Pouco tempo depois, eu comprei um Nintendo 64, console que o Rafael fez questão de comprar também, pois o SNES do Pavani o havia transformado em um grande fã da Nintendo, coisa nada difícil de acontecer na época. A propósito, foi graças aos jogos que o Rafael ganhava que eu pude jogar alguns dos melhores games de todos os tempos no N64, mas isso é assunto para outra história.
Bem, o fato é que tendo em vista a grande mudança no mercado de games que acabava de acontecer, os dois amigos acabaram nunca destrocando os consoles! Ambos foram encostados, depositados cada um em baixo de uma cama da casa em que estavam, e assim permaneceu por uns 15 anos.
Caros amigos, 15 anos é muito tempo. Nestes 15 anos o Brasil virou Penta, virou o melhor Volleyball do mundo, o Lula foi de semi-analfabeto a presidente, sobrevivemos a 3 profecias de fim dos tempos, o Michael Jackson morreu, um negro manda nos EUA e uma mulher manda no Brasil. Nos games, gerações vieram e outras acabaram, a Sony foi às alturas e desceu, a Nintendo foi às profundezas e subiu, Bill Gates resolveu que videogame poderia ser tão lucrativo quanto o Windows, a Sega parou de fabricar consoles. 15 anos é muito tempo meu amigo.
Mas por mais que o mundo queira, conspire ou force, certas coisas são imutáveis, e permanecem inalteradas passem quantos anos forem. É como o time da Marginal sem número que continua sem ganhar Libertadores, ou o Super Mario que continua sendo o personagem mais popular do mundo.
No caso em questão, imutável também são algumas amizades que nós temos, daquelas que não enfraquecem seja lá quanto tempo tenha se pasado, e foi devido a isso que eu estava outro dia novamente na casa do Pavani, batendo papo sobre a falta que aquele velho CONFLITO está fazendo já que nem eu nem ele adquirimos um Next Gen para jogarmos os games de futebol e luta que estão na moda.
Não me lembro mais qual foi a deixa para que o nome 3Do entrasse na conversa, mas a lembrança bateu e começamos a falar daqueles velhos momentos de Sound Garden + Road Rash acontecidos a tanto tempo atrás.
De repente, o cara parou e deu aquela pensada, como se analisasse uma situação de dúvida (em outras palavras, ele estava viajando), e momentos depois, ele me disse que talvez, o 3Do ainda estivesse lá em algum lugar. Claro que eu duvidei, não era possível, fazia tempo demais, e ele já havia mudado de residência duas vezes, e todos nós sabemos como as mudanças fazem mau aos nossos pertences digamos, arquivados. Pior ainda quando a mãe, Grande dona Eliana, chegou dizendo que ele mesmo havia dado o videogame para alguém. Mas o Pavani não sossegou, ele estava convicto de que não havia cedido aquele videogame pra ninguém, e naquele momento eu já estava é torcendo para que ele estivesse certo. Então, soltando um berro escandaloso bem característico dele, perguntou para a tia, Santa dona Mércia, que mora com eles desde que eu me conheço por gente, se ela lembrava onde estava aquele videogame velho preto. Sem titubear, ela foi ao outro quarto, puxou umas caixas, retirou de uma delas uma sacola de plástico marrom que um dia foi preta, e dentro, estava o 3Do.
Senti um arrepio de felicidade, confesso a todos e ao Pavani mesmo que naquele momento, meus olhos se encheram de lágrimas… Sou um bunda mole quando o assunto é nostalgia. Se ele tivesse percebido, o filho da p@#$ diria que escorreram duas lágrimas dos meus olhos, fazendo referência a um falso-incidente desgraçado que eu também contarei a vocês em outra oportunidade.
O aparelho estava sujo como se tivesse sido resgatado de uma enchente, faltava o botão de Power On/Off, não estava com os cabos e nem sinal dos jogos. Só que ele estava lá, com seus 2 controles, e só isso já tinha um valor nostálgico enorme pra mim, anda mais depois que o Pavani disse que eu deveria ficar com o aparelho. Claro que eu aceitei na hora, e minha missão passou a ser a partir de então, a de fazê-lo funcionar, coisa que comecei no dia seguinte, um Domingo de festa aqui em casa, era aniversário da minha mãe.
Eu já disse o quanto o console estava sujo? Sim? Então farei um complemento: estava tão imundo que eu o coloquei no quintal e passei a vassoura nele e nos controles antes de levar o conjunto para dentro de casa! Pouco tempo depois, eu já estava com uma chave de fenda na mão abrindo o danado para averiguar qual gambiarra seria necessário fazer para que ele funcionasse.
Quem acompanhou essa minha odisséia via Twitter sabe que eu estava meio bêbado enquanto fazia isso, tanto que não percebi uma barata morta que caiu de dentro dele no tapete do quarto… Só fui me dar conta do cadáver na noite do dia seguinte! Bem, meu estado de embriaguês à parte, a esperança era de que o botão de Power On/Off estivesse caído dentro da carcaça do aparelho, e não estava. Desmontei então uma fonte velha de computador, arranquei aquele plugue de On/Off que tinha atrás dela, e já adaptava uns fios para fazer uma senhora gambiarra quando meu irmão, que estava me ajudando, olhou e disse “mano, eu acho que você tá viajando… Esse plugue encaixa aí sem precisar de gambiarra”. E não é que era verdade? Eu não havia percebido, mas o plugue tinha aparentemente as mesmas características do botão que ali faltava…
Ê cerveja!! Foi tirar o excesso de solda dele, encaixar (ficou perfeito), plugar o cabo de energia (que é igual o de PS1 e PS2), ligar na TV (cabo composto Vídeo + Áudio estéreo DIR/ESQ) e rezar para não pegar fogo no meu quarto. O resultado, foi o símbolo da 3Do aparecendo na tela. Um teste com um CD de música mostrou que o canhão do aparelho estava intacto, e que ambos os controles funcionavam. Só faltava agora, limpar decentemente o bixinho.
Desmontei a carcaça, limpei a placa mãe, removi 5 ovos de barata chocados e uma aranha morta grudados na tampa, desmontei os controles, limpei e poli os contatos, separei em um canto tudo que era eletrônico, e lavei com sabão e escova todas as partes de plástico do aparelho.
Deu um trabalho enorme, mas o resultado foi este:
O console agora tem aspecto de novo, até uma caixa improvisada eu arrumei para ele. Dá gosto olhar para o serviço e perceber o quão largado estava um aparelho em tão bom estado.
Boa notícia: na época de seu lançamento, não existia trava de região e mesmo a gravação de CD’s piratas era algo ainda muito tímido, ou seja, não existia qualquer tipo de trava no aparelho que me impedisse de baixar alguns jogos para testar, e foi o que eu fiz (me venda o game novo com nota fiscal, ou me processe 3Do Interactive).
No dia seguinte, testei Wolfenstein 3D, o primeiro game em 1ª pessoa que joguei na vida, e me surpreendi ao ver como o game havia ficado bonito na TV de LCD, muito mais do que eu esperava. Na verdade, eu esperava que fosse ficar uma merda, assim como esperava que ficaria uma merda o Samurai Shodown, o Flash Back e o Out of this World. Testei também o Doom, e me decepcionei demais com a qualidade porca do jogo… Esperava muito mais que aquilo, e como foi bom depois de tanto tempo, presenciar novamente o Road Rash rodando naquele aparelho. Perdi muito mais tempo só ouvindo a trilha sonora e assistindo os clipes musicais do que jogando mesmo! Mais tarde, mostrei o aparelho a um outro amigo de longa data que sempre aparece em casa, amigo este que presenciou também, mas de forma indireta, toda esta história que contei, o Bugalú, e o resultado foram 56 partidas acirradas de Super Street Fighter II Turbo na minha TV. Existe recompensa maior do que essa?
Agora o aparelho está devidamente guardado em sua caixa improvisada só no aguardo da próxima jogatina, que desta vez, não demorará 15 anos para acontecer. Acho que se esse 3Do pudesse, ele me agradeceria.
Vejam mais algumas screenshots batidas por mim enquanto testava alguns games do aparelho, e reparem como algumas imagens possuiam qualidade muito acima de seus concorrentes da época:
Out of this World se mostrou impressionantemente bonito, tanto que me senti obrigado a jogar um pouquinho da versão de Mega Drive (idêntica visualmente à de SNES) só para conferir a monstruosa diferença gráfica. Sonoricamente nem preciso dizer que o CD confere uma atmosfera completamente diferente ao jogo. É uma obra de arte, e provavelmente, o melhor jogo de 3Do.
Flashback também possui um tratamento visual primoroso e efeitos sonoros cristalinos. A movimentação do personagem é nitidamente mais suave e com mais frames de animação, e as entrecenas foram todas substituídas por vídeos criados por computação gráfica, coisa que se popularizou no PlayStation.
Olhando-os, dá pra imaginar o que poderia ser criado para este aparelho se ele não tivesse sido tão superestimado por seu criador. E garanto que estes dois jogos serão detonados por mim assim que eu descolar um MemoryCard para o aparelho né!! Vai ser difícil, mas quem sabe eu não ache um barato por ai?
Esta história me fez refletir sobre uma situação que deve acontecer muito por aí. Com isto que vou dizer, não estarei me referindo às pessoas que tem noção daquilo que possuem, seja vendendo, revendendo, guardando ou usando. Não, isso diz respeito às pessoas que viveram aquela época de inocência, de falta de valor nos bens materiais, aquela época em que a gente emprestava as coisas sem medo delas não voltarem inteiras, e que mais tarde, esquecíamos delas por pura e simples substituição.
Quantos Pavanis existem por ai? Quantas pessoas existem em São Paulo, no Brasil, no Mundo, que tenham em algum armário na garagem, ou em uma caixa no sótão ou no porão, ou em baixo de uma cama, ou dentro de uma caixa de ferramentas velhas ou sacola cheia de tranqueiras, quantas pessoas ainda existem que tenham algo relativo a videogames apodrecendo em algum canto sujo de suas casas simplesmente por não terem noção de que aquilo ainda pode ser útil?
Centenas? Milhares? Eu chutaria até mais.
Pessoal, eu consegui por pura obra do acaso um 3Do Panasonic R.E.A.L. funcionando, um dos consoles mais raros do mundo, e ele estava em baixo de uma cama, em uma sacola suja e deteriorada pelo tempo servindo de casa para baratas, esperando que talvez um dia, alguém pudesse colocá-lo novamente para funcionar. Se eu pensar em algo menos raro, me vem a imagem de tantos cartuchos, controles, consoles, peças, acessórios, cabos, tudo esquecido e largado ao tempo por donos que já não jogam mais, ou que largaram na casa dos pais e foram embora, ou que simplesmente foram trocados, e outros N motivos cabíveis a pessoas que de maneira alguma fazem isso por mal, e sim pela simples ausência do pensamento de que aquilo ainda pode ser útil, pode divertir alguém, pode ainda fazer parte da história se não do próprio dono, mas de alguém ainda pela frente.
O que você, caro amigo leitor, tem que se enquadra nessas condições?
Se você não vai vender, não vai guardar em um local seco e limpo, não vai mais usar, ou se você nem sabe o que é, então não deixe apodrecendo e mande para mim, pois são coisas que eu posso revitalizar, restaurar, mandar concertar se for o caso, e eu agradeceria de todo o coração e usaria muitos itens como brindes no Retroplayers, prêmios para sorteios, até mesmo faria doações para pessoas que certamente dariam um enorme valor a tal material.
Um simples controle empoeirado, ou um cabo, ou aquele cartucho sem label que você nem sabe mais que jogo é… Alguns meses atrás na casa de uma tia, minha prima ao revirar uma gaveta em busca de uma peça de computador, achou uma daquelas caixinhas pretas de se ligar na entrada de antena daquelas TVs antigas com aquela alavanca GAME >>> TV! Estava novinh,a e a garota não sabia pra que servia e nem de onde veio. Ela me deu, e eu já mostrei pra uns 5 caras que não acreditam no estado de conservação do negócio!
Peço para que vocês façam a mesma coisa, caros amigos retroaventureiros. Espalhem a mensagem, e se possível, entrem em contato comigo! Tenham certeza de que se um movimento de doação der certo, MUITA GENTE vai agradecer, e isso vocês poderão sem dúvida, cobrar de mim depois.
Obrigado a todos!
Fim